segunda-feira, 2 de abril de 2012

Tribalhistas



Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: 'eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também'. No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração ´tribalista´ se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.

A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.

Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.

Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter ´alguém para amar´.. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento...

Arnaldo Jabor

sexta-feira, 30 de março de 2012

Máscaras



Será que nosso comportamento é sempre o mesmo diante das pessoas que convivem conosco no lar e com aquelas que convivemos vez que outra?

Os fatos nos demonstram que assim não é.

Mas a quem enganamos, então?

Aos familiares ou aos outros?

Ou será que enganamos a nós mesmos?

A maioria de nós tem um comportamento diferente diante de pessoas diferentes. É o chamado Departamento de Marketing.

Assim, considerando que o inter-relacionamento pessoal é uma arte de dissimular sentimentos, afivelamos a máscara correspondente a cada momento e variamos conforme as circunstâncias, ocasiões e pessoas com as quais nos comunicamos.

Se queremos parecer bem para a pessoa com quem nos relacionamos, usamos a nossa aparência agradável.

Vendemos uma imagem nem sempre verdadeira. Dissimulamos sentimentos e simulamos um comportamento de acordo com a imagem que queremos passar.

Dessa forma, estamos prejudicando a nós mesmos, gerando conflitos íntimos, fazendo esforços para parecer quem na realidade não somos.

Se quisermos descobrir quem somos de fato, basta que nos observemos no trato com os familiares. Em casa é que normalmente somos verdadeiros.

É comum ouvirmos elogios a pessoas que convivem conosco, por parte de amigos, que só as encontram de vez em quando.

Nós, por nossa vez, costumamos pensar: Quem não conhece, que compre!

Essa pessoa, querendo parecer bem, afivela a máscara da afabilidade, da doçura e vende uma imagem falsa.

Homens gentis, patrões educados, costumam ser pais déspotas, irados ou mudos junto aos familiares.

Mulheres caridosas, exemplos de polidez, não raras vezes se mostram mães indiferentes, esposas nervosas, sem consciência de que quem realmente tem o direito ao afeto são os próximos mais próximos, que se encontram sob o mesmo teto.

Jovens sorridentes, que se desdobram em gentilezas com os amigos, tornam-se verdadeiras feras, portas adentro do lar, no convívio com pais e irmãos.

A quem pensamos enganar?

Será que a vida é um eterno baile de máscaras?

E quando a nossa consciência nos cobrar fidelidade entre o pensar e o agir?

Um dia teremos que nos despojar de todas as máscaras e nos mostrar tal qual somos, sem dissimulações.

Por esse motivo, vale a pena começar sem demora a luta por sermos verdadeiros, fazendo com que cada vez que coloquemos a máscara da bondade, ela possa deixar em nós marcas de bondade.

Quando usarmos a máscara da gentileza, nos deixemos influenciar por ela. Quando a da fidelidade, deixemo-nos impregnar, até que, quando menos esperarmos já estaremos sendo verdadeiros, mudando a nossa paisagem íntima de forma definitiva.

* * *

Estamos sempre sendo observados por uma nuvem de testemunhas.

Essas testemunhas são os Espíritos sem o corpo físico.

Eles nos observam e notam nosso comportamento onde quer que estejamos.

Ao retornarmos à pátria verdadeira, que é o mundo dos Espíritos, não poderemos mais esconder nossos pensamentos como fazemos na Terra.

Fonte: http://marcoaureliorocha5.blogspot.com.br/2012/03/mascaras.html#!/2012/03/mascaras.html

OS QUATRO GIGANTES DA ALMA



Dizem que há na alma dos seres humanos quatro gigantes que acompanham sua evolução. Três destes colocam obstáculos, e apenas um abre as portas e ilumina o caminho.

Os três gigantes criadores de problemas chamam-se: MEDO, IRA, DEVER .

MEDO é um gigante enraizado profundamente, que se alimenta da necessidade de preservar a vida ante o perigo, mas, quando se alia com a imaginação e cria neuroses são capazes de paralisar completamente a vida de uma pessoa. (saiba dominar)

IRA é um gigante destrutivo, que se alimenta da reação normal de uma pessoa ante o MEDO, mas por ser normalmente abafado e recalcado acaba criando o ódio, que é uma raiva em conserva, podendo consumir uma pessoa por dentro até matá-la. (saiba canalizar)

DEVER é um gigante que entulha o caminho das pessoas com muitas obrigações, podendo esmagá-los com uma avalanche de "TEM QUE", produzindo tédio e imobilidade, ou indo diametralmente para o fazer externo somente à outrem. (saiba ponderar)

Quem pode abrir todas as portas é o gigante "AMOR", mas raramente alguém o utiliza, porque amor não é algo que acontece do dia para a noite, mas uma dimensão que resulta do esforço para abrir o coração e entregar ao mundo o que haja de melhor na alma de quem assim se atreva a viver. (saiba se elevar)

Desejo que a cada amanhecer você tenha sempre o atrevimento não apenas de viver mais um dia, e sim de viver feliz o seu dia, fazendo dele um dia cheio de dignidade, como somente as pessoas especiais sabem fazer... . (saiba discernir)

Fonte: https://www.facebook.com/espacocrystal

Paciência



Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados… Muita gente iria gastar boa parte do salário
nessa mercadoria tão rara hoje em dia.

