quarta-feira, 22 de abril de 2026

ESTIMADO AMIGO


 


ESTIMADO AMIGO

 

Prefiro escrever, ando muito sensível, e isso, me afasta das pessoas...

Sou aquele tipo que sempre socorre, mas nem sempre é convidada para as festas, ou socorrida, desde da infância esse pensamento me ronda.

Tenho dificuldades em me relacionar, entregar, confiar e sei de todos os meus defeitos, sair sozinha, ou ficar sozinha, foi um habito que adquiri para me defender de uma dor profunda que se chama exclusão que carrego desde a infância.

É uma defesa, ou como você mesmo me disse: uma fuga.

Não sou de muitos amigos e os que tenho os defendo como uma onça, amo incondicionalmente, às vezes posso me tornar invasiva por amar demais, por me sentir inserida e íntima...

Nessa jornada de vida espiritual e emocional aprendi a responsabilizar-me por tudo.

Ultimamente tem sido muito difícil a nossa convivência porque perdi a minha espontaneidade, os meus comentários interrompem e são inadequados, o meu silêncio incomoda e até uma piada tosca é motivo para críticas.

Nossas conversas tornou-se monólogos, sinto o luto e te liberto. Não há mais nada a ser feito ou dito.

Sei que preocupa comigo, mas preciso ser acolhida, e talvez, verbalizar essa frase me liberte da dor.

Quero voltar a sorrir, ser autêntica sem dor, sem drama, quero sanar essa bipolaridade, quero parar de chorar e principalmente, quero voltar a ter o desejo pela vida novamente.

É um desafio, aquilo que tiramos debaixo do tapete e trazemos para a luz nos liberta e transforma.

 

Por: Lucileyma Carazza