domingo, 17 de julho de 2016

TOMANDO DE VOLTA O QUE VOCÊ DEU

TOMANDO DE VOLTA O QUE VOCÊ DEU

Você não vai experimentar uma verdadeira intimidade
se você passar a vida tentando agradar outros.

Aquele que se dá afastando-se de si mesmo
terá que tomar-se de volta, cedo ou tarde.

Aquele que diz "sim", porque tem medo de dizer "não"
vai dizer "não" no final, mas não será um gentil e compassivo "não".

Será um duro "não" sem perdão,
de alguém que tenta sobreviver, com medo de sufocar.

Será o grito de quem se sente traído,
Embora, na verdade, foi ele mesmo que se traiu.


Paul Ferrini:

quarta-feira, 13 de julho de 2016

À FALTA




À FALTA

Nós somos carentes. Sentimos falta, porque somos incompletos. E, ao mesmo tempo que isso é dolorido, pois precisamos do outro. É uma benção, pois precisamos do outro. Isso mesmo. É dolorido e ao mesmo tempo, uma benção.

Dolorido, pois tantas vezes nos machucamos ao pedir, tantas vezes não recebemos o que precisamos, tantas vezes precisamos enfrentar essa fragilidade trágica dos nossos corações… De se entregar e cair sem saber se há rede de proteção. Essa fragilidade de poder, à qualquer momento, estatelar a cara no chão. Essa nossa pequenez de precisar. Que nos leva à grandeza de pedir.

E, ao mesmo tempo, a mesma falta é o que nos leva a nos relacionar, a estar ao lado, a nos doar. É o que nos leva a sermos gentis, a abrir mão de nossos instintos mais tenebrosos e do nosso egocentrismo. Pois, afinal de contas, precisamos uns dos outros. Se eu preciso poder contar com você, você também deve poder contar comigo.

E, nesse paradoxo, caminhamos. Quando não decidimos nos fechar, nos esconder, fingir que somos só, pura e simplesmente perfeitos-autossuficientes-gentis, que não precisam de nada ou de ninguém pra sermos felizes. Que damos conta, de tudo e do todo sozinhos. E, caímos assim numa necessidade insana de controlar a tudo e a todos, pois não confiamos. Porque temos medo, porque estamos apavorados de que vejam a nossa fragilidade, que percebam a nossa necessidade, que muitas vezes, nós mesmos, não queremos olhar. E, pagamos aqui, o preço da solidão… E a conta dos antidepressivos da farmácia.

A verdade é que, tirando os Oshos da vida, todos nós precisamos. De abraço, de carinho, de aconchego, de cheiro, de cheirar, de beijo, de briga (brigar as vezes é demonstração de carinho e amor), de companhia pra ir no cinema, de jantar com a mesa farta de sorrisos, de alguém pra nos dizer o quanto engordamos, que precisamos estudar mais, trabalhar menos, alguém pra nos chamar de volta. De volta pro que é essencial, de volta pra onde está o nosso coração.

Afinal, a gente não se enxerga! À não ser diante do espelho, quando somos somente uma imagem projetada, cheia de poses. Mas, não nos enganemos, o mundo nos vê.

Eu acho que só nos relacionamos, só somos capazes de nos relacionar amorosamente, quando somos capazes de estar diante da nossa falta. Da nossa carência. Quando somos capazes de assumir o que precisamos do outro e suportamos estar neste lugar vulnerável, onde estamos à mercê, onde confiamos. E confiamos apesar do medo, apesar de saber que vamos nos machucar. Pois vamos nos machucar. Isso é inevitável. Não existe feliz pra sempre. Eu, inclusive acho que, pra ser feliz, é preciso aceitar que viver dói. Que não há como passar pela vida sem sentir alguma dor, sem ser frustrado. Isso é infantil.

A verdade é que precisamos. Precisamos de alguém pra amar.


Por: Paula Jácome

segunda-feira, 11 de julho de 2016

"O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angústia.Filosoficamente a angústia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.
“Estamos todos numa solidão e numa multidão ao mesmo tempo”". Zygmunt Bauman

domingo, 10 de julho de 2016

LEGADO


LEGADO

Qual seria o legado
Desta dualidade louca que atormenta
Dessa sensação de incapacidade
De tempo desperdiçado
Dessa impotência constante

Caio a meditar rogando por iluminação:
São ciclos que se fecham,
Que recomeçam...
Que são viciosos,
Muitas vezes remanescentes.

Como bom algoz
A consciência cobra...
Existe o desconforto
E fico a me perguntar:
Como lidar com a dualidade?

