Senhor!
Fortalece-nos a fé para que a paciência esteja
conosco.
Por Tua paciência, vivemos.
Por Tua paciência,
caminhamos.
Auxilia-nos, por misericórdia, a aprender a ter tolerância, a
fim de que estejamos
em Tua paz.
É por Tua paciência que a esperança
nos ilumina e a compreensão se levanta
no íntimo da nossa
alma.
Agradecemos todos os dons de que nos enriqueces a vida, mas Te
rogamos nos
resguarde a paciência de uns para com os outros, para que
estejamos Contigo,
tanto quanto estás conosco, hoje e
sempre.
Assim seja !! Graças a Deus!!!
Capsicum frutescens in anus autrem kisucus est!!!!! Meu diário, meus pensamentos... meu amigo!!!
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
O olhar do Coração
A gente tem os
olhos pra ver. Pra captar a beleza das coisas. Pra perceber o que está
acontecendo fora da gente, pra nos trazer um pouco pra realidade da
vida…
Mas Deus também nos deu também o coração pra
olhar… E com os olhos do coração, um
cafezinho que sua amiga fez pra te esperar quando você passou pela casa dela, é
uma xícara cheia de carinho… O leitinho que sua mãe levantava pra fazer todas as
manhãs antes de você sair pra escola, é temperado com cuidado. A bronca que o
pai deu pra gente estudar mais, é a torcida pela nossa
felicidade.
Uma borboleta que
pousa em seu vestido no meio do dia, é porque você tem sorte, é o Universo te
elogiando de flor. Um abraço é o desejo de compartilhar, de se unir, de nos
tornarmos um. Um beijo vem com um gosto de você. Uma música que toca no rádio e
inesperadamente expressa com perfeição os seus sentimentos, é a prova que você
não está sozinho, que Deus está ali, ao seu lado, sempre.
A comidinha gostosa
da vó, é uma benção. Um bombom que ganha da sua aluna, é uma lembrança de que
tudo pode ser muito mais doce. A gatinha que passa em nossas pernas nos
desperta. Os cachorros brincando no jardim é a alegria inundando a sua casa. Uma
mensagem do seu companheiro no meio do dia, nos diz que estamos juntos, mesmo
nos dias chuvosos, pro que der e vier…
A chuva lava a
alma, o sol enche de energia, as mudas que plantamos e deram frutos, estão
dizendo que estamos prontos. Um sorriso gratuito revela a delicadeza da vida, um
olhar de compaixão é o conforto das angustias que não tem
solução.
Quando alguém nos
ouve, está se doando pra nós. Quando somos convidados pro aniversário do amigo,
estamos recebendo a sua gratidão por fazermos parte de sua história. Quando
alguém gargalha junto com a gente, é porque se sente a vontade pra ser livre
conosco! Porque somos capazes de respeitar a beleza de seu
Ser.
A briga pro marido
voltar pra casa, é só saudade… O e-mail da tia que mora longe nos leva ao
quanto, ainda somos, suas crianças queridas, por maiores que estivermos. O
enfeite que colocamos em nossa casa no natal é o graveto, que faz o ninho da
família, que traz o aconchego.
A dor que sentimos
quando nos despedimos é a vontade de estar sempre junto, mesmo quando o mundo
não deixa. Uma florzinha pequenininha que seu menino roubou e te entregou, é
amor. Puro.Não precisa de muito. A felicidade já está aqui, o amor já está aqui. Tudo o que somos já se manifesta. Basta viver. Parar de perseguir grandes coisas, de se pressionar pra nos tornarmos grandes pessoas, de exigir perfeições, de querer experimentar sensações extraordinárias … Basta olhar com os olhos do coração pra sermos capazes de ver. Pra parar de nos matar pra conseguir sempre mais, pra preencher qualquer vazio. O olhar do coração nos enche o peito! Nos completa, nos faz perceber a plenitude, que já temos!
Não é que tudo se
torne perfeito, mas meu todo se faz muito mais humano! Muito obrigada, muito
obrigada, muito obrigada! É simples assim…
Por: Paula Jácome
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
"O medo de amar é o medo de ser
Livre para o que der e vier
Livre para sempre estar onde o justo estiver
O medo de amar é o medo de ter
De a todo momento escolher
Com acerto e precisão a melhor direção
O sol levantou mais cedo e quis
Em nossa casa fechada entrar
Prá ficar
O medo de amar é não arriscar
Esperando que façam por nós
O que é nosso dever: recusar o poder
O sol levantou mais cedo e cegou
O medo nos olhos de quem foi ver
Tanta luz"
De
Beto Guedes e Fernando Brandt.
