quarta-feira, 20 de março de 2013

ÓPIO

 
 
 
ÓPIO
ZECA BALEIRO
 
Eu não quero ver
Você cuspindo ódio
Eu não quero ver
Você fumando ópio
Prá sarar a dor
Eu não quero ver
Você chorar veneno
Não quero beber
O teu café pequeno
Eu não quero isso
Seja lá o que isso for...
 
Eu não quero aquele
Eu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo
Acenando tchau...
 
Não quero medir
A altura do tombo
Nem passar agosto
Esperando setembro
Se bem me lembro
O melhor futuro
Este hoje, escuro
O maior desejo da boca
É o beijo
Eu nao quero ter o tejo
Me escorrendo das mãos...
 
Quero a Guanabara
Quero o rio Nilo
Quero tudo ter
Estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo
Água e sal...
 
Nada tenho
Vez em quando tudo
Tudo quero
Mais ou menos quanto
Vida, vida
Noves fora zero
Quero viver, quero ouvir
Quero ver...(2x)
 
Eu não quero ver
Você cuspindo ódio
Eu não quero ver
Você fumando ópio
Prá sarar a dor
Eu não quero ver
Você chorar veneno
Não quero beber
O teu café pequeno
Eu não quero isso
Seja lá o que isso for...
 
Eu não quero aquele
Eu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo
Acenando tchau...
 
Não quero medir
A altura do tombo
Nem passar agosto
Esperando setembro
Se bem me lembro
O melhor futuro
Este hoje, escuro
O maior desejo da boca
É o beijo
Eu não quero ter o tejo
Me escorrendo das mãos...
 
Quero a Guanabara
Quero o rio Nilo
Quero tudo ter
Estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo
Água e sal...
 
Nada tenho
Vez em quando tudo
Tudo quero
Mais ou menos quanto
Vida, vida
Noves fora zero
Quero viver, quero ouvir
Quero ver
Nada tenho
Vez em quando tudo
Tudo quero
Mais ou menos quanto
Vida, vida
Noves fora zero
Se é assim, quero sim
Acho que vim prá te ver...

terça-feira, 19 de março de 2013

Sri Prem Baba




"...A solitude somente surge quando você atravessa a solidão. A solitude é a alegria de ter se encontrado e de estar bem consigo mesmo - ela é o fim da dependência. A solidão é um estado de isolamento e separação, onde você está desesperadamente querendo encontrar alguém para te aliviar. Como alguém que está sufocado, atravessando um deserto, e encontra uma água, um refresco, para tomar e quer que esse refresco dure a vida toda..."
Sri Prem Baba

Parte inferior do formulário

Pergunta: Querido Prem Baba, há três anos, eu me enamorei de uma pessoa e jurei que havia encontrado tudo o que procurava. Após algumas decepções, encontro-me hoje no vale da codependência, numa disputa para ver quem rejeita mais e melhor. Você disse que, para experienciar o amor divino, primeiro temos que viver as alegrias e misérias do amor humano, e que relacionamento é a universidade da vida. Eu tenho mesmo que completar essa universidade? Ou posso trancar a matrícula e fazer um curso de pós-graduação?

Prem Baba: Esse tem sido um tema recorrente nas últimas semanas, e eu vou dizer por quê.

Eu tenho dito que, para experienciar o amor divino, faz-se necessário viver as alegrias e as misérias do amor humano; e que os relacionamentos são a universidade da vida. Se olharmos a vida a partir de um determinado ângulo, poderemos compreender que ela é formada de relacionamentos – relacionamento com tudo. Você está constantemente se relacionando com algo, quer seja outra pessoa, pensamentos, sentimentos, ou outras coisas que estão fora de você. Mas, é na relação com outra pessoa que você tem a chance de se aprofundar no conhecimento de si mesmo.

Quanto maior o envolvimento com o outro, mais você projeta nele os conteúdos que ainda não foram integrados dentro de você. O outro se torna um espelho para que você possa ver as partes que ainda estão separadas. O outro está sempre sinalizando que há uma parte em você que ainda está machucada e que ainda precisa de reconhecimento e de acolhimento; precisa ser respeitada e amada. Porque, esse encontro com o outro faz com que você toque nas feridas que ainda não foram curadas no seu sistema: feridas de humilhação, rejeição, abandono e exclusão.

A relação facilmente toca na sua carência; na sua necessidade de receber amor exclusivo, e também nos seus mecanismos de defesa, criados para evitar que você entre em contato com essa dor. Os mecanismos mais comuns são filhos do orgulho: a obstinação e o medo. Esses mecanismos são aperfeiçoados ao longo do tempo para fazer com que o outro nos dê atenção, amor e respeito. Você acaba se especializando em encontrar os pontos sensíveis do outro, e assim, você vai apertar aquele botão com a intenção de fazê-lo olhar para você e te amar. Mas, com isso, o que você consegue é tirar o pior dele para fora. Isso acontece porque você está forçando o outro e o amor somente pode surgir do amor.

Forçar o outro a te dar, é uma expressão do ódio. Talvez seja difícil enxergar o ódio, mas eu lhe afirmo que é o ódio. É apenas uma questão de tempo para você perceber isso. Talvez você já possa perceber uma expressão do ódio, que é o egoísmo. Você não está preocupado com o outro, você está somente pensando em si mesmo. Você quer que o outro esteja totalmente a sua disposição; exatamente do jeito que você quer e na hora que você quer. Mas, o outro tem as suas feridas e não quer te dar porque também quer receber. Ele também vai tentar te provocar para ter o poder sobre você.

