quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

SOLTE



 SOLTE

 

Ouvindo a discografia da Marisa Monte

Deparei-me com uma música desconhecida:

“Vai sem direção

Vai ser livre

A tristeza não

Não resiste

Solte os seus cabelos aos ventos

Não olhe para trás”...

Deletei-me ao imaginar o que a poeta sentia

Ao descrever tamanha realidade

Com tanta sensibilidade...

Uma musicalidade que acalma

Tranquiliza e pacifica a alma

Percebemos o quanto precisamos nos acolher

Assumir quem somos e estar abertos ao imprevisível.

A falta de controle do ego em querer e querer

Nos leva para longe de nós...

Nestes momentos precisamos afastar e silenciar.

A dor latente que grita precisa de tratamento

Num semblante calmo entregue a exaustão

O coração pesa, a garganta seca, as vistas pesam

O desconforto me leva para bem longe.

Fujo da dor mas a acolho em amorosidade

Aos olhos dos outros não quero me expor.

Preciso parar de querer...

Ir sem direção, não significa uma falta de propósito

É apenas o descanso de uma alma cansada

Que quer viver sem cobrança, leve e sempre em busca...

A busca do despertar!

Tornei-me mestre na arte em ser invisível.

A rejeição é uma dor sem cura,

Como vitamina que faltou na infância.

Melhor recolher-me a insignificância

Pois, nada mais importa...

Dance o ventre na madruga a beira mar

Para muitos, a dor do dançar é libertar-se.

Reverencie o mais belo que existe no mundo: a natureza;

E sobre a vida, saúdo o ventre.

Não há como ficar

Não há como conquistar

Não há como competir

Não há mudança.

Mas, na discografia há uma frase recorrente da poeta:

“As portas e janelas estão abertas para o novo e o bem entrar”...

 

Por: Lucileyma Carazza