sábado, 8 de fevereiro de 2014

PORTO SEGURO


PORTO SEGURO

Onde recarrego as energias
Enamorada sempre estou com o mar
Acompanhada da Lua Crescente.
No balançar das ondas
Aconchego o coração,
Cicatrizo o constrangimento.
Maré seca sempre me seduz
E solto um sorriso e me entrego ao luar...
Lágrimas fogem de mim
Um sentimento tão puro e nobre
Atordoado por expectativas
E morto por falta de dignidade...
A exposição da alma e do coração
Abalou a estrutura vibracional.
O tempo e o aconchego,
A natureza e a solitude,
E as aventuras náuticas
Se encarregam do restante...
É que resolvi revolucionar
Decidi agarrar com garras de onça
Toda a felicidade desta vida
E todas as oportunidades proporcionadas.
De porto em porto vou seguindo
Até um dia para talvez me aquietar.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

LUDIBRIADA



LUDIBRIADA

Quando perdemos a esperança...
O coração aperta
A mente maltrata
O corpo fica dolorido
A voz não sai
E perdemos o interesse...
A realidade dói,
Perceber o quanto fomos enganados
O quanto o ego nos proporciona ilusões...
O quanto eu mesma me puni
E busquei incessantemente me machucar.
A tristeza persiste
A exposição da alma e do coração
Talvez tenha sido demasiada.
Preencho as lacunas
Reverencio o aprendizado
Sendo sempre o que sou:
Honesta para comigo mesma
E para as pessoas que amo e respeito.
Não vai ser a falta de amor
A falta de respeito e o desprezo
Que vão me tornar uma pessoa pior...
Na verdade sinto orgulho!
É que é melhor ser enganada
Do que enganar...
E essa dor vai passar.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Duran Duran - Come Undone


ILUSÃO


ILUSÃO

O cérebro, ou o ego, quase sempre nos proporcionam ilusões. Por isto, o silêncio é uma opção dotada de muita sabedoria. É que nem tudo que imaginamos de fato é real.

São muitas as ilusões que tive que digerir ao longo do meu caminho e sempre caio de joelhos diante da minha imperfeição.

Precisei aprender que a raiva impulsiona a vida quando aplicada com sabedoria; que não existe o bem e o mal; que a morte é um renascimento, que muitas alegrias e tristezas são reflexos de histerias; que sou a maior sabotadora da minha vida; que existem sentimentos reais e imaginários; que afastar do que me causa ressentimento é o melhor caminho; que esquecimentos voluntários são necessários; que a gratidão, a aceitação, o perdão e a compaixão são dádivas e que o recomeço está presente em todos os segundos da vida.

Muitos, dizem, que meus textos são dotados de “dor e sofrimentos”, que sou muito romântica e que vivo num conto de fadas, que invado almas e exponho vidas. Queria escrever versos livres e alegres, mas, contudo, cada qual, possui o seu dom, sua catarse e sua dádiva. Em meus textos resolvi acolher todas as minhas frações, destacando virtudes e imperfeições, assim, lapido meu ser.

Sou adepta sim, dos grandes romancistas, na busca do amor incondicional e do amor verdadeiro, tal como: Shakespeare em Romeu e Julieta; Augusto dos Anjos em “apedreja a mão vil que te afaga e escarre nesta boca que te beija”, a Banda Meltal Melodi HIM em “Baby join me in death”, como Lana Del Rey em Ride, Soja em True love, Bono Vox, Caetano Veloso, Cartola e Cazuza que em “todas” as suas canções nunca saem do tema AMOR. Romancistas são chatos, insatisfeitos, loucos e nunca param de buscar, porque nunca encontram este amor de contos de fadas e sempre se deparam com a falta de reciprocidade do amor que almejam, e no fundo, aprendem que o amor está muito além dos contos de fadas.

Romancistas vão muito além porque ralam o coração e transformam-se em emoções. Beethoven é um romancista e gosto de escutar no último volume porque acredito que ele compôs as suas músicas impulsionado pelos anjos de Deus. Em certas ocasiões, ele afirmava que precisava compor as notas musicais que Deus emanava através dos fenômenos da natureza. Reza a lenda que demônios não se aproximam de ambientes ao som destas melodias. Então, decidi afastar todos os demônios de perto de mim e simplesmente pacifico os pensamentos agonizantes. Também escuto Bolero de Ravel, tendo em vista que a sua melodia impulsiona o equilíbrio entre: o instinto, o coração e o cérebro. Viajo em suas notas musicais a procura de equilíbrio e emano energia de paz para comigo mesma.

