terça-feira, 15 de julho de 2014

NEPTUNE


NEPTUNE

Years ago I came to you
Down beneath your ripples
Submitting to the mystery
Of life beneath the waves.
Years I floated near you
Swimming in your subterrain
Rocking in the opium embrace
Of triton's tomb.

Time I lost just fussing over
Every little thing you asked for
Let myself keep fading
Silver fishes through my skin.
Somewhere I stopped breathing
But I missed the kiss of air
Cut the waves and left you there
And ne'er returned again.


Someday in my castle keep
Where rumors fly and questions creep
They'll say to me, what of the lord of the deep?
I'll say I knew him once but he was asleep.

There's no light where you are, my neptune
To the mountains I will fly, away from you
Free from the waves into new love's arms
Back to the realm of the sky.

Years ago I came to you
In love and doomed to drowning
Beholden to the mystery
Of life beneath the waves
Years I floated near you
I will never see again
How I could tarry in the opium embrace
Of triton's tomb

Time I lost, just fussing over
Every little thing you asked for
Let myself keep fading,
Silver fishes through my skin.
Somewhere I stopped breathing
But I missed the kiss of air
I cut the waves and left you there
And ne'er returned again.



Someday in my castle keep
Where rumors fly and questions creep,
They'll say to me, what of the lord of the deep?
I'll say I knew him once, but he was asleep.

There's no light where you are, my neptune.
To the mountains I will fly, out of this gloom,
Free from the waves into new love's arms,
Back to the realm of the sky.

Years ago I came to you
In love and doomed by what I knew
And though I miss the mystery now
Of life beneath the waves
Thin air's as sweet as water
When your body begs to breathe
And so I leave when I must leave
Don't weep for love I couldn't save
All of us who dare to love are brave!






There's no light where you are, my neptune
To the mountains I will fly, away from you!
Free from the waves into new love's arms
Back where I belong!
There's no light where you are, my neptune!
To the mountains I will fly, out of this gloom,
Free from the waves into new love's arms,
Back where I belong!

Someday they will ask me (going back where I belong)
And I will say
Someday they will ask me
They will say, what of the lord of the deep?
And I will say, I'll say I knew him once
But he was asleep.
I'll say I knew him once.
I'll say I knew him, I knew him,
I knew him once...
NEPTUNE

Anos atrás eu vim para você
Abaixo sob seus ondulações
Submeter-se o mistério
Da vida sob as ondas.
Anos I flutuavam perto de você
Nadar em seu Subterrain
Balançando no abraço ópio
Do túmulo de triton.

Vez que eu perdi apenas agitação sobre
Cada pequena coisa que você pediu
Deixe-me manter desvanecimento
Prata pesque através da minha pele.
Em algum lugar eu parei de respirar
Mas eu perdi o beijo de ar
Corte as ondas e você deixou lá
E nunca voltaram.

Algum dia no meu castelo manter
Onde rumores voar e perguntas rastejam
Eles dirão para mim, o que dizer do senhor do abismo?
Eu vou dizer que eu o conheci uma vez, mas ele estava dormindo.

Não há luz onde você está, meu netuno
Para as montanhas Eu vou voar, longe de você
Livre das ondas nos braços novo amor
Volta para o reino do céu.

Anos atrás eu vim para você
No amor e condenado ao afogamento
Dívida com o mistério
Da vida sob as ondas
Anos I flutuavam perto de você
Eu nunca vou ver de novo
Como eu poderia demorar no abraço ópio
Do túmulo de triton

Tempo que eu perdi, apenas agitação sobre
Cada pequena coisa que você pediu
Deixe-me manter desaparecendo,
Prata pesque através da minha pele.
Em algum lugar eu parei de respirar
Mas eu perdi o beijo de ar
Eu corto as ondas e você deixou lá
E nunca voltaram.

Algum dia no meu castelo manter
Onde rumores voar e perguntas rastejar,
Eles dirão para mim, o que dizer do senhor do abismo?
Eu vou dizer que eu sabia que ele uma vez, mas ele estava dormindo.

Não há luz onde você está, meu netuno.
Para as montanhas Eu vou voar, sair desta melancolia,
Livre das ondas nos braços novo amor,
Volta para o reino do céu.

