sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Uma carta de uma mulher bonita e solitária para ela mesma.



Uma carta de uma mulher bonita e solitária para ela mesma.

“Querido diário,

Os dias parecem ser todos iguais. Um cara depois do outro. Eu acho que eu deveria me considerar sortuda, mas ao mesmo tempo é frustrante ser eu mesma.

Meu chefe está flertando comigo; de novo. Estou começando a me sentir desconfortável. Ele vem ao meu escritório sem nenhuma razão e finge que está me contando algum “segredo” da empresa. É tão óbvio o que ele realmente quer. É igual quando eu estou em uma loja e algum cara chega fingindo que está procurando algo pra comprar (e que nenhum deles nunca compra) só pra ficar de olho em mim. Esses caras não fazem a mínima ideia.

Hoje à noite finalmente saí com o Brian. Eu estava tão entusiasmada. Ele parecia realmente legal no começo, mas aí, tudo começou a acontecer do mesmo jeito. ARGH! Eles simplesmente não entendem. Era como se tudo que ele fizesse fosse pra me impressionar, desde ter certeza de que eu gostei do restaurante (o horário, a mesa e até mesmo o lugar que ele estacionou), até a comida era a que eu gosto, para que ele não pedisse algo PRA ELE MESMO, que eu não gostasse. Parecia que eu ele estava pedindo pra mim, e não pra ele!

Isso meio que me fez me sentir triste, porque ele realmente parecia ser legal, mas falta aquela coisa nele. Parece quem nenhum desses caras tem aquilo que minha velha paixão, o James, tinha. É engraçado, porque o James não era exatamente o cara mais bonito por aí, e com certeza não era modesto, mas havia algo mágico na maneira como ele vivia. Era como se ele não se preocupasse com nada. Eu ainda consigo me sentir do mesmo jeito quando eu penso nele.

Se ele me ligasse hoje à noite tudo seria perfeito! Mas,  sei que ele não vai, então, vou parar de sonhar agora.

Percebi que só UM desses caras que eu conheci ultimamente me fez feliz. Os presentes, as flores e jantares são legais (o Yate do Steve é incrível!), mas, nenhum deles me faz sentir como eu me sentia quando estava com ele. Era tão excitante. Eu nunca sabia o que ia acontecer.

Acho que é melhor ganhar comida e vinho caro do que ficar em casa sentada pensando no velho James, mas na verdade, não há nada de especial em saber que um cara qualquer, vai fazer tudo que eu quiser e me dar tudo que eu pedir, achando que isso, vai fazer com que eu o queira.

Onde, ONDE está o homem que consegue me fazer sentir daquele jeito de novo? E será que seria o mesmo? Eu receio que não. Eu simplesmente não consigo parar de pensar nele o tempo todo.

Eu queria tanto só poder esquecê-lo e ser feliz com um desses caras legais que eu sempre conheço. Faria minha mãe tão feliz! Mas eles simplesmente não entendem! O que uma garota pode fazer”?

Por: autor desconhecido –
Obs.: Um presente de um amigo que ainda não quer se identificar.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

DELICIAS E GOSTOSURAS



 

DELICIAS E GOSTOSURAS

Vire e mexe me perco em ciclos
Enlouqueço e saio do meu normal.
Perco os sentidos me isolo
Mergulho em vales sombrios
Oscilo entre a luz e as trevas
Entre o céu e o purgatório.
Julgo e caio em julgamentos,
Chego à exaustão e morro.
Ainda estou no caminho
Tudo que li e aprendi, senti e vivenciei,
Não me confortam.
A atitude não condiz com o discurso!
Sinto raiva, frustro e deprimo...
Perco a Fé em mim e quero morrer.
Respiro com dificuldade e luto
Quero sair deste estágio...
Rogo pelo equilíbrio,
Ressurjo com a coragem de um sobrevivente,
Com muita persistência não desisto
Sei que sou uma alma muito antiga.
Disposta a aprender e a buscar...
Com a ajuda de Semeadores de corações
Retorno à realidade e sinto gratidão,
Foi apenas mais um golpe do velho “ego”.
Percebo que posso ser feliz “apesar de”...
Mergulho na balada do reggae,
No balanço do mar entre tempestades, calmarias e secas.
Tudo esta bem assim é o ciclo da vida.
Foi apenas mais um aprendizado
E como todo aprendiz, deparo com dificuldades.
Quero superar livre de frustrações e tristezas
É uma entrega não uma desistência.
A loucura faz parte do humano
E a superação é a meta.
Em um terreno vazio posso fertilizar...
Volto para as cascatas de luz
Para os vales enluarados
Em meio à relva entre aninais,
Seres imaginários e interplanetários.
Não dá para fugir de “quem” somos...
Liberto e deixo ir porque quero FLUIR!
Prisões e mortes fazem parte,
Assim como a liberdade e a vida.
Tudo tem o seu tempo e lugar
E este é um recomeço de muita LUZ.
Seja bem-vinda VIDA!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

