sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

ACREDITAR


ACREDITAR

Sonho com afetos integrais
E não refinados

Sonho com a simplicidade
Vivenciada em apenas ser

Sonho com a sinceridade
Perpetuada por poucos

Sonho com mordidas na nuca
Copuladas em uma linga que não se quebra

Sonho com a benevolência
Escancarada em sorrisos abertos

Sonho com corações dignos
Que se reverenciam

Sonho com a integridade
Demonstrada pelos antigos guerreiros Samurais

Sonho com a fidelidade
Existente em minha Centelha Divina

Sonho com a inocência perdida
Que ainda existe em mim

Sonho com relacionamentos possíveis,
Tangíveis e admissíveis

Sonho com a equanimidade
Escondida pela minha sombra

Sonho com um tempo em que expressões faciais
Eram realizadas através dos olhos

Sonho com um amor possível
Onde o instinto, o cérebro e o coração
Caminham de mãos dadas...

Talvez seja o meu romantismo exacerbado,
Mas vivencio uma época distante de mim...
Onde o melhor a se fazer é:
Amar, silenciar e aceitar.

Sonho com atitudes dignas:
O de viver o presente
E o de amar sem esperar nada em troca.

Mais sonho mesmo
É com um amor recíproco!


Por: Lucileyma Carazza 

SEGUNDA PARTE DO CONTO: ' A CRIANÇA ENCANTADA".


...Mas, depois de algum tempo, novas formas de maldades apareciam outra vez.

Até que um dia todos se cansaram disso e disseram:

- “Não vamos incomodar-nos mais com essa questão de governo. Vamos parar de perder tempo tentando fazer com que as pessoas sejam boas. Vamos conviver com a sua maldade”.

E, por estranho que pareças, essa decisão pareceu dissipar as nuvens de preocupação que havia muito tempo pairavam sobre aquele povo. Um espírito novo e juvenil pareceu invadir cada um, e todos se puseram a trabalhar para colocar em prática o novo plano.

O primeiro resultado foi que cada cidadão teve que ficar mais paciente. Quando um ato mau era praticado contra alguém, ao invés de, como antes, querer vingança ou exigir que o autor da maldade corrigisse seu comportamento, a pessoa agora tentava ser paciente e cobrir a ferida aberta com um sorriso. Ninguém mencionava pessoas que desrespeitavam a lei, nem atos maldosos, embora as leis continuassem sendo desrespeitadas, e as pessoas fizessem maldades. Mas, embora o mal fosse feito, ninguém pensava no homem, ou na mulher, ou na criança que o havia feito, porque cada um que era ferido era paciente e esquecia quem havia feito a ofensa. É claro que havia a dor, e todos queriam terminar com ela. Mas pensar em quem havia causado a dor não adiantava. Por isso, quando um homem era prejudicado, ele logo esquecia quem o prejudicaria. Todos, agora, estavam ficando pacientes.

Então, pouco a pouco, as pessoas começaram a fazer uma misteriosa descoberta. Viram que se alguém havia feito uma maldade contra você – por exemplo – fora você que, na verdade, despertara a maldade dentro do outro. No começo a idéia parecia inaceitável, e muita gente ficou chocada ao pensar nela pela primeira vez. Mas, lentamente, as pessoas foram descobrindo que era verdade. Na segunda-feira o rei começou a sentir que ele despertava em seus súditos um tipo especial de maldade – “Mas isto é horrível “, diziam todos.

E, no entanto, era verdade. Então cada homem e cada mulher começaram a ser humildes de fato; agora não era mais uma questão de forçar alguém a ser bom – mas, sim, de deixa-lo em paz.

II - A Criança Encantada

à medida que cada um fazia seu próprio treinamento em paciência, notava um fato novo e estranho em si mesmo. A pessoa ficava interessada no que as crianças andavam fazendo. Enquanto a nuvem de preocupação consigo mesmo se dissipava, o cidadão ia ficando fascinado pela vida das crianças. Os gestos e os sorrisos das crianças pareciam trazer uma lembrança de algo doce e bonito, que a alma havia conhecido um dia, mas esquecera. A dor da vida, que o cidadão carregava consigo todo o tempo, parecia ficar um pouco esquecida, enquanto ele olhava as crianças brincando. Pensar, agora, era um pouco menos, confuso. As pessoas pareciam mais rápidas em compreender as coisas com seu próprio pensamento – tudo porque haviam começado a amar melhor as crianças. Roído o mundo falava da alegria de amar as crianças, porque isso aumentava a felicidade da vida. No entanto, ninguém havia percebido que amar as crianças era começar a obter a parte mais básica da sabedoria. Mas por que motivo crianças e sabedoria estavam intimamente conectadas? Esse mistério ninguém sabia explicar.

