domingo, 22 de junho de 2014

ACEITAÇÃO E GRATIDÃO

ACEITAÇÃO E GRATIDÃO


"Aceito esta vida abundante com alegria, prazer e gratidão, pois sou merecedor. Eu a aceito e sei que é verdadeira. Sou grato a Deus por todas as bênçãos que recebo."

Louise Hay

- Ana Jácomo - Ser sensível


Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio tão clara no próprio coração e tantas vezes até doer ou sorrir junto com toda sinceridade. Essa sensação, de vez em quando, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local, de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada. Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Esse cuidado espontâneo com os outros. Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada. Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói se sentir ferido.

- Ana Jácomo -

Únicos


Únicos

devemos ser amados pelas qualidades
talentos aparência
também pelos erros faltas e defeitos
pelo simples fato de sermos
nós mesmos


*líria porto

sábado, 21 de junho de 2014

Lua VAZIA


Lua VAZIA
SINCRONIA

Os ânimos estão conturbados demais para ser seguro andar pela rua neste sábado à noite de Lua VAZIA.

Há quem goste de se perder nos labirintos da noite, há quem ache que isso serve para encontrar-se. Realmente, tudo é possível, mas as probabilidades são mínimas, tudo está posto para perder-se sem perspectiva de encontrar-se.

Melhor recuar e ficar no abrigo de terreno conhecido, e mesmo nesse abrigo tomar cuidado para não cutucar a cobra com vara curta, levantando temas polêmicos ou fazendo comentários irônicos que consolidariam conflitos densos.


Autor: Desconhecido

quarta-feira, 18 de junho de 2014

MUDANÇAS


MUDANÇAS

Conhecer-se em essência é um caminho sem volta. O tempo passa e diante das experiências sinto cada vez mais a necessidade de silenciar, observar, ser invisível e reconectar.

Silenciar é descobrir quem somos verdadeiramente e deixar de ser guiado pelo ego, pois, os ruídos constantes e agonizantes dele, nos levam para longe de nós.

O silenciar e o despertar não são imediatos, mas, nos levam a enxergar com a consciência de que não há necessidade de seguir o ego. É deixar o desejo do ego passar e sentir a vida em sua plenitude e simplicidade.

O ego é a ruína e a ambição mental de ser o dono da verdade, do espaço e da razão. É um desejo incontrolável de conduzir.

Neste processo percebo que ainda caio nas armadilhas do ego e de todos os ciclos viciosos existentes no meu seu.

É hora de reconectar, desentupir os pensamentos, perdoar o passado, parar de buscar e lutar por objetivos reais e simples.

Desintegrarei os ciclos viciosos existentes e reverterei em ciclos virtuosos. Estou plena e no presente.

Por: Lucileyma Carazza



AQUIETAR


AQUIETAR

É hora de descansar
Perdoar o passado
Libertar-se da busca constante.
Viver no presente
Agradecer toda a vivência
Entregar-se à insignificância.
O ciclo vicioso do ego
Ainda me atormenta
Em uma escala mínima.
Paro, sinto, reflito, arrependo,
Peço perdão e me liberto.
Estive congelada
E quero o descongelamento da vida.
Em estado de gratidão
Reverencio o aprendizado
Estou no meu caminho
Seguirei o movimento da vida.
Não carregarei mais a mente
Calarei a minha ambição mental
De ser a dona da verdade.
Sou a consciência que observa o corpo
Chega de distorções, ilusões e crenças
O silêncio é a prioridade da vida
Projetarei consciência no caminho que percorrer
Desprenderei da pretensão de ser
O que não sou.

Por: Lucileyma Carazza



PARA QUE OS LOUCOS CONFUNDAM OS SÁBIOS

PARA QUE OS LOUCOS CONFUNDAM OS SÁBIOS

Se eu pudesse condensar tudo o que é belo, todos os mares, o céu, as estrelas, se pudesse comprimir de tal forma que coubessem em palavras e traduzisse em textos que expressassem com fidelidade cada movimento de vida, cada brisa, cada expressão humana, cada emoção capturada em frases, ainda assim, não seria suficiente.