ENCONTRO


ENCONTRO

Escrevi caligrafia,
Mas era cartoon ou caricatura.
Não conduzimos ou manipulamos,
Somos intuídas pela generosidade do Universo,
Pela simplicidade e vida!
E mais leves a cada dia,
Vamos nos elevando....

Por: Juliana, Bruna e Lucileyma
Arte: Lorenzo (presente exclusivo para Mulheres que correm com lobos)

Gratidão! Namastê!

- flaviosiqueira.com

A vinda não é linear. É pontuada por "altos" e "baixos", há curvas no caminho, momentos que parecem desconexão. Mas é assim que não nos tornamos embriagados em nós mesmos, perdidos na longa e eterna reta que distrai, que nos impede de exper...imentar as diversas estações da existência e aprendermos a escolher pela felicidade, apesar dos pesares.

Ser feliz não é a certeza de que tudo será como quero, mas a paz em saber que, mesmo quando os ventos mudam, o dia acaba, a chuva começa e a madrugada parece longa de mais, posso me aquietar, ouvir, perceber que nada acontece por acaso, que há presentes de amor até no meio das tragédias, que, se eu deixar, posso usar todos os acontecimentos como ferramentas para me tornar alguém melhor. - flaviosiqueira.com
 
Esse é o mundo da relatividade. Somos assim, relativos, vivendo entre o sentimento de que somos eternos e a constatação da finitude do corpo, portadores da chama do bem e da sombra do mal, divididos entre o agora e o que foi, fixados no que será, ainda que tudo só aconteça no agora.

Expostos aos opostos, habitados pela fé e pelo medo, casa de Deus e portadores de milhões de desejos, amantes que o...deiam, caminhantes, buscadores, sedentos que se recusam a beber, perdidos que não querem voltar para casa. Sendo assim, até que ponto a felicidade é plena e existe realmente? Sim, a felicidade é plena. Sempre é.

Ela ocupa todos os espaços, ainda que conviva com a relatividade, ainda que, nela, caiba pontuações de tristezas, de questionamentos, de dúvidas, de dor. Felicidade não é alienação. Não depende de acontecimentos, não se desvia dos confrontos naturais e presentes na relatividade de existir nesse tempo, nesse corpo, nessa vida.

Estar alegre não é ser feliz. Experimentar tristeza, não é infelicidade.

Ser feliz tem a ver com a capacidade de manter-se grato, consciente do milagre de estar vivo, atento às dinâmicas da vida que não cessam, não param, não poupam ninguém. É saber que alegria plena, linear, constante, nos embriagaria.

Felicidade é viver cada dia sua própria porção, aprendendo a projetar significado no caminho, nem bem, nem mal, nem benção, nem tragédia, acontecimentos que ensinam a não depender de alegrias, mas fixar-se na dimensão da felicidade. Ser feliz é ser.

É viver consciente de que não sabemos ao certo o que é bom e mau e, exatamente por isso, caminharemos entre os acontecimentos silenciosamente, pacificados, reverentes, atentos para as lições de cada um, de cada dia, de cada instante, de cada frame. A vida só é possível na dimensão da felicidade.

