quarta-feira, 22 de abril de 2026

SOBRE SONHOS

 



SOBRE SONHOS

 

Estranho você vender sonhos

Mas nunca ter realizado o meu

Não sei mais se esse sonho me pertence

Incrível como admiro as manobras

Vejo o sorriso maroto e o semblante leve

Percebo o mundo movimentando

E eu aqui parada, estagnada e observando.

A presença da natureza me cura[

Acredito na generosidade dos desconhecidos

Deleito com o encontro do humano com o Divino, ou místico...

Palavras não possuem coerência

Lagrimas me atormentam e insistem

O coração fica apertado e diminui

As emoções são processos emocionais digestivos longos

Amar é o melhor da vida

Na inocência errante, emocionante e livre

É preciso ter coragem para amar

Para tornarmos resilientes e altruístas

 

Por: Lucileyma Carazza


ESTIMADO AMIGO


 


ESTIMADO AMIGO

 

Prefiro escrever, ando muito sensível, e isso, me afasta das pessoas...

Sou aquele tipo que sempre socorre, mas nem sempre sou convidada para as festas, ou socorrida, desde da infância esse pensamento me ronda.

Tenho dificuldades em me relacionar, entregar, confiar e sei de todos os meus defeitos, sair sozinha, ou ficar sozinha, foi um abito que adquiri para me defender de uma dor profunda que se chama exclusão que carrego desde a infância.

É uma defesa, ou como você mesmo me disse: uma fuga.

Não sou de muitos amigos e os que tenho os defendo como uma onça, amo incondicionalmente, às vezes posso me tora invasiva por amar demais, por me sentir inserida e íntima...

Nessa jornada de vida espiritual e emocional aprendi a responsabilizar-me por tudo.

Ultimamente tem sido muito difícil a nossa convivência porque perdi a minha espontaneidade, os meus comentários interrompem e são inadequados, o meu silêncio incomoda e até uma piada tosca é motivo para críticas.

Nossas conversas tornou-se monólogos, sinto o luto e te liberto. Não há mais nada a ser feito ou dito.

Sei que preocupa comigo, mas preciso ser acolhida, e talvez, verbalizar essa frase me liberte da dor.

Quero voltar a sorrir, ser autêntica sem dor, sem drama, quero sanar essa bipolaridade, quero parar de chorar e principalmente, quero voltar a ter o desejo pela vida novamente.

É um desafio, aquilo que tiramos debaixo do tapete e trazemos para a luz nos liberta e transforma.

 

Por: Lucileyma Carazza


ACEITAÇÃO


 

ACEITAÇÃO

 

A aceitação é a evolução ou o aprendizado mais difícil durante um processo de digestão emocional.

Acreditar que o Universo nos proporciona na medida e na frequência exata daquilo que somos ou almejamos é uma tarefa árdua porque nem sempre alcançamos o nosso desejo de imediato, ou talvez ele nunca fará parte de nossas vidas.

Nos afastamos, mas sinto que a sua energia nunca foi embora, sinto que algo ainda pulsa...

Converso, abraço, escuto conselhos, recebo amor e vivo num universo paralelo de mundos distantes.

Às vezes, me pergunto o por quê? E a resposta ecoa em mim... o peso de uma relação é o que nos separa.

 

Por: Lucileyma Carazza


INSISTIR

 



INSISTIR


Há dias em que o coração

Fala baixo

Quase não se escuta

Mas ainda assim ele insiste

E no silêncio das coisas simples,

A gente aprende que recomeçar

Também é um jeito de amar.

 

“Há tempo de buscar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de lançar fora”. Eclesiastes 3:6

 

Por: Lucileyma Carazza


RESPEITO


RESPEITO

 

Sempre nos amamos

De um jeito torto inadequado

Talvez seja pelas afinidades

O mar sempre fora o nosso porto seguro

A calmaria que nos abraça

As ondas que nos mimam

As correntes que nos guiam

Mas sempre existiu a dúvida...

E se?...

Surge a visão de uma década de distância

O reencontro de almas afins

Nos restauramos nas “Leis do Amor”

Sinto que o sistema está estabelecido

Uma harmonia empírica e justa

Nos valorizamos, nos perdoamos e nos respeitamos

Pela primeira vez... nos respeitamos

Assim como respeitamos os ciclos das marés

Admiração envolta de uma ternura única

E como o olhar curioso de uma baleia nos reinventamos

Força, princípio, respeito, perdão, dignidade e fé...

Sem muitas palavras, mas nos olhares acertamos

Quem é do mar... vive e sabe!

O princípio fundamental: sempre é o RESPEITO.

 

Por: Lucileyma Carazza