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Mama Call
Can't you hear me mama call
Can't you hear me crawling
Can't you hear me mama call
Can't you hear me trying
Can't you hear me when I call
I'm a long way from sight
Tonight tonight
It's a long long night
Tonight tonight
It's a long long night
Can't you see me baby fly
Can't you see me falling
Can't you hear me when I call
Can't you see me fall
Can't you hear me mama call
Can't you hear me mama call
Tonight tonight
It's a long long night
Tonight tonight
It's a long long night
Can't you hear me mama call
Can't you hear me crawling
Can't you hear me when I call
Can't you see me fall
Can't you hear me mama call
Can't you hear me mama call
Can't you hear me mama call
Me hielo en la habitación
No tengo calefacción
Can't you get no satisfaction
So me bajo pa la calle
It's a long long night
Can't you hear me mama call
Can't you hear me crawling
Can't you hear me call
Can't you hear me falling
Can't you hear me fall
I'm a long way from home...
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Chamada da Mãe
Mãe,
você não consegue me ouvir chamá-la?
Você
não consegue me ouvir rastejando?
Mãe,
você não consegue me ouvir chamá-la?
Você
não pode me ouvir tentando?
Você
não pode me ouvir quando eu chamo
Estou
muito longe de sua visão
Esta
noite, esta noite
É
uma longa, longa noite.
Esta
noite, esta noite
É
uma longa, longa noite.
Você
não consegue me ver querida, voando?
Você
não pode me ver caindo?
Você
não consegue me ouvir quando eu chamo?
Você
não consegue me ver cair.
Mãe,
você não consegue me ouvir chamá-la?
Mãe,
você não consegue me ouvir chamá-la?
Esta
noite, esta noite
É
uma longa, longa noite.
Esta
noite, esta noite
É
uma longa, longa noite.
Mãe,
você não consegue me ouvir chamá-la?
Você
não consegue me ouvir rastejando?
Você
não consegue me ouvir quando eu chamo?
Você
não pode me ver cair.
Mãe,
você não consegue me ouvir chamá-la?
Mãe,
você não consegue me ouvir chamá-la?
Mãe,
você não consegue me ouvir chamá-la?
Fico
congelado no quarto
Não
tenho aquecimento
Você
não pode ter nenhuma satisfação
Sozinho
vou pela rua
É
uma longa, longa noite.
Mãe,
você não consegue me ouvir chamá-la?
Você
não consegue me ouvir rastejando?
Você
não consegue me ouvir chamar?
Você
não pode me ouvir caindo?
Você
não consegue me ver cair?
Estou
muito longe de casa...
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Capsicum frutescens in anus autrem kisucus est!!!!! Meu diário, meus pensamentos... meu amigo!!!
quinta-feira, 4 de abril de 2013
MAMA CALL
Bipolaridade social – chique ou metida a besta?
Bipolaridade social – chique ou metida a besta?
É, a vida é assim…
Se você escreve uma frase linda na internet, alguns vão te achar metido, outros vão te achar um gênio.
Se você corre pra ajudar alguém, uns vão pensar que você é muito generoso, outros, invasivo.
Se usa um vestido mais curto-colante, tem gente que vai dizer que você é ousada-confiante. Muita gente, piriguete.
Se toma uma cervejinha pra relaxar na terça-feira, é um irresponsável ou sabe aproveitar a vida.
Se abre mão de um emprego público é corajosa DEMAIS ou louca varrida.
Se trabalha o dia inteiro e cuida menos da casa, do gato e do cachorro, pode ser para uns independente, para outros, desleixada!
Se eu vou me casar, um tantão de gente vai exclamar:
- Que lindo!!!
O meu sogro vai te perguntar:
- Você tem certeza? Existe vida após o casamento?
Se você arrisca tudo num sonho, ou é brilhante, ou um idiota. Aqui, depende muito de se o que você acaba de fazer está dando certo ou errado, respectivamente.
Se demonstra amor, pode ser a pessoa mais legal ou um chato carente, tudo espelhado demais nas referências com que foi criado.
Se é um sucesso profissional, podem dizer que não é feliz… Ou, simplesmente, te admirar… Depende aqui do tanto de inveja que têm… Ou que provoca?