A morbidez muitas vezes me impulsiona, e hoje começo a compreender o real sentimento. É que ela me dá força para reagir para a vida, descobrir um novo dom, um lugar, conhecer pessoas e acima de tudo: TRANSFORMAR. O FUNDO DO POÇO É O RECOMEÇO ESPETACULAR QUE A VIDA ME PROPORCIONA.

Concluo que sou uma mulher da Terra que caminha como as águas... Cientistas afirmam que a Terra é um ser vivo pulsante e que todos os desastres naturais são impulsionados por uma lesão em sua crosta, ou, em sua atmosfera. Amo a Terra e tudo que ela me proporciona. Amo a natureza ecologicamente equilibrada e vibro com o seu desequilíbrio também. É que aqui percebo a dualidade cósmica existente e reverencio a plenitude Divina.

Acredito que somos explosões de sentimentos e necessidades. Possuímos em nós uma centelha que nos proporciona transformações e mudanças e tudo depende exclusivamente da nossa aceitação e de nossas escolhas.

Eu escolho viver em constante estado de amorosidade, e principalmente, no encontro com a felicidade, mesmo que ela seja uma gota de chuva isolada no deserto.

Estou apenas divagando, assim, sem muita coerência e exatidão no UNIVERSO FINITO DA MULHER BIPOLAR ROMANCISTA QUE SOU, porque estas são as minhas ilusões reais, as outras, são apenas desejos de um ‘ego’ mal educado.

Fica a dica: tenha apego aos seus dons e às suas virtudes, valorize-se!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

BOLERO DE RAVEL


FLÁVIA MELISSA




RE


VIRTUDE





VIRTUDE

Vejo na doçura do seu ser
A guerreira forte
Que se joga no mundo!
Que vive intensamente
E que se valoriza muito.
Sinto o seu amor e reverencio,
Na mais absoluta sinceridade.
Neste espelho,
Aprendi que somos iguais.
Muitas vezes me senti pequena
Diante da sua magnitude...
E sinto GRATIDÃO pela oportunidade,
É que também me sinto pequena
Diante do oceano e principalmente,
Quando sinto a energia cósmica do Universo.
Assumo a imperfeição de ser pequena
E caminho na busca da sabedoria
De mãos dadas com o meu coração
Na convicção que lapidarei o meu ser.

Por:  Lucileyma Rocha Louzada Carazza

 

ARMADILHAS


 

ARMADILHAS

Duas almas e suas diferenças.
Em uma o amor cresce
E se distância em julgamentos e morbidez.
Na outra o amor nunca existiu.
E na distancia a histeria da gula o consumiu.
Se não é recíproco é o amor “Eros”
O desejo do ego...
Não quero ver e muito menos sentir.
Quero sumir e partir
Conquistar novos lugares e pessoas.
Quero sentir o meu coração livre
Morar na beira do mar
Enamorar a Lua
E caminhar sempre
Com os meus longos vestidos brancos...
É porque quando olho para este amor
Sinto raiva desta armadilha do destino...
Enfraqueço com a minha imperfeição
Desejo que o coração se esvazie
Para futuramente tornar-se preenchido
Na mais absoluta reciprocidade.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

VIBRAÇÕES




VIBRAÇÕES
Às vezes a energia fica estagnada
Suga todos pensamentos dilacerando a alma.
É que me comparo com o mundo e me sinto perdida e sem rumo.
O Mundo é sedutor, é terra de homem que conquista.
Olho para o Mundo e ele não me preenche.
Gasto muita energia para sustentar aquilo que não sou.
Decidi abrir mão de conservar as máscaras do meu ego,
Mas, decidi agradar ele um pouquinho...
É que o ego muitas vezes me destrói, e outras, me constrói.
É uma polaridade ou uma dualidade constante.
Aprendi esvaziar a raiva, o ressentimento, a mágoa e a morte.
Renasci me permitindo emanar compaixão, perdão e amor.
O encontro de almas afins sempre é nitroglicerina para alma!
Muitas vezes nos causam suspiros e vibrações positivas
Muitas outras ocasionam contenção de sentimentos incompreendidos.
Conter sentimentos é morrer aos poucos,
Então, decidi emanar amor, mesmo de coração partido.
É que os sentimentos são únicos, exclusivos e meus.
Amar é deixar livre e aceitar as situações,
É eximir o outro de toda a responsabilidade.
Minha alma sempre fora muito livre
E a entrega nem sempre existiu!
Sinto medo de perder a minha liberdade
E desintegrar a minha identidade...
Abri o meu coração na máxima potência
Não arrependo e colho este fruto amargo...
E ME PERGUNTO: QUEM SOU EU?
Sou filha da Mãe Natureza
Me entrego e deliro nos caprichos da Terra...
É que a Terra não seduz, ela preenche corações generosos
E nos mostra a simplicidade da vida.
Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

FERNANDO PESSOA

 
Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...
 

