segunda-feira, 20 de maio de 2013

GOSTOSURA




GOSTOSURA

Olho para você
Não te reconheço
As curtições e badalações
A falta de juízo
O sorriso solto e farto
Uma pegada ao desconhecido
Uma aventura inesquecível
Ocasionada pela “menosesperança”
Me entrego, gosto e apaixono
Estava muito ferida
E você com toda a sua luz
Sou tão comum e você tão exótico
Num lamento suplico
Deixe-me ir...
Estou com medo
Perdi a minha identidade
Estou na insanidade
Não me reconheço
Sinto culpa...
Escondo a dor
Não quero compartilhar
O corpo não diz nada
A mente briga com o coração
As lágrimas correm em mim
Entristeço com a escolha
Aceito e respeito
Sou apenas uma tola
Com um coração partido
Sei que não me compreendes
Nem eu mesma...

Lucileyma Rocha Louzada Carazza



LUTO





LUTO

Uma constante
Gostaria de acelerar
Acabar com a dor
Sei que é pior
Acolho a dor
Tenho compaixão
Só por hoje
Ou até quando durar
Me  entrego
Não quero um esparadrapo
Anseio a cura da alma
O libertar das mágoas
O perdão do passado
Me aceito assim
Desejo que tudo transforme
Que a primavera ressurja
Já que o verão foi triste
E o inverno cinzento

Lucileyma Rocha Louzada Carazza

E QUANDO




E QUANDO

O coração aperta
E não suportamos carregar
Fazemos pirraças
Abortamos
Cometemos suicídios
Tudo que enxergarmos
É o oposto de uma vida
Tudo que sentimos
É  uma ilusão romântica
Num mundo caótico
Onde o ‘patético’ é o conveniente
Mais aceitável e reverenciado
A sujeira dos olhos aumenta
O ego grita por cicatrizes antigas
Revivemos ciclos antigos
A dor aumenta...
E com isto, interrompemos os novos.
O silencio a constante
A Fé acolhedora o esteio da alma!
O tempo é a ESPERANÇA

Lucileyma Rocha Louzada Carazza

sábado, 18 de maio de 2013

MUDANÇAS



MUDANÇAS

Suspiros na tempestade
De frente para o mar
Maré alta
Reencontros antigos
Pescadores agitados
Surfistas aguardando...
O reflexo real
De um estado de espírito
Que vaga sem um porto
Desejando ser achada
Acolhida e amada
Olho para a aventura inesquecível...
Fecho os olhos e caio no vazio
Volto para a realidade
Existem pessoas que atiram
E outras que estão sempre na mira
Não é um julgamento
No seu lugar também agiria assim...
É apenas a onça ferida
Anseiando pelo que falta
Disposta a mudar o padrão
Aceitar os ciclos da vida
Do nascer e do morrer...

Lucileyma Rocha Louzada Carazza

 