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para
sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça".

Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.

Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar?

Qual é a finalidade de sua vida?

Está correndo tanto para quê? Por quem?

Seu coração vai agüentar?

Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?

A empresa que você trabalha vai acabar?

As pessoas que você ama vão parar?

Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire... Acalme-se...

O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor
do sol, com ou sem a sua paciência...

Fonte: Ágape - Padre Marcelo Rossi

quinta-feira, 29 de março de 2012

Como ficar infeliz pra sempre…

Uma vida infeliz, triste e solitária é muito difícil de ser conseguida. É um longo caminho a se percorrer até lá. Mas há que se ter persistência se quiser alcançar todos os “benefícios” que o egocentrismo pode proporcionar a uma pessoa – atenção, desculpas para fugir às reponsabilidades, piedade, mimos, etc. – esteja preparado para se esforçar ao máximo, todos os dias, a cada momento. Este á um guia parcial que encontrei em um livro e pode servir de base para você começar, mas é preciso que se empenhe e pratique sem parar se quiser ser realmente miserável:

1 – Culpe os outros por TUDO. Nunca admita que é responsável pela própria vida.

2 – Procure odiar, antipatizar-se e ficar ressentido com outras pessoas e situações. Não tente procurar soluções amigáveis e adultas para as dificuldades apresentadas. Imponha sua vontade sempre, se for necessário, tenha um ataque de fúria.

3 – Pratique o EGOÍSMO, não, melhor e mais certeiro, pratique o egocentrismo. Negue tudo o que é, tudo o que tem ao mundo. Guarde tudo pra você, invente uma desculpa pra não ser o que é. Eu tenho certeza que consegue uma, tipo medo, ou eu só posso me manifestar quando tenho certeza, ou só me relaciono com aqueles que me provam, por A mais B, que são dignos de mim primeiro – mas a verdade é que ninguém nunca será digno de você.

4 – Mencione constantemente os problemas do mundo e afirme que o mundo e as pessoas não valem nada. Já os seus problemas, esses valem muito, CLARO, afinal, o mundo não chegaria aos seus pés em termos de importância.

5 – Nunca ajude ninguém. Você sempre pode usar a desculpa: “Essa pessoa não me ajudaria se eu precisasse”… Nunca peça ajuda também, você é muito melhor que qualquer um que existe na face da terra e não precisa de nada, nem de ninguém para alcançar a completa infelicidade.

6 – Diga a você mesmo que é bom demais para este mundo – logo acabará acreditando nisso.

7 – Repita com freqüencia: Se todos fossem como eu, o mundo seria uma beleza. Se todos fizessem tudo o que EU acho certo, o mundo seria perfeito!

8 – Não respeite ninguém, odeie as autoridades – convença-se de que estão sempre querendo o pior. Menospreze a TODOS, sem exceção.

9 – Compadeça-se bastante de si mesmo. Aumente o volume da autocomiseração ao máximo! Aja como um mártir. Repita para você mesmo e em voz alta para os outros, sempre que puder: “Oh, mundo cruel… Como sofro. Por que isso tinha que acontecer comigo?.”

10 – Mantenha sempre uma expressão de desânimo em qualquer circunstâncias. Não sorria nunca. Afinal, você está sofrendo e nada, nunca será suficiente pra você. Você é muito especial pra receber o pouquinho que o mundo tem pra te dar. Não agradeça, pragueje!

Use o medo como desculpa pra não ser quem você é. Justifique cada atitude que tomar, tente convencer as pessoas de que você está sempre, sempre certo. Faça muita pirraça, muita mesmo, pra conseguir tudo o que quer do jeitinho que quer, não aceite que nada saia um milímetro do planejado. Nunca perceba as necessidades das outras pessoas à sua volta, você é o único que tem razão no mundo, só as suas necessidades valem a pena de ser avaliadas, tudo o que você faz e pensa é o correto e deve ser seguido pelos seus súditos. E, cada vez que sua vontade não for atendida, afaste-se das pessoas para puní-las, fale mal delas, aponte os seus defeitos, tenha ódio! Grite e esperneie, tenha ataques de raiva, você tem todo direito de desrespeitar as pessoas.

Não doe o melhor de você ao mundo, guarde o que sabe, o que tem, o amor que, por algum acaso, brotar no seu peito seco, como a planta do deserto. Mate-o. Viva sozinho e infeliz e continue reclamando de tudo. Você merece!

Ou você pode escolher parar com o comportamento destrutivo em relação a si mesmo e ao outro, e se aproximar das pessoas com carinho, amar, se responsabilizar pela própria vida e ser feliz!

(Nos itens numerados de 1 a 10, usei como referência o livro “As Leis da Doença Mental e Emocional” – publicado em Julho de 1989, que compila as ”Transcrições do JOURNAL OF MENTAL HEALTH” )

Fonte: http://chaentreamigas.com.br/ Por Paula Jácome

quinta-feira, 22 de março de 2012

Bondade




"A bondade é uma linguagem que o surdo consegue ouvir e o cego consegue ler”

"A bondade em palavras cria confiança; a bondade em pensamento cria profundidade; a bondade em dádiva
cria amor."

"A bondade é um rico manancial, que brota lágrimas ao toque da menor comoção."

"A bondade consiste em estimar e amar os outros para além do que eles merecem."