Fernando Pessoa

O relacionamento é um mistério - OSHO


 
O relacionamento é um mistério. E, por existir entre duas pessoas, depende de ambas. Sempre que duas pessoas se encontram, um novo mundo é criado. Justamente pelo encontro, um novo fenômeno vem à existência – o qual não existia antes, o qual nunca existiu. E através desse novo fenômeno, duas pessoas são mudadas e transformadas. Não-relacionado, você é de um jeito; ao se relacionar, imediatamente fica diferente. Uma coisa nova aconteceu.
O relacionamento é criado por você, mas, por sua vez, ele também o cria. Duas pessoas encontram-se, isto significa que dois mundos se encontraram. Não é algo simples – é muito complexo, é o que há de mais complexo.
Cada pessoa é um mundo em si mesma – um complexo mistério com um longo passado e um futuro eterno. No começo, apenas as periferias se encontram. Mas, se o relacionamento cresce intimamente, se fica mais próximo, mais profundo, então, pouco a pouco, os centros se encontram. Quando os centros se encontram, isto é chamado de amor. Quando apenas as periferias se encontram, há uma familiaridade. Você toca a pessoa pelo lado de fora, só o contorno, então, fica familiarizado. Muitas vezes, você começa a chamar essa familiaridade de amor. Então, entra numa ilusão. Familiaridade não é amor.
O amor é muito raro. Encontrar uma pessoa em seu centro é passar por uma revolução em si mesmo, porque se você quiser encontrar o centro do outro, terá de permitir que o outro também chegue ao seu centro. Terá de tornar-se vulnerável, absolutamente vulnerável, aberto. É arriscado. Permitir que alguém chegue ao seu centro é arriscado, perigoso, porque nunca se sabe o que essa pessoa fará. E quando todos os seus segredos forem conhecidos, quando o que está oculto tornar-se visível, quando você tiver se exposto completamente, o que essa outra pessoa fará, nunca se sabe. O medo surge. Eis porque nunca nos abrimos. Basta uma familiaridade, e pensamos que o amor aconteceu. As periferias encontram-se, e pensamos que nós é que nos encontramos. Você não é a sua periferia. Na verdade, a periferia é o limite onde você termina, apenas a cerca ao seu redor. Não é você! Até mesmo os maridos e esposas que viveram juntos por muitos anos, podem ser apenas familiares. É possível que não tenham conhecido um ao outro. E quanto mais você vive com alguém mais se esquece de que os centros continuam desconhecidos.
Portanto, a primeira coisa a ser compreendida é:
Não tome a familiaridade por amor. Você pode fazer amor, pode estar sexualmente relacionado, mas o sexo também é periférico. A menos que os centros se encontrem, o sexo é apenas um encontro entre dois corpos. E um encontro entre dois corpos não é um encontro. O sexo também permanece na familiaridade – física, corporal, mas ainda familiar. Você só permite que alguém entre em você, em seu centro, quando não está com medo, quando não está temeroso. Portanto, eu lhe digo que existem dois tipos de vida. Uma orientada pelo medo; a outra, orientada pelo amor. A vida orientada pelo medo não pode nunca levá-lo a um relacionamento mais profundo. Você permanece no medo e não aceita o outro – não pode aceitar que penetrem em seu âmago mais profundo. Até um determinado ponto, você aceita o outro; além desse ponto, o muro vem e tudo estaciona.
A pessoa orientada pelo amor é uma pessoa religiosa. A pessoa orientada pelo amor é aquela que não tem medo do futuro, aquela que não tem medo dos resultados e consequências, não fica calculando ou manipulando – é aquela que simplesmente vive aqui e agora.
OSHO

