segunda-feira, 12 de março de 2012

Guerra, Judas e os Verdadeiros Traidores de Jesus




Quantas vezes o nosso coração arde em fogo ao ver as reações humanas com relação ao semelhante. Por não sermos perfeitos, e trazermos recordações de um passado algumas vezes sangrento, nosso corpo treme e nosso coração ferve ao vermos os gritos da guerra vislumbrados no horizonte.
Cada caso é um caso, e nem todos os seres sentem os gritos de guerra como algo que clama em seu interior. Mas estes gritos, por vezes, nos fazem posicionar a favor de um ou outro lado num conflito bélico, em que na realidade não existe lado certo, já que em uma guerra a maioria perde, já que somente aqueles que conseguem em meio ao ódio dar sinais de misericórdia é que realmente podem se considerar vencedores.
O ideia do amor pode causar a dor, quando mal compreendido as agruras que o ser humano encarnado esta suscetível. Quantos faliram em suas missões por entenderem que a partir de suas ações poderiam modificar o mundo. Nossa história está repleta de seres que em nome da justiça, e sem compreender a justiça divina, cometeram atos de ignomínia pensando estarem de acordo com o pensamento de Deus, ou pensando que o que faziam, sendo bom para eles, seria bom também para o irmão.
Judas Iscariotes é um dos primeiros exemplos do ser que iludido pelo amor ao seu próximo, cometeu um erro, o erro de julgar que Jesus teria o pensar igual ao dele. Não foi a maldade que fez o ato consumado, mas um pensar de amor, no sentido de querer a liberdade de seu povo do julgo do opressor romano que desencadeou a crucificação do Mestre.
Este é o mesmo sentimento que hoje anima vários corações com relação aos Estados ditos opressores, quando não procuramos compreender a realidade de que, o que pode ser injusto aos nossos olhos, somente é a lei da ação e reação agindo tão habilmente.
Quando entramos no campo vibratório dos que somente possuem a prioridade de defender seus próprios interesses, podemos confundir nosso pensar e sermos instrumento de concretização dos objetivos mesquinhos deles. Num primeiro momento nos iludimos, achando que somos detentores do controle das rédeas da história e, que poderemos num ambiente da política perniciosa ser a luz em meio às trevas. Muitas vezes não percebemos que nossa pequena luz pode ser cercada pela escuridão e, que o brilho que julgamos ter somente serve para cegar nossos próprios olhos, não ofuscando ninguém mais que a nós mesmos. Judas cometeu este erro. Julgou o semelhante por si mesmo, não compreendeu a missão do Mestre e achou que Jesus poderia mudar o coração dos “homens de poder” em seu tempo. No livro Palavras do Infinito, psicografado por Chico, Humberto de Campos (espírito) nos fala de uma entrevista – sob a curiosidade do repórter que era – que fez com o próprio Judas na cidade de Jerusalém. De forma educada Humberto pergunta se realmente Judas foi um traidor; leia:
(Humberto pergunta) - É uma verdade tudo quanto reza o Novo Testamento com respeito à sua personalidade na tragédia da condenação de Jesus?
- Em parte... Os escribas que redigiram os evangelhos não atenderam às circunstâncias e às tricas políticas que acima dos meus atos predominaram na nefanda crucificação. Pôncio Pilatos e o tetrarca da Galileia, além dos seus interesses individuais na questão, tinham ainda a seu cargo salvaguardar os interesses do Estado romano, empenhado em satisfazer as aspirações religiosas dos anciãos judeus. Sempre a mesma história. O Sanedrim desejava o reino do céu pelejando por Jeová, a ferro e fogo; Roma queria o reino da Terra. Jesus estava entre essas forças antagônicas com a sua pureza imaculada. Ora, eu era um dos apaixonados pelas ideias socialistas do Mestre, porém o meu excessivo zelo pela doutrina me fez sacrificar o seu fundador. Acima dos corações, eu via a política, única arma com a qual poderia triunfar e Jesus não obteria nenhuma vitória. Com as suas teorias nunca poderia conquistar as rédeas do poder já que, no seu manto de pobre, se sentia possuído de um santo horror à propriedade. Planejei então uma revolta surda como se projeta hoje em dia na Terra a queda de um chefe de Estado. O Mestre passaria a um plano secundário e eu arranjaria colaboradores para uma obra vasta e enérgica como a que fez mais tarde Constantino I, o Grande, depois de vencer Maxêncio às portas de Roma, o que aliás apenas serviu para desvirtuar o Cristianismo. Entregando, pois, o Mestre, a Caifás, não julguei que as coisas atingissem um fim tão lamentável e, ralado de remorsos, presumi que o suicídio era a única maneira de me redimir aos seus olhos.
Nos dias atuais, quando ouvimos os discursos inflamados do ódio, em que uns se acham capazes de julgar os outros, no qual o mais forte oprime o mais fraco pela força das armas, não devemos compactuar com a guerra. Poderemos dizer que o forte tem a obrigação de defender o mais fraco, e isto é uma verdade, mas como dizia Tolstoi, Gandhi e outros grandes espíritos quando encarnados, ou seja, “devemos resistir à violência, mas não com a violência”, e neste sentido eu complemento que “a guerra é a arma deles, não é a nossa”.
Atrás de todo ato de guerra existe os mesmos interesses de sempre, e como diz Judas é “sempre a mesma história”. História que se repete, porque insistimos em cometer os mesmos erros. O próprio Judas quando encarnado como Joana Darc, sentiu na carne o gosto amargo do fel da traição. A libertação da França, iniciada com Joana, é mais um fato no espiritismo-histórico-dialético de um conflito que poderia ser evitado, mas que os seres humanos ainda escolheram a Lei da Destruição ao invés da Lei do Amor para mudar a sua realidade.
Sempre temos escolha, não existe guerra feita por um homem só, alguém manda, mas muitos executam e, todos são os responsáveis.
A guerra não é um ato de trair Jesus? Qual seguidor de Cristo pode justificar a mortandade sem ser um verdadeiro traidor Dele?
Judas deixa bem claro que os traidores de Cristo, hoje, são aqueles que a custa do “ouro” vendem e comercializam a vida dos seus irmãos. Judas diz na entrevista:
Em todas as homenagens a Ele prestadas, eu sou sempre a figura repugnante do traidor (... ) Olho complacentemente os que me acusam sem refletir se podem atirar a primeira pedra(...) Sobre o meu nome pesa a maldição milenária, como sobre estes sítios cheios de miséria e de infortúnio. Pessoalmente, porém, estou saciado de justiça, porque já fui absolvido pela minha consciência no tribunal dos suplícios redentores.
Quanto ao Divino Mestre – continuou Judas com os seus prantos – infinita é a sua misericórdia e não só para comigo, porque se recebi trinta moedas, vendendo-O aos seus algozes, há muitos séculos Ele está sendo criminosamente vendido no mundo a grosso e a retalho, por todos os preços em todos os padrões do ouro amoedado...
- É verdade – concluí – e os novos negociadores do Cristo não se enforcam depois de vendê-LO.
O próprio Humberto pergunta a um ancião que chama de mestre no mundo espiritual:
E, sobretudo Mestre, é a perspectiva horrorosa da guerra... Não há tranquilidade e a Terra parece mais um fogareiro imenso, cheio de matérias em combustão...
Mas o bondoso espírito-ancião me respondeu com humildade e brandura:
- Meu filho... Esquece o mundo e deixa o homem guerrear em paz!...
Achei graça no seu paradoxo, porém só me resta acrescentar:
- Deixem o mundo em paz com a sua guerra e a sua indiferença!
Não será minha boca quem vá soprar na trombeta de Josafá. Cada um guarde aí a sua crença ou o seu preconceito.
Recebida em Pedro Leopoldo a 23 de abril de 1935.
Realmente, deixemos o mundo em paz com a sua guerra.
http://centroespiritajesus.org/index.php?option=com_content&view=article&id=204:guerra-judas-e-os-verdadeiros-traidores-de-jesus&catid=13:texto-reflexivos&Itemid=22

A benção da traição



A neve caía silenciosamente, como plumas à deriva, e logo cobriu de branco a terra cinzenta e suja. Tinha nevado toda a noite e eu olhava da janela do meu estúdio, com o coração quente e repousado, a primeira nevada de inverno. Era o dia seguinte do dia de Ações de Graças, e a nevada me deu o pretexto que eu necessitava para reduzir a velocidade de minha atarefada agenda, e ter um tempo necessário para desfrutar com a minha família.

Aquele ano, como sempre, tínhamos muitas razões para estarmos agradecidos. A mão do Senhor tinha sido tão evidente sobre as nossas vidas e ministério que só podíamos nos inclinar diante dEle com os corações agradecidos, reconhecendo em silêncio que Ele tinha sido o autor de tudo isso.

A preciosa calma dessa manhã foi interrompida de repente pelo som insistente do telefone. Foi o primeiro elo de uma pesada cadeia que logo ia envolver-me em desespero e dor; porque a voz no outro lado da linha me informou que um grande problema tinha entrado em minha vida. Originaram-se circunstâncias que punham em perigo todo o meu ministério, assim como a ruína eventual de minha vida pessoal e familiar.

É assombroso ver quão rapidamente o mundo inteiro parece mudar quando mudam as nossas circunstâncias. Na verdade, a beleza está no olho de quem olha, porque a branca quietude da neve agora me parecia ser só a hipocrisia que cobria os atos duros e cruéis que se ocultavam sob a sua capa enganosa. A alegria das Ações de Graças com a minha família desapareceu rapidamente sob a sombra desta dor presente, e me afundei em minha cadeira tremendo, estremecido. Sérias acusações foram lançadas contra mim por um acusador desconhecido, e Deus sabia que eu era uma vítima inocente das circunstâncias retorcidas. Só pude clamar: "OH, Pai, quem pôde fazer isto?". A minha oração teve resposta dentro de um par de dias, e com ela veio a dor mais profunda de todas, porque descobri que o meu traidor era um amigo que dizia me amar.

Durante dois dias permaneci atônito, no silêncio e no desespero mais tenebroso. O problema que eu enfrentava era extremamente grave, mas ia além do que eu me sentia capaz de suportar, pelo fato incrível de que aquele que havia trazido este pesar para a minha vida era um que partia o pão comigo ao redor da mesa do Senhor, e freqüentemente falava do seu amor por mim.

As preciosas verdades que aprendi através dessa experiência são o tema deste escrito. As nossas experiências "pessoais" não são tão pessoais como talvez imaginamos - o que acontece em nossas vidas como membros do Corpo de Cristo tem o propósito de trazer consolo e ajuda para outros (2ª Cor. 1). Acontece-nos porque é a herança mútua dos membros do Corpo de Cristo compartilhar os sofrimentos da Cabeça (Flp. 1:29; Col. 1:24).

