quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O INFINITO




O INFINITO

Muitas vezes incompreendido,
Um conflito entre a sedução e a transformação.
A dança do infinito!
Dos oitos redondos e das contrações,
Dos oitos maiores e menores.
Repleta de impactos, trepidações e ondulações,
Dos “batiques” de quadril,
Dos olhares sedutores e dos véus...
Não se sabe ao certo a origem,
Para alguns a arte de seduzir,
Muitas vezes representada pela serpente.
Uma dança primitiva e nebulosa
Que fascina os homens!
A base de todos os ritmos.
Renascida em outras culturas,
Em outros continentes,
Uma arte milenar.
No Brasil destaco o samba como evolução
No ritmo frenético do “batique” de quadril das mulatas
Celebrativa, folclórica, primitiva e proibida!
Revelam costumes ou rituais.
O infinito simbolicamente representado pelo número 8,
Vai muito mais além...
Vai além de qualquer olhar ou imaginação...
Porque a origem é o ventre da mulher
Onde tudo nasce, transforma e é gerado.
Dançar o ventre é saldar o ventre e a vida!
É o despertar que toda mulher possui,
Basta fazer o oito redondo da origem cigana,
E sentir a energia feminina que tanto seduz.
Força, superioridade, sensualidade e generosidade.
A dança da transformação!
É o resgaste de um UNIVERSO EXCLUSIVAMENTE FEMININO!
Muito além, do jogo da sedução.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

Obs.: praticando a dança ao despertar ao som do vídeo: O AMOR ALIADO À CORAGEM; tive a inspiração de finalmente escrever sobre este assunto – Amo muito este UNIVERSO!

O poder dos sonhos

 
 
 
ACREDITO NOS SONHOS!

Você tem medo de dizer EU TE AMO!


Carinho na alma



Eu amo receber presentes....
E hoje recebi este!!
Grata!!

Deixe-me viver



DEIXE-ME VIVER

Bendito és, meu Pai, por me teres ofertado uma mãe, uma mulher que deixou desabrochar em seu ventre o meu espírito e me amparou em criança. Foi o guia dos meus dias, o anjo das minhas noites, a mãe das horas difíceis, a amiga dos momentos alegres, conciliadora nas minhas contendas, baluarte do meu caráter. Mãe,  pronuncio o teu nome, bem baixinho para os outros, mas para o meu coração uma sinfonia de amor. És também bendita, toda minha. Só tu, mãe, me conheces como sou e me amas mesmo assim. Flor do meu caminho, alicerce do meu lar, brisa da minha vida. Mãe querida, que Deus te abençoe, és meu anjo protetor.


DEIXE-ME VIVER – IRENE PACHECO MACHADO (LUIZ SÉRGIO)


CONTRADIÇÕES?




Contradições?

Evitar o sofrimento pode afastar a felicidade, quando a gente desiste do que mais quer, porque tem medo de perder no futuro, que nem existe.

Ter muito foco, pode tirar a atenção do que está acontecendo agora, das maravilhas do mundo, das flores no canteiro no meio do engarrafamento.

Ser muito organizado pode eliminar lindas surpresas.

Ficar magra demais, definitivamente, seca as curvas, emudece a sensualidade.
 
Se você faz muito pelos outros e nada por si mesmo, pode ser que esteja só querendo receber. Pode ser, pode ser, que você não seja Madre Teresa…
 
Correr atrás de um amor nos impede de ver se ele existe mesmo, pode faltar espaço pra gente perceber se também é amada.
 
Transformar o outro na coisa mais importante da nossa vida, enche o saco dele! A gente fica desinteressante, enjoada e acaba afastando o cara. Precisa fazer outras coisas, cuidar da própria vida! Até pra ter o que contar no fim do dia. Você é a pessoa mais importante da sua própria vida, querendo ou não.
 
O que o papai e a mamãe ensinaram, nem sempre é o melhor pra gente. Eles não são heróis, são humanos, com interesses e falibilidades. E fazer diferente, não elimina o amor que temos por eles, pode eliminar, sim, o ressentimento que guardamos deles quando não fazemos o que queremos, só porque é o contrário do que eles acham correto.
 