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

ACEITAÇÃO





ACEITAÇÃO

Vivo intensamente entregue ao coração
Ando perdida à procura do encontro.
Decidir secar o que me consome
E lutar pelos sonhos e projetos.
Preencher o cérebro,
Agradar o instinto
E pacificar o coração.
Tenho a sensação de ter sido ludibriada...
É que os desejos do ego não foram acariciados
E abri muito o meu coração.
Divago em pensamentos e sentimentos:
Se consolidamos nossos medos
E atraímos aquilo que somos...
Como renovar este lado negro que me consome?
Preciso elevar os pensamentos
Que andam carregados de um negativismo insolente.
É QUE VEJO FALSIDADE, IMAGINO FALTA DE CARÁTER E SINTO NOJO!
E se você é uma projeção
Sinto compaixão por mim...
Não quero enganar, ser oportunista e viver o “oba oba”
Quero viver o que tem para hoje
Com respeito, sabedoria, dignidade e muita gratidão.
Não quero esta chaga no peito
E nem ser aquilo que mais me envergonho.
É que seguir reto sem as distrações e vícios do mundo
É uma tarefa para poucos...
Às vezes sinto cansaço e outras, pacifico,
É que cansei de brigar com este coração
Que insiste em não ser egoísta.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

“Você é livre para fazer o que quiser. Agora mesmo. Olhe ao redor e pergunte-se: "O que me impede?". A resposta: "eu mesmo". A maior liberdade que existe é estar no agora. Pés fincados no momento presente, sem querer ir a lugar algum e nem querer estar em local outro que não seja no aqui e agora.
Se está em um lugar desagradável, que não quer estar: existem apenas 3 alternativas. Abandonar, transformar ou aceitar. Se você não se permite abandonar, se lhe é impossível transformar, então aceite. Pare de brigar com o que a vida é para você neste momento. Aceite seu lugar agora, e experimente a sensação absolutamente inigualável de liberdade que esta aceitação lhe proporciona  O que te impede? “
Namastê ♡

Por: Flávia Melissa

MESES


MESES

Fico a imaginar
Como estaremos daqui a alguns meses...
Será tempo suficiente?
Para cicatrizar a tormenta
E aceitar que somos:
Opostos e equidistantes.
Sem assunto parto para a meditação
Decido sacudir o corpo
Esvaziar o coração deste aperto.
Respiro incansavelmente,
Rogo por tranquilidade e paz de espírito.
Enamorada da Lua sempre estou...
Suspiro e sinto falta
Paro de respirar, pois, não quero sentir,
Também não quero que se torne ressentimento.
Quero apenas a liberdade do espírito
Que sejamos felizes com as nossas escolhas...

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

DÉCIMA POTÊNCIA


 



DÉCIMA POTÊNCIA

É o grau da elevação do meu ser,
Ainda em processo de digestão emocional.
Paixões são tormentas marinhas
Que nos tiram das rotas tranquilas...
Amores são calmarias marítimas
Que transformam as rotas...
Sou uma MULHER sem raiz
Que se arrisca em fronteiras
E vive intensamente as fases das marés...
Vivo de porto em porto descobrindo
Os paraísos que me foram concedidos por Deus.
Entre ralys em ilhas psicodélicas
Livre e fora de todos os padrões e convenções.
Não sou uma sereia, sou uma cigana
Com os seus mistérios e mitologias...
Durmo ao luar no aconchego de fogueiras
Caminho pela areia branca
E mergulho em cachoeiras...
Desvendo paraísos e raríssimas vezes me entrego.
Leio a alma e te viro do avesso...
Meu defeito é a honestidade
E a minha virtude é a sabedoria.
Me joguei no mundo
Para desvendar as riquezas da Terra.
Às vezes me perco em paixões
Me acolho e recuo em meus portos seguros

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

Foto: Estrada que liga Sobrália/MG ao meu segundo Porto Seguro: ROÇA/São Sebastião da Barra/MG

SEQUÊNCIA TERMINAL


SEQUENCIA TERMINAL
O RAPPA
 
Eu queria me acabar
Quando o desespero virar lugar comum
Eu queria me acabar


Todos os dias são fim de tudo
Segunda, sextas, ainda não é o fim do mundo

Mas sobraram em festas, que não tiveram sossego
Todas as ervas ficaram iguais em meu tempero

O Fole animal, máquina de respirar
Sufocou por faltar a pausa
Máquina de pensar em coisa boa
Máquina de balançar em rede à toa

Hora de cuidar como todo dia
Porque o mundo não acabou e nem deveria
Por que dar um final ao lixo da cidade terminal?
Fumaça só uma brisa de Deus do céu.