Você pode passar algumas encarnações nessa escola, até porque você esquece o objetivo do curso. Você se encanta com a disputa, e esquece que você está ali para iluminar o perdão e o amor. Você esquece que está ali para curar as feridas, e se libertar do passado, para poder se harmonizar com a sua constelação familiar. E, com isso, poder se libertar do mecanismo de projeção, e ver Deus no outro. Para poder dar ao invés de querer receber; para poder deixar o outro livre inclusive para não te amar.

Mas, você se esquece do fato de que entrou numa relação para expandir a consciência, e é facilmente encantado pelo mundo maravilhoso de Walt Disney: “Encontrei o príncipe encantado; agora eu encontrei a minha princesa, e serei feliz para sempre...”. Hummm... (risos) Voltemos para os fundamentos básicos do Vedanta: Você está vendo uma corda, não uma cobra, mas está completamente iludido com a ideia de estar vendo uma cobra, e está tentando ser um treinador de cobras. Mas, a cobra não existe, é só uma corda.

Veja o tamanho desse paradoxo: Relacionamento é a universidade da vida e ao mesmo tempo é onde o ser humano mais perde o seu precioso tempo.

Pergunta: Como saber se estamos perdendo nosso tempo ou não?

Prem Baba: Tenha calma, eu vou chegar lá. Nessa hora é preciso ter calma. Temos que respirar profundamente... Esse não é um assunto simples, é o maior desafio do ser humano, porque estamos lidando com o núcleo da ilusão. É a única chave para você acordar e, ao mesmo tempo, se você não encontra a chave, você pode passar muitas vidas ali, dormindo...

Eu tenho visto muitos buscadores espirituais, completamente absorvidos por essa questão. O buscador diz: “Eu quero Deus; eu quero realmente me encontrar com a verdade; por favor, inicie a mim no caminho da verdade...” Então, o primeiro teste que Deus manda é uma pessoa, para você ver onde realmente está. Muitos acabam caindo nesse vale da codependência, e esquecem-se completamente do seu compromisso com a verdade. Porque acreditam que encontrarão a felicidade duradoura no relacionamento. Isso é uma crença profundamente enraizada; isso não é real.

É muito fácil você permanecer nesse encantamento, porque o ‘eu’ sofredor precisa gerar sofrimento para continuar vivo. É daí que nascem todos os frequentes dramas, que são reedições do karma que fez com que você nascesse na família em que nasceu. A escolha dos seus parceiros faz com que você reedite as feridas na vida adulta. Existe uma chance para você identificar essa imagem que está congelada no seu sistema e que faz com que você repita aquela situação negativa. Existe um padrão negativo que faz você rejeitar e ser rejeitado. Essa é a essência do drama: quando você abre o outro fecha; quando você fecha o outro abre.

É claro que, de acordo com o seu repertório, existem diferentes nuances, mas em essência, você está apaixonado por alguém que não quer saber de você. Isso se alterna constantemente na relação. Às vezes, dentro de uma hora. Porque o prazer está atrelado ao negativo e, neste caso, a única forma que a entidade consegue sentir prazer é sendo machucado ou machucando. Esse é o principal encantamento. É por isso que o mundo está onde está. O que sustenta a destrutividade e a maldade no mundo? O prazer que você tem nisso. Eu chamo de “pacto de vingança” esse prazer negativamente orientado.

Quando você fala “sim” o outro fala “não”; quando você fala “não” o outro fala “sim”. Quando você se abre, o outro se desinteressa e arruma outra pessoa - você se fecha, o outro se enche de interesse por você... Isso é uma radiografia do inferno! (risos) Mas, essa é a condição do ser humano com a mente condicionada.

O relacionamento é uma chance para descondicionar a mente, mas para isso, é preciso estar realmente muito atento no seu propósito. Então, eu compreendo que, às vezes, é melhor trancar a matrícula e fazer um curso técnico. (risos)

Eu tenho falado algumas vezes nessa temporada, a respeito desse processo do brahmacharya, que é um florescimento, mas que, às vezes, pode ser também uma austeridade inteligente.

Eu vejo que nós temos focalizado esse assunto repetidas vezes, porque parece que tem mesmo uma urgência no ar. Quando o barco está muito para um lado, para poder encontrar o caminho do meio, é preciso virar totalmente a direção, para chegar novamente ao prumo. Muitos ouviram meus ensinamentos em relação à importância do relacionamento, mas se esqueceram de ficar atentos e foram tomados por esse programa da personalidade, que acredita que o outro é realmente a porta da realização. O outro é mesmo um espelho, uma porta para você se enxergar. Mas, a felicidade e a paz que você busca, não estão no outro. Essa felicidade e essa paz duradoura estão dentro de você.

Por que é tão fácil se encantar com o outro? Por que é tão fácil se encantar com a falsa promessa de que ele vai trazer felicidade duradoura? Porque, se você se livra dessa ilusão, você terá que encarar um deserto - o deserto da solidão.

A solitude somente surge quando você atravessa a solidão. A solitude é a alegria de ter se encontrado e de estar bem consigo mesmo - ela é o fim da dependência. A solidão é um estado de isolamento e separação, onde você está desesperadamente querendo encontrar alguém para te aliviar. Como alguém que está sufocado, atravessando um deserto, e encontra uma água, um refresco, para tomar e quer que esse refresco dure a vida toda...

