quarta-feira, 23 de abril de 2014

POSTURA



POSTURA

Ando agarrada na ideia fixa de que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. Lógico, esta frase é um preceito Constitucional, uma Garantia e um Direito Fundamental, contudo, resolvi encarar a citação como ideologia de vida.

Ando tão esfolada de sentimentos que acabei me tornando uma fortaleza ambulante e quando se opta por uma reforma íntima, qualquer frase é relevante para meditar. Meu coração é  generoso. Vivo livre, leve e solta por demais, não possuo amarrações e me parece que a tal da liberdade incomoda muito mais que a tal da felicidade. É que aprendi a viver o que tem para hoje de coração aberto no fluxo da vida.

Sinto que quanto mais me afasto de julgamentos mais sou julgada. É que a maioria das  pessoas se acha no direito de acusar, apontar defeitos, chamar a atenção e predestinar o que seria importante e fundamental para o outro.

Andei inerte e mergulhada em sentimentos e emoções que nunca me levaram a lugar algum, sempre quis o que nunca tive e o que nunca terei...

É uma triste constatação, mas, nem por isso, me tornei um ser insolente, mentiroso, tirano, fútil, rancoroso e preso em um lugar onde apenas a minha razão reina. Gosto de pensar, na minha ignorância, que é apenas um “queria porque queria” e se nunca tive é porque nunca quis. É assim que funciona a lei da causa e efeito, a do padrão vibratório e dos pensamentos elevados.

Cheguei ao ponto de pensar que era a pessoa mais errada no mundo e que a minha pirraça era tão grande que não me deixava sair do lugar. Uma coisa é fato: a pirraça era gigantesca mesmo. Me aprisionei em fracassos, tristezas e fiquei presa em algum lugar do passado.

Com o tempo aprendi a silenciar e a observar o caos do mundo em minha volta. Quanto mais me silencio mais aceito, me preencho e liberto. Ás vezes, a tristeza me arrasta, mais em segundos me regenero porque é melhor estar triste por sentir um julgamento, do que estar morta apontando defeitos e pregando perfeições.

Das dificuldades enfrentadas, porque elas são diárias, tenho a certeza e a Fé que estou sendo guiada por seres de Luz e que o AMOR existe em mim. Preciso apenas estar calma, aceitar, viver no presente e lembrar: ninguém é obrigado.

Se eu não me preencher ninguém fará isto por mim porque: “A tendência do mundo é te arrastar. Os objetos estimulam seus sentidos e chamam a sua atenção para fora. Isso produz pensamentos, que podem ou não estar de acordo com as suas pulsões internas, quer sejam crenças ou imagens, ou pulsões do Ser. Portanto, o PRIMEIRO PASSO PARA O DESVENDAR DO AMOR É RECOLHER A MENTE, nem que seja por curtos períodos durante o seu dia. Desligue-se do mundo sensorial para poder se conectar com o mundo interior. Somente assim você poderá ouvir o seu coração.”  Sri Prem Baba


Por: Lucileyma Carazza

Osho


"A capacidade de estar sozinho é a capacidade de amar. Isso pode parecer paradoxal, mas não é. Essa é uma verdade existencial: somente aquelas pessoas que são capazes de estar sozinhos são capazes de amar, de compartilhar, de ir profundamente ao cuidado da outra pessoa, sem reduzir o outro a uma coisa e sem se tornar viciado ao outro. Eles permitem que o outro seja absolutamente livre, porque eles sabem que se o outro partir, eles serão felizes como são agora. A felicidade deles não pode ser tirada pelo outro, porque não foi dada pelo outro."


Osho

QUANDO VOCÊ SE JULGA



QUANDO VOCÊ SE JULGA

Essa é uma maneira de permanecer o mesmo... Esse é um truque da mente. Ao invés de compreender, a energia começa a se mover para a condenação. A mente é muito esperta: no momento em que você começa a perceber algo em você, a mente salta sobre aquilo e começa a condenar. Agora toda a energia se torna condenação, então a compreensão é esquecida, posta de lado e sua energia se... move para a condenação... E condenar não pode ajudar. Isso pode lhe deixar depressivo, pode lhe deixar com raiva, MAS DEPRESSIVO E COM RAIVA, VOCÊ NUNCA MUDA. VOCÊ PERMANECE O MESMO E VOCÊ ENTRA NO MESMO CÍRCULO VICIOSO NOVA E REPETIDAMENTE.

