segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

SONHO

 


SONHO

 

Excesso de futuro e a angustia que maltrata

Pensamento intrínseco que corte algum faz descansar

Exaurida na ausência de querer ser acolhida por você

Um flagelo que suplica atenção e amor

Não existe perspectiva de futuro porque foi proclamado em tom de autoridade

O Universo atrai o que vibramos sem esforço,

Mas o ego nos afasta em segundos de julgamentos e limitações

Existe uma centelha no amago do minha alma

A intuição esperneia e afirma: é apenas um momento

As brunas ainda cobrem os seus olhos de águia

Todo sorriso e gargalhada é o disfarce de uma dor latente

Fecho os olhos, respiro, sinto e viajo no tempo e em mundos

Sou uma observadora astuta da vida que nos afasta

Ambas não conseguimos parar, estamos sempre na busca

Não fincamos raízes e estamos sempre a procurar

Talvez tenhamos nos encontrado e negamos o amor

Estamos descrentes em solitude, enganando a todos que estamos bem...

Bruxas e Magos são amaldiçoados,

São perseguidos e aprenderam a viver só por sobrevivência

É fácil ser invisível e ao mesmo tempo circular visíveis.

Caminhamos em silêncio, odiamos histerias, escolhemos a distância

Degustamos os prazeres da Mãe Terra, da vida plena

No fundo sentimos e sabemos que estamos feridos...

Existe uma inconstância permanente no choro da vela

O vazio vai existir apesar do preenchimento

Com lugares, pessoas, vivências e experiências

Um corte te liberta e te aprisiona, a simbologia é clara

Existe um algoz de vidas e de outras vidas...

Qual o sentido da dor que ainda sinto,

O desejo que clama e o amor desprezado?

Suspiro profundamente... o aprendizado...

Remetido em uma única palavra: PERDÃO.

A dor existe em mim, te liberto e me curo.

 

Por: Lucileyma Carazza

 

“Através dos sonhos (além de todo tipo de intuições, impulsos e outras ocorrências espontâneas) que as forças instintivas influenciam a atividade do consciente. Essa influência ser boa ou má depende do conteúdo atual do inconsciente. Se contiver muitas coisas que normalmente deveriam ser conscientes, então a sua função torna-se deformada e perturbada. Aparecem motivos que não se baseiam nos instintos autênticos, mas devem a sua existência e sua importância psíquica ao fato de terem sido relegados...”  Carl J. Jung – O homem e seus símbolos.