terça-feira, 12 de julho de 2011

Suportar Nossos Medos Com Compaixão



A verdade é que se pode aprender a suportar nosso próprio medo de uma forma de amorosa e com compaixão. É mais fácil lidar com o medo dos outros. Assim, parte do desafio é inteiramente pessoal. Precisamos aprender a amar a nós mesmos quando o medo vem à tona.

Isso significa que reconhecemos nosso medo e nos recusamos a projetá-lo em outra pessoa. E é aqui que começa o Processo de Afinidade. Quando eu estou fazendo o Processo de Afinidade e não tenho um julgamento a seu respeito, sei que o julgamento vem do meu próprio medo. Eu me aproprio do medo e assumo a responsabilidade em me amar através desse momento de medo, em vez de atacar você verbalmente.

O Processo de Afinidade me faz responsável por cada coisa que estou pensando ou sentindo. Se estou triste ou com raiva, a tristeza ou a raiva me pertencem. Mesmo que você apareceu para provocar essas emoções em mim, elas não são sua responsabilidade.

Ao insistir que cada pessoa assuma a responsabilidade pelo o que está pensando ou sentindo, o processo previne o aumento do medo. Isto faz uma trégua em meio ao conflito e dá a cada um uma lição de casa a fazer.

A minha lição é sempre estar com o meu medo quando ele vem à tona. A sua lição de casa é ficar com seu medo. Quando você se concentrar no que eu posso fazer ou dizer, você não pode ficar com seu medo. Quando eu me foco no seu comportamento ou palavras, eu não posso ficar com o meu medo.

Você pode provocar o meu medo, mas você não é a causa dele. A dinamite já estava lá à espera de ser acesa. Mesmo os fósforos já estavam lá. Qualquer um poderia ter vindo acender um fósforo. Aconteceu de ser você.

Quando eu tiro você do foco e enfrento diretamente meu medo, aprendo a me amar incondicionalmente. Eu aprendo a lidar compassivamente com meus próprios sentimentos de indignidade. Eu paro de esperar que você forneça o amor que me falta e aprendo a fornecer este amor a mim mesmo.

Quando estou ativamente amando a mim mesmo, então sou forte o suficiente para amá-lo através de nossos desacordos. Eu sou forte o suficiente para me dar suporte quando você não pode me dar.

Quanto mais amoroso sou comigo, mais fácil é para mim estar com pessoas que me julgam, criticam, ou atacam. Eu sei que não sou responsável pelo modo como eles se sentem a meu respeito, sou responsável apenas por aquilo que eu penso e sinto, sobre mim e sobre eles.

Meu amor por mim e por outros não é mais dependente dos acordos ou dos apoios. Para ter certeza, eu gosto de concordância e apoio, mas não vou deixar de amar quando eles não forem oferecidos. Na verdade, esses são os momentos que eu mais preciso me amar e aos outros também.

Paul Ferrini
O Processo de Afinidade e o
Caminho do Amor Incondicional e Aceitação

Origens do Processo de Afinidade



O Processo de afinidade foi desenvolvido para nos ajudar a percorrer através os nossos conflitos, sem destruir o amor que sentimos uns pelos outros. Vários anos atrás, eu comecei a participar em conferências para estudantes de Um Curso em Milagres. Muitas vezes, 200 a 300 pessoas estavam lá. Nós cantávamos, dançávamos, comíamos juntos e brincávamos juntos. Muitos de nós experimentaram uma intimidade com pessoas que acabáramos de conhecer que não havíamos experimentado antes em nossas vidas, mesmo com família, cônjuges e amigos. Quando nós estávamos dispostos a confiar e aceitar uns aos outros, nossa experiência era de dar e de receber amor. Estávamos em êxtase. Então, voltávamos para casa, voltando também para nossas velhas histórias, mecanismos de defesa e as nossas bolhas emocionais estouravam. Nós caíamos do nos sentir alegres, confiantes, expansivos e para sentir-nos tristes, defensivos e emocionalmente contraídos. Nós não podíamos trazer aquela confiança e a aceitação para casa. Tão logo nossos botões eram acionados pelos pais, filhos, amigos ou amantes, estávamos de volta ao viver no medo. Nós simplesmente não tínhamos as ferramentas necessárias para processar o nosso material egóico.

Em qualquer relacionamento, não importa quão bom ou confiável tenha sido ao início, as questões do ego estão sujeitas a subir à superfície. Quando começamos a ficar seguros com uma pessoa, nossos medos subconscientes começam a emergir para serem curados. Quando uma pessoa está tomada pelo medo, não demora muito para o outro reagir com medo também. Na verdade, o medo é contagioso. Se você não sabe como amar a si mesmo incondicionalmente, não tem muita chance de não reagir ao comportamento de distanciamento ou de ataque do outro.

Quando estamos com medo, ou tentamos assumir o controle ou fugimos. Luta ou fuga é a norma.

Raramente nos mantermos firmes, reconhecendo que o medo está chegando e assumindo a responsabilidade por ele. Quantas vezes dizemos ao nosso parceiro: "Eu sinto muito medo vindo que parece ter sido provocado por você, mas sei que este medo é meu e só preciso de algum tempo para lidar com ele. Se eu tentar falar com você sobre isso agora, eu vou fazer com que isso seja seu, e não meu. Mas não quero fazer isso. Quero sentir e me apropriar disso, compreendendo e depois voltar e falar com você sobre isso, mas só quando estiver pronto". Normalmente, quando o medo surge, ficamos na defensiva ou fugimos. De qualquer forma, queremos torná-lo um problema de outra pessoa. A outra pessoa, por sua vez, quer fazer seu medo ser nosso problema. O resultado é que ambos sentem a separação e ambos se sentem atacados.

