sexta-feira, 4 de agosto de 2017

HOJE



HOJE

Somos frações de segundos
Somos centelha divina
Somos um momento
Somos um pensamento
Somos um julgamento

Somos...
Advindos do ser.
EU optei em ser
Sem temer
Entregue

Fora dos padrões
Entrelaçada em loucuras,
Para não dizer neuroses,
TPM’s ou menopausas,
Talvez crise de meia idade.

Por favor
Me conquiste
Me transporte para Universos...
PARALELOS, divinos
De preferencia os reais...

Sei lá...
Deve ser o álcool
O ócio
Ou qualquer coisa...
Estou aqui e agora

Pronta e inteira
Para amar e ser amada...


Por: Lucileyma Carazza

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

QUERO VOCÊ AQUI




QUERO VOCÊ AQUI

Há razões para evitarmos a monotemática,
Ciclos viciosos são jargões antiquados;
Mas como evitar a vivencia do amor?...
Se somos movidos por essa graça.

Minha vassoura é motorizada
Em uma estrada longínqua,
Em correntezas barrentas e límpidas
Que desaguam em um lugar incomum...

Nesse paraíso me estabeleci
Nessa terra sagrada e amada
Nessa paisagem lúdica
Que ilumina a alma de poucos

Existe a inundação do medo
Em enchentes misteriosas e intercaladas...
Mas não se preocupe,
Sou como água em suas mãos!

Tornei-me salobra nesse emaranhado
Esse amor é como lâmpada
Em cima da minha cama...
Por favor me ilumine, não me deixe seguir...

Senti como se pudéssemos jogar fora
A mentira dos nossos passados.
Fui atraída pela sua graça
Dentro de uma tempestade.

Por: Lucileyma Carazza


Talvez precisamos apenas seguir os nossos corações, mas que culpa tenha eu, se o meu transformou-se:  “Quando a poesia bate a porta da imaginação e transpassa o coração, confesso que sou emoção, sou um emaranhado de saudade, sou homem, simples e saudoso. – Sérgio Dias”

quinta-feira, 29 de junho de 2017

LEXAPRO



LEXAPRO

Essa posologia que me leva para longe,
Envolta em sentimentos que não reconheço mais...
Talvez seja a falta de vivências,
Ou, apenas experiências;
Certamente é o torpor da alma!

Perambulo no amago de um dualismo,
Que talvez seja impudico...
Estamos competindo por um amor
Que jamais receberemos,
Pois, dançamos ao redor de mentiras que contamos...

Conceitos e princípios se degeneram
Estamos em universos paralelos
Vivendo amorosidades desonestas...
Não existe histeria ou depressão
Estamos no meio, sem emoção, mas excitados!

Vivo em um holograma com você,
Estamos chapados no paraíso,
Onde nada é errado por não ser verdade,
Estamos em prova, conhecemos a estrada,
Mas não encontramos o caminho para sair daqui.


Por: Lucileyma Carazza

terça-feira, 13 de junho de 2017

SOBRE A IDADE...


SOBRE A IDADE

Sou bem resolvida
São 41 anos bem vividos
Tenho dificuldade em aceitar,
Uma vez que, envelhecer é degenerativo,
Mas, contudo, portanto e porém...
São 41 primaveras bem vividas
Na minha proporção, condição e projeção.
Cher tem 71 e é uma Diva
Tina Turner tem 77 e é um espetáculo
Madonna 58 e detona,
Tenho a aparência de meia idade
Com mentalidade atual
Uma alma milenar (antiga mesmo).
Não sigo padrões,
Muito menos conceitos e modismos...
A vida me leva
E aceito.
A idade chega para todos


Por: Lucileyma Carazza

sexta-feira, 19 de maio de 2017

DA CULPA



DA CULPA

- Estou desejando o que não devia. Querendo o que não tinha que querer.
 - Como? 
- Eu quero algo que não atende as expectativas. Dos amigos, dos familiares, do mundo... As auto-espectativas gigantes que juntei todos esses anos em que passei tentando agradar todas as pessoas a minha volta. 
- Mas, por quê? 
- Pra ser amada... Abri mão de mim pra pertencer... Mesmo sem querer. Medo... Por medo de ficar só. 
- Sério? 
- É. E, ao querer o que não devia, me culpo. E, antes que os outros me julguem, me puno. 
- E, como faz isso? 
- Desta vez, ficando triste. Ja engordei, me sabotei profissionalmente, me deprimi, desisti de coisas que amava... Desta vez, não me permitindo a alegria. 
- Então, você, por querer algo que não está de acordo com o que o mundo espera de você, se pune, se entristece, se culpa. Antes que seja julgada... 
-Sim. 
- E o que sente disso tudo? 
- Na verdade, raiva. De mim, pois não me sustento, não me posiciono. Das pessoas, que me julgam pra me limitar. Mas não assumo isso também, nem pra mim, ou estaria, mais uma vez sendo o que não era pra ser... 
- Triste isso... 
- Sim... 