Anos atrás eu vim para você
No amor e condenado pelo que eu sabia
E embora eu perca o mistério agora
Da vida sob as ondas
Ar de Fina tão doce quanto de água
Quando o seu corpo implora para respirar
E por isso deixo quando eu deve deixar
Não chore por amor Eu não pude salvá
Todos nós que se atrevem a amar é corajoso!

Não há luz onde você está, meu netuno
Para as montanhas Eu vou voar, longe de você!
Livre das ondas nos braços novo amor
Voltar para onde eu pertenço!
Não há luz onde você está, meu netuno!
Para as montanhas Eu vou voar, sair desta melancolia,
Livre das ondas nos braços novo amor,
Voltar para onde eu pertenço!

Algum dia eles vão me perguntar (indo de volta onde eu pertenço)
E eu vou dizer
Algum dia eles vão me perguntar
Eles vão dizer, o que dizer do senhor do abismo?
E eu vou dizer, eu vou dizer que eu o conheci uma vez
Mas ele estava dormindo.
Eu vou dizer que eu sabia que ele uma vez.
Eu vou dizer que eu o conheci, eu sabia que ele,
Eu sabia que ele uma vez ...

NÃO ESPERE DO OUTRO NADA ALÉM DO QUE É.


Não espere do outro nada além do que é. Aceite. Não tente muda-lo, não pense que é algo pessoal, simplesmente aceite.

Se houver algo que precisa ser melhorado, se houver alguma percepção a ser acrescentada ou alguma mudança importante a realizar, ela virá a partir da sua calma, da sua sabedoria, do seu silêncio interior, da harmonia que deve partir de você até irradiar o ambiente. Isso promoverá entendimento que equilibrará ou, se for o caso, irá gerar rupturas muitas vezes necessárias.

Até para interromper um caminho em comum é preciso paz. Mesmo se a separação for inevitável, que seja feito em consciência.

Um dos maiores desastres vividos nas relações nasce quando um tenta mudar o outro a força, aos berros, chantageando emocionalmente, portanto, não tente. Mude a si mesmo, pacifique-se apesar dos pesares, enxergue-se e a paz será seu árbitro, iluminara seu caminho, tudo clareará.

Esse “outro” a que me refiro pode ser uma pessoa ou quem sabe um “corpo estranho” na existência, um problema, uma dor, uma inquietude constante.

Ao aceitar o outro como é, simplesmente ame. Ame reconhecendo-o, ame aceitando-o, ame. 

Agora, preste atenção: Não estou dizendo que você deve se submeter a situações degradantes, que deve aceitar o que te faz mal, deve simplesmente não fazer nada como se não pudesse interferir nas relações e nas dinâmicas da vida. Não é isso! Mas o que quer que faça, faça em consciência, como furto de um coração em paz, não o contrário, por inconsciência e inquietude.

Entenda, há uma diferença significativa: O que estou dizendo é que antes de qualquer coisa você deve enxergar o outro, aceita-lo, ama-lo, para finalmente ter clareza. Aceitar para modificar e prosseguir na caminhada, ou aceitar para ir embora em paz, sabendo que fez a coisa certa. 

Entre tantas coisas que você pode fazer, aceitar é o primeiro passo, amar o mais poderoso, independente da direção que escolha depois. Quem ama entende quando chega a hora de ser firme, de dizer não, de tomar atitudes mais pontuais.

O que estraga uma relação não é o fato do outro ser diferente de nós, afinal, quem é exatamente igual? O que estraga é o fato de que, mesmo bem intencionados, não aceitarmos os prazos, ritmos e processos do outro, tentando imprimir na relação uma percepção única – a nossa – e, seja diretamente ou não, cobrando do outro aquilo que ele ainda não tem, nem é, e talvez nunca será.


Enfrentamentos, gritarias, mágoas e oposições viscerais não costumam promover mudanças. É assim com o próximo, é assim com a vida. Reflita sobre isso e tenha um dia em paz ! - flaviosiqueira.com

segunda-feira, 14 de julho de 2014

QUEM VOCÊ REALMENTE CONHECE?


QUEM VOCÊ REALMENTE CONHECE?

