Tal como o Oceano! FLUINDO!
Capsicum frutescens in anus autrem kisucus est!!!!! Meu diário, meus pensamentos... meu amigo!!!
terça-feira, 6 de maio de 2014
ASSIM
ASSIM
Com
cara debochada e lavada
Deliciosamente
encantadora
Disposta
e fluindo com muita energia
Com
o semblante leve e um sorriso largo!
Estou
enamorada pela mulher que me tornei
Com
minhas rugas, gordurinhas
E
com os meus cabelos sempre “bagaçados”
Pelo
vento, maresia, sol e água...
Estou
em constante estágio de construção
Acolhendo
os defeitos e transformando
Reverenciado
as virtudes e aprimorando
Os
olhos voltam a brilhar
O
caminhar é austero
A
vida se torna esplendida
Conceitos
são revitalizados
Dores
se cicatrizam
A
Esperança predomina
Corro
de encontro a novas conquistas
Novos
desejos e amores.
A
Vida me chama
Ainda
tenho muito a conhecer,
Vivenciar
e principalmente a aprender.
Exaustões
emocionais tem o propósito
De
mostrar tudo àquilo que somos e nos LIBERTAR!
Histerias,
loucuras e depressões
São
sentimentos extraídos da inconsciência
Que
devem ser tratados com benevolência
E
muita paciência.
Mergulhei
de encontro com a tristeza,
Abri
mão do apego,
Do
desejo de ser amada e reconhecida,
Ainda
sinto muita falta,
Mas,
o olhar não é mais o mesmo.
Aconteceu
o que precisava acontecer
E
nada acontece por acaso.
Sinto
renascimento
Com
o desejo de ser aflorada,
Degustada
e acolhida pela VIDA
E
por tudo que o Universo tem a me proporcionar.
Sem
controle e apegos,
Livre,
realizada e plena!
Sinto
que finalmente encontrei o caminho:
A
do amor incondicional por mim mesma!
NADA
ME TIRA MAIS DE MIM!
Por: Lucileyma
Carazza
Obs.:
Bagaçados: são os cabelos da Tia Lu, descritos pelos filhos da sua grande amiga
de décadas. Amo muito tudo isto!
segunda-feira, 5 de maio de 2014
DE REPENTE
DE REPENTE
Percebi
o tempo
A
brisa deslizando suavemente
Olhei
para o passado e me arrependi
Das
gargalhadas que não dei
Dos
abraços perdidos
Da
ternura desperdiçada
Da
ingenuidade aflorada
Estive
procurando a felicidade
Procurei
incansavelmente
Em
todos os lugares
Corri
muito atrás
E
mais que de repente, percebi:
Ela
só existe dentro de mim
Caí
em lágrimas pacificadoras
Seguidas
de suspiros que me aliviaram
Saí
distribuindo afetuosidade
Disposta
há recuperar o tempo perdido
Eis
um virar de páginas
Gratificante
Não
preciso mais correr atrás.
Por: Lucileyma
Carazza
NUNCA
NUNCA
Talvez
nunca tenha vivenciado
Um
grande amor e o despertar
Me
perco em ilusões e máscaras
Enxergo
imperfeições
Desespero
por não me encaixar em nada
Buscando
constantemente
O
amor e a tal felicidade
Estive
desesperada enlouquecida
Agonizo
em dores e ressentimentos
Não
sei mais distinguir:
O
que eu vejo, imagino e sinto.
É
a trindade do cérebro, coração e instinto.
A
constatação real da fragilidade existente
Me
acolho em vales e florestas
Envolta
de peixes, pássaros e borboletas.
Necessito
silenciar e encontrar
Na
verdade quero sentir as vozes do coração
Quero
respirar livremente
Em
completo estado de solitude
Libertar
toda a névoa atormentante.
Agora
sim, com generosidade
Vejo
o Mundo
Imagino
a Vida
E
sinto o libertar da alma
O
desejo de ser leve e sorridente
E
eternamente responsável por mim
Sou
uma mulher em constante estágio
De
construção e transformação.
