quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

SINTO AMOR


SINTO AMOR

“Dizem” que a Terra anda sem amor...
Discordo completamente desta afirmativa,
Porque sinto muito amor.
Vou citar alguns exemplos de amor:
Quando meus peixinhos criam,
Quando as flores desabrocham,
Quando a vaca pare um bezerro doente e entra em luto pela morte do filho,
Quando o filhote de Sabiá cai do ninho e a mãe desespera,
Quando o pai sufoca,
Quando a mãe pede o impossível,
Quando comungo da confraria dos irmãos,
Quando a irmã me rebate em alto tom,
Quando o irmão critica os meus vestidos longos,
Quando o “Zé Corisco” fica de mal porque viajei,
Quando a “Branca” ronrona avisando que chegou,
Quando sou chamada de “Lulu”,
Quando sou contemplada pela generosidade dos desconhecidos,
Quando a Paula Jácome me olha com gratidão,
Com a empatia das três melhores amigas que conversam com o olhar,
Quando sou recebida com carinho e imensos sorrisos,
Quando sou reverenciada pelo “Gostosura”,
Quando recebo mensagens e elogios de desconhecidos,
Quando sinto a trindade das Mulheres que correm com lobos,
Quando o “Serafa” me manda um sms porque sentiu a km de distância a minha dor,
Quando comungo com o “Caminheiros”,
Quando leio e assisto a um filme,
Quando escuto várias músicas e danço como uma sem noção...
Quando silencio para o mundo,
Quando oro para os amigos e familiares,
Quando caio em lágrimas por compaixão,
Quando solto imensas gargalhadas,
Quando tomo um porre para aliviar a vida,
Quando escrevo o imaginável e o inimaginável,
Quando contemplo a natureza
E quando estou de frente para o mar.
Fica a dica: OBRIGUE-SE A SENTIR O AMOR!
Liberte-se da falta de amor!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

‘uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.’



Adoro mulher linda e gostosa. Mesmo. Mas para esse texto se aplica aquele bordão: ‘uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.’

Uma coisa é a mulher bonita que sabe disso e sai de saia e bicicletinha porque ela quer assim e foda-se você. Outra coisa é a mulher que não sabe a beleza que tem e vai buscar aprovação alheia diminuindo o tamanho das roupas.

Sedução não é só cinco centímetros a menos no vestido. É voz. É boca. É o papo sobre aquela banda. É o beijo na bochecha e não a bochecha na bochecha. É o ‘não’ que significa ‘não’ simplesmente porque estou lidando com uma mulher de personalidade. Adoro mulher que rebate.

E não, não sou ciumento com roupas curtas e provocantes. Quem já namorou comigo, sabe.

A piriguete, pra mim, é como a criança que não sabe como conseguir o Danoninho e se joga – aos berros – no corredor do mercado. Há algo ali gritando ‘olha pra mim, olha pra mim’.

Ao longo da vida eu adquiri a tendência de preferir as mulheres mais bem-resolvidas. As que não precisam gritar; nem com a boca, nem com a roupa. Sempre desconfio daquela que não sabe brincar de ‘mostra-esconde’, ou seja: se mostra o peito, esconde a coxa, se mostra a coxa, esconde o peito. Não acho que ela seja vaca, puta, rodada ou qualquer nome que você queira dar (e mesmo que seja, isso é problema só dela). Apenas desconfio que ela tenha poucos argumentos em um jogo de sedução. Afinal, gastou a manilha logo na primeira rodada. A piriguete é um anti-jogo na sedução.

Não que as 267 fotos de biquíni ou micro vestido no álbum do Facebook não me chamem a atenção. Chamam sim. É que, conforme vivi, aprendi que aquilo dito no meu ouvido me transforma mais do que o dito aos meus olhos. Quase um tesão musical. Apenas fiz a minha opção.

Não que sexo na primeira noite transforme alguém em piriguete. Aliás, acho que é o contrário: me parece que a piriguete se contenta em gastar a sensualidade na telinha e seus likes ou na baladinha. Ela esquece da cama, se torna mulherzinha.

