“O amor custa caro. exige muito das pessoas. Exige mudanças a cada momento. Ele não é algo que vem de graça e nos toca. Para
manter esse sentimento todos os dias tem que ser um artista da vida... Nos
gostamos de amar e sem esse amor perdemos o contato até com a vida.” Por: Kesller Campos
Capsicum frutescens in anus autrem kisucus est!!!!! Meu diário, meus pensamentos... meu amigo!!!
domingo, 3 de agosto de 2014
Jung
“O amor tem mais do que um ponto em comum
com a convicção religiosa: exige uma aceitação incondicional e uma entrega
total. Assim como o fiel que se entrega a seu Deus participa da manifestação da
graça divina, também o amor só revela seus mais altos segredos e maravilhas
àquele que é capaz de entrega total e de fidelidade ao sentimento. Pelo fato de
isto ser muito difícil, poucos mortais podem orgulhar-se de tê-lo conseguido.
Mas, por ser o amor devotado e fiel o mais belo, nunca se deveria procurar o que
pode torná-lo fácil. Alguém que se apavora e recua diante da dificuldade do
amor é péssimo cavaleiro de sua amada. O amor é como Deus: ambos só se revelam
aos seus mais bravos cavaleiros. Da mesma forma critico o casamento
experimental. O simples fato de assumir um casamento experimental significa que
existe de antemão uma reserva: a pessoa quer certificar-se, não quer queimar a
mão, não quer arriscar nada. Mas com isto se impede a realização de uma
verdadeira experiência. Não é possível sentir os terrores do gelo polar na
simples leitura de um livro, nem se escala o Himalaia assistindo a um filme. O
amor custa caro e nunca deveríamos tentar torná-lo barato. Nossas más
qualidades, nosso egoísmo, nossa covardia, nossa esperteza mundana, nossa
ambição, tudo isso quer persuadir-nos a não levar a sério o amor. Mas o amor só
nos recompensará se o levarmos a sério. Considero um desacerto falarmos nos
dias de hoje da problemática sexual sem vinculá-la ao amor. As duas questões
nunca deveriam ser separadas, pois se existe algo como problemática sexual esta
só pode ser resolvida pelo amor. Qualquer outra solução seria um substituto
prejudicial. A sexualidade simplesmente experimentada como sexualidade é
animalesca. Mas como expressão do amor é santificada. Por isso não perguntamos
o que alguém faz, mas como o faz. Se o faz por amor e no espírito do amor,
então serve a um Deus; e o que quer que faça não cabe a nós julgá-lo pois está
enobrecido.”
~ Carl Gustav Jung (1875-1961), em “Civilização em Transição”
~ Carl Gustav Jung (1875-1961), em “Civilização em Transição”
“O amor custa caro. exige
muito das pessoas. exige mudanças a cada momento. ele não é algo que vem de graça
e nos toca. para manter esse sentimento todos os dias tem que ser um artista da
vida... Nos gostamos de amar. e sem esse amor perdemos o contato até com a
vida.” Por: Kesller Campos
- 41 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - PASSADO
PASSADO
Nada
me impede
De
viver e relembrar
Um
sagrado amor.
De
vivenciar vidas passadas,
Afinidades
ocultas
E
desejos irrenunciáveis.
É
inexistente a questão
Do
certo ou errado...
É
apenas o momento.
De
vivermos entregues
Relembrando
quem somos
Livres
das máscaras e das brumas
Desta
história secular
Não
quero fugir
Estou
entregue ao tempo
Me
liberto do presente
Das
amarras da sociedade
E
apenas vivo.
Uma
energia primitiva
Talvez
Xamã
Me
conduz...
A
liberdade da alma
Da
natureza primitiva
Das
notas emanadas pelo oculto...
Dançamos
ao luar
Sobre
o tapete de estrelas
E
nos amamos...
Ludicamente
falando
A
natureza é a nossa orquestra
E
o nosso corpo entrelaçado a dança.
É
a consagração
Do
Masculino Sagrado com o Feminino
Acasalando
o amor sublime e único
O
mais real e imaginário
Inatingível,
supremo
E
vivenciados por poucos...
O
Supra-sumo
De
todo o Universo Paralelo existente
Degustado
por corações puros
Por
almas elevadas,
Simples
e livres
Que
estão dispostas a viver
E
de principalmente:
A
AMAR!