Que
nunca desiste dos sonhos
E
principalmente do AMOR.
Por: Lucileyma
Carazza
EU, A IRMÃ E A AMIGA
EU, A IRMÃ E A AMIGA
-
Minha irmã vive no Universo Paralelo de “Mulheres que correm com os lobos” e de
“Gente feliz que não incomoda ninguém”! Em tom de indignação, disse a irmã.
Eu
e amiga simultaneamente: - Hã?! Como assim, mais não é!? Gargalhadas.
-
Eu não aguento a minha irmã, ela parece o Pequeno Príncipe girando o seu
planetinha, cuidando da Rosa, conversando com passarinho e limpando o seu
vulcão. Gira planetinha!
-
Uai, essa sou eu sim. Com um sorriso singelo e compaixão pela inquietação da
irmã.
Por: Lucileyma
Carazza
Calada, CADELA!
Calada,
CADELA! Tá na minha cama, agora já era. Não vai ser a dama que a sociedade
espera.
Ajoelhada,
mão pra trás. Bem comportadinha ou vai saber que minha roupa só desce com quem
obedece. Abre a boca que hoje cê vai ser a louca que te impediram no passado.
Vai sentir o gosto do pecado e do maltrato. Aliás, bom trato. Porque tapa na
cara é privilégio pra mina rara: as que não deixam nenhum caraagir como moça e
dizem: 'se é pra alisar, vai alisar a louça.'
Pra
orgasmo não tem licença, te abro as pernas, puxo o cabelo, faço um puteiro na
sua vida. O que me excita é tua marca, teu vermelho, seu cabelo dando duas
voltas na minha mão. O chão tá molhado e o culpado sou eu. Quem te fodeu a
noite inteira é que suou, porque o que pinga de você eu passo a língua. Não
sobra gota. Não sobra roupa. Só grito, gemido e um sentimento compartilhado:
Que foda deliciosa.
Calcinha
rasgada e os caralho. Buceta na cara, tapa na cara, porra na cara. Tudo na
cara, menos a vergonha. Ainda bem. E não tem ninguém pra vir dizer: 'Essa
mulher não presta. Dá pra todos da festa.'
Porque
aí eu apaixono.
**
[fábio chap]
dia desses
dia
desses ela te ligou
mandou
torpedo na hora
do
gol
resposta
não teve
dia
desses ela saiu
temaki
e cerveja
e
riu mas queria você lá
ontem
ela adorou
o
filme cheio de sangue
e
arrepiou
Tarantino
é foda
essa
madrugada
ela
desistiu de
amar
largada
Gosta de você; dela mais
hoje
ela deitou
não
foi pra chorar
de
amor foi pra beijar
e
esquecer
amanhã
você vai ligar
mandar
torpedo
direto
do bar
resposta
não vai ter
porque
ela deixou de
se
submeter
e
foi meter
com
outro
com
outros
com
todos
e
todas
perdeu,
garoto jogador
vulgo
playboy
o
novo sofredor
**
[fábio chap]
Eu fui lá.
Eu
fui lá. No caminho eu ouvi a nossa música. Cheguei; pedi a cerveja. Te esperei.
Pedi outra cerveja. Perguntei ao garçom por você, se alguma mulher de jaqueta
marrom passou ali. Ele disse que não. Entendeu minha dor. Já viu muitos olhares
doloridos como aquele que eu sustentava. Na hora seguinte eu pedi whisky.
Decidi que não voltaria são pra casa. Você havia jogado no lixo o que me
restava de sanidade. Então bebi. E me afoguei ali. A música do bar doía. O
whisky doía. A vida doía. Não sei como cheguei em casa, mas estou aqui. Minha
ressaca é tua. Minha alma, crua, te põe pra fora pela garganta. Meu coração,
que era teu, agora não existe. Meu sentimento já não insiste: sabe que você é
sinônimo de dor. Acabou sua festa no meu peito. Tua droga em mim já não terá
efeito.