LOBAS





- LOBAS –


'São Raras, verdadeiras espécimes em risco de extinção. Você não vê muitas pelas ruas, definitivamente não. É difícil cruzar com elas, mas se você tem a sorte (ou azar) de fazer isso, com certeza vai identificá-la através do contraste com todo o resto.
A grande maioria a teme, como um bicho arredio e Selvagem que é.
Ela tem uma beleza incomum, fora dos padrões comumente admirados. Na verdade sua beleza é bem relativa. Ela é atípica. É ágil, rápida. Utiliza isso para capturar suas presas, que devora num instante de segundo.
É Fiel, protetora, vive e morre pela sua alcateia. Com seu espírito arisco, tem seu pêlo em uma sedutora desordem, fascinante, com força e viço.
Não se rende. Não se entrega - Não se ela não quiser!
Conhece a vida na mata, os ciclos da vida, do nascer e do morrer.
Sabe o prazer que se esconde em cada estação, se move com a leveza do vento, com a rapidez das gotas de chuva e a força das corredeiras.
Conhece seus próprios momentos, e não luta contra o inevitável.
Não subestima as forças, mas as estuda, aprende, e subjuga. Ela e sua Sabedoria instintiva.
Corre com os outros, brinca e uiva para a lua, e de repente cisma, e implica que quer ficar sozinha, correr pela mata sem ser atrapalhada ou ter que se preocupar com nada ou ninguém.
Ela encanta, talvez pelo seu mistério. Ela tem um não-sei-o-quê inexplicável, indecifrável. Eu mesmo já desisti de entender.
Só cruzei com uma dessas uma vez, mas é uma daquelas coisas que você não esquece. Nos olhamos, e foi como ver um turbilhão de sentimentos pelos seus olhos caninos. Ela passou rápido por mim, mas não sem causar espanto e sensação de sacralidade suficientes.
Nunca soube onde ela morava; depois descobri que ela não tinha morada fixa, hoje aqui, amanhã ali e mais tarde em qualquer lugar.
Seu lar era seu mundo, seu lugar era onde quer que ela pudesse descansar.
Ela não criava laços, afeições. Tinha medo de se fixar e se tornar a caça ao invés do caçador. Temia ficar susceptível. Como se eu não soubesse o quanto susceptível ela era.
De repente, estávamos lá, no meio do campo que ela adorava varar em corrida disparada, e quando eu dava por mim, eu não via mais o animal ameaçador, destruidor. Lá estava um filhotinho perdido, com medo, assustado, que eu punha no colo e esperava adormecer.
Ora isso, ora aquilo. As várias faces que AS LOBAS podem ter.
Não é fácil lidar com animais Selvagens. Eles são tudo, menos previsíveis!
Mas não fui enganado, ela nunca mentiu acerca disso, e vez ou outra, vendo que eu teimava em desacreditar do seu Espírito que pertence ao mundo, da sua necessidade de Liberdade, ela me lembrava da nossa instabilidade discretamente, da impossibilidade da união entre o Homem e o animal Selvagem.
... Como quando eu a queria ninar em meus braços, quando ela parecia um filhote indefeso, e ela vinha me recordar seus instintos, com uma feroz baforada no pescoço. Eu me assustava, olhava em volta, mas não conseguia ver além do filhote que eu botava para dormir. Nada ameaçador.
Mas eu sabia que ela estava ali dentro, a exuberante Fera.
Acabou que me acostumei com a presença dela, me acostumei com o que ela não podia me dar. Não por muito tempo.
E assim foi um dia em que ela me olhou e me deixou em seguida, com sua corrida que não pude alcançar. Sua correria de animal Selvagem.
O perfume que deixou era o suor da Liberdade. Ela e suas presas, que me revelou quando sorriu antes de me dar as costas.
Era mesmo um sorriso? Não sei. Muita coisa não sei. Ela me deixou com todas as peguntas e quase nenhuma resposta.
Hoje tenho arrepios às vezes, e penso que é ela, à espreita, me observando, me vigiando.
Ela não pode ser capturada, nem domesticada, nem subjugada pelas suas regras. Ela tem seu próprio código. Ela é escorregadia, dissimulada, camufla-se em meio a mata e só se mostra a quem lhe aprouver.
Ela é o puro equilíbrio entre a Natureza e a Civilização, entre a bondade e maldade, a harmonia das canções do Universo, o centro de todos as coisas, movendo-se com maestria de uma versão a outra dos sentimentos, das aversões da condição humana. Humana sim, pois ela é a pura confusão de ser Mulher: Selvagem.'
((Jun, 2009 - Klécia Melo))

LUZ, BENÇÃOS E PAZ - DE MULHER SELVAGEM PARA MULHER SELVAGEM,

 'LOBA' EM MIM REVERENCIA A 'LOBA' EM VOCÊ

GLÍCIA ARAGÃO - A FADA FELIZ BAILANDO

 

 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

RELAÇÕES



RELAÇÕES

Escolhas e responsabilidades
Assumir e desistir
Liberdade e libertinagens
Trabalho físico e intelectual
Amor e sexo
Material e espiritual
Coragem e medo
Aprovação e livramento
Sorrisos e lágrimas
Luto e histeria
Insegurança e FÉ!
Balada “open bar” e sossego do mar
Separação e união
Fertilidade e esterilidade
“Fake” e personalidade
Promiscuidade e santidade
Ansiedade e melancolia
Desejo e desinteresse
Chocolate e pimenta
Frustrações e realizações
Pessoas e animais
Insanidade e saúde
Abra os braços, o coração,
Respire e entregue-se...
Zona de conforto não mais!
Nem precipícios...
Apenas deixe fluir...
Equilíbrio: instinto, intelecto e emoção.
A reforma íntima ocorre!
O PADRÃO VIBRATÓRIO,
A LEI DA AFINIDADE,
O UNIVERSO,
E A ESPIRITUALIDADE
PROVIDENCIARÁ O DEMAIS...