Chega um momento nessa jornada em direção ao real, em que você precisa encarar a solidão. E por que você não encara a solidão? Porque você não se suporta. E é justamente por isso que você não consegue se relacionar bem com o outro. Você fica um pouco consigo mesmo, e encontra um monte de buracos: irritação, tristeza, ansiedade e muitas outras carências. É isso que você apresenta para o outro quando o encontra. O outro também tem as suas carências, e é por isso que fica esse jogo de esconde-esconde. Esse jogo funciona como um instrumento de aprendizado, quando você está consciente disso; quando você, em algum grau, está “presente” dentro dessa relação para poder absorver os aprendizados; para perceber que está projetando no outro o seu passado; que você tem histórias mal resolvidas com a sua família. Você ainda tem contas abertas, ou seja, mágoas e ressentimentos que você projeta no outro. Quando você começa a ver que não é o outro, mas você que projeta, e que não importa a montanha de defeitos do outro, mas o grão de defeito em você - e você foca nesse grão - o relacionamento pode ser uma boa medicina para você.

Eu rezo para que essa medicina realmente ilumine o perdão, o amor e a liberdade, para que, em algum momento, você possa se relacionar com o outro na luz, e não na sombra. Eu espero que o encontro possa ser uma celebração, e não um campo de batalha.

Às vezes, para poder redirecionar os vetores da sua vontade, é bom ficar sozinho. Principalmente quando está muito obstinado na sua codependência.

Eu sinto que é natural uma alternância, até que, pouco a pouco, você possa enxergar a corda e não a cobra. Essa percepção da realidade espiritual queima os desejos e liberta você do jogo da luxúria. Assim, você pode se entregar para a sua prática espiritual e para Deus, não como uma fuga do relacionamento, mas porque você constatou que aprendeu o que tinha que aprender. Você já viveu suficientemente as alegrias e as misérias do amor humano.

Alguns, por força do karma, vão manter-se relacionados; vão criar uma família e ter filhos. E é possível se dedicar à vida espiritual, mesmo estando numa família. Mas, é importante que você esteja atento para compreender os seus apegos. Por que você está ali? Para quê? Quem em você está se movendo na direção da família ou do brahmacharya?

Para completar essa questão, quem em você quer trancar a matrícula da universidade? Essa é uma decisão que vem da sua presença? Está vindo do seu coração? Ou está vindo do seu medo, ou da sua decepção?

Esteja atento: eu não estou julgando a atitude que nasce do medo ou da decepção. Não estou dizendo que isso é bom ou ruim. Eu estou chamando a sua atenção, para que você esteja consciente de “quem” está agindo. Essa consciência é o suficiente.

Não existe uma regra. O que é remédio para um, pode ser veneno para outro e vice-versa.

O meu trabalho é para que você se mova em direção à verdade; que você se mova em direção ao vital, ao real. Esse não é um trabalho simples, porque significa o fim da ilusão. Eu estava achando curioso ver tantas pessoas interessadas nesse caminho, porque esse sempre foi um caminho para poucos. Alguma coisa está mudando no mundo. O que as pessoas querem, é uma verdade congelada, que compram no mercado e que traz a iluminação instantânea. Mas, esse processo de encarar a verdade e largar o falso, não é simples. A verdade, às vezes, é intragável. Há que se ter disposição para fazer essa viagem.

Quem sou eu? Quem habita esse corpo?

Quando eu passo uma mensagem como essa, vejo que alguns vão brilhando e outros vão murchando: “Onde está a minha ilusão?”.

Tenha calma. Cada um tem o seu tempo. Se você precisa cristalizar a sua ilusão por mais algum tempo, que assim seja. Eu nunca julgo se é certo ou errado. Isso não existe. Eu só ilumino. Alguns podem captar essa luz, outros não. Tudo bem, esse é o jogo.

Quando eu falo de cura, estou me referindo a essa mudança do eixo, de querer dar ao invés de receber. Quando você entra nisso, você está livre da carência. Se você vai querer estar com alguém ou não, é outro problema. Você é livre para fazer o que quiser - desde que você saiba se mover nesse mundo sem se perder.

Maharaj ji uma vez disse: “Prem Baba, esse mundo é muito bonito, mas não se meta com ele que ele te pega!” Ele não dava discursos, e sempre ia direto ao ponto...

Abençoado seja cada um de vocês. Que o mistério de dar ao invés de receber seja iluminado.

Até o nosso próximo encontro.

 

NAMASTE

 

SOBRE O AMOR



SOBRE O AMOR
O amor permite que o que quer o outro queira fazer, ele possa fazer. Tudo o que ele quiser - se o deixa feliz - a escolha é dele.

Se você ama a pessoa, então você não interfere na privacidade dela. Você deixa intocada a privacidade da pessoa. Você não tenta invadir seu ser interior.
...
A exigência básica do amor é "Eu aceito a outra pessoa como ela é". E o amor nunca tenta mudar a pessoa em função da própria idéia que se tem do outro. Você não tenta cortar a pessoa aqui e ali e deixá-la do tamanho certo.