Foi então que um fato novo, e mais assombroso, começou a ser descoberto por aqueles que, desenvolvendo a paciência, aproximavam-se mais e mais da vidas crianças. Quando eles olhavam uma criança que brincava, e recebiam o sorriso gracioso e confiante dela, começavam a notar que a contraparte daquela criança graciosa estava em si mesmos. Por mais velho que alguém pudesse ser, por mais ferido e cansado pela batalha da vida, sempre cada criança parecia acordar uma contraparte em algum lugar no intimo da pessoa. Em pouco tempo as pessoas passaram a ter necessidade ver crianças; de uma maneira totalmente inesperada, elas traziam pureza ao coração e à mente. A vida – que havia perdido com o passar do tempo seus tons delicados – parecia recuperar as suas tonalidades antigas e inesquecíveis, e parecia ir mais fundo, até o âmago da pessoa, mesmo que o corpo já estivesse gasto que o corpo já estivesse gasto e fraco. Homens e mulheres compreendiam, emocionados, que o que eles haviam considerado completamente perdido estava voltando à vida outra vez.

Com o crescimento do amor pelas crianças, cada um começou a ter uma nova compreensão de si mesmo. Não havia uma só pessoa naquele povo que não tivesse feito muitas coisas más. Todo um conjunto de coisas feias acompanhavam cada um como uma sombra. Antes era sempre muito doloroso olhar para trás e ver as formas feias dos erros que cada um fazia quando, levado pelo desejo de viver, lutava para beber na fonte da satisfação. Mas agora, quando ele olhava para trás e via a lista de maldades cometidas, sentia, com intensidade crescente, que aquelas formas feias não eram suas. Porque, desde que começara a amar as crianças, cada pessoa descobria que uma parte sua era como uma criança pura e inocente; a cada dia ficava mais real, mais intenso e claro na consciência do cidadão que havia uma parte dele mesmo que nunca havia sido contaminada pelo mal que outra parte sua fazia.

Com a descoberta dentro de cada um dessa criança encantada, pura e sem mácula, surgia uma curiosa dissociação do passado. Antes, quando um homem olhava para trás e via seus maus pensamentos e más ações, costumava dizer: “Aquele era eu”. Mas agora, depois da sua descoberta da vida infantil, ele dizia: “Aquele não era eu “. Ele sentia profundamente que aquelas formas feias, que o cobriam como máscaras quando fazia coisas erradas, não tinham em si nada do seu real. Com o é que uma criança encantada poderia ter algo em comum com a luxuria e ganância, com ódio e orgulho? Sem dúvida era ele, e não outro, que colocava em movimento uma força má após outra. No entanto, ele agora sentia que não havia sido ele mesmo que transigira assim com o mal.

Essa descoberta por parte de cada um, de que não era o seu verdadeiro eu que havia causado o mal, libertou a mente de um grande peso. O pecado passou a ser agora apenas uma lembrança e não uma mancha na brancura da alma. As falhas do passado não anulavam mais a confiança de cada um em si mesmo. Era um sentimento maravilhoso desligar-se dos eus antigos com seus desesperos e culpas. Agora era possível contemplar qualquer tarefa elevada sem que alguém viesse dizer que ela estava fora do alcance. O espírito que negava e duvidava foi, afinal, posto de lado, junto com o feio passado.