Passou a primeira batida é do meu coração
Dá ínicio à uma sequencia terminal
Entrando no coração deste mundo
Ninguém diz que chegou no fim do túnel

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

No Line on the Horizon

 

CONSTELAÇÃO FAMILIAR




CONSTELAÇÃO FAMILIAR

Nesta estrada, neste mundo e neste momento...
Obrigatoriamente parei tudo ao meu redor,
Apenas fito um sentimento
Que precisa ser acolhido e transformado.
Não sei como realizar a proeza,
A energia é muito forte, intensa e RECÍPROCA!
Com a ajuda das “Deusas Sujas”,
Caminho sobre a grama, ao lado da floresta e ao luar,
Constelo, suspiro e reverencio.
Estou de fato perdida e nada mais me importa...
É que na Constelação estávamos entregues
A uma energia pacificadora e ludibriante.
No encontro de almas afins que se amam,
Se enamoram pelo olhar, que conversam por telepatia e em desdobramentos.
Esta energia que invade o meu ser é MARAVILHOSA,
Contagiante e nunca vivenciei tamanha plenitude,
Um sentimento tão puro, raro e nosso.
Por você abriria mão da minha vida
Para anoitecer e amanhecer sempre ao seu lado.
De volta a Terra vejo:
O quanto o materialismo nos arrasta, nos prejudica e nos contamina,
Assim como, todos os pecados capitais.
Sinto que existe ressentimento no meu coração,
Raiva, inveja, falta de compostura e histeria.
Definitivamente ainda não deixo fluir completamente...
Em um processo de digestão emocional,
Decido silenciar e me entregar,
Dedicar aos estudos, ao trabalho e a novas conquistas,
Quero assumir a escritora existente, conhecer lugares e pessoas.
Me afasto porque não quero ver o seu afastamento,
Não quero destruir esta dádiva por nossas diferenças de mundo!
Não quero que perca a admiração pela mulher que fui em sua vida!
Me afasto porque não quero ser MAIS uma amante em sua vida,
Porque eu sou a mulher da sua vida e de outras vidas também.
Quero resgatar a minha energia vital e voltar a ser livre de coração e alma,
Quero sentir apenas melancolia de saudades pelo MUITO que vivemos e viveremos.
Hoje tenho a resposta: NUNCA DEIXAREMOS DE NOS ENCONTRAR...
Somos duas almas milenares que sempre se encontram...

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

CONSTELAÇÃO FAMILIAR é um método psicoterapêutico recente, com abordagem sistêmica fenomenológica, de fundo filosófico, desenvolvido pelo filósofo e psicoterapeuta alemão Bert Hellinger.
Hellinger desenvolveu seu método a partir de observações empíricas, fundamentadas em diversas formas de psicoterapia familiar, dos padrões de comportamento que se repetem nas famílias e grupos familiares ao longo de gerações.
Esse filósofo deparou-se com um fenômeno descortinado pela psicoterapeuta americana Virginia Satir nos anos 70, quando esta trabalhava com o seu método das “esculturas familiares”: que uma pessoa estranha, convocada a representar um membro da família, passa a se sentir exatamente como a pessoa a qual representa, às vezes reproduzindo, de forma exata, sintomas físicos da pessoa a qual representa, mesmo sem saber nada a respeito dela.
Esse fenômeno, ainda muito pouco compreendido e explicado, já havia sido descrito anteriormente por Levy Moreno, criador do psicodrama. Algumas hipóteses têm sido levantadas também utilizando-se da teoria de evolução dos "campos morfogenéticos", formulada pelo biólogo britânico Rupert Sheldrake e apoiando-se em conceitos da Física Quântica como, por exemplo, a não localidade.
De posse de detalhadas observações sobre tal fenômeno, Hellinger adquiriu experiência e, baseado ainda na técnica descrita por Eric Berne e aprimorada por sua seguidora Fanita English de “análise de histórias”, descobriu que muitos problemas, dificuldades e mesmo doenças de seus clientes estavam ligadas a destinos de membros anteriores de seu grupo familiar.
Hellinger descobriu alguns pontos esclarecedores sobre a dinâmica da sensação de “consciência leve” e “consciencia pesada”, e propôs uma “consciência de clã” (por ele também chamada de “alma”-- no sentido de algo que dá movimento , que “anima”), que se norteia por “ordens” arcaicas simples, que ele denominou de “ordens do amor”, e demonstrou a forma como essa consciência nos enreda inconscientemente na repetição do destino de outros membros do grupo familiar. Essas ordens do amor referem-se a três princípios norteadores:
1 - a necessidade de pertencer ao grupo ou clã
2 - a necessidade de equilíbrio entre o dar e o receber nos relacionamentos
3 - a necessidade de hierarquia dentro do grupo ou clã
AS ORDENS DO AMOR SÃO FORÇAS DINÂMICAS E ARTICULADAS QUE ATUAM EM NOSSAS FAMÍLIAS OU RELACIONAMENTOS ÍNTIMOS. PERCEBEMOS A DESORDEM DESSAS FORÇAS SOB A FORMA DE SOFRIMENTO E DOENÇA. EM CONTRAPARTIDA, PERCEBEMOS SEU FLUXO HARMONIOSO COMO UMA SENSAÇÃO DE ESTAR BEM NO MUNDO.