Não importa o quanto tentemos, não vamos livrar-se do nosso material egóico. Ele virá à tona. Hoje, podemos aceitar uns aos outros e nos olhar olho no olho. Mas, amanhã poderíamos não concordar. Amanhã, podemos não nos sentir apoiados um pelo outro. E, em face da discordância e da falta de apoio, será que ainda aceitaremos uns aos outros? Nosso amor é condicional. Só nos amamos quando estamos de acordo e sentimo-nos apoiados mutuamente. Quando o acordo e o apoio se desfazem o amor, em geral, termina.

Jesus nos disse para "amar nossos inimigos". Ele poderia muito bem ter dito "Ame os seus amigos e amantes, quando eles param de ser solidários". É o mesmo desafio. Podemos amar e respeitar as pessoas que discordam de nós? Podemos amar as pessoas que nos julgam? Quando o medo surge em nosso relacionamento, podemos amar uns aos outros através do medo? Ou será que o amor desaparece logo que surgem nossos medos?

Relacionamentos bem sucedidos são aqueles em que o amor sobrevive ao ataque de medo. Eles levam tempo para se desenvolver. A confiança superficial não é suficiente. Medos profundos da infância podem facilmente perturbar. A confiança deve ser mais profunda que do nosso medo, ou que o medo do nosso parceiro.

Paul Ferrini
O Processo de Afinidade e o
Caminho do Amor Incondicional e Aceitação

O Trabalho de Reconciliação



À medida que praticamos a consciência dos nossos julgamentos, vendo onde são originados, assumindo a responsabilidade por eles, e aceitando todos os aspectos não amados e conflitados em nossa consciência, nós gradualmente deixamos de exteriorizar a nossa dor e começamos a curá-la interiormente.
Essas compreensões são essenciais para nossa libertação da dor, do conflito e do nosso processo da cura em andamento:

* Cada um é responsável por tudo o que pensa, sente e experiencia.

* Todo julgamento que você tem sobre alguém mostra algum aspecto seu, que não você aprendeu a aceitar e amar.

* É sua responsabilidade aceitar e amar todos seus aspectos, especialmente as partes que não se sentem amadas e difíceis de serem amadas
.

Se podemos viver essas compreensões simples em uma base contínua, podemos entrar numa relação amorosa com nós mesmos e outros. Mas vivenciar isso requer prática.

A prática é necessária, não apenas quando estamos próximos da vida espiritual ou nos sentindo espirituais, mas quando a vida está contrariando nossas expectativas e nossos botões reativos estão sendo acionados.
Aqui estão duas diretrizes básicas para que a prática contínua de permanecer no coração:

* Quando os outros estão confusos, perturbados ou reativos em relação a você, dê apoio a eles para que assumam a responsabilidade pela experiência deles, mantendo um espaço aberto para o amor incondicional e para a aceitação por eles.

* Quando você esta confuso, triste ou reativo em relação aos outros, busque manter um espaço aberto de amor e aceitação incondicional por si mesmo, para que possa começar a assumir a responsabilidade por sua experiência.


Esta prática não é muito difícil entender. Não temos que ser gênios para saber o que nos pedem para fazer. No entanto, se você tentar praticar estas duas orientações, vai achar que elas são muito desafiadoras. Não é fácil manter um espaço aberto para si mesmo quando você está chateado, nem é fácil manter um espaço aberto para os outros quando eles são reativos. Ninguém disse que seria fácil. Simples, sim. Mas não é fácil!

É por isso que nós projetamos o Processo de Afinidade. É para ajudá-lo a praticar. Não com o seu cônjuge, seus pais, seu filho, seu chefe, as pessoas que realmente acionam seus botões reativos, mas com as pessoas que você ainda não conhece, mas que, como você, querem começar a olhar para seus julgamentos. Nossa intenção é fazer o mais fácil possível para você aprender este processo simples, mas desafiador de viver no coração.

Imaginamos que, uma vez que você estivesse engajado a praticar com estranhos, você poderia estender esta prática à sua casa. Então, quando seu parceiro gritasse com você no face a face, você saberia o que fazer, certo? Bem, talvez não imediatamente. Mas você teria algumas ferramentas para usar quando pequenos desentendimentos surgissem com o perigo de aumentar.

Porque, se você tem algum grau de habilidade em manter um espaço aberto e seguro para si e para outros, então você pode enfrentar pequenas discordâncias em seus relacionamentos. E você, junto a sua família e amigos podem começar a construir uma confiança necessária para assumir os tufões que surgem inesperadamente no oceano da vida.