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

 

OS TIPOS DE HOMEM



OS TIPOS DE HOMEM

Na verdade não existem
Apenas 2 tipos de homens
Um “bonzinho” e outro “malzinho”
O Ciclope e o Wolverine
O bem e o mal está no humano
E estes são mutantes...
De fato existem 9 tipos:

O tipo 1:
O politicamente correto,
Faz de tudo para ser perfeito.
Os que podam as mulheres...
Eles são de fato uma Catedral Gótica para a família,
E a Zona Boemia quando ninguém mais está olhando.

O tipo 2:
O que implora amor,
Faz de tudo para agradar.
Os que manipulam as mulheres...
Frequentam conventos,
Mas, perdem-se no “Moulin Rouge”.

O tipo 3:
O mais legal e sociável,
Faz de tudo para ser admirado.
Os que tratam as mulheres como trabalho...
São as Igrejas Evangélicas,
Não frequentam zonas, não gostam de sexo.

O tipo 4:
É exigente e detalhista,
Não confia em ninguém.
Tratam as mulheres com romantismo...
Vivem na caridade
E na zona boemia.

O tipo 5
É observador e individualista,
Não gosta da sociedade.
Tratam as mulheres com distância...
Vivem em bibliotecas,
Até frequentam zonas, mas, morrem virgens.

O tipo 6
O cauteloso e realista,
Inseguro e vigilante.
Tratam as mulheres com agressividade...
Um Mosteiro Budista,
Por medo do chifre,  não frequentam zonas boemias.

O tipo 7
É o bem-humorado e otimista,
Sedutor e guloso.
Tratam todas as mulheres como divas...
Eles vivem na igreja e na zona,
Só não pegam a mãe, a irmã e a filha.

O tipo 8
O dominador e desafiador,
É insensível e não perdoa.
Tratam as mulheres com respeito...
São o Supremo Tribunal Federal,
Fazem um social na zona, só para mostrar que é macho.

O tipo 9
É o agradável e bonzinho,
Apático e caloroso.
Aceitam tudo das mulheres...
Eles são Taonistas,
Têm preguiça de ir às zonas.

Que fique claro:
Tudo depende da sujeira dos olhos,
Das  ilusões, máscaras, desequilíbrios,
Escolhas, interesses, princípios e desejos...