É tudo muito relativo e ontologicamente oposto.. Fui inteligente ou exibida agora?
Se você mantém tudo muito organizado, pode ter transtorno obsessivo compulsivo. Ou, vou dizer com honestidade, me causar muito orgulho. Porque eu não consigo fazer isso…
Agora, se deixa alguma bagunça nas vistas dos amigos, dos tios, dos sobrinhos, da mãe, da sogra… Pode ter se tornado um acumulador, cuidado! Ou ser capaz de, nesse mundo caótico, deitar pra ver um filme no sábado de tarde e só levantar na segunda pela manhã. Depressão? Viver bem?
Se diz o que pensa é arrogante ou confiante? Quando guarda dinheiro, pode estar sendo cauteloso ou pão duro. Quando gasta muito dinheiro é gente boa ou um playboy-tremendão (isso denigre ou elogia?).
Se é carinhoso com a família, uns engraçadinhos vão te chamar de filhinho do papai, ou da mamãe ou camisolão. Caso não o faça, é um cafajeste.
Um homem vaidoso pode ser xingado ou elogiado de metrossexual. O oposto disso, é muito macho ou porco chovinista.
Quando faz muitas coisas ao mesmo tempo é motivo de orgulho da mamãe ou desfocado?
Se é escritor, ator, pintor, músico, vão dizer por aí que não quer trabalhar, certamente. Mas também vão agradecer à contribuição que prestou à muitos e muitos corações.
Conclusão:
A gente precisa conhecer mais os outros antes de falar.
Dúvida cruel:
Vale à pena mesmo deixar de fazer o que quer por causa da opinião dos outros? Isso REALMENTE faz algum sentido?
A vida é assim, do jeito que a gente quer. As pessoas que não têm peito de ser elas mesmas, ficam tentando conter, à todo custo, aqueles que têm. Bom mesmo é ser ridículo, se aceitar assim. O mundo à nossa volta não é espelho. A cara, o pensamento, o julgamento, a inveja, o medo, a culpa dos outros não deveria servir pra determinar a nossa vida, porque ela, a nossa vida, é NOSSA!
(Com participação especial de Carolina Lana e Lela Neves)
http://chaentreamigas.com.br/?p=6408
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Consulta
Não sei quem escreveu, mas eu ri:
Eu estava agendada para uma consulta com meu ginecologista durante a semana. Numa manha, recebo a ligação do consultório dizendo que minha consulta foi mudada para esta mesma manha às 9h30. Eu tinha acabado de despachar todos para a escola e trabalho, e já eram 8h45. O trajeto até o consultório me tomaria 35 minutos, logo não tinha muito tempo a perder. Assim com...o a maioria das mulheres fazem, gosto de dar uma caprichada na higiene quando vou a estas consultas, mas dessa vez, não ia dar tempo de fazer este esforço!
Então, corri escadas acima, arranquei o meu pijama, molhei a toalhinha que estava na beira da banheira, e me dei um banho de gato naquela “área” para assegurar que eu estava ao menos apresentável. Joguei a toalhinha no cesto de roupas sujas, vesti alguma roupa, saltei pra dentro do carro e corri para a consulta.
Eu estava sentada há apenas alguns minutos na sala de espera quando fui chamada. Já sabendo dos procedimentos, assim como todas também sabem, pulei pra cima da mesa de exames, e comecei a olhar para o outro lado, fingindo estar em Paris ou qualquer outro lugar a milhas de distância. Fiquei um pouco surpresa quando o médico disse: “Puxa! Alguém fez um esforço extra esta manhã, não?”. Nem respondi.
Depois da consulta, já relaxada, voltei para casa. O restante do dia seguiu normalmente.. algumas compras, faxina, cozinhar. Depois da escola, quando minha filha de 6 anos estava brincando, ela me chama do banheiro: “Mamãe, onde está a minha toalhinha?”.
Disse a ela para pegar outra no armário.
E ela responde: “Não! Preciso daquela que estava na beirada da banheira! Foi lá que guardei a minha purpurina e as minhas estrelinhas!”
Nunca mais eu volto a aquele médico!..... NUNCA!