Só uma pessoa feliz é capaz de enxergar do que as coisas são feitas, do que realmente precisa, o que de fato faz diferença e, por isso, não corre desmensuradamente atrás de "alegrias" ainda que as tenha, ainda que uma vida sem alegrias seria morte, ainda assim, as recebe com naturalidade sem tornar-se refém de esteriótipos.

Ser feliz é saber lidar com as tristezas desse tempo, consciente que é justamente a plenitude da felicidade que nos dá forças para enfrentar e passar o dia mau, os labirintos, as dores de ser em um corpo finito, de existir em meio a tantas contradições, entrar no túnel escuro, sentir medo, querer parar, mas continuar e sair do outro lado, mais forte, mais consciente, em paz, feliz. - flaviosiqueira.com


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

ILUSÃO


ILUSÃO

Cada olhar um relfexo
Um julgamento de realidade
Que pode ser real ou não.
Em um mundo caótico no salve-se quem puder,
Onde o ter é o SER real em uma irrealidade.
Todos felizes com alucinógenos
Voltados para o materialismo exacerbado
Com esparadrapos na alma e na visão.
Não quero julgar e me aprisionar...
Vivo entre a compaixão e a raiva
Com a sensação de vazio que corta o coração...
Gostaria de ser precurssora da alegria,
Mas vivo com um pé aqui e outro acolá.
A bipolaridade faz parte da vida
E as escolhas, o arbítrio a se praticar.
Um sorriso vago conquista o mundo
E uma lágrima dotada de sentimento afasta.
Libertar dos julgamentos e da culpa,
Seria um grande passo nesta realidade tosca.
Troco emoções e pensamentos por atitude!
Existe um medo mediocre,
Um desejo corrosivo e aprisionador.
A alegria é superfial e irritante
A intesidade, para não dizer tristeza,
Consome muita energia e tempo...
O meio me parece muito vazio e insoso.
A alegria seria a PUTA na zona!
A intensidade a SANTA no convento!
O meio seria esta pessoa perdida entre cosmos.
Às vezes PUTA, outras vezes SANTA e tantas outras apenas um SER.
Talvez esta questão não seja única e exclusiva.
Talvez seja apenas uma turbulência em um ciclo.
Cada centelha possui o bem e o mal enrraizado.
No bem existe o mal, assim como: no mal existe o bem.
O mesmo ocorre com a alegria e a tristeza!
A atitude é o que define quem você é!
O resto é apenas o resto dotado de julgamentos,
Dos quais não lhe dizem respeito...
Não se preocupe apenas VIVA. Liberte-se!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

QUANDO

QUANDO
 
Não se há nada a fazer,
A não ser aceitar e suportar um sentimento
Na esperança de que tudo vai passar.
Talvez seja uma obcessão de vivo,
Uma pirraça de adulto,
Uma insatisfação carmica,
Uma carência afetiva aguda...
Só sei que perssiste tudo na alma
E esta tudo aqui comigo.
Não sei mais o que fazer
Posso me entregar ou lutar.
Lutar siginifica remexer e colocar para fora,
E entregar acolher a dor e me responsabilizar.
Decido me acolher já que sou a responsável.
Não estou desistindo, quero apenas descansar.
É que me perco e me considero fraca
Achando que este sentimento é pequeno
Perante as adversidades da vida.
Talvez seja, mas quem carrega uma dor
É que de fato sabe o tamanho dela.
Decidi não me desprezar mais
Não colocar um esparadrapo
Não buscar distrações...
Ainda preciso estar aqui por enquanto
Em um estágio de amorosidade,
Compaixão e de dedicação pelo meu ser.
Só sei que esta sementinha chamada amor
Há de prosperar, crescer e mutiplicar.
Tudo depende exclusivamente de mim
E que assim seja.
 
Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza
 
Eu tenho dito que o relacionamento é a grande universidade da vida. Mas, o ponto central desse curso é aprender a se relacionar sem se perder. É estar com o outro sem se deixar consumir por ele; sem se deixar escravizar por ele - e sem querer escravizá-lo. Há que se ter coragem para ser livre e para romper com os cordões da codependência.”
Sri Prem Baba

terça-feira, 19 de novembro de 2013

SIMPLES



SIMPLES

Ego porque te sigo ego!
Quanto mais me afasto,
Mas contemplo a simplicidade da vida.
Caminhar em campos rupestres,
No cerrado entrelaçado de cachoeiras
E enamorar-se com a Lua.
O encontro nunca almejado
Onde possibilidades apontavam para o descaso.
Em reverência com a generosidade do Universo,
Me reviro do avesso e sinto compaixão.
Me entrego sem escolhas em estado contemplativo.
Não manipulo e abro mão de exigências.
Vivo experiências mágicas,
Acolho o desgosto e a dor,
Aceito o que não tinha que ser
E abro mão dos julgamentos.
Sinto que tudo é muito simples
Basta apenas optar em ser feliz,
Assumir as escolhas e viver.
Com um coração liberto sinto GRATIDÃO.
Há muito tempo não sentia esta liberdade...
Liberdade de alma que pacifica o coração.
Liberdade de vida e de crenças.
Acredito que as preces foram alcançadas,
Sinto-me plena, realizada e em equilíbrio.
Não sinto mais medo!
Preciso apenas acostumar com esta “vibe”
Foi um grande aprendizado
Um marco importante
Nesta antiga história de vida e renascimento.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

LIMITAÇÃO



LIMITAÇÃO

Tudo é como deveria ser. Relacionamentos integrais de fato são indigestos e o apego é a destruição do equilíbrio.

Se possuíssemos discernimento suficiente apenas para aceitar que tudo está como deveria ser. Que tudo aconteceu porque precisava acontecer, seriamos seres humanos dispostos e livres.

É que a sociedade nos pressiona e criamos máscaras, defesas, opiniões, armadilhas, e o pior: nos limitamos. Olha a loucura: culpar a sociedade e não responsabilizar por aquilo que de fato eu sou.

Dói muito sentir, que a minha dor foi eu mesma que criei. Quando a ficha caiu, não intelectualmente, mas sim, quando reagi com o coração; é que percebi o quanto sou torpe e tola. Porque gastei muita energia presa há um instante que não volta mais. Esta é a minha prisão. Estar presa em algum acontecimento do passado, ou do futuro, sem vivenciar o presente é criar expectativas não correspondidas, ou seja, uma frustração.

É ridículo descobrir que uma mulher livre em todos os aspectos, se aprisiona, sem uma prisão de fato, sem ter cometido crime algum...

Passei a me enxergar como uma pessoa bipolar. Porque eu tinha tudo para ser feliz e me apegava à tristeza. Eu queria porque queria estar triste custe o que custar. Fiz uma analogia e percebi que sou como o tempo. Onde nem todos os dias são de sol e nem todos os dias são de chuva e esta tudo bem assim.

É difícil dizer, praticar e viver em amorosidade. Vivenciar cada minuto com o coração, aceitar todas as conquistas, decepções e me responsabilizar por elas.

De vez e sempre me apego a um momento e quero revivê-lo sempre. Mas aquele momento foi apenas àquele instante e nunca mais será  o mesmo, independente do esforço aplicado para ter aquela sensação. Deixo de viver o resto do mundo em minha volta em virtude de uma fixação, porque criei uma expectativa de felicidade de um momento passado, e com isto, vivo melancólica, ressentida e sem experimentar outros momentos, que podem ser mais deliciosos, ou não. Olha o tamanho da burrice da pessoa.

Eu fui a maior sabotadora da minha vida, com atenuantes:  

Me obrigo a ser feliz e tenho a necessidade de tirar toda a sujeira dos meus olhos. Me proponho a quebrar todo orgulho, egoísmo e a inveja existente no meu ser. Me disponho a libertar todas as máscaras existente  em mim. Estou alerta a todos os espelhos e a tudo que o Mundo me proporciona. Me perdoo todos os dias, sinto gratidão e reverencio toda a caminhada.