É… Me limitar em virtude da “bondade”, gera ressentimentos, raivas e horrores. Assumir o que quero e preciso, mesmo que o outro não concorde que não seja nem bonito, pode nos levar ao amor de verdade.
 
Preencher o vazio é um trabalho infinito, melhor desistir e assobiar.
 
Cumprir todas as obrigações pode fazer a gente esquecer o que realmente quer, o que é realmente importante. Ser super ocupado e ficar reclamando disso não nos torna mais interessantes ou importantes, a boa e velha preguiça tem o seu lugar de respeito.
 
Quando apontamos um dedo pra alguém, tem quatro dedos apontados pra nós. Tudo que a gente critica nos outros, é o que não aceita em si mesmo. Pra respeitar os outros, é preciso se respeitar primeiro. A gente já ama o próximo como a si mesmo. Como é que você se ama? Quanto?
 
Mesmo que a justificativa seja linda e cheirosa, ela não importa. O que interessa mesmo é o que a gente faz. Não dá pra matar a mãe do cara e vir pedir desculpa depois…
 
Não saber exatamente o que queremos, pode abrir as portas pra novas oportunidades.
 
Ser superior, pode permitir muitos abusos. Não expressar a raiva pode te matar, literalmente. Ser bonzinho demais, nem sempre traz coisas boas pra vida da gente.
 
Definir o tempo todo o que é certo e o que é errado, impede, muitas vezes, de perceber o bem, o que transcende.
 
Querer ser perfeito, pode interromper a existência, porque paramos de manifestar quem somos, de fazer, de criar, por medo de errar. Um erro pode descobrir a Penicilina. Vai lá saber como Deus quer que a gente contribua para o mundo?
 
Estar muito confortável, elimina a diversão. O desconforto nos faz quebrar a casca.
 
Que me desculpem as magrelas, mas a vida é pra ser gostosa!
 
Por: Paula Jácome
http://chaentreamigas.com.br/?p=6314

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Contra o Tempo


Eis que supero o "CARTOLA" e me surge o "Vander Lee"... a canção do dia! Um presentinho básico que recebi na alma hoje!



Contra o Tempo
Vander Lee

Corro contra o tempo
Prá te ver
Eu vivo louco
Por querer você
Oh! Oh! Oh! Oh!
Morro de saudade
A culpa é sua...

Bares, ruas, estradas
Desertos, luas
Que atravesso
Em noites nuas
Oh! Oh! Oh! Oh!
Só me levam
Prá onde está você...

O vento que sopra
Meu rosto cega
Só o seu calor me leva
Oh! Oh! Oh! Oh!
Numa estrêla
Prá lembrança sua...

O que sou?
Onde vou?
Tudo em vão!
Tempo de silêncio
E solidão...(2x)

O mundo gira sempre
Em seu sentido
Tem a cor
Do seu vestido azul
Oh! Oh! Oh! Oh!
Todo atalho finda
Em seu sorriso nú...

Na madrugada
Uma balada soul
Um som assim
Meio que rock in roll
Oh! Oh! Oh! Oh!
Só me serve
Prá lembrar você...

Qualquer canção
Que eu faça
Tem sua cara
Rima rica, jóia rara
Oh! Oh! Oh! Oh!
Tempestade louca
No Saara....

O que sou?
Onde vou?
Tudo em vão!
Tempo de silêncio
E solidão...(2x)

Poema da Noite




Poema da Noite
Já chorei vendo fotos e ouvindo musica;
Já liguei só para ouvir uma voz;
Me apaixonei por um sorriso;
Já pensei que fosse morrer de saudade;
E tive medo de perder alguém especial... (e acabei perdendo)
Já pulei e gritei de tanta felicidade;
Já vivi de amor e fiz muitas juras eternas... "quebrei a cara muitas vezes!"
Já abracei para proteger;
Já dei risadas quando não podia;
Já fiz amigos eternos;
Amei e fui amado;
Mas também já fui rejeitado;
Fui amado e não amei...