Compreensão é liberação. Assim, quando você vir um certo fato em você, não há nenhuma necessidade de condenar, não há necessidade de se preocupar. A única necessidade é olhar para ele profundamente e compreendê-lo. Olhar para ele, tentar se mover em torno dele, olhando de todos os ângulos... Se você condenar, você não pode olhar, não pode abordá-lo de todos os ângulos. Você já decidiu que aquilo é ruim; sem dar àquilo uma chance, você já julgou.

Escute o fato, penetre-o, contemple-o, durma sobre ele e quanto mais você for capaz de observá-lo, mais você se tornará capaz de sair fora dele. A habilidade de entender e a habilidade de sair fora, são apenas dois nomes para o mesmo fenômeno.

Se compreendo uma certa coisa, sou capaz de sair fora dela, ir além dela. Se não compreendo certa coisa, não posso sair fora dela. Mas a mente vive fazendo isso com todos; não é somente com você. Imediatamente você salta e diz: “Isso está errado, isso não devia estar em mim. Eu não mereço. Meu relacionamento está errado. Isso está errado e aquilo está errado.” E você se sente culpado. Agora toda a energia está se movendo para a culpa.

Se você quiser livra-se disso, a primeira coisa é esta: não se julgue. Aceite humildemente sua imperfeição, seus fracassos, seus erros, suas faltas. Não há nenhuma necessidade de fingir outra coisa. Seja você mesmo: "É assim mesmo que eu sou, cheio de medo. Eu não posso andar na noite escura, não posso ir lá dentro da floresta...". O que há de errado nisso? - é humano.

Uma vez que você se aceite, você será capaz de aceitar os outros, porque você terá um clara visão interior de que eles estão sofrendo da mesma doença. E a sua aceitação deles, os ajudará a aceitarem-se.

Nós podemos reverter todo o processo: aceite-se. Isso o torna capaz de aceitar os outros. E porque alguém os aceita, eles aprendem a beleza da aceitação pela primeira vez - quanta tranquilidade se sente! - e eles começam a aceitar os outros também.


- Osho -

terça-feira, 22 de abril de 2014

RENASCIMENTO



RENASCIMENTO

Fortaleci com o silêncio
Vomitei o passado
Chorei o presente
Reverencio o futuro.
Luto pela sobrevivência
De um coração livre
Revitalizado pelo perdão.
Sinto compaixão pelo sofrimento
Desprezo pela mediocridade
E força para lutar
Como uma mãe no parto
Que com a raiva expulsa
A criança do ventre...
Eis o renascimento
O ciclo da vida em constante harmonia


Por: Lucileyma Carazza

quinta-feira, 17 de abril de 2014

FORTALEZA


FORTALEZA

Ressurjo com a força
Da onça que sempre me protegeu.
Com o olhar sorrateiro e austero
Da guerreira que me tornei...

Um estágio anormal
Inquietante, conquistador e libertador.
Renasci de “umbrais”
Guiada e acolhida por anjos de Luz...

Uma plenitude reveladora
Onde nada me tira de mim!
O passado dissipa em “brunas”
E o presente grita em clarões.

Ciclos se fecham
Renovações que se revitalizam.
Um novo portal
Guiado pela Lua de Sangue.

Intuição aflorada
Cérebro concentrado
Coração regenerado...
Sinto a força da paz existente.

Estou com sede de vida
De conquistas...
De amores...
De liberdades...


Por: Lucileyma Carazza

quarta-feira, 16 de abril de 2014

ATO FALHO



ATO FALHO

Acho muito engraçado quando converso com algumas pessoas que acham que o significado de Ato Falho é quando falhamos em alguma atitude.

Mas, você sabe o real significado da expressão Ato Falho?