- Osho

quarta-feira, 13 de março de 2013



E se aina não aprendeu eu posso desenhar:

ENEATIPOS



ENEATIPOS

Ele: 7 sexual!
Ela: 4 sexual!
O bom, é que ambos, são “sexual”
Tem muito “borogodó” nesta relação...
Mas o que esperar desta relação?
- Nada!
Opostos se atraem, mas não se comunicam.
Ele um “SHREK”
Ela uma “Jennifer Lopez”
Ele um “Perter Pan” com o seu pó de “pirlimpimpim”
Ela um “Kurt Cobain” na busca do que falta...
Ele um pavão
Ela uma onça
Ele criativo, bem-humorado e otimista!
Ela sensível, detalhista e exigente!
Ele anti-rotinas um argumentador compulsivo
Ela melancólica e instável
Ele o divertido
Ela a maníaca depressiva
Ele com pouca capacidade intelectual
Ela uma biblioteca ambulante
Ele um “Don Juan” no seu pior
Ela um “Adolf Hitler” no seu pior...
Ele seduz e Ela se deixa seduzir!
Pelo menos na sedução,
Estavam em seus respectivos papéis,
Com suas máscaras...
Ele racional
Ela emocional
Ele nunca entra em contato com a dor
Ela constantemente na dor
Ele pretende ser livre
Ela sempre foi livre
Ele entra em contato com a dor
Ela encontra o que falta
Ele se desespera por não conseguir sentir
Ela se emociona por estar feliz
A música dele: “então não me conte seus problemas
A dela: “acostuma-te a lama que te espera”.
O vício da gula destrói a relação
E o 4, mais uma vez rejeitado, segue o seu caminho...
Desta vez, com uma atenuante:
O de mudar e transformar o seu padrão.
Ela quer o equilíbrio entre o físico, emocional e o intelectual.
E com o isto, o ciclo vicioso do 4,
Deixa de existir.
O 4 aprendeu a ser feliz sem o 7
A raiva branca não a cega mais
O 4 aprendeu que a felicidade sempre esteve com ela
E resgatou a sua luz própria
E agora... o 7 em profunda agonia
Resolve resgatar o que perdeu...
Tarde demais!
Ela não abre mão de mais nada em sua vida
Não quer perder a sua luz própria,
A sua fé e a sua alegria.
E ainda aconselha: 7 mude o seu padrão,
TENHO MUITA COMPAIXÃO POR TI!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza




UMA REFLEXÃO FUNDAMENTAL





UMA REFLEXÃO FUNDAMENTAL

Estamos continuamente passando a responsabilidade adiante. Se existe guerra, se existe um Adolf Hitler, um Ronald Reagan, torna-se fácil para nós apontar para essas pessoas e dizer que elas são responsáveis. Mas quem as cria?

Adolf Hitler é nossa contribuição. Sem nós, ele é um ninguém. Ronald Reagan não é nada além da nossa opinião. É o nosso voto, é o nosso apoio.

Ent...ão, no momento em que você condena alguém, lembre-se: você está condenando a si mesmo. Seja lá o quão indireta seja a sua contribuição, ela existe.

É possível viver como um monge jainista ou um monge budista ou um monge católico num mosteiro, completamente fechado no que concerne ao mundo.
Você acha que eles não são responsáveis por Adolf Hitler? Eles não são responsáveis por guerras mundiais? Aparentemente não... Como se pode responsabilizar essas pessoas? — que deixaram o mundo, que nunca olharam para trás, que se desconectaram do mundo.

Mas, ainda assim, eu lhes digo que eles são responsáveis. São responsáveis por escapar — eles escaparam da sua responsabilidade. Não faz qualquer diferença.

Você pode ser contra a guerra, pode ser um pacifista, pode ser um manifestante crônico sempre com uma bandeira protestando contra a guerra, contra a violência. Naturalmente, você pode dizer: "Como posso ser responsabilizado?". Mas a vida é um fenômeno complexo. Os seus protestos, o seu pacifismo, a sua luta contra a guerra ainda é parte da guerra; você não é um homem de paz. E você pode observar isso quando as pessoas protestam — a sua raiva, a sua violência é tão óbvia que a gente pensa por que essas pessoas estão protestando contra a guerra. Elas deveriam se juntar a algum lado da guerra — elas estão cheias de raiva, ódio. Elas simplesmente escolheram ter um terceiro lado atrás de um nome bonito — "paz."

Uma boa máscara, mas por dentro está a mesma raiva, o mesmo ódio, a mesma violência, a mesma destrutividade contra qualquer pessoa que não concorda com elas.

Elas estão contribuindo com tanta violência para a atmosfera quanto qualquer outra pessoa.

Elas podem estar falando de amor mas estão dizendo também que você tem de lutar por amor.

Maomé tinha palavras escritas na sua espada dizendo "a paz é a minha mensagem." Ele só pode encontrar uma espada para escrever "a paz é a minha mensagem!" E ele deu origem a uma religião que chamou de "Islã." Islã quer dizer paz e o Islã criou mais violência no mundo do que qualquer outra religião. Em nome da paz, na ponta de uma espada, o Islã tem matado, convertido milhões de pessoas.

Você pode escolher bonitas palavras mas não pode esconder a realidade.

A colocação de J. Krishnamurti de que "Você é o mundo" simplesmente enfatiza o fato de que todo indivíduo, onde quer que esteja, seja lá o que for que faça, deve aceitar a responsabilidade de criar esse mundo que existe ao nosso redor.

Se ele é insano, você contribuiu para essa insanidade da sua própria maneira. Se ele é doente, você também é um parceiro em torná-lo doente. E a ênfase é importante — porque a menos que você compreenda que "eu também sou responsável por esse mundo insano e miserável,"
não existe possibilidade de mudança. Quem vai mudar? Todo mundo acha que alguém mais é responsável.
(...)

