quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

SENTIR

 



SENTIR

 

Sou pequena, me sinto minúscula...

Parece que o tempo passou

E sobrevivi, não vivi.

Clamo paz

Talvez tenha me tocado a alma,

Quando disse:

Tenha um caminho feliz!

Imaginava que eu fosse feliz

Nos meus caminhos com um sorriso largo.

Ando sem energia e exaurida

E vários gatilhos emocionais me assombram

O buraco no peito sempre existira

A humanidade medíocre

Perambulo em mundos que não me cabe.

Estamos todos perdidos

Sempre na busca de algo.

E...

Me cobram um propósito!

- Eu eu?

Não quero nada, além de paz!

Sou como água e transito em quatro estados

Talvez esteja congelada

A morte sempre foi a companheira

Em ciclos que se fecham e se abrem...

O arquétipo de Fénix, não pertence aos que voam

E sim, aos que sobrevivem às cinzas

Limpo as cinzas e as transformo,

Sensibilidade sem fronteira,

Vira escravidão, confusão e escolhas ruins.

Desisto de reverencias às bençãos

Perdi em minha própria maldição

Queimei, ardi e estou nas cinzas...

Por enquanto!

 

Por: Lucileyma Carazza