Mesmo que eu tivesse a palavra ideal para cada situação, pudesse dizer exatamente o que fazer diante das “peças” que a vida prega, conselhos perfeitos para gente tateando no escuro, confusas, ainda assim, seria muito pouco.

Eu poderia compor músicas que invadissem a alma e ajudasse a organizar mentes inquietas, diminuir ruídos, sons com poder de acalmar, despertar, conduzir pensamentos para dimensões de silêncio, mesmo que fosse assim, faltaria muito.

Há os que se expressam pela via da arte, da pintura, das imagens mágicas que retratam o mundo em pinceladas, um momento, uma cena fixada no tempo a partir do olhar único e talentoso do artista, uma nova perspectiva que pode emocionar e, por mais fundo que toque, não é o bastante.

Dentro de cada humano existe uma dimensão que não pode ser acessada pelo intelecto, nem pelas emoções, tampouco pelo conhecimento. Um espaço em nós aonde as palavras se esvaziam, as imagens diluem e todo conhecimento se transforma em códigos indecifráveis, inúteis, sem nenhuma servidão.

Nesse lugar, nossas perguntas, por mais serias que sejam, se apequenam, sem necessidade de respostas, argumentos ou explicações de nenhuma natureza. É o ponto aonde todas as dores se calam e os caminhos clareiam.

Se eu pudesse traduzir todos os sons do universo, cada imagem, cada movimento e aplicasse um sistema de pensamento que desvendasse tudo o que nem a ciência imagina, se eu fosse capaz de aprofundar consideravelmente todos os enigmas da filosofia e os mistérios da teologia, ainda assim serviria para pouco.

Dentro de cada humano existe uma dimensão que jamais será acessada pelos caminhos do ego ou por qualquer ferramenta mental. É a dimensão do incognoscível, da alma, do espírito que não se impõe, mas observa, que aprende a ouvir, calar, ser grato, consciente diante do que é.

Cada movimento da vida deve nos levar para essa dimensão e cada experiência contribui para que aprendamos a descansar nela, onde tudo é claro, tudo é paz, tudo é.

Para que ninguém se glorie em si mesmo, para que os loucos confundam os sábios, para que cada humano veja e entenda de fato do que é feito.

Por:  Flavio Siqueira


terça-feira, 17 de junho de 2014

SUPLICA


SUPLICA

E surge uma vontade de me calar para o mundo e me tornar invisível. A loucura me assombra, os ombros estão pesados e o cérebro acelerado.
Se a raiva é proporcional ao tamanho do meu amor, sinto e tenho a convicção que amo e não sei como reverter e transformar este processo ainda.
Estive paralisada e quero me libertar deste apego torpe, que tanto me suga energias.
Faço parte de uma geração de mulheres que não sabem amar e que lutam em nada dar. Um congelamento destrutível e avassalador, do qual necessito me libertar.
Perdoo o passado e reverencio o fato de ter sido presenteada com a vida.
Agora preciso lutar e romper. Rogo pela energia vital das minhas ancestrais e aceito.


Por: Lucileyma Carazza

MELANCOLIA



MELANCOLIA

É a falta do olhar, do reconhecimento e do acolhimento. A falta do colo. A carência de um buraco que jamais será preenchido.

A agressão veio da pirraça, da cegueira de um ego doente que ocasionou a estagnação dos sonhos e da vida.

Fiquei completamente desprotegida. Fui violentada e me senti humilhada. Perdi a ingenuidade, passei por dificuldades e não fui protegida. Parti para o mundo com o sentimento de culpa e muito ressentimento, fujo da minha essência e me entrego ao mundo das conquistas.

Presa em uma imagem que a vida me proporcionou. Existe muita dor, arrasto este sentimento inconscientemente, caio em lágrimas e sempre perco o sono.

Luto pela sobrevivência e quero ser valorizada e muito reconhecida. A opinião das pessoas que amo, muito me interessa. Sou uma mulher forte e que merece ser respeitada.

O acolhimento surge com o desabafo. Procuro incansavelmente demonstrar que sou digna e casta; e assim, em meio ao caos, retorno a imagem da infância, que se repete através de um ciclo vicioso, registrado na adolescência e que ainda me sufoca.