**
[fábio chap]
ENCERRANDO CICLOS...
ENCERRANDO CICLOS...
Sempre
é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer
nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras
etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando
capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os
momentos da vida que já se acabaram. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no
presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que
acontecem conosco.
Deixar
ir embora. Soltar. Desprender-se.....
Encerrando
ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque
simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o
disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em
quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu
próprio.
E
lembra-te....
Tudo
o que chega, chega sempre por alguma razão!!!!
Fernando Pessoa
RUMI
Sê
como o Sol para a Graça e a Piedade.
Sê
como a noite para encobrir os defeitos alheios.
Sê
como uma corrente de água para a generosidade.
Sê
como a morte para o ódio e a ira.
Sê
como a Terra para a modéstia.
Aparece
tal como és.
Sê
tal como pareces.
Se
pudesses libertar-te, por uma vez, te ti mesmo,
o
segredo dos segredos se abriria para ti.
O
rosto do desconhecido, oculto além do universo,
apareceria
no espelho da tua percepção.
Na
realidade, tua alma e a minha são o mesmo.
Aparecemos
e desaparecemos um com o outro.
Este
é o verdadeiro significado das nossas relações.
Entre
nós, já não há nem tu, nem eu.
O
vale é diferente, acima das religiões e cultos.
Aqui,
em silêncio, baixa a cabeça.
Funde-te
na maravilha de Deus.
Aqui
não há lugar para religiões nem cultos.
Há
uma Alma dentro de tua Alma. Busca essa Alma.
Há
uma jóia na montanha do corpo. Busca a mina desta jóia.
Oh,
sufi, que passa!
Busca
dentro, se podes, e não fora.
No
amor, não há alto nem baixo,
má
conduta nem boa,
nem
dirigente, nem seguidor, nem devoto,
só
há indiferença, tolerância e entrega.
Rumi
RECEITA PARA UM NOVO DIA
RECEITA PARA UM NOVO
DIA
Pegue
um litro de otimismo,
Duas
lágrimas – de preferência
Escorridas
no passado
Duas
colheres de muita luta
E
sonhos à vontade.
Duzentos
gramas de presente
E
meio quilo de futuro.
Pegue
a solidão, descasque-a toda
E
jogue fora a semente.
Coloque
tudo dentro do peito
E
acenda no fogo brando das manhãs de sol
Mexa
com muito entusiasmo.
Ao
ferver, não esqueça de colocar
Uma
dose de esperança
E
várias gotas de liberdade.
Sorrisos
largos e abraços apertados,
Para
dar um gosto especial.
Quando
pronto,
assim
que os olhos começarem a brilhar,
Sirva-o
de braços abertos.
SERGIO VAZ
domingo, 4 de maio de 2014
TERMO
TERMO
Como
carne
Dada
aos vermes
Putrificada
Dilacerada
E acinzentada.
É a entrega,
à rendição
Da
insuportável chaga
De um amor
ludibriado
Nunca
existente.
Uma
ilusão em decomposição
Um
vazio infértil
Da
falta de vida e do amor
Vivenciado
por seduções, máscaras,
Oportunidades
e conveniências
Criadas
por mim e pela minha existência,
Ou,
inexistência.
Só por
hoje,
Só por
este momento...
Estou
entregue a falta de vida
À
falta de graça e de cor.
É
apenas a morte rondando
A qual
acolho com gratidão
E
muitíssima compaixão.
Porque
é a partir dela
Que
vem o renascimento.
É
neste ponto que tudo se transforma!
Por: Lucileyma Carazza
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Eluveitie - A Rose For Epona
Abrace a dor, se jogue no precipício da alma e agarre com unhas de onça os seus dons e virtudes! NADA ME TIRA MAIS DE MIM, egoisticamente falando! O chiclete do dia na minha cabeça:
PRISIONEIRA
PRISIONEIRA
Me prostro
em sensibilidade
Me
perco nas minhas projeções.