Paul Ferrini
O Processo de Afinidade e o
Caminho do Amor Incondicional e Aceitação

Viver Nossa Atenção



Agora estou consciente do que é meu conflito interior. Então, da próxima vez que alguém ficar bravo e meus botões forem acionados, posso reconhecer primeiro para mim e depois para a outra pessoa, que estou com raiva e que não é fácil para mim expressar raiva. Eu poderia dizer a outra pessoa algo como: "Estou muito zangado com você agora, mas tenho medo de expressar a minha raiva, porque eu acho que se eu o fizer você vai me abandonar.” Afirmo a verdade da minha experiência, embora ela possa ser conflituosa. Eu aprendo a colocar-me do meu lado de uma forma que não me deixa assustado. É a chave que preciso para honrar tudo em mim.

Viver minha atenção consciente, significa dar espaço em minha vida para tudo de mim estar presente: a parte de mim que está com medo e a parte que está confiante, a parte que quer auto-expressão e à parte que busca aprovação ou aceitação. Ao permitir que tudo em mim seja visível para mim e outros, tenho menos chance de me sentir traído ou mal entendido.

Minha consciência, responsabilidade e aceitação das minhas decisões me ajudam a ser mais honesto comigo mesmo e mais presente aos outros. Eu dou pequenos passos para uma maior autenticidade, e na medida em que faço isso, fica mais fácil aceitar os outros como eles são.

Depois de tudo isso, cada falha que eu encontro no outro é uma reclamação que tenho contra mim. Toda luta contra meu irmão ou irmã ressalta o conflito que tenho dentro de mim. Eu não posso fazer as pazes com os outros, até me tornar consciente da fonte da paz em mim. Então, e só então, posso começar o trabalho de reconciliação interna e externa.

Paul Ferrini
O Processo de Afinidade e o
Caminho do Amor Incondicional e Aceitação

Aceitação



Quando estou me julgando, não estou me sentindo inteiro. Estou me sentindo em conflito ou dividido. Diferentes aspectos de mim estão em conflito e devem ser aceitos como são. Quando eu os aceitar, não resolvo o conflito. Apenas vejo e reconheço.

Aqui está um exemplo. Vamos dizer que eu julguei João por ele estar irritado, porque acho que ficar com raiva é ruim. Assim que eu vejo porque a raiva de João foi desencadeada mim, vejo que há uma parte de mim que está irritada e precisa ser reconhecida. Vejo também que eu tenho medo ou vergonha da minha raiva. Como resultado, eu a reprimo ou disfarço.

Quando John está furioso em sua expressão sem disfarces, fico chateado, porque ele está fazendo o que eu gostaria de fazer, mas não me permito fazer. Quando vejo a raiva de João, o meu relacionamento desconfortável para com minha própria raiva é acionado. Agora, graças a João, posso começar a olhar para minha relação com minha raiva. Eu posso aceitar a parte de mim que quer ficar com raiva para me defender, assim como a parte de mim que tem medo de ficar com raiva porque quero agradar os outros. Reconheço estes aspectos aparentemente opostos da minha própria consciência.

Mas só isso não irá curar imediatamente a minha divisão interna. Simplesmente, coloca a minha consciência compassiva lá. Isto sim é a cura, é trazer o amor.

Paul Ferrini
O Processo de Afinidade e o
Caminho do Amor Incondicional e Aceitação

Asumir Responsabilidade



Quanto mais nos tornamos conscientes dos nossos julgamentos, mais percebemos que realmente não tem muito a ver com as pessoas que estão sendo julgadas. Em vez disso, têm muito mais a ver com a forma de pensarmos sobre nós mesmos.

Não é o objeto onde projetamos o ridículo que nos diz alguma coisa, mas a consciência em que esse ridículo se originou. A mente que julga os outros não têm uma opinião muito elevada de si mesma. Ao invés de enfrentar essa falta de auto estima diretamente, prefere projetá-la em outros.

À medida em que esta consciência é praticada, começamos a ver que julgamos apenas quando não estamos nos sentindo bem ou quando alguém nos faz lembrar de alguma parte nossa que temos dificuldade em aceitar. Desta forma, começamos a assumir nossos julgamentos, em vez de projetá-los. Assim que cada julgamento aparece, dizemos: "Eu sei que isto não é sobre você, é sobre mim".

Assumimos a responsabilidade pelo conteúdo de nossa consciência, desviamos o foco dos outros. Só então estamos aptos a lidar diretamente com o fenômeno ódio a si mesmo. Podemos ver intimamente que partes de nós mesmos não podemos aceitar. Outras pessoas são apenas espelhos que nos ajudam a ver como nos julgamos.

Ao reconhecer que nosso julgamento tem origem em nossa consciência, vemos que há uma parte de nós mesmos que não se sente amado e aceito. Uma parte de nós julga os outros e, talvez, o mais importante é que uma outra parte de nós se sente julgada. Pode ser nosso adulto espiritual julgando a nossa criança ferida, ou pode ser a criança ferida julgando o adulto espiritual. Não importa. Se há julgamento acontecendo, existem separação e conflito, dentro de nossa consciência.

Uma parte de nós está em conflito com outra parte de nós. A aceitação é necessária para criar as condições para uma reconciliação deste conflito interno em nossa própria consciência.

Paul Ferrini
O Processo de Afinidade e o
Caminho do Amor Incondicional e Aceitação

Visão Que Não Julga



O objetivo de tudo isso é ir ao encontro dos conteúdos de nossa consciência, sem julgá-los e cultivar a compaixão, primeiro por nós mesmos e depois pelos outros. A ironia, claro, é que assim que nós desejamos amar e aceitar incondicionalmente, imediatamente tomamos consciência de nossos julgamentos.