A certeza da traição

A dura experiência de ser traído por nossos amigos e amados deve ocorrer forçosamente na vida de cada crente. Baseio esta observação em muitas experiências sobre a vida cristã, além do claro e simples ensino da Palavra de Deus. É um descobrimento interessante aprender que a palavra "traição" e suas formas só se usam com respeito à traição de Jesus por Judas, excetuando uma só menção em Lucas 21:16. Nesta passagem, que é profética, usa-se para representar o fim do tempo da graça e é indicada como uma das marcas de identificação, ou sinais, da vinda do Senhor Jesus Cristo. O versículo simplesmente diz: "Vocês serão traídos até por seus pais, irmãos, parentes e amigos; e a alguns de vós serão entregues à morte" (NVI).

Esta é uma coisa terrível de descobrir, mas é a promessa clara da palavra de Cristo. O tempo da graça será encerrado com um tempo de engano religioso mundial. Será a hora da grande apostasia - tempos perigosos nos quais a verdade será resistida pela falsidade e o engano (estudem as palavras de Paulo em 2ª Timóteo 3:1-17).

Eu creio que cada homem em quem Jesus habita, terão nestes terríveis últimos tempos o seu próprio Judas pessoal; porque na era da apostasia se destacará o irmão falso. Do mesmo modo, a traição é a experiência comum de cada homem a quem Deus usou alguma vez para a Sua glória.

Nosso versículo em Lucas 21:16 diz que a traição vem da parte de "pais, e irmãos, parentes e amigos". Espantoso, mas real, e por uma boa razão. Primeiro, os nossos inimigos não podem nos trair. Eles não estão próximos o bastante dos nossos corações. Não somos suficientemente íntimos com eles. É com os nossos irmãos e amigos que abrimos o nosso coração. Os nossos inimigos não podem nos ferir; são os nossos amigos que nos ferem. Assim, o salmista disse no Salmo 55:12-14: "Porque não me afrontou um inimigo, o qual teria suportado; nem se elevou contra mim o que me aborrecia, porque me teria escondido dele; mas tu, homem, meu íntimo, meu guia, e meu familiar; que juntos comunicávamos docemente os segredos, e andávamos em amizade na casa de Deus".

Assim que toda a história da Bíblia ecoa do fato da traição para as mãos dos nossos amigos. Abel foi traído por seu único irmão; Esaú por seu irmão gêmeo; Isaque por seu filho; Urías por seu rei em quem confiava e por sua esposa encantadora; Jesus por seu discípulo consagrado; Paulo por "falsos irmãos". Não precisamos seguir, porque esta solene verdade permanece: freqüentemente são os nossos amigos os que se levantam contra nós, e assim se multiplicam as nossas aflições na vida cristã. Em geral, eu fui tratado com muita mais bondade por inconversos do que por irmãos declarados; e tenho experimentado freqüentemente a ferida esmagadora da traição pelas mãos daqueles que professavam me amar. Este paradoxo pode nos perturbar e nos entristecer, mas a sabedoria e o amor de Deus se vêem em tudo isso, na serena verdade de que ele não libertou nem o seu próprio Filho a este respeito, mas o enviou para a morte por mão de um amigo. Que Deus instrua os nossos corações por meio desta preciosa lição!

O método da traição

O método sempre será o mesmo. Primeiro, os nossos traidores escolherão cuidadosamente a hora. No caso de Jesus, ele foi traído no momento exato da sua vida em que ele tinha a maior necessidade de companhia humana (Marcos 14:37); na hora da sua maior necessidade; e quando estava a um passo de sua maior obra (o Calvário). Anima-te, querido leitor, se a traição tiver sido a sua recente experiência. Deve haver grandes coisas diante para ti, de outro modo Satanás não o açoitaria neste momento.

Os nossos traidores também conhecem o lugar onde nos atacar. João 18:2 mostra que Judas sabia o lugar secreto onde Jesus se retirava. Eles nos observam e conhecem o nosso lugar de agonia e oração; e assim, tendo a vantagem da intimidade, nos golpeiam com violência no lugar oportuno.

A sua forma de traição sempre será o beijo. Eles respiram o nosso amor, de modo que podem nos golpear no momento mais inesperado. A palavra de Deus diz: "Até o homem da minha paz, em quem eu confiava, que do meu pão comia, levantou contra mim o calcanhar" (Sal. 41:9). Há uma figura preciosa neste verso. O significado original representa um cavalo conhecido e confiável que cruelmente dá coices em um amigo desprevenido e confiado.

Vitória sobre o traidor

O que aconteceu com Judas? A história registra o seu trágico final, mas encoberto na aparente vaguidade do breve relato de sua morte há um drama que tem permanecido por muito tempo sem revelação.

Para vê-lo em sua perspectiva real, devemos olhar brevemente para a relação entre Jesus e Judas. Jesus escolheu a Judas e orou por ele (Luc. 6:12-13), como o fez por Jerusalém que o rejeitou e por aqueles que o crucificaram. Jesus desejava que Judas comesse a última Páscoa com ele (Luc. 23: 14-15), amou-o e lhe ofereceu o lugar de amor e comunhão à mesa no aposento da Páscoa (João 13:26). Jesus lavou os seus pés (João 13:5) e, daí, expressou-lhe um amor que era indubitavelmente verdadeiro e digno do Filho de Deus. Jesus deu a Judas total reconhecimento e nunca o delatou como o seu futuro traidor, mas se referia a ele como o seu "amigo". A meditação cuidadosa sobre os eventos que levaram a traição revelará que Jesus ofereceu a Judas toda mostra de amor e não esteve disposto a repudiá-lo nem mesmo no momento do seu crime.

Jesus ensinou em Mateus 5:44 que devemos amar os nossos inimigos e ele praticou tudo o que pregou. Ainda que de antemão conhecesse perfeitamente o mal que Judas faria contra ele, mostrou-lhe o seu amor sincero em toda forma concebível.

Em Marcos 14:45 Judas acordou trair Jesus com um beijo. Há duas palavras no original para "beijo". Uma significa o beijo de amizade e outra significa beijar fervorosamente, ou o beijo do amor verdadeiro. Agora, vamos ao Getsemani e vejamos a cena final. Judas vem com a multidão armada com paus e espadas para fazer Jesus prisioneiro. Judas saúda o Senhor e o beija; mas, de acordo com o original, não é com o beijo de amizade como tinha acordado, mas com o beijo de amor genuíno! Só a eternidade revelará o que passou nesse momento pelo coração de Judas. Possivelmente, à luz flutuante das tochas, Judas viu no rosto de Jesus a assustadora verdade de que apesar da sua traição, Jesus ainda o amava, porque ele chamou a Judas, de "amigo".

Jesus foi aprisionado e Judas chorou por ter traído sangue inocente; tinha aprendido que o amor de Jesus para ele era real. O seu coração deve ter experimentado um golpe demolidor, e agora ele não pode racionalizar a sua loucura ou justificar o seu ato detestável. Tenta desfazer o que tinha feito devolvendo o dinheiro, mas é rejeitado com desprezo por seus ímpios amigos, pois nem mesmo eles querem relacionar-se agora com Judas. O seu ganho momentâneo se torna pó em suas mãos -o futuro é negro sem a fraternidade de Jesus e dos seus amigos- ele perdeu para sempre aquele ministério que Jesus lhe tinha dado (Atos 1:20); a sua habitação estará agora desolada, outro homem tomará a sua coroa, e Judas irá para o seu próprio lugar em uma morte solitária efetuada por sua própria mão.

Judas morreu por sua própria mão? Parece-me evidente que Judas morreu sob a força do irresistível amor de Cristo. Judas destruiu a si mesmo porque ele já não podia viver mais consigo próprio ou com outros, e tudo isto foi operado pelo verdadeiro amor do Senhor Jesus Cristo. Parece-me que as palavras de Romanos 12:20-21 são repentinamente claras: "Assim, se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber; pois fazendo isto, brasas de fogo amontoará sobre a sua cabeça. Não sejas vencido do mau, mas vence com o bem o mal".

Não se cumprem assim aquelas palavras que afirmam: "Porque as armas da nossa milícia não são carnais ..." (2ª Coríntios 10:4), e "o amor nunca acaba" (1ª Cor. 13:8)? Sem dúvida, precisamos afirmar desesperadamente em nossos corações que a Palavra de Deus é a verdade. Nós só damos mais razão ao ódio dos nossos inimigos e motivo para a traição dos nossos amigos quando lhes devolvemos mal por mal. O amor que é verdadeiro e não muda mesmo frente a uma má obra contra ele, finalmente conduzirá o seu traidor às solitárias ladeiras do Campo de Sangue (Acéldama - At. 1:19) para morrer.

A necessidade da traição

Há outra consideração no ato da traição de Judas. Ele foi escolhido pelo Senhor Jesus Cristo, ainda que o Senhor soubesse de antemão que Judas o trairia (João 6:64). Em minha própria experiência pessoal de traição pelas mãos de um amigo, o amado Senhor me mostrou esta verdade preciosa. Enquanto estava no fogo desta provação, fui deitar em uma noite pensando naquele que pretendia me amar e tinha usado a sua profissão para me pôr nas mãos dos meus inimigos. De noite despertei em oração achando a resposta para este pensamento: O Senhor Jesus escolheu os seus próprios amigos, e sabendo de antemão a traição de Judas, escolheu-o de todos os modos! Disse-lhes que ele tinha escolhido aos doze, e que um deles era o diabo. Dava graças a Deus por esse diabo, pois ele era necessário para o ministério de Jesus, e por meu traidor, sendo que ele também era necessário em minha vida.

Que necessidade teria de um crente ser traído por seus amigos ou amados? Que bom propósito poderia ter a dor e a tristeza de um coração ferido? Eu fiz estas perguntas aquela noite e encontrei respostas que vieram ao encontro das necessidades do meu coração. Nós temos necessidade de reconhecer a fidelidade do Espírito Santo em nossas vidas. Consideremos o fato de que Jesus nunca foi enganado a respeito de Judas. "Porque Jesus sabia desde o princípio quem era os que não criam, e quem o havia de entregar" (João 6:64).

Eu estou seguro de que, em cada experiência de traição na vida do crente, ele pode olhar para trás e recordar a advertência fiel do Espírito Santo. Em um caso, me recordo que poderia estar ciente desde o começo se eu apenas tivesse ouvido o testemunho interior do Espírito.