O padrão vibratório cai
Procuro por fugas paliativas
E me autodestruo.
O bem e o mal existem em mim
E este buraco negro atormenta...

A loucura é uma constante
E me aproprio dela...
Acolho essa negritude
Para que transgrida luz
É a possibilidade de recomeçar... reconectar.

É hora de perdoar o passado
Aceitar e acolher os defeitos,
Acalmar a alma,
Reverenciar o ocorrido
E viver...

Por: Lucileyma Carazza


“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más”. O evangelho segundo o espiritismo.



sexta-feira, 8 de julho de 2016

SER AUTÊNTICO E AUTO AUTORIZADO EM NOSSAS RELAÇÕES COM OS OUTROS

SER AUTÊNTICO E AUTO AUTORIZADO EM NOSSAS RELAÇÕES COM OS OUTROS

Relações maduras permitem a cada pessoa ser quem é. Isso não significa que haja nenhum momento de tensão, transgressão ou confusão sobre os limites de cada um. Todas as relações experimentam estes momentos. Mas, em geral, as pessoas em relações saudáveis, apreciam um ao outro como eles são, sem precisar fixarem ou mudarem um ao outro. Isso significa que eles são livres para se serem quem são e não têm que usar uma máscara ou adotar um papel incômodo para permanecerem na relação.

A pergunta "eu posso ser eu mesmo com você?" deve ser perguntada a respeito de toda relações que nós temos. Os amantes, os sócios, os amigos íntimos, deveriam estar perguntando isto um ao outro. As crianças deveriam estar perguntando isto aos pais delas.

Se a resposta para esta pergunta for "Não", nós precisamos saber por que. É porque a outra pessoa não nos permite sermos autênticos ou é porque nós não confiamos em nós mesmos suficientemente para nos revelar completamente? Ou será uma combinação da nossa falta de confiança, por um lado e a falta de aceitação por parte deles, pelo outro?

Geralmente, o grau em que nós confiamos em nós mesmos, em que falamos e agimos autenticamente, determinará o grau em que nós atraímos as pessoas que nos aceitam como nós somos. Quanto mais comprometidos com nós mesmos somos, mais tendemos a atrair outros que gostam de nós e nos respeitam como nos somos.

Paul Ferrini
(Traduzido do livro “ The Power of Love”)


terça-feira, 5 de julho de 2016

Percebo ainda tantos incômodos em mim, tantos desconfortos, críticas, resistências e contrariedades, e me pego pensando se algum dia isso terá fim, se algum dia vou me ver livre dessa parte minha que me espeta, me confunde, que é egoísta, auto-referente, que facilmente se ofende. Aí, como uma rolha que emerge do fundo de um lago, me vem um estalo, uma compreensão, de que isso nunca terá "fim" se eu não aprender a acolher e a amar essa mesma partezinha que tanto me pentelha. Minha criança birrenta às vezes chora, faz manha, tem raiva e inveja. É só uma criancinha. Eu a reconheço, lembro de sua face, e a honro quando a vejo. Peço perdão por tentar fazê-la calar a boca. Muitas vezes tudo o que ela precisa é de um abraço e de compaixão. Então tudo volta, magicamente, a estar bem.


Por: Nana Ferreira 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

SEM RÓTULO


SEM RÓTULO

Somos frações de segundos
Subjugados por momentos

Somos várias frações
Em uma única essência

Somos centelhas divinas
Inacabadas em expiações

Somos seres egóicos
Transtornados e defensivos

Somos vidas emaranhadas
Regadas de vícios e amorosidades

Somos um ciclo frenético
De morte e renascimento

Somos um grão de areia
Na finitude do mar

Somos a melancolia resgatada,
A ansiedade inacabada

Somos algozes céticos
E vítimas certeiras

Somos o bem e o mal
Da nossa conveniência mortal

Somos vida e morte
Aclamados em renascimentos

Nesse ciclo frenético
Alcanço o estágio lúdico:

De apenas SER...