Então, se você estiver sofrendo, se estiver miserável, se estiver tenso, cheio de ansiedades, angústia, não apenas se console dizendo que este mundo é feio, que todos os demais são feios, que você é uma vítima.

J. Krishnamurti está dizendo que você não é uma vítima, você é um criador deste mundo insano; naturalmente, você tem de participar no resultado de seja lá o que for que tenha contribuído. Você está participando em jogar as sementes, estará participando ao colher a colheita também; não tem como escapar.

Diz isso para tornar o indivíduo ciente, de forma que ele pare de jogar a responsabilidade nos outros. Se ele começar a olhar para dentro para ver de que maneira ele está contribuindo para toda essa loucura, existe uma possibilidade de que ele possa parar de contribuir. Ele vem a saber que o mundo não é nada mais do que a sua projeção numa escala maior... Porque milhões de indivíduos contribuíram com a mesma raiva, a mesma competitividade, a mesma violência, ela se tornou gigantesca.
Aceitar a sua responsabilidade irá transformá-lo e a sua transformação é o começo da transformação do mundo — porque você é o mundo. Seja lá o quão pequeno for, um mundo em miniatura, mas você carrega todas as sementes.

Se a revolução acontece em você, ela carrega a revolução para o mundo todo.

E quando J. Krishnamurti diz "Você é o mundo" ele não está dizendo apenas para você, está dizendo para todo mundo: Você é o mundo. Se você quiser mudar o mundo, não comece mudando o mundo.
(...)

Mude você mesmo. Esteja alerta para não contribuir com qualquer coisa que torne o mundo um inferno. E lembre-se de contribuir com alguma coisa para o mundo que o torne um paraíso.

- Osho -

 

https://www.facebook.com/prem.abodha/posts/10151572830933982

terça-feira, 12 de março de 2013

Essa Mulher


Essa Mulher
Arnaldo Antunes

Ela quer viver sozinha
Sem a sua companhia
E você ainda quer essa mulher

Ela goza com o sabonete
Não precisa de você
Ela goza com a mão
Não precisa do seu pau

Ela quer viver sozinha
Sem a sua companhia

E você ainda quer essa mulher

Que não sente a sua falta
E quando você chega em casa ela não sente a sua presença
Ela tem um travesseiro mais macio do que o seu braço


E um acolchoado muito mais quente que o seu abraço
Ela quer viver sozinha
Sem a sua companhia
E você ainda quer essa mulher


 

RAMATIS




O religamento da Centelha de Vida ou espírito à Força que o gerou se inicia pelo descobrimento da vibração do amor em relação às outras centelhas do mesmo plano: o religamento inicia-se pela polaridade que denominamos amor ao próximo. E percebendo a vibração desse amor, seus efeitos, a Centelha de Vida inicia um processo de renovação interior. Começa a sentir o valor da polaridade exercitada através do amor e então inicia uma outra fase, quando a centelha aprende a amar ao próximo e inicia seu primeiro degrau. Mas esse amor permite uma ligação maior, permite que a polaridade não se faça só no mesmo plano, mas que se faça em relação à Força Central.
 

Osho!!




Tudo o que acontece, sempre acontece corretamente. O errado nunca acontece. Pode lhe parecer errado, porque você tem uma certa idéia do que é o correto, mas quando você puder olhar sem preconceito, nada estará errado, tudo estará certo. O nascimento, a morte , a beleza, a feiura. Tudo está certo.

Mas nossas mentes são pequenas, nossa compreensão é limitada; nós sempre vemos apenas uma pequena ...parte. Somos como uma pessoa que está escondida atrás da porta e olhando a rua através do buraco da fechadura. Ficamos sentados olhando através do buraco da fechadura.

Então vivemos perguntando por que existe miséria no mundo, porque há isso e aquilo... por quê? Se pudermos olhar o todo, todos esses por quês desaparecerão. E para olhar o todo, você terá que sair do seu aposento, você terá que abrir a porta, você terá que abandonar essa visão do buraco da fechadura.

É exatamente isso que é a mente: um buraco de fechadura, e um buraco muito pequeno. Comparados a este vasto universo, o que são seus olhos, seus ouvidos, suas mãos? O que podemos apreender? Nada de muita significância. E a esses pequenos fragmentos da verdade, ficamos muito apegados! Se você puder ver o todo, tudo é como deve ser.

Este é o significado de “tudo está certo como está”.

- Osho -

segunda-feira, 11 de março de 2013

ESVAZIAR


ESVAZIAR

Estou aqui a sentir...
Porque agora não penso!
Apenas sinto!
Caminhar sozinho,
Torna-se um vício!
Assim como, ESVAZIAR!
Um vício delirante!
Sinto-me uma “porra louca”
Com os sentimentos,
Em seus respectivos lugares.
E aprendemos a libertar!
Outro vício: LIBERTAÇÃO!
Limpamos a raiva,
O ressentimento,
A ansiedade,
A melancolia,
Uma força inexplicável surge:
A compaixão,
O perdão,
O amor ao próximo;
São os vícios da atualidade
Incluo a Esperança,
A alegria!
E a vontade de viver!
Vejo luzes brancas e coloridas!
A aura transforma-se!
O amor existe de fato em mim!
Suspiros de Gratidão!
Suspiros de amor à vida!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