Quem pode explicar a natureza da advertência de Deus na alma com respeito a um irmão falso? Não é fácil expressá-lo com palavras, mas todos os santos conhecem a inquietação que a razão não pode explicar sobre alguns que professam serem nossos amigos. Conhecemos e experimentamos esse muro real de restrição que procura impedir que déssemos os nossos corações para aqueles que nos trairiam em um tempo de necessidade. Não estaríamos tão freqüentemente afligidos e defraudados por outros se fôssemos mais sensíveis ao Fiel que mora em nós. Nós não cremos no "discernimento" pelo Espírito? Então, por que freqüentemente desprezamos aquele sentimento estranho em nosso coração por amigos declarados e nos aventuramos a "proclamar" comunhão por sobre todas as advertências do Senhor Jesus Cristo por Seu Espírito? Quando nós aprenderemos que "o Senhor conhece os que são seus"?

A nossa responsabilidade é ouvi-lo nas profundidades mais íntimas da nossa alma e depender Dele para esquadrinhar os corações de outros por Seu Espírito. A experiência da traição esclarece a verdade de que a aceitação pública no meio dos crentes, o emprego de vocabulário comum entre os santos, a realização de obras religiosas, a pregação da Palavra, ou qualquer outro sinal externo que normalmente constitui uma "provação" da salvação e fidelidade de um homem, nem sempre manifestam a situação verdadeira. "...pois o homem olha para o que está diante dos seus olhos, mas o Senhor olha para o coração" (1 Sam. 16:7).

Reconheçamos em cada homem a posição que ele declara ter diante de Deus, mas nunca nos permitamos ir além do testemunho do Espírito de Deus em nossos corações em nossa relação aos outros. Temos lido de muitos que vieram a Jesus e professaram fé nele, apoiados puramente nos milagres que realizou, e não sobre uma genuína fé nele como o Filho de Deus. Movidos só pela impressão das obras externas, eles se incluíram entre os seus seguidores... "Mas o próprio Jesus não se confiava neles, porque conhecia a todos, e não tinha necessidade de que ninguém lhe desse testemunho do homem, pois ele sabia o que havia no homem" (João 2:24-25).

A nossa obrigação não é abrir o coração para todo homem que procura entrada em nosso homem interior, mas permitir aos nossos corações serem afetados para outros pelo Espírito Santo, pois ele sempre nos advertirá daqueles que tentam nos enganar. Aprendamos que a "comunhão" é a obra do Espírito Santo e não do homem. Não tentemos estabelecê-la sem a sua ajuda, nem a rejeitemos quando ele tão obviamente a estabelece entre os nossos corações e outros no Corpo de Cristo.

Qual é a necessidade da traição? Talvez deva ser esclarecida através das palavras de Pedro em sua primeira epístola quando ele observa que os seus leitores terão que "ser afligidos em diversas provações... se for necessário". É necessário porque, como ele explica tão belamente, há um fruto tanto presente como futuro de tais experiências aflitivas. No futuro, esta prova da nossa fé, como o ouro provado no fogo, tirará do forno as nossas vidas em louvor, honra e glória para o Senhor Jesus Cristo em sua vinda. Se só pudéssemos nos agarrar neste tremendo potencial no meio das nossas provações, quão distinta seria a resposta dos nossos corações ao desafio dessa hora! Além disto (graça sobre graça), as duras provações da vida são usadas para fazer uma obra muito necessária em todos nós - a obra de aumentar o nosso amor e gozo nesta vida presente. Leia 1.a Pedro 1:6-8 e recordem que, depois de cada forno de aflição, saímos amando ao Senhor como nunca antes e nos regozijando na realidade da sua comunhão.

Necessitamos da experiência da traição para aprender a verdadeira submissão ao Senhor. Você sabia que a maior oração que um filho de Deus pode dizer é a oração do Filho perfeito: "Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado" (Luc. 10:21)? Quando pudermos clamar assim do íntimo dos nossos corações feridos, saberemos que o aguilhão já se foi e que triunfamos, porque a nossa submissão para o desejo do Pai em nossas vidas traz a vitória sobre todo ataque que venha contra nós (2ª Cor. 2:14).

2ª Coríntios 4:15-18 oferece mais razões para a aparente injustiça das grandes desilusões da vida. Paulo dá a perspectiva apropriada para as nossas aflições, nos dizendo que o ataque não é contra o homem exterior, mas sim contra o homem interior.

Freqüentemente estremecemos sob o temor das "conseqüências que isto poderia trazer para a nossa vida", e esquecemos que nos tempos angustiosos nada pode causar dano ao nosso homem interior se estivermos vestidos de toda a armadura de Deus. Estas coisas duram só um momento comparadas com a eternidade, e um dia trarão um eterno peso de glória. Estas águas profundas só serviram para tirar os nossos olhos dos laços e "coisas" terrestres, e pô-los nos valores eternos. O inimigo gostaria de nos angustiar e ofuscar a nossa razão, nos conduzindo a olhar os detalhes horríveis da experiência exterior; assim, enquanto nos ocupamos com preocupações inúteis sobre o exterior, somos às vezes golpeados com violência no homem interior, e derrotados. Muitos santos sobreviveram aos ataques exteriores só para cair mortalmente feridos por amarguras, ressentimentos, malícia, e um coração rancoroso. Em tempos de traição, os santos devem aprender primeiro a cingir os lombos do seu entendimento em Cristo e a apropriar-se de toda a armadura de Deus, o qual realmente significa vestir-se de Cristo em toda a Sua força e poder.

A bênção da traição

Consideremos a bênção que traz a traição quando, através dela, aprendemos a não reconhecer outra mão a não ser a mão fiel de nosso amado Pai no céu, em todas as coisas. Nós damos demasiada glória ao diabo, ao mundo e à carne nas circunstâncias das nossas vidas. Culpamos os nossos inimigos quando somos sacudidos; mas grande paz e quietude de coração se tornam nossos quando nos negamos a reconhecer segundo as causas em nossas vidas. Deus é soberano e ele é o nosso Pai. Agradou-lhe permitir que isto nos acontecesse, e nossa parte é crer que "...aos que amam a Deus, todas as coisas contribuem para o bem, isto é, aos que são chamados conforme o seu propósito" (Rom. 8:28).

Na bênção desta quietude, Davi suportou com um espírito paciente a maldição de Simei e proibiu que lhe devolvesse mal algum pelo mal que fez. Davi viu só uma mão detrás de tudo isso - a mão amorosa de Deus operando o bem através do mal de Simei.

José foi traído amargamente por seus irmãos, posto no poço e vendido como escravo, para depois ser concedido a Potifar, e, outra vez, ser maliciosamente traído por sua esposa. Posto na prisão, ele fez amizade com o copeiro do rei, e logo conheceu mais uma vez a agonia do beijo da traição, porque quando aquele homem foi restaurado a favor da corte do Egito, quebrou a sua promessa feita na prisão. A Palavra de Deus diz: "E o chefe dos copeiros não se lembrou de José, mas o esqueceu" (Gên. 40:23).

Tanta aflição para um só homem parece suficiente para feri-lo mortalmente em seu interior, até perecer debaixo da amargura da alma que freqüentemente resulta na rejeição pessoal; mas os anos passaram e José foi lembrado pelo Senhor e exaltado ao trono do Egito em vitória. E o bendito segredo da sua cura, sim, de sua paciência triunfante e vitoriosa, revela-se em suas palavras aos seus irmãos: "Vós pensastes mal contra mim, mas Deus o encaminhou para o bem..." (Gên. 50:20).

Pedro manifestou esta mesma verdade em sua perspectiva da cruz do Calvário. Ainda que ele acuse à nação de prender a Jesus por mãos de iníquos para crucificá-lo e matá-lo, Pedro não o vê como uma tragédia, não vê nisso uma vitória de Satanás, mas sim, triunfalmente anuncia que o Senhor Jesus Cristo foi "...entregue pelo determinado conselho e antecipado conhecimento de Deus..." (At. 2:23).

E assim, meus amados santos de Deus que neste momento se encontram perplexos por causa da traição de um amigo, reconheçam nesta hora que Deus bem pôde havê-lo evitado se o tivesse desejado, mas o permitiu para o seu bem. Regozijem-se nesta bênção, pois ele os está tomando como seus filhos e lhes preparando para consolar e abençoar outros. Ele agraciou as suas vidas com o privilégio glorioso de compartilhar com vocês os mais íntimos sofrimentos de Cristo (Flp. 3:10).

Esta comunhão é dada a um grupo seleto, porque nem todos têm o privilégio de conhecer a agonia da traição, de poder compartilhar em alguma medida a profundidade do amor de Cristo. O seu traidor tentou lhe fazer mal, mas Deus tornará tudo para bem; e como Jesus escolheu a Judas, pois Ele tinha necessidade da traição em Sua própria vida, assim Deus em Sua fidelidade escolheu os nossos traidores - Ele sabia perfeitamente que, se a escolha tivesse sido nossa, nunca teria sido feita.

Vocês dirão: "Escolher os nossos traidores? Que bem podem nos fazer eles?". Vocês se esqueceram que a traição de Judas levou a Jesus Cristo para a sua maior obra, e desencadeou os eventos que cumpriram os propósitos eternos de Deus em Cristo? A redenção eterna através do sangue de Cristo foi fruto do desprezível ato de Judas!

Segue sendo um fato que os nossos inimigos não farão esta obra por nós. Só nossos amigos nos entregarão à dor das circunstâncias além do nosso controle; e, portanto, realizarão um verdadeiro serviço aos santos de Deus.

Só posso falar a partir da minha experiência pessoal. Um traidor me levou às circunstâncias que mudaram o curso do meu ministério e lançaram a maior obra da minha vida. Um traidor trouxe para a minha vida penalidades que me levaram a ser tirados da dependência do homem e me fizeram um homem livre no Senhor!

Um traidor trouxe para a minha vida um sofrimento que produziu o presente ministério frutífero e jubiloso que recebi de Cristo para o Seu Corpo. Como todos os santos, a minha percepção do passado é melhor que a minha visão do futuro. Quando olho para trás, dou graças a Deus por cada "diabo" escolhido por um Pai fiel, pois é muito provável que eu tivesse perdido algumas das maiores benções da minha vida se não tivesse sido por eles!

A bênção da traição? Só Deus pode realizar tal milagre, mas tenho descoberto que a paradoxo destas palavras é uma realidade. A traição pelas mãos daqueles a quem tenho confiado o coração pode trazer benções impossíveis de conter. Através da traição aprendi o que o salmista quis dizer quando cantou: "Nisto conhecerei que tenho te agradado, por não triunfar de mim o meu inimigo" (Salmo 41:11). Também o que o profeta quis dizer quando escreveu: "Nenhuma arma forjada contra ti prosperará, e condenará toda a língua que se levante contra ti em juízo. Esta é a herança dos servos do Senhor, e a sua salvação que de mim virá, disse o Senhor" (Isaías 54:17).