Por: Lucileyma
Carazza
- 41 dias dos
100diasdeGRATIDÃO
LÊ
LÊ
Olha
só pra você ver
Leia
antes pra depois falar
O
que tenho pra escrever
Muito
cuidado ao comentar
Se
estiver lendo com atenção
Logo
não vai reparar
Então
se liga meu irmão
No
que eu vou te falar
É
pouco mais é real
O
que tenho a escrever
Pode
ate não ser legal
Mas
tenho que esclarecer
Veja
só este serviço
Olhe
bem pra você ver
Que
escrevi tudo isso
Somente
pra te prender
Ôôôôôô
falta do que fazer
Gostosura
(FA)
(FA)
Ô LUGAR
Ô LUGAR
Ôôôôôôô
lugar Bom pra descansar
E
os amigos encontrar
Pra
noite inteira papear
Lugar
bom pra apreciar
E
com Deus se encontrar
Pra
com Ele conversar
E
o mal renunciar
Onde
vamos acampar
Toma
golo e farrear
E
de tão bom q é o lugar
Da
vontade de ficar
Tem
gente q vem pra cá
Sem
tempo certo pra ficar
E
como o lendário Escobar
Acaba
mesmo por morar
Ôôôôôôô
lugar
Gostosura
(FA)
(FA)
sábado, 2 de agosto de 2014
- 40 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - GOSTOSURA
GOSTOSURA
A
sensibilidade
Muitas
vezes me aprisiona
Outras
vezes me liberta
Tantas
outras me condiciona
E
sempre me conduz.
Se
é um dom ou uma cruz
Vivencio
esta dualidade
Me
virando do avesso,
Descobrindo,
transformando
E
principalmente: Libertando.
Sou
centelha divina
Disposta
a amar!
Por: Lucileyma
Carazza
- 40 dias dos
100diasdeGRATIDÃO
MADRUGADA
És
tu muito malvada
Na
solidão uma praga
O
que há no peito esmaga
E
toda doçura tu salga
Quero
que sono me traga
Mas
o que traz é só mágoa
E
quando a luz se apaga
Nem
tu CRETINA me afaga
Por: Gostosura
(FA)
(FA)
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Okinawa
OKINAWA
Já deu
a hora
Não me conformo
O mar não é de calma
A calma é um naufrágio
E é tudo um desencontro
Fiquei
de fora
Do seu retorno
O que é que a gente salva
Se é tudo assim tão frágil
Vazio, sem contorno
Faz
chuva, esconde o horizonte
A cada vez que você não vem
Não vale se amar tão de longe
É de perto que a gente se faz um bem
- 39 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - CICLOS
CICLOS
Inexplicável
sensação
De
fenômenos que conduzem
Sentimentos
que brotam
Que
são explorados
Pela
inconsciência
Que
incrivelmente se torna consciente.
Palavras
que expressam
E
vida que flui.
A
felicidade é uma escolha,
Assim
como: amar...
Basta
apenas abrir o coração,
Sentir
e viver.
A
dualidade me aponta
Para
uma profunda permanência
De
que tudo está em constante transformação.
Caminho
entre o inverno e o verão
Entre
a tristeza e a alegria
Caminho
sem me perder,
Sem
apego e entregue a fluência
Exercendo
o livro arbítrio.
A
alma que conduz
Sem
o julgamento do bom e do ruim
Do
bonito e do feio.
Polos
e opostos existem
A
dualidade nos pertence...
Ela
existe como as geleiras e o deserto,
Como
a Lua e o Sol,
Como
a noite e o dia
E
está tudo bem assim.
A
dualidade existe e estou entregue!
Existe
o momento de virar lagoa,
O
de virar cachoeira,
O
momento de ser um riacho tranquilo
E
o de ser uma enchente frenética...
Existe
até mesmo o momento
De
se entregar ao mar...
Assim
é a vida e o coração humano!
Por: Lucileyma
Carazza
- 39 dias dos
100diasdeGRATIDÃO
quinta-feira, 31 de julho de 2014
- 38 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - CARINHO
CARINHO
Ao
despertar com um Bom dia singelo
Ao
trocar palavras que estimulam
Que
elevam os pensamentos.
Existe
muito amor nesta Gostosura...
Talvez
a circunstâncias nos distancie
A
máscara do ego nos afaste
E
a diferença nos separe...