Ao contrário do que possa parecer, esse meu texto não vem de um subconsciente machista atuando em um discurso fantasiado. É apenas aquela sensação estranha de ‘cão que ladra, não morde’. E eu quero mordida. Muitas. Fabio Chap
"Eu tenho falado da importância de chegar a um estágio de deixar o outro livre, até mesmo para não te amar, porque a liberdade é essencial. Onde não há liberdade, não pode haver amor. O amor é um fruto da liberdade. Se você tenta amarrar o outro e fazer dele um prisioneiro, ele não poderá te amar; muito pelo contrário, ele sentirá raiva de você.”
Sri Prem Baba

AINDA SOBRE PORTUGUÊS


AINDA SOBRE PORTUGUÊS

O lance é o seguinte:
Sou péssima em português,
Não sei escrever,
Ficava de recuperação,
Já fui criticada por não saber expressar a realidade,
Já me disseram que sou terrível em redação,
Com isto, fiz o método KUMON de português.
Me chamaram de burra e de sem talento...
- Ah! Para ajudar as críticas rebato: Também falo errado!
Sou um tanto quanto repetitiva,
Erro a ortografia por falta de concentração,
Às vezes, tenho consciência do erro de concordância,
Regência e pontuação, mas deixo passar e fluir.
Outras vezes, fico “puta” porque ninguém me corrigiu.
Mas, contudo, porém...
Sou viciada em escrever,
Preciso “vomitar” tudo o que sinto
E assim, transformo o meu ser.
Peço gentileza em correções e desculpas por errar.
Aos certinhos de plantão e aos meus professores
Sinto compaixão e suplico perdão!
Não tenho vergonha de continuar.
Não quero ter estilos ou padrões,
É que rótulos me causam dores nas costas...
Gosto de saltar imensas gargalhadas
Com todos os meus erros e me corrigir.
Faço tudo exclusivamente por e pelo amor,
Gosto de ser como o poeta Chorão:
“Eu não sei fazer poesia, mas que se foda.”
E  que fique bem claro: gosto de ser,
Não é uma comparação rotular.


Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

O AMOR DE TODO DIA


O AMOR DE TODO DIA 

Uma mulher de verdade é difícil de impressionar
elas são fortes quando se fingem de fracas
são livres quando nos querem presos
e são cruéis quando querem nos abandonar.
Um homem sem nada, é quase,
abandonado ele não é nada

Não há regra para o amor
muitas vezes desregrar é o melhor a fazer

Engraçado que o amor
não amadurece com o tempo,
ninguém aprende ou ensina a amar,
ama-se, ou não.

Rugas e espinhas sofrem do mesmo tamanho.

Se queres o amor de uma mulher,
ainda que por alguns momentos,
retenha nos seus braços o tempo
de amá-la,
há as que se aninham, e as que gostam de
voar,
com os braços livres poderá distingui-las.

Beije-a com se a amasse (caso não a ame),
tenha sempre uma palavra sincera, mas não
diga com a boca,
diga com a pele. Elas escutam melhor quando os
pelos eriçam.

Ofereça rosas, mas com espinhos duros. Bem duros.
Dias de invernos costumam dar ótimas primaveras
Da mais a mais, tocá-la no claro como se fosse cego
e saiba chegar e como se despedir, e ter muita ivaginação.
Sim, ivaginação.

SERGIO VAZ

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

SIM!

SIM!

- Homens correm com os lobos também.
O que ocorre na atualidade
É que as mulheres estão masculinizadas,
Ou tornaram-se zumbis.
Os homens estão arredios,
Porque não querem um “homem” como companheiro,
E sim, uma mulher companheira.
Existe um limite tênue para o equilibro
Entre a relação bem sucedida entre casais.
O homem conquista e a mulher é conquistada,
O homem é o caçador e a mulher a presa!
O homem é o  provedor e a mulher a procriadora,
O homem cria e a mulher gera,
O homem germina  e a mulher é a fertilidade,
O homem é o Mundo e a mulher a Terra!
O respeito e os papeis devem ser mantidos.
Se o homem percebe que a mulher tornou-se um macho,
E que ela quer estar na sua posição,
Ele já é um homem que corre com os lobos nato.
Ele se sente bem em ser o macho,
Em cuidar e tratar da sua fêmea e da sua prole.
Uma mulher que corre com os lobos,
Deixa o homem tomar a iniciativa,
Em uma discussão visceral ela se posiciona em submissão,
Não por ser fraca e sim por respeito.
Com isto, ela recebe em dobro,
Tudo que ela sonhou em alcançar no grito,
E o homem se sente pleno e realizado.
Neste ambiente selvagem o TER nunca predomina,
O que vale é o comportamento e principalmente: o  SER!
Existe uma ordem natural a ser respeitada:
Os limites entre o Masculino e o Feminino Sagrado!
Uma demarcação  territorial
Estrategicamente traçada pelas leis do Universo.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