Através da traição aprendi que o poder e a graça do Senhor Jesus Cristo em minha vida só podem ser operadas através da bênção da fraqueza, que é produzida pelas bofetadas de Satanás como um aguilhão na carne (2ª Cor. 12:7).

Através da traição somos preparados para a bênção de ser usados para encorajar a outros na mesma prova de fé, com a mesma consolação que nós recebemos de Deus (2ª Cor. 1:4). Através da traição pelas mãos de um "amigo", recebi a bênção de tocar nesta mensagem as verdades preciosas que aprendi na comunhão de Cristo Jesus, meu Senhor. As benções dos que lerão esta mensagem fluirão da fonte da traição e, daí, a maldade desse fato se transforma, através da graça, no bem de Deus.

Através da experiência da traição de amigos falsos, recebi uma das maiores benções da minha vida, aprendendo como amar a meus inimigos e abençoar os que me perseguem.

Durante anos, foi difícil entender estas palavras: "Abençoai aos que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis" (Rom. 12:14), e muito mais difícil praticá-las. O cumprimento delas se opõe diametralmente a todo o humano; e a sua compreensão delas foi aberta por meio das águas amargas do ataque selvagem dos meus falsos amigos. Somente a experiência as transformou em uma realidade bendita para mim. A palavra "bendizei" significa "elogiai" ou "falar bem de". A expressão "não maldiga" significa "não deseje nenhum mal".

Quando se concretiza a bênção da traição, olhamos para trás e vemos quanto temos segado em crescente gozo, amor, graça, força e comunhão com o amado Senhor Jesus; sentimo-nos abismados pela compreensão de quanto bem nos tem feito o nosso traidor. Não importam quais foram as suas intenções. O que importa é o fruto bendito que ele trouxe para as nossas vidas.

Quão gloriosamente fácil se torna em verdade "falar bem" dele e não lhe desejar nenhum mal! Sim, quando olhamos o nosso presente estado de bênção e compreendemos que fomos entregues por um inimigo à liberdade e magnitude da terra que agora possuímos, nós podemos dizer: "Não posso senão falar bem dele, porque foi uma bênção para mim!".

Deste modo, tal como a flor pisoteada cujo perfume sobe para abençoar o pé que a esmagou, assim os nossos corações não encontram amargura, não procuram nenhuma vingança, não desejam nenhum mal. A plenitude dos nossos vasos precisa transbordar e abençoar as mãos que nos afligiram.

Tirado de: http://www.bbmhp.org/authors/roush.html (Traduzido do inglês).
http://www.aguasvivas.ws/revista/51/07.htm

Árvores




Certa vez, uma pessoa me mandou fingir de árvore!
Naquele instante não entendi e fiquei com muita raiva! Depois percebi que poderia ser uma ÁRVORE MARAVILHOSA!
O conflito da minha vida inteira foi o de não saber conviver com meias verdades, e para mim, é muito difícil ter que conviver com alguém, ou algo que é contra os meus princípios, detesto falsidades e fofocas. Policio-me para que elas não façam parte do meu dia a dia.
Afasto-me deste tipo de comportamento e de pessoa, na verdade, corro léguas! Aniquilo esta pessoa da minha vida e da minha convivência social.
O afastamento, às vezes, pode me causar grandes prejuízos, mas hoje, esta é a minha proteção.
Aí, o ser com um espírito mais evoluído vem e me diz: o que você está vendo de ruim na outra pessoa é você mesma, ela é o seu espelho.
Fico com mais raiva ainda... Porém, sei que é a mais pura verdade.
Penso: pode até ser o meu espelho, porém, estou procurando melhorar, enquanto que a pessoa que adora fazer “fofoca” pouco se comove. Na verdade, ela está de bar em bar, seduzindo, tomando a sua gelada e fazendo o que ela sabe fazer de melhor, falar da vida alheia sem um pingo de responsabilidade. Não quero mudar o comportamento de ninguém eu só não quero conviver com pessoas assim.
Ter compaixão com este tipo de dor eu ainda não tenho! Particularmente nem quero ter! Para mim existem outras dores mais dignas da minha compaixão. Consigo conviver com isto e hoje não quero trabalhar isto. Sei que é apenas o meu ego falando! Hoje vou deixar o meu ego me dominar. Melhor o meu ego me dominando do que as influências alheias (más)!
Seja muito bem vindo! Meu “ego”!!!! Prazer em te conhecer! Estou te reverenciado! Às vezes tenho orgulho de você e outras, muita vergonha! Sei que você existe!
Estou descrente, vejo que procurar o caminho da autotransformação ou até mesmo a evolução espiritual é o mesmo que: enfiar a mão em uma caixa de abelhas. Existe uma tribo indígena no Brasil que enfia a mão num formigueiro para provar a coragem dos seus guerreiros, e ainda, livrar os espíritos destes guerreiros das más influências... Já sentei, sem querer, em um cupinzeiro e não tive livramento algum, tive muitas picadas na bunda e febre!
Sinto muito, se nem Jesus Cristo agradou a todos, ele veio ao mundo com o propósito de ensinar, sou grata a ele e quero que ela faça parte da minha vida eternamente! Na minha forma humana, vim para um mundo de aprovações e expiações. Estou aqui cumprindo pena neste corpo de carne que me limita tanto e não consigo e não quero agradar a todos!
Depois de dias e mais dias vivendo este desconforto que perturbou exclusivamente a minha cabeça bipolar, chego à exaustão! O desconforto agora aflige a mim e a um grupo inteiro. Não vejo solução e o meu nível de ressentimento é tamanho, que quaisquer coisas que aconteça (de bom ou ruim), acaba me machucando mais.
Resolvi: calar, render, não me expor e me afastar. E para não romper com os laços afetivos de outros que não quero tirar da minha vida, em virtude da minha imperfeição, vou apenas fingir de ÁRVORE!
Vou cuidar dos meus problemas, que não são poucos e abrir mão de uma doçura que já fez parte da minha vida! Voltar para nostalgia das coisas boas passadas, desejar que esta doçura volte a fazer parte da minha vida e esquecer a mágoa do presente, pelo menos por enquanto.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Recurso OAB 2011 -1

PROVA VERDE!

Questão 27
DIREITO ADMINISTRATIVO

RECURSO:
Com todo a respeito, as altenativas da questão estão confusas, levando a entender que duas questãos poderiam ser a acertiva, a letra `a` e `b`.
De acordo com a teoria do risco integral, o Estado responde pelos danos em qualquer circunstância não se admitindo, portanto, qualquer causa excludente de sua responsabilidade. Trata-se de uma forma extremada, pois obriga a administração a indenizar todo e qualquer dano suportado por terceiros, ainda que resultante de dolo ou culpa da vítima. De acordo com a CF/88 (teoria da responsabilidade objetiva ou tão somente teoria do risco), o legislador adotou a teoria do risco administrativo, a idéia de culpa esta ligada apenas à existência de nexo de causalidade entre o funcionamento do serviço público e o prejuízo sofrido pelo administrado, sendo indiferente que o servido tenha funcionado bem ou mal.
Para que ocorra a responsabilização civil das pessoas jurídicas de direito público e das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos exige a observância dos requisitos: a) ocorrência de dano efetivo; b) ação ou omissão administrativa; c) nexo causal entre a conduta e o dano.
A ação regressiva do Poder Público contra o agente causador do dano, nos termos dos art. 36, § 6o, da CF é encessário o comprimento de dois requisitos: que o Estado já tenha sido condenado a indenizar a vítima e a comprovação do dolo ou da culpa do agente público. Trata-se de ação de responsabilidade subjetiva.
O certo para questão seria uma alternativa com os dizeres:
O município de Mar Azul, objetivamente, o Médico subjetivativamente com a proposititura de Ação Regressiva, em casa de dolo ou culpa compravada.
Nestes termos, pede-se pela anulação da questão.

Direito Administrativo
Questão 30 – Prova Verde

RECURSO:
A concessão de serviços poderá se exitinguir em virtude do advento do termo contratual, da encampação, da caducidade, da anulação, da rescisão e pela falência ou extinção da empressa concessionária e falecimento ou incapcidade do titular, no caso de empresa individual. A rescisão administrativa é aquela feita por acordo entre as partes, sendo reduzida a termo em preocsso administrativo, desde que seja conveniente para administração pública e precedida de autorização escrita e fundamentada da autoridade competente. A rescisão judicial é aquela determinada pelo Poder Judiciário em face do descumprimento do contrato pelo poder concedente. Para que possa ser pleiteada, o cencessionário deverá promover ação específica par esse fim, comprar o descumpimento das cláusulas contratuais pelo poder concedente e manter a prestação do serviço até a decisão judicial transitar em julgado.
Em qualquer hipótese de extinção o contrato de concessão a lei, determina a reversão em favor do poder concedente dos bens, direitos e privilégios transferidos ao concessionário que estiveram afetados à princípio da continuidade dos serviços públicos.
A questão deve ser anulada. Isso porque o enunciado narra conduta do poder concedente insuficiente para decretar a caducidade. Segundo a Lei 8.987/95, o poder concedente, quando tomar conhecimento de que o serviço público está sendo prestado de forma inadequada, deve, em primeiro lugar, comunicar à concessionária detalhadamente os descumprimentos contratuais, dando-lhe prazo para corrigir as falhas e transgressões apontadas e para o enquadramento, nos termos contratuais (art. 38, § 3º, da Lei 8.987/95).
A situação narrada no enunciado não permite que o poder concedente decrete a caducidade do contrato, nestes termos, pede-se pela anulação da questão.

Direito Administrativo –
Questão 32 – Prova Verde

RECURSO:
Com todo a respeito, a altenativa apresentada como certa pelo gabarito está incompleta, senão vejamos, o art. 54, § 1º, da Lei 9.784/99:
“Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada ma‑fe.
§ 1o No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência contar‑se‑a da percepção do primeiro pagamento.”
Dessa forma, a questão contém vício insanável, nestes termos, pede-se pela anulação da questão.