Talvez
seja apenas uma ilusão
De
um coração romântico e terno,
Mas
é tão bom sentir este carinho.
Momentos
sublimes regados pela simplicidade
Que
preenche os nossos corações
De
conforto e amor.
A
Fé em novos projetos e conquistas
A
Esperança de um Mundo a conquistar...
Nestes
momentos sinto que nada importa,
Não
preciso ser a mais bela, inteligente e a mais gostosa...
Não
preciso me destacar em nada!
Quero
apenas sentir quem eu sou
Viver
com o coração livre
Entregue
a estes momentos cativantes
Em
constante estágio de gratidão
Na
busca incessante de Paz de Espírito
Plena
em amorosidade.
Por: Lucileyma
Carazza
- 38 dias dos
100diasdeGRATIDÃO
“Quando
você desenvolve a virtude da confiança a ponto de se entregar para o fluxo da
vida, você se torna uma flauta de bambu oco, através da qual Deus toca sua
melodia.” Prem Baba
quarta-feira, 30 de julho de 2014
- 37 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - NÃO IMPORTO MAIS
NÃO ME IMPORTO MAIS
Incrível!
Não importo mais!
Esta
tranquilidade assustadora me eleva
Não
sei se estou em paz,
Ou,
se larguei para lá.
Só
sei... que não me importo mais.
Os
problemas são sempre os mesmos,
Mas,
contudo, porém;
Decidi
colocar um sorriso no rosto,
Cuidar
das plantas,
Limpar
o aquário,
Ronronar
com os gatos
Tirar
a poeira da vida...
Trocar
a energia para reconectar...
É
isso!
Simplesmente
não me importo mais.
Agradeço
a tranquilidade que me acompanha
E
a pacificação dos pensamentos.
Por: Lucileyma
Carazza
- 37 dias dos 100diasdeGRATIDÃO
terça-feira, 29 de julho de 2014
- 36 dias dos 100diasdeGRATIDÃO – HOJE
HOJE
Melancolicamente
falando
Lembrei-me
de uma época onde as coisas fluíam,
Sem
esforço...
O
improvável, o impossível sempre acontecia,
Ou
se revelavam.
Lembrei-me
do quanto estive livre,
O
quanto era feliz
Por
estar envolta de conquistas.
Senti
o quanto a alma era leve,
O
quanto à vida fluía...
Era
uma época em que havia o medo,
Mas
ele não dominava;
Existia travações momentâneas emocionais
Superadas
sempre com um sorriso,
Ou,
escandalosas gargalhadas.
Hoje
sinto o quanto estive, e ainda, estou bloqueada.
Vejo
o quanto me prejudiquei
E
a quantidade de tempo que perdi.
Mas,
contudo, acredito no recomeço
E
começo a sentir esta tal equanimidade.
Repetições
negativas ainda acontecem
Mas,
o ciclo flui com um pouco mais de agilidade.
Há
muito a se resgatar e a se restaurar...
O
tempo não foi perdido,
Ele
apenas estava congelado
Permitindo
que eu crescesse no meu tempo.
Por: Lucileyma
Carazza
Agradeço
a esperança que brota no meu coração.
Agradeço
aos espelhos e projeções que me proporcionam crescimento emocional.
Agradeço
o descongelamento emocional de tudo que me trava nesta vida.
Agradeço
o aprendizado diário, do qual tenho privilégio de vivenciar.
- 36 dias dos
100diasdeGRATIDÃO
"O que vai realmente determinar se você
não está usando uma distorção da serenidade, são exatamente os relacionamentos.
Se você pode manter essa paz, o seu coração aberto quando você está se
relacionando com o outro, então com certeza você está no caminho. Do contrário,
muito provavelmente você está se enganando, porque existe uma diferença muito
sutil entre o estado de serenidade e o retraimento. O retraimento é uma distorção
da serenidade. O retraimento é um estado de amortecimento que muitas vezes
também promove estados elevados de consciência. Promove até experiências
místicas e dá a sensação que você está bem elevado espiritualmente.
...