DELÍCIA E GOSTOSURA


DELÍCIA E GOSTOSURA

De mundos distantes,
Realidades opostas,
Tudo sempre direcionou ao fim.
Sempre imagino que é a última vez...
Sou tão mulher ao seu lado,
Recebendo seus chamegos e cafunés,
Sendo conquistada por um homem,
Que ama ser criança e deseja transformar-se.
Perco o pudor e os sentidos...
Sinto o coração acelerado,
O sangue percorrendo e os chacras em união.
Na verdade não penso em nada,
Vivo exclusivamente o momento e os segundos...
Sou surpreendida a cada instante.
Sinto amor, compaixão, generosidade e perdão.
Sinto a gula, a luxúria, o pecado e a inveja.
Vejo um homem e uma mulher
Sedentos de desejos, amigos e amantes.
Conhecemos nossos defeitos e virtudes...
Penso que deixamos nossas mascaras em casa,
Em nossos encontros podemos SER...
Respeitamos nossas diferenças.
Não existe cobrança e isso nos faz tão bem!
O instinto nos impulsiona,
O coração nos guia
E o cérebro nos proporciona!
Nos ajudamos, torcemos e vibramos um pelo outro.
Temos sonhos a alcançar e projetos a construir.
Esta tudo bem assim...
Em aventuras kamikazes
Somos a água e a terra,
Que de vez enquanto fazem um barrinho.
Um segredo consagrado e tão nosso.
Nos reverenciamos e sentimos muito amor
Um pelo outro, em nossas memórias e em novas aventuras,
Viajando sempre pela Terra do Nunca.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

QUERO PORQUE QUERO


QUERO PORQUE QUERO

- Esta bem! Agora aprendi!
Que quando utilizo a terminologia “queria”
Já deixei de querer.
Pensei que utilizando esta frase,
Estaria pedindo ser interferência do ego.
Escrevo novamente!
QUERO PORQUE QUERO:
Escrever versos leves,
Surfar e ter a mente livre,
Morar próximo da praia,
Estar em seus pensamentos,
Aprender a tocar violino,
Conhecer o Hawaii, 
Ser a amiga mais legal,
Ter uma velhice digna,
Que significa passar em um concurso.
Não ser tão intensa...
Ter muita sabedoria, equilíbrio
E encontrar um VERDADEIRO AMOR...

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

QUERIA PORQUE QUERIA



QUERIA PORQUE QUERIA

Escrever versos leves,
Surfar e ter a mente livre,
Morar na beira do mar,
Ter um cavalo no quintal,
Estar em seus pensamentos,
Aprender a tocar violino,
Conhecer o Hawaii,  
Ser a amiga mais legal,
Ter uma velhice digna
E não ser tão intensa...
Ter muita sabedoria, equilíbrio
E encontrar um verdadeiro amor...

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

não - não sou a mulher da tua vida e nem da vida de ninguém - sou e sempre fui a mulher da minha vida!
Liria Porto




Não seria como sou, se aqui não florescesse.
Estou aqui mostrando que entre pedras, vegetação incomum sou a magnitude do criador.
Sou frágil... sou forte .. sou sempre viva.
Flor de minas, sou o cerrado.

Fatinha Teixeira

PS: nossa mãe (Juliana e Bruna)

elas




elas

a vida é a puta
que em mim se esfrega
e espera que eu resista...
às suas curvas

a vida é a santa
que me recusa
e assim me arrasta
para suas pernas

a morte é mulher
sem intenções escusas

*líria porto

PELOS TÚNEIS DE LILITH

PELOS TÚNEIS DE LILITH

Algo do absoluto repousou no meu colo
onde se aninhou por alguns minutos
até fazer-me sentir o amor profundo
e superar o medo de não ser suficiente.

Pedi ao meu coração que mantivesse a calma
para proteger o outro coração deitado em minhas pernas.
Por alguns minutos respirei o ar lentamente
para retribuir com vida plena o que se apresentava.