Viajo
pelos vales do Mundo
Enamorada
da vida
Pronta
para encarar QUEM eu sou.
Entrego-me
ao destino
Não
existem histórias e enganações.
Enxergo
através da alma
E vou
além das máscaras
Toco
em feridas involuntariamente
E as
curo eternamente.
Com um
radar perceptivo e atormentador
Enlouqueço
por estar fora dos padrões
Se é
um dom ou uma chaga
Aceito
que a VISÃO é superior
O
instinto é aflorado
E a
magia existe em mim.
Fechos
os olhos e concentro,
Em
desdobramentos me encontro
Capto
energias e as transformo
Sou sensível
o suficiente
Fato é
que não fugimos do QUE somos
O
inconsciente o trás a tona todos os instantes
O meu
livre arbítrio é a minha Fé
Elevo
os pensamentos para tornar-me sã
Mais quem
disse que quero ser sã!?
No
estágio da loucura é que sou mais generosa, produtiva
E
entregue ao real e sublime sentimento do amor
A
aceitação, o silencio e a autotransformação
São companheiras
inseparáveis
Estou
forte o suficiente para viver
Sou a
mulher responsável pelo meu destino
Se
existem prisões:
Que
sejam as provenientes de todos os meus dons.
Por: Lucileyma Carazza
CONGELADA
CONGELADA
Presa
em nebulosidades e expiações
Onde a
palavra não condiz com a atitude
Projeções
inacabáveis de uma paixão sem fim
Sinto
que é apenas a melancolia
Que
ressurge mais forte que nunca
Perco
os sentidos e não sei ao certo
Sinto
muito frio e nada me aquece
É um
estado físico e emocional
Suporto
as dores de uma alma milenar
O
cansaço consome e ainda pirraço
Me
machuca sacrificar e quero desistir
Decido
lutar e movo com dificuldades
Me
sinto pequena e desprotegida
Estou
congelada e suplico por ajuda
Mais
nada me conforta, pois, a atitude cabe a mim.
Essa
“vibe” é apenas minha, estou nessa sozinha
Quero
sair daqui de encontro à paz de espírito
Me
rendo aos sentimentos
Respeitando
a minha integridade
As
memórias não desaparecerão
E tornar-se-ão
apenas histórias e parábolas
O
tempo é a certeza de que tudo passa
E nada
é incidental ou estático
É
apenas uma ilusão do meu congelamento
Restabelecerei
a luz e aquecerei o coração
Tudo
depende exclusivamente de mim
Caminharei
calma e serena
Confio
no Universo e nas sementes que semeio
Me
entrego à carência e distribuo afetos
Porque
definitivamente:
“É
dando que se recebe”.
Por: Lucileyma Carazza
terça-feira, 29 de abril de 2014
Sri Prem Baba
“A essência dos jogos da carência é forçar o outro a te amar. Às vezes você se envergonha de admitir que deseja ser amado e isso é distorcido para uma necessidade de ser reconhecido, mas no fundo, você quer ser amado. Então, você passa a vida lutando para ser reconhecido. A partir daí surgem todas as máscaras - somente para forçar o outro a te amar. Mas, amor forçado não é amor. Isso não vai te preencher. Portanto você desperdiça a vida com uma luta inútil.”
Sri Prem Baba
SOMOS TODOS UM
Sou adepta à convicção ideológica
de que SOMOS TODOS UM, achei ridícula o slogan da copa: “somos um só”, assim
como toda a euforia histérica que uma partida
de futebol proporciona (não vejo isto acontecendo com outros esportes), também
sou como Noé, prefiro bicho do que gente, portanto, não acredito que os
primatas queiram ser comparados aos “homens sapiens”, palavra latina que significa:
Homens sábios. E como cita a música da banda OMNIA: I don't speak Human ( Eu
não falo humano).
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