Depois da descoberta do que cada pessoa realmente era, ficou óbvio que todos haviam errado ao fazer julgamentos. O mundo sempre havia julgado as pessoas mais pelos seus erros do que pelos seus acertos; nunca havia dado crédito às boas intenções, quando alguém tentava fazer o bem mas fazia o mal. Cada vizinho havia-se lançado sobre o não-eu que estava fazendo coisas erradas e gritando: - “Castigo para ele, o pecador! “A imagem do verdadeiro eu do cidadão, que o seu vizinho havia visto algumas vezes, desaparecia da mente deste quando ele olhava o não-eu; ele contemplava algo falso, mas o classificava com o rótulo de realidade. Assim, não só a condenação era injusta, mas o remédio era, também, completamente ineficiente. As pessoas eram punidas todos os dias, mas isso não transformava o mal em algo repelente que elas renunciassem a ele, nem fazia do bem algo tão atraente que as pessoas sentissem uma forte necessidade dele. As punições faziam sofrer, mas nunca curavam.

À medida que cada um começava a perceber como o mundo o havia compreendido e julgado de um modo fundamentalmente errado, faltava um passo apenas para compreender que ele próprio havia compreendido mal as outras pessoas. Os outros também deviam ter um não-eu quando haviam feito a maldade contra a qual todos gritavam com raiva. Seria possível que aquele não-eu na outra pessoa tivesse algo em comum com uma criança encantada? Seria possível que essa criança encantada estivesse nele agora?



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

SIMPLES


SIMPLES

É a palavra do momento
Melhor substituir “palavra” por sentimento.
É que amar não traz borboletas no estomago,
Calafrios e taquicardíacos;
O nome disso é paixão.
Muitos dos conceitos estabelecidos pelo nosso ego
Só nos levam a precipícios conjugais...
De repente, percebi que o amor é simples!
É um suspirar e respirar!
E como já dizia uma sábia amiga:
É a simplicidade de caminhar de mãos dadas,
De soltar uma gargalha...
É o dormir abraçadinho
E acordar com a neblina do inverno com um sorriso...
É olhar para o próximo e reverenciar!
Para mim o amor é calmo como maré seca
E é nesta maré que quero me entregar...
Porque o gostoso da vida
É sentir-se bem pelo prazer de estar junto...
Sem jogo, sem as máscaras do ego,
Sem imposições materiais
E sem os padrões estabelecidos pelos nossos umbigos.
O amor existe pela simplicidade,
De comungar momentos ímpares
Livres de alma
Completamente entregue ao presente.


Por: Lucileyma Carazza

domingo, 1 de fevereiro de 2015

SEXTO SENTIDO

SEXTO SENTIDO

Há momentos e situações em que não existe nada...
Não há nada a se fazer, ou dizer...
Um vazio profundo me avassala por frações de segundos;
Não existe raiva e ressentimento.
Existe apenas um sentimento: “eu sinto muito”.
É apenas o acelerar do coração,
Uma tremura descontrola,
Uma boca seca,
Um descontrole emocional,
De um coração emanando amor
E um pensamento: mais uma vez!
A mesma situação e uma nova ferida.
Diante da minha força e do meu silêncio,
Sinto que há algo diferente em mim...
Sinto compaixão por quem me causa dor,
Mas, sinto muito mais compaixão por mim...
Porque conheço o meu valor real,
Ainda acredito no amor
E sinto que toda dor existente
Ocorre simplesmente pela falta de amor...
Talvez seja falta de amor próprio,
Ou talvez, seja uma molequice de crise de meia idade...
Só sei que jamais derramarei veneno,
Nem palavras ofensivas ao vento...
Penso: doeu tanto que não consigo conversar...
Aí, escuto uma voz:
“Esta tudo bem,
Existe apenas uma cicatriz curada e reestabelecida,
Está livre de todo um passado rançoso,
E, apesar da dor, o que ocorreu de fato foi:
À conscientização de que tudo está certo em você.
Que existe muito amor e tudo terminará bem...
Se entregue para a vida e ame sempre,
Foi mais um aprendizado,
E talvez, um livramento.
Entregue a sua generosidade para o Universo,
A colheita ainda estar por vir”.


Por: Lucileyma Carazza

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

IGUALDADE E SOLITUDE


IGUALDADE E SOLITUDE

Poucas pessoas ficam a sós com a própria experiência. A maioria tem medo disso. A ironia é que as pessoas que estão sozinhas não se sentem sozinhas. E aquelas que não estão, sentem-se solitárias.

Os solitários buscam companhia, no entanto, a companhia não é possível, pois eles não descobriram ainda quem são.

O eu é um território inculto. Deixe-o inexplorado e cidades serão construídas ali.

