GAIOLA
Quando todos
opinam
A exposição
dói como se estivessem arrancando sua carne,
Em virtude da
falta de privacidade
Até mesmo
respeito e compaixão.
Quando o
julgamento atormenta
E socializar
se torna um fardo.
Recuperar a
sanidade é amputar
O lado
criativo e tosar a liberdade.
Quando nos perdemos
Por sermos
autênticos
Por nos
entregar com intensidade
Somos
julgados e renegados.
Quando tudo é
tão simples
Mas nem tudo
está ao alcance
O almejo
pela outra pessoa
Transforma-se
num sorriso singelo
Quando o
esforço perde a graça
Não saber para
onde ir e falta propósito
Falar tornou-se
um fardo
E observar a
missão.
Quando não
há o que se fazer
Respeitar, aceitar
e suspirar...
Um abraço
reconforta tanto
Sonhei com
nossas almas entrelaçadas
Quando desistimos
e abrimos mão
Por não
haver mais nada o que fazer,
Pois, nosso
mundo girou sem sincronia
Liguei o meu
piloto automático
Quando precisamos
apenas recomeçar
Com amor e
em retidão.
Ter Fé no
aprendizado
Gratidão
pelo ocorrido.
A exposição
dói, mas cura...
Por:
Lucileyma Carazza
