Estimado Tiago,
Por tempos os livros que lia eu sempre
fazia um registro público para que nunca esquecesse da experiência. Talvez,
você me tenha feito resgatar um hábito antigo...
Li o seu e-book, tendo em vista
que sou sedenta por conhecimento e estava curiosa para ler o quê, um garoto tão
jovem, extrovertido e até mesmo atrevido, teria a me ensinar, atrevido sim,
porque a sua profissão não é para qualquer um.
Ainda existia algo que me
intrigava e era justamente o fato de não ter escrito nada sobre o meu salto,
que era um sonho desde a adolescência. Não saiu um verso, uma prosa, uma poesia
e não consegui pensar em nada.
Meus registros são feitos em
poesia, minha vida é poesia...
Refletindo sobre suas palavras,
passei por uma breve digestão emocional, pois, em seu livro são feitas algumas
perguntas das quais não soube responder, por não ter respostas no íntimo da
minha alma. Uma pergunta simples: “Quais foram os momentos mais marcantes da
sua vida”? – Não consegui elencar... não sei quais foram... mas vou digerir
isso ainda...
Há muitos anos aprendi que não
possuímos o controle absoluto da vida, aliás, não possuímos controle de nada. O
“caos” transforma o planejado desde que tenhamos equilíbrio.
E o que seria o equilíbrio? Até
hoje não sei.
Existe um termo utilizado por
terapeutas/psiquiatras que diz o seguinte: “inflama que sara”, desta forma lidamos
com o caos, no meu caso com a loucura. Fiz uma analogia do caos com a
loucura... Ainda, dentro do descrito no livro nos deparamos com o medo. Medo
para os estudiosos citados acima, nada mais é do que o desejo mais profundo do
inconsciente.
No mais, a citação de que a “ansiedade
é excesso de futuro e que a culpa excesso de passado”, distorce um pouco a
realidade. De fato, a ansiedade é excesso de futuro, mas o passado é o excesso
de melancolia, a culpa, essa daí, prefiro dizer que é apenas uma palavra. Culpa
de quê e para quê? A culpa só serve para julgamentos...
Saltar de paraquedas me deu a
sensação única de desconstrução. Talvez tenha sido o único momento da minha
vida em que não me preocupei com absolutamente nada, a mente esvaziou e cheguei
a pensar que talvez essa seja a iluminação descrita pelos Budistas. Pós voo
senti a adrenalina, mas durante, uma paz profunda.
Existem possicionamentos lindíssimos e
minimalistas na abordagem do seu livro, e estas me marcaram: “Ler transforma, mas viver
liberta” e “Eu já me sinto livre, hoje eu quero é sentir que eu livro”.
Acredito que existe um lugar onde
todos são loucos e felizes e que gente feliz não incomoda ninguém.
Como disse no início do texto,
você é um garoto que transforma vidas, com a sua educação, dedicação, cuidado,
alegria, pela sua luz e principalmente pela liberdade de ser você.
Muito obrigada por ter me
despertado duplamente: no salto e na leitura.
Por: Lucileyma Carazza
E-book: Mente Inabalável – Tiago Cardozo
Escola de paraquedismo:
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