Em nenhum lugar isto é mais aparente do que em nossas relações com os outros. Enquanto os autojulgamentos são, muitas vezes, escondidos em nossa psique, os julgamentos de outras pessoas estão sempre visíveis na superfície. Apenas no curso de um único dia, fazemos centenas de julgamentos. Nós não gostamos de alguém que fala em voz alta. Não gostamos de seu comportamento à mesa. Não gostamos da aparência de seu cabelo. E assim por diante.

Nossos julgamentos são tão comuns que raramente estamos cientes deles. Nós ficamos no piloto automático. Para viver no coração, não temos de parar de nosso fluxo constante de julgamentos sobre os outros, só precisamos tomar consciência deles. A consciência nos permite ir mais fundo.

Paul Ferrini
O Processo de Afinidade e o
Caminho do Amor Incondicional e Aceitação

Liberando os Outros




Um dos maiores impedimentos para encontrar o lugar da benção a si mesmo é nossa necessidade de culpar outros por nossos pensamentos, sentimentos ou experiências. A criançinha ferida em você e em mim quer dizer para a outra pessoa: "Você me deixou com raiva. A culpa é sua por eu estar chateado."

Enquanto culparmos outros, estamos tentando empurrar a responsabilidade de nossa experiência para alguém. Culpar os outros é a nossa maneira de negar nossa responsabilidade por nossos pensamentos, sentimentos e ações sem amor ("Não é por minha culpa que estou irritado"). É também nossa maneira de justificar as nossas ofensas ("Eu tenho o direito de estar com raiva"), ao invés de admiti-las e perdoá-las.

Nós não podemos manter o espaço aberto para nós mesmos enquanto estamos culpando outras pessoas. Quanto conseguirmos nos acalmar, é importante ficarmos conscientes das várias maneiras em que queremos culpar os outros. Desde a posição da testemunha, vemos nossa necessidade de culpar, sem nos identificar com ela. Ficamos apenas cientes de toda a raiva e mágoa internas.

Percebemos a vontade de atacar e punir os outros por nosso sofrimento. Passamos por essas camadas de vergonha e culpa, até que chegamos a um lugar vazio. Naquele lugar, podemos encarar como nos sentimos diretamente, sem fazer outros responsáveis. Naquele lugar, podemos liberar os outros e ficar compassivos em relação aos nossos sentimentos.

Paul Ferrini
O Processo de Afinidade e o
Caminho do Amor Incondicional e Aceitação

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mantendo o Espaço Aberto



No Processo de Afinidade chamamos de “manter o espaço aberto” uma atitude relacionada com o amor incondicional e a aceitação. Fazemos isso sendo gentis com nós mesmos e os outros, aceitando e respeitando a nossa experiência exatamente como ela é, aqui e agora. Manter o espaço aberto não é tão fácil como parece. É um desafio tremendo, porque é muito diferente de tudo que nos foi ensinado.

Quando eu mantenho o espaço aberto para mim, fico quieto e fico consciente do que estou pensando e de como estou me sentindo. Eu também tomo conhecimento de quaisquer julgamentos que tenho sobre o que está acontecendo. Por exemplo, eu ouço a voz crítica dentro de mim que diz: "Se você fosse mais espiritual, você não iria ficar com raiva."

Eu permito que todas as vozes na minha psique falem comigo e eu as aceito em minha consciência. Eu não as torno boas ou más. Apenas reconheço que estão lá. Não importa quantas camadas de autojulgamento chegam, eu as aceito dentro de mim.

Na minha consciência, sou testemunha de minha experiência, não sou o juiz ou o júri. Na qualidade de testemunha, não sei o que significa qualquer uma delas, nem preciso saber. Com sagacidade, eu não tenho que fazer alguma coisa sobre a situação. Em vez disso, eu me dou conta de tudo que eu gostaria de fazer para mudar a situação, mas não sinto qualquer pressão para agir. Eu noto meu descontentamento, minha necessidade de corrigir, sem julgar. Como testemunha, minha consciência é suficiente. E é tudo o que é necessário.

Aprofundando a visão dos conteúdos da minha consciência neste momento, eu fico quieto. Eu mergulho em todas as camadas do pensamento crítico e do sentimento reativo, até perceber, na mente e no coração, que tudo está bem, exatamente como é. Este é o lugar da benção a mim mesmo, o lugar onde eu reconecto com o amor.

Paul Ferrini
O Processo de Afinidade e o
Caminho do Amor Incondicional e Aceitação


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Não Consertar




Quando nós permanecemos no coração, sabemos que há ninguém para consertar. Nem sequer temos que consertar as outras pessoas. Nem temos que nos consertar.
Para viver no coração, temos que jogar fora nossos programas de auto-ajuda e apenas nos focalizarmos em aceitar-nos como estamos neste momento. Para viver no coração, nós temos que jogar fora nossos programas missionários e apenas nos focalizarmos em aceitar outros como eles estão neste momento. Programas para a melhoria, salvação, redenção de si ou do outro são apenas diversões que nos levam para longe do real trabalho espiritual da prática da aceitação, de momento a momento.