O sol levantou mais cedo e quis
Em nossa casa fechada entrar
Prá ficar
O medo de amar é não arriscar
Esperando que façam por nós
O que é nosso dever: recusar o poder
O sol levantou mais cedo e cegou
O medo nos olhos de quem foi ver
Tanta luz"
domingo, 25 de novembro de 2012
LL
A voz paternal surgiu recentemente,
Conforta-me sussurrando:Um homem bom com um coração ferido,
Íntegro, sensível e que se perde a todo instante.
A voz de sempre:
Aceite. Tenha paciência e muita prudência,
Fique em silêncio por enquanto.
E eu?
Do amago do self,
Onde o conhecimento é pleno, imediato e acessível,
Posso sentir com a clarividência precisa:
Do que quero ser.
Do que preciso fazer.
Do que preciso ter.
Só consigo me ver.
E me deparo com o meu egoísmo.
Percebo que a tranquilidade não é o mesmo que a solidão.
É um estado de espírito que só é acessível,
Por mim mesma.
Quanto a este homem?
Ainda em processo de conhecimento...
Ainda em processo de digestão emocional.
Nasce em mim muita gratidão e compaixão.
Serei eternamente grata.
Com ele aprendi que é possível transformar a raiva.
A raiva que existe em mim.
Sinto que finalmente despertei a “Fina” que existe em mim.
Aqui aprendi que se quiser agir em meu benefício,
O melhor é recuar e escutar o coração.
O certo é não conter e nem explodir.
Nem sei ainda descrever...
Superar a raiva me fez ficar calma.
Sentindo-me melhor.
Não perfeita, mas bem.
Capaz de seguir em frente.
Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza
O que eu verdadeiramento sou é o que precisa ser
desenvolvido e o que eu penso que sou (ou o que eu tento parecer ser) é o que
envolve.
Há dois tipos de relacionamentos: aquele em que os dois
se apoiam no desenvolvimento mútuo e aquele em que os dois se envolvem
mutuamente. Um é movido pela aspiração de Ser, o outro é movido pela fome
carencial. Um atrai amor e amizade o outro abre espaço para espectativas
frustradas e ambos sofrem as consequencias por isso.
Sergio Condé
sábado, 24 de novembro de 2012
E ASSIM...
E ASSIM...
Uma exaustão emocional.
Um cansaço sem explicação.
E com isto,
Aos poucos você vai me perdendo.
Meu coração ainda dói.
Se não ocorrer uma mudança de
atitude,
Será impossível.
Impossível continuar.
Eu aqui e você acolá.
Estou cansada!
Não tenho forças para brigar.
Não compensa e
Não quero!
Apenas abro mão.
Abro mão do amor que pensei que
existisse.
Uma vontade de chorar...
E as
lágrimas não saem de mim.
Não quero mais dar prioridade.
De onde não existe reciprocidade.
De hoje em diante,
Voltarei para a minha rotina.
Para a minha solidão.
Porque andar sozinha e feliz, eu
sei.
Só não sei caminhar sozinha com o
coração preso.
Pior que isto,
Só sentir-se sozinha em meio à
multidão.
E assim você vai me perdendo.
Por: Lucileyma Rocha Louzada
Carazza
EQUILÍBRIO
EQUILÍBRIO
Equilibrada é a pessoa que não dá ao outro o poder
de tirá-la do centro.
Quem reage, não reage diretamente, pois o faz só em
função de uma interpretação dada a uma situação dentro de um relacionamento
dado. Somos responsáveis pelas interpretações ilusórias que fazemos dentro de
um relacionamento e se reagimos, fazemos uma interpretação tão rápida, que não
dá tempo de passar nosso julgamento por um exame mais minucioso. Será que
estávamos certos do que estava realmente acontecendo dentro do outro ou foi
nosso passado a referência do ponto de vista para uma reação tão rápida, quase
automática?
Precisamos conhecer nossos gatilhos emocionais para
não detonar uma bomba quando e onde o outro só estava mostrando que precisava
da nossa paciência e do nosso amor.
Quem mostra que não tem amor está mostrando o que
lhe falta, portanto, está pedindo amor. Esta é uma interpretação compassiva e
ela não nos tira do centro do equilíbrio nem ativa nossos velhos gatilhos de
dores arquivadas na memória.
Sérgio Condé
CAUSA E EFEITO
CAUSA E EFEITO
Tudo que repugnei.
A vida inteira.Atualmente, estou aqui,
A colher a causa e o efeito,
Deste sentimento.
Não sei se vou,
Ou se fico.
Só sei que me permito.
Por: Lucileyma Rocha Louzada
Carazza
AINDA SOBRE O AMOR
AINDA SOBRE O AMOR
Nem sei mais o que pensar.
Nem sei como sentir.Só sei que tenho uma vontade imensa de ir embora.
Crio situações inconscientes para que isto aconteça.
Preciso aprender a ficar,
Quando tenho vontade de ir.
E aí, deparo com a CLARISSA PINKOLA ESTÉS:
“Amar significa ficar com. Significa emergir de um mundo de
fantasia para um mundo em que o amor duradouro é possível, cara a cara, ossos a
ossos, um amor devoção. Amar significa ficar quando cada célula nos manda
fugir.”