domingo, 10 de março de 2013

O impostor é viciado em tragédia




O impostor é viciado em tragédia; é viciado em dramas. O drama faz que com que ele sinta-se vivo. Pacto de vingança é outro nome para esse eu sofredor que é uma entidade, um complexo autônomo. O eu sofredor vive de sofrimento. Ele precisa gerar situações que tragam alimento para ele. Mas, esse eu sofredor que é o próprio pacto de vingança em si mesmo, já é um sintoma da dor. A dor é a raiz. Dá dor nasce o pacto de vingança que se desdobra nas matrizes do eu inferior, que é a destrutividade, e do eu inferior nascem as máscaras que são distorções dos atributos divinos. A distorção do amor, o vitimismo; a distorção do poder, que é a agressividade e a violência; a distorção da serenidade que é o retraimento, ou o anestesiamento. É isso que gera toda a miséria do mundo. A miséria continua se repetindo e multiplicando porque você tem prazer nisso. Em algum momento o prazer ficou conectado com o sofrimento. Com isso, você acha que, se abrir mão do sofrimento, abrirá mão também do prazer. Essa é a crença básica que habita o universo sombrio da personalidade. Você acredita que, se abrir mão do sofrimento, abrirá mão da vida. Isso é somente uma crença. Você pode ter prazer também no positivo. É possível ter prazer também no amor, na união. O pacto de vingança é esse casamento entre o sofrimento e o prazer. É o que faz você se punir para poder sentir prazer. Outro nome que eu dou para isso é ciclo vicioso do sadomasoquismo. Mas, como eu estava dizendo, são desdobramentos da dor original.
Então, a questão é chegar a esse núcleo para poder tratar dela. Você me pergunta qual prática pode ser antídoto para a dor. O antídoto é a compreensão. Quando chega ao núcleo da dor, você é iluminado pela sagrada compreensão, que naturalmente te explica porque você teve que passar por determinadas amargura.

Sri Prem Baba

Tico Santa Cruz!!


Viva o Rock n' roll com muita COMPAIXÃO sempre!!!



"Quero dizer uma coisa aqui a respeito dessa hipocrisia ridícula que está circulando entre comentários de redes sociais e por uma pequena parte da imprensa sensacionalista.
Primeiro que acho uma falta de respeito não só com o artista, mas com a família, com o filho, com os fãs do Chorão, esta exposição desnecessária de fotos do apartamento e de seu corpo! Isso que se faz para vender notícias e gerar acessos em sites, me desculpem, não é informação útil, é morbidez e falta de compaixão.
Segundo, é que gostaria de saber que moral que tem uma sociedade tabagista, alcoólatra, que consome remédios ( DROGAS ) de todos os tipos - para dormir, para emagrecer, anabolizantes, estimulantes vendidos em farmácias e mais um monte de porcarias legalizadas - para falar do que o cara fez ou deixou fazer. Isso não é problema de ninguém!
O nosso problema deveria ser relativo a dar assistência a quem é dependente químico, tratar com respeito estas pessoas que por ventura se encontram doentes ou em dificuldades, ajudá-las a se recuperar, oferecer informação e conhecimento aos jovens para que eles possam entender as consequências do uso de qualquer tipo de substância química, legal ou não. Prevenir ao invés de ficar fazendo julgamentos tolos.
Terceiro é que estão repetindo um monte de baboseiras com relação a questão do "Sexo, drogas e Rock n' roll" - mas quando eu ligo rádio e a TV escuto o tempo inteiro um monte de artistas de outros gêneros estimulando bebedeira, sacanagem, vulgaridade e putaria para todo tipo de público incluindo crianças. Ou as letras desses Sertanejos e outros estilos estão tratando de assuntos sérios e eu sou surdo e nunca ouvi?
As drogas estão inseridas na sociedade desde que o homem é homem e devemos tratar esta questão com responsabilidade e não com mais preconceito e estupidez.
Por conta dessa postura é que acabamos criando uma nuvem de ignorância e falta de conhecimento que prejudica mais do que salva.
Chorão era adulto, maior de idade, pagava suas contas e fez suas escolhas na vida. Erradas ou certas, devemos procurar entender a situação antes de sair julgando e usando um problema sério para fazer piadinhas e sensacionalismos.


De modo que o mínimo que se espera de um SER HUMANO que tem amor por outro ser humano é que exista sensibilidade e se mantenha o respeito e a solidariedade para com seus entes queridos, amigos e fãs.


Hipocrisia FUDIDA ficar jogando pedra em quem não pode se defender como se a vida de todos que estão desferindo golpes fosse um santuário de bons exemplos.
Reflitam!
Abraços."

Tico Santa Cruz!!

Mulheres mais velhas são diretas e honestas.


"Mulheres mais velhas são diretas e honestas.
Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!
Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela.
Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça...
Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos! Infelizmente isto não é recíproco, pois prá cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada, sexy e resolvida, há um homem com mais de 30, careca, pançudo em bermudões amarelos, bancando o bobo para uma garota de 19 anos... Senhoras, eu peço desculpas por eles: não sabem o que fazem! Para todos os homens que dizem: 'Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça? Aqui está a novidade para vocês: hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê? Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!" 
 