Dia desses, numa noite calma e tranquila, sentei-me com calma para checar os e-mails e a rede social e me deparei com um convite de amizade.
Uma mensagem automática que perguntava:
“Você conhece ‘fulano de tal’?”
Isso bastou para que eu entrasse num estado de profunda reflexão.
Quantas vezes convivemos com uma pessoa achando que a conhecemos e acabamos nos surpreendendo?
Viajei percorrendo mentalmente as páginas do livro de minha vida, relembrando minha história e me deparei com inúmeras situações em que isso aconteceu.
Inúmeras vezes confiei demais em pessoas que não mereciam minha confiança, inúmeras vezes depositei expectativas em alguém achando que este(a) deveria responder a todas elas, esquecendo-me de que eu mesma, e tão unicamente eu era responsável pela minha felicidade, pela construção de minha história, pela satisfação dos meus desejos e realização dos meus sonhos.
Retornando dessa viagem, pude concluir então o aprendizado. A lição que ficou foi de que, cada vez que o universo colocar uma pessoa em meu caminho, que a olhe como um presente numa embalagem muito bonita. Uma surpresa, que vai se revelando aos poucos, e que não tenha pressa em revela-lo, pois a mágica está em surpreender-se com cada etapa descoberta.
Existem tantos presentes bonitos espalhados por aí e nós recebemos aquele que merecemos, ou aquele que estamos preparados para receber, porém, não somos obrigados a aceitar caso não nos agrade. À medida que o presente se revela, vamos percebendo que sentimento ele nos traz e então decidimos se aceitamos ou se abrimos espaço para um novo presente, para que uma nova surpresa se revele em nossa vida. Uma das razões pelo qual nos decepcionamos com algum presente, é a ansiedade em abri-lo, rasgando a embalagem ou já tentando deduzir o que tem ali, estragando a surpresa.
Retornando de minha viagem interior, grata por mais um aprendizado e aberta para novos presentes e novas surpresas, desliguei o computador feliz da vida e tive uma linda noite de sonhos coloridos e encantadores.


Carla Bettin

- 21 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - SIMPLICIDADE


- 21 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - SIMPLICIDADE

SIMPLICIDADE

O enamorar com carinho
Com as virtudes simples do nosso ser.
O respeitar com o olhar
Presenciar todo um sentimento
Único, puro e verdadeiro.
O que realmente interessa é o amor
Supremo e sagrado
O berço familiar.
O verdadeiro amor
Que nos arranca lágrimas dos olhos
Que aperta o peito
Que nos agregam valores
Que nos faz sentir saudades
Que nos faz acusar
Que nos faz sentir inteiros
E que tanto liberta quando vivenciado
Com respeito e amorosidade.
Longe das máscaras do ego,
Das pirraças, burrices e das vaidades mundanas
Existe um lugar onde somos felizes
Simplesmente por fazer parte de uma geração.
É a integração dos antepassados
Com a nossa essência.
Respeitar ao máximo o fluxo da vida
Ser valorizada enquanto mulher
Ter a dignidade de ser reverenciada
Por um amor hipnótico.
A reciprocidade da admiração
O cuidar com carinho
Talvez seja uma ilusão,
Ou palavras soltas ao vento
De um envolvimento às avessas.
Sinto que tudo de errado
É apenas um amor intenso e inflamado
Que precisa ser cuidado.
Caminho inteira
Acolhendo as imperfeições
Vivendo amorosamente
Sonhando com um amor assim.

Por: Lucileyma Carazza

Gratidão por pertencer a esta família. Por ser solo sagrado. Por te amar tanto assim...


- 21 dias dos 100diasdeGRATIDÃO

- 20 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - IRMANDADE



- 20 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - IRMANDADE

IRMANDADE

De encontros semanais
De almas e de vidas afins.
Vidas que se repetem
Que se esbarram
Que estão em constante estágio de evolução.
É o despertar do inconsciente
O caminhar inteiro
De mãos dadas com o instinto, coração e o cérebro.
É o vibrar de áureas
Onde somos todos um
Enamorados pela simplicidade da vida.