Primeiro vou subscrever o significado obtido no site Wikipédia, um dos mais utilizado para pesquisas. “Ato Falho (ou ainda Acto Falho (Português Europeu), Lapso Freudiano ou Parapráxis ou ainda a expressão latina lapus linguae): é um erro na fala, na memória ou numa ação física que seria supostamente causada pelo inconsciente. É parte dos estudos da Psicanálise.”

Mas nesse um ano de estudo com a Parapsicologia, observando, refletindo e buscando compreender a mente humana, constatei que um ato falho nunca vem por acaso, ele é um guia muito valioso para curarmos nossas questões inconscientes, e ele também aparece em forma de algo que ficamos repetindo ou afirmando, muitas vezes sem necessidade.

Um dos maiores processos de cura que presenciei neste processo de aprendizagem e busca pela evolução, até em minha própria experiência pessoal, foi a de curar algo inconsciente em relação a alguém no qual eu afirmava, repetidamente que amava e que não havia nenhum problema com aquela pessoa.

Foi então que percebi que ficar afirmando, muitas vezes sem necessidade, ou ainda “postando” minhas declarações de amor àquela determinada pessoa em rede social, era nada mais nada menos do que meu inconsciente se manifestando, querendo me mostrar que no fundo, tinha alguma lembrança ou situação gravada em minha mente, em relação àquela pessoa que precisava ser curada.

O subconsciente é uma caixinha de surpresa mesmo, por isso vejo a necessidade de cada vez mais nos mantermos conscientes. Aquilo que você está vivendo neste momento, seja uma conversa com um amigo, seja um carinho no seu animal de estimação, uma viagem, uma reunião em família, seja lá o que for, daqui a um minuto, será apenas uma lembrança “passada”, que já passou, cada minuto que passa ... passou ... é passado. Manter-nos conscientes, é estar totalmente presente em cada minuto, agindo para que aquele momento seja sempre uma memória positiva.

Numa conversa com meu terapeuta, falávamos de uma pessoa na qual eu disse com muita autoridade: “tivemos um probleminha no passado, mas já está tudo resolvido, gosto muito dessa pessoa”, e ele, com o conhecimento que tem sobre a mente humana e através de uma conversa muito profunda, trouxe a tona novamente a situação e me fez olhar de uma forma diferente, onde aí sim, olhando de forma consciente, pude compreender e curar enfim a situação.

Se você realmente ama alguém, algumas vezes nem precisa dizer, sua atitude e seu jeito de ser com esta pessoa são a manifestação desse amor, manifestar é importante sim, mas com equilíbrio e respeito. No mais, preste atenção aos “atos falhos”, ao contrário de muita gente achar que eles são um problema, olhados com consciência, podem se tornar um aliado em muitas soluções.


Por: Carla Bettin

SEPARE O LIXO, ARRUME A CASA E O AMOR ENTRARÁ PRA FICAR



SEPARE O LIXO, ARRUME A CASA E O AMOR ENTRARÁ PRA FICAR

Imagine um lugar lindo, maravilhoso, agradável, aconchegante. Quando tudo o que você mais queria num determinado momento, era fugir para algum lugar, este lugar é o primeiro que vem em sua mente.

Este lugar tem tantos predicados, tantos adjetivos que poderíamos descrevê-los de várias formas: um jardim com flores coloridas e perfumadas, a casa da vovó com seu bolo predileto em cima da mesa, a casa da mamãe com aquela comidinha que só ela sabe fazer, um templo, uma padaria com pão quentinho e café feito na hora, gargalhadas no circo, emoção no teatro, enfim, tenho certeza que você já foi a algum desses lugares, ou pensou em algum lugar que só de lembrar, sentiu vontade de ir até lá.

Qualquer que seja este lugar, ele foi construído passo a passo, foi bem cuidado, aperfeiçoado e é incrível como estes lugares tem alguma característica própria, por exemplo, tem restaurante que a comida é mais saborosa, tem padaria que chama a gente pelo cheirinho do pão, tem lojas que somos clientes fiéis de tão bem atendido que a gente é, tem alguns amigos que a gente quer estar na casa deles todos os dias.