A NovA ORDEM





A NovA ORDEM

Fica decretado que sofrer já não é mais permitido porque o tempo não espera, porque o mundo gira, porque tristeza já era.

Fica decretado que o prazer é finito, que o orgulho é permitido e que sorrir é mais bonito.

Fica decretado que importante é colecionar lembranças e não desavenças.

Fica decretado que fazer amigos é mais importante que se jogar em histórias infundadas, à beira de abismos....

Fica decretado que o que importa não é pra onde estamos indo, mas sim, como seguimos,
que tudo é mais leve se deixarmos fluir .... devagar....... à espera..... sem ruir.

Fica decretado que o que é bom é o efêmero, que o medo só atrapalha e que também nos perdemos.

Fica decretado que amar é apenas um caminho e não um destino...

Porque destino é a paz, a saciedade, a plenitude....

(J.)



Do blog : 
http://espelhosensaios.arteblog.com.br/
Data: 14 Set 2010

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

SOJA - THUNDERSTORMS




THUNDERSTORMS
 
I don't know one thing about you not
Knowing a thing about me
Cuz we drop down into all your
Thunderstorms and claim it's not
Your lightning
And now the fire is gone in my eyes
They grow cold for a while
And I'dont feel your heat
These words have been said
Over and around it, but
I don't hear no talking, you're talking
 
 
I'll be stopping, I'll be starting,
I'll be wondering why we don't
Know what we do...
I'm a be the same, even if I'm
Walking by myself
I'm just wondering why...
 
I never ever saw us clearly,
And clearly we're both to blame
But silence and progress
Were my thing
And your thing was calling
My name
Now you can see your whole
Life without me
I'm quietly in mine without You
The distance and the loneliness
And the phone calls offsetting
Them, there's some things what
I guess I can't do, too...
 
So my name remains the prisoner
Trapped in my world that's gone.
And I'm the only one
Who still lives here,
And I've got all the lights off
Now you can stop and
Visit me in my cell
And we can talk if we've
Got the time
Then you can start to
Go on your way
Cuz I believe I've found
i've found mine...
 
TROVOADAS
 
Eu não sei nada sobre você...não
Não sei nada sobre mim
Porque enfrento todas as suas
Trovoadas e você afirma que não é
O seu raio
E agora o fogo se foi dos meus olhos
Eles ficaram frios durante algum tempo
E eu não sinto seu calor
Essas palavras foram ditas
Repetidas vezes, mas
Eu não ouvi nenhuma conversa, do que você está falando
 
Eu vou parar, eu vou começar,
Eu vou me perguntar por que nós não
Sabemos o que fazer...
Eu vou ser o mesmo, mesmo se eu estiver
Caminhando sozinho
Eu só estou querendo saber por quê
 
Eu nunca vi nós claramente
E claramente ambos tem culpa
Mas o silêncio e o progresso
Foram minha parte
E seu negócio era chamar
Meu nome
Agora você pode ver aquela sua
Vida sem mim
Estou tranquilamente na minha sem Você
A distância e a solidão
E alguns telefonemas compensantes
Deles, há algumas coisas que
Eu acho que não posso fazer, também
 
Então, meu nome permanece prisioneiro.
Aprisionado no meu mundo que se foi
E eu sou o único
Que ainda vive aqui
E eu tenho todas as luzes apagadas
Agora você pode parar e
Me visitar na minha cela
E nós podemos falar se
Teremos o tempo
Então você pode começar a
Ir pelo seu caminho
Porque eu acredito que eu encontrei
Eu encontrei o meu