Direito Civil –
Questão 34 – Prova Verde

RECURSO:
Com todo a respeito, a altenativa apresentada como certa pelo gabarito, não é a única alternativa verdadeira. Existe, a alternativa apontada no Gabarito `b’ e a letra `d’ que de acordo com a legislação vigente, também está correta. A alternativa indicada como correta (Jonas “deve arcar com as despesas referentes à restituição dos dois automóveis no local estipulado”) não condiz com enunciado, pois já estava estipulado que Silas restituiria os automóveis na residência de Jonas, de modo que incide a regra que “ressalva disposição em contrário” (art. 631 do CC), a respeito do dever de o depositante arcar com as despesas de restituição. Há de se lembrar, ainda, que Silas descumpriu o contrato, ao usar o carro, já que o depósito só permite a guarda da coisa (art. 627 do CC). O descumprimento contratual admite a resolução do contrato, com pagamento de perdas e danos, o que abrange inclusive as despesas de restituição, mormente se há uso indevido da coisa (art. 640 do CC). Por fim, caso não seja anulada a questão, há de se considerar correta, também, a alternativa que afirma que Jonas deve cobrar o prejuízo diretamente de Francisco, pois, como proprietário do veículo danificado culposamente por este, Jonas tem legitimidade para a ação indenizatória respectiva.
Dessa forma, a questão contém vício insanável, nestes termos, pede-se pela anulação da questão.

Direito Civil –
Questão 35 – Prova Verde

RECURSO:
Com todo a respeito, a questão deve ser anulada por não possuir nenhuma alternativa correta.
A alternativa indicada como correta aplica-se em deternaminadas situações (art. 834 do CC), porém, é absolutamente falsa para o caso concreto, pois a correta providência, no caso, é Gustavo pedir o reconhecimento judicial que não está mais obrigado pelo contrato de fiança, por conta da moratória, conforme claramente determina o art. 838, I, do CC. A providência entendida como correta pelo gabarito é absolutamente impertinente para o caso concreto narrado no enunciado, nestes termos, pede-se pela anulação da questão.


Direito Civil –
Questão 39 – Prova Verde

RECURSO:
A questão deve ser anulada. Primeiro porque exigiu que o examinando fizesse a contagem de prazo sem que a prova trouxesse um calendário do período, de modo a possibilitar que a operação fosse feita. O calendário é de praxe em exames e fere a boa-fé objetiva a banca examinadora não trazê-lo. E nem se alegue que era possível acertar a questão por exclusão, pois a boa-fé exige que o examinando tenha meios de checar todas as informações que lhe são passadas numa afirmativa, a fim de confirmar a sua completa correção. Não bastasse, o enunciado tem problema insanável de redação. Em seu último parágrafo, apesar de iniciar fazendo referência à situação hipotética descrita (à situação concreta), acaba por concluir pedindo que o examinando verifique “a contagem do prazo para a entrada em vigor de lei que contenha período de vacância”, ou seja, pedindo que o candidato verifique uma situação abstrata. A expressão “de lei que contenha” (deveria ser “da lei acima transcrita”) acaba por prejudicar a compreensão do que estava sendo pedido, o que faz com que a questão, também por este motivo, deva ser anulada.

Direito do Consumidor –
Questão 47 – Prova Verde

RECURSO:
Com todo a respeito, a questão deve ser anulada por não possuir nenhuma alternativa correta.
A alternativa indicada como correta comete grave equívoco ferindo o princípio da boa-fé que se aplica a ambos os contratantes, mesmo que um deles tenha mais obrigações que o outro, pois esse princípio tem por efeito criar deveres anexos a ambos os contratantes (Enunciado JDC/CJF nº 24).
“Enunciado nº 24: - em virtude do princípio da boa-fé, positivado no art. 422 do novo Código Civil, a violação dos deveres anexos constitui espécie de inadimplemento, independentemente de culpa”.
Assim, não é só a favor do “titular passivo da obrigação” que se deve reconhecer direitos pela aplicação do princípio.
No mais, mesmo que assim o fosse, o certo era que constasse a expressão “titular ativo da obrigação”, pois titular passivo é quem tem a obrigação, e não quem se favorece dela.
Erroneo dizer que alguém tem um “direito a cumprir em favor” de outrem, sendo correto dizer que alguém tem um “dever a cumprir em favor” de outrem. A questão posseui muitos equívocos conceituais, que, nestes termos, pede-se pela anulação da questão.

Direito Empresarial –
Questão 52 – Prova Verde

RECURSO:
Com todo a respeito, a questão deve ser anulada por não possuir nenhuma alternativa correta. A vinculação a determinado território ou zona de mercado é característica típica do contrato de agência ou distribuição (art. 710 do CC), não sendo requisito a ser verificado no contrato de mandato (art. 654 do CC), indicado no gabarito como resposta correta. Ocorre que a alternativa B, que indica a agência, também não prospera porque, nesta modalidade, o agente não age em nome do agenciador (art. 710 do CC), aliás nem mesmo contrata com terceiros. Por fim, não se trata de comissão mercantil, vez que nesta o comissário atua em nome próprio (art. 693 do CC), nem de corretagem, na qual o corretor apenas aproxima as partes interessadas em contratar, também não figurando na avença (art. 722 do CC). Sendo assim, forçoso concluir que a questão deve ser anulada.

Questão 56 - DIREITO TRIBUTÁRIO
RECURSO:
Com todo a respeito, a questão deve ser anulada por não possuir nenhuma alternativa correta. Gabarito dado pela banca: letra d - mas não-cumulatividade não é sinônimo de valor agregado.
De acordo com a Constituição Federal (art.146, III, alínea a - parte final - e art. 155, par. 2º, inciso XII, alínea i), cabe à lei complementar definir a base de cálculo do ICMS.
A LC 87/96 definiu no art. 13 em síntese que a base de cálculo é o valor da operação de circulação de mercadoria ou o preço do serviço de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação. Por conseguinte, a letra D, apontada como resposta da questão 56, está incorreta, pois o ICMS não incide sobre o valor agregado, mas sobre o valor total na operação de circulação de mercadoria e na prestação dos serviços previstos em sua hipótese de incidência. Conforme o principio da não cumulatividade, é possível compensar o imposto devido na operação/prestação seguinte com o já incidente nas etapas anteriores, não interferindo tal sistemática na definição da base de cálculo. ademais, há situações nas quais a própria Constituição veda o aproveitamento de créditos (art. 155, par. 2º, inciso II), descaracterizando-se o imposto sobre valor agregado. Caso o ICMS fosse um imposto sobre valor agregado, não haveria incidência se não houvesse acréscimo de valor na mercadoria/serviço de uma etapa para outra, mas não é isso que ocorre. Saliente-se ainda que a base de cálculo deve levar em consideração o valor do próprio imposto, conforme previsto na Constituição Federal e considerado constitucional pelo STF em recente decisão, o que corrobora o fato de não ser um imposto sobre o valor agregado pelo sujeito passivo.
Nestes termos, pede-se pela anulação da questão.

Direito Ambiental – Questão 57 – Prova Verde
RECURSO:
A questão deve ser anulada tendo em vista que, todas as alternativas estão incorretas. A alternativa indicada como correta não está de acordo com o disposto na Lei 10.650/03. Essa lei estabelece que apenas o “indivíduo” terá as informações de que trata o enunciado da questão. A pessoa jurídica estrangeira, portanto, não tem legitimidade para fazer a solicitação mencionada. A pessoa jurídica estrangeira sofre limitações legais para funcionar no País, seja para a prática de atos isolados, como o mencionado, seja para a prática de atos reiterados (arts. 1.134 e seguintes do CC). Por fim, a alternativa considerada correta está incompleta, pois, apesar de não ser necessário demonstrar interesse específico, é necessário que o requerente declare, dentre outras coisas que não utilizará as informações colhidas para fins comerciais (art. 2º, § 1º, da Lei 10.650/03), circunstância que interfere não questão do “interesse específico” e que deveria ter constado da afirmativa, para que esta representasse o sentido completo da lei nesse aspecto. Nestes termos, pede-se pela anulação da questão.

Direito Penal - Questão 61
Prova Verde


RECURSO:
A questão deve ser anulada tendo em vista que, possui duas alternativas corretas. A indica no gabarito “c” e a letra “d” tendo em vista que: no sistema de aplicação da pena privativa de liberdade, previsto no art. 68, do Código Penal, o acréscimo pelas circunstâncias agravantes deve ser feito posteriormente à redução pelas circunstâncias atenuantes.
O exame gramatical do referido dispositivo legal espanca qualquer dúvida, pois diz o legislador que a “pena-base será fixada atendendo-se ao critério do art. 59 deste Código; em seguida serão consideradas as circunstâncias atenuantes e agravantes; por último, as causas de diminuição e de aumento”.
Existe o sistema trifásico de fixação da pena privativa de liberdade, são três os momentos percorridos no processo de fixação da pena: primeiramente, determina-se a pena base, com lastro nas circunstâncias judiciais do art. 59; após, são consideradas as circunstâncias atenuantes e agravantes e, por derradeiro, as causas de diminuição e de aumento, gerais e especiais” (PRADO, Luiz Regis. Comentários ao Código Penal. 5ª Ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2010. p. 276)
Portanto, o “acréscimo da pena pela embriaguez preordenada (circunstância agravante) deve ser feito posteriormente à redução pela confissão espontânea (circunstância atenuante)”.
Nestes termos, pede-se pela anulação da questão.

Direito Penal –
Questão 63 – Prova Verde

RECURSO:
A questão, deve ser anulada, já que a alternativa dada como certa contém divergência doutrinária. Não há problema nenhum em relação à reincidência, na medida em que a sentença penal condenatória do crime de furto é anterior à prática do crime de extorsão. Já no que toca ao crime de roubo, há, em relação à caracterização dos maus antecedentes, divergência doutrinária e jurisprudencial. Ocorre que a prática do roubo antecedeu o trânsito em julgado do crime de extorsão, o que, segundo preconizado na Súmula 444 do STJ, não caracteriza maus antecedentes. Este entendimento é compartilhado por parte da doutrina, já que está em consonância com o postulado da não culpabilidade, e contraria, portanto, o posicionamento adotado pelo examinador, segundo o qual processos em andamento (sem trânsito em julgado) podem ser considerados como maus antecedentes.
1 Corrente: afirma que na sentença condenatória pelo crime de extorsão o agente deve ser considerado reincidente em virtude do crime de furto, isto está correto, a condenação pelo crime de furto transitou em julgado em 31/03/2002, o crime de extorsão ocorreu em 30/05/2003, portanto o crime de extorsão foi praticado após o transito em julgado da condenação o que caracteriza a reincidência nos termos do art.63 do CP.
2 Corrente: afirma que na sentença condenatória pelo crime de extorsão deve ser considerado mau antecedente em razão do crime de roubo, neste ponto o gabarito está equivocado. Primeiro, a súmula 444 do STJ afirma que ações penais em curso não podem ser consideradas como maus antecedentes, portanto deve ser considerada a data do trânsito em julgado da condenação, a sentença condenatória do roubo transitou em julgado em 10/06/2003. A banca considerou que por ser esta data anterior a CONDENAÇÃO pelo crime de extorsão poderia ser utilizada como maus antecedentes. A doutrina majoritária e a jurisprudência do STJ (HC 130.762-SP publicado no informativo 416 do STJ), consideram que o transito em julgado da condenação pelo crime anterior deve ser anterior ao NOVO CRIME para ser considerada como maus antecedentes, como ocorre com a reincidência, por isso esta condenação não acarreta maus antecedentes.
Nestes termos, pede-se pela anulação da questão.