Arnaldo Jabor

sábado, 9 de março de 2013

SE, TALVEZ OU ÀS VEZES




SE, TALVEZ OU ÀS VEZES

Podemos ser tal como o Sol e a Lua,
Que enamorados,
Encontram-se, vez e outra,
Num eclipse,
Em uma festa surreal no céu!
Que roubam suspiros...
Ou sermos como o Céu e o Oceano,
Que pela paixão,
Encontram-se, também, vez e outra,
Com as chuvas e em tempestades,
Formidável festinha na Terra!
E de todos os fenômenos,
Podemos nos inspirar.
E entrelaçarmos...
Dois corpos opostos,
Ardentes,
Interessantes e
Equidistantes,
Que vez e outra se encontram,
Para vivenciar o tão invejado ato da natureza.
SUSPIROS !!!!!!!!!!!!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

sexta-feira, 8 de março de 2013

Amar o mar



Amar o mar
Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar.
Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.
Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.
Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como dói
desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.

Manuel Alegre

SÓ ISSO


SÓ ISSO

Então é só isso?

- É, é só isso.

Um dia eu cansei de distribuir sorrisos por aí e resolvi parar e esperar os sorrisos que eu receberia de volta. Não que os meus (sorrisos) fossem puros e límpidos e brilhantes, eles também guardam seus segredos e dores, mas é que meu coração é muito especial pra ser desperdiçado a qualquer custo. E isso é verdade.

Eu fiquei parada e esperei. Deixei de fazer cambalhotas pra ser querida, admirada, amada. Experimentei o vazio. Paguei o preço da tristeza de ver que muitos dos que estão a minha volta estão, tanto quanto eu, só querendo receber sorrisos. Interessados em se mostrar pro mundo… Somos incrustados (em nós mesmos) pra olhar pro lado.

Eu quis consertar as pessoas. Percebia que algumas eram incapazes de andar, outras de falar, e outras de amar. Todas aquelas que se colocavam à minha volta, eu queria porque queria, porque queria que aprendessem as artes do amor incondicional. Fossem ninjas luminosos. Quis impor que aprendessem a amar. Brigava com elas por isso. Gritava bem alto:

- Ame! Ame! Ame-me! Me ame…

Pra quê? Agora parada eu me pergunto. Para quê? (os porquês, as justificativas inventadas pra tornar os fatos engolíveis, também já me cansaram. É como comer só alface com um molho delicioso… Mas o que estou comendo nunca deixou de ser só alface).

Para que me vissem, para que me amassem, para que fizessem tudo por mim. Essa é a resposta. Pra que o meu conto de fadas fosse a meu modo, do meu jeito, aquele que eu imaginei que seria o melhor, o mais legal pra se viver. Pra que meu mundo fosse cheio de borboletinhas e flores coloridas espalhadas por aí, voando, com as pessoas-coisas em volta sorrindo e se ajudando e se adorando!(porque se não deixo as pessoas serem elas mesmas diante de mim, não são pessoas, são coisas pra mim)

E eu ficava girando e brigando e me cansando e fingindo que isso iria acontecer. Que as pessoas iriam mudar, que tudo ia se transformar no MEU perfeito conto de fadas.

Pra quê? Hoje, parada, eu me pergunto. Para quê? Pra que EU não precisasse mudar nada? Pra que eu não precisasse dar nada de mim? Acho que sim. E, mais uma vez, é triste assim…

Acho que em algum ponto eu me cansei também do meu próprio conto de fadas, das ilusões que inventei sobre a tal vida perfeita e extraordinária. Do esforço espremido e angustiado que fazia pra acreditar no que inventei. Em algum momento eu parei pra olhar o que estava realmente acontecendo.

E, DEPOIS DA TRISTEZA E FRUSTRAÇÃO DE VER SE DESMANCHANDO O MEU CASTELO DE AREIA… SÓ ME RESTOU A BELEZA. A BELEZA QUE DESABROCHA TODOS OS DIAS DIANTE DE MIM. A REAL BELEZA DO MAR, VIDA, QUE DESMANCHA CASTELOS DE MENTIRA, CONSTRUÍDOS DEPOIS DE HORAS E HORAS DE ESFORÇO ABAIXO DO SOL QUENTE. CASTELOS BONITOS ATÉ, MAS INCOMPARÁVEIS, INCOMPATÍVEIS, COM O EXTRAORDINÁRIO DO AZUL PROFUNDO E INFINITO DO MAR-E-CÉU NO HORIZONTE.

- Então, é só isso?

- É, é só isso.

Não existem grandes sensações, grandes conquistas, grandes loucuras, grandes pessoas. No fim, no início e no meio, somos mesmo é todos iguais, com apenas algumas peculiaridades, idiossincrasias. É só isso mesmo. Mas é Belo.
 

Por: Paula Jácome - http://chaentreamigas.com.br/

CONSELHOS PARA SE VIVER MELHOR



CONSELHOS PARA SE VIVER MELHOR

ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS DE IDADE, ASSINA UMA COLUNA NO THE  PLAIN DEALER, CLEVELAND, OHIO.

"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi."

Meu hodômetro passou dos 90 em agosto. Portanto, aqui vai a coluna mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Aceite discordâncias.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.

9. Economize para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.

10. É inútil resistir ao chocolate.

11. Faça as pazes com seu passado. Assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe, Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

18. Qualquer coisa que não o matar, o tornará realmente mais forte.

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e de ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se mais do que o necessário. Depois siga em frente.

23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. NINGUÉM MAIS É RESPONSÁVEL PELA SUA FELICIDADE, SOMENTE VOCÊ.

26. Em relação aos assim chamados "desastres" pergunte sempre: 'Em cinco anos, isto importará?'

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha da alternativa de morrer jovem.