Explore-o corajosamente e a intimidade passa a ser possível.

A verdadeira igualdade requer individuação. Até que você conheça os contornos do seu próprio coração, não conseguirá conhecer os do outro. Se deixar a sua casa antes do tempo, você buscará um lar em vão. Você encontrará uma mãe em vez de uma esposa, um pai em vez de um marido.

Quando encontra a sua casa, você a leva com você para onde for. Primeiro encontre a sua casa e depois procure uma companhia.

Descubra quem você é, não com base na definição de outra pessoa, mas de acordo com a sua própria. Reflita sobre essa definição antes de aceitá-la. Esteja presente de corpo e alma. Explore as dunas que se avolumam na beira do mar. Sinta o sal no rosto e caminhe na praia quando a maré baixar. Veja todas as formas de vida, todas as possibilidades, o jogo do pensamento e da emoção, quando a mar volta a subir. Conheça a si mesmo.

Não se perca neste mundo antes de saber quem você é, do contrário, suas chances de despertar diminuirão muito. O mundo só ficará feliz se der a você um papel e uma responsabilidade. As outras pessoas só ficarão felizes se lhe atribuírem um papel no drama delas.

Vamos admitir, alguns papéis são sedutores. Eles prometem tanto! E difícil dizer não.

“Cuide de mim, eu só tenho você” ou então: “Deixe para trás esse território deserto e solitário e venha viver comigo. Vou ama-o e cuidar de você.”

São essas as palavras que as crianças sem lar anseiam por ouvir. A vida passa a ter rumo. O pai que faltava se materializa. Tudo vai ficar bem. Será?

É bem difícil! E desse modo que o eu é traído, isto sim! E assim que o terreno inculto é pavimentado, perde sua cobertura verdejante e vê seu céu ser invadido. Chame isso de domesticação, de tecnologia, de progresso. É qualquer coisa menos isso.

A pessoa sem lar é sempre cruel e desumana ao construir seu lar. Ela nunca tem compaixão pelo seu ambiente nem leva em conta o bem-estar das outras pessoas. Ela simplesmente extravasa a sua raiva e a sua dor.

Tente viver com alguém antes de aprender a viver consigo mesmo e você terá apenas um arremedo de relacionamento. Ele não dará certo.

Primeiro, encontre um lar dentro do seu coração.

Só aquele que conhece e aceita a si mesmo pode viver com outra pessoa em pé de igualdade. Do contrário, a pessoa dará o seu poder para a outra.

O fato de um relacionamento não dar certo nunca é culpa de ninguém. Todo relacionamento acaba por um único motivo: infidelidade com relação a si mesmo.

Se você não confiava em si mesmo ao entrar num relacionamento, como é possível que confie agora, que vive com outra pessoa? Veja, ela não tem culpa. Vocês dois simplesmente concordaram que a tarefa de respeitar a si mesmos estava muito difícil, solitária. Vocês optaram por dormir juntos. Logo vocês descobriram que dormir juntos não é nada do que vocês esperavam que fosse. Vocês acordaram e se perguntaram, “Por que eu troquei uma ilusão por outra. A ilusão original era solitária, mas também era mais simples”.

Você simplesmente mudou de direção, fez uma manobra de atraso.

Saiu do sono solitário e passou a dormir ao lado de outra pessoa. Mas o desafio verdadeiro para você não era dormir, mas acordar. A menos que você assuma o compromisso de acordar, tudo o que os outros podem lhe oferecer são desvios, excursões infrutíferas, corridas sem sair do lugar. O tempo vai passando e nada muda. A dor não diminui. A velha insatisfação permanece.

Com o tempo, você percebe que tem de olhar para essa insatisfação. Ela parece estar relacionada com as circunstâncias da sua vida, mas teima em não desaparecer mesmo quando essas circunstâncias mudam.

Os lençóis foram trocados, mas a cama ainda está bamba. O problema não é aparente. Não é superficial. Ele está nos próprios alicerces. E ali que ele tem de ser tratado. São os alicerces que precisam ser escorados.

A sua insatisfação diz uma coisa e nada mais: “Você não está se respeitando”. Se estivesse, haveria energia e compromisso em atingir uma meta em sua vida. Você não estaria entediado. Não estaria se sentindo solitário. Não estaria ansioso para trocar o seu sonho pelo de outra pessoa.