Se as pessoas quiserem fazer uma viagem, eles são livres para ir. Nós não temos que interferir ou tentar dissuadi-los. Também não temos que tentar consertá-los com este ensino de "não consertar." Qualquer ensino pode se tornar uma vara que nós usamos para bater em nós mesmos ou nos outros. Isso é assim porque precisamos ficar longe de dogmas.

Caso quisermos permanecer no coração, precisamos ficar fora dos dogmas. Precisamos queimar nossos rolos de papiros, nossos mandamentos e livros sagrados. Eles também são distrações. Qualquer coisa ou qualquer um que nos diz o que fazer ou o que dizer ou o que pensar deve ser afastado. Para permanecermos no coração, temos que clarear a mente de julgamentos e preconceitos do passado. Quanto mais abertas nossas mentes são, mais fácil se torna descer ao coração.

Para permanecer no coração, podemos ter só uma autoridade. A autoridade não pode estar fora de nós, investido nas idéias, convicções ou experiências de outros, nem pode estar dentro da estrutura do nosso ego, investido nas idéias limitadas ou convicções que nós temos sobre nós mesmos. A autoridade deve estar dentro de nossas mentes, mas fora de nossos julgamentos e convicções estreitas. Deve estar dentro de nossos corações, mas fora de nossas emoções reativas, hábitos e adições. Nós não podemos submeter-nos à verdade de outra pessoa. Nem podemos nos submeter à "verdade" limitada do nosso ego.

O reino de céu está dentro de nossos corações, mas isso não significa seja fácil descobri-lo. Primeiro, temos que aceitar tudo o que está acontecendo em nossa experiência. Temos que aceitar nossas relações justamente com são. Temos que aceitar todos nossos pensamentos e sentimentos. Temos que deixar tudo entrar dentro de nós, tomarmos tudo em nossos braços, ou pelo menos tentar. Temos que viver com isto, estar com isto, respirar isto, mover-nos com isto, e mudarmos junto, quando isso mudar.

Requer toda nossa presença, toda nossa atenção, toda nossa paciência, toda nossa gentileza. E quando nos entregarmos a tudo disto, haverá um espaço claro que aberto no coração. Um silêncio. E naquele espaço e silêncio, a resposta que tanto precisamos virá, como o ar preenchendo o vácuo. Pode não ser a resposta final, mas é a resposta para agora. Nos mostra como proceder e dar o próximo passo.

E a resposta que entra no silêncio do coração é o movimento do Espírito em nossas vidas. A menos que possamos manter este espaço aberto, a resposta do Espírito não pode vir.

Quando nós ficamos quietos, entendemos que aquela resposta do Espírito não vem da mente do nosso ego limitado e medroso, mas da mente de Deus, da parte em nós que é unida ao amor, que não é envolvida com nosso drama de dor e sofrimento. Assim, esperamos. Colocamos de lado uma solução unilateral e esperamos a solução que honra todos os seres. Nós nos submetemos Àquele que sabe, que está em nós, mas bem além de nossa estreiteza. Esperamos pela consciência Crística nascer dentro dos nossos corações, das nossas mentes.

Paul Ferrini
O Processo de Afinidade e o
Caminho do Amor Incondicional e Aceitação

terça-feira, 28 de junho de 2011

O momento presente




Em nossa sociedade, fazer é mais valorizado do que ser. Nossa autoimagem é construída mais sobre o que fazemos do que sobre quem somos. Quando estamos preocupados com o fazer e o conseguir concluir as coisas, temos a tendência de viver ou no passado ou no futuro. Às vezes, isso é inevitável. Mas se passamos a maior parte do nosso tempo neste espaço, vamos experimentar muito pouco a paz.

A paz vem quando podemos respirar profundamente e apenas ficar no presente, agora mesmo. A paz vem quando percebemos que não temos que trazer nossos medos do passado para o presente, nem temos de tomar decisões sobre o futuro. A paz está sempre orientada para o presente. A paz vem quando podemos permanecer em nossos corações, sem "saber" ou "fazer".

Sem a pressão do "saber" ou do "fazer", a vida é muito mais simples. É mais fácil aceitar e assimilar a experiência que acontece em nosso caminho. Nós não temos de resistir ou nos defender do que nos acontece. Não temos que intelectualizar ou descobrir. Não temos de saber o que significa. Nós só podemos viver com isto, deixar ser, deixar vir, pois viver no coração é uma forma de vida muito diferente do que estamos acostumados. É um ritmo mais lento, mais simples. Quando pensamos, somos práticos ao pensar. Estamos concretos e com os pés no chão. O pensamento abstrato tem muito pouco lugar em nossa vida, porque leva-nos para longe deste momento. Da mesma forma, quando agimos, fazemo-lo ou com a ambivalência ou com deliberação. Nós não seguimos cegamente um conjunto de regras. Agimos porque sentimos o direito de agir nesse momento.

Não há complexidade mental nesta forma de ser. Não há nenhum grande drama, nem planejamentos, nem sonhos, nem perfeccionismo ou segundas intenções. Nós nos colocamos confiantes no caminho. Sabemos que, mais do que isso, não é possível. Fazer o melhor que podemos no momento é, e deve ser, o suficiente.

Isso não significa não cometer erros. Claro que cometemos erros, mas esses erros não são nossos inimigos, são amigos. Eles nos ajudam a encontrar a correção. Eles ensinam a fazer melhor na próxima vez. Não nos sentimos culpados e escondendo o rosto quando erramos. Não nos sentimos envergonhados ou rejeitados. Nós nos levantamos e dizemos "obrigado por me dizer."

