SONHO
Excesso de futuro e a angustia que maltrata
Pensamento intrínseco que corte algum faz descansar
Exaurida na ausência de querer ser acolhida por você
Um flagelo que suplica atenção e amor
Não existe perspectiva de futuro porque foi proclamado em tom
de autoridade
O Universo atrai o que vibramos sem esforço,
Mas o ego nos afasta em segundos de julgamentos e limitações
Existe uma centelha no amago do minha alma
A intuição esperneia e afirma: é apenas um momento
As brunas ainda cobrem os seus olhos de águia
Todo sorriso e gargalhada é o disfarce de uma dor latente
Fecho os olhos, respiro, sinto e viajo no tempo e em mundos
Sou uma observadora astuta da vida que nos afasta
Ambas não conseguimos parar, estamos sempre na busca
Não fincamos raízes e estamos sempre a procurar
Talvez tenhamos nos encontrado e negamos o amor
Estamos descrentes em solitude, enganando a todos que estamos
bem...
Bruxas e Magos são amaldiçoados,
São perseguidos e aprenderam a viver só por sobrevivência
É fácil ser invisível e ao mesmo tempo circular visíveis.
Caminhamos em silêncio, odiamos histerias, escolhemos a
distância
Degustamos os prazeres da Mãe Terra, da vida plena
No fundo sentimos e sabemos que estamos feridos...
Existe uma inconstância permanente no choro da vela
O vazio vai existir apesar do preenchimento
Com lugares, pessoas, vivências e experiências
Um corte te liberta e te aprisiona, a simbologia é clara
Existe um algoz de vidas e de outras vidas...
Qual o sentido da dor que ainda sinto,
O desejo que clama e o amor desprezado?
Suspiro profundamente... o aprendizado...
Remetido em uma única palavra: PERDÃO.
A dor existe em mim, te liberto e me curo.
Por: Lucileyma Carazza
“Através dos sonhos (além de todo tipo de intuições, impulsos
e outras ocorrências espontâneas) que as forças instintivas influenciam a atividade
do consciente. Essa influência ser boa ou má depende do conteúdo atual do
inconsciente. Se contiver muitas coisas que normalmente deveriam ser
conscientes, então a sua função torna-se deformada e perturbada. Aparecem
motivos que não se baseiam nos instintos autênticos, mas devem a sua existência
e sua importância psíquica ao fato de terem sido relegados...” Carl J. Jung – O homem e seus símbolos.