(Paula Jácome - se gosta, compartilhe com autoria)


quinta-feira, 11 de maio de 2017

UM CASO DE AMOR



UM CASO DE AMOR

Existe a monotemática
Onde tudo já foi dito e vivido
Existe o julgamento subliminar
De simplesmente nada a fazer

Uma estrela cadente caiu em coração
Num festival intergalático
Guiada pela Lua insana incandescente
Inspirando uma vida simples

Casei com a autoestima
Em uma cerimônia lúdica
Transcendi a minha essência
Vivencio experiências entregue aos contos

Essa benevolência tem um rebolado
Nessa solitude carrego sabedoria
De amar e ser amada
Um tanto quanto fora dos padrões

Não se enganem...
Aqui “jas” uma mulher feita
Livre e conhecedora de si
Selvagem e entregue...


Por: Lucileyma Carazza

quarta-feira, 26 de abril de 2017

AMOROSIDADE



AMOROSIDADE

Deixamos de sonhar
Quando fechamos a inconsciência
Para fugir da realidade

Meus sonhos são coloridos
Para que a alma viaje e aprenda,
Sem eles não suporto a realidade

Vivo em uma “Terra Amada”
Emanada de luz
Envolta de flores coloridas e perfumes

Lágrimas fogem de mim
Nesse momento exponho
A leveza e a sensibilidade da aura

Palavras são jogadas ao vento
Atitudes no levam para perto de nós
Incertezas são para serem vividas...

Matrimônios sagrados
São para serem vividos em retidão
No entrelaço de almas afins da “Trindade”

Com ou sem você
Eu posso viver
E eu espero... sem você

Toda onda que quebra na costa
Diz para a próxima que haverá mais uma
Todo Pescador sabe que o mar
É um amigo e um inimigo

Se cada um ir pelo seu caminho
Será que ficaremos indefesos na maré?
Ou fincaremos raízes eternas

O amor não é uma “coisa” fácil
É a única bagagem que você pode trazer
É tudo que você não pode deixar para trás


Por: Lucileyma Carazza

quarta-feira, 29 de março de 2017

Chamei minha sombra pra dançar
Chamei minha sombra para dar as mãos
Ela quis comandar os passos do bailado
Ela quis dançar solta pelo chão

Pedi para ela se acalmar e juntas
rodopiar as saias sob o sol amarelado
de olhos fechados e cabelos soltos
Chamei minha sombra pra dançar

Ela quis comandar os passos do bailado
Eu queria a luz do meu ser encantado
Ela queria o escuro da alma escondida

Eu a liberdade do Ser, ela o peso do ego
Eu a correnteza das águas, ela a prisão da bola de ferro
Eu as asas das borboletas, ela o casulo
Eu o olhar das grandes águias, ela a escuridão das cavernas

Chamei minha alma pra dançar
E aos poucos bailando inconsciente
A consciência despertando, segui dançando
E ao som do tambor do meu coração
Me elevei e levei a sombra pra dançar

Cheguei ao Sol...da minha alma.

Rose Kareemi Ponce


quarta-feira, 22 de março de 2017

FEITIÇO


FEITIÇO

De par em par.
Quando o três que ímpar,
Talvez um dia for par.
E os caprichos dos momentos
Equações de palavras Em variáveis se fazendo somar.
E quando seu olhar, Abarrotado de saudade não cessar.
E seus pensamentos constantes,
Feito sonho de criança te levando voar.
E seus pensamentos constantes,
Em meio a sua alma livre, sempre desejar.
Em dia de impar e par,
Quando o desejo escapar do pensar.
Onde seria o melhor lugar?
Quando a saudade de mim escapar.
Seu feitiço fez-me logo apaixonar.


Por: Sérgio Dias

MAIS QUE UM SENTIMENTO



MAIS QUE UM SENTIMENTO

Olhei para fora
No alvorecer do outono
O sol ainda não estava lá
Céu vermelho místico

Ligo o som na nossa canção
Ravel em sua perfeição nos conecta
Vivaldi zomba de nós
Nas Quatro Estações

Não quero que o mundo me veja
Acredito que não entenderiam
A ilusão persiste em não relacionar
Contudo, há algo errado e novo.

Muitas pessoas tem ido e vindo
Suas faces desaparecem como o horizonte
Mas eu vou continuar como sempre fui
Mais clara que o sol de verão

Amantes não sabem o que é culpa
Viramos para um lugar um secreto
Degustando a luxúria
Tirando nossos fôlegos

A morte nos assola
O luto nos rodeia...
Renascimento nos pertence
Em um lugar desconhecido

Vivemos o presente
Com a esperança no coração
O futuro será nosso arbítrio
O meu está em construção

Com lágrimas na face
Vejo o seu futuro consolidado
Contudo quero que saiba quem eu sou
Sou mais que um sentimento...

Por: Lucieyma Carazza

quinta-feira, 16 de março de 2017

TRIADE



TRIADE

A mente pode nos iludir
O coração nos trair
E o instinto nos levar para longe...
Longe de nós mesmo por alguns instantes
E destruir a integridade de uma história.

Onde existe amor
Existe uma dor imensurável
Um buraco fértil no coração
Um sussurro na alma
Um arrepio no corpo

Romances Shakespearianos
Sempre foram os meus preferidos
Muita paixão com tempero lúdico
Numa relação que não se consuma
Onde a morte é o final feliz

Você pode nunca sentir
E viver como um Peter Pan
Na Terra do Nunca com a Sininho...
Mas sempre existirá
Um olhar enamorado por Wendy.

O coração às vezes se ilude
Nos levando para relacionamentos egóicos
Viver em montanhas russas
Nos fornece adrenalina e ocitocina
E talvez isso nos basta... por um tempo...

Mas o que dizer de relacionamentos estáticos
Que vivenciam a simplicidade
Sem anarquia e em amorosidade?
Por quê? Aos meus olhos nos distanciamos
Daquilo que poderia ser um amor de fato!

Melhor sentir o amor
Deixar fluir como a correnteza do mar
Vivenciar o maior aprendizado:
Amar o próximo como a si mesmo!
Ser livre e sempre grato...


Por: Lucileyma Carazza

segunda-feira, 13 de março de 2017

MARATIMBA



MARATIMBA

Somos frações de segundos
Não somos apenas um único momento
Um único ser

Somos o ir e vir das águas
Às vezes cristalinas e outras turvas
Somos o beijo do mar na costa dourada

Somos pássaros que voam e descansam na brisa
Golfinhos que emergem no horizonte
E estrelas que enfeitam a paisagem

Somos corações endurecidos
A procura de felicidade momentânea
Escondidos em armaduras de defesa

Somos o livre arbítrio
O olhar apaixonado e o sorriso contagiante
Num corpo estonteante

Somos a liberdade
Confundida com a libertinagem
Em um desvio de conduta

Somos aquilo que não sabemos
Para não nos machucarmos
Em uma guerra solitária

Somos a compaixão
Enamorados pela benevolência
Conectada aos recomeços...


Por: Lucileyma Carazza

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

ENSAIO SOBRE O MEDO E A RAIVA!



ENSAIO SOBRE O MEDO E A RAIVA!

Nós não estamos dando conta de esvaziar nossos corações da raiva e do medo, não conseguimos sair da caixa furada onde recebemos apenas o oxigênio necessário para a não morte, ao invés de sairmos para respirar tudo o que merecemos, preenchendo nossos pulmões do mais puro ar da liberdade da paz interior.

Não raiva é paz, não medo é plenitude.

Não sentir raiva ou medo e permitir ver além dos olhos físicos, da mente estagnada e corroída e enxergar a beleza de cada ser e do desabrochar de cada flor nós corações 

Quando há a possibilidade de usar a lente do amor, há ainda a resistência e a palavra "luta" "batalha" "combate" vêm à tona e todos os sentidos pacificadores são adormecidos e os olhos preferem a visão já conhecida, a cor cinza toma conta do peito....

Todos queremos e vendemos a idéia de paz e harmonia, mas quando a água da sutileza, da unidade e da calmaria bate na bunda e nos tira os pés do chão forçando nossas pernas a se movimentarem fica claro que muitos de nós ainda preferem se afogar a tornar o esforço compensador e transformador. Alguns poucos passos nos levariam ao céu de nossa alma, apaziguando nossos medos, angústias, dores profundas....olhamos o abismo e cada vez que dizemos não à paz, permitimos que o abismo nos olhe de volta com um sorriso sarcástico de quem vence. O abismo nos consome e novamente escolhemos a escuridão da raiva e do medo ao nascer de um dia que teria tudo para ser perfumado.

Retiramos as pétalas de nossas rosas internas, mas permitimos que os espinhos fiquem e se fortaleçam.....espetando nossos corações e fazendo com que a dor das lembranças, que são apenas isso, lembranças.... fiquem e pisoteiem nosso espírito que fica cada vez mais angustiado, triste, melancólico e se afunde no barro das ilusões. Sim ilusões, porque tudo o que temos é nosso momento presente e nesse aqui e agora estamos com nossas mochilas pesadas de pedras passadas que GOSTAMOS de carregar, pois nós tornamos vítimas. Sair disso requer coragem de abandonar as pedras e nos tornar responsáveis por nós mesmos, nossa jornada e felicidade. Abandonar as pedras significa parar de culpar o mundo, parar de achar que tudo é "culpa" de espíritos obsessores, de inimigos que nos desejam mal, de seres de outros mundos e outras frequências e compreender que cada vibração densa nossa tem capacidade de criar nossos próprios algozes espirituais, nossas formas pensamentos materializadas. E ainda que haja seres frequênciais de diferentes vibrações, nós atraímos e entramos na mesma onda. Portanto....somos responsáveis por nossa caminhada e por cada escolha que fazemos durante nossa jornada.

Temos todas as oportunidades do mundo para mudar. O universo nos envia mensagens, pessoas, situações o tempo todo como auxílio para nossas mudanças, como candeeiro para iluminar nossos passos, mas precisamos estar atentos, olhando para o aqui, não para o passado, não para o futuro, mas para o AGORA, e como disse uma mulher/mestre: a Deusa Oportunidade tem cabelos longos e todos voltados para frente, se estamos distraídos, quando ela passar....os cabelos foram primeiro e a oportunidade foi junto.

Estarmos atendo é vermos os cabelos chegando, enxergar a possibilidade do presente, agarrar os cabelos e ser Feliz!

Para sermos felizes, precisamos agarrar a oportunidade de mudar de foco, de prisma, de horizontes....e permitir transmutar o ódio em paz, afinal somente a paz constrói....o medo destrói todo e qualquer sonho.....e sem eles, a realidade não se manifesta. Abandonar o medo é permitir que a cura se faça. Será que temos a real compreensão que nos alimentamos com o ódio sendo um dos temperos de nossas refeições?

Será que conseguimos ver que o medo apóia nossas cabeças em travesseiros embolorados em noites insones?

Será que percebemos que ao abraçamos as pessoas nosso ódio é emanado e somos responsáveis por isso?

Somos a doença e a cura, a paz e a guerra, a plenitude e a falta, a serenidade e a angústia, somos a escolha inclusive do que deixar de ser....abandonar nossas auto importâncias e apenas permitir que as asas da liberdade que apenas o amor pode tecer, se abra sobre nossas costas tornando a vida mais leve.

Desejo por todas nossas relações, que o amor se faça....e floresça em nossos peitos, qual lótus que se abre no lodo.


Rose Kareemi Ponce

VAZIO


VAZIO

Enraizada em um terreno psíquico
Com impulsos e imagens
Místicas, mitológicas e arquetípicas.
Ansiando por mistérios e lugares longínquos
E todos os instintos sagrados e mundanos.

Perdida em um horizonte
Em um espiral das trevas.
Não se trata de um vazio,
Mas do lugar dos “Seres da Névoa”
Onde as coisas são e ainda não são.

A psique chegou ao deserto da ressonância
Onde as sombras têm substância e a substância é diáfana.
Existe a sensação de um local vazio
Um desprezo pela escassez e pela fragilidade,
Por ser difícil aceitar, acreditar, perdoar e reverenciar.

- Há soluções para as más escolhas!
Paro e examino o meu coração;
Varia nele uma necessidade...
De que habilidades, dons e limitações sejam reconhecidos.
Para começar a cura
Paro de me iludir com a ideia de um pequeno paliativo...

Sou franca às minhas feridas
Surgirá em breve,
A imagem correta do remédio necessário.
E isso, fortalecerá a minha vida,
Em vez de enfraquecê-la...

Não jogarei nesse deserto
O que estiver mais fácil ou mais disponível...
O exilio me fortaleceu, mas, não é local mais apropriado,
O mundo não me seduz mais...
Aqui nascerão cactos que florescerão em breve!


Por: Lucileyma Carazza