"A bondade é o único investimento que nunca vai à falência."

"A fragrância sempre permanece na mão de quem oferece flores"

"A bondade converte mais pecadores do que o zelo, a eloqüência, e conhecimento."

"A bondade constante pode realizar muito.

Assim como o sol derrete o gelo, a bondade faz com que o desentendimento, a desconfiança e a hostilidade
evaporem."

Por isso, quem leu e escutou o nosso Ágape, quem está lendo e escutando o nosso Ágape e logo,
logo o Agapinho será transformado.


Forte Ágape!!!


Padre Marcelo Rossi

quarta-feira, 21 de março de 2012

A HUMILDADE



A HUMILDADE É A ACEITAÇÃO PURA E SIMPLES DA VERDADE, SEJA ELA A NOSSO FAVOR
OU CONTRA NÓS.

A humildade acalma a ira, acolhe o aflito e conquista o coração.

O humilde propõe idéias, o orgulhoso as impõe.

O humilde apresenta planos, o orgulhoso exige que sejam aceitos.

Só o amor impregnado de humildade ( Ágape ) é capaz de viver em paz e em harmonia com os outros,
apesar de entrechoques entre idéias e de diversidade de caracteres.

A humildade abre todas as portas para um bom relacionamento, enquanto que o orgulho impede todas
as possibilidades para o diálogo.

O humilde é sempre acolhedor, receptivo a aberto para apreciar as idéias dos outros, mas o orgulhoso
julga-se sempre senhor da verdade.

Temos muito que aprender uns com os outros.

“Ninguém é tão sábio que nada mais tenha a aprender e tão ignorante que nada possa ensinar”

Isso nós aprendemos no Ágape!!!

Padre Marcelo Rossi

terça-feira, 20 de março de 2012

Julgar



Um médico entrou num hospital apressado, depois de ter sido chamado para uma cirurgia urgente. Ele respondeu à chamada imediatamente, e mal chegou trocou-se e foi direto para o bloco operatório. Pelo caminho encontrou o pai do rapaz que ia ser operado a andar para trás e para a frente à espera do médico. Quando o viu, o pai gritou:

-”Porque demorou este tempo todo a vir? Não sabe que a vida do meu filho está em perigo? Você não tem o mínimo de sentimento e de responsabilidade?”

O médico sorriu e respondeu serenamente:

-”Peço-lhe desculpa, não estava no hospital e vim mal recebi a chamada… Agora, gostaria que você se acalmasse para que eu também possa fazer o meu trabalho.”

-”Acalmar-me?!?! E se o seu filho estivesse dentro do bloco operatório, você também ficaria calmo? E se o seu filho morresse o que faria?”, disse o pai visivelmente agitado.

-”Ficar nesse estado alterado e de nervos não vai ajudar nada, nem a si, nem a mim e muito menos ao seu filho. Prometo-lhe que farei o melhor que sei e consigo dentro das minhas capacidades”, disse o médico

-”Falar assim é fácil, quando não nos diz respeito.”, murmurou o pai entre dentes.

Passadas algumas horas, a cirurgia terminou e o médico saiu sorridente de encontro ao pai.

-”A cirurgia foi um sucesso. Conseguimos salvar o seu filho! Se tiver alguma questão pergunte à enfermeira.”

Sem esperar pela resposta, o clínico prosseguiu caminho visivelmente apressado. O pai irritado dirigiu-se à enfermeira e desabafou:

-”O médico é mesmo arrogante… Será que lhe custava muito ficar aqui mais uns minutos para eu lhe questionar em relação ao estado geral do meu filho?”

A enfermeira, um pouco abalada e quase a chorar respondeu-lhe:

-”O filho do doutor morreu ontem num acidente rodoviário. Ele estava no funeral quando o chamámos para a cirurgia do seu filho. Agora que a cirurgia terminou e o seu filho foi salvo, o doutor voltou para o funeral a correr para prestar a última homenagem ao filho dele.”

Fonte: Mensageiros da Luz

Cólera




O rapaz fora despedido e ficou muito magoado com o seu chefe. Pegou um papel e grafou sua ira com palavras agressivas e o enviou ao seu ex-gerente.

Quando esse leu o bilhete, assimilou o seu conteúdo venenoso e ficou muito irritado. Chegando em casa para almoçar, com aquela carga pestilenta, xingou a esposa porque seus sapatos não estavam bem lustros. Transferiu o veneno para a esposa, que sentiu necessidade de agredir alguém.

E a vez foi da auxiliar doméstica. A patroa descarregou toda sua ira na pobre moça, porque não havia deixado os sapatos do patrão com o brilho desejado.

A serviçal, no entanto, não tinha ninguém para descarregar sua raiva. Saiu esbravejando e viu logo à sua frente um velho cão que tirava um cochilo tranquilamente deitado no chão. Não teve dúvidas. Extravasou toda sua ira em um pontapé no pobre bicho.

O cão saiu em disparada e mordeu a primeira pessoa que encontrou no caminho. Era a vizinha.

Essa, com a mordida recebeu a carga que havia sido emitida pelo funcionário despedido. Tomada de dor e muito irada, acabou por agredir o rapaz que a atendeu na farmácia.

Esse, por sua vez, ao adentrar o lar, furioso, começou a esbravejar contra a mãezinha que o aguardava para o jantar.