Charles Chaplin

AINDA SOBRE REFLEXÕES





AINDA SOBRE REFLEXÕES

Tudo o que você tentou,
E ainda não mudou em você,
É porque ainda não foi transformado,
E você ainda não aprendeu o que precisava aprender...
Mude o seu padrão e transforme.
Faça isso por você.
Semelhante atrai semelhante.
A vida lhe proporciona aquilo que você realmente é.
ACEITE! ACEITE! ACEITE!
Ninguém precisa de pregação,
Nossa consciência já nos cobra tudo,
Assim como o nosso corpo nos mostra.
As distrações, os vícios e as alegorias diárias
São apenas disfarces de nossas dores.
Não transforme as pessoas,
Transforme você!
Não espere nada do próximo,
Porque às vezes, eles não têm nada para oferecer...
E a expectativa dói. Aceite!
O outro, só muda quando quiser e se puder...
Não adianta querer salvar as pessoas por amor.
Dê apenas um pedaço do seu coração,
É a única “coisa” real que se pode dar...
Não entristecer é a solução.
Se reveja e seja mais dócil.
Seja reflexivo!
E  comece a enxergar as coisas boas.
Elas são maiores e mais gostosas.
As dificuldades e desilusões são menores...
Não se apegue a elas.
Porque ninguém sobrevive sem amor,
Todos recebem amor na vida e da vida.
Reverencie os ancestrais,
Eles são “MAIORES”.
É o nosso esteio.
Viva o presente e transforme.
Esta é a sua e a nossa oportunidade.
Mude a vibração e as distorções diminuirão.
A “menosesperança” existe!
Se apegue a ela, pois ela é um benefício para alma.
Viva livre e feliz.
Porque ser infeliz é muito fácil.
Trace a felicidade como uma meta para o seu dia.
E assim, a vida se transforma.
Limpe a sua vida, a sua casa, o seu coração e a sua alma.
É difícil, mais possuímos este potencial.
Esvazie a sujeira que existe dentre de você.
Abandone tudo que lhe causa dor, aprenda com a dor.
Perdoe nem que seja para o Universo escutar.
E busque o amor.
Seu coração e sua alma transbordarão em águas cristalinas.
E lembre-se:
“Os sábios abaixam a cabeça quando não podem mudar uma situação” (Confúcio).

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

Obs.: A “menosesperança”:  é aquilo que só nos acontece quando menos se espera (Sérgio Condé).

Dedico e agradeço esta reflexão ao “Grupinho Semanal – As mais legais”, a Dona Clara e à Casa Caminheiros de Jesus, assim como, a minha mãe Maria Zuleima, as(os) grandes amigas(os) Graça, Paula Jácome, Cristiana Sabionne, Renatinha, Fernanda (Pé-de-Frango), Edmar Pereira, Agnes a minha gratidão por vocês é infinita. Agradeço todas as dificuldades enfrentadas nos últimos dias; dificuldades estas, que me ajudaram a superar e melhorar o meu ser. De hoje e sempre o meu compromisso será o de ser uma pessoa melhor. Que assim seja!

 

OSHO





Minha visão é que esta era será a era da mulher. O homem tentou por cinco mil anos e fracassou. Agora a chance tem de ser dada à mulher. Agora deve ser lhe dado as rédeas do poder. Deve ser lhe dada uma oportunidade para permitir que a energia feminina funcione.
O homem fracassou completamente. Em três mil anos, cinco mil guerras -- este é o record do homem.
O homem simplesmente foi sanguinário, assassinou, matou; viveu como se vivesse para a guerra. Há alguns dias entre duas guerras, aos quais chamamos dias de paz. Não são dias de paz; são somente dias de preparação para a nova guerra. Sim, são necessários alguns anos para se preparar... e novamente começamos a matar uns aos outros. Já basta.
O homem já teve bastante chance. Agora as energias femininas têm de ser liberadas.
- Osho -

HOPONOPO

A TRADIÇÃO INTERIOR DOS KAHUNAS DAS ILHAS DO PACIFICO DE ONDE SE ORIGINOU O HOPONOPO
 

 A filosofia kahuna pode ser agrupada em quatro enunciados, cada qual representado por uma única palavra-chave em havaiano:

 1) “Você cria sua própria realidade” (Ike) – isto quer dizer sua experiência pessoal da realidade, todas as partes dela. Você a cria através de suas crenças, expectativas, atitudes, desejos, medos, julgamentos, interpretações, sentimentos, intenções e pensamentos consistentes ou persistentes.
2) “Você tem aquilo no qual você se concentra” (Makia) – os pensamentos e sentimentos nos quais você insiste ou permanece, em total consciência ou não, formam o projeto que traz para sua vida a experiência equivalente mais próxima disponível daqueles mesmos pensamentos e sentimentos.