Eu estava agendada para uma consulta com meu ginecologista durante a semana. Numa manha, recebo a ligação do consultório dizendo que minha consulta foi mudada para esta mesma manha às 9h30. Eu tinha acabado de despachar todos para a escola e trabalho, e já eram 8h45. O trajeto até o consultório me tomaria 35 minutos, logo não tinha muito tempo a perder. Assim com...o a maioria das mulheres fazem, gosto de dar uma caprichada na higiene quando vou a estas consultas, mas dessa vez, não ia dar tempo de fazer este esforço!
Então, corri escadas acima, arranquei o meu pijama, molhei a toalhinha que estava na beira da banheira, e me dei um banho de gato naquela “área” para assegurar que eu estava ao menos apresentável. Joguei a toalhinha no cesto de roupas sujas, vesti alguma roupa, saltei pra dentro do carro e corri para a consulta.
Eu estava sentada há apenas alguns minutos na sala de espera quando fui chamada. Já sabendo dos procedimentos, assim como todas também sabem, pulei pra cima da mesa de exames, e comecei a olhar para o outro lado, fingindo estar em Paris ou qualquer outro lugar a milhas de distância. Fiquei um pouco surpresa quando o médico disse: “Puxa! Alguém fez um esforço extra esta manhã, não?”. Nem respondi.
Depois da consulta, já relaxada, voltei para casa. O restante do dia seguiu normalmente.. algumas compras, faxina, cozinhar. Depois da escola, quando minha filha de 6 anos estava brincando, ela me chama do banheiro: “Mamãe, onde está a minha toalhinha?”.
Disse a ela para pegar outra no armário.
E ela responde: “Não! Preciso daquela que estava na beirada da banheira! Foi lá que guardei a minha purpurina e as minhas estrelinhas!”
Nunca mais eu volto a aquele médico!..... NUNCA!
Espírito das Águas
Um samurai depois de ser sido derrotado numa importante prova de habilidades, vagou sem rumo com os pensamentos confusos, enfurecido, sem querer aceitar a derrota. Parou em um lago que encontrou no seu caminho e lançou violentamente uma pedra contra as suas águas, que se agitaram violentamente. O samurai ainda com raiva e ressentido, percebeu algo e refletiu: - “Mesmo ofendido e perturbado com a p...edra que atirei, em instantes o lago se recompôs, retornando a tranquilidade inicial."
O samurai concluiu que mesmo que lançasse todas as pedras da redondeza, pequenas ou grandes, o lago sempre retornaria à sua natural tranquilidade, como se nunca tivesse sido atingido por nada.
Ao refletir sobre isso o homem evocou "Mizu no kami"(O Espírito das Águas):
- “Espírito das Águas, por que quando meu coração é ferido ficam cicatrizes e este lago, em instantes apaga todos os vestígios da agressão sofrida”?
Respondeu o “Espírito das Águas”:
- “O Lago faz com que a pedra se perca na sua grandeza e profundidade, logo, é como ser atingido por nada. O lago conserva consigo o silêncio, e não as queixas. Eis o segredo de sua serenidade”.
O Samurai curvou respeitosamente em gratidão para o lago e declarou ao “Espírito das águas”:
- “Hoje aprendi um grande ensinamento com as águas silenciosas de um lago”!
Conto Zen
Om Shanti
Fonte:https://www.facebook.com/lucileyma.carazza?ref=tn_tnmn#!/photo.php?fbid=492794467448990&set=a.453296474732123.99675.327150527346719&type=1&theater
O samurai concluiu que mesmo que lançasse todas as pedras da redondeza, pequenas ou grandes, o lago sempre retornaria à sua natural tranquilidade, como se nunca tivesse sido atingido por nada.
Ao refletir sobre isso o homem evocou "Mizu no kami"(O Espírito das Águas):
- “Espírito das Águas, por que quando meu coração é ferido ficam cicatrizes e este lago, em instantes apaga todos os vestígios da agressão sofrida”?
Respondeu o “Espírito das Águas”:
- “O Lago faz com que a pedra se perca na sua grandeza e profundidade, logo, é como ser atingido por nada. O lago conserva consigo o silêncio, e não as queixas. Eis o segredo de sua serenidade”.
O Samurai curvou respeitosamente em gratidão para o lago e declarou ao “Espírito das águas”:
- “Hoje aprendi um grande ensinamento com as águas silenciosas de um lago”!
Conto Zen
Om Shanti
Fonte:https://www.facebook.com/lucileyma.carazza?ref=tn_tnmn#!/photo.php?fbid=492794467448990&set=a.453296474732123.99675.327150527346719&type=1&theater
A RESPEITO DA NOVA LEI SOBRE O TRABALHO DOMÉSTICO
A RESPEITO DA NOVA LEI SOBRE O TRABALHO DOMÉSTICO
A revolta da sala de jantar.
Apesar da resistência de uma classe média urbana acostumada às vantagens da era serviçal, a chaga da exploração do trabalho das domésticas finalmente está sendo reduzida no Brasil. RICARDO ANTUNES*
Quando a classe trabalhadora inglesa, a partir do século XVIII, começou a lutar pelos diretos do trabalho, como redução da jornada (que atingia 18 horas por dia), salários dignos, intervalos para refeições, descanso semanal, férias, licença maternidade, etc, as crianças e adolescentes trabalhavam diuturnamente, sem intervalos, ao sabor dos proprietários. Pude constatar, no acervo do museu da maquinaria industrial inglesa, chamado Quarry Bank Mill, em Manchester, os caixotes minúsculos onde dormiam as crianças-operárias exploradas pela Revolução Industrial nascente, no gélido frio do norte da Inglaterra.
Em plena expansão do mundo maquínico e sua lógica produtivista, o legítimo ingresso das mulheres nas fábricas teve como contrapartida patronal a redução do salário da totalidade dos assalariados, homens, mulheres e crianças. E, a cada avanço em seus direitos, a grita patronal aumentava. Era como se o capitalismo fosse acabar, e ele mal estava começando...
Se a história é singular em suas distintas épocas, há algo de similar ocorrendo no Brasil do século 21, após a ampliação dos direitos das trabalhadoras domésticas. Nossa origem escravista e patriarcal, concebida a partir da casa grande e da senzala, soube amoldar-se ao avanço das cidades. A modernização conservadora deu longevidade ao servilismo da casa grande para as famílias citadinas. As classes dominantes sempre exigiram as vantagens do urbanismo com as benesses do servilismo, com um séquito de cozinheiras, faxineiras, motoristas, babás, governantas e, mais recentemente, personal trainers para manter a forma, valets nos restaurantes para estacionar os carros, etc.
Como o assalariamento industrial excluiu a força de trabalho negra das fábricas (preterida em favor dos imigrantes brancos), formou-se um bolsão excedente de trabalho ex-escravo que encontrou acolhida no trabalho doméstico. E, como um prolongamento da família senhorial, manteve-se as vantagens da era serviçal. Agora, os de cima, para recordar Florestan Fernandes, estão novamente alvoroçados com a ampliação de direitos dos de baixo. Algo lhes incomoda neste avanço plebeu.
Com as classes médias o quiproquó é maior: os seus estratos mais tradicionais e conservadores agem quase como um espelhamento deformado das classes proprietárias e vociferam a revolta da sala de jantar: não será estranho se começarem a defender o direito das trabalhadoras domésticas não terem os direitos ampliados. E sua bandeira principal já está indicada: são contrárias à ampliação dos direitos das trabalhadoras domésticas para lhes evitar o desemprego.
Nos núcleos mais intelectualizados e democráticos das classes médias, há o sentimento de que uma chaga está sendo reduzida. Percebem a justeza destes direitos sociais validos para o conjunto da classe trabalhadora, ainda que sua conquista altere significativamente seu modo de vida. Mais próxima (ou menos distante) do cenário dos países do Norte, tende a recorrer cada vez mais ao trabalho doméstico diarista em substituição ao mensalista.
E isso aproxima setores da classe média ao home office, com suas conhecidas vantagens (flexibilidade do uso do tempo e sem perder horas no trânsito para o emprego) e múltiplas desvantagens (como a proximidade com a terceirização e a informalidade, o fim da separação entre espaço público e privado e o risco de perda de controle do tempo, entre outras). E pode incentivar especialmente as mulheres ainda mais em busca de trabalho em meio período, o que, se possibilita maior proximidade com os filhos, pode ampliar ainda mais a desigual divisão sexual do trabalho na esfera reprodutiva.
Para as trabalhadoras domésticas, entretanto, a ampliação e igualdade de direitos tem o significado de uma primeira abolição. O risco de maior desemprego é claramente falacioso: primeiro porque faz tempo que elas procuram melhores qualificações para migrar para novos empregos, especialmente no comércio e serviços. É por isso que a redução da oferta de trabalhadoras domésticas vem se reduzindo a cada ano. Ao contrário, portanto, do propalado desemprego inevitável, a ampliação de direitos poderá até mesmo ampliar a oferta de trabalho. Uma parcela destas trabalhadoras pensará duas vezes se compensa recorrer ao call center e telemarketing, onde a burla e a informalidade também não são exceções.
Combater a informalidade que atinge mais de 70% desse contingente (dos quais mais de 90% são mulheres e mais de 60% negras) será uma bandeira decisiva dos sindicatos das trabalhadoras domésticas que devem avançar sua organização e aumentar sua força buscando a regulamentação efetiva dos direitos. E esta sim, será uma consequência importante da ampliação de direitos, que tanto incomoda aos conservadores.
*RICARDO ANTUNES É PROFESSOR TITULAR DE SOCIOLOGIA DO TRABALHO NA UNICAMP E AUTOR, ENTRE OUTROS, DE OS SENTIDOS DO TRABALHO (ALMEDINA, COIMBRA). SEU NOVO LIVRO, RIQUEZA E MISÉRIA DO TRABALHO NO BRASIL, VOL. II (BOITEMPO), ESTÁ NO PRELO
A revolta da sala de jantar.
Apesar da resistência de uma classe média urbana acostumada às vantagens da era serviçal, a chaga da exploração do trabalho das domésticas finalmente está sendo reduzida no Brasil. RICARDO ANTUNES*
Quando a classe trabalhadora inglesa, a partir do século XVIII, começou a lutar pelos diretos do trabalho, como redução da jornada (que atingia 18 horas por dia), salários dignos, intervalos para refeições, descanso semanal, férias, licença maternidade, etc, as crianças e adolescentes trabalhavam diuturnamente, sem intervalos, ao sabor dos proprietários. Pude constatar, no acervo do museu da maquinaria industrial inglesa, chamado Quarry Bank Mill, em Manchester, os caixotes minúsculos onde dormiam as crianças-operárias exploradas pela Revolução Industrial nascente, no gélido frio do norte da Inglaterra.
Em plena expansão do mundo maquínico e sua lógica produtivista, o legítimo ingresso das mulheres nas fábricas teve como contrapartida patronal a redução do salário da totalidade dos assalariados, homens, mulheres e crianças. E, a cada avanço em seus direitos, a grita patronal aumentava. Era como se o capitalismo fosse acabar, e ele mal estava começando...
Se a história é singular em suas distintas épocas, há algo de similar ocorrendo no Brasil do século 21, após a ampliação dos direitos das trabalhadoras domésticas. Nossa origem escravista e patriarcal, concebida a partir da casa grande e da senzala, soube amoldar-se ao avanço das cidades. A modernização conservadora deu longevidade ao servilismo da casa grande para as famílias citadinas. As classes dominantes sempre exigiram as vantagens do urbanismo com as benesses do servilismo, com um séquito de cozinheiras, faxineiras, motoristas, babás, governantas e, mais recentemente, personal trainers para manter a forma, valets nos restaurantes para estacionar os carros, etc.
Como o assalariamento industrial excluiu a força de trabalho negra das fábricas (preterida em favor dos imigrantes brancos), formou-se um bolsão excedente de trabalho ex-escravo que encontrou acolhida no trabalho doméstico. E, como um prolongamento da família senhorial, manteve-se as vantagens da era serviçal. Agora, os de cima, para recordar Florestan Fernandes, estão novamente alvoroçados com a ampliação de direitos dos de baixo. Algo lhes incomoda neste avanço plebeu.
Com as classes médias o quiproquó é maior: os seus estratos mais tradicionais e conservadores agem quase como um espelhamento deformado das classes proprietárias e vociferam a revolta da sala de jantar: não será estranho se começarem a defender o direito das trabalhadoras domésticas não terem os direitos ampliados. E sua bandeira principal já está indicada: são contrárias à ampliação dos direitos das trabalhadoras domésticas para lhes evitar o desemprego.
Nos núcleos mais intelectualizados e democráticos das classes médias, há o sentimento de que uma chaga está sendo reduzida. Percebem a justeza destes direitos sociais validos para o conjunto da classe trabalhadora, ainda que sua conquista altere significativamente seu modo de vida. Mais próxima (ou menos distante) do cenário dos países do Norte, tende a recorrer cada vez mais ao trabalho doméstico diarista em substituição ao mensalista.
E isso aproxima setores da classe média ao home office, com suas conhecidas vantagens (flexibilidade do uso do tempo e sem perder horas no trânsito para o emprego) e múltiplas desvantagens (como a proximidade com a terceirização e a informalidade, o fim da separação entre espaço público e privado e o risco de perda de controle do tempo, entre outras). E pode incentivar especialmente as mulheres ainda mais em busca de trabalho em meio período, o que, se possibilita maior proximidade com os filhos, pode ampliar ainda mais a desigual divisão sexual do trabalho na esfera reprodutiva.
Para as trabalhadoras domésticas, entretanto, a ampliação e igualdade de direitos tem o significado de uma primeira abolição. O risco de maior desemprego é claramente falacioso: primeiro porque faz tempo que elas procuram melhores qualificações para migrar para novos empregos, especialmente no comércio e serviços. É por isso que a redução da oferta de trabalhadoras domésticas vem se reduzindo a cada ano. Ao contrário, portanto, do propalado desemprego inevitável, a ampliação de direitos poderá até mesmo ampliar a oferta de trabalho. Uma parcela destas trabalhadoras pensará duas vezes se compensa recorrer ao call center e telemarketing, onde a burla e a informalidade também não são exceções.
Combater a informalidade que atinge mais de 70% desse contingente (dos quais mais de 90% são mulheres e mais de 60% negras) será uma bandeira decisiva dos sindicatos das trabalhadoras domésticas que devem avançar sua organização e aumentar sua força buscando a regulamentação efetiva dos direitos. E esta sim, será uma consequência importante da ampliação de direitos, que tanto incomoda aos conservadores.
*RICARDO ANTUNES É PROFESSOR TITULAR DE SOCIOLOGIA DO TRABALHO NA UNICAMP E AUTOR, ENTRE OUTROS, DE OS SENTIDOS DO TRABALHO (ALMEDINA, COIMBRA). SEU NOVO LIVRO, RIQUEZA E MISÉRIA DO TRABALHO NO BRASIL, VOL. II (BOITEMPO), ESTÁ NO PRELO
One Of Us
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One Of Us
Oh, one of these nights at about twelve
o'clock
This whole earth is gonna reel and rock
Saints will tremble and cry for pain
For the Lord's gonna come in his heaven
airplane.
If God had a name,
what would it be?
And would you call it to His face
If you were faced with Him in all His
glory?
What would you ask if you had just one
question?
Yeah, yeah, God is
great
Yeah, yeah, God is good
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah
What if God was one of us?
Just a slob like one of us
Just a stranger on the bus
Trying to make His way home
If God had a face, what would it look
like?
And would you want to see
If seeing mean that you would have to
believe
In things like Heaven and Jesus and the
Saints
And all the prophets?
Yeah, yeah, God is great
Yeah, yeah, God is good
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah
What if God was one of us?
Just a slob like one of us
Just a stranger on the bus
Trying to make His way home
Just trying to make His way home
Back up to Heaven all alone
Nobody call him on the phone
'Cept for the Pope, maybe, in Rome
Yeah, yeah, God is great
Yeah, yeah, God is good
Yeah, yeah, yeah, yeah
What if God was one of us?
Just a slob like one of us
Just a stranger on the bus
Trying to make His way home
Like a holy rolling stone
Back up to Heaven all alone
Just trying to make His way home
Nobody call him on the phone
'Cept for the Pope, maybe, in Rome
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Um
de Nós
Ah,
em uma dessas noites, lá pela meia noite
Esta
terra inteira vai cair no rock
Os
santos vão tremer e chorar de dor
Para
que o Senhor venha em seu avião celestial.
Se
Deus tivesse um nome, qual seria?
E
você seria capaz de ligar nome à Pessoa,
se
você desse de cara com Ele e toda a Sua glória?
O
que você perguntaria, se você pudesse fazer apenas uma pergunta?
Sim,
sim, sim, Deus é maravilhoso
Sim,
sim, sim, Deus é bom
Sim,
sim, sim, sim
E se
Deus fosse um de nós?
Apenas
um desajeitado como um de nós
Apenas
um estranho no ônibus
Tentando
fazer Seu caminho de casa
Se
Deus tivesse um rosto, com o que seria parecido?
E
você gostaria de vê-Lo
Se
ver significasse que você tivesse que crer
Em
coisas como o Céu e Jesus e os santos
E
todos os profetas?
Sim,
sim, sim, Deus é maravilhoso
Sim,
sim, sim, Deus é bom
Sim,
sim, sim, sim
E se
Deus fosse um de nós?
Apenas
um desajeitado como um de nós
Apenas
um estranho no ônibus
Tentando
do Seu jeito voltar para casa
Apenas
tentando do Seu jeito voltar para casa
Voltar
para o céu sozinho
Ninguém
chamando-o ao telefone
Exceto
pelo Papa, talvez, em Roma.
Sim,
sim, Deus é maravilhoso
Sim,
sim, Deus é bom
Sim,
sim, sim, sim, sim
E se
Deus fosse um de nós?
Apenas
um desajeitado como um de nós
Apenas
um estranho no ônibus
Tentando
do Seu jeito voltar para casa
Como
um Holly Rolling Stone
Voltar
para o céu sozinho
Apenas
tentando do Seu jeito voltar para casa
Ninguém
chamando-o ao telefone
Exceto
pelo Papa, talvez, em Roma.
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terça-feira, 2 de abril de 2013
FAMÍLIA
FAMÍLIA
O Irmão sempre diz para as novas namoradas:
Ela é uma “porra-loca”, Sinto falta de sinergia familiar.
- Tudo bem!
O levei para zona juntamente com os amigos,
Quando ele tinha 15 anos.
Também ia aos shows do Sepultura.
A Irmã sempre diz:
Não quero ser igual a minha irmã!- Tudo bem!
Hoje ela estuda Direito,
Usa o mesmo perfume calça “Arezzo”.
Não casou e não tem filhos.
A Mãe...
Difícil falar sobre a mãe.Ela sempre se coloca no lugar da madrasta.
Remeto a nossa última briga,
Da qual ela disse que não sou de nada...
Me chamou de egoísta e me mandou embora.
- Dói! Dói muito!
No meu mundo “cor-de-rosa” seriámos as MELHORES E MAIORES AMIGAS!
De fato não somos...
Sinto falta de aceitação.
Vou para terapia e me aceito e me perdoo.
E te perdoo.
Acho que vou ter que fazer terapia o resto da vida...
O Pai...
Sempre esteve no lugar da mãe.E sempre diz: Conheço a minha filha,
Sem bem quem você é.
E você é a única que ainda tenta,
Não quero que desista.
- Solto um sorriso com lágrimas nos olhos.
Tenho disposição para seguir em frente.
E Eu?!
A filha e irmã mais velha...Finalmente cresci!
Agora não me importo mais.
Não é um descaso,
É apenas a aceitação.
A aceitação do meu ser.
Que pode ser imperfeito, torto e incompleto.
Que poder ter um coração generoso.
Declaro a minha decisão: aceito sem julgamentos.
Agora posso ir em paz.
Amo com toda intensidade esta FAMÍLIA.
E hoje tenho a necessidade de conquistar o MUNDO!
E quem sabe constituir a minha família.
Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza
PENSANDO SOBRE FAMÍLIA
PENSANDO SOBRE FAMÍLIA
Pensando sobre a Família,
Remeto à Constelação Familiar,Ao amor incondicional.
O existente neste ciclo surreal,
Para não dizer: real.
Os antepassados são GIGANTES,
O pai e a mãe são GRANDIOSOS,
E os filhos são PEQUENOS.
A harmonia deste ciclo
É o que nos torna seres humanos melhores...
Se algo neste ciclo foi interrompido, ou destruído,
Por falta de amor (para não dizer: excesso),
Ocasiona a desintegração do fluxo real.
Neste momento, a vida para.
Não vai para frente.
Não adiante sequer esforçar-se...
Então faça este exercício:
- Pare, respire, reconheça, aceite e perdoe!
Reverencie! REVERENCIE DE FATO!
Perdoe e reverencie nem que seja para o Universo.
Ele conduzirá e revitalizará este ciclo:
O DO AMOR INCONDICIONAL.
Do amor real.
A base de todo ser humano.
Por: Lucileyma Rocha Louzada
Carazza
SOBRE OS DESAFIOS DA VIDA
SOBRE OS DESAFIOS DA VIDA
Pessoas que nunca sofreram e que viveram uma vida conveniente e confortável estão praticamente mortas. Sua vida não será como uma espada afiada. A inteligência fica afiada quando você encara desafios.
Dance quando os desafios vierem e perturbarem a sua vida, porque, em resposta a esses desafios, você crescerá a novas alturas. Lembre-se; mesmo o sofrimento é uma graça; se tomado corretamente, ele se torna um degrau.
- Osho -
Pessoas que nunca sofreram e que viveram uma vida conveniente e confortável estão praticamente mortas. Sua vida não será como uma espada afiada. A inteligência fica afiada quando você encara desafios.
Dance quando os desafios vierem e perturbarem a sua vida, porque, em resposta a esses desafios, você crescerá a novas alturas. Lembre-se; mesmo o sofrimento é uma graça; se tomado corretamente, ele se torna um degrau.
- Osho -
segunda-feira, 1 de abril de 2013
When You Were Young - The Killers
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WHEN YOU WERE
YOUNG
You sit there in your heartache
Waiting on some beautiful boy
To save you from your old ways
You play forgiveness
Watch it now- here he comes
He doesn't look a thing like Jesus
But he talks like a gentlemen
Like you imagined when you were young
Can we climb this
mountain
I don't know
Higher now than ever before
I know we can make it if we take it slow
Let's take it easy
Easy now, watch it go
We're burning down the highway skyline
On the back of a hurricane that started
turning
When you were young
When you were young
And sometimes you close your eyes and see
the place where you Used to live
When you were young
They say the devil's water, it ain't so
sweet
You don't have to drink right now
But you can dip your feet
Every once in a little while
You sit there in your heartache
Waiting on some beautiful boy
To save you from your old ways
You play forgiveness
Watch it now- here he comes
He doesn't look a thing like Jesus
But he talks like a gentlemen
Like you imagined when you were young
When you were young
I said he doesn't look a thing like Jesus
He doesn't look a thing like Jesus
But more than you'll ever know
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QUANDO VOCÊ ERA
JOVEM
Você
senta lá com toda a sua angústia
Esperando
algum cara bonito
Para
te salvar do seu jeito antigo
Você
brinca com o perdão
Preste
atenção agora - aqui ele vem
Ele
não parece nem um pouco com jesus
Mas
ele fala que nem um cavalheiro
Do
jeito que você imaginou quando era jovem
Podemos
escalar essa montanha?
Eu
não sei
Mais
alta do que nunca
Eu
sei que podemos fazer isso se formos devagar
Vamos
devagar
Devagar
agora, veja ir
Estamos
queimando abaixo do horizonte da linha do céu
Na
parte traseira do giro do furacão que começou a girar
Quando
você era jovem
Quando
você era jovem
E
às vezes você fecha seus olhos e vê o lugar onde você morava
Quando
você era jovem
Eles
falam que a água do demônio, não é tão doce assim,
Você
não tem que bebê-la agora
Mas
você pode molhar seus pés
Uma
vez em cada pouco
Você
senta lá com toda a sua angústia
Esperando
algum cara bonito
Para
te salvar do seu jeito antigo
Você
brinca com o perdão
Preste
atenção agora - aqui ele vem
Eu
disse que ele não parece nem um pouco com jesus
Mas
ele fala como um cavalheiro
Como
você imaginava quando era jovem
Quando
você era jovem
Eu
disse que ele não parece nem um pouco com jesus
Ele
não parece nem um pouco com jesus
Mas,
mais que você vai saber.
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