Ouvindo
a discografia da Marisa Monte
Deparei-me
com uma música desconhecida:
“Vai sem direção
Vai ser livre
A tristeza não
Não resiste
Solte os seus cabelos aos ventos
Não olhe para trás”...
Deletei-me
ao imaginar o que a poeta sentia
Ao
descrever tamanha realidade
Com
tanta sensibilidade...
Uma
musicalidade que acalma
Tranquiliza
e pacifica a alma
Percebemos
o quanto precisamos nos acolher
Assumir
quem somos e estar abertos ao imprevisível.
A
falta de controle do ego em querer e querer
Nos
leva para longe de nós...
Nestes
momentos precisamos afastar e silenciar.
A
dor latente que grita precisa de tratamento
Num
semblante calmo entregue a exaustão
O
coração pesa, a garganta seca, as vistas pesam
O
desconforto me leva para bem longe.
Fujo
da dor mas a acolho em amorosidade
Aos
olhos dos outros não quero me expor.
Preciso
parar de querer...
Ir
sem direção, não significa uma falta de propósito
É apenas
o descanso de uma alma cansada
Que
quer viver sem cobrança, leve e sempre em busca...
A
busca do despertar!
Tornei-me
mestre na arte em ser invisível.
A
rejeição é uma dor sem cura,
Como
vitamina que faltou na infância.
Melhor
recolher-me a insignificância
Pois,
nada mais importa...
Dance
o ventre na madruga a beira mar
Para
muitos, a dor do dançar é libertar-se.
Reverencie
o mais belo que existe no mundo: a natureza;
E sobre
a vida, saúdo o ventre.
Não
há como ficar
Não
há como conquistar
Não
há como competir
Não
há mudança.
Mas,
na discografia há uma frase recorrente da poeta:
“As
portas e janelas estão abertas para o novo e o bem entrar”...
Por:
Lucileyma Carazza