Por: Lucileyma Rocha Louzada
Carazza
NOVEMBRO
NOVEMBRO
Aquela canção,
Que não saía da memória:“Eu sei que vou te amar...”
Do famoso poeta: Tom Jobim,
Foi-se embora.
Uma situação,
Da qual não sei como lhe dar.
Fez-me perder o rebolado.
Aquele rebolado do ventre.
Uma atitude a tomar.
Mas qual?
Um coração apertado,
Uma vontade de me libertar.
Quero voltar para aquele estado.
Aquele estado de espírito tranquilizador.
Porém, não tenho vontade nem de respirar.
Um medo assustador...
E a terapeuta me diz:
Medo é igual a desejo.
E tenho vários desejos:
Que o caminho se limpe,
Que as brunas se abrem,
Que eu volte a caminhar e a respirar,
Que o coração se liberte.
Que ele fique aberto.
Que a amargura e a tirania não me acompanhem jamais.
E continuar a amar.
Um instinto:
Isso tudo vai passar.
O AMOR não é uma conta matemática.
Então, lembrei-me de outros amores.
Principalmente daquele que conheci em uma fria chuva de Novembro.
Ou melhor, November Rain,
Da famosa banda de rock: Guns N' Roses
E aí, CARTOLA me conforta:
“Tive, sim
Mas comparar com o teu amor seria o fim
Eu vou calar
Pois não pretendo amor te magoar”
Não sei amar,
Porque cada amor é uma experiência nova.
Meu coração solitário vive de amor e
De recomeços.
Na busca de um futuro feliz,
Do lado do ser amado.
Por: Lucileyma Rocha Louzada
Carazza
BRIGAS
BRIGAS
Não há que se discutir o óbvio.
As evidências são claras.Estar em último lugar na vida de uma pessoa...
Aquela que você acaba de conhecer...
Aquela que você espera com todo entusiasmo.
Aquela que você guarda com tanto carinho.
Aquela que você quer ver crescer e prosperar...
Aquela que você cuida das plantas para quando ele voltar...
É muito difícil.
Difícil demais saber que você chegou por último.
Difícil demais perceber que havia um mundo antes de vc.
Difícil aceitar.
Porque sempre queremos ser o primeiro da lista.
O primeiro do topo.
E só...
Por: Lucileyma Rocha Louzada
Carazza
UM ROMANCE DE UMA ESTAÇÃO SÓ
UM ROMANCE DE UMA ESTAÇÃO SÓ
Dias e dias assim.
Tudo começou na primavera,Em setembro.
Um amor Eros que avassala o meu peito.
Uma garganta seca e um calor sem fim.
Uma tristeza profunda ao ver o corpo te dizer...
Dizer o óbvio.
Dizer que estou sem equilíbrio.
Dizer que estou cobrando o que não deveria.
Calar, aceitar e respeitar.
Neste momento é muito difícil.
Principalmente, com quem quer apenas silenciar-se.
Com quem que não está preparado para envolver-se.
Não era o momento para isto acontecer...
Mas vou fazer o quê?
Retirar-me porque é assim que fazem os incomodados.
E também, porque é assim que Gente Feliz não incomoda ninguém.
Por: Lucileyma Rocha Louzada
Carazza
PIRRAÇAS
PIRRAÇAS
Ignorar o próximo.
A falta de diálogo.
Uma briga idiota.
Não saber compartilhar uma dor.
Uma ferida,
Uma comparação,
Uma exposição,
Um medo de se entregar.
Um medo de amar e ser amado.
Medo é desejo!
Um não querer se envolver.
Um querer não ser cobrado
E me ter a sua disposição.
Uma garota complicada e perfeitinha.
Ingredientes fatais,
Que levam qualquer relação
Ao desgaste e ao fim.
O certo é que precisamos falar.
Sentar e conversar
Com muito respeito.
Como adultos...
Mas parece que ambos,
Resolvemos agir como crianças.
Um achando que merece mais que o outro.
Pirraças sem fim...
Por: Lucileyma Rocha Louzada
Carazza
CICLO
Eu só sei,
Não me importar...Quando não sinto absolutamente nada pelo próximo.
Estrago toda e qualquer relação.
De amor, de amizade e até mesmo familiar.
Um ego insuportável.
Difícil de domar.
Uma alma caridosa,
Doida para amar.
Um dia aprendo.
Porque quero saber e
Preciso aprender a ser um ser.
Preciso aprender a amar
Sem me importar.
Sem esperar nada do próximo.