Que vida miserável! A senhora é culpada por eu ter que trabalhar feito um condenado naquela farmácia. Não aguento mais tantos problemas!

A mãezinha, calmamente, o envolveu num abraço afetuoso e falou suavemente: É verdade, filho, você tem razão.

E passando a mão nos seus cabelos com carinho, amortizou a ira e fez com que se dissipasse ali, aquele veneno letal que já havia prejudicado a tantos.

A força do amor! Não há arma mais capaz do que o amor!

Ninguém resiste à força do amor. Se uma pessoa chega furiosa, agredindo-nos com palavras e lhe respondemos com calma, ela fica como que imobilizada e sem ação.

É como jogar água sobre o fogo. Enquanto o revide, a ira, são como o elemento inflamável jogado na fogueira.

Ghandi foi um exemplo vivo da força do amor. Enquanto os ingleses portavam armas pesadas, aparentemente invencíveis, ele, com a força do amor, logrou libertar seu povo do jugo da Inglaterra.

Se temos usado a tática do revide, tentemos agora a tática do amor. Basta que respondamos ao mal com o bem, à violência com a não violência, ao ódio com a paciência.

O ensino do Mestre de Nazaré é sábio quando recomenda que se alguém nos bater na face direita lhe apresentemos a outra. Pois bem, quando se nos apresente a ira, a revolta, mostremos a outra face, a face da paciência, da concórdia, da tolerância.

Agindo assim, com certeza, não seremos propagadores da revolta, da ira, da cólera, e de tantos outros males que poderiam ser aplacados com apenas algumas gotas de tolerância.

* * *

Quando ficamos irados, os batimentos cardíacos aceleram-se e o sangue flui para as mãos, tornando mais fácil pegar uma arma ou golpear o inimigo.

Por isso, é que, às vezes, temos notícias de pessoas que agridem o semelhante por motivos irrelevantes. É que foram dominadas pela cólera.

Assim, é importante que treinemos diariamente para vencermos a ira a qualquer custo, para o nosso próprio bem.

Fonte: http://marcoaureliorocha5.blogspot.com.br/2012/03/colera.html#!/2012/03/colera.html

Elogia ao jardineiro




O jardineiro é a melhor metáfora para designar a excelência do educador e do terapeuta. O bom jardineiro prepara um solo fértil, com os nutrientes necessários - nem de mais, nem de menos -, extermina as pragas e poda, com o discernimento que cada planta requer, observando as estações e centrado na singularidade do organismo vegetal. Sobretudo, o bom jardineiro é o amante da planta.

Jamais será tão tolo a ponto de querer doutriná-la com suas teorias e ideais, aceitando e admirando a beleza da biodiversidade. O bom jardineiro sabe que a planta só necessita de um solo fecundo, crescendo por si mesma, já que é dotada de um tropismo para ser o que é, buscando o que necessita no solo e direcionando-se para a luz do sol. O que seria de um jasmim se forçado a ser como uma rosa?

Aqui, tocamos o coração da tragédia de um modelo educacional distorcido e esclerosado, a serviço da normose que, infelizmente, é ainda dominante: a criança é forçada a ser o que não é, por meio do fórceps de um currículo estreito e rígido e do instrumento torturante da comparação. Comparar uma criança com outra ainda será considerado um crime, num futuro breve e mais saudável. Essa é a gênese da perversão e da corrupção.

Para conseguir aprovação, o estudante é obrigado a jogar sua diferença e sua originalidade na lata do lixo, vendendo-se por notas. Mais tarde, poderá se vender por outras notas... É desolador ter que reconhecer que, na horta de um horticultor qualquer, um pé de alface é muito mais bem tratado do que nossas crianças estão sendo, nesse simulacro de escola. O que pensaríamos de um horticultor que exigisse, de todas as suas diversas hortaliças, o mesmo desempenho, o mesmo resultado?

Cada aprendiz necessita ser respeitado na sua alteridade e no seu estilo próprio de aprender a aprender. Numa escola saudável, o educador centra-se no aprendiz - e não num programa rígido, massificador e castrador do brilho e da originalidade que emanam de cada pessoa. "Utopia!", esbravejarão alguns. Permito-me lembrar-lhes, então, que utopia não é o irrealizável; é tão-somente o ainda não realizado, aquilo para o qual ainda não existe espaço.

É tempo de educar educadores. É tempo de ousar resgatar o espaço sagrado onde o aprendiz possa orientar seu coração para aprender, sobretudo, a ser plenamente o que ele é. É tempo de conspirar por uma educação não-normótica, centrada na totalidade. É tempo de reconstruir o templo da inteireza. Concluo com uma fala antiga que aponta para a essência do que é educar: "Aos quinze anos orientei o meu coração para aprender. Aos trinta, plantei meus pés firmemente no chão. Aos quarenta, não mais sofria de perplexidade. Aos cinqüenta, sabia quais eram os preceitos do céu. Aos sessenta, eu os ouvia com ouvido dócil. Aos setenta, eu podia seguir as indicações do meu próprio coração, pois o que eu desejava não mais excedia as fronteiras da Justiça".