 3) “Você é ilimitado” (Kala) – não há fronteiras para sua mente, nem fronteiras entre você e seu corpo, você e seu mundo, ou você e Deus. Qualquer divisão usada para discussão é em termos de função e/ou conveniência, porque separação é somente uma ilusão útil.

 4) “Seu momento de poder é agora (Manawa) – você não está limitado por qualquer experiência do passado ou qualquer percepção do futuro, pois o passado é somente uma memória e o futuro é meramente uma possibilidade. Você tem o poder no momento presente de mudar crenças limitantes e conscientemente plantar as sementes de um futuro à sua escolha. Como você pode mudar sua mente, você pode mudar sua experiência.


Apaixonada por Joanna de Ângelis, quanto mais a conheço mais cresce a minha admiração.



Observa o que elegeste para a tua atual existência:
seguir a vida e vivê-la, ou acumular tesouros mortos para sepultá-los no esquecimento? Desnuda-te interiormente e contempla-te. Que possuis de real, que a morte não te arrebatará, e o que seguirá contigo?

Queixas-te dos problemas que te aturdem e os relacionas, ignorando ou tentando desconhecer que estás na Terra para aprender, resgatar, reeduc...ar-te. Olha ao redor e compreenderás o quanto é URGENTE que te decidas pelo melhor e duradouro para ti como ser imortal que és. Postergando a decisão, quando então a tomar, provavelmente as circunstâncias já não serão as mesmas e a tua situação estará diferente, talvez complicada.

O momento é este.

Deixa-te permear pela presença de Jesus e, feliz, segue-o. Com tal atitude os teus problemas mudarão de aparência, perderão o significado afligente, contribuirão para a tua felicidade. Renascerás dos escombros e voarás no rumo da Grande Luz, superando a noite que te aturde.

| Jesus e a atualidade - Divaldo Franco / Joanna de Ângelis |



Muito linda esta frase, eu já dei um pedaço do meu coração e não me arrependo... apesar de ter dado tudo errado sinto muita compaixão, e ainda bem, que um pedaço do meu coração está contigo.

"Quando você dá um pequeno pedaço do seu coração, você está dando a única coisa que pode dar, e que, depois que você dá, você fica com mais do que antes de ter dado um pouco dela."

Don Hutson

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013




 
''Eu já passei da idade de ter um tipo físico de homem ideal para eu me relacionar. Antes, só se fosse estranho (bem estranho). Tivesse um figurino perturbado. Gostasse de rock mais que tudo. Tivesse no mínimo um piercing (e uma tatuagem gigante). Soubesse tocar algum instrumento. E usasse All Star.

Uma coisa meio Dave Grohl.

Hoje em dia eu continuo insistindo no quesito All Star e rock´n roll, mas confesso que muita coisa mudou. É, pessoal, não tem jeito. Relacionamento a gente constrói. Dia após dia. Dosando paciência, silêncios e longas conversas. Engraçado que quando a gente pára de acreditar em “amor da vida”, um amor pra vida da gente aparece. Sem o glamour da alma gêmea. Sem as promessas de ser pra sempre. Sem borboletas no estômago. Sem noites de insônia. É uma coisa simples do tipo: você conhece o cara. Começa, aos poucos, a admirá-lo. A achá-lo FODA. E, quando vê, você tá fazendo coraçãozinho com a mão igual uma pangaré. (E escrevendo textos no blog para que ele entenda uma coisa: dessa vez, meu caro, é DIFERENTE).

Adeus expectativas irreais, adeus sonhos de adolescente. Ele vai esquecer todo mês o aniversário de namoro, mas vai se lembrar sempre que você gosta do seu pão-de-sal bem branco (e com muito queijo). Ele não vai fazer declarações românticas e jantares à luz de vela, mas vai saber que você está de TPM no primeiro “Oi”, te perdoando docemente de qualquer frase dita com mais rispidez.