37. Suas crianças têm apenas uma infância.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

quinta-feira, 7 de março de 2013

COMO LIDAR COM A REJEIÇÃO

 
COMO LIDAR COM A REJEIÇÃO

Sentir-se rejeitado pelos outros é um sentimento que poucos conseguem superar facilmente, pois depende de uma elevada confiança em si mesmo, o que nem sempre temos. Quanto mais rebaixada nossa autoestima, quanto menos gostamos de nós mesmos, mais vulneráveis somos à rejeição. Quando uma pessoa com baixa autoestima perde uma pessoa que ama ou uma colocação profissional, passa a acreditar que não merece nada, que é indigna de ter o que deseja, sentindo-se completamente só e, principalmente, abandonada.

Mesmo as pessoas com elevada autoestima, ou seja, conscientes de seu valor, tendem a sentir os mesmos sentimentos quando há uma perda, pois neste momento perdem também o controle da situação que até então acreditavam ter e isso tende a abalar todas as emoções.

Lidar com a rejeição não é nada fácil, pois geralmente nos remete inconscientemente às situações de abandono durante a infância. Se alguém nos rejeita, de alguma forma não nos aceita, e se tentarmos mudar em função disso para agradar, tudo tende a piorar. Mas, na maioria dos casos, o outro dificilmente é a causa real do sentimento de rejeição, pois a sensação de sentir-se abandonado já existe internamente na pessoa. A dificuldade está em lidar com estes sentimentos anteriores somados aos atuais.

O principal antídoto ao sentimento de rejeição é não limitar todas as esperanças da vida a um relacionamento, ou seja, dedicar-se apenas ao marido, filho, a esposa, a mãe, ou a um emprego, não tendo mais nenhum outro objetivo, esquecendo-se de outras pessoas ou fatos importantes e principalmente de si mesmo. Mas não há nada pior do que acreditar cegamente e... ser abandonado. Se você admitir que pode um dia ficar só e ainda assim sobreviverá, correrá menos riscos de se sentir rejeitado. E também terá maior liberdade para mudar sua vida sem sentimentos de culpa.
Não devemos nunca perder nosso referencial interno, nem reduzir nossas esperanças ou colocar nossa expectativa de vida sob a direção de algo que não controlamos: o sentimento e a reação do outro. Por vezes, podemos ser preteridos e não é por isso que a vida deixará de existir ou que as coisas que desejamos deixaram de ser realizáveis, muito pelo contrário, pode ser a chance que temos de ter a possibilidade para irmos em busca daquilo que realmente queremos. Não podemos nunca depender da atitude de outra pessoa para termos certeza de nosso real valor.

É preciso que estejamos sempre conscientes de que as atitudes de outras pessoas nem sempre estão relacionadas à nossa pessoa, e, portanto, não são respostas a nós.

Precisamos entender que os outros são seres humanos como nós e que às vezes podem nos dar um não ou uma resposta agressiva muito mais em função dos próprios conflitos internos e que nada têm a ver com sua pessoa.

Mas como muitas vezes não consideramos a realidade interna do outro, imaginamos que estamos sendo rejeitados, mas muitas vezes a rejeição faz mais parte do nosso mundo interior do que da realidade.

Por isso, é importante saber diferenciar a reação dos outros em cada momento. Procure entender as razões do outro, pois muitas vezes o problema para agir assim pode ser mais dele do que seu.

Seja como for, de nada adianta dramatizar a situação e colocar-se no papel de vítima. O drama e o sentimento de culpa só irão aumentar a sua dor. Encare a dificuldade do momento de frente e procure aprender com tudo isso.

No mínimo, você conquistará maior autoconfiança e isso lhe será útil pelo menos na próxima vez. Muitas vezes, o sentimento de rejeição é acentuado pela insistência em supervalorizarmos a opinião e aprovação dos outros de nosso modo de ser, pensar e agir. Damos aos outros o poder de juiz e permitimos que comandem nossa forma de viver. A excessiva importância dada à opinião e aos valores dos outros, por mais que estes queiram apenas o nosso bem, retrata uma irresponsabilidade quase infantil e inconsciente de acreditar que são eles que devem assumir e suprir nossas necessidades.

Cabe a cada um de nós satisfazer as próprias carências e não a quem está ao nosso lado. Acreditamos que ninguém deve nos dizer não, para que não nos sintamos rejeitados e abandonados, mas, na verdade, a principal rejeição não vem dos outros, mas está dentro de nós mesmos e resulta na falta de amor próprio.

Pare de se criticar, mude o que acha que tem de mudar em si e torne-se mais independente da aprovação de outras pessoas.
Aceite-se
Torne-se responsável pelo que você é e deixe que o outro seja responsável pelo o que ele é. Faça sua vida ser conduzida sob sua responsabilidade e seus valores, e não sob os do outro.

PENSE QUE VOCÊ TEM A RESPONSABILIDADE DE SE AMAR, SE ACEITAR, APROVAR E VALORIZAR. SE ATRIBUIR ESSA RESPONSABILIDADE AO OUTRO, CADA VEZ QUE ELE NEGAR, SURGIRÁ A REJEIÇÃO, UM SENTIMENTO QUE SÓ VOCÊ PODERÁ SE ISENTAR DE SENTI-LO. E LEMBRE-SE:
NENHUMA PESSOA MERECE TUAS LÁGRIMAS E QUEM AS MERECE NÃO TE FARÁ CHORAR.


Rosemeire Zago