Se tem repressão isso vai se manifestar em
suas relações; vai se manifestar na sua sexualidade. Não tem como fugir desse
instrumento de aferição. E se por acaso ao utilizar esse instrumento de
aferição e você localizar questões reprimidas, terá que lidar com a angústia
que existe e que está anestesiada. Porque veja bem a diferença sutil entre a
serenidade e o retraimento: serenidade é
realmente um estado de contentamento com a vida. A mente está equânime. A
vida está fluindo. No retraimento tem repetições negativas acontecendo, só que você
não quer admitir, você está anestesiado e nem consegue perceber que tem um
‘não’ dentro de você. Você está suspenso, não entra em contato com a
dificuldade; não é capaz de sentir a angústia de ver a vida bloqueada. Você vai
ter que primeiro ter a disposição de sentir esta angústia de ver a vida travada
e não saber como destravar. E aí então,
poder destravar e poder chegar no estado da autêntica serenidade, que é
sinônimo de sim. A vida flui." Prem
Baba
segunda-feira, 28 de julho de 2014
- 35 dias dos 100diasdeGRATIDÃO – ENGANO
ENGANO
É
melhor achar que há algo de errado comigo, porque, se começar a pirar e
acreditar que há algo de errado com a Terra e com os Seres Humanos, não saio do
lugar. Fico aqui, eternamente paralisada em meio aos meus defeitos. Defeitos,
dos quais, não quero assumir e prefiro inevitavelmente a pirraçar e a acusar.
Projeções
e espelhos nos mostram “quem” somos, assim como, tudo aquilo que nos incomoda.
O
tempo e a idade me mostra que sou o meu pior inimigo.
Uma
hora dessas chego lá, pois, o meu desejo é libertar de tudo aquilo que me causa
dor e me prejudica.
Primeiro
eu transformo, para depois transformar o mundo.
Estou
no meu caminho acolhendo as minhas imperfeições e projeções.
Namastê.
Por: Lucileyma
Carazza
- 35 dias dos
100diasdeGRATIDÃO
“Antes de querer salvar a
humanidade salve a si mesmo, para que sua luz brilhe o suficiente, para que
você se pacifique, para que todo o resto seja apenas consequência.” Flavio Siqueira
- 34 dias dos 100diasdeGRATIDÃO – SOLIDÃO
SOLIDÃO
É
o mal do século
Aprofundada
pela ilusão cibernética
Do
mundo virtual.
A
solidão sempre atormentou a humanidade,
Mas,
antigamente ela nos proporcionava momentos ímpares,
Voltados
para encontros familiares
Num
mundo de amigos reais...
Onde
todos olhavam nos olhos
E
as conversas eram suaves
Com
sorrisos sinceros e largos...
A
solidão atual, muitas vezes,
Faz
com que percamos nossa identidade
Pelo
incomodo de não suportarmos
Caminhar
sozinhos.
Pelo
incomodo de não suportarmos
Olhar
para as nossas loucuras,
Para
os nossos demônios.
A
solidão é este mundo atual
Onde
estão todos conectados
E
ao mesmo tempo desconectados.
Porque
não há espaço para a realidade
E
vivem todos em nuvens virtuais
Em
um Universo Paralelo
Que
como tudo na vida
Carrega
o seu lado bom e o seu lado terrível.
Por: Lucileyma
Carazza
- 33 dias dos 100diasdeGRATIDÃO – VARINHA MÁGICA
VARINHA MÁGICA
Pensamentos
me sugam
Muitas
vezes me destroem
Recaídas
góticas
Pelo
vale das almas.
A
fragilidade atormenta
E
a agressividade é a punição
A
raiva branca, ainda me prejudica
A
falsidade me tortura
E
o julgamento agoniza.
Olho
para esta “Feiura”
E
sinto vergonha!
Acho
tudo feio, descabido e desproporcional.
No
conto de fadas da vida
Usaria
a varinha mágica
Para
concertar e conectar
Tudo
que me afasta
E
que me prejudica
Reverencio
a dádiva das projeções
Que
me viram do avesso
E
que tanto me transforma.
Por: Lucileyma
Carazza
“Foi desfazer da
coleção de Bruxa, tomou bomba play-boy”. Carlos Gleiber
- 33 dias dos
100diasdeGRATIDÃO
- 32 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - SEM SABER
SEM SABER
Não
sei ao certo
Como
descrever meus sentimentos
Pela
primeira vez, há tempos,
Me
sinto sóbria.
É
estranho porque não sei se é bom,
Ou,
se é ruim...
Talvez
seja uma lacuna momentânea
Talvez
tenha superado a ilusão.
Só
sei que deixei de julgar
E
passei a aceitar.