Diante da perfeição ou da imperfeição, sou apenas um ser bipolar na luta constante de caminhar entre os meios, com  sede de VIDA e libertações.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

FELICIDADE



FELICIDADE

Vire e mexe me perco em ilusões
É que o ego tem mania de dar rasteiras.
E às vezes, o simples torna-se um Tsunami  mental.
Mergulho em angustias, frustrações e melancolias.
Fico em luto, questiono e filosofo...
E sinto que pensamentos me estragam.
Se me liberto dos pensamentos vivo no presente.
Necessito viver aqui agora com dignidade
Não quero planejar, manipular e criar estratégias.
Me acolho na dor e sinto compaixão por mim...
Me arrebento em raiva querendo porque queredo...
Silencio escuto a  voz com o conforto: “É apenas um aprendizado”.
De fato é. Aprendemos na dor e por amor.
Permanecemos na tristeza por pura covardia.
É que a felicidade é uma opação para corajosos!
Então, decidi não esperar o amanhã,
Muito menos a realizações de projetos para ser feliz.
Decidi não abrir mão de nenhum segundo da vida.
Obrigo-me a ser feliz a cada momento.
A masturbação intelectual é uma idiotice minha,
Assim como o julgamento e a comparação.
Somos centelhas divinas e cada qual possui a sua catarse
Vivemos em um mundo de várias casas,
Onde todos no fundo buscam a felicidade independente da atrocidade.
Vire e mexe me encontro e sinto esta tal da felicidade...
Ela é simples e está com a gente o tempo todo...
Basta escolhermos, aceitar e sentir o nosso coração.
Mergulho em alegrias, gratidão e reverencio:
Vida para que te quero vida!
Sonhos para que te quero sonhos!
E qual o sentido da vida?
- Viver como se não existisse o amanhã.
Nada faz sentido... A não ser a felicidade da vida!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

PENSAMENTOS


PENSAMENTOS

Vagos, torpes, insistentes e melancólicos;
Que ocupam um lugar incansavelmente.
Um sentimento fora do controle.
Estou distante de mim e da vida que sonho
Optei em silenciar e coloquei um sorriso no rosto.
Caminho entre praias e vales,
Mergulho em várias águas,
Conheço mundos e pessoas.
Sempre gostei da generosidade dos desconhecidos...
Um sentimento único, puro e exclusivamente meu...
Não sei o motivo da existência deste amor
Aliás, não sei nada de nada...
Mundos distantes e objetivos distintos
Gostava de dizer que éramos como o Sol e a Lua
Que enamorados se encontram em eclipses.
Os eclipses foram extintos e o sentimento perpetua
Estou em uma prisão sentimental
Sempre fecho os olhos,
Sinto a brisa e solto um sorriso
Sinto gratidão por amar assim...
Observo à distância de braços abertos
Reverencio o crescimento
Em momentos de surtos quero apenas silenciar
Não pensar, não julgar e ser feliz...
Necessito de uma quota de paz...

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

GOSTOSURAS



GOSTOSURAS

No desconforto do coração
Na intensidade que maltrata
Na melancolia diária
Perdida nos meus próprios labirintos
Prisioneira de mim mesma
Convenções, amarrações e limitações
Nunca foram o meu forte...
Fato é que a vida se encarrega
Nos coloca mordaças
É que vivemos num mundo cumprido pena
E se nada é como idealizamos
É apenas o Universo conspirando
Para o aprendizado e para a evolução
Sonho com uma alma livre
Com um coração generoso
Afinal de contas, tudo se resume em:
SOMOS TODOS UM!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza



ESPERANDO AVIÕES



ESPERANDO AVIÕES
Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações

HEARTS A MESS





HEARTS A MESS
Gotye
 
Pick apart
The pieces of your heart
And let me peer inside
Let me in
Where only your thoughts have been
Let me occupy your mind
As you do mine
 
Your heart's a mess
You won't admit to it
It makes no sense
But I'm desperate to connect
And you, you can't live like this
 
You have lost
(Too much love)
To fear, doubt and distrust
(It's not enough)
You just threw away the key
To your heart
 
You don't get burned
('Cause nothing gets through)
It makes it easier
(Easier on you)
But that much more difficult for me
To make you see…
 
Love ain't fair
So there you are
My love
 
Your heart's a mess
You won't admit to it
It makes no sense
But I'm desperate to connect
And you, you can't live like this (2x)
 
Love ain't safe
You won't get hurt if you stay chaste
So you can wait
But I don't wanna waste my love
 