Por: Lucileyma Rocha Louzada
Carazza
TRANSFORMAÇÃO DA BRUXA EM MULHER PLENA
TRANSFORMAÇÃO
DA BRUXA EM MULHER PLENA
Mulheres imaturas que não vivem
a sua feminilidade profunda fazem de seu filho homem uma projeção de seu lado
masculino. Elas gozam através deles, fazendo deles, pequenos deuses ilimitados,
ajudando e colocando-os fora do alcance do poder do Pai: O Poder de limitar,
prerrogativa e lugar por direito moral assegurado ao Pai. Pois o pai deve
separar amorosamente seu filho da esposa, para que ele possa crescer
integrando-se às regras do social, aceitando os limites éticos deste conviver
social.
Se o filho pode ter a mãe em
detrimento do pai, ou seja, excluindo seu pai, não aprende nada a respeitos de
limites e irá querer fazer o que ele desejar no espaço social. O social é
espaço que se projeta como um prolongamento da família. Por isso que um
indivíduo que não se insere eticamente ao seu meio é chamado de "filho da
mãe", ou de filho da puta, ou seja, filho de uma mãezona que dá seu
"amor", sem limites ao seu filho, mostrando a ele que ele pode tudo e
que o poder paterno, não importa já que ela não respeita o pai. (Veja que
nenhum compromisso com a pátria, nenhum pacto social será então respeitado. A
corrupção é coisa de políticos (filhos da puta) que não respeitam os pactos sócias.).
A mulher bruxa, (símbolo da
mulher peniada, com sua vassoura) é aquela que, não sabendo gozar de sua
receptividade profunda, não podendo sentir-se valorizada por este seu poder
natural e feminino, inveja o poder do masculino e já não mais poderá aceitar o
poder de seu homem ou apoia-lo em seu poder junto ao seus filhos. Por isso que se diz que, por trás de um
grande homem existe sempre uma grande mulher, seja ela sua própria mãe ou sua
esposa.
Ela, a bruxa, irá buscar
projetar seu prazer clitoriano (e é só assim que ela sabe gozar) em seu filho
homem e gozar através dele, fazendo dele uma projeção de seu clitóris todo
poderoso, irá fazer dele o seu romântico Hary Potter.
Elas desautorizam seus maridos,
competem com eles, fazem com que eles se sintam inadequados, indesejados
sexualmente e culpados, em tudo o que diz respeito a satisfazê-las em sua ávida
busca de sempre mais e mais, o que, na verdade é uma forma de inveja
destrutiva, a inveja do poder do masculino.
Inveja, isto quer dizer: Não ver o que se tem; no caso o útero. Ao não ver o seu poder feminino invejam o
que podem ver, o pênis do outro.
Para deixar de serem bruxas, devem resgatar sua feminilidade, devem
desidentificar de suas mães, sejam elas do tipo peniadas, ou do tipo castradas
e dominadas por seus maridos e buscar em suas profundezas inexploradas, sua
essência feminina, seu desejo feminino, devem buscar o poder de ser dona deste
desejo profundamente feminino e criativo.
Feminino é o desejo de uma
mulher em receber em sua profundidade criativa e fértil algo que já está aí,
fazer disto que já está aí esperando por elas, uma ocasião para darem-se
plenamente, criativamente, amorosamente e belas. Qualquer coisa que esteja aí
esperando por elas, será então uma ocasião para elas serem mulheres plenas.
Plenas ao entregarem-se aos seus maridos ou então, em serem firmes com eles e
não deixar que eles se coloquem na relação com elas como se eles fossem seus
filhos. Plenas, ao amarem sim a seus filhos, porém vendo em seus filhos, seres
diferentes delas, entes que não se prestam as suas projeções e desejos
incestuosos. Amando puramente a seus
filhos e sendo obedientes a seus maridos maduros, estas verdadeiras mulheres
respeitam a seus maridos, e como conseqüência, os seus filhos também irão
respeitar o pai. É óbvio que elas devem ter ajuda por parte de seus
maridos, estes devem ajuda-las, deixando de ser "filhos
irresponsáveis" que competem com seus verdadeiros e legítimos filhos. O homem verdadeiro e maduro, assume seu
lugar de marido e de pai. Onde uma mulher cresce no seu poder feminino, ajuda
seu marido a crescer no poder masculino e vice versa.
Desta forma, o filho homem,
aquele que, no início esteve simbioticamente esta ligado a sua mãe, poderá
desligar-se progressivamente, condição para seu amadurecimento psíquico e
social, de forma sadia e natural.
Pois, o filho homem, como
condição para uma integração social e para se encontrar internamente íntegro e
psicologicamente amadurecido, deve renunciar a posse sobre sua mãe. Para que
tal processo aconteça, deve encontrar condições por parte de ambos os pais para
que, de um lado, sua mãe deseje mais a seu pai do que a ele, e por outro, deve
encontrar em seu pai um grande amigo amoroso e forte, pois somente o temor ao
pai, não é suficiente para que o filho renuncie à sua mãe. O filho deve
realizar um pacto com seu pai, principalmente por amor a seu pai, pois é assim
que ele renuncia a predileção de sua mãe em favor do respeito e admiração de
seu pai. Assim ele recebe todas as possibilidades de crescer respeitando os
limites sociais, respeitando os outros e suas posses e tendo o digno direito de
desejar outra mulher que não a sua "santa" mãe. Como poderia um tal
homem ser um filho da puta? Como ele poderia ele trair a outros se foi um herói
que conseguiu atravessar suas tentações e os desejos por sua mãe, sendo fiel a
seu pai?