Este
sentimento me virou do avesso
Sacudiu
o ventre
Me
transformou.
Fui
ao céu e ao inferno
Por
diversas vezes...
Tratei
as “tsunamis” emocionais
Com
muito amor e respeito.
Tenho
orgulho por ter me respeitado ao máximo
Por
alguns momentos perdi o controle
Mas
foi tudo dentro da normalidade...
Neste
instante mergulho
Em
uma tranquilidade
Absurdamente
assustadora...
Não
é a que tal Paz de Espírito
Nos
mete medo...
É
que acostumamos tanto com os problemas
Com
o barulho que nos acompanha
Com
os negativismos dos pensamentos
Que
quando encontramos
Esta
tranquilidade estranhamos...
Por: Lucileyma
Carazza
- 32 dias dos
100diasdeGRATIDÃO –
quinta-feira, 24 de julho de 2014
HOMEOPATIA EMOCIONAL
HOMEOPATIA
EMOCIONAL
Posted on 24/07/2014 by Paula Jácome
Negamos nossos sentimentos… O dia inteiro.
Entendemos, não sei por que exatamente em algum momento da história, que
existem sentimentos negativos e positivos. Como se classificássemos as cores em
boas e más:” – Olha, escolhe o azul pra pintar a sua casa, pois o vermelho é
uma cor muito malvada… “ Vermelho é só vermelho, azul é só azul! Alegria,
tristeza, raiva, amor, são só sentimentos. Não estão aí para temê-los, ou
esconde-los, ou nos envergonharmos deles, mas para nos indicar algo.
Sentimentos são como a música que o coração toca para sinalizar o caminho que
precisamos seguir, que queremos seguir. Pra sinalizar quem nós somos.
E, pior, agimos como se fosse realmente
possível escolher como nos sentimos. Acordamos tristes e passamos o dia a jogar
confete nas pessoas à nossa volta. Guardamos a tristeza em uma caixinha preta
bem no fundo do nosso coração e seguimos fingindo que nada está acontecendo.
Até o dia em que essa caixinha enche, estoura, e, aí, não conseguimos mais
controlar nada… Então não me admira a quantidade de gente deprimida… A quantidade
de crimes, a ira das pessoas.
Ninguém fala o que precisa ou como se sente
e fica fingindo o tempo todo que está tudo bem. Eu me pergunto, para que? Pra
mostrar que sou a pessoa mais fantástica do mundo e pra todo mundo gostar de
mim, eu me desrespeito o tempo todo? Eu não acolho como me sinto? Eu passo a
vida expressando algo que não sou? Ou não estou? Pois os sentimentos são
temporários. E, cada um tem a sua função. Eles indicam o que gosto, o que
não gosto, se estou me sentindo invadido, ou querendo mais.
A raiva, por exemplo, serve para nos
proteger. Pra colocar limites, pra expressar um descontentamento. Se usamos a
raiva com atenção, e, proporcionalmente ao fato que está acontecendo, temos uma
grande aliada da felicidade. Pois ninguém é feliz sendo invadido e abusado e se
sentindo desvalorizado o tempo todo.
Já a tristeza, pra mim, tem uma função de
honrar o que é importante pra nós. De nos mostrar onde está a nossa dor, do que
precisamos abrir mão, nos ensina a dar valor ao essencial, muitas vezes depois
que já perdemos…
E, quando não assumimos nossos sentimentos,
não aprendemos a lidar com eles. Se guardamos toda raiva que sentimos, como
vamos saber a medida quando nos irritarmos? Será que usaremos na medida certa?
Creio que não. Creio que qualquer fagulha explodirá o barril inteiro.
Penso que reprimir como nos sentimos não nos
ajuda a sermos pessoas melhores, vejo isso como uma ilusão da geração
auto-ajuda. Acho que o que realmente nos ajuda é assumir quem somos e nos
respeitar, assumir como estamos agora e deixar passar. Ser verdadeiro nem que
seja só conosco mesmo. Acredito que doses homeopáticas de sentimentos,
demonstrados de acordo com cada momento da vida, podem nos deixar, e ao nosso
redor, melhor, mais inteiros, com auto-estima verdadeira, pois, de onde vejo,
quando nos mostramos, estamos nos valorizando.
Claro que se persistirem os sentimentos que
causam desconforto, um médico deverá ser consultado.
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