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

ERA UMA VEZ UMA COISA QUE FICAVA NUMA GAVETA BEM ARRUMADINHA


 
Era uma vez uma coisa que ficava numa gaveta bem arrumadinha.
Ela sabia que o nome dela era “coisa” porque quando alguém não sabe o nome de alguma coisa, chama aquela coisa de coisa. E foi assim que ela havia sido chamada por alguém. Seu nome era coisa porque ela servia para nomear alguma coisa cujo nome havia sido esquecido.
O único valor que aquela coisa sabia ter era este: Sabia que ela servia para alguma coisa, mesmo porque, se ela estava lá naquela gaveta toda arrumadinha, não era coisa de se jogar fora.
Um dia alguém procurou alguma coisa bem específica naquela gaveta e bagunçou tudo ali sem achar nada. Foi aí que coisa que servia para alguma coisa se deu conta que ela não era uma coisa bem específica. Mas, por outro lado, sabendo-se inespecífica, viu-se com muitas mais possibilidades. Foi então que se encontrou diante de uma outra coisinha bem pequena, que não servia mais para nada. Aquela coisinha era tão insignificante, que ninguém achou sequer importante, jogá-la fora.
Talvez, porque a coisa estava sentindo-se insegura por ter perdido seu lugar dentro de uma ordem bem conhecida, mas também, sentindo-se bem mais livre por saber-se inespecífica, ela olhou para aquela coisinha insignificante e lhe disse: “Coisinha, quero ser sua amiga”.
A tal coisinha não iria permitir que aquela coisa, que ainda servia para alguma coisa, valesse mais do que ela mesma e, aproveitando a oportunidade de sentir-se um pouquinho mais importante, respondeu, olhando a coisa de cima para baixo: “Para mim você é uma coisa que não vale nada.”
No mesmo instante, a coisa que sentia que servia para alguma coisa sentiu-se ainda mais confusa e perdeu o único valor que pensava ter, ao acreditar que ela era uma coisa que não valia nada. E ficou lá, uma coisa entre coisas, a mais perdida dentro daquela recém bagunçada gaveta.
Até que um dia alguém abriu a gaveta e a luz do sol, de repente, entrou nela. E a coisa que não valia nada escutou alguém dizendo: “Achei! Nada acontece por acaso!”
A coisa então disse para si mesma. Estou aqui com esta infeliz sensação de não valer “nada” e acontece um outro “nada” por um feliz acaso!
Ela achou aquela coincidência tão significativa que começou a questionar aquele evento no qual se sentiu incluída pelo tal do acaso. Aí então, também aconteceu por acaso uma daquelas coisas inexplicáveis, que só acontecem quando um “nada” profundamente sentido dentro de si mesmo se encontra com outro “nada” percebido lá fora de si mesmo: A coisa, do nada, se fez uma pergunta totalmente inesperada, até para ela mesma: “Quem sou eu afinal?”
No momento em que ela conjugou o verbo ser seguido de uma interrogação, a coisa-em-si-mesma transcendeu o seu sentido de valor próprio, que agora, já não fazia mais nenhum sentido! Valer ou não valer alguma coisa, não era sequer uma questão digna de ser jamais cogitada. Agora, ao perguntar-se pela primeira vez “quem” ela era, verificou que questionava, inclusive, o que eram todas as coisas, pois elas já não eram mais significativamente diferentes umas das outras! Dentro ou fora de todas as gavetas, independente do fato delas estarem arrumadas ou bagunçadas, o significado de todas as coisas era, surpreendentemente, o mesmo. Ela podia ainda não saber que coisa ela era, mas, pelo menos, havia se deparado com um “quem” dentro dela mesma. Agora ela já não se sentia tão perdida em sua confusão íntima. Por outro lado, ela estava tremendamente perplexa!
Ela pensou: ser uma coisa entre coisas, com maior ou menor valor já não importa, pois é o “quem” que atribui maior ou menor valor a uma coisa ou a outra. Mesmo não sabendo “quem” eu sou, verifico que sou “quem” atribui valor à coisa que eu mesma sou. Agora também posso inferir que eu e todas as coisas somos “nada”, porque este “nada” aconteceu e continua a acontecer por acaso e, por este mesmo acaso, eu sou “quem” estou filosofando desde este caos perdido aqui e agora no espaço-temporal. Agora, tanto faz se a gaveta está bagunçada ou arrumadinha e que lugar, ordenado ou caótico, eu ocupo dentro dela. Tanto faz se a coisinha quer ou não quer ser minha amiga. Tanto faz se eu sirvo ou não sirvo para nomear alguma coisa cujo verdadeiro significado permanece esquecido. Tanto faz que, ao final, o nome, a função e o significado esquecidos da coisa que eu sou me sejam revelados.
O que importa é “quem” acontece por acaso!
Então, porque uma coisa sempre leva a outra coisa - e logo antes que a escuridão a engolisse no instante que a gaveta viesse a ser fechada - ela, assim do nada, se deparou com outra grande pergunta:
“Quem está acima de todas as coisas e as faz acontecer assim, a partir do nada?”
Moral de história:
Não existe “nada”
Que não sirva para alguma “coisa”
Dentro da nossa gaveta,
Aberta ou fechada,
Arrumadinha ou bagunçada.
Sergio Condé

olhos cor de mostarda



olhos cor de mostarda

à porta um sobressalto
por aquele homem eu não esperava
ao fitar-lhe os olhos percebi
vai querer ser dono
da minha alma

em legítima defesa eu lhe disse
a mulher que em mim procuras
... não existe

nunca mais o vi
mas para assegurar-me comprei cruz
balas de prata cabeças d'alho
estacas

*líria porto

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Se não tivesse amor, nada seria



 

Se não tivesse amor, nada seria

E eu que achava que só estava buscando o meu filhinho na escola.
- Mãe, tenho uma coisa terrível pra te contar…
- O quê?
- Ah, primeiro… Olha aqui meu boletim!
Fiquei apavorada, ele estava tentando me amansar com o boletim. O que teria feito de tão errado?
- É que eu fiz uma coisa chata. Eu fui fazer seu cartãozinho de dia das mães na escola e ficou muito feio, vou ter que refazer…
- Mas o que você fez?
- Eu fui tentar fazer fogos de artifício e acabou ficando tudo rabiscado.
- Ah, filho! Está tudo bem, não tem problema. – as gentes que somos mães adoramos cartõezinhos de qualquer maneira…
Ficamos calados um tempo e ele soltou:
- É que com isso eu acabei percebendo que amo muito poucas coisas na vida.
- Ãh? Como assim? Por quê? – me assustei – Você fez isso de propósito? A professora brigou com você? – quase entrando em modo leoa.
- Não… Eu só percebi que amo poucas coisas na vida…
SÓ? COMO ASSIM? Era o que queria berrar, mas dei espaço pra ele falar.
- E senti um vazio… Isso me deixa muito triste…
E quase arrebenta o meu coração.
- Eu sei. É triste mesmo…
O ar se calou por um tempinho…
- Filho, você é muito especial. Todo mundo é especial na verdade, e o seu jeito de ser especial é isso de você perceber o que está no seu coração.
- É, eu sou igual a você…
Me enchi.
- Todo mundo sente esse vazio, mas fica tentando encher ele com coisas. Tem gente que compra roupa, tem gente que trabalha muito pra não sentir ele, tem gente que tenta ser mais importante que os outros… Só pra não sentir esse vazio… – disse.
- É. Entendi. Mas acho que nada disso adianta…
- Verdade… Mas o que você acha que adianta? O que você acha que enche esse vazio?
- Ah… Acho que o amor enche o vazio…
- Hum… – de orgulho – E como é que você pode conseguir amor?
Ele pensou um pouco. Olhou e respondeu sem obviedade alguma:
- Amando?
Transbordei. Belisquei sua bochecha:
- Filho, você é muito especial. É um presente lindo!
Que eu agradeço a Deus por ter me confiado.
E então o anjo que havia passado por ali, por alguns minutos, voltou a ser criança.
- Meu irmão vai morrer de inveja do meu boletim, né mãe? Eu só tirei notão! – com a voz mais sapeca.
É, esse é o meu menino de 9 anos… Dizendo coisas que eu percebi semana passada e que muita gente ainda não viu… Não adianta buscar tantas coisas, não é o carro zero que faz falta, não é o sucesso profissional que vai te deixar alegre, saber mais coisas não te faz realmente feliz, a segurança também não vai trazer paz, por mais que organize a vida, surpresas vão ocorrer, não é o corpo perfeito no verão que enche o coração… Ainda que falássemos as línguas dos homens e dos anjos, se não tivermos amor, nós nada somos…
 

ego



Líria Porto:

ego

eu de mim não me queria
minhas grandes inconstâncias
minhas tantas insolências
meu saltitar cansativo
e de mim quase abortei
então de mim fui ficando
... fui gostando dessa mim
acomodando-me as beiras
e se eiras eu não tinha
agora tenho
eu de mim já muito quero
pus-me à frente em minha fila
mas porém sem holofote
dessa luz eu não preciso
tenho eu clarão de mim
*

Líria Porto:

apresentação

constrange-me falar de mim
avaliar-me não vale
outros é que o farão
autoanálise é um perigo
somos sempre complacentes
vemo-nos tão diferentes
do que nos vê um amigo
ele sim já nos conhece
e às vezes haja prece
pela nossa salvação
não sou boa não sou má
insegura muitas vezes
um ser pra lá de mutante
porém leal sei que sou
por um amigo eu vou
ao inferno e aos abismos
mesmo que ao fim de tudo
diga a ele um palavrão
porque amigo
é amigo
sou delicada ou não sou
sou debochada ou não sou
sou complicada ou não sou
sou pra frente e sou careta
às vezes brava outras não
há quem me goste não goste
mas se não julgo ninguém
ninguém será meu juiz
e aos beijos que me dão
mandarei besos - sempre
para o público uma senhora
aos íntimos não predetermino
mas também vai depender
de quem estiver comigo
:
achas-me doida gosto disso
sou doida muito assumida
sou doidinha pela vida
 

dom juan



dom juan

amar esse homem
é aceitar ser um pingo
num dia de chuva
...
o mar quando entorna
desenha n’areia
as franjas da espuma