Por: Lucileyma Carazza

quinta-feira, 23 de junho de 2016

ETÉREA




ETÉREA

Transito entre túneis e calabouços
Escadas e porões
Subo desço,
Precipito em mares e vulcões
Planto flores, letras e ervas
Acendo velas, faço rezos
Atravesso tempestades e furacões
O medo eu conheço,
Mas aprendi a nao me curvar
Sou da tribo sem eira nem beira
Me permito errar
Só faço o que gosto
Aprendi a me respeitar
Me encontrei na cozinha,
Entre aromas e poções
Colecionando receitas e memórias
Criando sabores e sensações
Assim sigo meu destino,
Refazendo roteiros de submundos e glórias
Por entre estradas e canteiros,
Revisitando lendas e emoções
Atravessando mangues e terreiros
Sem pressa, sem calma, sem freios.
Eu sempre sigo, não sei parar
O caminho é meu lugar
Me acolho em abraços, sorrisos largos,
Poesias e pressentimentos
Transito entre os mundos:
Éter e poeira
Sina e vento
Não me culpo, não sigo as regras
Desprezo a covardia
Descarto estratégias
Me curvo à grande obra
Reverencio a natureza
Faço graça e danço, faceira
Estou inteira.

Juliana C. Wolf

Juliana Cordeiro Wolf

quarta-feira, 8 de junho de 2016

SOB O LUAR



SOB O LUAR

Sentimentos fogem de mim
Vivencias de uma nova era
Talvez um novo ciclo

Um despertar,
Uma critica,
Ou apenas um olhar...

Acredito que seja um incomodo
Ou uma postura sustentada pelos ancestrais
Que me enraízam de alguma maneira

A fuga ainda persiste na atitude;
É que estar na zona de conforto...
É bastante confortável.

Então vedo os meus olhos
E pratico antigos hábitos
Impregnados de vícios viciosos

Fico aqui!
Nesse momento!
Nesse lugar!

A sensação impotência estagnada
E a inspiração anda adormecida
Causando um desconforto.

Estar no presente é uma dádiva
Perdoar quem eu sou e recomeçar sempre
É um ato de gratidão para comigo.

Um ato de amor exclusivamente meu
Que me proporciono egoisticamente falando...
Talvez os pensamentos estejam acelerados.

Mas vamos lá... Desacelerar,
M E D I T A R e reagir;
Sair e conquistar.

Desapegar e deixar fluir,
Olhar para a mesma paisagem,
Mas sempre com novas perspectivas.

Gosto de culpar o inverno
Para esta ingrata estagnação,
Mas acredito que há algo novo.

Nesse coração retalhado
Que observa, senti, reage e cura...
Por existir amor por demais!


Por: Lucileyma Carazza

quarta-feira, 1 de junho de 2016

DEIXEM-ME ENVELHECER


Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças,
Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém,
Quero ao meu lado quem me entenda e me ame como eu sou,
Um amor para dividirmos tropeços desta nossa última jornada,
Quero envelhecer com dignidade, com sabedoria e esperança,
Amar minha vida, agradecer pelos dias que ainda me restam,
Eu não quero perder meu tempo precioso com aventuras,
Paixões perniciosas que nada acrescentam e nada valem.
Deixem-me envelhecer com sanidade e discernimento,
Com a certeza que cumpri meus deveres e minha missão,
Quero aproveitar essa paz merecida para descansar e refletir,
Ter amigos para compartilharmos experiências, conhecimentos,
Quero envelhecer sem temer as rugas e meus cabelos brancos,
Sem frustrações, terminar a etapa final desta minha existência,
Não quero me deixar levar por aparências e vaidades bobas,
Nem me envolver com relações que vão me fazer infeliz.
Deixem-me envelhecer, aceitar a velhice com suas mazelas,
Ter a certeza que minha luta não foi em vão: teve um sentido,
Quero envelhecer sem temer a morte e ter medo da despedida,
Acreditar que a velhice é o retorno de uma viagem, não é o fim,
Não quero ser um exemplo, quero dar um sentido ao meu viver,
Ter serenidade, um sono tranquilo e andar de cabeça erguida,
Fazer somente o que eu gosto, com a sensação de liberdade,
Quero saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz!!!

Silvana Freygang


sábado, 7 de maio de 2016

PADRÕES

PADRÕES

Existe uma faixa tênue,
E talvez, eu seja este um único momento
Para essa sociedade pré-estabelecida
Atracada em padrões e convenções

Existe uma rebeldia
Uma loucura enraizada que prevalece...
Não sou de rotinas e regras
Não sou domesticada

Tentei seguir as convenções
E fracassei em todos os aspectos...
Atualmente vivencio exclusivamente
As diretrizes do meu coração.

As conspirações são expiações
Das quais vislumbro a integridade
O passado fica em seu lugar
E o presente me presenteia a dadiva de viver

Viver livremente,
Inteira...
Sinto muito...
Eu corro com os lobos


Por: Lucileyma Carazza

domingo, 24 de abril de 2016

SOBREVIVER AO DIA



SOBREVIVER AO DIA

Cada dia debutando Logo a pensar.
Quanto sozinho É tão belo permanecer.
O que detrás de todo plano
Todavia tens bons sonhos
Que pra se começar,
 É preciso sobreviver.

Um dia novo, um passo novo
Um ser sem espanto,
Todavia sempre é momento
Pra se esforçar e assim viver.

O principio é hoje começo
De diferentes começos,
Mas com um mesmo fim.
Um ontem de hoje mais nada
Esperança amanhã de um sempre lugar
Pra feliz sobreviver.


Por: Sergio Dias

domingo, 17 de abril de 2016

ESCOLHA LIVRE


ESCOLHA LIVRE

Qual causa conheço?
O que creio?
E se eu creio, qual o por quê?
De escolher onde arraigar,
A raiz do que eu posso ser.
E vivendo, escolho o molde
Que cega as vista do pensar.
E descobrindo, penso sem saber
Que as escolhas do outro,
É talvez a forma de pensar.
E vivendo ressuscito o sagrado,
Na origem do cotidiano.
Onde o verbo encarnado só alcança,
Os espaços que eu consinto.
E como escolha livre,
De que anseio e onde vou bastar.


Por: Sérgio Dias - 14/04/2016

Blog: https://www.facebook.com/sergiodiasipatinga/photos/a.434630429985914.1073741829.432393063542984/952042071578078/?type=3&theater  SOFÁ E IDEIAS

sábado, 16 de abril de 2016

SER OU SER



SER OU SER

Fico a pensar
Somos um único momento?
Quem somos realmente...

Talvez para alguns
Eu seja esse único momento
Em virtude das infâmias da vida

Sinto muito, vou sorrir
Ao lembrar das ignomínias,
Perdoar e recomeçar

A vida é perfeita por demais
Quando decidimos agarrar a felicidade
E viver em amorosidade

Aprendo com o passado
Com as cicatrizes que melhoram com o tempo
Vivencio entregue ao presente

Sou como este mar que conforta
Fora dos padrões e regras
Onde fantasmas não incomodam mais

Sou este ser vibrante
Muitas vezes agonizante
Que vive intensamente o que tem para hoje...


Por: Lucileyma Carazza

segunda-feira, 11 de abril de 2016

MARÉ SIZÍGIA



MARÉ SIZÍGIA

A lua sorri deslumbrante
As estrelas piscam para mim...
Talvez a maré esteja morta
Nestas montanhas onde a baixa temperatura transcende.

Medito e o vento ruge
Um sorriso sereno envolve.
Sou acolhida pela vida
Reverencio as adversidades do mundo.

Toda experiência
Vivenciada por esta malevolência
Sucumbida por esta benevolência
E um único sentimento transborda: gratidão.

Perdoo as minhas escolhas
Nesta maré que é o meu lar
Mas, contudo...
As montanhas são o meu porto seguro.

Somos centelhas divinas
Vivemos o bem e o mal
Das experiências que residem em nossos corações
Que nos comandam em impulsos.

Convenções e aparências não fazem parte de mim
Sou íntegra aos meus sentimentos
Incoerentes em decisões,
Muitas vezes regadas por “F’s” transcritos pelo CID 10.

Sinto muito! Me perdoo!
A loucura inflama para a cura...
Não vivo no “País das Maravilhas”,
Talvez, “na Terra do Nunca”.

Rogo por cura,
Amorosidade e libertação.
Cada um transborda em escolhas...
Eu escolho viver!
Sinto muito!


Por: Lucileyma Carazza

quinta-feira, 7 de abril de 2016

SEMPRE: SÓ POR HOJE



SEMPRE: SÓ POR HOJE

Existe um limite tênue
Entre o verdadeiro e o falso
Entre a discrição e a loucura

Entre o que eu vejo,
Penso e sinto...
Existem brumas a serem desvendadas

Vago na escuridão existente no meu ser
Me apego a luz que ainda existe em mim
Mas confesso que oscilo entre os polos

Assumo a responsabilidade
Me torturo em culpa
Liberto toda acusação

Não existe defesa e explicação
Vivemos o que precisa ser vivido
E somos o bem e o mal em um único ser

Escolhemos quem alimentamos
E muitas vezes nos perdemos em demônios
Renascemos em compaixão e amorosidade

Só por hoje caminho pelo meu lado sombrio
Estou revendo conceitos
Estou em fase de regeneração

Só por hoje ralei a alma
Esfolei o ego...
Amanhã é um novo dia...

O agora um RECOMEÇO!

Por: Lucileyma Carazza


segunda-feira, 21 de março de 2016

terça-feira, 8 de março de 2016