Ah, gente, sei lá. Descobri que gosto mesmo é do tal amor. DA PAIXÃO, NÃO. Depois de anos escrevendo sobre querer alguém que me tire o chão, que me roube o ar, venho humildemente me retificar. EU QUERO ALGUÉM QUE DIVIDA O CHÃO COMIGO. QUERO ALGUÉM QUE ME TRAGA FÔLEGO. Entenderam? Quero dormir abraçada sem susto. Quero acordar e ver que (aconteça o que acontecer), tudo vai estar em seu lugar. Sem ansiedades. Sem montanhas-russas.

Antes eu achava que, se não tivesse paixão, eu iria parar de escrever, minha inspiração iria acabar e meus futuros livros iriam pra seção B da auto-ajuda, com um monte de margaridinhas na capa. Mas, CARAMBA! Descobri que não é nada disso. Não existe nada mais contestador do que amar uma pessoa só. Amar é ser rebelde. É atravessar o escuro. É, no meu caso, mudar o conceito de tudo o que já pensei que pudesse ser amor. Não, antes era paixão. Antes era imaturidade. Antes era uma procura por mim mesma que não tinha acontecido.

Sei que já falei muito sobre amor, acho que é o grande tema da vida da gente. Mas amor não é só poesia e refrões. Amor é RECONSTRUÇÃO. É ritmo. Pausas. Desafinos. E desafios.

Demorei anos pra concordar com meu querido (e sempre citado) Cazuza: “eu quero um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida”.

Antes, ao ouvir essa música, eu sempre pensava (e não dizia): porra, que tédio!

Ah, Cazuza! Ele sempre soube. Paixão é para os fracos. Mas amar - ah, o amor! - AMAR É PUNK''

Por: Fernanda Mello

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013



Senhor, ensina-nos a trilhar a luminosa estrada do auxílio: dá-nos força para destruir a pesada fortaleza de nossos próprios erros, coragem, para abrir o caminho da libertação de nós mesmos,
e recurso para desobstruir o coração em favor dos nossos semelhantes, entregando-lhes enfim os tesouros de amor que nos confiastes, que por onde passemos a dor se faça menos angustiosa,
a ignorância menos agressiva, o ódio menos cruel, a Terra menos densa, o desânimo menos sombrio, a incompreensão menos destruidora.

Se não possuímos ainda bens positivos com que possamos enriquecer a jornada terrestre, ajuda-nos a diminuir os males que nos rodeiam, que em Teu Nome, distribuamos fraternidade e renovação, usando com alegria os dons sublimes e invisíveis do silêncio da compreensão e da renúncia.

Senhor, que nos ensinastes em palavras as supremas lições da simplicidade na manjedoura e do sacrifício na cruz, indicando-nos assim o roteiro da construção espiritual e da ressurreição divina, orienta-nos o passo incerto e ampara-nos os propósitos santificantes para que a Sua vontade, misericordiosa e justa se faça em nós, por nós e para nós, hoje e sempre, onde estivermos”.
Assim Seja!


Chico Xavier







O sábio conhece a liberdade e por isso é humilde.
O Guerreiro tem a alma de um sábio e está sempre alerta, sempre atencioso ao momento presente, aqui e agora.
É extremamente difícil um guerreiro que é guiado pelas forças do seu coração desistir, ele pode cair, mas a força que existe em seu interior o levantará.

‎A vida é escrita com a linguagem do amor...seu coração é o pincel.

Autor: Desconhecido

A Menosesperança na relação a dois.




"Tempos atrás escrevi um texto chamado: “A Esperança, a Desesperança e a Menosesperança”. Retomo aqui o tema da Menosesperança, trazendo de volta a mesma jovem do texto anterior, porém, ela agora está vivendo outro momento em sua vida, pois ...tornou-se uma mulher bela, íntegra e madura, ou seja, um vaso raro, pintado com as marcas do sofrimento assumido e os louros da vitória sobre si mesma, propenso a não encontrar tão fácil um par de vaso a sua altura."

A Menosesperança na relação a dois.

Alguns anos passaram, e a nossa jovem - que, naquela época, tinha o seu prazo de validade vencida para o casamento - casou-se afinal, apesar dos seus pesares e isso foi logo depois de eu ter escrito o meu texto sobre ela.

Seu marido deu-lhe filhos e, com o tempo, foi tornando-se, ele também, seu filho.

Mulheres que se tornam mães amadurecem inevitavelmente, mas alguns homens que se tornam pais estão sujeitos a com-trair a síndrome de Peter Pan, e passam a viver na “terra do nunca” amadurecer.