CORAÇÃO BAGUNÇADO
Gotye
 
Decomponha
Os pedaços do seu coração
E me deixe entrar como par
Me deixe entrar
Onde somente seus pensamentos já estiveram
Me permita ocupar a sua mente
Como você faz com a minha
 
Seu coração está uma bagunça
Você não vai admitir isso
Não faz sentido
Mas eu estou desesperado para ligar
E você, você não pode viver assim
 
Você perdeu
(Muito amor )
Para o medo, a dúvida e a desconfiança
(Não é o suficiente)
Você só jogou fora, a chave
Para o seu coração
 
Você não se queima
(Porque nada queima completamente)
Isso torna mais fácil
(Mais fácil para você)
Mas muito mais difícil para mim
Para fazer você ver...
 
O amor não é justo
Então, aí está você
Meu amor
 
Seu coração está uma bagunça
Você não vai admitir isso
Não faz sentido
Mas eu estou desesperado para ligar
E você, você não pode viver assim
 
O amor não é seguro
Você não vai se machucar se você permanecer puro
Então você pode esperar
Mas eu não quero desperdiçar meu amor
 

UMA POEIRINHA SAGRADA



Nada vai ficar perfeito. Por mais que cuidemos de todos os detalhes  em nossa vida, nada vai ser perfeito, do jeito que queremos, diante do Universo de infinitas possibilidades que está o tempo todo diante de nós. E, ademais, o que é a perfeição se não uma ilusão acerca do que é certo ou errado, bom ou ruim? O que é a perfeição se não uma falta de aceitação da realidade? Um julgamento a respeito da vida?

E, o problema desse julgamento que fazemos o tempo todo, sobre tudo que acontece, é que escolhemos uma parte para ser a certa e a boa, e eliminamos a outra. Jogamos fora mais da metade da pizza. Nos desfazemos de características, excluímos pessoas, perdemos oportunidades, afastamos boa parte da vida pra manter uma ideia – veja bem, um pensamento – de perfeição. Um pensamento não pode ser a realidade, não pode minimamente perceber tudo o que está acontecendo em cada situação, em cada momento. Um pensamento é uma interpretação da realidade. Ajuda, mas também é fragmentado e limitante.

O julgamento a respeito do comportamento dos outros é o que mais nos afasta do amor. O julgamento a respeito do nosso comportamento é o que mais nos afasta de nós mesmos. O julgamento a respeito de onde a vida nos coloca, nos limita o tempo todo.

Nós, por exemplo, fugimos da dor. A dor é um aviso sobre algo que machuca quando fazemos. Se eu ponho a mão no fogo, sinto dor porque queima. Se me anestesio, posso ficar sem a mão, ou sem mim inteiro! Mas se sinto a dor e vejo o que está machucando, posso parar de fazer o que está causando o sofrimento. Posso parar de me machucar.

A tristeza, então, é tão bela… Todas as vezes que estamos diante de uma tristeza, desviamos o assunto, saímos de perto, tentamos fazer algo pra consertar a situação. Mas sentir a tristeza, nem pensar. Só que da tristeza, nasce a compaixão… E, se nos afastamos, perdemos uma parte do que é Divino em nós. Nos perdemos, perdemos o outro. Diante da tristeza, temos a oportunidade de nos compadecer…

Um sentimento que sofre muito preconceito, por exemplo, é a raiva. Abandonamos diariamente o contato com ela, pois pensamos que temos que parecer bonzinhos pra todo mundo gostar da gente. Mas a raiva é um sentimento muito útil. Faz com que nos defendamos, com que possamos ser firmes a respeito do que queremos, do que gostamos… Impede que pessoas sejam cruéis ou levianas conosco e com o mundo ao nosso redor. Penso que nos torna mais íntegros, se usada com parcimônia.

Fazemos isso de criar conceitos a respeito das coisas, pra nos proteger. O que não está errado também. Mas acho importante ter conhecimento disso, saber que nem tudo é do jeito que imaginamos. Que precisamos dar um espaço antes de tomar uma decisão a respeito de uma atitude diante da vida, de uma pessoa, de um sentimento que seja! Precisamos aprender a dar espaço, pra que possamos agir realmente, pra que paremos de somente reagir ao que está há séculos na nossa cabeça- já que a maioria desses conceitos já está aí antes da gente.