Roberto Crema
http://marcoaureliorocha5.blogspot.com.br/2010/11/elogio-ao-jardineiro.html#!/2010/11/elogio-ao-jardineiro.html

Código de honra das Mulheres Celtas



“Ama teu homem e segue-o, mas somente se ambos representarem um para o outro o que a Deusa Mãe ensinou: amor, companheirismo e amizade.
Jamais permitas que algum homem te escravize. Tu nasceste livre para amar, e não para ser escrava.
Jamais permitas que o teu coração sofra em nome do amor. Amar é um ato de felicidade, porquê sofrer?
Jamais permitas que teus olhos derramem lágrimas por alguém que nunca te fará sorrir.
Jamais permitas que o uso do teu próprio corpo seja cerceado. O corpo é a morada do espírito, porquê mantê-lo aprisionado?
Jamais permitas que o teu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome tu nem sequer sabes.
Jamais permitas que o teu tempo seja desperdiçado com alguém que nunca terá tempo para ti.
Jamais permitas ouvir gritos em teus ouvidos. O Amor é o único que pode falar mais alto.
Jamais permitas que paixões desenfreadas te transportem de um mundo real para outro que nunca existiu.
Jamais permitas que outros sonhos se misturem com os teus, fazendo-os virar um grande pesadelo.
Jamais acredites que alguém possa voltar quando nunca esteve presente.
Jamais permitas que teu útero gere um filho que nunca terá um pai.
Jamais permitas viver na dependência de um homem como se tu tivesses nascido inválida.
Jamais te ponhas linda e maravilhosa a fim de esperar por um homem que não tem olhos para te admirar.
Jamais permitas que teus pés caminhem em direção a um homem que só vive fugindo de ti.
Jamais permitas que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar o brilho dos teus olhos te dominem, fazendo arrefecer a força que existe em ti.
E, sobretudo, jamais permitas que tu mesma percas a dignidade de ser mulher.”

Livro: Mulheres que correm com lobos; Autora: CLARISSA PINKOLA ESTES

Mulheres que correm com os lobos




“Assim, para promover nosso relacionamento de intimidade com a natureza instintiva, seria de grande ajuda se compreendêssemos as histórias como se estivéssemos dentro delas, em vez de as encararmos como se elas fossem alheias a nós. Penetramos numa história pela porta da escuta interior. A história falada toca no nervo auditivo, que atravessa a base do crânio até chegar ao bulbo do cérebro logo abaixo da ponte de Varólio. Ali, os impulsos auditivos são transmitidos para cima para o consciente ou, segundo dizem, para a alma... dependendo da atitude de quem ouve.
Antigos anatomistas falavam de o nervo auditivo dividir-se em três ou mais caminhos nas profundezas do cérebro. Eles concluíram que o ouvido devia, portanto, funcionar em três níveis diferentes. Um deles seria o das conversas rotineiras da vida. Um segundo seria dedicado à aprendizagem e à arte. E o terceiro existiria para que a própria alma pudesse ouvir orientações e adquirir conhecimentos enquanto estivesse aqui na terra.”

Livro: Mulheres que correm com lobos; Autora: CLARISSA PINKOLA ESTES; Capítulo 1 - O uivo: A ressurreição da Mulher Selvagem

A vida



A vida é uma oportunidade, aproveite-a.
A vida é beleza, admire-a.
A vida é beatificação, saborei-a.
A vida é sonho, torne-o realidade.
A vida é um desafio, enfrente-o.
A vida é um dever, cumpre-o.
A vida é um jogo, joga-o.
A vida é preciosa, cuida-a.
A vida é riqueza, conserve-a.
A vida é amor, Ágape.
A vida é um mistério, desvela-o.
A vida é promessa, cumpra.
A vida é tristeza, supere-a.
A vida é um hino, cante-o.
A vida é um combate, aceite-o.
A vida é tragédia, domine-a.
A vida é aventura, afronte-a.
A vida é felicidade, merece-a.
A vida é a VIDA, defenda
Defenda a vida desde o nascimento, até sua morte natural.
Viver a vida é viver o Ágape!!!!
Forte Ágape!!!

Fonte: Padre Marcelo Rossi

segunda-feira, 19 de março de 2012

Equanimidade



Equanimidade significa serenidade de espírito. É um estado natural e relaxado, a capacidade de experimentar de maneira estável as diferentes situações do mundo físico, das sensações, da mente e dos fenômenos. É caracterizada pela profunda tranqüilidade, completamente livre de oscilações.
Nada paga o preço de estarmos felizes por nós mesmos. Alcançando esse estágio, até mesmo os relacionamentos ficam mais fáceis de se lidar, de pensar usando a razão ao invés do coração. Isso traz uma paz incomensurável.

domingo, 18 de março de 2012

Recomeçar



Não importa onde você parou…

em que momento da vida você cansou…

o que importa é que sempre é possível e

necessário “Recomeçar”.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…

é renovar as esperanças na vida e o mais importante…

acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?

foi aprendizado…

Chorou muito?

foi limpeza da alma…

Ficou com raiva das pessoas?

foi para perdoá-las um dia…

Sentiu-se só por diversas vezes?

é porque fechaste a porta até para os anjos…

Acreditou que tudo estava perdido?

era o início da tua melhora…

Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…

de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal

Um corte de cabelo arrojado…diferente?

Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a

pintar…desenhar…dominar o computador…

ou qualquer outra coisa…

Olha quanto desafio…quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te

esperando.