No caso do seu “marido” o casamento significou o encontro de uma excelente Wendy, bem eficiente com agulha e a linha, pronta para costurar todos os furos de suas meias verdades. Ela também tentou, em vão, costurar a sombra do Peter Pan de volta aos seus pés, mas ele sempre dava um jeito de se livrar dela e projetá-la de volta na costureira bem intencionada, pois, para um bom filho da mãe, a mãe sempre é a culpada por não dar tudo que a eterna infância pretende merecer sem dar.

Resultado, quando a mulher se torna mãe e o homem filho, o tesão sempre murcha, mas o casamento ainda era funcional em dar aos filhos um lar bem estruturado, onde o “pai prazer” tirava férias regulares e a mãe era a sempre responsável por tudo, inclusive por ganhar bem melhor que o marido, ocupando seu lugar insubstituível de mãe e fazendo às vezes de “pai limite”, 24 horas por dia, sem férias ou prazeres.

Para encurtar a história, surgiu deste grande buraco incosturavel “a outra”, bem mais jovem do que ela é claro e eles separaram.

A nossa mulher madura entrou numa merecida regressão, deprimiu, emagreceu, aconteceram-lhe toda sorte de sintomas bizarros e ela sentiu toda raiva mortal que achou justo merecer sentir, mesmo por que, em matéria de sentir, ela dura na queda.

Na sua psicoterapia, reconheceu racionalmente, usando a sua inteligência aguda e a sua auto-exigência ponteaguda, sua parte de responsabilidade em todo o ocorrido, mas sem ainda conseguir perdoar, nem seu marido, nem a outra, pela sua perda do seu lar, ou seja, pela perda de um pai-marido instituído de acordo com as normas da sua família tradicional.

Mas quanto a perda do marido-amante, até que lhe foi fácil, pois ele já não era lá grandes coisas, ao demonstrar se esforçar para bater o ponto no fim de suas férias constantes.

E foi então que, depois de ir ao inferno dos justos e voltar de lá mais viva e mais esperta, ela deu uma nova chance à sua a mulher-amante-interior, por tantos anos afastada por justa causa. Ela se viu livre e obrigou-se a voar e, apesar de suas asinhas estarem um pouco enferrujadas, ela ainda podia fazer a fila andar com surpreendente rapidez!
Porém, sua peneira era muito fina e entre os homens “livres” disponíveis, todos eles tinham tomado pau nos seus casamentos anteriores e não seria ela que os iria consertar, pois não estava desesperada a tal ponto.

Mas algo conteceu. A mulher não ‘ama’ um homem a primeira vista, a mulher ‘cisma’ com um homem em especial, e este tal que ela cismou não tinha nada a ver com ela, nem na sua aparência, nem em seu modo de ser. Ele era todo o contrário de seu sonho e também do seu bom senso ISO 9000. Ainda por cima, ele era bem mais jovem que ela: Imagine! Logo um solteiro com prazo de validade vencido para o casamento. Estava na cara que ele era um incorrigível sedutor. Mas ele era o próximo da sua fila, até então tediosa e foi com ele que as suas asas abriram plenas ao mergulharem em reviravoltas e vôos rasantes em seu mundo visceral perigoso e, até então, desativado.

Por um lado, toda vez em que olhava para ele, pensava: que mico! Por outro lado, ela não podia se impedir de sentir: que química! Ela se deparou com uma mulher dentro dela até então desconhecida, como se ela tivesse trocado seu Fusca por uma Ferrari.

Haja paciência para nossa amiga, pois o cara era um mestre dos jogos de sedução, onde ninguém pode dar bandeira senão perde o jogo. Vendo que era necessário fazer tais jogos para poder voar sem assustar o cara e sendo ela toda boa em tudo que decidia fazer, também entrou naquele jogo, jogando um contra-jogo à altura, mas sem o seu velho entusiasmo juvenil, pois ela tinha chegado uma idade em que a sinceridade nua e crua era tudo o que traria a ela o merecido conforto de poder ser ela mesma na companhia de alguém, desde que este fosse também sincero.