Amor!




Por saber que você sabe qual é a nossa principal diferença (razão X emoção),
tenho certeza que você entenderá o meu sentimento!
Pela primeira vez, desde que te conheci, me sinto muito insegura.
Um aperto no peito,
Os olhos lacrimejam!
Percebo, que diante de um contexto diferente e apaixonante, sinto-me assim:
Completamente envolvida por você e com você!
Com o tempo,
a minha admiração aumentou!
Uma esperança surgiu!
Sinto que estou te amando!
Sinto-me pequena por ter um homem tão forte ao meu lado!
Sinto-me protegida!
Sinto um conforto como nunca senti!
Quero o seu bem!
Porém, preciso compartilhar das suas emoções, razões, dores e principalmente: Da sua vida!
E quero que tudo dê certo em nossas vidas!
No tom da canção suave do U2: With or Without You

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

Ela sempre me chamou de escorpião!




E é bem assim que me sinto!

Quando acuada, solto o meu veneno. Pico e paraliso a presa, mas quando estou com medo, adoto a postura inversa, ou seja, curvo o meu corpo e curo a minha dor.
Me pico e morro para salvar-me da dor.

E vivo assim.

Por um tempo, pensei que fosse um ciclo vicioso, porém, aí, aprendi que o ciclo é virtuoso! E com este pensamento acredito que as mudanças ocorrerão no seu tempo!
Sempre fui uma criança chorona, talvez por que este fosse o único momento em que eu sentia a atenção dos meus pais, sentimentos de falta, abandono e melancolia sempre foi uma constante em minha vida.

Cresci uma criança dedicada aos estudos porque não podia nunca decepcionar os meus pais. Na adolescência trabalhava para ganhar o meu próprio dinheiro, não porque queria a minha independência financeira, mas porque queria mostrar para os meus pais que podia ser capaz de trabalhar. Quando adulta formei-me nova e meses antes de concluir a faculdade arrumei um emprego e me aquietei. Casei e divorciei nova e na velocidade da luz.

Quando me divorciei tornei amiga do meu pai. Vi o quanto eu o amava e o quanto ele era bom, amigo e companheiro. Passei a ter com ele uma relação nunca existente. Foi um período difícil, mas na dor, encontrei o meu maior amor. O amor de uma filha para um pai!

Tá! E o quê que isto tem haver com o escorpião e a minha criança?

Tem haver que sempre tive um relacionamento estranho com a minha mãe. E vejo que a minha mãe teve um relacionamento muito mais estranho com a mãe dela, e também com as suas irmãs.

E com isto, percebi, que as mulheres da minha família materna, sempre foram fortes, porém com relacionamentos “medíocres”. Onde o amor é tratado como sendo algo vergonhoso! Onde o amor não precisa ser demonstrado nunca! Onde é muito mais legal sermos inimigas do quê amigas.

Percebo que as mulheres maternas ao qual estou ligada são fortes, rancorosas, querem amor, mas preferem viver na amargura e na dor.

E este câncer de dor foi se alastrando de gerações em gerações...

Com esta percepção martelando o meu intelecto, me pus na condição de tentar fazer o meu melhor e fugir o máximo deste câncer. Não queria ser como a minha mãe e principalmente, não queria morrer com este câncer!

Hoje, após uma explosão de “ferroadas” entre filha e mãe, percebo que sou pequena demais aos olhos da minha mãe. - Confesso e assumo que sou pequena mesmo! E aquele olhar de desprezo dela me doeu muito, assim como o meu olhar de ódio deve ter cortado ela por dentro.

Não imaginava que era aquilo tudo para ela, ou melhor, que era um nada para ela. Uma pequena mulher, onde a vida esta passando, e ela aí, no mesmo lugar. Sem marido, filhos, profissão, carreira bem sucedida, dinheiro etc.

Bom! Eu percebia isto no meu silêncio, mas até ter a certeza de tudo, foi um choque! Acredito que a “ferroada” foi uma catarse. Que se resolverá com o tempo! Porque sou uma criança, ou melhor, sou uma mulher pequena e medíocre, que precisa crescer e encontrar o seu lugar. Preciso progredir! E quero e preciso que esta transformação ocorra na minha vida!

Com a minha explosão de “ferroadas” pude perceber que sou uma pessoa portadora de muitos defeitos e que não alcancei nenhum dos objetivos que tracei ou sonhei para mim!

Neste contexto surgiu uma voz pequena me dizendo o seguinte: Se goste! Talvez as suas escolhas não estejam ao seu alcance, faça outras escolhas e lute!
Então mandei uma mensagem assim para minha mãe: “Agora eu sei o que eu sou e o que eu represento na vida da Senhora. Se a Senhora esta feliz assim, eu também ficarei”!
Este foi o segundo gesto, no meu dia, para tentar mostrar a minha mãe, que eu não quero fazer parte de um ciclo de amarguras e cancerígeno, que quero fazer parte de uma história de mulheres que lutam, que são muito fortes, que vencem os obstáculos, que se amam, que querem amar e ser amadas, que prezam pela harmonia e pela excelência na boa convivência.

Mãe! Eu te amo muito! A Senhora é muito mais forte do que eu, então, por favor, vamos juntas romper com este ciclo e vamos fazer as pazes. Me perdoe pela minha mediocridade!

Mas vamos viver em paz umas com as outras e que isto ocorra em todas as nossas gerações.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

QUANDO ME AMEI DE VERDADE


Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome… Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passam de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é… Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Tudo isso é… Saber viver!!!

texto de Kim McMillen

A morte de Órion

O gigante Órion, filho de Posídon, era um exímio caçador, dotado de beleza e vigor extraordinários. Por mérito de sua bravura, era constantemente convocado para combater feras e monstros que atacavam as cidades e os campos. Alguns mitógrafos afirmam ser ele filho de Geia (a Terra) com quase todos os gigantes. Órion tinha o poder de andar sobre as águas, contemplando mares e terras, dom concedido por Poseidon. Era também o caçador preferido de Ártemis.

EOS - a deusa Aurora - impressionada com a extrema beleza do gigante, apaixonou-se por ele e raptou o amado para a ilha de Delos. Conta-se que a deusa Aurora, que havia ousado provocar os ciúmes de Afrodite, envolvendo-se com Ares, foi punida pela deusa do Amor, que inspirou-lhe amores eternamente insatisfeitos.

Mas a paixão de Aurora e Órion durou pouco, porque, segundo conta uma versão, Ártemis mandou um escorpião para picar-lhe mortalmente o calcanhar. Os mitógrafos têm várias versões para o furor de Ártemis, porém, a mais comum delas, é que Órion tentou estuprar a própria deusa. Todos são unânimes quando narram que os dois, escorpião e gigante, viraram estrelas, foram catasterizados.

"Pelo benefício prestado, o escorpião foi transformado em constelação, merecendo Órion também ser colocado entre as estrelas, onde aparece como um gigante, com a cinta, a espada, a pele de leão e a clava. Sírius, seu cão, o segue e, diante, dele, fogem as Plêiades".

Fonte: http://portodoceu.terra.com.br/artesimbolismo/mitos-08.asp

Plutão

Plutão representa o inferno, o invisível e o misterioso. No mapa, vai mostrar onde a sua alma terá a possibilidade de morrer para o que é inferior, renascendo transformada e, consequentemente, melhorada.

Ao enfrentar esta "morte", esta descida aos seus infernos interiores com o objetivo de enfrentar seus medos, exorcizar os fantasmas e curar as feridas, você faz uma opção consciente por tornar-se profundo investigador de você mesmo e de quaisquer outras situações que viver, indo além do que as aparências nos impõem. Caso contrário, terá de conviver com o seu lado sombrio, medroso, tempestuoso, destruidor e, às vezes, até vingativo.

Plutão rege o signo de Escorpião e, na Mitologia, é o deus do mundo invisível, nos relembrando que essa dimensão é comum a todos nós e faz parte da vida, que podemos e até devemos transitar por ela, mas com o intuito de superarmos nossas próprias limitações.

Fonte: Cacah Travassos - Astróloga e escritora

O Nascimento do prazer (trecho)


O prazer nascendo dói tanto no peito que se prefere sentir a habituada dor ao insólito prazer. A alegria verdadeira não tem explicação possível, não tem a possibilidade de ser compreendida - e se parece com o início de uma perdição irrecuperável. Esse fundir-se total é insuportavelmente bom - como se a morte fosse o nosso bem maior e final, só que não é a morte, é a vida incomensurável que chega a se parecer com a grandeza da morte. Deve-se deixar-se inundar pela alegria aos poucos - pois é a vida nascendo. E quem não tiver força, que antes cubra cada nervo com uma película protetora, com uma película de morte para poder tolerar a vida. Essa película pode consistir em qualquer ato formal protetor, em qualquer silêncio ou em várias palavras sem sentido. Pois o prazer não é de se brincar com ele. Ele e nós.

Fonte: Clarice Lispector

A pequena morte



Não nos provoca riso o amor quando chega ao mais profundo de sua viagem, ao mais alto de seu vôo: no mais profundo, no mais alto, nos arranca gemidos e suspiros, vozes de dor, embora seja dor jubilosa, e pensando bem não há nada de estranho nisso, porque nascer é uma alegria que dói. Pequena morte, chamam na França, a culminação do abraço, que ao quebrar-nos faz por juntar-nos, e perdendo-nos faz por nos encontrar e acabando conosco nos principia. Pequena morte, dizem; mas grande, muito grande haverá de ser, se ao nos matar nos nasce.

Fonte: Eduardo Galeano

O Simbolismo de Escorpião

O recado que o signo de Escorpião passa para você, mesmo que não tenha nascido com o Sol neste trecho do Zodíaco, descreve um símbolo transcendente da profundidade e intensidade da vida. Escorpião está no Céu porque uma vida só é possível com a morte de outras: "Pela morte vivemos, porque só somos hoje porque morremos para ontem. Pela morte esperamos, porque só poderemos crer em amanhã pela confiança da morte de hoje. Tudo o que temos é a Morte, tudo o que queremos é a Morte, é morte tudo o que desejamos querer. (...)" (Fernando Pessoa)
Isto é triste? Claro que não; é profundo, intenso, foge às banalidades da vida que costumamos ter e nos abre portas para uma outra, muito além de toda superficialidade cotidiana e de nossas angústias imediatas. Ir além, aliás, é o conceito de Escorpião. A história mitológica deste signo conta que um escorpião foi enviado por Ártemis, para que matasse Órium - um gigante caçador, que vangloriava-se em ser capaz de vencer qualquer animal do mundo. O escorpião brotou da terra e o gigante, pisando-lhe a cabeça, foi atingido mortalmente pelo veneno do bicho.

A dor que sentimos com as transformações que precisamos enfrentar, sem escolha, em nossa vida, possuem o sublime sentido de nos mergulhar no que há de mais profundo em nossa alma. "O que a lagarta chama de morte, o sábio chama de borboleta". Se você souber entender este recado, colhê-lo com a máxima entrega e aplicá-lo ao seu cotidiano, os seus infernos serão mais amenos, a vida terá mais profundidade e sentido. A parte de sua alma que nutre-se desta intensidade, que busca por esta transformação e que almeja, acima de tudo, compreender a vida em seu sentido mais amplo, livre de todas as supericialidades, estará iluminada neste mês, seja qual for o seu signo solar. Ë tempo de termos consciência das transformações que precisamos enfrentar.


As palavras, quando poéticas, falam mais do que qualquer explicação didática. A compreensão do mundo, através dos olhos de Escorpião, nas vozes de Clarice Lispector e Eduardo Galeano, são a prova disto. Mergulhe no que elas dizem!

Fonte: Roberta Tótora - Editora do site Porto do Céu

O Sol nos Signos - A inteligência em Escorpião

A inteligência de Escorpião vê a alma das coisas, não simplesmente as coisas; a alma das pessoas, não as pessoas. Ela é aguda, penetrante, profunda. Aptos a enxergar além do que a visão comum é capaz, os escorpianos captam o extremo, o disfarce, a máscara.

Na superfície de qualquer problema, eles são cegos, inoperantes, frágeis, mas quando mergulham - seja a situação amorosa, financeira ou existencial - nasce deles uma força, vitalidade e combatividade extraordinárias. Na consciência de escorpião, enquanto uma pessoa não vai até o fim de um problema, ele não se resolve. Ninguém encontra a cura para nada ou transforma uma realidade se ficou "polindo pedrinhas". Uma situação precisa ficar aguda para ser transformada.

A garra e o processo de cura escorpiônico só se dá através do aprofundamento. Ninguém melhor do que eles conhecem a dor da ferida aberta e o dom de cicatrizá-la. Escorpião tem a coragem de arrebentar, quebrar e destruir para depois reerguer. É a inteligência dos cirurgiões e arquitetos, não dos maquiadores e decoradores.

Escorpião tem uma enorme clareza para perceber o que está morto, podre, o que precisa ser removido para que algo de bom e novo possa "re-existir". É deles a inteligência de matar e morrer para que uma nova vida se instale e também a percepção de que a crise não deve ser evitada, já que transforma e renova. A inteligência das metamorfoses é um Dom, um dote daqueles que têm o Sol em Escorpião.

É um fruto da consciência de Escorpião saber que na dor todas as farsas caem, tudo que é mentiroso cai. Esta é a função da dor: desmascarar. Independente do tamanho da dor ou da perda, um dia ele cicatriza, estanca. Escorpião não teme o auge de uma situação porque sabe que ele significa o início de outra. Nada fica terrível para sempre ou maravilhoso para sempre. Toda energia quando chega ao seu pico, reverte.

Fonte: Márcia Mattos - Astróloga

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Procurar e Destruir




Search And Destroy
30 Seconds To Mars
Composição: 30 Seconds To Mars



Pegue sua arma
Hora de ir pro inferno
Eu não sou herói
Tão culpado quanto acusado

Procurar e Destruir

Achei minha fé
Vivendo no pecado
Eu não sou Jesus
Mas você também não, meu amigo
Eu sou um puto
O cara dos sonhos desfeitos
A resposta é simples
Nunca é oque parece

Um milhão de pedacinhos
Nós quebramos em
Um milhão de pedacinhos
Eu roubei de você

Procurar e destruir (4x)

Vendi minha alma
Ao céu e ao inferno
Doente com os meus segredos
Mas nunca vou contar
Eu sou o culpado
Fardo dos meus sonhos
A maldição de nossa fé
E uma bênção eu acredito
Eu acredito
Eu acredito
Eu acredito
Oh, Eu acredito

Eu acredito

Procurar e destruir (5x)

Deixe ir
Deixe ir
Me deixe ir
Me deixe ir
Deixe ir
Deixe ir
ME DEIXE IR

Procurar e destruir

Um milhão de pedacinhos (x7)
Roubei de você

Procurar e destruir (4x)

Um milhão de pedacinhos
Um milhão de pedacinhos para começar

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Genial!

Havia certa vez um homem que tinha um enorme desejo de agradar a Deus. Então ele rezou dia e noite até que um dia uma Voz lhe disse: “Quero que você vá e empurre uma grande rocha.”
O homem acordou na manhã seguinte muito animado e saiu em busca de uma grande rocha. Ele começou a empurrá-la mas nada aconteceu, e assim ele passou o dia todo tentando.
No dia seguinte ele fez a mesma coisa, mas a rocha não se mexeu nem um milímetro. Ele continuou a tentar durante os três meses seguintes, até que um dia ele ficou tão frustrado que parou de empurrar.
Naquela noite ele teve um sonho onde a Voz lhe perguntava: “Por que você parou de empurrar?” E ele respondeu: “Não aconteceu nada.”
“Não aconteceu nada? Olhe para você! Veja como você se tornou determinado e focado. Veja como seus músculos estão poderosos agora. Você não é mais a pessoa que era quando começou. Além disso, eu não lhe disse para fazer a rocha se mexer. Eu lhe disse para empurrá-la. Eu vou fazer a rocha se mexer quando for a hora.”
Continue a empurrar a sua rocha. Ela irá se mexer na hora certa, no momento perfeito, quando você menos esperar. E coisas incríveis estão acontecendo, mesmo que você ainda não esteja percebendo.

Autor: desconhecido!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O IMPERFEITO




"O imperfeito é humano. Permanece no tempo e ainda tem tempo, pois dele ainda vai surgir alguma coisa. Ele pode evoluir. Somente o imperfeito tem futuro. O futuro lhe pertence. Já o perfeito não tem futuro. Ele se imobilizou.
O imperfeito tem força. Ele ainda deseja alguma coisa. Nele existe tensão e ele atrai outras coisas. Como ainda precisa de algo, depende ainda de receber, o que é uma condição para trocas e relacionamentos.
O perfeito já não comporta relações, portanto, somente somos completamente humanos e temos futuro enquanto somos imperfeitos."

De: Instituto Bert Hellinger BrasilCentral

terça-feira, 12 de julho de 2011

Abandonando Nossas Histórias



Nossas histórias do passado reforçam nossos medos e justificam nossos rituais de autoproteção. Sempre que nos conectamos com aquilo que queremos, também nos conectamos com todas as razões do por que não podemos obtê-lo. “Eu quero deixar meu trabalho, mas não posso... Eu quero comprometer-me com este relacionamento, mas não posso.” E assim, sempre, infinitamente. Queremos trazer nova energia às nossas vidas e, ao mesmo tempo, manter os nossos hábitos antigos. Queremos mudar, mas
temos medo.


De algum modo, preferimos nossa dor tal como ela é, porque é conhecida por nós. Pensamos que se fizermos uma mudança nas nossas vidas, as coisas poderiam piorar. A dor poderia ser maior. Preferimos uma dor conhecida a uma que desconhecemos, um sofrimento familiar a um não familiar.

Nossos egos estão profundamente comprometidos com o status quo das nossas vidas por ser algo previsível. Eis porque os planos heróicos do adulto espiritual para a transformação de nossas vidas, são inevitavelmente sabotados pelos medos da criança ferida, que não imagina que ela possa ser amada, portanto não pode ter uma visão da
vida sem dor. Para a criança interior ferida, qualquer promessa de libertação da dor é um truque que nos induz a baixar as nossas defesas, tornando-nos vulneráveis ao ataque.

Assim, nossos medos nos mantêm fechados para a possibilidade de uma mudança significativa em nossas vidas. O que dizemos que queremos não é realmente o que queremos. O adulto espiritual e a criança ferida são estranhos um para o outro e, quando isso acontece, a criança ferida sempre ganha. Infelizmente, isso não leva à felicidade nem da criança, nem do adulto. Leva tão somente ao prolongamento dos nossas já conhecidas dores e sofrimentos internos.

Então, nesse ambiente ambíguo da psique em guerra consigo mesma, entram em cena uma variedade de profissionais que se propõem a consertá-la: psiquiatras, conselheiros, pregadores, gurus de autoajuda. Cada um reivindica ter a resposta, mas cada solução
oferecida e recebida, apenas enquadra o problema. Quando pensamos que há algo errado conosco, reforçamos nosso desmerecimento. Quando tentamos nos consertar, reforçamos nossa crença de que algo em nós está quebrado.

Os profissionais empenhados a nos consertar acreditam em nossas histórias de rompimento e tentam nos curar. Eles reforçam nossas histórias. Se nossa história não é suficientemente atraente, eles nos ajudam a torná-la mais densa. Tudo gira em torno de um grande drama de pecado e salvação. Nunca lhes ocorre, nem a nós, que talvez nada esteja quebrado, que talvez não haja nada em nós que precise ser
consertado. Nunca se dão conta, nem nós, de que o único aspecto disfuncional em nossa situação é a nossa crença de que algo está quebrado, nossa crença de que nunca conseguiremos o que queremos.

Os problemas externos que observamos nas nossas vidas são projeções dos conflitos internos: “Eu quero, mas não posso ter.” Se nos permitíssemos ter o que queremos, ou se parássemos de desejá-lo por sabermos que não podemos tê-lo, esse conflito cessaria. Ter o que queremos, ou aceitar que não o podemos ter, põe fim ao nosso conflito. No processo, isso acaba com a nossa história.

Se tivermos o que queremos ou se houvermos obtido nossa paz em relação a não o termos, não teríamos mais história. Não haveria drama a procurar. Para manter em curso o drama da busca, você não pode encontrar o que está buscando. Encontrar amor, felicidade, alegria,etc., acaba com a história. “E eles viveram felizes para sempre...” Fim da história. Drama encerrado. Agora, o que segue?

A verdade é que não estamos prontos para abrir mão de nossos dramas. Nossa história tem-se tornado parte de nossa identidade. Nossa dor faz parte da nossa personalidade. Sem a dor, não sabemos quem somos. Abandonar nosso drama significa deixar o passado dissolver-se aqui e agora.

Se podemos fazer isso, já não importará o que aconteceu no passado. O Passado não tem poder. Não existe mais. Estamos escrevendo em uma lousa em branco.

Isto significa que agora somos totalmente responsáveis pelo que escolhemos. Não há mais desculpas. Não podemos culpar o passado ou o nosso carma pelo que acontece, porque não há mais passado, não há mais carma.

Quando deixamos de interpretar nossas vidas baseados no que aconteceu ontem ou no ano passado, o que acontece é neutro. É o que é. Não há sobrecarga.

A liberdade de se estar completamente presente e responsável neste momento é amedrontadora. Muito poucas pessoas desejam isso. A maioria das pessoas quer usar seu passado como um laço em volta do seu pescoço. Elas insistem em carregar suas cruzes e usar suas coroas de espinhos. Desse modo, se forem crucificadas, poderão dizer “Eu lhe falei que isto iria acontecer.” Outra profecia de autorrealização! (Another sel-fulfilling profphecy)

Nós permanecemos no drama porque o amamos. Ficamos arrastando nosso carma conosco porque estamos apegados a ele. Então, temos que curar todas as feridas imaginárias que pensamos ter. Não importa que estas feridas não sejam reais. Elas são reais o bastante para nós.

Assim, o drama continua. Procure, mas não encontre. Quero, mas não posso ter. Quero ser livre, mas quero também minha segurança.

Você não pode dizer a uma pessoa que está na prisão, recebendo três refeições por dia, que a liberdade é a sua própria segurança. Ela quer aquelas três refeições ao dia, não importa o que aconteça. Aí sim ela poderá falar sobre liberdade.

Quando você está apegado ao que já tem, como pode trazer qualquer coisa nova para si? Para trazer algo novo, fresco, imprevisível, precisa entregar algo velho, estagnado e habitual.

Se quiser que o criativo se manifeste dentro de você, deve entregar tudo o que não é criativo. Então, no espaço criado por aquela entrega, a criatividade entrará correndo. Se a xícara está cheia de chá velho e frio, você não pode despejar chá novo e quente nela. Primeiramente tem que esvaziar a xícara e, então, poderá enchê-la novamente.

Se você quiser abandonar seu drama, primeiro descubra qual é o seu investimento nele. Qual é o seu ganho por não encontrar, não se curar, não viver feliz para sempre?

E, então, seja honesto. Se não quiser abandonar a sua dor, fale a verdade. Diga: “Eu ainda não estou pronto para abandonar a minha dor”.Não diga: “Eu gostaria de acabar com a minha dor, mas não posso”. Isto é tudo. Você poderia acabar com isso, mas escolhe não fazê-lo. Talvez você aprecie a atenção que recebe sendo uma vítima.

A maioria das pessoas que reivindica estar no caminho espiritual, está apenas andando em círculos. Sempre estão dizendo: “Sim, mas...”. Sempre estão apresentando desculpas. Para a pessoa que aprendeu a aceitar sua responsabilidade, não existem desculpas. Ela sabe que tudo lhe pertence. Isso não tem nada a ver com mais ninguém.

Quando não está pronta, diz: “Eu não estou pronta”. Quando está, não tem que fazer quaisquer promessas, pois as ações fluem da disponibilidade, e ações sempre falam mais alto do que palavras.

Paul Ferrini

Medo da Intimidade




Pessoas que têm medo de amor pedem amor mesmo assim. Mas mesmo quando o amor vem a eles, não podem recebê-lo. Eles querem que o amor venha em uma forma e tamanho perfeitos, mas o amor nunca vem desta forma. Pessoas que têm medo de amor são ambivalentes com relação a dar e a receber. Enquanto você ficar distante, eles se sentem seguros e desejam a sua presença. Mas quando você chega perto, eles ficam assustados e lhe pedem para recuar ou ir embora. Isto é um comportamento emocionalmente importuno que os permite estar em relação e, ao mesmo tempo, evitar a intimidade e o compromisso. Seu trabalho é não julgar, analisar ou tentar consertar estas pessoas. Aceite-os como são. Envie seu amor a eles. Mas não viva com eles nem seja o parceiro deles. Mas se você ficar enredado numa tal uma relação, tem que enfrentar o fato que você também pode ter medo de receber amor. Por que mais você escolheria um parceiro que não pode dar amor?

Paul Ferrini
Medo da Intimidade

Se quer um homem, seja uma mulher!



Ouço algumas mulheres reclamando dos homens, tipo, que não existem mais daquele jeito,daqueles como o Clark Gable, com aquela cara de mau e A pegada… Os que nos amarram na cabeceira da cama, que nos jogam na parede e chamam de lagartixa! Nos enchem de paixão, nos levam às alturas e ficam ao nosso lado. Mas eu penso que pode ser – pode ser! – que nós estejamos é agindo errado com eles…

Porque homens não querem uma mulher que cuide. Quem cuida é a mãe! Portanto, não arrume a roupa na cama pra ele vestir depois do banho. Deixe-o te despir e desarrume a roupa DA cama com ele.

Eles também não querem ser nossos amigos, por exemplo, saber o quanto custou a escova que deixou nosso cabelo MARA, ou da fofoca do salão enquanto estávamos fazendo as unhas. Nem, muito menos, da nossa relação sadomasoquista com a depiladora… Eles querem só puxar nossos cabelos, sentir a tensão na unha e deslizar… Por tudo.

Os homens de verdade não querem sair com uma mulher que peça a conta, mesmo que você for ajudar a pagar, não peça. Também não se preocupe com a quantidade de picanha eles comem. O que querem mesmo são conversas livres, fogo no olhar e ficar sem ar. Aí, obviamente, vãoprecisar se cuidar, pra conseguir dar conta de todos os nossos poderes.

Eles não querem, ainda, nossa opinião sobre Brad Pitt ou o vestido que a Angelina Jolie usou no último Oscar. Muito menos sobre o relacionamento, dos dois, com a babá dos oito (?) filhos do casal. Por amor Divino, arranje um cabeleireiro ou uma amiga pra fazer esses comentários!

Nem comente, também, sobre futebol ou outras mulheres. Amigos são feitos pra isso, mulheres NÃO. Se por acaso você entender o que é um impedimento ou souber quem será a beldade que irá estrear a próxima capa da Playboy, cale-se. Confie em mim, e guarde esse segredo.

E, por favor, quando ele estiver com os amigos não ligue cinco vezes para o seu celular… Isso não, isso é o pior… Quando achar que o recreio acabou, tire uma foto de sua cinta liga e mande. Diga que está esperando e o aguarde vir bufando. Assim você não perde a compostura e, ainda, ganha uma noite apaixonada.

Cozinhe, acenda velas, coloque flores na mesa e leve o chantily pra cama. Revele, esconda, sutilize, encante, strip and tease, se deixe tomar… Não o queira em seu domínio, desampare-se em seus braços! Domine a si mesma, assuma a responsabilidade pelos seus desejos.

Não transforme a relação num jogo de vítima e algoz. Não espere que ele vá te completar ou compreender o que você nãodisse. FALE! Não se torne a mãe, ou o que vai ter é um filho. E não se mostre menina também, não há tesão que resista a isso. Se quer um homem, seja uma mulher! E, se quiser ser uma jogadora de futebol, tudo bem! E é claro que pode fofocar com o seu amor, ou mesmo pagar todas as contas. O que importa mesmo é que esteja inteira, pra ter um homem inteiramente ao seu lado. Entregue-se, permita-se amar e ser amada. Nós merecemos!

Por: Paula Jácome
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Será que eu sou?




Meu marido estava viajando há 15 dias e resolvi lhe preparar uma super-surpresa! Chamei uma amiga pra ajudar e compramos fantasias, brinquedos, óleos, bolinhas… Entreguei os filhos pra sogra cuidar, fiz um jantar e seu suquinho predileto, com um tempero mega-especial…

A amiga ainda estava lá quando ele chegou, cumprimentou e foi direto à geladeira tomar o santo suquinho. Percebendo que dali a pouco não teria mais lugar, ela avisa que já vai. Mas quem disse que o carro queria pegar?

O marido, que mesmo cansado e tarado é cavalheiro, foi ajudar. Tentou, tentou e não conseguiu, então decidiu levá-lo, empurrando, à oficina da esquina. Enquanto isso eu olhava perplexa, sem saber como dizer o que precisava ser dito… Acabei deixando minha irresponsabilidade seguir seu curso natural.

Ao chegar lá, logo se animou. Muito! Ficou assustado e olhou em volta, pra ver se encontrava algum calendário de mulher pelada que justificasse aquele entumescimento, vai ver viu de menesgueio e nem notou… Pensou também que poderia ser o perfume de sua mulherzinha (eu), que ele não via há tanto tempo, grudado na roupa, mas não, a graxa cheirava mais forte. Mesmo com as conversas sobre a rebimboca da parafuseta, ele não relaxava. Foi quando começou a ficar intrigado… Seria o mecânico? Já estava ali há tanto tempo e continuava assim… Incitado. Ficou sismado. Tinha assistido a um filme, esses dias, que dizia sobre uma tal Escala Kinsey, que todo mundo, inevitavelmente, tinha um lado homossexual. Mas esse lado resolveu se manifestar logo agora? Ali, em plena oficina? Já tinha achado alguns homens bonitos, é verdade, mas esse mecânico era barrigudo, sujo, um nojo… Será que essa seria sua fantasia mais secreta? Mas já tinha estado em outras oficinas antes… O que poderia ser? O assistente? Depois de duas horas, carro consertado, ele volta pra casa enduvidado: Será que virei gay?

Ao chegar, não conseguia olhar em meus olhos, então quis saber o que acontecera e ele se abriu, cabisbaixo:

- Hoje fiquei preocupado, enquanto estava na oficina, fiquei o tempo todo alinhado. Pensei o que poderia ser, na escala Kinsey, lembra? Sei não, alguma coisa não estava normal. Precisava falar, pois mesmo estando tudo bem agora, depois disso hoje, tudo pode mudar amanhã. Então não se assuste se eu aparecer algum dia com outro, se eu não conseguir me conter, porque o que senti… E só o que podia estar me causando isso era o mecânico. Então já está avisada, se quiser me deixar, que me deixe; se quiser ficar, que fique sabendo.

Assustada com sua seriedade, preocupada com sua possível curiosidade e com medo de aumentar a concorrência – porque homem como o meu não está fácil de arranjar – não me restou alternativa à contar a verdade:

- Amor, não encafifa, é que eu temperei o suco com viagra.

Acho que eu só não fui expulsa do quarto por conta do alívio que ele sentiu em ver reafirmada sua masculinidade!

Mas, atenção, não repitam essa experiência em casa, pode ser muito perigoso…

Por: Paula Jácome
http://chaentreamigas.com.br/