Numa manhã dessas, tive um insight sobre isso, refletindo sobre relacionamentos. Tantos amigos(as) que compartilham o desejo de encontrar alguém, um companheiro(a) para seguir junto a jornada da vida, estão constantemente “procurando” aquela pessoa especial, esperando que “chegue” aquele alguém que venha para ser feliz ao seu lado. Foi então que surgiu um questionamento: imagine que você é um lugar e uma pessoa vem te visitar, que motivos tem essa pessoa para querer ficar? Que tipo de casa você é? Organizada, limpinha e cheirosa? Tem um cantinho aconchegante para a visita se sentir a vontade? Como recebe suas visitas? O que tem para oferecer?

Tem pessoas que passam a maior parte do tempo em casa de tão agradável que é sua morada, a gente logo quer saber o que tem ali e vai visita-la, e realmente é tão bem recebido que quer voltar sempre.

Então, que essa comparação possa nos indicar o caminho para a construção de bons relacionamentos, você cuida bem da sua casa, que é você, se prepara para receber as visitas, sejam elas repentinas, com hora marcada ou aquelas que vêm e passam uma temporada.

Estabeleça limites, também é importante, separe o lixo, peça que deixem o sapato sujo do lado de fora, que traga algo bom pra compartilhar. Visitantes vêm e vão, mas você sempre vai saber, logo na primeira visita, quem deve ficar e quem deve ir embora.


Por:  Carla Bettin.

terça-feira, 15 de abril de 2014

FINA



FINA

Assim como Caetano eu conheci uma tigresa, talvez uma loba.
Mas a minha contava com certeza tudo o que viveu,
Não gostava de política e nasceu em 1975.
Com todos os homens sempre foi mulher, mas com alguns foi infeliz.
Gosta de ler e escrever, de praia, e ainda vai aprender a surfar.
Como a de “Caê”, tem unhas negras e Iris cor de mel e lógico uma BELEZA.
Mas acha que o Bom é Bom e o Mal é Cruel.
As garras dessa FELINA me marcaram o coração,
E ela ainda aprenderá a tocar,
Para que possa cantar todo seu lamento acompanhando do seu novo violão.
Mas gostaria que Veloso tivesse a oportunidade de conhecer “minha” Felina,
Seria Mó legal, um papo de 4 pra 4 total.

Por: EDUARDO CUNHA MINAFRA



NOVES FORA

O que sobrou de mim?
 Uma foto, mesmo que quase sem querer;
Uma carta, um cartão, um cheiro.
Uma negação, uma loucura.
Um pedido, uma viagem, cidades, historias.
Um nome gravado, mesmo que por pouco tempo.

O que sobrou de nós?
 Uma viagem, cidades históricas.
Três fotos.
Um nome gravado, por pouco tempo.
Um “te amo” talvez faltasse, mas foram tantos...
Uma corrida, um livro, uma Delicia.

O que sobrou deles?
Aprendizado.
Uma resposta, mesmo que tardia.
Uma música.
Dois corações e um XERO.
Varias perguntas.
Desencontros.
Saudade.

Por: EDUARDO CUNHA MINAFRA


EU VEZES EU

Tenho a necessidade de ser o centro,
mas não gosto  que me rele.
Um canhoto que só faz gordice
e/ou
um gordo que só faz canhotice
Já perdi vários amigos, mas não gosto de perder a piada.
Brigo e peço desculpas, um CHATO.
Pequeno Perfil de um Cidadão Comum*
Mas antes de tudo um FORTE.*
Já vi muita merda – me desculpe a expressão.
Mas já presenciei milagres.
Tenho metas, foco, talvez isso me faz ser PROGRAMAVEL, ou CERTINHO demais,
Pareço ser meio largado, um Maior Abandonado, uma CRIANÇA.
Já decepcionei muita gente,
Porém sou grato aos que me ajudaram, A essas pessoas tenho muito Gratidão.
Sou assim: Parceiro, Amigo, Brother ou Tremendo Zé. IRRITANTE
 Adoro uma conversa de Bar.
Quando ouvirem Belchior se lembrem de mim.