Uma pessoa que assume seu poder não se sente envergonhada por seus próprios erros, nem se sente superior aos outros quando eles cometem erros. Ele aceita a si mesma como ela é neste momento. Ele aceita os outros como eles são. A sanidade vem de uma vida simples e digna. Ela vem do respeito a si mesmo e aos outros. Ela vem do permanecer no momento presente. Ela vem do ficar no coração quando a vida mostra-se diferente do que esperamos.

Paul Ferrini
O Processo de Afinidade e o
Caminho do Amor Incondicional e Aceitação

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Viver no Coração




Ficar no coração não é fácil. Pois é no coração que entramos em acordo com a experiência que estamos vivendo. Quando o coração está aberto, a experiência é bem recebida. Nós a aceitamos e permitimos que seja integrada com a nossa alma. Quando o coração está fechado, rejeitamos a experiência. Nós nos defendemos contra a decepção ou contra a mágoa e fugimos para a cabeça.
Quando a experiência passa a ser intelectualizada somos roubados não só do que é inferior, mas também do sublime na vida emocional. Perdemos a capacidade de sentir compaixão por nós mesmos e pelos outros. Perdemos a sensibilidade não somente para a dor e para o sofrimento, mas também para a beleza e para a felicidade.
Quando nosso coração está verdadeiramente aberto, tanto a felicidade quanto a dor são experimentadas sem inventar estórias, sem pintar a realidade de cor de rosa. Elas não significam nada diferente do que realmente são. Sentir dor não significa que somos maus, nem que outros sejam maus, assim como sentir felicidade não quer dizer que somos bons. Não há interpretações, só há disposição e boa vontade para aceitar e receber a experiência lá dentro. No coração aberto, o riso e as lágrimas se mesclam. É um lugar de intensa contradição, um lugar rico, um banquete variado de experiências que não podem ser racionalizadas, domadas, antecipadas, nem entendidas.
O medo e o condicionamento nos encorajam a rejeitar os aspectos da experiência que sejam novos, inesperados ou que não nos pareçam seguros. A alma fica dividida quando uma parte da experiência passa a ser vista como inaceitável. Passamos a ter bom e ruim, inconsciente e consciente, desejado e não desejado. Dessa forma somos capazes de ter uma experiência sem senti-la. Podemos fugir para a cabeça, nos distanciar, nos desconectar emocionalmente. Ainda que este tipo de dissociação seja compreensível quando se trata de uma reação a eventos traumáticos, ele passa a ser disfuncional em resposta aos altos e baixos da vida diária.
Quando só estamos dispostos a aceitar o que nos é familiar ou aquilo que pensamos que queremos, ficamos presos na rotina e nos padrões do nosso passado. Ficamos estagnados emocionalmente e intelectualmente. Ficamos rígidos, ego-centrados e previsíveis. A energia da vida passa a ser investida na manutenção das defesas do ego, garantindo que o status quo permaneça intacto.
Viver no coração significa deixar que tudo entre. Significa estar com a experiência, mesmo que ela seja difícil ou confusa. Para estar no coração, temos que adiar a tomada de decisões com frequência, até que fiquemos completamente familiarizados com o conteúdo total da nossa consciência.
Ficar no coração ajuda-nos a assimilar os caprichos de nossa experiência, ainda que isso leve algum tempo para acontecer. Quando não temos pressa, percebemos que as contradições iniciais acabam se resolvendo sozinhas. Tudo vai ficando mais claro conforme vamos honrando os variados pensamentos e sentimentos da nossa alma. É uma função da nossa inteireza, quando sentida.
Tomar decisões antes de ter passado algum tempo com todos os nossos pensamentos e sentimentos contraditórios, acaba agravando qualquer que seja o conflito que estejamos experimentando em nossa vida externa. Quando sentimos urgência ou pressão para solucionar ou decidir alguma coisa, geralmente isso significa que estamos fugindo para a cabeça, tentando fazer com que “alguma coisa aconteça” que ainda não está pronta para acontecer. E, inevitavelmente, isso conduz a conflitos externos e a decepções. As portas não se abrem, não importa com que frequência ou com que força possamos bater nelas. Como não estamos em harmonia interna, não conseguimos ficar em harmonia com os outros. Como não estamos em nosso próprio “fluxo”, não conseguimos fluir com a vida conforme ela vai se manifestando ao nosso redor.
É preciso ter coragem para estar presente na paisagem emocional interna quando a chuva e a neblina obscurecem a vista. Quando a visibilidade é mínima, tudo o que podemos fazer é colocar um pé na frente do outro. Quando um monte de conflitos e emoções se agitam na alma, tudo o que podemos fazer é trazer gentilmente a consciência para onde estamos. Se nos apressarmos no meio da chuva e da neblina, desviaremos do caminho e cairemos.Um acidente vai nos atrasar muito mais de alcançar nosso objetivo do que o mau tempo e, daí, vamos desejar ter sido mais pacientes.
Ser paciente conosco mesmos e com o nosso próprio processo é o segredo de viver no coração. Podemos estar no coração e não "saber" o resultado de uma situação. Na verdade, a disposição “para estar sem saber” é essencial para estar presente aqui e agora, seja o que for que estivermos experimentando. “Saber” quase sempre diz respeito ao passado. Quando não precisamos mais saber, podemos ficar neste momento.