A criança que não respeita os seus mestres não tem em casa uma mãe
madura. No exterior será um rebelde sem causa mas em seu interior se culpa por
sua condição indigna, e se sente como um filho da puta culpado por incesto
psicológico. Por esta culpa inconsciente ele temerá o sucesso irá autosabotar
suas conquistas e realizações dignas e mais ainda, invejará quem as tiver.
Por outro lado, a sua condição
sem limites, pode ser também o resultado de ser um filho de um pai banana, que
não se faz respeitar pela mãe e por seus filhos, um pai que não aceita
responsabilizar-se pelo seu lugar de pai e de provedor e que deixa,
confortavelmente, sua mulher fazê-lo, emprestando a ela o seu lugar, e ocupando
ou um outro indevido lugar: Ou o de filho ciumento, um tirano invejoso com
relação a seus próprios filhos ou o lugar de uma mãe amorosa e permissiva, que
não se coloca para assumir responsabilidade pelos limites que seus filhos
caprichosos necessitam. Muitos assim se
tornam ausentes como pais e maridos.
E estes filhos irão implorar por
sua dignidade, implorar por estes limites sob a forma de uma transgressão que
irá testar persistentemente a seus pais, na esperança inconsciente de que eles
assumam seus verdadeiros papeis e lugares essenciais. Na esperança de que seus
pais sejam verdadeiros pais e os brindem com o grande presente de um limite
real e construtivo que irá se tornar para eles um esqueleto de suporte, cheio
de possibilidades, a condição de viver uma vida digna, amorosa e criativa, que
poderá então se estender aos outros seres que, por eles, hão de vir.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
EGO, O FALSO CENTRO
EGO, O FALSO CENTRO
"O primeiro ponto a ser compreendido é
o ego.
Uma criança nasce sem qualquer conhecimento,
sem qualquer consciência de seu próprio eu. E quando uma criança nasce, a
primeira coisa da qual ela se torna consciente não é ela mesma; a primeira
coisa da qual ela se torna consciente é o outro. Isso é natural, porque os
olhos se abrem para fora, as mãos tocam os outros, os ouvidos escutam os
outros, a língua saboreia a comida e o nariz cheira o exterior. Todos esses sentidos
abrem-se para fora. O nascimento é isso.
Nascimento significa vir a esse mundo: o
mundo exterior. Assim, quando uma criança nasce, ela nasce nesse mundo. Ela
abre os olhos e vê os outros. O outro significa o tu.
Ela primeiro se torna consciente da mãe.
Então, pouco a pouco, ela se torna consciente de seu próprio corpo. Esse também
é o 'outro', também pertence ao mundo. Ela está com fome e passa a sentir o
corpo; quando sua necessidade é satisfeita, ela esquece o corpo. É dessa
maneira que a criança cresce.
Primeiro ela se torna consciente do você, do
tu, do outro, e então, pouco a pouco, contrastando com você, com tu, ela se
torna consciente de si mesma.
Essa consciência é uma consciência
refletida. Ela não está consciente de quem ela é. Ela está simplesmente
consciente da mãe e do que ela pensa a seu respeito. Se a mãe sorri, se a mãe
aprecia a criança, se diz 'você é bonita', se ela a abraça e a beija, a criança
sente-se bem a respeito de si mesma. Assim, um ego começa a nascer.
Através da apreciação, do amor, do cuidado,
ela sente que é ela boa, ela sente que tem valor, ela sente que tem
importância. Um centro está nascendo. Mas esse centro é um centro refletido.
Ele não é o ser verdadeiro. A criança não sabe quem ela é; ela simplesmente
sabe o que os outros pensa a seu respeito.
E esse é o ego: o reflexo, aquilo que os
outros pensam. Se ninguém pensa que ela tem alguma utilidade, se ninguém a
aprecia, se ninguém lhe sorri, então, também, um ego nasce - um ego doente,
triste, rejeitado, como uma ferida, sentindo-se inferior, sem valor. Isso
também é ego. Isso também é um reflexo.
Primeiro a mãe. A mãe, no início, significa
o mundo. Depois os outros se juntarão à mãe, e o mundo irá crescendo. E quanto
mais o mundo cresce, mais complexo o ego se torna, porque muitas opiniões dos
outros são refletidas.
