NEPTUNE
Years ago I came
to you
Down beneath your ripples
Submitting to the mystery
Of life beneath the waves.
Years I floated near you
Swimming in your subterrain
Rocking in the opium embrace
Of triton's tomb.
Time I lost just fussing over
Every little thing you asked for
Let myself keep fading
Silver fishes through my skin.
Somewhere I stopped breathing
But I missed the kiss of air
Cut the waves and left you there
And ne'er returned again.
Someday in my castle keep
Where rumors fly and questions creep
They'll say to me, what of the lord of the
deep?
I'll say I knew him once but he was
asleep.
There's no light
where you are, my neptune
To the mountains I will fly, away from you
Free from the waves into new love's arms
Back to the realm of the sky.
Years ago I came to you
In love and doomed to drowning
Beholden to the mystery
Of life beneath the waves
Years I floated near you
I will never see again
How I could tarry in the opium embrace
Of triton's tomb
Time I lost, just fussing over
Every little thing you asked for
Let myself keep fading,
Silver fishes through my skin.
Somewhere I stopped breathing
But I missed the kiss of air
I cut the waves and left you there
And ne'er returned again.
Someday in my castle keep
Where rumors fly and questions creep,
They'll say to me, what of the lord of the
deep?
I'll say I knew him once, but he was
asleep.
There's no light where you are, my
neptune.
To the mountains I will fly, out of this
gloom,
Free from the waves into new love's arms,
Back to the realm of the sky.
Years ago I came to you
In love and doomed by what I knew
And though I miss the mystery now
Of life beneath the waves
Thin air's as sweet as water
When your body begs to breathe
And so I leave when I must leave
Don't weep for love I couldn't save
All of us who dare
to love are brave!
There's no light
where you are, my neptune
To the mountains I will fly, away from
you!
Free from the waves into new love's arms
Back where I belong!
There's no light where you are, my
neptune!
To the mountains I will fly, out of this
gloom,
Free from the waves into new love's arms,
Back where I belong!
Someday they will
ask me (going back where I belong)
And I will say
Someday they will ask me
They will say, what of the lord of the
deep?
And I will say, I'll say I knew him once
But he was asleep.
I'll say I knew him once.
I'll say I knew him, I knew him,
I knew him once...
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NEPTUNE
Anos
atrás eu vim para você
Abaixo
sob seus ondulações
Submeter-se
o mistério
Da
vida sob as ondas.
Anos
I flutuavam perto de você
Nadar
em seu Subterrain
Balançando
no abraço ópio
Do
túmulo de triton.
Vez
que eu perdi apenas agitação sobre
Cada
pequena coisa que você pediu
Deixe-me
manter desvanecimento
Prata
pesque através da minha pele.
Em
algum lugar eu parei de respirar
Mas
eu perdi o beijo de ar
Corte
as ondas e você deixou lá
E
nunca voltaram.
Algum
dia no meu castelo manter
Onde
rumores voar e perguntas rastejam
Eles
dirão para mim, o que dizer do senhor do abismo?
Eu
vou dizer que eu o conheci uma vez, mas ele estava dormindo.
Não
há luz onde você está, meu netuno
Para
as montanhas Eu vou voar, longe de você
Livre
das ondas nos braços novo amor
Volta
para o reino do céu.
Anos
atrás eu vim para você
No
amor e condenado ao afogamento
Dívida
com o mistério
Da
vida sob as ondas
Anos
I flutuavam perto de você
Eu
nunca vou ver de novo
Como
eu poderia demorar no abraço ópio
Do
túmulo de triton
Tempo
que eu perdi, apenas agitação sobre
Cada
pequena coisa que você pediu
Deixe-me
manter desaparecendo,
Prata
pesque através da minha pele.
Em
algum lugar eu parei de respirar
Mas
eu perdi o beijo de ar
Eu
corto as ondas e você deixou lá
E
nunca voltaram.
Algum
dia no meu castelo manter
Onde
rumores voar e perguntas rastejar,
Eles
dirão para mim, o que dizer do senhor do abismo?
Eu
vou dizer que eu sabia que ele uma vez, mas ele estava dormindo.
Não
há luz onde você está, meu netuno.
Para
as montanhas Eu vou voar, sair desta melancolia,
Livre
das ondas nos braços novo amor,
Volta
para o reino do céu.
Anos
atrás eu vim para você
No
amor e condenado pelo que eu sabia
E
embora eu perca o mistério agora
Da
vida sob as ondas
Ar
de Fina tão doce quanto de água
Quando
o seu corpo implora para respirar
E
por isso deixo quando eu deve deixar
Não
chore por amor Eu não pude salvá
Todos
nós que se atrevem a amar é corajoso!
Não
há luz onde você está, meu netuno
Para
as montanhas Eu vou voar, longe de você!
Livre
das ondas nos braços novo amor
Voltar
para onde eu pertenço!
Não
há luz onde você está, meu netuno!
Para
as montanhas Eu vou voar, sair desta melancolia,
Livre
das ondas nos braços novo amor,
Voltar
para onde eu pertenço!
Algum
dia eles vão me perguntar (indo de volta onde eu pertenço)
E eu
vou dizer
Algum
dia eles vão me perguntar
Eles
vão dizer, o que dizer do senhor do abismo?
E eu
vou dizer, eu vou dizer que eu o conheci uma vez
Mas
ele estava dormindo.
Eu
vou dizer que eu sabia que ele uma vez.
Eu
vou dizer que eu o conheci, eu sabia que ele,
Eu
sabia que ele uma vez ...
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Capsicum frutescens in anus autrem kisucus est!!!!! Meu diário, meus pensamentos... meu amigo!!!
terça-feira, 15 de julho de 2014
NEPTUNE
NÃO ESPERE DO OUTRO NADA ALÉM DO QUE É.
Não
espere do outro nada além do que é. Aceite. Não tente muda-lo, não pense que é
algo pessoal, simplesmente aceite.
Se
houver algo que precisa ser melhorado, se houver alguma percepção a ser
acrescentada ou alguma mudança importante a realizar, ela virá a partir da sua
calma, da sua sabedoria, do seu silêncio interior, da harmonia que deve partir
de você até irradiar o ambiente. Isso promoverá entendimento que
equilibrará ou, se for o caso, irá gerar rupturas muitas vezes necessárias.
Até
para interromper um caminho em comum é preciso paz. Mesmo se a separação for
inevitável, que seja feito em consciência.
Um
dos maiores desastres vividos nas relações nasce quando um tenta mudar o outro
a força, aos berros, chantageando emocionalmente, portanto, não tente. Mude a
si mesmo, pacifique-se apesar dos pesares, enxergue-se e a paz será seu
árbitro, iluminara seu caminho, tudo clareará.
Esse
“outro” a que me refiro pode ser uma pessoa ou quem sabe um “corpo estranho” na
existência, um problema, uma dor, uma inquietude constante.
Ao
aceitar o outro como é, simplesmente ame. Ame reconhecendo-o, ame aceitando-o,
ame.
Agora,
preste atenção: Não estou dizendo que você deve se submeter a situações
degradantes, que deve aceitar o que te faz mal, deve simplesmente não fazer
nada como se não pudesse interferir nas relações e nas dinâmicas da vida. Não é
isso! Mas o que quer que faça, faça em consciência, como furto de um coração em
paz, não o contrário, por inconsciência e inquietude.
Entenda,
há uma diferença significativa: O que estou dizendo é que antes de qualquer
coisa você deve enxergar o outro, aceita-lo, ama-lo, para finalmente ter
clareza. Aceitar para modificar e prosseguir na caminhada, ou aceitar para ir
embora em paz, sabendo que fez a coisa certa.
Entre
tantas coisas que você pode fazer, aceitar é o primeiro passo, amar o mais
poderoso, independente da direção que escolha depois. Quem ama entende quando
chega a hora de ser firme, de dizer não, de tomar atitudes mais pontuais.
O
que estraga uma relação não é o fato do outro ser diferente de nós, afinal,
quem é exatamente igual? O que estraga é o fato de que, mesmo bem
intencionados, não aceitarmos os prazos, ritmos e processos do outro, tentando
imprimir na relação uma percepção única – a nossa – e, seja diretamente ou não,
cobrando do outro aquilo que ele ainda não tem, nem é, e talvez nunca será.
Enfrentamentos,
gritarias, mágoas e oposições viscerais não costumam promover mudanças. É assim
com o próximo, é assim com a vida. Reflita sobre isso e tenha um dia em paz ! -
flaviosiqueira.com
segunda-feira, 14 de julho de 2014
QUEM VOCÊ REALMENTE CONHECE?
QUEM VOCÊ REALMENTE
CONHECE?
Dia
desses, numa noite calma e tranquila, sentei-me com calma para checar os
e-mails e a rede social e me deparei com um convite de amizade.
Uma
mensagem automática que perguntava:
“Você
conhece ‘fulano de tal’?”
Isso
bastou para que eu entrasse num estado de profunda reflexão.
Quantas
vezes convivemos com uma pessoa achando que a conhecemos e acabamos nos
surpreendendo?
Viajei
percorrendo mentalmente as páginas do livro de minha vida, relembrando minha
história e me deparei com inúmeras situações em que isso aconteceu.
Inúmeras
vezes confiei demais em pessoas que não mereciam minha confiança, inúmeras
vezes depositei expectativas em alguém achando que este(a) deveria responder a
todas elas, esquecendo-me de que eu mesma, e tão unicamente eu era responsável
pela minha felicidade, pela construção de minha história, pela satisfação dos
meus desejos e realização dos meus sonhos.
Retornando
dessa viagem, pude concluir então o aprendizado. A lição que ficou foi de que,
cada vez que o universo colocar uma pessoa em meu caminho, que a olhe como um
presente numa embalagem muito bonita. Uma surpresa, que vai se revelando aos
poucos, e que não tenha pressa em revela-lo, pois a mágica está em
surpreender-se com cada etapa descoberta.
Existem
tantos presentes bonitos espalhados por aí e nós recebemos aquele que
merecemos, ou aquele que estamos preparados para receber, porém, não somos
obrigados a aceitar caso não nos agrade. À medida que o presente se revela,
vamos percebendo que sentimento ele nos traz e então decidimos se aceitamos ou
se abrimos espaço para um novo presente, para que uma nova surpresa se revele
em nossa vida. Uma das razões pelo qual nos decepcionamos com algum presente, é
a ansiedade em abri-lo, rasgando a embalagem ou já tentando deduzir o que tem
ali, estragando a surpresa.
Retornando
de minha viagem interior, grata por mais um aprendizado e aberta para novos
presentes e novas surpresas, desliguei o computador feliz da vida e tive uma
linda noite de sonhos coloridos e encantadores.
Carla
Bettin
- 21 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - SIMPLICIDADE
- 21 dias dos
100diasdeGRATIDÃO - SIMPLICIDADE
SIMPLICIDADE
O
enamorar com carinho
Com
as virtudes simples do nosso ser.
O
respeitar com o olhar
Presenciar
todo um sentimento
Único,
puro e verdadeiro.
O
que realmente interessa é o amor
Supremo
e sagrado
O
berço familiar.
O
verdadeiro amor
Que
nos arranca lágrimas dos olhos
Que
aperta o peito
Que
nos agregam valores
Que
nos faz sentir saudades
Que
nos faz acusar
Que
nos faz sentir inteiros
E
que tanto liberta quando vivenciado
Com
respeito e amorosidade.
Longe
das máscaras do ego,
Das
pirraças, burrices e das vaidades mundanas
Existe
um lugar onde somos felizes
Simplesmente
por fazer parte de uma geração.
É
a integração dos antepassados
Com
a nossa essência.
Respeitar
ao máximo o fluxo da vida
Ser
valorizada enquanto mulher
Ter
a dignidade de ser reverenciada
Por
um amor hipnótico.
A
reciprocidade da admiração
O
cuidar com carinho
Talvez
seja uma ilusão,
Ou
palavras soltas ao vento
De
um envolvimento às avessas.
Sinto
que tudo de errado
É
apenas um amor intenso e inflamado
Que
precisa ser cuidado.
Caminho
inteira
Acolhendo
as imperfeições
Vivendo
amorosamente
Sonhando
com um amor assim.
Por: Lucileyma
Carazza
Gratidão
por pertencer a esta família. Por ser solo sagrado. Por te amar tanto assim...
- 21 dias dos
100diasdeGRATIDÃO
- 20 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - IRMANDADE
- 20 dias dos
100diasdeGRATIDÃO - IRMANDADE
IRMANDADE
De
encontros semanais
De
almas e de vidas afins.
Vidas
que se repetem
Que
se esbarram
Que
estão em constante estágio de evolução.
É
o despertar do inconsciente
O
caminhar inteiro
De
mãos dadas com o instinto, coração e o cérebro.
É
o vibrar de áureas
Onde
somos todos um
Enamorados
pela simplicidade da vida.
Por: Lucileyma
Carazza
- 20 dias dos
100diasdeGRATIDÃO.
sábado, 12 de julho de 2014
- 19 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - IMPERFEIÇÃO
IMPERFEIÇÃO
Existe
uma necessidade de reconstrução,
Reconectar
e recomeçar.
Existem
momentos em que levamos tapas na cara
Momentos
em que temos tempo demais e atividades de menos.
Existe
a Fé e um caminho que se constrói
Sem
metas e objetivos.
É
um caminho que surge de onde não se programa
É
um caminho solitário.
O
Cerne do sofrimento que acontece
É
a busca do algo mais...
Onde
conectamos que ninguém é perfeito,
Ou
melhor, EU NÃO SOU PERFEITA.
Não
me defenderei do sofrimento a todo custo
Porque
somos uma dualidade entre o céu e a Terra,
Entre
o Bem e o Mal
Transitamos
nisto o tempo todo.
Devemos
respeitar o livre fluxo
As
emoções devem seguir livremente.
As
estagnações emocionais são pontos de conforto
Onde
ninguém nos tira.
Toda zona de
conforto é o pressuposto do desconforto
Porque o mundo gira.
É
hora de abandonar a busca pelo amor de outras pessoas
É
hora de tirar as vulnerabilidades debaixo do tapete
É
hora de me respeitar como eu sou.
Por: Lucileyma
Carazza
- 19 dias dos
100diasdeGRATIDÃO.
FELICIDADE
FELICIDADE
Felicidade
é como um óculos
Que
você veste.
Depende
de como encaramos
De
como escolhemos o nosso caminho.
Depende
do foco
E
da aceitação dos acontecimentos.
Sofrimento
é resistir ao que é...
Felicidade
é aceitar os acontecimentos da vida
Colocar
os pés firmemente no presente
Mesmo
que seja para impulsionar
A
sairmos do lugar.
Sim,
a felicidade é uma escolha,
Assim
como a infelicidade.
É
um estado constante de amabilidade,
Amabilidade
sobre o meu ser.
De
todos os desconfortos
Ele
só atormenta quando a carapuça serve
O
medo te norteia para uma vulnerabilidade
É
importante vivenciar os obstáculos
Às
vezes é preciso afastar
Destes
obstáculos
Para
reerguermos e reconectar.
Assumir
a responsabilidade de todos os atos
Tudo
que acontece em nossas vidas
É
uma responsabilidade nossa(minha).
Eu
me responsabilizo
Encaro
minhas imperfeições, aceito.
Paro
de competir e querer por querer
Que
minha visão e o meu amor prevaleça.
Por: Lucileyma
Carazza
- 19 dias dos
100diasdeGRATIDÃO.
MOMENTOS
MOMENTOS
De
olhar para a fartura
De
desejar o provável
De
sonhar com o impossível
De
aceitar que está tudo bem
De
parar de se punir
Aceitar
que és feliz.
Sair
do emocional
Caminhar
para o racional
E
deixar o instinto guiar.
O
aperto no coração
A
sensibilidade intensa
São
dons acolhidos em gratidão.
Assim
como a raiva
Que
também é um dom Divino.
É
hora de aceitar o fluxo da vida
Confiar
na generosidade do Universo
A
tristeza já cumpriu o seu papel
É
hora de praticar o aprendizado
Porque
a alegria sempre te acompanha.
Por: Lucileyma
Carazza
- 19 dias dos
100diasdeGRATIDÃO.
FORÇA
FORÇA
Estar
em harmonia com a naturalidade:
Repousar
conforme o sol diminui
Acordar
ao despertar do sol
Estar
no ápice das suas atividades ao meio-dia.
A
atividade maior de sociabilidade na primavera
E
no verão.
Estar
em recolhimentos durante o outono
E
inverno.
Estar
em harmonia, tal como:
“Aqui
na Terra como no céu”.
A
Luz nos guia
Este
é o ciclo da vida natural
De
práticas saudáveis.
Por: Lucileyma
Carazza
- 19 dias dos
100diasdeGRATIDÃO.
Eu não tenho todas as respostas.
Eu
não tenho todas as respostas. Ninguém tem todas as respostas e, ao mesmo tempo,
não existe uma única pessoa neste planeta que já não possua, em seu interior,
as respostas de todas as suas perguntas.
A
questão é: resistimos às respostas porque, às vezes, não gostamos do que
ouvimos. Temos medo. Evitamos a resposta. Ela machuca. Nós, seres humanos,
temos a mania de fazer da mente uma bola de cristal e queremos prever o futuro,
o que vai acontecer lá na frente, e sempre projetamos os piores cenários ever.
Nos defendemos dos piores cenários ever. Não queremos correr o risco de
sentir/sofrer o que o pior cenário ever pode nos trazer.
Resistimos,
evitamos, fugimos, lutamos contra. Nos defendemos e nos defendemos e nos
defendemos e não percebemos que tanta defesa acaba nos segmentando, nos
separando de nós mesmos e nos deixando esburacados. Nos deixando incompletos. E
sabe o que fazemos quando nos sentimos incompletos?
Procuramos
fora. Pedimos para alguém. Elegemos mestres. Seguimos doutrinas de pessoas que,
por fora bela viola, já encontraram sua completude. Pessoas que, aparentemente,
não sofrem de esburacamento. Guias. Iluminados. Construímos, com a pouca força
que nos resta, pedestais de cristal que têm data marcada para ruírem, porque
nenhuma resposta que venha de fora vai calar nossa angústia em definitivo. O
vazio é nosso, tem o nosso formato - ninguém mais cabe nele. O vazio, ele nos
pertence. Nós é que nos expulsamos de nós mesmos. O vazio tem o nosso tamanho e
o nosso peso e o nosso cheiro e atende pelo nosso nome.
Porque
fomos nós que o definimos, quando nos abandonamos porque tínhamos algo a nos
dizer que não soou bem. Quando as respostas - estas mesmas, que procuramos do
lado de fora - não foram bonitas o suficiente para serem aceitas. O vazio só
existe porque nós estamos resistindo ao que nós mesmos temos a nos dizer.
Até
quando?
Livre
arbítrio.
Amor
ou medo?
OSHO FALA SOBRE TERAPIAS
OSHO FALA SOBRE
TERAPIAS
Terapia
é basicamente uma função do amor, e o amor somente flui quando não há ego. Você
só pode ajudar o outro na medida em que você não é egoísta. No momento em que o
ego entra, o outro se torna defensivo. O ego é agressivo; ele cria uma
necessidade automática no outro de ser defensivo. O amor é não-agressivo. Ele
ajuda o outro a permanecer vulnerável, aberto, não-defensivo. Portanto, sem
amor não há terapia.
Terapia
é uma função do amor. Logo, com ego você não pode ajudar. Você pode até mesmo
destruir o outro. Em nome de ajuda você pode até mesmo obstruir o seu
crescimento. Mas a psicologia ocidental está numa bagunça.
A
primeira coisa: a psicologia ocidental ainda pensa em termos de um ego
saudável. E o ego nunca pode ser saudável. É uma contradição do próprio termo.
Ego,
em si, é doença. O ego não pode nunca ser saudável. O ego está sempre levando
você em direção a mais e mais doença. Mas a psicologia ocidental pensa (toda a
mentalidade ocidental tem sido) que as pessoas estão sofrendo de egos fracos.
As pessoas não estão sofrendo de fraqueza do ego, mas de muito egoísmo.
Mas
se a sociedade é orientada pela mentalidade masculina, orientada pela
agressividade, o único desejo da sociedade é como conquistar tudo, então
naturalmente você tem que abandonar tudo o que é feminino em você, você tem que
abandonar metade do seu ser na escuridão - e você tem de viver com a outra
metade. A outra metade nunca pode ser saudável, porque a saúde vem da
totalidade. O feminino tem de ser aceito. O feminino é o não-ego, o feminino é
receptividade, o feminino é amor.
Uma
pessoa realmente saudável é alguém que está totalmente equilibrada entre o
masculino e o feminino. De fato, é alguém cuja masculinidade foi cortada,
destruída por sua feminilidade, que transcendeu a ambos, que não é masculino
nem feminino - que simplesmente é. Você não pode categorizá-lo. Este homem é
pleno, e este homem é são. E para este homem, no Oriente, nós sempre olhamos
como o Mestre.
No
Oriente, nós não criamos nada paralelo ao psicoterapeuta. O Oriente criou o
Mestre, o Ocidente criou o psicoterapeuta. Quando as pessoas estão mentalmente
perturbadas, elas vão à um psiquiatra no Ocidente; no Oriente elas vão à um
Mestre.
A
função do Mestre é totalmente diferente. Ele não o ajuda a atingir um ego mais
forte. Na verdade, ele faz você sentir que o ego que você tem já é demais.
Abandone-o! Deixe-o ir! Uma vez que o ego foi abandonado, subitamente você é
um, pleno e fluídico. E não há nenhum bloco e nenhum obstáculo...
No
Oriente, a nossa abordagem é de que o terapeuta não tem de fazer nenhum
trabalho. O terapeuta torna-se simplesmente um veículo para a energia de Deus.
Ele tem somente que estar disponível como um bambu oco, de maneira que Deus
passe através dele. O curador tem de se tornar simplesmente uma passagem.
O
paciente é um homem - aos olhos orientais - que perdeu o seu contato com Deus.
Ele
se tornou muito egoísta, e perdeu o seu contato com Deus. Ele criou uma tal
muralha da China a sua volta que ele não sabe mais o que Deus é, ele não sabe
mais o que é a totalidade. Ele está totalmente desconcertado das raízes, da
própria fonte da vida. É por isso que ele está doente - mentalmente,
fisicamente ou de qualquer outra maneira. A doença significa que ele perdeu a
trilha da fonte. O curador (healer), o terapeuta no Oriente, tem como função
conectá-lo com a fonte novamente. Ele perdeu a fonte, mas você ainda tem a
conexão.
Você
segura a mão da pessoa. Ela está escondida atrás de uma parede. Deixe-a estar
escondida por detrás da parede. Mesmo se você puder segurar a sua mão através
de um buraco na parede... se ela pode confiar em você, ela não pode confiar num
Deus, ela não sabe o que Deus significa. A palavra tornou-se sem sentido para
ela. Mas ela pode confiar no terapeuta, ela pode dar a mão ao terapeuta. O
terapeuta está vazio, simplesmente em sintonia com Deus, e a energia começa a
fluir. E esta energia é tão vital, tão rejuvenescedora, que mais cedo ou mais
tarde ela dissolve aquelas muralhas da China em volta do paciente, ele tem um
vislumbre do não-ego. Este vislumbre o faz são e pleno, nada mais o faz são e
pleno.
Portanto,
se o próprio terapeuta é um egoísta, então é impossível. Ambos são
prisioneiros. Sua prisões são diferentes, mas eles não podem ser de grande
ajuda.
Toda
a minha abordagem sobre terapia, é de que o terapeuta tem de tornar-se um
instrumento de Deus. Eu não estou dizendo não saiba o *know-how. Saiba o
know-how! - mas faça este know-how disponível para Deus. Deixe Ele usá-lo.
Aprenda psicoterapia, aprenda todos os tipos de terapias. Saiba tudo o que é
possível saber, mas não se prenda- a isto. Ponha isto lá, deixe Deus estar
disponível através de você. Permita Deus através de todo o seu know-how,
permita a Deus fluir através de seu know-how. Deixe-o ser a fonte da cura e da
terapia. Isto é que é amor. O amor relaxa o outro. O amor dá confiança. ao outro.
O amor banha o outro, cura as suas feridas.
O AMOR NÃO É PERIGOSO MAS A INCONSCIÊNCIA É PERIGOSA
O AMOR NÃO É
PERIGOSO MAS A INCONSCIÊNCIA É PERIGOSA
O
amor é muito frágil, muito delicado.
Você
precisa ser muito cuidadoso e cauteloso com ele.
Você
pode causar um tal dano que o outro se fecha, fica defensivo.
Se
você estiver brigando muito, seu parceiro começará a escapar; vai se tornar
cada vez mais frio e fechado, de modo a não ficar mais vulnerável a seu ataque.
Então,
você o atacará ainda mais, porque você resistirá a essa frieza.
Isso
pode se tornar um círculo vicioso, e é assim que pessoas enamoradas pouco a
pouco se separam. Elas se afastam uma da outra e acham que a outra foi a
responsável, que a outra a traiu.
Ambas
queriam ficar juntas, mas ambas eram ignorantes. A ignorância delas fez com que
entrassem em jogos psicológicos, e esses jogos se multiplicaram.
Pouco
a pouco elas vão se afastando. Então elas acham que o amor é perigoso.
O amor não é
perigoso. Apenas a inconsciência é perigosa.
Há
muitas pessoas que evitam o amor simplesmente para estar em chão seguro. Há
pessoas que não querem se comprometer em nenhum relacionamento porque elas
sabem que uma vez que você esteja comprometido e mais próximo, começam as
brigas, começam as resistências e as coisas feias começam a borbulhar – então,
pra quê? No máximo elas ficam interessadas em relacionamentos sexuais, mas não
em intimidade.
E
a menos que um relacionamento se torne íntimo e profundo, você nunca saberá o
que é um relacionamento. Um relacionamento simplesmente sexual é uma coisa
periférica e isso nunca o satisfará.
- OSHO -
sexta-feira, 11 de julho de 2014
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