Por um momento, temi,
como um susto que se teme antes de haver o susto,
pois confundiu-me a grandeza de coisa tão delicada
e histórias terríveis se projetaram na duração do temor.

Mas como o que há de importante está mais abaixo,
- como na vida dos que habitam o escuro da terra-,
pude ver algo que só podia ser visto se encoberto.

E, assim, percebido tão somente a partir do mistério,
o ser-amor irrestrito amava cada uma de todas as células
e me fazia amá-las de um amor igual.

Mesmo no medo, ali estava.
Maior, vivo e batendo,
no vigor de sua promessa de ser...
enquanto houver amor, e ele sempre haverá.

Por: Helen Petry

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

INDIGESTÃO



INDIGESTÃO

Se é um planta colhe,
Ou a tal da lei da causa e efeito,
Fico aqui a pensar...
Um tanto quanto sem assunto.
Se atraímos o que somos,
Será que sou assim?
Uma idiota irresponsável,
Sem preocupações com o próximo?
- É! Às vezes sou assim,
E isto, me causa muito desconforto.
É que tem a tal da teoria da responsabilização.
E eu me responsabilizo,
Pela colheita farta e pela infértil.
É que quando olhamos para o coração,
Explodimos em compaixão.
Não existe lugar para a raiva, a tristeza,
Arrependimento e ressentimento.
Fico feliz por ter a visão limpa
E ser capaz de me responsabilizar.
E pode até parecer masoquismo,
Falta de amor, aperitivo de golfinho,
Ou até mesmo uma mulher fim de noite...
Tinha consciência dos riscos.
Com um coração um tanto surrado,
Sigo adiante, por alguns segundos incrédula,
Sabendo que é apenas um momento indigesto.
Foi uma aventura deliciosa!
Agora posso seguir adiante
Com um coração livre,
Uma mente aberta e com o instinto no lugar.
É apenas um ciclo vicioso tornando-se virtuoso!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

ACESSOS


ACESSOS

A morte não é o final,
O tempo não é real,
Nunca sentiremos seguros o suficiente,
Somos apenas frações de segundos...
Sempre acreditamos na urgência de viver o agora,
E a deficiência nunca fora empecilho para a felicidade!
Entre baladas e conhaques cubanos,
Alta velocidade e gargalhadas fartas
E em passeios delirantes em lagoas!
Hoje percebi que somos amantes da água...
Foram momentos inesquecíveis...
Havia admiração mútua.
A inteligência e a curiosidade nos ligavam,
Nosso respeito sempre foi surreal.
Muitas loucuras de seres com sede de vida!
De uma maneira estranha sempre nos ajudamos...
Fecho os olhos e lembro do sorriso doce,
Da força de vontade e de todas as vitórias.
Um espelho fascinante,
Que se tornou uma estrela brilhante!
Fiquei aqui com as minhas neuroses
Vibrando como a luz do sol para a sua passagem.
Escuto Loreena Mckennitt e lembro a nossa descoberta!
Solto um sorriso saudoso...
Sinto muito amor por ti!
Estarás sempre nos meus melhores pensamentos!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

Este é o segundo texto que escrevo para ti, mas não tive como pedir a sua opinião, aprovação e sugestão. Te amo! Vai com Deus!

Pelos túneis de Lilith


Pelos túneis de Lilith ...
Algo do absoluto repousou no meu colo
onde se aninhou por alguns minutos
até fazer-me sentir o amor profundo
e superar o medo de não ser suficiente.

Pedi ao meu coração que mantivesse a calma
para proteger o outro coração deitado em minhas pernas.
Por alguns minutos respirei o ar lentamente
para retribuir com vida plena o que se apresentava.

Por um momento, temi,
como um susto que se teme antes de haver o susto,
pois confundiu-me a grandeza de coisa tão delicada
e histórias terríveis se projetaram na duração do temor.

Mas como o que há de importante está mais abaixo,
- como na vida dos que habitam o escuro da terra-,
pude ver algo que só podia ser visto se encoberto.

E, assim, percebido tão somente a partir do mistério,
o ser-amor irrestrito amava cada uma de todas as células
e me fazia amá-las de um amor igual.

Mesmo no medo, ali estava.
Maior, vivo e batendo,
no vigor de sua promessa de ser...
enquanto houver amor, e ele sempre haverá.