Preciso reverenciar os antepassados, perdoar o ocorrido, viver no presente e acreditar em minha força interior.

O reconhecimento está em mim, e não vem do outro. Hoje, transbordo em lágrimas que transformam. Permitirei ficar triste, acolherei a minha dor, vou morrer porque necessito renascer.

Reconecto com a vida! Estou inteira e plena. Não preciso conquistar, pois, possuo o dom de gerar e não abdicarei mais a minha essência.

Sou uma mulher com inúmeras virtudes, que vez e outra, se depara com alguns demônios da alma. Me liberto da culpa e da carência. Perdoo o passado. A minha voz interior se manifesta: não foi minha a culpa de tamanha agressão.

Minha força vital está restabelecida e posso seguir adiante. Possuo o dom da escolha e quero um lindo jardim. Tenho o dom da VIDA, a qual esteve adormecida em mim.


Por: Lucileyma Carazza

A RAIVA É PROPORCIONAL AO TAMANHO DO SEU AMOR.


POR: PAULA JÁCOME

segunda-feira, 16 de junho de 2014

ANDORINHAS


Sempre há andorinhas por onde eu vou!

 


ANDORINHAS

Amo os peixes e os bichos da água
Amo as aves e os bichos do céu
Amo as flores e os seres da Terra.
Tudo o que vive e se move nela.


Há sempre andorinhas por onde eu vou
Brincam no vento, nas asas do amor
Amo a vida em toda a extensão.
Há um São Francisco em meu coração.



As pessoas, as plantas e os animais
São canteiros do mesmo jardim
Querem a alegri, o amor e a paz
Ao beijo da vida todos dizem sim.

SANTOS


SANTOS

Quando criança me deparei com uma Tia rezando para o tal Santo Antônio. Ela me explicou que ele era o santo casamenteiro e que estava rezando para arrumar um namorado.

- Curiosa, perguntei: O que é Santo?

Ela me explicou que as pessoas santificadas pela Igreja Católica eram pessoas muito boas que viveram na Terra. Que pelos seus atos de bondade estavam mais próximo de Jesus, e que, quando oramos por estes santos eles nos prestavam uma ajudinha junto a Jesus. Disse também, que Santo Antônio gostava de celebrar casamentos e unir as pessoas para que vivessem em comunhão conjugal pelo resto da vida. Santo Antônio não gostava de ver as pessoas sozinhas.

Naquela época, ela me aconselhou a arrumar um santo de devoção, o qual deveria encontrar com o coração, pois, existem milhares de santos e que cada Santo possuía um dom.

Fiquei pensando sobre aquilo, não sabia o que era “santo” e como arrumaria um santo de devoção com o coração?

Na mesma época, fiz a minha primeira viagem sem os meus pais. Foi uma excursão escolar para conhecer a cidade de São João Del Rey. Mal sabia que São João, antiga capital de Minas Gerais, era uma cidade histórica velha, cheia de cemitério e igrejas. Foi traumatizante. Na minha doce infância nunca havia entrado em um cemitério e não imaginava que as pessoas morriam e iam parar debaixo da terra.

Chorei, esperneei e pirracei. Fui socorrida pela tão querida Tia Júnia, que me levou para frente da Igreja de São Francisco de Assis e ficou ali comigo, até eu conseguir superar o meu medo. Ela me explicou sobre Aleijadinho, sobre os anjos, sobre os cemitérios, morte e sobre a história do tal São Francisco. Tirei muitas fotos, naquelas máquinas antigas que possuíam filme, daquela igreja e da Maria Fumaça também.

Quando retornei e reencontrei a minha tia, disse a ela que já possuía um Santo de devoção e que ele era: São Francisco de Assis, pois, ele curava as pessoas enfermas, alimentava os pobres e era o protetor dos animais.

Na minha crença particular, todas as vezes que via um animal doente colocava o São Chico de cabeça para baixo de castigo. Essa atitude ritualística ficou tão enraíza, que até hoje, quando vejo um animal doente, coloco ele de cabeça para baixo.

Com o passar dos anos, chego à conclusão que preciso arrumar outro santo de devoção. É que esta solteirice anda me incomodando e talvez seja a hora de pedir uma ajudinha para o tal santo casamenteiro.


Por: Lucileyma Carazza

AINDA

AINDA

A vergonha me acompanha
Talvez seja por motivo torpe
O coração foi entregue,
Retalhado e repelido
Pelo mal da falta de compostura,
Da falta de ética e de amor.
Certas pessoas têm um dom estranho
De implicar, apontar, enganar
E roubar a felicidade alheia.
Esta falta de amor me atormenta
São corações desesperados, amargurados
Em busca de aceitação e acolhimento...
O bem e o mal estão no humano
A maldade existe em mim
Assim como a bondade.
A dualidade é o grande arbítrio
E a maior prisão.
Cabe a mim alimentar a opção
Quanto mais conscientizamos
Mais nos libertamos
E dói reconhecer
Que ainda caio nos mesmos erros
Que ainda possuo defeitos que preciso superar
Não rogo pelo caminho da perfeição
Suplico a Deus a sabedoria
De não machucar ou torturar um ser humano...
Seja em palavras ou em atitudes
O fardo de prejudicar,
Magoar e enganar o próximo
É muito grande


Por: Lucileyma Carazza

VAZIO


VAZIO

Da alma e da vida
Talvez seja a transformação
Ou a aceitação que sou aquilo que atraio

As costas pesam
O coração não acredita
O cérebro tranqüiliza

Ouço as vozes de sempre
E me responsabilizo
A tristeza percorre

A imperfeição me consome
A morte me assombra
E o desejo de lutar surge

Mudar o padrão
É questão de sobrevivência
De renascimento

É hora de partir para o Mundo
Reverenciar a vida
Recomeçar

As escolhas existem
E não adianta morrer para o Mundo
Esperar comprometimento
E suplicar por afeto

Rogo por mudanças
Recomeço em meio ao caos
Agradeço a vivencia

Mudarei o percurso
Cicatrizarei as feridas
A voz de sempre me aconselha:
É melhor ser ferido que ferir
Saia deste padrão vibratório
Force um sorriso na face e renasça!


Por: Lucileyma Carazza

DESPERTAR



DESPERTAR

O desconforto das críticas
A incapacidade de mudar a realidade
Do fracasso das conquistas
O desejo da morte e o apego à vida.
A entrega ao desejo e à prática do desapego
“Lágrimas fogem de mim” é a cura da ferida da alma
Me entrego à morte e vivo o luto
As “brumas” se abrem em contato com a natureza
Chega de pirraçar por lacunas e crises existenciais
Nunca quis ser compreendida, e sim, livre!
Lua cheia que guia e transforma
Vejo o oculto da alma e o sombrio da vida
Enfrento o pior que existe em mim
Todos os meus defeitos e ciclos viciosos
Liberto daquilo que paralisa a vida
Sinto que sou capaz de ser a provedora
O sol brilha e desperta
As andorinhas cantam alvoroçadas
Renasci do umbral da alma
Das cinzas como a ave mitológica
Estou no meu caminho
Livre de vícios e de ciclos viciosos
Conquistarei a vida
Meu legado vai ficar registrado na história.

Por: Lucileyma Carazza



OITO VERSOS QUE TRANSFORMAM A MENTE



OITO VERSOS QUE TRANSFORMAM A MENTE


Certa vez Geshe Chekawa, um monge tibetano que dominava inúmeros ensinamentos de diversas escolas, se deparou com uma tira de papel contendo um trecho de duas linhas e se maravilhou:

Ofereça o ganho e a vitória aos outros.
Tome a perda e a derrota para si mesmo.

Então, procurou até encontrar um mestre nessas instruções: Sharawa, discípulo de Geshe Langri Thangpa (mestre Kadampa do século XII, o autor da prática). Ao questioná-lo sobre a natureza daquelas linhas, teve a resposta:

- Goste ou não desse ensinamento, você só pode dispensá-lo se não quiser alcançar o Estado de Buda.

Sharawa aceitou Chekawa como discípulo e o instruiu durante anos nessa prática que era a sua principal, denominada “Os Oito Versos que Transformam a Mente” (ou “Os Oito Versos de Langri Thangpa”). Após 6 anos de treinamento constante, o discípulo se realizou, eliminando todo e qualquer traço de egoísmo.

Os oito versos são:

  Com a determinação de alcançar
O bem supremo em benefício de todos os seres sencientes,
Mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos,
Vou aprender a prezá-los e estimá-los no mais alto grau.

2     Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender
A pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas,
E, com todo respeito, considerá-las supremas,
Do fundo do meu coração.

3       Em todos os meus atos, vou aprender a examinar a minha mente
E, sempre que surgir uma emoção negativa,
Pondo em risco a mim mesmo e aos outros,
Vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.

4    Vou prezar os seres que têm natureza perversa
E aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos,
Como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso,
Muito difícil de achar.

5   Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa,
Ou a insultarem e caluniarem,
Vou aprender a aceitar a derrota,
E a eles oferecer a vitória.

6   Quando alguém a quem ajudei com grande esperança
Magoar ou ferir a minha pessoa, mesmo sem motivo,
Vou aprender a ver essa outra pessoa
Como um excelente guia espiritual.

7   Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção,
Toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos,
E a tomar sobre mim, em sigilo,
Todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães.

8     Vou aprender a manter estas práticas
Isentas das máculas das oito preocupações mundanas,
E, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios,
Serei libertado da escravidão do apego.

As oito preocupações mundanas são:

1. Desejar elogios
2. Rejeitar críticas
3. Desejar o prazer
4. Rejeitar a dor
5. Desejar o ganho
6. Rejeitar a perda
7. Desejar a fama
8. Rejeitar ser ignorado

Esse texto foi ensinado por S.S. o Dalai Lama no Brasil em abril de 2006, no templo Zu Lai, em Cotia (SP). Confira um ensinamento completo de S.S. sobre esses versos em seu site oficial. . Dalai Lama salientou que lê este texto todos os dias e recebeu esta transmissão do comentário de Kyabje Trijang Rinpoche. Lembrou ainda que deveríamos ler Lojong Tsigyema todos os dias e, assim, incrementarmos nossa prática do ideal do bodisatva.”


Fonte: http://www.budavirtual.com.br/nao-ignore-impermanencia-8-versos-que-transformam-mente/

domingo, 15 de junho de 2014

SEU COMPORTAMENTO TEM SIDO SÁBIO, INTELIGENTE OU BURRO NO AMOR?

SEU COMPORTAMENTO TEM SIDO SÁBIO, INTELIGENTE OU BURRO NO AMOR?
:: ROSANA BRAGA :: 

Outro dia, participando de uma reunião entre empreendedores, ouvi uma colocação que me fez refletir profundamente sobre o modo como agimos e tomamos decisões, não só na área profissional, mas também, ou talvez até principalmente, na área afetiva.

O conceito passado ao grupo foi o de que uma pessoa está agindo de modo sábio quando observa o comportamento das outras ao seu redor, consegue fazer uma análise sensível e detalhada sobre os acontecimentos e tira da situação um aprendizado para sua própria vida. Ou seja, sábio é aquele que consegue aprender com o erro alheio. Assim, evita cometer equívocos já conhecidos, mesmo que nunca experimentados. Tais pessoas têm excelentes e rápidos resultados.

Já a pessoa que age de modo inteligente é aquela que, diante de sua própria atitude equivocada, consegue parar, analisar e perceber onde foi que errou. Das consequências inesperadas e até prejudiciais, ela extrai importantes lições e tende a não incidir no mesmo engano em situações semelhantes no futuro. Tais pessoas têm resultados muito bons e tendem a melhorar.

Por fim, a pessoa que tem atitudes consideradas "burras" é aquela que, já tendo cometido determinados erros e já tendo, inclusive, visto outras pessoas cometendo erros parecidos, volta a errar de novo e de novo. Sem olhar para si ou sem se responsabilizar pelos resultados que obtém, esse tipo de pessoa costuma culpar a tudo e a todos pela "falta de sorte" que tem na vida. Cegas de si mesmas, não conseguem elaborar uma percepção sensata e honesta de quem são e do que estão fazendo. Seus resultados, muitas vezes, nem chegam a ser medíocres. Precisariam de mais investimento para atingir a média!

E no amor? Como você tem agido? Qual tem sido seu comportamento recorrente? Você tem olhado para o outro apenas para apontar o dedo e criticá-lo? Ou olha como se ele fosse um mestre, a quem você deveria respeitar ao menos por estar te ensinando a como não fazer? Você tem aproveitado seus próprios enganos para se tornar uma pessoa mais conhecida para si mesma? Ou tem se chicoteado e se insultado, sem notar que um erro pode ser sua grande chance de recomeçar, de inovar e encaixar, finalmente, seus pensamentos, sentimentos e ações?

Ou, pior ainda, você tem desperdiçado seus dias e suas relações em enganos após enganos, sempre se lamentando e encontrando uma desculpa para adiar sua própria felicidade? Tem se convencido de que o amor não é para todos e se atolado em atitudes vazias e sem sentido para si mesma?

Sugiro que você aproveite a ocasião de celebrar o amor e a arte de namorar não para fazer comentários pequenos e mesquinhos sobre tudo o que poderia estar vivendo e não está! Mas para levantar a taça de sua própria história e brindar as infinitas possibilidades de aprendizagem, de mudança e, de verdade, com coragem e respeito por seu próprio coração, colocar-se no lugar de "eterno aprendiz". Porque o amor ensina, inspira e vale muito a pena. Sempre vale!

Quer saber mais sobre comportamento sábio no amor?
Acesse www.rosanabraga.com 
http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=13801


Jung

O saber do coração não é possível encontrá-lo em nenhum livro e em nenhuma boca de professor, mas ele nasce em ti como o grão verde, da terra preta. A erudição pertence ao espírito dessa época, mas este espírito não abrange de forma nenhuma o sonho, pois a alma está em toda a parte onde o saber ensinado não está. Mas como conseguir o saber do coração? Só poderás conseguir este saber vivendo plenamente tua vida. Tu vives tua vida plenamente quando tu vives também aquilo que nunca viveste, mas sempre deixaste para que os outros o vivessem e pensassem. Tu dirás: " Eu não posso viver ou pensar tudo o que os outros vivem e pensam". Mas deves dizer: " A vida que eu ainda poderia viver, eu deveria viver e o pensar que eu ainda poderia pensar, eu deveria pensar". Tu queres fugir de ti, para não teres de viver aquilo que não foi vivido até agora. Mas não podes fugir te ti mesmo. Isto está todo o tempo contigo e exige realização. Se te colocares cega e surdamente esta exigência, tu te colocarás cega e surdamente contra ti mesmo. Então jamais alcançarás o saber do coração. O SABER DO CORAÇÃO É COMO TEU CORAÇÃO É. De um coração mau, conheces coisa má. De um coração bom, conheces coisa boa. Para que vosso conhecimento seja completo considerai que vosso coração é ambos: bom e mau. Jung

LUZ


Se há tanta paz no azul que o céu abriga,
E há tanto azul que tanto bem nos faz,
Se há tanto azul e há tanto céu, me diga
Por que é que o homem não encontra a paz?

Se há tanta paz no verde-mar da onda
Que faz-se verde e em branco se desfaz,
Se há tanta onda pelo mar, responda:
Por que é que o homem não encontra a paz?

Se há tanta paz no olor das multicores
Flores: orquídeas, rosas, manacás...
Se há tanta paz em cada flor e há tantas flores
Por que é que o homem não encontra a paz?

Se há tanta paz nos cânticos suaves
Que entoam na alvorada os sabiás,
Se há paz num canto de ave e há tantas aves,
Por que é que o homem não encontra a paz?

Se há tanta paz na brisa que desliza
Sobre as folhagens, tímida e fugaz;
Se há tanta paz na brisa e há tanta brisa,
Por que é que o homem não encontra a paz?

Se há tanta paz nas expressões tão mansas
Que ao vir ao mundo uma criança traz,
E cada dia existem mais crianças,
Por que é que o homem não encontra a paz?

Se há tanta paz nos corações com fé
Que atrai o bem e afasta as coisas más,
Então oremos juntos, todos de pé,
Para que o homem encontre um dia a paz.

Luna Fernandes