Você, meu irmão ou irmã, foi quem optou pelo desvio. Não culpe a pessoa que caminha ao seu lado. Não é culpa dela. E também não é culpa sua.

Foi simplesmente a sua escolha. Não se condene por isso. Faca uma escolha diferente. Escolha respeitar a si mesmo, viver de corpo inteiro.

Faca a corajosa escolha de viver sozinho. Ficar sozinho significa ficar totalmente consigo mesmo. Significa “Se bastar”. Significa que todos os aspectos do eu aprenderam a agir com coerência e a dançar em conjunto ao redor do centro.

Quando estiver residindo por completo na sua vida, você se sentirá atraído pela companhia de outras pessoas que estão fazendo o mesmo. Você não terá mais que desistir da sua própria vida para viver a de outra pessoa. Ambos podem viver a própria vida e sentir como é ficar junto. Esse é o inicio de uma dança diferente. Mas trata-se de uma dança que só pode começar se a pessoa for coerente e dançar de acordo com a sua própria verdade.

Paul Ferrini no livro: O Silêncio do Coração e As 12 Etapas do Perdão – Por Sérgio Condé


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Novo


NOVO

Da irmandade das Sacerdotisas
Da influência Xamã
Da proteção dos Anjos de Luz
Dos corações Franciscanos
Na busca pelo autoconhecimento
Da bruxaria à libertação
Um grupo em constante transformação
Da exposição das dores
E da cura dos amores inflamados
A verdade predomina
E compaixão prevalece
Do Eneagrama,
Da Constelação familiar
Do Budismo, Hinduísmo, Taonismo,
Confucionismo e do Cristianismo
Uma mistura de conhecimentos
Voltados para cura e pela CURA da alma.
Aqui tudo se renova
Tudo é energia, a mais pura celestial
O respeito predomina
E a energia segue o fluxo constante
Tudo está bem
Porque quando paramos de controlar
E aceitamos o aprendizado da Vida
Vivenciamos o mais puro amor
Reverenciando todos os ciclos da vida
Comungados com sabedoria e generosidade!
Com a certeza de que nada fora por acaso
Porque SOMOS TODOS UM!
Emanando amor e felicidade!

Por: Lucileyma Carazza



"A gente aprende em Gestalt, e na vida, que é muito importante encerrar os ciclos para que a energia se renove. E, apesar de difícil, é preciso enfrentar essa etapa, do término."

Por: Paula Jácome 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

FADIGAS


FADIGAS

Há momentos e situações
Que não há nada a se fazer...
Entretanto, escolho!
Silencio para desacelerar os pensamentos
Para não derramar veneno...
É que o ego me boicota,
Contudo, sabiamente,
Não atendo aos seus caprichos.
Porque ele quer, porque quer me sabotar...
Sei que ele já fora o meu defensor,
Hoje, não mais...
Existe um desapego emocional
Provocado pelas circunstâncias da vida,
Com isto, transbordo em Gratidão...
Sempre tive por mim que liberdade
Estava proporcionalmente ligada à minha solitude,
Mais começo a reverter este padrão vicioso...
Começo a preencher a vida
Com a benevolência que a gratidão me proporciona.
Concluo que o silencio é a liberdade real...
Posso silenciar e caminhar pela mata,
Posso silenciar e mergulhar na mare seca,
Posso silenciar ao deparar com um gavião na janela do quarto,
Posso silenciar ao observar um siri desengonçado,
Posso silenciar em um momento inoportuno de puro desconforto.
Silencio, viro às costas carinhosamente e me liberto.
Tenho Esperança que tudo encontrará o seu destino,
Inclusive as minhas inconstâncias emocionais...
Acredito que a liberdade consiste na nossa atitude perante a vida.
Diante de todas as situações vivenciadas...
Esboço um sorriso emanado de amor
E suspiro aliviada!


Por: Lucileyma Carazza

sábado, 10 de janeiro de 2015

OK


OK

Que a inspiração sempre faça parte da minha vida
Que eu transcenda em AMOR sempre!
Que o passado não me atrapalhe
Que o medo não me paralise
Que a aceitação me transforme
Que o perdão me liberte.
Abro as portas da vida e do coração
Para que o novo entre
Preenchendo lacunas
Construindo sonhos
Renovados em Esperança.
Luto pela vida
E pela simplicidade.
Meu espírito é livre
E vivencia Paz e harmonia
Com o sorriso farto e sincero.
Que eu saiba lidar que com os obstáculos
Com sabedoria.
Que eu simplesmente ame!
Enfim, encontrei meu pouso,
Serena no balanço do Mar
                                   

Por: Lucileyma Carazza

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A Lu e o Mar


A Lu e o Mar
Conexão transcendental
Nem serena nem profana
Paixão sem igual
Ela precisa dele
Se amparar no seu balanço
E ele é o tal
Que a envolve em seu remanso
E transforma seu astral
Essa menina mulher
Que bruxa na dor
E guerreira no amor
Só queria ser querida
E amada pela vida
Mas não se rendia aos caretas
Um dia esgotada
Deu as costas para as tretas
Deu uma de aluada
Pos as malas na estrada
E enfim encontrou seu pouso
Serenizou-se no mar
Por: Juh Ct

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

PARALELOS


PARALELOS

Olho para a felicidade
Ela me incomoda
Sinto inveja                     

Olho para a felicidade
Reflito sobre a minha infelicidade
Paro de me comparar e aceito

Olho para a felicidade
Escolho viver e me libertar
Porque somos todos um.

Olho para a felicidade
Aceito que nada posso fazer
Que nada tem controle
Que as regras não me pertencem...

Olho para a felicidade
Me distraio com a vida
Com toda a benevolência proporcionada

Olho para a felicidade
Paro de me boicotar
Porque mereço e aceito ser feliz

Olho para a felicidade
E acima de tudo escolho:
Ser feliz por mim mesma.

Olho para a felicidade
Vivencio o óbvio:
Gente feliz não incomoda ninguém.

Olho para a felicidade
E me  liberto!


Por: Lucileyma Carazza

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

DISTANCIAMENTO


DISTANCIAMENTO

É o teor etílico, de uma poeta decadente
No primeiro dia de um novo ciclo.
Um momento que talvez seja o último
Vivido intensamente a todo instante!
É o obvio!
Tudo é apenas uma fração de segundos...
Um grão de areia da praia,
O respirar da tartaruga,
O “jetear” das marés altas,
Um perdido em um farol qualquer,
O mergulhar em corais longínquos,
Desvendar ilhas nativas,
Surpreender-se com os peixes psicodélicos,
Estar em alto-mar,
E ao mesmo tempo, contemplar as montanhas,
Ser acariciada pela Lua
E reverenciar à perfeição Divina desta Terra,
Reconhecendo toda a minha insignificância.
É o olhar da coruja
O alimentar do Espírito Santo
Do choro do gato
Do amor singular
Deste horizonte azul petróleo
Momentos inesquecíveis,
Em que vivenciei a plenitude em seus braços.
É a loucura advinda da realidade
Um fraco pela simplicidade da vida
Comungado por Universos Paralelos
Desconhecidos por poucos
Reverenciados por aqueles que simplesmente amam!


Por: Lucileyma Carazza

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014



Sobre desilusões: Eu te amo! Então, enviarei amor e luz todas as vezes que me lembrar de você! E depois te esqueço! Porque nada dura para sempre! Esvazie a mente e deixe o novo entrar! Aloha Namastê Revolution! (lu)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

ERAM OS POETAS ASTRONAUTAS?
É certo que não sou daqui
não sou disso nem daquilo
nem desse planeta.
Não falo essa língua
que vagueia por aí
cortando garganta
dos seres dessa galáxia.
Sem nada pra dizer
deixo um rastro de estrelas
para quem quiser me entender.
Viajante do tempo
estou no passado, presente e futuro
sem sair do lugar.
Marciano de junho
Guardo meu sol
na sombra da noite.
Não me levem aos seus Deuses
que minha vida breve
tem sede do infinito.
De onde venho
as palavras tem tem raízes no coração
e asas no espaço sideral.
Escrevia enquanto Via Láctea
e no céu da minha boca
um Poema habita o sistema solar.
Anos-luz de mim mesmo
estacionei meu ônibus especial
nesse buraco negro chamado terra.
Sou Astronauta da rua
passando um pano
na poeira cósmica desse universo.

SERGIO VAZ