Por: Lucileyma Carazza


- 20 dias dos 100diasdeGRATIDÃO.

sábado, 12 de julho de 2014

- 19 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - IMPERFEIÇÃO


 IMPERFEIÇÃO

Existe uma necessidade de reconstrução,
Reconectar e recomeçar.
Existem momentos em que levamos tapas na cara
Momentos em que temos tempo demais e atividades de menos.
Existe a Fé e um caminho que se constrói
Sem metas e objetivos.
É um caminho que surge de onde não se programa
É um caminho solitário.
O Cerne do sofrimento que acontece
É a busca do algo mais...
Onde conectamos que ninguém é perfeito,
Ou melhor, EU NÃO SOU PERFEITA.
Não me defenderei do sofrimento a todo custo
Porque somos uma dualidade entre o céu e a Terra,
Entre o Bem e o Mal
Transitamos nisto o tempo todo.
Devemos respeitar o livre fluxo
As emoções devem seguir livremente.
As estagnações emocionais são pontos de conforto
Onde ninguém nos tira.
Toda zona de conforto é o pressuposto do desconforto
Porque o mundo gira.
É hora de abandonar a busca pelo amor de outras pessoas
É hora de tirar as vulnerabilidades debaixo do tapete
É hora de me respeitar como eu sou.

Por: Lucileyma Carazza


- 19 dias dos 100diasdeGRATIDÃO.

FELICIDADE


FELICIDADE

Felicidade é como um óculos
Que você veste.
Depende de como encaramos
De como escolhemos o nosso caminho.
Depende do foco
E da aceitação dos acontecimentos.
Sofrimento é resistir ao que é...
Felicidade é aceitar os acontecimentos da vida
Colocar os pés firmemente no presente
Mesmo que seja para impulsionar
A sairmos do lugar.
Sim, a felicidade é uma escolha,
Assim como a infelicidade.
É um estado constante de amabilidade,
Amabilidade sobre o meu ser.
De todos os desconfortos
Ele só atormenta quando a carapuça serve
O medo te norteia para uma vulnerabilidade
É importante vivenciar os obstáculos
Às vezes é preciso afastar
Destes obstáculos
Para reerguermos e reconectar.
Assumir a responsabilidade de todos os atos
Tudo que acontece em nossas vidas
É uma responsabilidade nossa(minha).
Eu me responsabilizo
Encaro minhas imperfeições, aceito.
Paro de competir e querer por querer
Que minha visão e o meu amor prevaleça.

Por: Lucileyma Carazza


- 19 dias dos 100diasdeGRATIDÃO.

MOMENTOS


MOMENTOS

De olhar para a fartura
De desejar o provável
De sonhar com o impossível
De aceitar que está tudo bem
De parar de se punir
Aceitar que és feliz.
Sair do emocional
Caminhar para o racional
E deixar o instinto guiar.
O aperto no coração
A sensibilidade intensa
São dons acolhidos em gratidão.
Assim como a raiva
Que também é um dom Divino.
É hora de aceitar o fluxo da vida
Confiar na generosidade do Universo
A tristeza já cumpriu o seu papel
É hora de praticar o aprendizado
Porque a alegria sempre te acompanha.

Por: Lucileyma Carazza


- 19 dias dos 100diasdeGRATIDÃO.

FORÇA

FORÇA

Estar em harmonia com a naturalidade:
Repousar conforme o sol diminui
Acordar ao despertar do sol
Estar no ápice das suas atividades ao meio-dia.
A atividade maior de sociabilidade na primavera
E no verão.
Estar em recolhimentos durante o outono
E inverno.
Estar em harmonia, tal como:
“Aqui na Terra como no céu”.
A Luz nos guia
Este é o ciclo da vida natural
De práticas saudáveis.

Por: Lucileyma Carazza


- 19 dias dos 100diasdeGRATIDÃO.

Eu não tenho todas as respostas.

Eu não tenho todas as respostas. Ninguém tem todas as respostas e, ao mesmo tempo, não existe uma única pessoa neste planeta que já não possua, em seu interior, as respostas de todas as suas perguntas.
A questão é: resistimos às respostas porque, às vezes, não gostamos do que ouvimos. Temos medo. Evitamos a resposta. Ela machuca. Nós, seres humanos, temos a mania de fazer da mente uma bola de cristal e queremos prever o futuro, o que vai acontecer lá na frente, e sempre projetamos os piores cenários ever. Nos defendemos dos piores cenários ever. Não queremos correr o risco de sentir/sofrer o que o pior cenário ever pode nos trazer. 
Resistimos, evitamos, fugimos, lutamos contra. Nos defendemos e nos defendemos e nos defendemos e não percebemos que tanta defesa acaba nos segmentando, nos separando de nós mesmos e nos deixando esburacados. Nos deixando incompletos. E sabe o que fazemos quando nos sentimos incompletos?
Procuramos fora. Pedimos para alguém. Elegemos mestres. Seguimos doutrinas de pessoas que, por fora bela viola, já encontraram sua completude. Pessoas que, aparentemente, não sofrem de esburacamento. Guias. Iluminados. Construímos, com a pouca força que nos resta, pedestais de cristal que têm data marcada para ruírem, porque nenhuma resposta que venha de fora vai calar nossa angústia em definitivo. O vazio é nosso, tem o nosso formato - ninguém mais cabe nele. O vazio, ele nos pertence. Nós é que nos expulsamos de nós mesmos. O vazio tem o nosso tamanho e o nosso peso e o nosso cheiro e atende pelo nosso nome.
Porque fomos nós que o definimos, quando nos abandonamos porque tínhamos algo a nos dizer que não soou bem. Quando as respostas - estas mesmas, que procuramos do lado de fora - não foram bonitas o suficiente para serem aceitas. O vazio só existe porque nós estamos resistindo ao que nós mesmos temos a nos dizer.
Até quando?
Livre arbítrio. 
Amor ou medo?

OSHO FALA SOBRE TERAPIAS

OSHO FALA SOBRE TERAPIAS

Terapia é basicamente uma função do amor, e o amor somente flui quando não há ego. Você só pode ajudar o outro na medida em que você não é egoísta. No momento em que o ego entra, o outro se torna defensivo. O ego é agressivo; ele cria uma necessidade automática no outro de ser defensivo. O amor é não-agressivo. Ele ajuda o outro a permanecer vulnerável, aberto, não-defensivo. Portanto, sem amor não há terapia.

Terapia é uma função do amor. Logo, com ego você não pode ajudar. Você pode até mesmo destruir o outro. Em nome de ajuda você pode até mesmo obstruir o seu crescimento. Mas a psicologia ocidental está numa bagunça.

A primeira coisa: a psicologia ocidental ainda pensa em termos de um ego saudável. E o ego nunca pode ser saudável. É uma contradição do próprio termo.

Ego, em si, é doença. O ego não pode nunca ser saudável. O ego está sempre levando você em direção a mais e mais doença. Mas a psicologia ocidental pensa (toda a mentalidade ocidental tem sido) que as pessoas estão sofrendo de egos fracos. As pessoas não estão sofrendo de fraqueza do ego, mas de muito egoísmo.

Mas se a sociedade é orientada pela mentalidade masculina, orientada pela agressividade, o único desejo da sociedade é como conquistar tudo, então naturalmente você tem que abandonar tudo o que é feminino em você, você tem que abandonar metade do seu ser na escuridão - e você tem de viver com a outra metade. A outra metade nunca pode ser saudável, porque a saúde vem da totalidade. O feminino tem de ser aceito. O feminino é o não-ego, o feminino é receptividade, o feminino é amor.

Uma pessoa realmente saudável é alguém que está totalmente equilibrada entre o masculino e o feminino. De fato, é alguém cuja masculinidade foi cortada, destruída por sua feminilidade, que transcendeu a ambos, que não é masculino nem feminino - que simplesmente é. Você não pode categorizá-lo. Este homem é pleno, e este homem é são. E para este homem, no Oriente, nós sempre olhamos como o Mestre.

No Oriente, nós não criamos nada paralelo ao psicoterapeuta. O Oriente criou o Mestre, o Ocidente criou o psicoterapeuta. Quando as pessoas estão mentalmente perturbadas, elas vão à um psiquiatra no Ocidente; no Oriente elas vão à um Mestre.

A função do Mestre é totalmente diferente. Ele não o ajuda a atingir um ego mais forte. Na verdade, ele faz você sentir que o ego que você tem já é demais. Abandone-o! Deixe-o ir! Uma vez que o ego foi abandonado, subitamente você é um, pleno e fluídico. E não há nenhum bloco e nenhum obstáculo...

No Oriente, a nossa abordagem é de que o terapeuta não tem de fazer nenhum trabalho. O terapeuta torna-se simplesmente um veículo para a energia de Deus. Ele tem somente que estar disponível como um bambu oco, de maneira que Deus passe através dele. O curador tem de se tornar simplesmente uma passagem.

O paciente é um homem - aos olhos orientais - que perdeu o seu contato com Deus.

Ele se tornou muito egoísta, e perdeu o seu contato com Deus. Ele criou uma tal muralha da China a sua volta que ele não sabe mais o que Deus é, ele não sabe mais o que é a totalidade. Ele está totalmente desconcertado das raízes, da própria fonte da vida. É por isso que ele está doente - mentalmente, fisicamente ou de qualquer outra maneira. A doença significa que ele perdeu a trilha da fonte. O curador (healer), o terapeuta no Oriente, tem como função conectá-lo com a fonte novamente. Ele perdeu a fonte, mas você ainda tem a conexão.

Você segura a mão da pessoa. Ela está escondida atrás de uma parede. Deixe-a estar escondida por detrás da parede. Mesmo se você puder segurar a sua mão através de um buraco na parede... se ela pode confiar em você, ela não pode confiar num Deus, ela não sabe o que Deus significa. A palavra tornou-se sem sentido para ela. Mas ela pode confiar no terapeuta, ela pode dar a mão ao terapeuta. O terapeuta está vazio, simplesmente em sintonia com Deus, e a energia começa a fluir. E esta energia é tão vital, tão rejuvenescedora, que mais cedo ou mais tarde ela dissolve aquelas muralhas da China em volta do paciente, ele tem um vislumbre do não-ego. Este vislumbre o faz são e pleno, nada mais o faz são e pleno.

Portanto, se o próprio terapeuta é um egoísta, então é impossível. Ambos são prisioneiros. Sua prisões são diferentes, mas eles não podem ser de grande ajuda.


Toda a minha abordagem sobre terapia, é de que o terapeuta tem de tornar-se um instrumento de Deus. Eu não estou dizendo não saiba o *know-how. Saiba o know-how! - mas faça este know-how disponível para Deus. Deixe Ele usá-lo. Aprenda psicoterapia, aprenda todos os tipos de terapias. Saiba tudo o que é possível saber, mas não se prenda- a isto. Ponha isto lá, deixe Deus estar disponível através de você. Permita Deus através de todo o seu know-how, permita a Deus fluir através de seu know-how. Deixe-o ser a fonte da cura e da terapia. Isto é que é amor. O amor relaxa o outro. O amor dá confiança. ao outro. O amor banha o outro, cura as suas feridas.

O AMOR NÃO É PERIGOSO MAS A INCONSCIÊNCIA É PERIGOSA

O AMOR NÃO É PERIGOSO MAS A INCONSCIÊNCIA É PERIGOSA

O amor é muito frágil, muito delicado. 
Você precisa ser muito cuidadoso e cauteloso com ele.
Você pode causar um tal dano que o outro se fecha, fica defensivo.
Se você estiver brigando muito, seu parceiro começará a escapar; vai se tornar cada vez mais frio e fechado, de modo a não ficar mais vulnerável a seu ataque.
Então, você o atacará ainda mais, porque você resistirá a essa frieza.
Isso pode se tornar um círculo vicioso, e é assim que pessoas enamoradas pouco a pouco se separam. Elas se afastam uma da outra e acham que a outra foi a responsável, que a outra a traiu.
Ambas queriam ficar juntas, mas ambas eram ignorantes. A ignorância delas fez com que entrassem em jogos psicológicos, e esses jogos se multiplicaram.
Pouco a pouco elas vão se afastando. Então elas acham que o amor é perigoso.
O amor não é perigoso. Apenas a inconsciência é perigosa.
Há muitas pessoas que evitam o amor simplesmente para estar em chão seguro. Há pessoas que não querem se comprometer em nenhum relacionamento porque elas sabem que uma vez que você esteja comprometido e mais próximo, começam as brigas, começam as resistências e as coisas feias começam a borbulhar – então, pra quê? No máximo elas ficam interessadas em relacionamentos sexuais, mas não em intimidade.
E a menos que um relacionamento se torne íntimo e profundo, você nunca saberá o que é um relacionamento. Um relacionamento simplesmente sexual é uma coisa periférica e isso nunca o satisfará.

- OSHO -

sexta-feira, 11 de julho de 2014