Na terapia ela se deu conta de que a transparência sempre é acompanhada pela entrega e que aquele jogo todo era só um controle eficaz para resguardar no narcisismo, quem ainda tem medo de amar. E ela tinha este medo. Quem não tem! A amor de quem realmente se entrega abre inevitavelmente a ferida antiga, ávida de participar do amor compartilhado para enfim aí encontrar sua cura!

Ela reconheceu que tinha menos medo do que ele. Então ousou dar mais um passo, um corajoso passo, onde se ultrapassa o outro ancorado na margem do medo. Ela foi além, e mergulhou na possibilidade de não ser acompanhada em sua transparência e disponibilidade para a entrega plena. Teria ela a paciência da infinita esperança e ficaria ela na outra margem além do medo, porém solitária?

Arriscou, mas foi até surpreendente, quando ela deixou de jogar e tirou a máscara que encobria seus verdadeiros sentimentos, ele também respondeu com transparência, mostrou-se incapaz de livrar-se do amor que sentia por ela. Mas, por outro lado, por sua atitude logo depois mais do que por suas palavras, mostrou-se incapaz de, na prática, entregar-se de fato e fugiu para a sua velha zona de conforto.

Foi então que ela reencontrou-se com a lembrança da “menosesperança” a mesma da sua juventude. Mas agora, na sua matura-idade, a menosesperança apontava para ainda mais uma vitória sobre si mesma, justo quando nutria mais uma expectativa de ser confortada por alguém, além de si mesma!

O que fazer agora? Ela não era muito boa em dar conforto a si mesma, e a sua criança interior sangrava no silencio dos impotentes.

Ela perguntou-se:

- O que é que a menosesperança pode me oferecer agora? Certamente deverá ser algo que a expectativa ou a esperança jamais poderiam me dar, como não me deram até agora.

Ela não precisou de nenhum sábio para vir até ela e aconselhar em sua margem solitária. Ela foi conversando com seus botões e chegou, por si só, a um lugar onde não ter saída é a própria saída:

- A Menosesperança, disseram todos seus “eus botões” em uníssono, é aquilo que só nos acontece quando menos se espera! Na verdade não é o que nos acontece e sim o estado de espírito anterior a qualquer acontecimento, a atitude de menos esperar. Um estado sem desejo e sem aversão, sem lenço e sem documento, um estar a toa na vida, o lugar de onde emerge o assobio, um vazio que sopra desinteressado a música descontraída do estar simplesmente presente à vida. Este é o lugar de esperar com encantamento o desdobrar do sempre novo acontecer.

"Sem lenço", sem precauções com relação ao passado que se pressupõe repetir-se, prisão circular que norteia a percepção ilusória do medo.

"Sem documento", sem o atestado de ser sempre o mesmo. O documento que é um retrato de um conceito carimbado, identidade de uma idade morta que se fixou ao presente e que deve carregar agora como desde sempre, algo vindo do passado e que impede de estar aqui por inteiro. Oferece o atestado de assegurar-se ser sempre o mesmo a alguém que assim evita a dúvida que toda ilusão evoca. Pois é aí que se paga um preço alto: Permanecer sem direito a mudar, voar e navegar. Imposto que justo incide quando se tenta extrapolar as fronteiras do conhecido em nós onde os guardiões da culpa e do medo nos dão certeza de se estar seguro e em casa. Estar "sem documentos" é poder ser sempre novo e ver o mundo com seus encantamentos, e para isso é preciso se estar livre.

Estar "a toa na vida" é um estado de a-tenção (sem tensão) no presente, um estado de gratuidade, de criança brincando esquecida de si e de seu passado, que em vez de sentir seu vazio carencial, abre-se para receber a gratuidade e a Graça que sempre estiveram aqui, no eterno e terno agora.

Sua criança ferida havia se revelado a ela em toda a sua transparente necessidade de ser reconhecida, aceita e amada por ela. Ela, ancorada na menosesperança quanto a algo a ser recebido lá de fora, aceitou sua própria condição inteiramente e se entregou finalmente ao amor pela sua criança e, como num fim de um conto de fadas, ela sentiu o impacto daquele ansiado encontro íntimo. Havia muita alegria entre a mãe e a filha, as duas começando a amarem-se sem medo, dentro dela.

Afinal, mãe é mãe, já o resto é tudo filho da mãe.

Sergio Condé – 16/02/2013