SENTIR
Sou pequena, me sinto minúscula...
Parece que o tempo passou
E sobrevivi, não vivi.
Clamo paz
Talvez tenha me tocado a alma,
Quando disse:
Tenha um caminho feliz!
Imaginava que eu fosse feliz
Nos meus caminhos com um sorriso largo.
Ando sem energia e exaurida
E vários gatilhos emocionais me assombram
O buraco no peito sempre existira
A humanidade medíocre
Perambulo em mundos que não me cabe.
Estamos todos perdidos
Sempre na busca de algo.
E...
Me cobram um propósito!
- Eu eu?
Não quero nada, além de paz!
Sou como água e transito em quatro estados
Talvez esteja congelada
A morte sempre foi a companheira
Em ciclos que se fecham e se abrem...
O arquétipo de Fénix, não pertence aos que voam
E sim, aos que sobrevivem às cinzas
Limpo as cinzas e as transformo,
Sensibilidade sem fronteira,
Vira escravidão, confusão e escolhas ruins.
Desisto de reverencias às bençãos
Perdi em minha própria maldição
Queimei, ardi e estou nas cinzas...
Por enquanto!
Por: Lucileyma Carazza