Paul Ferrini
O Processo de Afinidade e o
Caminho do Amor Incondicional e Aceitação

TREZE PRINCÍPIOS DO PROCESSO DE AFINIDADE



Viver no Coração
O Momento Presente
Não Consertar
Mantendo o Espaço Aberto
Liberando Outros
Visão Que Não Julga
Assumir Responsabilidade
Aceitação
Viver Nossa Atenção
O Trabalho de Reconciliação
Origens do Processo de Afinidade
Suportar Nosso Medo Com Compaixão
Abrir o Coração

Paul Ferrini
O Processo de Afinidade e o
Caminho do Amor Incondicional e Aceitação

Verdade





"Quando um monte de conflitos e emoções se agitam na alma, tudo o que podemos fazer é trazer gentilmente a consciência para onde estamos".

sábado, 25 de junho de 2011

PENSAMENTOS...




Ele aceitou a condição humana até as últimas conseqüências. Sentiu fome e sede, ingratidão e indiferença, rejeição e revolta... sentiu medo e angústia, abandono, traição... sentiu a tentação do poder, a atração do ter e o fascínio do prestígio e da fama... emocionou-se com as crianças e se maravilhou com as flores e as aves do céu. Teve compaixão e ternura pelos pobres e pequenos, colocando-se na pele de todos os que sofrem. Chorou-se e sentiu-se só, entristeceu-se na pele de todos os que sofrem. Chorou e sentiu-se só, entristeceu e andou sem ter onde reclinar a cabeça foi incompreendido e vendido, humilhado, condenado, assassinado e ressuscitou!

Diante de uma história desta, como posso ainda sentir melancolia? Viver em um lar, ter uma profissão, ser amada e ao mesmo tempo estar tão perdida e melancólica?

Durante meses, um luto foi parte da minha. Uma sensação de impotência, abandono, revolta, humilhação, condenação, que diante da história acima nunca significou nada. Acho que nem para mim. Envergonho-me por deixar a tristeza me domar. Mas que culpa tenho eu, se não consigo evitar?

Sou humana! Mulher! Criança! Ingênua, romântica e infantil! Prática, moderna, objetiva e independente.

Neste contexto, ressurjo forte! Dona de mim e da minha vida (exclusivamente); e decida a viver com aquilo que o universo me oferece e nunca depositar a minha felicidade nas mãos do próximo.

Aceitar o que o universo nos oferece, às vezes é doído, ainda mais se assumimos com responsabilidade, uma vez que, na maioria das vezes desejamos aquilo que não temos, por isto, digo que a aceitação não é fácil. A responsabilidade para mim, significa dizer que: sou a única responsável por tudo que acontece em minha vida! Os frutos bons e os ruins são méritos exclusivos meus!

Vagando nos meus pensamentos, intensa, com um subconsciente aguçado que tanto me atormenta! Hoje, declaro para o mundo, que preciso aprender a ouvir estas vozes. Preciso confiar nelas! Porque definitivamente elas nunca mentiram para mim, eu que fazia questão de não escutá-las!

Estas vozes são a minha maior virtude! Uma virtude que sempre ignorei e que não quero ignorar mais.

Quero e preciso aprender a viver com as minhas virtudes, com os meus defeitos, com a minha solidão, com os meus amigos, com a minha melancolia, com a minha alegria, com a minha inteligência, com a minha burrice, com a minha família. Preciso viver e estar em equilíbrio! Preciso de serenidade! Preciso abandonar as mágoas, o passado e viver o presente! Preciso aprender a dar e a receber! Preciso entender que não existe amor incondicional.

PRECISO ACREDITAR QUE SOU AMADA POR DEUS!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Eu Me Mantenho Sozinho




Eu já lhe disse uma vez
você não pode me controlar
Se você tentar me derrubar você vai se quebrar
Eu sinto tudo que você não faz por mim
Estou lhe tirando de mim
Você foge

Eu me mantenho sozinho
Por dentro
Eu me mantenho sozinho

Está sempre se escondendo atrás da sua tal "Deusa"
Ainda acha que não conseguimos ver seu rosto?
Ressucitado antes do último caído
Agora eles estão presos até que eu possa fazer do meu próprio jeito
Eu não tenho medo de sucumbir

Eu me mantenho sozinho
Sentindo seu ferrão dentro de mim
Eu não morrerei por isso
Eu continuo sozinho
Tudo em que eu acredito está sumindo
Eu mantenho sozinho
Por dentro
Eu me mantenho sozinho

E agora é minha vez (agora é minha vez)
É minha vez de sonhar (é minha vez de sonhar)
Sonhar com os céus (sonhar com os céus)
Me faça acreditar que esse lugar é invadido
Pelo veneno em mim
Me ajuda a decidir se meu fogo vai se acabar
Antes que você possa respirar
Respirar dentro de mim

Eu me mantenho sozinho
Por dentro
Eu me mantenho sozinho
Sentindo seu ferrão dentro de mim
Eu não estou morrendo por isso
Eu me mantenho sozinho
Tudo em que eu acredito está sumindo
Eu continuo sozinho
Por dentro
Eu continuo sozinho
Por dentro
Eu continuo sozinho
Por dentro
Eu continuo sozinho
Por dentro

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Vá eu para onde eu for



Venha de onde vier
Sempre alimento-me
com o teu amor
E assim vou levando a vida ...
Vou lembrando que ...
Amar alguém ,não é esperar
que seja como gostaríamos
que ele seja
O verdadeiro amor
Contenta-se ...
Com as diferenças.
Quem faz SEXO,
satisfaz o corpo em total êxtase
e natural furor..
Mas quem faz AMOR,
satisfaz a alma em plenitude ,
alquimia plena e unicidade do querer com perfume de flor.