Creio que podemos começar a nos perguntar a função das coisas, esperar pra agir diante delas. Acabar com essa ideia quase louca de que compreendemos o mundo e que podemos fazer alguma coisa para consertá-lo, controlá-lo, nos defender dele, das pessoas também, e de nós mesmos. Fazer isso, só gera stress, ansiedade, pânico. Pois, na verdade, sabemos que é impossível. Somo pequenos, minúsculos. Uma poeirinha sagrada.

“Então, não se preocupe se você está certo ou errado. Se puder parar de se punir, já está ótimo.” (Sri Prem Baba)

quinta-feira, 7 de novembro de 2013


Não consigo  = Não querer
Medo = desejo
Ainda não consigo e ainda desejo!
Sou uma masoquista do coração
Entre palavras e ações existe uma distância.
Este sentimento ainda me causa muita dor.
Luto e me obrigo a ser feliz
Estou no limite e quero ultrapassar...
Desabafo para o mundo para que isto transforme.
 
Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

NÃO CONSIGO






NÃO CONSIGO

De todas as sensações
Esta me puxou pela alma.
Me descabelou pelo ventre...
A tal energia erótica e infantil!
Sufocada em um labirinto,
O tempo passa
E o sentimento permanece.
Não existe tristeza;
Existe uma sensação de deslocamento.
Fecho os olhos e sinto amorosidade
E isto me faz muito bem.
Abro os olhos e sinto a falta
E isto me faz muita raiva.
Decido utilizar a raiva para transformar,
Estou cansada desta melancolia.
Cansada de viver no que falta...
Quero contemplar às dádivas alcançadas,
Conquistar o essencial para uma vida digna.
Foi uma experiência única,
Agradeço o aprendizado
E os poucos momentos de felicidade.
Agora preciso ir e recompor,
Preciso ser forte  e ter serenidade.
Estou cansada de me sentir uma idiota
Não quero mais pensar que não consigo
Não quero me machucar mais
Não quero machucar ninguém.
Não vou descarregar veneno,
Chorar magoa e acabar comigo.
Vou semear corações e distribuir luz
Sei que palavras são apenas palavras,
Mas elas expressam um sentimento
Que alivia o peito e os pensamentos
Palavras são o meu consolo
A minha autotransformação.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

terça-feira, 5 de novembro de 2013

CICLOS ABERTOS



CICLOS ABERTOS

Perda de energia
Sensação de descaso
Não sinto acolhimento.
O cansaço intelectual manifesta em dores
É que o amor é imenso e intenso...
As expectativas não são atendidas
Acumulei raiva por amar demais.
A tosse seca como fel destroça a alma
A nuvem branca cega
O choro na aurora e a voz de sempre:
“- Não fale, apenas sinta, fique em silêncio e supere”.
A sua zona de desconforto é não soltar a “onça”.
Pirraço me boicotando inconscientemente
É que o arquétipo da perfeição não é a minha praia,
O “fritar eletrônico” também não...
Sempre fui meio “nubladinha” como as ondas do reggae.
Sinto prazer em me sentir assim.
E qual seria o ganho real?
- A “pobre” moça “rica” seduz com a tristeza,
Aos seus olhos a superficialidade é retardatária.
Na verdade a superficialidade é a luz do Sol
É o manifestar da falta da alegria.
Assim como uma criança que pirraça
Para chamar atenção daquilo que lhe falta;
A adulta sente  falta do amor incondicional.
Como um “cabo de guerra”, o ciclo aberto se manifesta.
Sei que em todas as manifestações
Sempre existe um ganho e uma perda.
O desgaste emocional é insuportável
E o encontro com as “Deusas Celestiais”
Me proporciona o aprendizado de:
Uma guerreira que ama demais,
Que renasce em outras formas de amar;
Já que não há mais nada a se fazer com amores antigos.
Mas há muito que se fazer com novos amores e ciclos...


Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza