sexta-feira, 12 de setembro de 2014

EU SOU EU, VOCÊ É VOCÊ

Eu sou eu, você é você
Publicado em 11/09/2014 por Paula Jácome

“Eu sou eu, você é você. Eu faço as minhas coisas e você faz as suas coisas. Eu sou eu, você é você. Não estou neste mundo para viver de acordo com as suas expectativas. E nem você o está para viver de acordo com as minhas. Eu sou eu, você é você. Se por acaso nos encontrarmos, é lindo. Se não, não há o que fazer.” Fritz Perls, 1969

A gente tem essa ideia louca de que só é amado se atender às expectativas dos outros, de que a gente tem que ser isso ou aquilo, ou fazer isso ou aquilo outro pra conseguir ou manter o amor de alguém por nós. Talvez um resquício da educação infantil em que o humor da mamãe e/ou do papai dependia do meu bom comportamento.

“Se você fizer isso vou ficar triste”, “Fico de mal de você se não fizer aquilo”…

O amor que sinto por você vai acabar se você não for perfeito, bem sucedido, diferente, especial, esperto, inteligente, bonito… E por isso a gente passa a vida toda buscando viver uma realidade que não é a nossa pra atender ao que querem de nós… Além de ser triste, desperdiçar a experiência de experimentar o que eu quero da vida, eu fico até um pouco brava com isso.

Fico imaginando o tanto de problema, o tamanho da infelicidade que isso nos causa. E o tamanho da loucura que essa ideia louca (repeti louca de propósito, que isso causa no mundo) A gente aprende a viver sem sentir a vida, porque se a gente sente, não aguenta. Precisa tomar 20 antidepressivos pra amortecer a saudade que estamos sentindo de ser a gente mesmo.

E, sabe… O amor está no encontro, só no encontro. No sorriso, nas lágrimas, no silêncio, na suavidade, na alegria, na tristeza, no paradoxo, em estar ao lado, só isso, só estar ao lado… E ele acontece quando tem que acontecer, quando existe realmente algo pra se encontrar. E o encontro só acontece realmente quando estou sendo eu mesmo diante do outro. E, muitas vezes o que eu faço ou deixo de fazer é diferente do que você pensa que é bom, do que é certo, do que é legal, mas a verdade, é que o que eu faço, ou digo, não sou eu. Eu sou só a minha presença, um estar aqui. Enquanto você está aí. E certamente, quando estivermos em relação algo vai me incomodar em você, e você se incomodará comigo, mas isso é só o nosso medo. A vontade de levar a vida de um jeito só.



quinta-feira, 11 de setembro de 2014

- 80 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - AINDA



 AINDA

Olho para você
E desejo ser sua! Sempre sua!
Porcaria de sentimento
E de pensamentos!
Elevar o padrão vibratório
É humanamente impossível,
Pela falta que tu me faz...
Estou apegada a toda doçura
Que existiu em nós, ou em mim...
Toda escuridão existente
Vaza pelos meus ossos.
Sou carne dada aos vermes
Sentada em um quarto escuro
Tentando esquecer o passado.
Sei o que precisa ser feito
O movimento se faz necessário
Para trocar a energia estagnada
Para não adoecer mais...
O tempo passa
E você permanece no meu coração
Em uma ferida exposta sem cura.
O sorriso no rosto
É o escudo constante...
É a proteção que o coração encontrou
Para aliviar esta dor...
É que amar dói!

Por: Lucileyma Carazza

- 80 dias dos 100diasdeGRATIDÃO

terça-feira, 9 de setembro de 2014

- 79 dias dos 100diasdeGRATIDÃO – Vítima e algoz


Vítima e algoz

Ciclos viciosos existentes
Uma dualidade constante
Na busca incessante na abertura da inconsciência.
Uma relação muito comum
Que nos proporciona dor
E consequentemente muito crescimento.
Vítimas e algozes sedentos por carência e afetuosidade
Transtornados por traumas da vida...

Ser um coitado é muito vantajoso
Porque nos permite ser olhados...
Mesmo que superficialmente
Por muitos expectadores despreparados...
É uma sedução constante
Pela busca da justiça, ou da injustiça...
Detesto coitadice!
Principalmente a da pobre heroína sofredora,
A garota perfeitinha, a boazinha,  
Que merece reconhecimento custe o que custar,
Mesmo que seja com lágrimas de sangue de crocodilo...

- Ah! O algoz! O repugnante algoz!
O autossuficiente,
O perfeito com seu padrão de julgamento
Politicamente correto.
Onde um fio de cabelo não pode estar fora do lugar
E quem dirá um desvio de conduta...
São autoritários, implicantes e imponentes;
Para não dizer impotentes!
Com um tom de voz ameaçador
Que proporciona prazer
Advindo do respeito, melhor dizer, do medo da vítima.
Apontam com o dedinho e ferem com a língua...
Também estão seduzindo
Pela busca da justiça, ou da injustiça.
Como não seduzem com um beicinho,
Cortam as cabeças.

Tudo depende dos olhos de quem vê
E da maneira como nos defendemos na vida!
É uma questão de sobrevivência e defesa...
Muitas vezes fui vítima
E infinitas vezes fui algoz,
Por expor e dilacerar feridas (minhas e alheias).

Nada é estático e não sustentarei rótulos!
Olharei para todos os lados da minha moeda,
Olharei para sombra e para a luz
Porque sou vítima e algoz!

Não gosto da vítima,
Não suporto o algoz.
No entanto, a minha vítima, silencia e busca respostas;
Enquanto, o meu algoz, atira com a raiva cega e burra!
A dualidade existe em mim!

A vitimização realça a minha frustração,
E o algoz, ressurge, quando estou longe da minha essência.
Concluo que tudo depende do quanto estamos abertos
E da nossa exclusiva aceitação!

Sinto muito! Me perdoo! Me amo! Sou grata!
Sinto muito! Te perdoo! Eu te amo! Muito obrigada!
Somos todos um aprendendo a amar...

Por: Lucileyma Carazza


- 79 dias dos 100diasdeGRATIDÃO

- 78 dias dos 100diasdeGRATIDÃO – ESCREVER



ESCREVER

Revendo e vivenciando antigos padrões
Me deparei com o passado
Apegada à melancolia...
Degustei versos, crônicas e poesias;
Revi toda a monotemática de uma vida.
As vezes não sei se é um dom,
Ou um mau agouro...
Mas assim, meio que de repente
Senti orgulho das minhas prosas...
De toda a gostosura da paixonite,
Da energia sexual existente,
De todo amor empreendido
E da total pagação de mico
De uma mulher de meia idade...
Saboreio frutos apetitosos
Marcados pela eternidade.
Em estado de graça contemplo que:
Onde existe o amor
Não cabe negatividade.
Cabe apenas caminhos
Marcados por oportunidades
Geradas por afetos integrais,
Ou refinados...

Por: Lucileyma Carazza

- 78 dias dos 100diasdeGRATIDÃO

Reverencio este dom e sinto gratidão por me reconhecer como poetisa.
Este é o meu texto preferido:

ERROS

O autoconhecimento é um exercício e uma repetição diária. É a consciência entrelaçada com a inconsciência constantemente.

De vez e sempre, precisamos voltar atrás para rever os passos e o aprendizado. Como é difícil silenciar e digerirmos quem somos, perdoando o passado, e ainda, errando muito no presente com muita esperança, aceitação, confiança, amorosidade e Fé.

É um caminho sem volta onde lapidamos o nosso ego, alma, ou personalidade. Este é um lugar onde os sábios escolhem caminhar.

Limpamos os nossos vícios sociais, culturais, religiosos, fisiológicos e abrimos a consciência de que nunca alcançaremos a perfeição.

Aprendemos a lidar com as nossas emoções e vivenciamos todas as frações da vida entregues aos ciclos do amor. O entendimento emocional criam vínculos reais de afetividade.

Não somos demônios e muito menos anjos, somos humanos em um processo de evolução emocional. Somos a luz e as trevas em um único contexto. Somos frações de uma vida no Universo e no tempo.

Somos o resultado de como fomos emocionalmente feridos e a opção daquilo que realmente alimentamos a nossa alma.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

- 77 dias dos 100diasdeGRATIDÃO – RAIVA


RAIVA

Acordei com ela
Agarrada na garganta.
Um misto de frustração,
Com arrependimento
E de que nada vale à pena.
É apenas a falta de aceitação
Que me leva para longe de mim.
O jeito é permanecer
Com um sorriso no rosto
Silenciar e entregar...

Por: Lucileyma Carazza


- 77 dias dos 100diasdeGRATIDÃO

- 76 dias dos 100diasdeGRATIDÃO – SINTO MUITO


SINTO MUITO

É tanto que desisto.
O cansaço é um sintoma
De que começamos a desistir
Dos apegos emocionais.
Quanto mais me silencio
Mais me foco.
Sinto muita compaixão
E uma vontade imensa de mudar.
Primeiro eu transformo
E tudo se transforma ao meu redor.

Por: Lucileyma Carazza


- 76 dias dos 100diasdeGRATIDÃO

- 75 dias dos 100diasdeGRATIDÃO – SILÊNCIO



SILÊNCIO

Que pacifica a vida
Os pensamentos
Que fornecem respostas
No tocante à alma.
Encontro paz
E a vida se torna mais leve
Com sorrisos faceiros....

Por: Lucileyma Carazza


- 75 dias dos 100diasdeGRATIDÃO

- 74 dias dos 100diasdeGRATIDÃO – INCOGNITAS



INCOGNITAS

Tsunamis emocionais
Filosofias incondicionais
A tentativa do controle
Do querer por querer...

Deparo com momentos perfeitos
Dos quais estavam fora do controle
Tudo era leva e fluía,
Com um toque lúdico.

Em contato com o guia
Que me levava a ti...
Atendendo aos seus pedidos
Te coloquei para dormir.

Estive entregue a um amor surreal
Que não obedece aos meus desejos
Que me vira do avesso
E me proporciona crescimento.

Dói aceitar e parar de controlar
Dói amar sem esperar nada em troca
Dói reverenciar o vivenciado
Porque ainda existe o apego...

No tocante a realidade dos fatos,
Decido caminhar em novos projetos,
Concentrar em objetivos possíveis
E deixar o Universo proporcionar o melhor para nós.

Preencho a vida com conhecimentos
Na intenção que se tornem sabedoria.
Abro mão deste amor
Na intenção que ela renasça em paz.

Por: Lucileyma Carazza


- 74 dias dos 100diasdeGRATIDÃO

- 73 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - ROMÂNTICA




ROMÂNTICA

“Ser ou não ser, eis a questão”?
É o momento da conciliação;
Que fique bem claro:
É a conciliação para comigo mesma.
É o reencontro,
Para a reconstrução de um novo dia.
Não existem lamentações ou acusações...
Existe a cura de tudo aquilo que não deu certo,
É a libertação para com o passado
E por todas as amarrações emocionais existentes.
Sinto muito, eu agradeço e me perdoo;
Chega de birra e de pirraça!
Não quero mais ficar parada, ou estagnada,
Quero levantar e ser gente livre,
Disposta a novas oportunidades!
Muitas vezes, o frio na barriga
É apenas o desejo do ego viciado em adrenalina.
É apenas um vício sem distinção...
Para não arrastar mais decepções,
Curo as fases da minha vida,
Curo todos os momentos que não soube entender,
Curo o meu passado,
Pois, não quero ser escravo da notícia ruim,
Quero ser portadora da boa nova!
Quero ser real e livre!
Quero viver e transgredir!

Por: Lucileyma Carazza

- 73 dias dos 100diasdeGRATIDÃO

“Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provocações
E em luta pôr-lhes fim? Morrer... dormir: não mais.
Dizer que rematamos com um sono a angústia
E as mil pelejas naturais-herança do homem:
Morrer para dormir… é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir… Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda a lancinação do mal prezado amor,
A insolência oficial, as dilações da lei,
Os doestos que dos nulos têm de suportar
O mérito paciente, quem o sofreria,
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,
Gemendo e suando sob a vida fatigante,
Se o receio de alguma coisa após a morte,
–Essa região desconhecida cujas raias
Jamais viajante algum atravessou de volta –
Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?
O pensamento assim nos acovarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da melancolia;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Empresas de alto escopo e que bem alto planam
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar ação.
(…)”


William Shakespeare - Hamlet

Lovers On The Sun


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

UM BELO DIA RESOLVI MUDAR…


UM BELO DIA RESOLVI MUDAR…
Publicado em 04/09/2014 por Paula Jácome

“Um belo dia resolvi mudar, e fazer tudo que eu queria fazer… “

Resolvi cortar o cabelo, parar de me preocupar com o que o vizinho vai achar de mim, me livrar das expectativas, das sobre mim e das minhas. Lidar com o que está acontecendo agora. Agorinha…

Decidi parar de sofrer, de querer ser outra pessoa. Que mania essa de querer o tempo todo ser outra pessoa, de estar o tempo todo insatisfeito consigo mesmo… Enjoei. Decidi aceitar que sou só isso tudo mesmo. Algo pequeninamente genial. Absurdamente imperfeito. Alucinadamente sincrônico. Que não precisa se mover tanto, querer tanto, fazer tanto. Que pode ficar quietinha e inteirinha. E dançar! Bailar e girar pela vida afora.

Posso ser linda, leve, vento! Posso ser sagrada e louca. Menina e sábia, manhosa, enrolada, distraída, criativa, doída, horrorosa, monstruosa, bruxa, fada, mãe, esposa, Mulher, estudiosa, cozinheira, arrumadeira, professora, condutora, brincadeira, flor, malvada, mal falada, sedutora, lenhadora, quietinha, sorrateira, observadora, brava… Ou nada.

Aceito cada giro, cada parte, cada pedaço despedaçado de mim que junto e cato e que me fazem completa. Um círculo inteiro como o sol, feito de todos os raios de características que se compõem, se trocam, se encaixam, impõe, sobrepõe, contradizem, que posso usar, irradiar quando quero, preciso, ou sou acometida. Sou realmente, principalmente, acometida. E está tudo bem, está tudo fora de controle e muito bem.

Acho graça até do meu jeito que quer controlar quando aparece, pois vejo o medo que o constrói. Vejo essa vontade doida varrida de tentar colocar o mundo na palma das mãos, de fazer os outros participarem da brincadeira de bonecos da minha criancinha interna e tenho vontade de rir! Tamanha é a ilusão! Fazer caber o mundo na palma da mão! Se nem meus olhos são capazes de alcançar a magnitude do mar..

Até isso é pra mim aceitável. O medo. Mas não é o medo de querer que seja desse jeito. Mas o medo de não saber mesmo, porque não sabemos nunca é de coisa nenhuma. Não sabemos de nós mesmos… Como saber o caminho do vento? Mudamos o tempo todo de ideia. Mudamos as crenças. Os lugares, os gostos na boca, as necessidades, só não queremos ver, porque temos medo de deixar girar. E ficamos fingindo que o mundo cabe na mão (preciso repetir isso), que as ideias que temos são certas. Ou erradas.

É… Me deixar viver é enfrentar o medo. O medo de talvez de não ser amada. De dar uma cambalhota. Me deixar ser é abrir mão do medo de não ser aceita, querida, reconhecida, admirada, Barbie, boneco, robô e zumbi. É surtar, gritar, sussurrar, se jogar, brilhar, sujar, amar. Sem se julgar (?). Será que dá pra ficar um pouco frágil na vida? Pra aceitar que somos mesmo é frágeis sem tentar fingir tanto? Sem arrumar tantos subterfúgios (sucesso, beleza, carro, dinheiro) e ser só a gente mesmo? Sei lá…

Mas a verdade é que um belo dia resolvi mudar, e deixar o meu cabelo assim, como está.