O ego é um fenômeno cumulativo, um
subproduto do viver com os outros. Se uma criança vive totalmente sozinha, ela
nunca chegará a desenvolver um ego. Mas isso não vai ajudar. Ela permanecerá
como um animal. Isso não significa que ela virá a conhecer o seu verdadeiro eu,
não.
O verdadeiro só pode ser conhecido através
do falso, portanto, o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele. Ele é
uma disciplina. O verdadeiro só pode ser conhecido através da ilusão. Você não
pode conhecer a verdade diretamente. Primeiro você tem que conhecer aquilo que
não é verdadeiro. Primeiro você tem que encontrar o falso. Através desse
encontro, você se torna capaz de conhecer a verdade. Se você conhece o falso
como falso, a verdade nascerá em você.
O ego é uma necessidade; é uma necessidade
social, é um subproduto social. A sociedade significa tudo o que está ao seu
redor, não você, mas tudo aquilo que o rodeia. Tudo, menos você, é a sociedade.
E todos refletem. Você irá à escola e o professor refletirá quem você é. Você
fará amizade com as outras crianças e elas refletirão quem você é. Pouco a
pouco, todos estarão adicionando algo ao seu ego, e todos estarão tentando
modificá-lo, de modo que você não se torne um problema para a sociedade.
Eles não estão interessados em você. Eles
estão interessados na sociedade. A sociedade está interessada nela mesma, e é
assim que deveria ser. Eles não estão interessados no fato de que você deveria
se tornar um conhecedor de si mesmo. Interessa-lhes que você se torne uma peça
eficiente no mecanismo da sociedade. Você deveria ajustar-se ao padrão.
Assim, estão interessados em dar-lhe um ego
que se ajuste à sociedade. Ensinam-lhe a moralidade. Moralidade significa
dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Se você for imoral, você será sempre
um desajustado em um lugar ou outro...
Moralidade significa simplesmente que você
deve se ajustar à sociedade. Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade
muda. Se a sociedade estiver em paz, existe uma moralidade diferente. A
moralidade é uma política social. É diplomacia. E toda criança deve ser educada
de tal forma que ela se ajuste à sociedade; e isso é tudo, porque a sociedade
está interessada em membros eficientes. A sociedade não está interessada no
fato de que você deveria chegar ao auto-conhecimento.
A sociedade cria um ego porque o ego pode
ser controlado e manipulado. O eu nunca pode ser controlado e manipulado. Nunca
se ouviu dizer que a sociedade estivesse controlando o eu - não é possível.
E a criança necessita de um centro; a
criança está absolutamente inconsciente de seu próprio centro. A sociedade lhe
dá um centro e a criança pouco a pouco fica convencida de que esse é o seu
centro, o ego dado pela sociedade.
Uma criança volta para casa. Se ela foi o
primeiro lugar de sua sala, a família inteira fica feliz. Você a abraça e
beija; você a coloca sobre os ombros e começa a dançar e diz 'que linda
criança! você é um motivo de orgulho para nós.' Você está dando um ego para
ela, um ego sutil. E se a criança chega em casa abatida, fracassada, foi um
fiasco na sala - ela não passou de ano ou tirou o último lugar, então ninguém a
aprecia e a criança se sente rejeitada. Ela tentará com mais afinco na próxima
vez, porque o centro se sente abalado.
O ego está sempre abalado, sempre à procura
de alimento, de alguém que o aprecie. E é por isso que você está continuamente
pedindo atenção.
Você obtém dos outros a idéia de quem você
é. Não é uma experiência direta. É dos outros que você obtém a idéia de quem
você é. Eles modelam o seu centro. Mas esse centro é falso, enquanto que o
centro verdadeiro está dentro de você. O centro verdadeiro não é da conta de
ninguém. Ninguém o modela. Você vem com ele. Você nasce com ele.
Assim, você tem dois centros. Um centro com
o qual você vem, que lhe é dado pela própria existência. Esse é o eu. E o outro
centro, que é criado pela sociedade - o ego. Esse é algo falso - é um grande
truque. Através do ego a sociedade está controlando você. Você tem que se
comportar de uma certa maneira, porque somente assim a sociedade irá
apreciá-lo. Você tem que caminhar de uma certa maneira; você tem que rir de uma
certa maneira; você tem que seguir determinadas condutas, uma moralidade, um
código. Somente assim a sociedade o apreciará, e se ela não o fizer, o seu ego
ficará abalado. E quando o ego fica abalado, você já não sabe onde está, você
já não sabe quem você é.
Os outros deram-lhe a idéia. E essa idéia é
o ego. Tente entendê-lo o mais profundamente possível, porque ele tem que ser
jogado fora. E a não ser que você o jogue fora, nunca será capaz de alcançar o
eu. Por estar viciado no falso centro, você não pode se mover, e você não pode
olhar para o eu. E lembre-se: vai haver um período intermediário, um intervalo,
quando o ego estará se despedaçando, quando você não saberá quem você é, quando
você não saberá para onde está indo; quando todos os limites se dissolverão.