*Alusão às musicas de Belchior

EDUARDO CUNHA MINAFRA

segunda-feira, 14 de abril de 2014

LUZ


LUZ

Nos vales da vida
Na nostalgia que assola
Nas incertezas emocionais
Na falta de controle
Na solidão insistente
A aceitação do vazio que consome.
Transformações seculares
De uma alma “una” e morta.
A falta de brilho e força
Ocasionada por um vazio existencial.
Uma região umbralina criada por pensamentos
Destrutivos e pela falta de esperança.
Elevar o padrão vibratório
Se responsabilizar pelas escolhas,
Acolher as derrotas e superar.
Em conexões de mentes
“Somos todos um” acolhidos pela Fé.
Não existem segredos
Comungamos pensamentos
Desfrutamos aprendizados
Somos solidários e amorosos
Em um golpe de compaixão somos resgatados.
Reverenciamos as dádivas da simplicidade
Mergulhamos em universos milenares
Na busca constante da plenitude divina
Com sabedoria vivenciamos a paz
E lutamos por evolução
Somos uma revolução de pensamentos
Em uma corrente de luz
No acolhimento da transformação
De almas decaídas
Rumo ao encontro da resiliência.


Por: Lucileyma Carazza

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Transcendence (Orchestral)- Lindsey Stirling


Beyond The Veil - Lindsey Stirling


COMO LOBOS MUDAM RIOS


TORMENTAS


TORMENTAS

Nos labirintos da vida
Na imperfeição da alma
Nas dificuldades diárias
Obstáculos infinitos
Solidão que avassala
Carência sem fim...
Uma vida sem alicerces
O apego à infelicidade
Acusações descabidas, pirraças
Ressentimentos enraizados
Cobranças e conflitos
Falta de esperança e julgamentos...
Ciclos intermináveis
De falta de amor,
Ou melhor, um amor adoecido...
Aprendi que o silêncio cura,
Aos seus olhos estou a ignorar
Na verdade estou a meditar...
A força dissipou e regenero desta forma
É impossível remendar,
Julgar e exigir mudanças
Daquilo que ainda é difícil...
Silencio e mergulho na inconsciência
Da minha exclusiva imperfeição
Te liberto de acusações.
Por favor preciso de tempo e do silêncio.
Cansei deste fel
Necessito de paz
Quero esvaziar, aceitar, transformar e colher...
Indigestões emocionais curam com o tempo
Sinto compaixão e luto
No anseio de que tudo terminará bem.


Por: Lucileyma Carazza

quinta-feira, 10 de abril de 2014

PERMISSIVIDADE


PERMISSIVIDADE

Um salve
A todos que são tudo:
Virtualmente...
Salve! Salve!

Terra de que tudo pode
Aos poderosos soberbos
“Nerd’s” e magos
Da tecnologia.

Mercenária virtual
Desta terra sem lei
Entre “hakers”,
Sistemas, redes e programas...

Tive que desintoxicar
Em camisa de força
Por não ter controle
Pela falta de limite.

A adrenalina virtual
Sem vida atual.
Sem personalidade própria
Um “persona non grata”.

Resisti à abstinência,
Superei o vício.
Não quebro mais fichas 
E lembro do passado sombrio.

Foram grandes feitos
De indigestão emocional
De todos aqueles “passeios”
Por de trás de um teclado...

Um SALVE a estes gingantes
Intelectuais e respeitosos
Isso para não dizer:
Capsicum frutescens in anus autrem kisucus est”.