Tá se sentindo sozinho?

besteira…tem tanta gente que você afastou com o

seu “período de isolamento”…

tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu

para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza…

nem nós mesmos nos suportamos…

ficamos horríveis…

o mal humor vai comendo nosso fígado…

até a boca fica amarga.

Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos

desafios.

Onde você quer chegar? ir alto…sonhe alto… queira o

melhor do melhor… queira coisas boas para a vida… pensando assim

trazemos prá nós aquilo que desejamos… se pensamos pequeno…

coisas pequenas teremos…

já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente

lutarmos pelo melhor…

o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da faxina mental…

joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho

de coisas tristes…

fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de

cinema, bilhetes de viagens… e toda aquela tranqueira que guardamos

quando nos julgamos apaixonados… jogue tudo fora… mas principalmente… esvazie seu coração… fique pronto para a vida… para um novo amor… Lembre-se somos apaixonáveis… somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes… afinal de contas… Nós somos o “Amor”…

” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do

tamanho da minha altura.”

Carlos Drummond de Andrade.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Os gatos.




Os egípcios não construíram esfinges à toa.
Um gato não é apenas um gato.
Os gatos não são os melhores amigos do homem.
Os gatos têm sexto sentido, sete vidas e são independentes.
Ele não esta nem aí para você.
Porém, quando um humano resolve ter um gato...
É mais ou menos assim: tudo pode ficar divinamente maravilhoso ou um pesadelo pode acontecer em sua casa, ou, em sua vida.
A casa deixa de ser sua.
A casa é exclusivamente do gato.
O melhor lugar da casa é do gato.
Se um gato afasta de você ele pode estar querendo te dizer: não concordo com você.
Se ele fica doente ele pode esta querendo te dizer: sare.
Se ele passa o rabo nas suas pernas ele pode esta querendo te dizer: Não fique assim.
Se ele cassa um rato, um passarinho ou uma barata e leva para sua cama, ele pode esta querente te dizer: este é o meu presente para você.
Se ele for macho e urinar na sua cama, na sua casa ou nas suas costas de madrugada, ele esta apenas querendo te dizer: Eu te amo.
Se ele some ou morre é porque definitivamente é o momento de partir.
A energia vital acabou. Ele não tem mais nada para oferecer
Ele já fez tudo que ele podia fazer por você.
E às vezes, você nem percebeu.
Os gatos não aceitam quaisquer pessoas. Eles aceitam as pessoas que eles admiram.
Os gatos foram enviados a terra para proteger a alma humana, sem quem nós percebêssemos.
Um gato é uma distração, uma beleza, uma pirraça e uma brincadeira.
Uma amizade que não é fácil de ser conquistada.
Um gato é um seguidor daquilo que você é.
Um amor incondicional que é retribuído exclusivamente com um “romronar”.
Depois que um gato te conquista ... o vínculo não acaba jamais.
Você nunca vai deixar de amar um gato.
Você passa a amar todos os gatos.
Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

"O Grito da Mulher Selvagem"



Mulher não é jardim, mulher é floresta. A selva nasce em seu interior e mostra sua face na superfície feminina. No entanto, lutando contra a natureza, a mulher insiste em ser jardim. Não é sua culpa. A cultura se desenvolveu de tal forma que a opinião masculina prevaleceu e a mulher foi condenada a se transformar em jardim para sempre. Porém, o que ninguém sabia é que é impossível ocorrer tal metamorfose de forma permanente. Nós, mulheres selvagens, quando disfarçadas de jardins, estamos fadadas, assim como a Cinderela, a voltarmos a nossa natural e antiga forma.
Nossa floresta interior esconde domínios que nem sequer imaginamos que existam e, de repente, acontece uma explosão e assistimos ao surgimento de uma nova erva daninha em nosso quintal. Aguentamos caladas, mostrando um sorriso para o mundo a nossa volta, mas um grito ecoa nas raízes da floresta e a mulher selvagem que existe em cada uma de nós se desespera. Enlouquecida, a mulher vai em busca das melhores armas de seu arsenal para lutar contra as pragas que despontam em seu jardim. A tarefa é árdua. O mato silvestre parece não ter fim. As rosetas machucam... E a mulher selvagem uiva de dor.
Depois de tanto lutar contra sua natureza, a mulher selvagem avalia os resultados: ainda está insatisfeita. Seu jardim não está tão florido, os frutos de suas árvores são pequenos, a grama não exibe a coloração esverdeada desejada, as borboletas que aparecem não são as mais bonitas e raras... Nenhum de seus artifícios parece contentá-la e, em seus olhos, a mulher selvagem exibe chamas, pois ela sabe que seu trabalho durará pouco e logo o desflorestamento recomeçará. A mulher selvagem está cansada de se fantasiar de flor.
Bom mesmo seria assumir e exibir, sem vergonha, a sua floresta. Expor suas plantas nativas, colher os frutos silvestres e soltar as feras. A mulher selvagem quer correr descalça sem se preocupar com a dor, quer deixar o mato tomar conta de tudo e os galhos crescerem em paz - sem podas -, impedindo os olhares curiosos de visitantes indesejados... A mulher selvagem quer mostrar sua natureza feroz e destemida, provando que sua alma jamais poderia se satisfazer estando presa em um limitado e domável jardim. Sob o disfarce que exibe, a mulher selvagem grita, pois sabe que não há muito mais a fazer.