Você estará simplesmente confuso, um caos.
Devido a esse caos, você tem medo de perder
o ego. Mas tem que ser assim. Temos que passar através do caos antes de atingir
o centro verdadeiro. E se você for ousado, o período será curto. Se você for
medroso e novamente cair no ego, e novamente começar a ajeitá-lo, então, o
período pode ser muito, muito longo; muitas vidas podem ser desperdiçadas...
Até mesmo o fato de ser infeliz lhe dá a
sensação de "eu sou". Afastando-se do que é conhecido, o medo toma
conta; você começa sentir medo da escuridão e do caos - porque a sociedade
conseguiu clarear uma pequena parte de seu ser... É o mesmo que penetrar numa
floresta. Você faz uma pequena clareira, você limpa um pedaço de terra, você
faz um cercado, você faz uma pequena cabana; você faz um pequeno jardim, um
gramado, e você sente-se bem. Além de sua cerca - a floresta, a selva. Mas aqui
dentro tudo está bem: você planejou tudo.
Foi assim que aconteceu. A sociedade abriu
uma pequena clareira em sua consciência. Ela limpou apenas uma pequena parte
completamente, e cercou-a. Tudo está bem ali. Todas as suas universidades estão
fazendo isso. Toda a cultura e todo o condicionamento visam apenas limpar uma
parte, para que ali você possa se sentir em casa.
E então você passa a sentir medo. Além da
cerca existe perigo.
Além da cerca você é, tal como você é dentro
da cerca - e sua mente consciente é apenas uma parte, um décimo de todo o seu
ser. Nove décimos estão aguardando no escuro. E dentro desses nove décimos, em
algum lugar, o seu centro verdadeiro está oculto.
Precisamos ser ousados, corajosos.
Precisamos dar um passo para o desconhecido.
Por um certo tempo, todos os limite ficarão perdidos. Por um certo tempo, você vai se sentir atordoado. Por um certo tempo, você vai se sentir muito amedrontado e abalado, como se tivesse havido um terremoto.
Por um certo tempo, todos os limite ficarão perdidos. Por um certo tempo, você vai se sentir atordoado. Por um certo tempo, você vai se sentir muito amedrontado e abalado, como se tivesse havido um terremoto.
Mas se você for corajoso e não voltar para
trás, se você não voltar a cair no ego, mas for sempre em frente, existe um
centro oculto dentro de você, um centro que você tem carregado por muitas
vidas. Esse centro é a sua alma, o eu.
Uma vez que você se aproxime dele, tudo
muda, tudo volta a se assentar novamente. Mas agora esse assentamento não é
feito pela sociedade. Agora, tudo se torna um cosmos e não um caos, nasce uma
nova ordem. Mas essa não é a ordem da sociedade - essa é a própria ordem da
existência.
É o que Buda chama de Dhamma, Lao Tzu chama
de Tao, Heráclito chama de Logos. Não é feita pelo homem. É a própria ordem da
existência. Então, de repente tudo volta a ficar belo, e pela primeira vez,
realmente belo, porque as coisas feitas pelo homem não podem ser belas. No
máximo você pode esconder a feiúra delas, isso é tudo. Você pode enfeitá-las,
mas elas nunca podem ser belas...
O ego tem uma certa qualidade: a de que ele
está morto. Ele é de plástico. E é muito fácil obtê-lo, porque os outros o dão
a você. Você não precisa procurar por ele; a busca não é necessária. Por isso,
a menos que você se torne um buscador à procura do desconhecido, você ainda não
terá se tornado um indivíduo. Você é simplesmente mais um na multidão. Você é
apenas uma turba. Se você não tem um centro autêntico, como pode ser um
indivíduo?
O ego não é individual. O ego é um fenômeno
social - ele é a sociedade, não é você. Mas ele lhe dá um papel na sociedade,
uma posição na sociedade. E se você ficar satisfeito com ele, você perderá toda
a oportunidade de encontrar o eu. E por isso você é tão infeliz. Como você pode
ser feliz com uma vida de plástico? Como você pode estar em êxtase ser
bem-aventurado com uma vida falsa? E esse ego cria muitos tormentos. O ego é o
inferno. Sempre que você estiver sofrendo, tente simplesmente observar e
analisar, e você descobrirá que, em algum lugar, o ego é a causa do sofrimento.
E o ego segue encontrando motivos para sofrer...
E assim as pessoas se tornam dependentes,
umas das outras. É uma profunda escravidão. O ego tem que ser um escravo. Ele
depende dos outros. E somente uma pessoa que não tenha ego é, pela primeira
vez, um mestre; ele deixa de ser um escravo.
Tente entender isso. E comece a procurar o
ego - não nos outros, isso não é da sua conta, mas em você. Toda vez que se
sentir infeliz, imediatamente feche os olhos e tente descobrir de onde a
infelicidade está vindo, e você sempre descobrirá que o falso centro entrou em
choque com alguém.