*líria porto

A ENERGIA DOS FELINOS




A ENERGIA DOS FELINOS
Os gatos possuem uma conexão com o mundo mágico, invisível. Assim como os cães são nossos guardiões no mundo físico, os gatos são nossos protetores no mundo energético. Durante o tempo em que passa acordado, o gato va...i “limpando” a sua casa das energias intrusas. Enquanto dorme, ele filtra e transmuta esta energia. O gato pode, muitas vezes, ficar em lugares com baixa circulação de energia ou Chi vital para poder ativar esta área.
Quem já não presenciou seu gato olhando para o nada, totalmente imerso... Ele certamente vê coisas que não vemos, desde insetinhos microscópicos até seres de outras dimensões. Muitas vezes seu gato vai para um lugar isolado da casa e começa a miar... Não é só atenção que ele quer: é uma espécie de alerta que ele está dando: a qualidade da energia daquele espaço precisa ser melhorada. Nossos problemas, nosso stress diário é absorvido pelo gato. Quando a barra pesa demais e o espaço está muito carregado, não raro o gato adoece.

Claro que o gato não é o único responsável pelo o equilíbrio energético do seu lar, mas ele se esforça bastante. Quando mais harmônico for seu ambiente, menos energia negativa ele precisará filtrar e conseqüentemente será mais feliz e saudável.

Quando dormimos, nossos corpos astrais separam-se do corpo físico e vão para a quinta dimensão, a dimensão sem tempo e espaço: a dimensão em que estamos durante nossos sonhos. Por falta de treinamento e preparo, na grande maioria das vezes não enxergamos essa dimensão tal como ela é, em vez disso a “mascaramos” e codificamos com nosso conteúdo psíquico e inconsciente. Os gatos muitas vezes nos acompanham nessas viagens astrais ou protegem nosso corpo astral, além de guardar o nosso quarto de espíritos indesejados enquanto dormimos. Essas são as razões pelas quais eles gostam de dormir conosco na cama.

Os gatos também monitoram nossa evolução. Durante sua convivência conosco, eles transmitem informações a dimensões superiores, servindo como radares e transmissores. Além disso, como transmutadores de energia, eles auxiliam na cura, desempenhando um papel semelhante ao dos cristais.

Os gatinhos são professores, eles ensinam a amar. Um amor livre, não submisso, respeitador do arbítrio alheio e das diferenças. Por isso tantas pessoas têm dificuldade de conviver com gatos e os acham “interesseiros”. Primeiro, você tem que conquistar a confiança de um gato. Depois, você tem que aprender a respeitá-lo. Ele vai demonstrar afeto quando realmente estiver disposto, não a hora que você mandar. Gatos emanam amor. Do ponto de vista energético, pessoas que têm alergia a gatos são pessoas que têm dificuldade de deixar o amor entrar em suas vidas.

De acordo com Caroline Connor, se há muitas pessoas na família e um único gato, ele pode ficar sobrecarregado absorvendo a negatividade de todos. É bom ter mais de um gato para dividir a carga entre eles, ainda mais nesses casos.

Se você não tem um gato, e um gatinho de rua aparece em sua vida, é porque você precisa de um gato em uma época particular. O gatinho está se propondo a ajudar você. Se você não pode acolher o gatinho, é importante que você encontre um lar para ele. O gatinho chegou até você por alguma razão que você pode não compreender a nível físico, mas você pode descobrir através dos sonhos se assim desejar. Muitas vezes o gatinho aparece, cumpre sua função e se vai.

Fique atento à forma como os gatos reagem a visitas na sua casa. Muitas vezes eles estão tentando protegê-lo de um campo áurico negativo ou pesado.

O Nove na quinta posição significa:



poesia no I CHING:

O Nove na quinta posição significa:
Homens ligados por um sentido de comunidade primeiro choram e se lamentam, mas depois riem. Após grandes lutas conseguem encontrar-se.

Duas pessoas estão exteriormente separadas, porém unidas em seus corações. Suas posições na vida as mantêm separadas. Erguem-se, entre elas, muitos obstáculos e impedimentos, causando-lhes tristezas. Mas e...las não permitem que nada as separe e permanecem fiéis uma à outra. E ainda que a superação desses obstáculos exija grandes lutas, elas vencerão, e ao se reencontrarem suas tristezas se transformarão em alegria.

Confúcio comenta a respeito desta linha:

"A vida conduz o homem responsável por caminhos tortuosos e mutáveis. Muitas vezes o curso é bloqueado, em outras segue desimpedido.
Ora pensamentos sublimes vertem-se livremente em palavras,
ora o pesado fardo da sabedoria deve fechar-se no silêncio.
Mas quando duas pessoas estão unidas no íntimo de seus corações
podem romper até mesmo a resistência do ferro e do bronze.
E quando duas pessoas se compreendem plenamente no íntimo de seus corações suas palavras tornam-se doces e fortes como a fragrância das orquídeas".


Sérgio Condé

INTUIÇÃO




INTUIÇÃO:
A palavra intuição vem do latim “intuire”, que significa "ver por dentro". No entanto, o conceito de intuição varia um pouco conforme a linha de pensamento.

Para Jung, a intuição é uma capacidade interior de perceber possibilid...ades, enquanto que o filósofo Emerson a considera uma sabedoria interior que se expressa por si própria.

Kant vê a intuição como o conhecimento que se relaciona imediatamente com os objetos, ou seja, que mostra realidades singulares e que não depende da abstração, ou seja, é aquilo que se sabe, sem precisar deduzir para concluir.

Kaplan diz que a intuição é, provavelmente, uma condensação de uma ou mais linhas de pensamento racional num único momento no qual a mente reúne rapidamente uma gama de conhecimentos e passa para a conclusão, que é a parte do processo que ele recorda.

Muitas vezes, a intuição condensa anos de experiência e de aprendizado num clarão instantâneo.

Quem quiser ler mais: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/esoterismo-intuicao/index.php
Ver mais

Por que as escolhas despertam tanta ansiedade?



Por que as escolhas despertam tanta ansiedade? Normalmente, porque queremos "acertar", ou porque temos medo de "errar". Mas o que é "acertar" e o que é "errar"? Tudo o que escolhemos é na tentativa de acertar, e nunca escolhemos algo que não poderíamos abarcar. Nós escolhemos sempre com base em uma ideia VIÁVEL de se concretizar. Ninguém erra pensando em errar - se fosse assim, seria um acerto! A ...ideia de "certo" é uma roubada, se for entendida como "ausência de desconforto". O certo também pode nos causar incômodo, e isso não quer dizer que a escolha está errada. Errado é não optar (o que não deixa de ser uma escolha - não escolhendo nada, escolho ficar exatamente onde estou). Qualquer outra opção será acertada, sempre, porque em última análise reflete um processo interno - e processos internos nunca são certos ou errados, são o que são. Na pior das hipóteses, aprendemos com as escolhas desconfortáveis que fazemos. Nada nunca é em vão, se aprendermos a lição (olha, rimou!)!

Nana Ferreira

 

Tribalistas




Tribalistas

Tríade, trinômio, trindade, trímero, triângulo, trio
Trinca, três, terno, triplo, tríplice, tripé, tribo

Os tribalistas já não querem ter razão
Não querem ter certeza
Não querem ter juízo nem religião

Os tribalistas já não entram em questão
Não entram em doutrina, em fofoca ou discussão
Chegou o tribalismo no pilar da construção

Pé em Deus e Fé na Taba
Pé em Deus e Fé na Taba

Um dia já foi chimpanzé
Agora eu ando só com o pé
Dois homens e uma mulher
Arnaldo, Carlinhos e Zé

Os tribalistas saudosistas do futuro
Abusam do colírio e dos óculos escuros
São turistas assim como você e seu vizinho
Dentro da placenta do planeta azulzinho

Pé em Deus e Fé na Taba
Pé em Deus e Fé na Taba
Um dia já foi chimpanzé
Agora eu ando só com o pé
Dois homens e uma mulher
Arnaldo, Carlinhos e Zé
Dois homens e uma mulher
Arnaldo, Carlinhos e Zé
Um dia já foi chimpanzé
Agora eu ando só com o pé

Pé em Deus e Fé na Taba
Pé em Deus e Fé na Taba

O tribalismo é um anti-movimento
Que vai se desintegrar no próximo momento
O tribalismo pode ser e deve ser o que você quiser
Não tem que fazer nada basta ser o que se é
Chegou o tribalismo, mão no teto e chão no pé

terça-feira, 14 de maio de 2013

E ASSIM...




E ASSIM...

A raiva branca me cega
Surge a ONÇA
Quero correr entre pastos
Atacar o que me machuca
Aniquilar com o que me causa dor...
Respiro, transpiro e fecho os olhos.
A emoção é violenta!
As lágrimas fogem de mim...
Ligo o som,
Solos de guitarra, piano e de VIOLINO,
Alta velocidade...
Recuo para o meu porto seguro
Tomo um banho gelado
Assumo a responsabilidade
Te liberto e não te acuso...
Na verdade não tenho vontade de falar
Quero recuar e não é uma fuga
É apenas o instinto de sobrevivência
Sigo em frente,
Com as cicatrizes de sempre...
Olho para o presente
Desta vez, não vou apenas dar as costas...
Sigo em frente com a minha ONÇA
Sabemos caminhar sozinhas
Defendendo a prole e a vida
Estamos entregues a MENOSESPERANÇA
Indomáveis e livres
Sabemos, sentimos e acreditamos:
Na força do Universo!
Em vez de atacar,
Coloco um sorriso no rosto
Passo um batom vermelho sangue
Não há lugar para o ressentimento
Tenho sede de VIDA!
E assim você me perde

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

segunda-feira, 13 de maio de 2013

MAIS UMA VEZ: AMOR




MAIS UMA VEZ: AMOR

Me sinto tão louca...
É novo, instigante, intrigante e sedutor.
De fato nunca vivenciado
Talvez, seja carência ou fuga...
Não queria ver e agora vejo!
Meu coração aceita
O cérebro rejeita
É MUITO mais forte
Jamais me atiraria ao desconhecido,
Não desta maneira.
Pode ser uma aventura,
Um segredo, tão meu e tão seu...
MAIS é muito MAIS que isso.
Viajo no tempo...
No cheiro, na pele, no sorriso,
Na “Cara Porca”...
Na leveza de um encontro,
Nas mensagens calorosas...
Nas gargalhadas,
Nas marcas do corpo,
Na doçura, na FÉ, na luta e na ESPERANÇA.
Respiro, suspiro e ganha um sorriso!
Vivo esta GOSTOSURA!
Não tive medo de ser quem eu sou,
E amo isto: SER TÃO EU...
- Um conto de fadas?
Romântico, ingênuo e infantil.
Não! Não somos ingênuos.
Românticos sim...
Tal como a canção do Vander Lee: “ROMÂNTICOS”
Se bem, que o Zeca com aquela “DISRITIMIA”
Vivemos um romance “Shakespeareano”,
São os meus favoritos!
São quentes, ardentes, livres e verdadeiros;
Sem posse, sem juízo e sem destino,
Intensos e ÚNICOS!!
Cheio de “cafunés” e malícias...
Faria tudo novamente
Sinto-me viva,
Estive morta por muito tempo
Quero acreditar em tudo...
Em tudo que me diz e me faz sentir...
E quero viver
Com ou sem você
Porque é uma DELÍCIA!
Tudo o que já vivemos...
Fecho os olhos,
Sinto a energia fluir
E isso me faz tão bem...

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

sábado, 11 de maio de 2013

FUGA


FUGA

Quando fujo de mim,
Saio em busca daquilo que falta.
Não quero assumir os sentimentos.
Saio sem rumo,
“Besourando” por aí...
Não quero olhar
Sei que é uma pirraça!
Se não olho, não sinto e não sofro;
Com isto, não me responsabilizo.
O sentimento de fuga
Cresce e me devora!
É como droga, vicia...
Nada preenche o vazio.
O sentimento e a dor
Precisam ser acolhidos,
Exclusivamente por mim.
Não quero um colapso
Nem uma overdose.
Então olho...
Vivo a dor,
Vivo o luto,
Vivo as maravilhas.
Se opto erroneamente ou não,
Sinto as consequências
Assumo a responsabilidade
Não transfiro a dor...
Não gosto do que vejo!
Talvez, seja o momento de ir...
- Outra fuga?
- Uma libertação ou uma aprovação?
Não sei ao certo.
O  momento é o de assumir.
Sei que não quero ver,
Encontro-me em um processo:
O de digestão emocional.
Vejo a dor,
Me responsabilizo e acolho.
Agora posso andar devagar
Dentro do meu tempo...
E assumo: AINDA NÃO QUERO AMAR...

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza