domingo, 15 de abril de 2012

Afetos integrais e refinados

"As vezes a nossa vida é assim, nós não estamos felizes porque reclamamos dos terrenos baldios que estão do nosso lado. As vezes nós colocamos a culpa da nossa infelicidade nos lugares desertos da nossa existência onde o outro jogou o seu lixo e a gente acaba se acostumando a conviver com esse lixo, quando na verdade o que a gente precisa fazer é tomar a iniciativa de limpar a nossa vida, de limpar aquilo que está do nosso lado para que a gente possa voltar a continuar o dom de ser feliz. Se a gente se acostuma a conviver com o lixo, daqui a pouco a gente já se identifica com ele e a gente não sabe mais viver fora do lixo. Vida espiritual é assim também, se a gente não se cuida, a gente corre o risco de ter uma vida extremamente desagradável e nós vamos vivendo de sentimentos mesquinhos porque a gente se acostumou com eles. Quem sabe hoje Deus está segurando na sua mão para lhe ajudar a olhar os terrenos baldios da sua vida para que você possa transformá-los em jardins."

Fonte: Pe. Fábio de Melo

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Isso é impossível.

Você diz: Isso é impossível.
Deus te diz: “Todas as coisas são possíveis.” (Lucas 18:27)
Você diz: Estou muito cansado (a).
Deus te diz: “Eu te darei descanço.” (Mateus 11:28)
Você diz: Ninguém me amade verdade.
Deus te diz: “Eu te amo.” (João 3:16 e 13:34)
Você diz: Não consigo ir em frente.
Deus te diz: “Minha graça te basta.” (II Coríntios 12:9 e Salmos 91:15)
Você diz: Eu não consigo perceber as coisas.
Deus te diz: “Eu dirigirei seus passos.” (Provérbios 3:5 e 6)
Você diz: Eu não consigo fazer isto.
Deus te diz: “Você pode todas as coisas.” (Filipenses 4:13)
Você diz: Eu não sou capaz.
Deus te diz: “Eu sou capaz.” (II Coríntios 9:8)
Você diz: Isto não vai valer a pena.
Deus te diz: “Isto valerá a pena.” (Romanos 8:28)
Você diz: Não consigo me perdoar.
Deus te diz: “Eu perdôo você.” (I João 1:9 e Romanos 8:1)
Você diz: Não consigo o que quero.
Deus te diz: “Eu suprirei todas as suas necessidades.” (Filipenses 4:19)
Você diz: Estou com medo.
Deus te diz: “Eu não tenho te dado um espírito de covardia.” (II Timóteo 1:7)
Voê diz: Estou sempre preocupado(a) e frustado(a).
Deus te diz: “Lança toda sua ansiedade em mim.” (I Pedro 5:7)
Você diz: Eu não tenho fé suficiente.
Deus te diz: “Eu tenho dado a cada um uma medida de fé.” (Romanos 12:3)
Você diz: Eu não sou inteligente suficiente.
Deus te diz: “Eu te dou sabedoria.” (I Cor?ntios 1:30)
Você diz: Eu me sinto sozinho (a).
Deus te diz: “Eu nunca te deixarei, nem te desampararei.” (Hebreus 13:5)

Autor: Desconhecido

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Quando...

Quando for amar, ame o mais profundo que puder.

Quando for falar, fale o que for realmente necessário.

Quando for sorrir, procure sorrir com os olhos também.

Quando pensar em desistir, lembre-se da luta que foi começar, e não desista!

Quando quiser se declarar a alguém, faça isso sem medo do que essa pessoa irá pensar de você...

Quando sonhar, sonhe bem alto, bem longe...

Quando for partir, não diga “adeus”, diga que foi tudo maravilhoso...

Quando abraçar um amigo, abrace-o com todo carinho e lembre desse abraço por toda vida!

Quando precisar de ajuda, não se envergonhe de pedir socorro, sua humildade vale a vitória...

Quando sentir raiva de alguém, pense em como isso pode estar fazendo mal a você mesmo...

Quando tentar algo de novo na vida, tente pra valer... mude, arrisque-se, viva intensamente...

Enquanto isso, lembre-se de que sempre haverá alguém torcendo por você e por sua felicidade!

E este alguém, não é qualquer um, é o nosso próprio Deus!

Fonte: Padre Marcelo Rossi - Ágape

terça-feira, 10 de abril de 2012

OS TIPOS DO ENEAGRAMA EM CORDEL




TIPO UM
O tipo um transparece
Está sempre com a razão
Honesto, amigo, leal
Ama a organização
Não aceita imperfeições
E foge da irritação

TIPO DOIS
Tipo dois é prestativo
Um autêntico doador
Não quer grandes recompensas
Só quer mostrar seu valor
Demonstra ser carinhoso
E muito bajulador

TIPO TRÊS
Tipo três é otimista
Pensa e age num piscar
É auto-propagandista
Busca o êxito sem cessar
Tem sede de elogios
E seu vício é trabalhar

TIPO QUATRO
Tipo quatro é bem romântico
Um eterno sonhador
Prefere idealizar
Que viver um grande amor
São deprês ou hiperativos
Ou oscilantes de humor

TIPO CINCO
Tipo cinco é sistemático
Tem ar de superioridade
Pra transmitir o que sabe
Tem certa dificuldade
Cultiva as amizades
Preservando a liberdade

TIPO SEIS
Tipo seis é inseguro
E muito atento ao perigo
Bastante desconfiado
Vive a fugir do castigo
Tem na mente uma fobia
Que o mau sempre anda consigo

TIPO SETE
Tipo sete é exibido
Humorista natural
Acredita que a piada
Serve pra curar o mal
Que rir afugenta a dor
E o prazer é sem igual

TIPO OITO
Tipo oito tem a força
Provoca a oposição
Não suporta a injustiça
Repudia a opressão
Não quer demonstrar ser fraco
Temendo a submissão

TIPO NOVE
Tipo nove é satisfeito
Servidor despreocupado
O trabalho de rotina
Lhe deixa gratificado
E jamais fica em pé
Podendo ficar sentado

AUTOR: Francisco Chagas (Chico Justino) de São João do Jaguaribe - CE
Aluno do Curso de Letras (Português) da FAFIDAM/EUCE, Limoeiro do Norte – CE.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A GRANDEZA DO MAR

Você sabe por que o mar é tão grande?
Tão imenso? Tão poderoso?
É porque teve a humildade de colocar-se alguns centímetros
abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro, centímetros acima de todos os rios,
não seria mar, mas sim uma ilha.
Toda sua água iria para os outros e estaria isolado.
A perda faz parte.
A queda faz parte.
A morte faz parte.
É impossível vivermos satisfatoriamente.
Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer.
Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair.
Impossível acertar sem saber errar.
Impossível viver sem saber viver.
Se aprenderes a perder, a cair, a errar, ninguém mais o controlará.
Porque o máximo que poderá acontecer a você é cair, errar e perder.
E isto você já sabe.

Bem aventurado aquele que já consegue receber com a mesma naturalidade o ganho e a perda, o acerto e o erro, o triunfo e a queda, a vida e a morte.

Por: Paulo Roberto Gaefke

O LEÃO E O VERME




Há duas espécies na fauna que representam o máximo do antagonismo e entenderemos facilmente o por que disto. Elas, são o leão e o verme. Cada qual, expressa perante a natureza admiração e asco, devido as funções que desempenham no equilíbrio do ecossistema.


Repetindo isso, nós imitamos por muitas vezes a natureza de outros seres devido às nossas ações e o peso que elas têm para o mundo. Sendo assim, afirmo, que na existência há pessoas que se comportam como leões, enquanto que outras se comportam como vermes.


O leão é a auto-afirmação, ele não é o melhor por ser o melhor, mas por se afirmar como tal. Ele ousa e executa algo, mesmo que não esteja perfeitamente preparado. É independente e sua evolução na escala das coisas é bem rápida. ELE quer, ele vai buscar, não tem meio termo.

O verme, é minúsculo, se caracteriza por chafurdar em algo, até que haja alguém a que, possa parasitar. Sua essência é depender "de", depender de algo, de alguém. Não tem auto-afirmação, é praticamente invisivel, e quando e notado é porque realizou algo danoso.


Em nossa vida, acompanhamos pessoas que seguem estes estereótipos de comportamento, que insistem em repetir ininterruptamente. Haverão aqueles leões, que perseguirão seus objetivos nos campos da vida, serão positivos e sempre terão mais pela atitude de demonstram, de ir atrás e perseguir os objetivos.


Por outro lado, também surgirão pessoas que se comportam como vermes. Estão sempre à margem, sem atitude e inertes ao que acontece. Automaticamente dependem de que alguém faça por eles e, tão logo possam, arranjarão alguém para se encostar, para que possam parasitar emoções e ações, num processo infinito de coitadismo.

A Cabala nos ensina, que devemos nos sintonizar com as realizações. Neste sentido, você, que já é um leão na vida, pode se tornar uma pessoa melhor, fazendo com que suas rezalizações, tragam a plenitude buscada. Por outro lado, você que por tanto tempo vem se inferiorizando, pode buscar a virada, sair da lama e ir para onde jamais foi.


Desejo á todos muita força e sucesso!


Fraternalmente, Rafael Chiconeli

Livro



Sou como um livro,
Há quem me interprete pela capa.
Há quem me ame apenas por ela.
Há quem viaje em mim.
Há quem viaje comigo.
Há quem não me entende.
Há quem nunca tentou.
Há quem sempre quis ler-me.
Há quem nunca se interessou.
Há quem leu e não gostou.
Há quem leu e se apaixonou.
Há quem apenas busca em mim palavras de consolo.
Há quem só perceba teoria e objetividade.
Mas, tal como um livro, sempre trago algo de bom em mim.

Fonte: autor desconhecido

quarta-feira, 4 de abril de 2012

GENTE FELIZ NÃO INCOMODA NINGUÉM!

GENTE FELIZ QUE NÃO INCOMODA NINGUÉM!

Uma guerra interna, outra externa que só o tempo, a paciência, a compreensão e muito amor podem curar.

O encontro semanal, falar dos problemas, achar que solucionou tudo internamente, a amizade, os comes, as bebidas, o tapume da solidão, o convencimento é tudo de bom que todo mundo quer e ninguém quer perder (inclusive eu).

Quando não se quer perder uma coisa zelamos por ela, não criamos uma dependência daquilo para ser feliz. Dependência não é felicidade.

O medo da solidão que já atormentou os nossos corações não pode ser um alicerce. O medo é uma fragilidade que se não for tratada torna-se destruidora. O medo torna as pessoas artificiais.

A dependência é uma ruína.

Não permitir, criar regras, não deixar que uma discussão evolua, cada um cuidando da sua vida (e ao mesmo tempo pensando na vida dos outros), sair para os bares, fazer festas e conviver sempre com as mesmas pessoas é continuar na solidão. Precisamos ter um ombro para aquelas horas decadentes e para as horas felizes também. Um ombro amigo e não um vínculo de dependência.

Sou uma pessoa de poucos amigos e aprendi a sair com a minha bolsa quando não tinha mais ninguém para sair comigo. Estas saídas foram as melhores da minha vida. Sabe por quê? Porque me permiti. Eu não precisava ser infeliz só porque naquele dia ninguém quis sair comigo. Escolhi ser feliz da maneira que sempre acreditei: permitindo novas experiências.

Como dizia um amigo: “estar na zona de conforto é muito confortável”. Ficar na zona de conforto é uma ilusão amarga.

Não sei se é a minha visão que está suja, mas se for olhar apenas para mim deixo de existir. Preciso olhar para o mundo.

A autotransformação para mim é como a frase: GENTE FELIZ NÃO INCOMODA NINGUÉM. Todo mundo lê e pensa: - “Gente feliz incomoda sim, incomoda aqueles que estão infelizes”. O que a maioria das pessoas não conseguem perceber é que quando uma pessoa está verdadeiramente feliz ela não incomoda nem os infelizes, porque ela lembra daquele ser que está infeliz. Um ser feliz não segue a sua vida exclusivamente sem pensar no próximo porque ele sabe que vai continuar na infelicidade.

O feliz que grita e mostra para o infeliz a sua felicidade é o mais infeliz de todos, porque a infelicidade nunca saiu dele.

Depois de chegar a esta conclusão e me dispor a ouvir a opinião de várias pessoas, onde uma maioria concordou e uma minoria que não se manifestou, e da qual, tinha muito interesse de ouvir me apontou: “a sua cara emburrada enche o saco de qualquer um a sua energia é muito pesada”.

Não disse nada na hora porque a minha ficha só caiu depois, porque nem estava pensando em felicidade. Quando dei conta do ocorrido concluí: A cara infeliz de ninguém nunca me incomodou. Quando estou verdadeiramente feliz não é uma cara fechada e triste que vai causar a minha infelicidade, diante de uma cara fechada simplesmente retribuo com um abraço e um sorriso, porque eu não sei o que está passando na cabeça da outra pessoa e não quero julgar ninguém, porém se precisar de ajudar me disponho a isto também.

Eu não sou emburrada, sou séria e sempre tive uma gargalhada de bruxa.

Funciona assim: chega sorrindo no trabalho todo mundo te incomoda, agora chega sério, ninguém te incomoda.

Sobre isto, fiquei muito tempo de castigo meditando: GENTE FELIZ NÃO INCOMODA NINGUÉM. Ver a felicidade para mim é como falar sobre gatos. NORMAL!

Neste instante não aprendi sobre felicidade, e sim, a perdoar os infelizes e ter um pouco mais de compaixão.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

O Poder da Amizade



Todo Progresso é Resultado de Cooperação Carlos Cardoso Aveline

O texto a seguir foi publicado inicialmente na edição de maio de 2011 do boletim eletrônico “O Teosofista”.

“De todos os bens que a sabedoria proporciona para produzir a felicidade por toda a vida, o maior, sem comparação, é a amizade.”

(Epicuro)


A amizade é uma forma de afeto em que há um sereno respeito pela liberdade e pela autonomia de cada um.

Livre de apegos cegos, o sentimento de amizade não é necessariamente dirigido apenas a este ou aquele indivíduo em especial. Os sábios são amigos de todos os seres: a amizade pode ser incondicional. Por outro lado, cada amizade tem suas características específicas e possui uma capacidade própria de resistir a adversidades. “Amigos na dificuldade, amigos de verdade”, diz o ditado popular em língua inglesa.

A verdadeira amizade surge do eu superior, ou alma imortal. Ela corresponde ao primeiro objetivo do movimento teosófico moderno, que busca ser um núcleo de fraternidade sem fronteiras. A mesma ideia está presente no budismo, no taoísmo, no hinduísmo e outras filosofias orientais e ocidentais. A prática da amizade universal é pitagórica: Thomas Stanley, um filósofo do século 17, escreveu em sua obra sobre o ensinamento de Pitágoras:

“Há uma amizade e uma afinidade de todos por todos: entre deuses e homens, através da compaixão e do sentimento religioso; entre as diferentes doutrinas; entre a alma e o corpo (a parte racional e a parte irracional do ser humano) através da filosofia e das suas teorias; e entre os diferentes seres humanos...”[1]

A fraternidade universal é uma verdade básica que pode ser observada por todos. No mundo animal - assim como no reino humano - a regra geral é dada pela cooperação e pela amizade. A competição se dá no interior do processo de cooperação. É esta última que predomina. O escritor anarquista russo Piotr Kropotkin, um partidário da ação não-violenta, desenvolveu um cuidadoso estudo histórico mostrando de modo inegável que, ao contrário do que o darwinismo pensa, não foi a competição, mas sim a ajuda mútua, que possibilitou desde o início da vida a evolução das espécies.[2]

Tudo o que rodeia um cidadão - mesa, computador, ônibus, roupas, ruas, prédios - é resultado da cooperação de ajuda mútua. A civilização materialista leva seus cidadãos a esquecerem disso. Muitos pensam que a competição é central, e isto os torna infelizes. A maneira natural dos seres humanos relacionarem-se é através da amizade. Por que motivo é tão difícil seguir essa tendência natural? O ser humano cresce na luta com os paradoxos. Um poderoso jogo de pressões e conveniências ensina a ele desde cedo que é preciso desenvolver a competição. Assim se limita a amizade como impulso natural e se dificulta a plena ajuda mútua. Uma condição básica para que possamos voltar a viver plenamente a solidariedade consciente é ser autênticos, primeiro, com nós mesmos. Aceitar os outros como eles são, estimulando o melhor neles, e ser grato à vida inclusive pelas suas lições dolorosas, são hábitos realistas que nos tornam mais sábios e mais capazes de compreender a vida e de ser amigos.

Amar é melhor do que ser amado. Ser amigo é mais importante que ter amigos. Mas a única base sólida para a afinidade entre os seres humanos é um respeito sagrado de cada um por si mesmo. Este sentimento surge da percepção de que pertencemos à alma imortal existente em nosso próprio coração. Não temos uma alma, mas a alma nos tem. Nosso “eu superior” é nossa origem e nosso destino, e também nossa fonte de inspiração. O respeito por si mesmo está, pois, na origem do respeito pelos outros. Voltaire, o filósofo francês do século 18, escreveu:

“Amizade é um contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas. Sensíveis, porque um monge, um solitário, pode não ser ruim e viver sem conhecer a amizade. Virtuosas, porque os maus não buscam mais que cúmplices. Os sensuais buscam companheiros de devassidão. Os interesseiros reúnem sócios. Os políticos congregam partidários. O comum dos homens ociosos mantêm relações. Os príncipes têm cortesãos. Só os virtuosos possuem amigos.”[3]

Assim, a verdadeira amizade é inseparável da ética e do altruísmo. O significado original da palavra “filosofia” é “amor pela sabedoria”, e Voltaire afirma:

“O filósofo é um amigo da sabedoria, ou seja, da verdade. Esse duplo caráter esteve presente em todos os filósofos. Não houve nenhum na Antigüidade que não desse exemplo de virtude aos homens e lições de verdades morais.” [4]

Sem dúvida, é comum encontrar gente que ignora qualquer diferença entre ser amigo e ser cúmplice. Deste ponto de vista, dois amigos devem apoiar um ao outro “em qualquer situação”, inclusive em ações contrárias à verdade e ao equilíbrio.

Os mafiosos criam os seus próprios “códigos de ética” e “compromissos de lealdade”. O uso da amizade em jogos de conveniências gera confusão e sofrimento. O pensador romano Cícero (106 a.C.- 43 a.C.) esclareceu esta questão há pouco mais de dois mil anos. Em seu tratado sobre a amizade, ele escreveu:

“Uma associação de pessoas sem fé nem lei não poderia se abrigar sob a desculpa da amizade (...). Essa é, portanto, a primeira lei que se deve instaurar na amizade: não pedir a nossos amigos senão coisas honestas, não prestar a nossos amigos senão serviços honestos, sem esperar que eles nos sejam pedidos; permanecer sempre confiante, banir a hesitação, ousar dar um conselho em total liberdade. No domínio da amizade, é preciso que predomine a autoridade dos amigos mais bem avisados, e que esta influência se aplique em acautelar os outros, não só com franqueza mas com suficiente energia, se a situação o exigir, para que o conselho seja posto em prática.” [5]

Amizade verdadeira é inseparável de sentimentos nobres, e Cícero explica:

“A amizade nos foi dada pela natureza como auxiliar das nossas virtudes, e não como cúmplice dos nossos vícios, para que a virtude de um, não podendo alcançar sozinha o supremo bem, o alcance apoiada na virtude do outro”. Para o filósofo romano, “há uma simpatia quase inevitável entre os bons entre si, que é o princípio da amizade instaurado pela natureza.”

Em outro trecho do seu tratado sobre a amizade, Cícero afirma:

“O amor, de onde provém a palavra amizade, é no seu primeiro fundamento simpatia recíproca (...). Na amizade nada é fingido, nada é simulado, tudo é verdadeiro e espontâneo.”[6]

O nível da franqueza existente entre amigos é um indicador da solidez do vínculo. Quando dois amigos usam muita cautela para não se ferirem mutuamente, a amizade pode ser superficial. Uma amizade mais profunda produz certa ausência de cuidado com as palavras, e torna possível um grau maior de espontaneidade. Às vezes isso só surge com o tempo: a confiança mútua raramente se constrói em um dia.

Toda amizade enfrenta testes, e, para Aristóteles, “somente a amizade entre pessoas boas é imune à calúnia”. Ele explica:

“É entre pessoas boas que encontramos a confiança, o sentimento de que uma nunca fará mal à outra, e tudo mais que se espera em uma amizade sincera. Nas outras espécies de amizade, todavia, nada impede o aparecimento de suspeitas”. [7]

Platão fazia deste sentimento uma virtude social e política, elemento auxiliar importante para a construção da sociedade ideal. Mas Epicuro, que viveu em um período de decadência política, via a amizade como um fim em si e dava a ela importância suprema.

Considerado um sábio por Helena Blavatsky, Epicuro tinha uma filosofia próxima à dos estóicos. Ele fundou uma comunidade em Atenas para viver com os amigos, o Jardim, e sua vida foi um exemplo de ética e autodisciplina. Para Epicuro, “de todos os bens que a sabedoria proporciona para produzir a felicidade por toda a vida, o maior, sem comparação, é a amizade”. E acrescentou: “A mesma convicção que nos inspira a confiança de que nada existe de terrível que dure para sempre, nem mesmo por muito tempo, também nos habilita a ver que dentro dos limites da vida nada aumenta tanto a nossa segurança como a amizade.” [8]

Na Bíblia, o Eclesiástico parece concordar com Epicuro. Primeiro o texto aconselha cautela (em 6: 7): “Se queres um amigo, adquire-o pela prova e não te apresses a confiar nele”. Pouco depois, o Eclesiástico acrescenta:

“Afasta-te de teus inimigos e acautela-te com teus amigos. Um amigo fiel é um poderoso refúgio; quem o descobriu, descobriu um tesouro. Um amigo fiel não tem preço, é imponderável seu valor. Um amigo fiel é um bálsamo vital, e os que temem o Senhor o encontrarão. Aquele que teme ao Senhor faz amigos verdadeiros, pois tal como ele é, assim é seu amigo (6:13-17).”

Amigos cometem erros. Mesmo numa amizade sincera pode ocorrer decepção. Por outro lado, devemos respeitar nossos adversários. O texto clássico de teosofia “Luz no Caminho”, de Mabel Collins, afirma o seguinte, sem meios termos:

“A inteligência é imparcial; nenhum homem é teu inimigo, nenhum homem é teu amigo. Todos são igualmente teus instrutores.” [9]

Carlos Castaneda ensina que o adversário é sempre um instrumento precioso do nosso crescimento, porque identifica as falhas que devemos corrigir e mostra como funcionam em nós o medo e o ódio, para que, então, estes dois sentimentos sejam extirpados pela luz da compreensão.

Outros autores, como Plutarco, destacam que os amigos freqüentemente acobertam nossas falhas, nos acostumam mal e nos levam a ficar preguiçosos, enquanto que os adversários nos mantêm alertas, nos obrigam a crescer e a superar a rotina que, de outro modo, nos engoliria. Tais testemunhos reforçam a idéia de que a verdadeira amizade é um processo livre de apego, em que o afeto não é colocado acima da sabedoria nem dos valores éticos, mas sim a serviço deles. A verdadeira amizade é nobre, e Khalil Gibran escreveu:

“Não deve haver outra finalidade na amizade a não ser o amadurecimento do espírito. Pois o amor que procura outra coisa a não ser a revelação do seu próprio mistério não é amor, mas uma rede armada, e somente coisas inúteis são apanhadas nela.”[10]

A frase de Gibran pode ser dura, mas ela é realista. Quanto mais cedo renunciarmos à auto-ilusão, melhor para nós. A verdadeira amizade requer desapego. Os “Versos de Ouro” de Pitágoras expressam a sabedoria teosófica, e neles podemos ler o seguinte sobre a combinação de firmeza com flexibilidade:

“Escolhe como amigo o mais sábio e virtuoso. Aproveita seus discursos inspiradores, e aprende com os seus atos úteis e virtuosos. Mas não afasta teu amigo por um pequeno erro, porque a força da vida é limitada pela necessidade.” [11]


NOTAS:

[1] “Pythagoras, His Life and Teachings”, de Thomas Stanley, Philosophical Research Society, Califórnia, EUA, 1970.

[2] “El Apoyo Mútuo, Un Factor de la Evolución”, de Piotr Kropotkin, Ed. Proyección, Buenos Aires, 1970, 328 pp. Há uma edição em inglês: “Mutual Aid, a factor of evolution”, Peter Kropotkin, Dover Publications Inc., Mineola, New York, 2006, 312 pp.

[3] “Dicionário Filosófico”, Voltaire, Ed. Martin Claret, p. 23.

[4] “Dicionário Filosófico”, p. 232.

[5] “A Amizade”, texto de Cícero incluído no volume “Saber Envelhecer”, Ed. L&PM, Porto Alegre, 151 pp. Ver respectivamente as pp. 104 e 105.

[6] “A Amizade”, texto de Cícero incluído no volume “Saber Envelhecer”, Ed. L&PM, Porto Alegre, 151 pp. Ver respectivamente as pp. 91 e 131.

[7] “Ética a Nicômacos”, de Aristóteles, Ed. UnB, Brasília, terceira edição, 238 pp., ver p.157.

[8] “Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres”, Diógenes Laertios, Editora UnB, Brasília, 1977, 357 pp., ver p. 319.

[9] “Luz no Caminho”, Mabel Collins, Ed. Pensamento, SP, 85 pp., ver pp. 33-34.

[10] “O Profeta”, Gibran Khalil Gibran, Ed. ACIGI, RJ, 89 pp., ver p. 56.

[11] A íntegra de “Os Versos de Ouro de Pitágoras” pode ser facilmente encontrada pela Lista de Textos por Ordem Alfabética do website www.FilosofiaEsoterica.com , ou na seção de “Filosofia Ocidental, Clássica e Moderna” do mesmo website.

Momento de Reflexão

É o momento de refletir

É o momento de agir

É o momento de pensar

É o momento de perdoar.

É o momento de fazer o que não se pode fazer…

É o momento de escrever

É o momento de desculpar

É o momento de clarear.

É o momento de reflexão…

É o momento de amar

É o momento de sermos amados

É o momento de dar e receber carinho

É o momento de ser feliz.

É o momento de reflexão…

É o momento de um instante vivido

É o momento de uma dor sofrida e não esquecida

É o momento de lembrarmos e guardar.

É o momento de reflexão…

É o momento de partir e não voltar

É o momento de progredir

É o momento de construir

É o momento de despertar a mente.

Fonte: Padre Marcelo Rossi - Ágape

EGO E COMPAIXÃO



Vivi sem ser por anos e sobrevivi, meu ego me defendeu. Vivi em grupos bons e ruins e também sobrevivi. Agora sem Deus não sobrevivo. Viver com qualidade, ou não, vai depender exclusivamente de mim. A autotransformação não é olhar exclusivamente para mim, para o meu ego e viver a minha vida. A autotransformação é olhar para aquilo que preciso transformar olhando para o próximo, respeitando o próximo, amparando o próximo, dar sem a expectativa de receber em troca.

Penso que o bom seria: oferecer para participar do sucesso, da felicidade e de todo processo. É a atenção visando o bem estar do próximo e não a sua própria felicidade.

Amparar o próximo é fazer caridade. Caridade nua e crua.

Caridade não é tirar as roupas velhas do armário e dar para alguém. É tirar as roupas velhas do armário para vestir alguém é ver a roupa passar e não pensar: olha aquela roupa que doei esta ótima que arrependimento! Caridade é ver a sua roupa boa passando com outra pessoa e pensar: que bom que ela aceitou a roupa. É ver a roupa passando e não fazer diferença alguma em você, e sim, para a pessoa que recebeu e vestiu.

Não adianta fazer terapia e achar que melhorou porque consegue enxergar aquilo que você não vê em você. Sair falando para os outros, olha estou tão feliz, eu faço terapia e participo de um grupo (fechado) que me aceita. Não adianta falar para os outros o quanto você está melhor por ver o seu ego e continuar com ele ali, te domando.

Quer saber? Encontrei-me diante de uma situação da qual pensei que o problema fosse exclusivamente meu. Retraí-me por não saber controlar a minha raiva interior, mudei um padrão, fiquei de luto e tinha a certeza que não precisava esperar nada em troca. Mesmo assim fiquei magoada, quando percebi que quando ninguém vinha ao meu encontro, ninguém percebeu que havia mudado. Pensei: o padrão continua errado vou aprender o certo. Queria sim um pouco mais de atenção daquele “Grupinho em busca da autotransformação” porque acreditei que elas fossem mais especiais. Não tive do jeito que desejei. Veio à voz: talvez estas pessoas estejam te ajudando e você não consegue ainda perceber o esforço, na concepção delas o certo foi te ajudar assim. Senti um conforto e aceitei... Momentaneamente, novamente surge a voz: como que um grupo de autotransformação cruza os braços tão facilmente (teve exceções)?

Nada mais me interessava a não ser aquele “Grupinho” todo especial o qual sempre cativei.

Saí do grupo precisava digerir toda a informação que fritava o meu cérebro e não queria desrespeitar mais ninguém com a minha raiva.

Quando saí do grupo não senti solidão. Tinha outros amigos, outros grupos que consegui cativar simultaneamente e que notaram a minha mudança. Não tive ajuda de quem eu queria, do jeito que gostaria (do “Grupinho”), mas tive de outros grupos e consegui visualizar, me dei por satisfeita! Momentaneamente novamente...

Fiquei a pensar: porque estou preocupada com o “Grupinho Semanal – As mais legais”? É um desconforto tão grande conviver com este “Grupinho”. Que fique bem claro: o desconforto é meu. “As mais legais” são as mais legais mesmo! Aprendi muito com elas e sou eternamente grata.

Não conseguia compreender o porquê de estar ali, preocupada com aquele “Grupinho” todas com saúde, dinheiro, com problemas óbvios para serem curados e tinham principalmente o apoio uma da outra. Quando me lembrava de outros amigos, das pessoas com necessidades especiais e das vozinhas da sopa, me dava uma dor no coração queria fazer tudo por eles(as) e quando lembrava do “Grupinho” não queria fazer mais nada por elas.

Pensei: o ciclo não fechou continuei atormentada.

A minha persistência me fez voltar para o “Grupinho”. Na frente de todos movia com um esforço surreal e não conseguia sair do lugar e mais ninguém percebia o esforço (lógico teve exceções), agora entendo que o grupo também não domina o que faz. Não existe uma regra cartesiana, tudo é relativo.

Percebi a minha dor: dar sem querer nada em troca e ter compaixão pelo TER.

Dicionário: Lucileyma
TER = pessoas que trabalham e conseguem todo o conforto material possível e impossível da vida; pessoas sem nenhuma dificuldade física ou intelectual.
SER = o infeliz que não tem: carro, casa, emprego, comida, estudo, família, é deficiente físico, mental etc.

Na minha cabeça bipolar só merecia a minha compaixão aquelas pessoas excluídas da sociedade, nunca olhei para o incluído na sociedade, este, nunca teve a minha compaixão.

Conviver com o “Grupinho” que aparentemente tem de tudo foi à experiência mais dolorosa de todas que experimentei. Percebi que não tinha compaixão pelos iguais a mim (do mesmo núcleo da cadeia da sociedade).

Sempre soube conviver com o SER pelo amor e agora estou aprendendo a conviver com o TER pela dor.

Ter compaixão pelos desiguais eu sempre tive e nunca tive compaixão pelos iguais.

A digestão emocional ou o processo de autotransformação é complexo.

Conviver com as desigualdades sociais, conviver com os princípios fundamentais, defender o direito de todos, aceitar que não vou dar conta de todos e respeitar o meu limite foi fácil. Ver que até quando optei em sair do emprego, e hoje, com quase nenhum bem material também está sendo fácil. Agora, aprender a conviver com pessoas que tem o material, na busca da autotransformação, olhando apenas para o ego... isso foi difícil. Confesso que tenho uma antipatia por pessoas que tem de tudo e são infelizes, na minha cabeça quem tem de tudo tem a obrigação de ser feliz.

Sou assim, porém vou mudar. Viver com o ser na sua completude é muito mais fácil do que viver com o ter. Eu não tenho de tudo, aceito o que tenho e luto pelo que não tenho (mesmo parecendo uma coitada aos olhos dos outros).

Viver com o SER é seguir os ensinamentos de Jesus Cristo.

Minha opinião é: enxergar o ego, melhorar, ver e ajudar o próximo.
A autotransformação não é olhar para o meu ego e cuidar apenas da minha vida. Não é olhar para mim e assumir o que eu não sou para atender a realidade do outro. É olhar meu ego e zelar pelo próximo.

Aqui aprendi a ter COMPAIXÃO COM IGUALDADE; enxergar o benefício que a raiva me trazia e a andar em zonas de desconforto, isto devo ao “Grupinho”.

O benefício da raiva? Joguei fora. O aprendizado e o apoio do “Grupinho”? Agradeço do fundo da minha alma, uma parte do meu coração sempre estará com vocês, de corpo físico não mais. E a Compaixão com igualdade? Vou praticar.

Ah! Andarei em todas as zonas de desconforto.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

terça-feira, 3 de abril de 2012

O Escorpião

Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando de novo. O mestre tentou tirá-lo novamente e novamente o animal o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:
— Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas às vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
O mestre respondeu:
— A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.
Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.

Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, não é problema nosso... é problema deles.

Fonte: Mistérios de Deus

Síndrome da Inveja



Uma das causas mais influentes de nossa infelicidade é a inveja. Falar de inveja é falar de comparação. Quando uma pessoa se compara a outra e se sente inferior, em algum aspecto está com inveja.
Eu não estou dizendo que toda vez que você se compara a alguém está com inveja, estou dizendo que nunca poderá haver o sentimento de inveja se não houver a comparação.

A inveja é a vivência de um sentimento interior sob a forma de frustração, de tristeza, de mal-estar, por nos sentirmos menos do que outros, por não sermos o que os outros são. É o desequilibro íntimo oriundo de um sentimento de inferioridade, fruto da comparação que se faz em relação à outra pessoa em algum aspecto específico.

Quando impedimos que alguém se desenvolva estamos tentando esconder todas as nossas frustrações pessoais e, principalmente, o prestar contas com nosso próprio potencial não efetuado. Aferir nosso potencial perante outrem sempre será doloroso e quanto maior for o sentimento de estarmos aquém de alguma expectativa ou de determinada pessoa, maior será a possibilidade de se deflagrar um sentimento de inveja.

Em algumas ocasiões perdemos o controle, então, surge a vingança. Infelizmente isto se dissemina muito mais rapidamente no mundo corporativo e quanto maior for o complexo de inferioridade de uma pessoa mais combustível é liberado para aumentar a chama da inveja, naturalmente, para àquelas pessoas que são fracas.

O efeito colateral disso, é que a cada dia fica mais difícil criar um clima psicológico saudável, e acabamos sendo vítimas da sabotagem social e pessoal. A verdade é que muitas pessoas não estão preparadas para administrar suas próprias frustrações e ficam absortas pela fúria quando as coisas não saem como planejaram.

O motivo é que estas pessoas não possuem nenhum treino para a contrariedade ou crítica, seja construtiva ou não, é muito difícil para elas admitir o sucesso de uma outra pessoa e o sentimento resultante é a inveja.

O invejoso não inveja o que é de uma outra pessoa, mas o que esta pessoa é.

As pessoas sempre procuram se identificar com o vencedor e muitas sofrem de um terrível medo de a cada dia estar mais distante desse ideal internalizado. Na verdade, a compaixão não é tanto pelo fracasso de não conseguir os mesmos resultados de uma pessoa de sucesso, mas, principalmente, autopiedade por toda a sua insegurança.

A inveja é um dos sentimentos mais difíceis de ser aceito pelo ser humano, embora em nossos tempos e nos meios corporativos talvez seja o mais vivenciado, quando deveria ser o contrário onde a amizade, o companheirismo, a ajuda mútua deveriam caminhar paralelamente.

Se desde cedo o ser humano não aprender que existirá sempre um muro para o desenvolvimento pleno, com certeza cedo ou tarde as coisas se complicarão. No fundo, no fundo, em cada sentimento de inveja existe o sentimento de admiração.

O invejoso quando vê alguém que deveria admirar, tende a diminuir esta pessoa. Por isso é preciso perdoar. Perdoar sempre é e será um ato que implica o extremo peso do passado, mas, a pessoa tem que estar ciente e consciente de que haverá sempre uma energia extra e por respeito ao seu íntimo deve prosseguir, e afinal, eu não dizendo que devemos esquecer, pois, perdoar não é esquecer. É viver em paz.

Fonte: Simão Horácio - https://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100001149356556

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Espelhos!



Às vezes pode ser apenas o meu ego. Posso estar dando voltas para não enxergar e negando a ajuda de um atalho. Às vezes pode ser apenas um espelho. Às vezes pode ser eu com a minha maldade e/ou com a minha bondade.

Uma dúvida constante bate na minha cabeça insistentemente: como saber se o que falo, sinto e faço , está certo ou errado? Como saber se é o meu ego ou se é verdadeiramente o meu ser?

Uma coisa é fato: existe uma mágoa imensa no meu peito, uma sensação de ser descartável, uma impotência, um vazio. Por mais que eu tenha fé e vejo as bênçãos que me são proporcionadas, ainda sinto este vazio.

Alguma coisa ainda precisa ser resolvida, mais o quê?

Existem ambientes que transito com uma leveza e me sinto tão confortável, e outros, que me levam a um desconforto insuportável. Seria fácil se optasse apenas pelo conforto. Mas não! Opto sempre pelo mais difícil.

Talvez seja teimosa e opto por aquilo que nunca vou ter, ou talvez seja forte por estar lutando por um ideal; talvez seja uma pirraça que não consigo expressar.
Uma pirraça, uma intolerância, uma falta de amor e uma falta de compaixão? Esta sou eu?

Conviver com aquilo que você não consegue perdoar, sentar-se a mesa do lado do seu inimigo (aquele que literalmente te traiu) e perceber que você precisa ter compaixão até por aquela barata nojenta; pedir que uma foto seja rasgada por não suportar enxergar aquilo que você não quer ver (e não ser atendida); ver todas as pessoas felizes em sua volta (menos você) e ainda querer que elas comunguem da sua dor; Deixar as pessoas livres e ver que a vida continua sem você e que para elas, tudo bem. O cabelo cair, a coluna doer, prostrar em cima de uma cama e saber que é só você que sai de cima dela, porque foi você que se colocou ali. Apanhar de paulada nas costas do mundo espiritual por ignorar aquilo que lhe foi dado? Parecer invisível, por não estar de corpo físico presente e sentir-se completamente abandonada. Estas são as curas? Tenho que passar por estas dores? A culpa é minha? Preciso sentir dor para aprender?

Sim, esta é a cura, tive que passar por estas dores. Não consegui aprender com o amor, então, aprendi com a dor. Um tirano que não sabe perdoar, que não tem uma gota de compaixão, um traidor que não se enxerga e um grupo. Uma ilusão de respeito. Foi assim que comecei uma guerra. Dois espelhos e um grupo. Um espelho tocando na ferida, o outro, fugindo da feriada e um grupo que não sabe mais o que fazer.

Um grupo extremamente forte e ao mesmo tempo tão frágil. Esta sou eu? Forte e frágil?

Uma pessoa extremamente boa e ao mesmo tempo tirana. Esta sou eu? Boa e tirana?

Uma pessoa que trai e não tem noção alguma daquilo que fez? Esta sou eu? Traidora e sem percepção?

Uma pessoa extremamente falsa e ao mesmo tempo supérflua? Esta sou eu? Falsa e supérflua?

Uma pessoa extremamente inteligente e que busca o conhecimento o tempo todo? Esta sou eu? Inteligente e burra?

Uma pessoa com muita compaixão e ao mesmo tempo sem um pingo de compaixão? Esta sou eu? Amor e ódio?

Uma pessoa com muitos princípios e ao mesmo tempo sem princípio algum? Esta sou eu? Ética e sem princípio?

Uma pessoa competente e ao mesmo tempo insegura? Esta sou eu? Competente e incompetente?

Uma pessoa que escuta e vê o que ninguém mais vê e que não consegue entender o que todos veem? Esta sou eu? Médium e ignorante?

Um suicida e ao mesmo tempo incompetente por estar viva? Esta sou eu? Morte e vida?

Uma pessoa que não confia e que quer ser confiável? Esta sou eu? Insegura e não confiável?

Uma pessoa que não escuta e que ao mesmo tempo não fala? Esta sou eu? Surda e muda?

Uma pessoa que aponta e que não consegue enxergar o óbvio? Esta sou eu? Verdade e mentira?

Preciso me polir todos os dias, antes nem sabia quem eu era.

Percebi um ciclo constante de maldade. Uma maldade de saber que estar fazendo mal para alguém e mesmo assim o faz. Fico irrita quando as pessoas me magoam e não percebem. Fico irrita, me esbravejo e depois me arrependo. Eu não tinha consciência deste ciclo e as pessoas não sabem quem eu sou, elas sabem o que eu sou.

Melhor é sarar aquilo que te magoou e esquecer aquilo que não esta ao seu alcance, o outro não tem consciência, o outro nem sabe, porém você sabe. Quando fui tirana me senti infinitamente pior, porém quando aprendi a controlar a raiva me senti muito melhor.

Precisei aprender com a dor a minha maldade, porém, existem qualidades em mim que aprendi com muito amor. Vou apegar-me às qualidades e ao aprendizado, o tempo cura o restante.

Aqui aprendi quem eu sou através dos meus espelhos. E o mais legal? É que eu nunca gostei de espelhos.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

A verdade é para poucos



A verdade é pouco democrática, via de regra, é coisa de especialistas e pouco acessível a grande maioria. Na maior parte das vezes, quando exposta ao grande público, não a entendem, ou pensam que é falsa ou mentirosa, pois mais que apontar a grandiosidade das coisas, revela a simplicidade de tudo. Retira a mágica e a fantasia, e coloca a realidade nua e crua, mais sanguinolenta que espiritual, mais prosaica do que fantástica, mais corpórea do que transcendente, mais rotineira que revolucionária. Ora, a verdade está no melhor argumento que convence, não a todos, pois que isso seria impossível, mas aqueles poucos que importam e determinam o andar dos acontecimentos; é construída no debate constante do seu estatuto, que está sempre em risco devido a novas descobertas ou invenções. E, no entanto, aqueles que ousam mostrar novas verdades são sempre considerados pervertidos, pois o novo parecerá sempre degenerado para velhos hábitos mentais, que não querem largar suas crenças, eis porque só os corajosos conseguiram enunciá-las do decorrer da história. Já a mentira e a falsidade são bem mais abrangentes, convincentes e até mesmo aceitáveis, na medida em que quase todos nascem e crescem dentro das verdades antigas, muitas falsas e ignorando as mudanças que ocorreram e estão ocorrendo. E ainda que se possa superar as ideias falsas conhecendo-se as verdadeiras, já as mentiras são inevitáveis e parecem fazer parte do cotidiano, visto que a honestidade é quase sempre insuportável, mais para aquele que ouve do que para aquele que enuncia, e como não se quer ouvir, também não se fala. O grande dilema da verdade é que, quando ela se torna popular, é quando se acende o alerta de que ela deve ser falsa, pois a aceitação de uma maioria não dá mais certeza à verdade, e quando todos começam a discuti-la, abre-se a brecha que novas ideias surjam, num primeiro momento inaceitáveis, para logo depois se tornarem algo óbvio. Foi sempre assim, alguns poucos enunciam uma nova verdade para só muito depois serem debatidas e mais tempo depois aceitas. Eis porque a verdade muitas vezes é solitária, quando não é enquadrada como imoral, anormal e perversora. De minha parte, quando muito me contento com as minhas poucas verdades, enquanto aprecio o digladiar de todos pela sua posse, pelo que, quando preciso for (ou assim acharem), mentirão para que dela não se afastem, pois em nome da verdade inúmeras mentiras e falsidades foram cometidas pela estúpida humanidade.

Fonte: OASS - https://www.facebook.com/?ref=tn_tnmn#!/photo.php?fbid=259997837426235&set=p.259997837426235&type=1&theater

segunda-feira, 2 de abril de 2012

AJUDAR OS OUTROS



Quando você está sentindo o desconforto de ver outras pessoas em uma situação de falta e decide ajudá-las a partir de seu desconforto, nenhum valor duradouro ocorre, por duas razões importantes: primeiro, você não está alinhado com a Energia de sua Fonte, então você não tem nenhum valor real a dar; e, segundo, sua atenção à necessidade delas apenas amplifica a necessidade delas.

É claro, ajudar os outros é uma coisa maravilhosa, mas você precisa fazer isso a partir de sua posição de força e alinhamento, o que significa que você tem que estar em alinhamento com o sucesso delas quando você oferece assistência e não em alinhamento com o problema delas.

Quando a sua consciência sobre a situação delas lhe deixa desconfortável e você oferece ajuda para fazer com que elas se sintam melhor e para que você se sinta melhor, você não está no Vórtice e não está sendo de ajuda.

Quando você sente uma avidez inspirada para oferecer algo porque você quer participar da felicidade delas, do processo de sucesso, sua atenção ao sucesso delas se harmoniza com o ponto de vista de sua Fonte; e os recursos infinitos do Universo estão à sua disposição. E isso, sim, é o que ajuda.

Abraham

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Fonte: Shyam Sundar

Cativar



Uma palavra tão linda já
Quase esquecida me faz recordar
Contendo sete letrinhas e
Todas juntinhas se ler cativar
Cativar é amar
É também carregar
Um pouquinho da dor
Que alguém tem que levar
Cativou disse alguém
Laços fortes criou
Responsável tu és
Pelo que cativou
Num deserto tão só
Entre homens de bem
Vou tentar cativar
Viver perto de alguém

Autor: desconhecido, baseado no livro: O Pequeno Príncipe

Se eu quiser falar com Deus



Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nois
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus...

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassouTenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração...

E se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Eu tenho que subir aos céus
Sem cordas prá segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar!

Se eu quiser falar com Deus!

Gilberto Gil

RENOVAÇÃO



Não adianta chorar, nem ficar desanimado, desesperado ou preocupado, ao peso dos sofrimentos
e amarguras.

Nada se conquista na vida sem fé, sem esperança, sem tranquilidade íntima e sem entusiasmo.

Quem vive entusiasmado e contente com a vida, não alimenta dúvidas e tristeza na mente.

Quem vive confiando em si mesmo e em Nosso Senhor Jesus, é cheio de alegria e a tudo contagia
de otimismo.

O entusiasmo e a perseverança naquilo que desejamos são as chaves que abrem todas as portas.

Lembre-se de que é proprietário de energias positivas que devem ser canalizadas para o bom ânimo,
para a paz e o bem-estar íntimo.

Lembre-se disso: “Para os dias maus, ânimo firme e oração”.

Fonte: Ágape - Padre Marcelo Rossi

Tribalhistas



Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: 'eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também'. No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração ´tribalista´ se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.

A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.

Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.

Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter ´alguém para amar´.. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento...

Arnaldo Jabor