Por: Lucileyma Carazza

quarta-feira, 9 de abril de 2014

SILÊNCIO


SILÊNCIO

Uma necessidade fundamental
Um vício que consome!
Cansei de pirraçar, fundamentar e apontar;
Quero paz e semear...
O mundo não atende aos caprichos
E decidi revolucionar!
Ando na contramão do barulho
No reencontro de uma alma milenar.
Meus conceitos são opostos
A este materialismo torpe que consome.
Não vedo os olhos ou ignoro,
Apenas observo e guardo os pensamentos...
Não cultivo ressentimentos e raiva,
Estive seca e morta em um deserto infértil,
Renasço como uma flor de cactos
Na multiplicação dos peixes
E sou acolhida em berços de luz!
De todas as vertentes e verdades,
Abri mão e deixo o mundo espernear...
Necessito de uma verdade única e sublime
Integro todas as minhas frações:
O masculino e o feminino,
A luz e as trevas
Na eminencia de transformação.
Reverencio a falta de controle
De tudo que é impossível controlar,
Pois, nada mais me pertence.
Estou completamente entregue
Às belezas simples do Universo,
No encontro de respostas verdadeiras
Que me fazem fluir como riachos
Tranquilos e pacificadores
Em constante estágio de amorosidade.


Por: Lucileyma Carazza

SOBRE O AMOR


SOBRE O AMOR

Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados.
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos.
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos, como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento, trabalha para vossa poda;
E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes,
E as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração;
Ele vos debulha para expor a vossa nudez;
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas;
Ele vos mói até a extrema brancura;
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós,
Para que conheçais os segredos dos vossos corações,
E com esse conhecimento, vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor, procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós, que cobrísseis vossa nudez e abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio,
E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir,
Pois o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga: “Deus está no meu coração”,
Mas que diga antes: “Eu estou no coração de Deus”.
Não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
Pois o amor, se vos achar dignos, determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo, senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos, sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor, e serdes como um riacho que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor e sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado e agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia e meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes pra casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o Bem-Amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança.


(Khalil Gibran – trecho do livro “O Profeta”)

terça-feira, 8 de abril de 2014

ENCONTRAR


ENCONTRAR

O que é real não se apega
A gente tem vontade de guardar, mas o amor se manifesta e se vai.
Enche o coração e se solta
Se ri e se esvazia
Não se pega
Apega
Guarda
ou Fica
Ele vai e pode vir
o ir ou rir ou cantar ou dar
Não amarrar, encontrar


Por: Paula Jácome

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Fernando Pessoa





“Se um homem escreve bem só quando está bêbado dir-lhe-ei: embebede-se E se ele me disser que o seu fígado sofre com isso, respondo: o que é o seu fígado? É uma coisa morta que vive enquanto você vive, e os poemas que escrever vivem sem enquanto.” 

―Fernando Pessoa



(FA)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

SOBRE: DELÍCIA E GOSTOSURA


SOBRE: DELÍCIA E GOSTOSURA

Nunca imaginei que chegaria aqui,
Que esta história seria possível.
Certa ou torta,
Apenas amo e deixo fluir...
Neste mundo caótico
E destorcido me permiti!
Senti dor e a alegria,
Desespero e o abandono.
A realidade me afastava,
E o inconsciente me guiava.
Por fim, deixei fluir,
Doía menos assim...
Nos meus sonhos queria porque queria,
Na realidade havia uma sombra
E o meu coração gritava por luz.
Segui a intuição,
Guiada pela sabedoria
E sempre com um coração transbordando...
Três sentimentos foram fundamentais:
Compaixão, perdão e GRATIDÃO.
E assim, a vida foi ficando leve,
O sorriso solto,
As dores do corpo desapareceram,
O sono é sempre divino
E as portas se abrem...
A Fé é a minha melhor companheira
E a minha gratidão eterna
Por todos os CICLOS vivenciados.
Me permito errar e a acertar,
Porque o amor existe em mim
E sempre existirá!


Por: Lucileyma Carazza

ASSIM



ASSIM

Em um momento de felicidade,
Caio em choros compulsivos,
Perco as forças do corpo,
Fico tremula...

A garganta seca,
Com inúmeros pensamentos
E sem pensamento algum...
Irradio energia!

Sempre essa maluquice
Que me tira da normalidade
E me atira em precipícios.
Passei a amar desfiladeiros...

Com seus rios e lagos,
Com sua vegetação peculiar
E todos os seus habitantes...
Quer saber? -Me atiro em todos!

Foi assim que aprendi:
A me conhecer,
A me respeitar
E a admirar “QUEM” eu sou.


Por: Lucileyma Carazza