Texto de "Junie Nunes de Souza"

Simplesmente




Posso te amar assim, só assim, sem concordar com você. Posso só estar ali, ao seu lado, no calor lânguido. Sem precisar provar nada ou querer tanto. Sem condenar seus julgamentos, sem distorcer cada sentimento, sem precisar do seu amor de volta. Só adorando cada segundo do momento. Posso te amar assim, simplesmente.

Posso não te pedir nada, e ainda rir dos seus pensamentos tresloucados, das suas preferências inconfessas, de seus ex e futuros amores dispersos. Posso ouvir aquilo tudo que sussurra pra dizer, pra esconder até de si. Posso guardar, dividir com você.

Posso não querer nada de você. Não esperar nem que se cuide, nem que se cale, que não beba, que se morda, que me fale, que queira a vida, que procure saídas. Que pague as contas, que se esforce, que melhore, que corra, que busque, que emagreça, que não adoeça. Posso não querer nada de melhor pra você e te deixar aí, seguindo o seu caminho que por tantas vezes cruza o meu. Posso só curtir as interseções em que estamos juntos.

Posso tão somente ficar com você. Assim, sem exigências ergométricas, sem desejos ecumênicos, sem, ao menos, aprovar suas escolhas. Sem consentir com a sua tagarelice doida, sem me preocupar com os preços que teremos que pagar, sem qualquer pesar, sem expressar alguma experiência. Sem ensinar nada. Até porque, como poderia? Como poderia querer julgar suas atitudes se não vivi cada uma de suas dores? Se não passei por todos os mesmos minutos que você? Como posso daqui, de mim, realmente compreender o que se sente daí, de você?

Mas eu posso simplesmente estar ali, como se não houvesse nada melhor a fazer do que jogar fofocas no ventilador de domingo. Como se não houvesse sabor melhor que o das gargalhadas deitadas na cama – o som de gargalhadas deitadas é uma das coisas mais intimas que já senti. Posso ser eu aqui e permitir que você seja você, daí.

Porque não há mesmo nada melhor a fazer quando o que eu só quero é ficar ao seu lado e, naquele momentinho, naquele pedacinho de tempo, te dar o melhor de mim. . . Inundar o tempo inteiro, em um quadrado de amor infinito.

Mas é que por muitas vezes eu confundi doar com exigir, abraçar com proteger, escutar segredos com sermonear, estar ao lado com fazer algo. Por muito tempo ainda eu pensei que te amar era te mostrar os passos que precisava dar, afinal, quantas bobagens já fez? O quanto do que você mesmo quis já faz parte da sua história? Pensava no absurdo que isso significa e me prontificava a impedir.

Achei mesmo que precisava exigir que pisasse onde eu já pisei, onde eu piso, pois assim, seria mais fácil. Seria mais seguro te dar o meu amor. Mas descobri que não, que não é. Que assim eu não dou ou tenho amor, só tenho segurança; obviamente. E a segurança não me preenche o peito, não gargalha na cama, não aceita velhos cafés, não para pra sentir, não se entrega ao vínculo que se forma. Ela analisa e exige repetir o que já é conhecido, sem experimentar, sem considerar quem é você. E assim, sem te perceber não posso me relacionar. E fico só.

Mas agora, eu posso fazer diferente, posso fazer o que verdadeiramente quero. E quero te dar o meu amor inteiro, por qualquer pedaço de momento em que nos encontrarmos. E assim, eu posso seguir com o meu coração cheio, plena.

por uma tarde com a minha avozinha…
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Toda dor é uma forma de amar




Uma coisa eu sei de viver: A dor é uma forma de amar.

Eu estava viajando e tive que voltar às pressas. Quando entrei no portão, minha irmã do meio veio chorando, aos prantos me abraçar… E eu quis abraçar e chorar também.

Pedi que não ficasse assim perto de mim. Disse que não precisava estar tão triste, como que pra consolá-la… Mas eu sentia uma tristeza infinita, queria desmoronar.

Ela olhou assustada pra mim. Concordando com o que eu dizia, mesmo sem sentir o que eu falava. Mas racionalmente fazia sentido, meu pai já estava doente há tanto tempo… Eu queria me ajoelhar no chão, desintegrar.

Decidi que ia ser forte, que seguiria em frente. Engoli a respiração com todo o sentimento que brotava… Eu queria o ombro dela. Queria chorar junto a tristeza que era nossa, era nossa igual.

Eu dei um passo pra traz… Eu queria honrar a vida que meu pai teve, o tanto de amigos que conquistou, tudo o que me ensinou, os passeios de bicicleta, as músicas altas de domingo, mas não pude. Eu estava apavorada…

Esse foi o pior dia da minha vida. O dia em que meu pai morreu.

Meus olhos marearam tão somente. Eu escolhi não me entregar. Me lembro bem do segundo em que fiz essa escolha. Dois passos dentro do portão da minha casa. E fiquei plantada lá. Uma parte da minha alma se fincou naquele momentinho e não mais saiu, por mais anos que se passassem. E como essa parte de mim fez tanta falta… Quantas explicações tive que inventar pra minha angústia…

Não conseguia estar melhor, não via o amor que tinha pra mim na vida, as pessoas que estavam comigo agora. Era como se eu estivesse olhando pra traz, praquele dia. Eu só queria achar qualquer coisa que me tapasse o vazio que ficou. O vazio de não haver conseguido viver esse amor, em forma de dor, pelo meu pai. (Ao interromper a dor que fluía, interrompi o amor. Amor que naquele momento tinha uma forma triste. Um ar de impotência. Um gosto assustado. Um jeito meio amargo.)

E essa tristeza guardada me corroeu. Por tanto tempo eu procurei uma chave pra mudar as coisas que não podem ser mudadas. Em vão, eu tentei encontrar algo que consertasse a minha angustia, alguma coisa ou pessoa que pudesse culpar por tudo aquilo que eu sentia… Uma chave que me aproximasse do meu pai, que o trouxesse de volta. Como se eu pudesse…

O que eu não entendia era que não podia fazer mais nada, a única coisa que me restava para honrar a vida de quem eu amei tanto, eram as lágrimas. E elas eram boas. Puras. Preciosas. Valiam gargalhadas, passeios na chuva, caçadas a vaga-lumes, piques de esconder, longas conversas sobre o universo, comemorações de todas as conquistas… Apoio… Representavam tudo o que já vivemos e que não poderíamos mais viver juntos. Representavam o meu filho, que eu carregava na barriga naquele dia, e que meu pai não poderia conhecer, tudo o que eles não brincariam.

Custei a compreender o que é tão simples… Que eu precisava aceitar. Permitir que o amor que engoli, com medo da dor, se manifestasse. Precisava dar um lugar pra essa tristeza no meu coração. Tristeza, que agora, eu quero que siga comigo, pois faz parte da minha história, me dá profundidade. E quando eu a vir, nos olhos distantes de alguém que já passou por dias dos piores, vou reconhecer e encontrar a compaixão, dar lugar também para aquela humanidade.

É que a dor precisa fluir e ser sentida pra honrar pessoas e situações que, às vezes, não podem ser diferentes, quando não podemos fazer nada, quando a vida é maior do que nós. E, agora que aprendi que toda dor é um jeito triste de amar, de vez em vez me recolho ao silêncio e espero, quietinha, tanto amor se manifestar.

Taí o meu carnaval, sem confetes ou serpentinas.
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Dói mais, mas é MUITO mais gostoso!





Pode ser que a superficialidade seja uma forma de mascarar uma grande sensibilidade. Uma forma de se proteger, pra não sofrer tanto… De esconder o que tem no coração pra não se machucar. Talvez a raiva seja um jeito de afastar a tristeza, uma forma de encontrar forças pra seguir apesar de tudo pelo que já passei. E, quem sabe a segurança, a força, a certeza, sejam meios de não ter que enfrentar as dúvidas, de fugir das surpresas da vida, jeitos de tentar transformar o mundo em um quadrado seguro, quando, em verdade, ele é uma bola flutuando no espaço?

O medo deve servir para dizer que não quero fazer nada, vou ficar parado sem correr o risco de viver, apesar de ser impossível não estar na vida, quando se está aqui, vivo. Engraçado? Não, triste. E a confusão acontece, porque não posso sair daqui ainda, dessa forma estranha de viver, com a qual nem eu mesmo concordo, que prefiro manter o status quo, apesar do meu coração ser tão machucado pelo que eu mesmo estou fazendo. Sabe-se lá por qual necessidade minha, que estou esperando que alguém atenda.

O esforço para ser competente pode ser um jeito de compensar o medo de não ser amado, falar pros outros, ou escrever no meu caso, um jeito de falar pra si mesmo. Apontar os defeitos alheios serve pra distrair o mundo, e a si próprio, das suas dificuldades.

E se a indiferença for um jeito de não sofrer, por eu te amar tanto, que fico apavorado quando frustra as minhas expectativas e acabo me afastando? Só pra não me arriscar a me machucar demais?

É, eu fico cansada só de pensar… Eu me desgasto em lembrar o tamanho da volta que dou pra tentar provar quem eu sou, e, fazendo isso acabo deixando de lado o que realmente sou, acabo por não fazer o que quero, por me distanciar de mim… Por uma ilusão de que assim você poderá me amar mais e eu vou me sentir melhor e vou ser mais feliz (?), mais seguro. Uma ilusão, uma mentira que não se concretiza nunca e, se por acaso se concretizar, se por acaso você realmente me amar mais por esse personagenzinho que eu inventei, eu não vou acreditar, simplesmente porque sei que o que você está amando não sou eu, mas um boneco que criei.

É… seria muito difícil se não fosse tão fácil… Seria muito difícil se não fosse só uma pirraça pra forçar o mundo a ser do jeito que eu quero, pra fazer o que eu quero, pra me amar o tanto que eu desejo. Seria muito difícil, se assumir as incertezas como certas, seguir apesar do medo, olhar para as minhas próprias dificuldades, alimentar as minhas necessidades, não inventar tantas expectativas, não querer tanto dos outros, sentir a tristeza, enfrentar que o mundo é do jeito que é, aceitar que muitas vezes não posso fazer nada, entender que eu só quero e preciso dar amor (receber de volta é um bonus), andar por aí com o peito aberto, deixar fluir, não fosse mais fácil. É… seria muito difícil, se não fosse mais fácil. Seria muito difícil largar a ilusão, se não fosse mais fácil SER.

Tá, dói mais, mas é MUITO mais gostoso!

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