Você esperava algo e isso não aconteceu.
Você espera algo e justamente o contrário aconteceu - seu ego fica estremecido,
você fica infeliz. Simplesmente olhe, sempre que estiver infeliz, tente
descobrir a razão.
As causas não estão fora de você.
A causa básica está dentro de você - mas
você sempre olha para fora, você sempre pergunta: 'Quem está me tornando
infeliz?' 'Quem está causando a minha raiva?' 'Quem está causando a minha
angústia?
Se você olhar para fora, você não perceberá.
Simplesmente feche os olhos e sempre olhe para dentro. A origem de toda a
infelicidade, da raiva e da angústia, está oculta dentro de você, é o seu ego.
E se você encontrar a origem, será fácil ir
além dela. Se você puder ver que é o seu próprio ego que lhe causa problemas,
você vai preferir abandoná-lo - porque ninguém é capaz de carregar a origem da
infelicidade, uma vez que a tenha entendido.
Mas lembre-se, não há necessidade de
abandonar o ego. Você não o pode abandonar. E se você tentar abandoná-lo,
simplesmente estará conseguindo um outro ego mais sutil, que diz: 'tornei-me
humilde'...
Todo o caminho em direção ao divino, ao
supremo, tem que passar através desse território do ego. O falso tem que ser
entendido como falso. A origem da miséria tem que ser entendida como a origem
da miséria - então ela simplesmente desaparece. Quando você sabe que ele é o veneno,
ele desaparece. Quando você sabe que ele é o fogo, ele desaparece. Quando você
sabe que esse é o inferno, ele desaparece.
E então você nunca diz: 'eu abandonei o
ego'. Você simplesmente irá rir de toda essa história, dessa piada, pois você
era o criador de toda essa infelicidade...
É difícil ver o próprio ego. É muito fácil
ver o ego nos outros. Mas esse não é o ponto, você não os pode ajudar.
Tente ver o seu próprio ego. Simplesmente o
observe.
Não tenha pressa em abandoná-lo,
simplesmente o observe. Quanto mais você observa, mais capaz você se torna. De
repente, um dia, você simplesmente percebe que ele desapareceu. E quando ele
desaparece por si mesmo, somente então ele realmente desaparece. Porque não
existe outra maneira. Você não pode abandoná-lo antes do tempo. Ele cai
exatamente como uma folha seca.
Quando você tiver amadurecido através da
compreensão, da consciência, e tiver sentido com totalidade que o ego é a causa
de toda a sua infelicidade, um dia você simplesmente vê a folha seca caindo...
e então o verdadeiro centro surge.
E esse centro verdadeiro é a alma, o eu, o
deus, a verdade, ou como quiser chamá-lo. Você pode lhe dar qualquer nome,
aquele que preferir."
OSHO -Além
das Fronteiras da Mente.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Liberdade e Compromisso
Liberdade e
Compromisso
Se for verdade que podemos fazer qualquer coisa que
quisermos, então não há mais desculpas. Se não estivermos fazendo o que desejamos,
é porque não o estamos querendo o suficiente.
Talvez acreditemos ser isso o que deveríamos querer.
Mas é possível que estejamos tentando viver um sonho alheio, em lugar do nosso.
Tenha a certeza de que o seu sonho não se assemelha
ao de mais ninguém. Para você, ele é único. Ao se comparar com os outros, você
não pode agir de maneira autêntica. Se não se sente comprometido com a sua
meta, precisa questioná-la. Estar livre para perseguir o seu objetivo nada significa,
se não estiver comprometido com ele. Se não desejar fazer algo, se não estiver
disposto a nisso investir toda a força do seu ser, então isso não acontecerá,
não porque haja algo exterior que o impeça de realizar o seu objetivo, e sim
porque não é o que realmente quer.
As pessoas
são ineficazes por duas razões: ou não sabem o que querem ou não acreditam
nisso. Quando você sabe o que quer e acredita nisso, nada pode impedi-lo de
o internalizar em sua vida. É claro, ao se manifestar, isso pode parecer um
pouco diferente daquilo que esperava. O seu ego pode levantar objeções a
respeito. Mas essa já é outra questão.
Sua tarefa não é saber como a manifestação
acontecerá ou com o que se parecerá, e sim ter clareza sobre o que deseja e estar
totalmente comprometido com isso. Então, o que vier a acontecer e com o que
quer que se parecer, será melhor aceitá-lo, pois se não o acolher e deixar de
celebrar o fruto dos seus esforços, estará desconsiderando o seu poder. Ao
encontrar falhas em sua experiência, isso fará com que se torne difícil ou mesmo
impossível a Graça se manifestar em sua vida.
Todos querem uma fórmula para a manifestação, mas poucos
querem praticá-la. A fórmula é fácil; o desafio é a prática.
Paul Ferrini
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