Poetisa TERESA CRISTINA BARROS

terça-feira, 21 de junho de 2011

Cerveja, por Charles Bukowski



Não sei quantas garrafas de cerveja consumi esperando que as coisas melhorassem.

Não sei quanto vinho e uísque e cerveja, principalmente cerveja consumi depois de rompimentos com mulheres

Esperando o telefone tocar

Esperando o som dos passos, e o telefone nunca toca

Antes que seja tarde demais e os passos nunca chegam

Antes que seja tarde demais.

Quando meu estômago já está saindo pela boca elas chegam frescas como flores de primavera:

"Mas que diabos você está fazendo? vai levar três dias antes que você possa me comer!"

A mulher é durável, vive sete anos e meio a mais que o homem, bebe pouca cerveja porque sabe como ela é ruim para a aparência.

Enquanto enlouquecemos elas saem, dançam e riem com caubóis cheios de tesão.

Bem, há a cerveja, sacos e mais sacos de garrafas vazias de cerveja e quanto você pega uma, as garrafas caem através do fundo úmido do saco de papel rolando, tilinando, cuspindo cinza molhada e cerveja choca, ou então os sacos caem às 4 horas da manhã produzindo o único som em sua vida.

Cerveja, rios e mares de cerveja, cerveja, cerveja, cerveja.

O rádio toca canções de amor enquanto o telefone permanece mudo e as paredes seguem paradas e estáticas, e a cerveja é tudo o que há.

A educação em Direitos Humanos





A Educação em Direitos Humanos parte de três pontos essenciais: primeiro, é uma educação de natureza permanente, continuada e global. Segundo, é uma educação necessariamente voltada para a mudança, e terceiro, é uma manifestação de valores, para atingir corações e mentes e não apenas instrução, meramente transmissora de conhecimentos.

Educação que deverá ser compartilhada por aqueles que estão envolvidos no processo educacional, ou ela não será educação e muito menos educação em direitos humanos.

Tais pontos são premissas: a educação continuada, a educação para a mudança e a educação compreensiva, no sentido de ser compartilhada e de atingir tanto a razão quanto a emoção.


A Educação em Direitos Humanos é essencialmente a formação de uma cultura de respeito à dignidade humana através da promoção e da vivência dos valores da liberdade, da justiça, da igualdade, da solidariedade, da cooperação, da tolerância e da paz. Portanto, a formação desta cultura significa criar, influenciar, compartilhar e consolidar mentalidades, costumes, atitudes, hábitos e comportamentos que decorrem, todos, daqueles valores essenciais citados; os quais devem se transformar em práticas.


Este conteúdo deve estar efetivamente vinculado a uma noção de direitos mas também de deveres, estes decorrentes das obrigações do cidadão e de seu compromisso com a solidariedade. É importante, ainda, que sejam mostradas as razões e as conseqüências da obediência a normas e regras de convivência. Em seguida, este conteúdo deve conter a discussão, para a vivência, dos grandes valores da ética republicana e da ética democrática. Os valores da ética republicana incluem o respeito às leis legitimamente elaboradas, a prioridade do bem público acima dos interesses pessoais ou grupais, e a noção da responsabilidade, ou seja, de prestação de contas de nossos atos como cidadãos. Por sua vez, os valores democráticos estão profundamente vinculados ao conjunto dos direitos humanos, os quais se resumem no valor da igualdade, no valor da liberdade e no valor da solidariedade.


Podemos fazer escolhas, dependendo dos recursos e das condições objetivas, sociais, locais e institucionais. Há que distinguir entre as possibilidades da educação formal e da educação informal.

Na educação formal, a formação em direitos humanos será feita no sistema de ensino, desde a escola primária até a universidade.

Na educação informal, será feita através dos movimentos sociais e populares, das diversas organizações não-governamentais (ONGs), dos sindicatos, dos partidos, das associações, das igrejas, dos meios artísticos, e, muito especialmente, através dos meios de comunicação de massa, sobretudo a televisão.

A Constituição Federal preza pelo Estado Democrático de Direito e trás os Direitos Humanos e Fundamentais elencados em seu art. 5o, direitos estes, elencados como cláusulas pétreas, ou seja, não são passíveis de modificação. Acredito que a nossa sociedade está pronta para enfeitar e compartilhar este desafio desde a promulgação da República Federativa do Brasil/1.998.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza


segunda-feira, 20 de junho de 2011

SHOW DO MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS




Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr..Cristóvam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."

"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.

Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.

Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.

Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.

Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!

DIZEM QUE ESTA MATÉRIA NÃO FOI PUBLICADA, POR RAZÕES ÓBVIAS. AJUDE A DIVULGÁ-LA, SE POSSÍVEL FAÇA TRADUÇÃO PARA OUTRAS LÍNGUAS QUE DOMINAR.