Por: Helen Petry

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

APRENDIZADO




APRENDIZADO

Todos os dias, me proporciono a conhecer uma coisa nova.
Todos os dias, me desafio a ser feliz!
Todos os dias, escolho viver.
Todos os dias, sonho e medito.
Todos os dias, reflito sobre o meu ser...
Todos os dias, sinto gratidão em ter nascido nesta família.
Todos os dias, agradeço e cativo às boas amizades.
Todos os dias, contemplo um pouco da natureza.
Todos os dias, reverencio e sinto devoção por Deus.
Todos os dias, eu vejo, eu imagino e eu sinto!
Todos os dias, vivencio dificuldades.
Todos os dias, presencio julgamentos.
Todos os dias, sinto COMPAIXÃO, por não ser mais quem eu era ontem.
Todos os dias, quero amar.
SIMPLES ASSIM!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza
 
Foto: Parque Ipanema - Ipatinga/Minas Gerais/Brasil

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

PONTO FINAL


PONTO FINAL

Chega de suposições e esperanças torpes...
Esquecimentos voluntários são necessários!
Presa em não sei o quê?
Sem razão e sem sentido...
Cansei deste sentimento
Que maltrata e atormenta,
Que absolve o melhor de mim...
Chega de fugas paliativas!
Não gosto de esparadrapos
Curo com saliva e magia!
Estou cega e com raiva
Mas, lúcida e cristalina.
É que a raiva movimenta o mundo
E a minha andou adormecida.
Decidi mostrar as garras para a vida!
Não quero o medo de sentir raiva
E me frustrar em tristeza.
Sempre fui puro instinto
E o selvagem não se domestica...
Não serei prisioneira de mim mesma
É inadmissivel tamanha insanidade.
 
Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

AMOR


AMOR

Ao alvorecer lembro-me de ti...
Minha energia vital está baixa
Ando me esforçando muito.
Em uma disputa de cabo de guerra
Entre a consciência e o inconsciente.
Olhei para o meu lado obscuro e sinto compaixão
Olho para a luz e sinto amorosidade.
Sei que este cansaço advém da luta...
Já me entreguei e deixei fluir,
Fui ao sentido oposto do desejo
Porque sei que o ego apenas quer.
Olho ao redor e sinto todas as oportunidades...
Sinto falta e desejo muito,
O coração está em carne viva
E os pensamentos no ritmo de música celta...
A raiva oprimida pelo medo...
Talvez seja o momento de surtar,
Perder a sensatez
E colher os frutos da loucura.
Ir de encontro ao que me consome
Mesmo que dê tudo certo ou tudo errado
Não quero mais sentir este cansaço...

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

DIA CINZA



DIA CINZA

O Coração sangra,
e um riso desmaia na face
enquanto a última estrela da noite...
se despede da solidão
e o vento sopra baixinho um dia sem luz.

Hoje não tem alegria na feira
nenhuma poesia dirá pra ser feliz
não estou disponível pra sorrir
nem tampouco pra chorar.

Nem mágoa nem trégua
sem graça nem desgraça
e alérgico às pequenas coisas
sigo indiferente às rosas
nem cultivo espinhos,
um jardim sem primavera..

A Felicidade sabe meu nome de batismo,
mas insiste em me chamar pela alcunha de poeta
as vezes respondo, outras finjo que não conheço
Cartola e Bilie Holiday sabem do que estou falando.

Estou circo sem palhaço
e suas mãos de trapézio despedem-se dos meus abraços.
Da cartola, um dia sem magia
se equilibra no horizonte
e os pardais ensaiam um blues da melancolia.

Nem garoa nem tempestade
nem preto nem branco
E o sol, indisposto, falta ao compromisso
enquanto uma manhã cinzenta cavalga no céu azul
e fotografias velhas saúdam lágrimas novas.

Meio dormindo
meio acordado
meu corpo é apenas o pijama da alma
um fantasma do passado.
Menino assustado com noites mal dormidas
ando pela rua descaminhando o cotidiano
enquanto lembranças mortas assombram o futuro.

Nem palavrão
nem palavrinha
não leio cartas nem bilhetes
o grito varre o silêncio
para debaixo do tapete
enquanto a poeira se impregna de sorrisos magros.

Nem paz
nem guerra,
apenas um dia triste

Sergio Vaz