domingo, 3 de agosto de 2014

O amor custa caro

“O amor custa caro. exige muito das pessoas. Exige mudanças a cada momento. Ele não é algo que vem de graça e nos toca. Para manter esse sentimento todos os dias tem que ser um artista da vida... Nos gostamos de amar e sem esse amor perdemos o contato até com a vida.” Por: Kesller Campos

Jung


“O amor tem mais do que um ponto em comum com a convicção religiosa: exige uma aceitação incondicional e uma entrega total. Assim como o fiel que se entrega a seu Deus participa da manifestação da graça divina, também o amor só revela seus mais altos segredos e maravilhas àquele que é capaz de entrega total e de fidelidade ao sentimento. Pelo fato de isto ser muito difícil, poucos mortais podem orgulhar-se de tê-lo conseguido. Mas, por ser o amor devotado e fiel o mais belo, nunca se deveria procurar o que pode torná-lo fácil. Alguém que se apavora e recua diante da dificuldade do amor é péssimo cavaleiro de sua amada. O amor é como Deus: ambos só se revelam aos seus mais bravos cavaleiros. Da mesma forma critico o casamento experimental. O simples fato de assumir um casamento experimental significa que existe de antemão uma reserva: a pessoa quer certificar-se, não quer queimar a mão, não quer arriscar nada. Mas com isto se impede a realização de uma verdadeira experiência. Não é possível sentir os terrores do gelo polar na simples leitura de um livro, nem se escala o Himalaia assistindo a um filme. O amor custa caro e nunca deveríamos tentar torná-lo barato. Nossas más qualidades, nosso egoísmo, nossa covardia, nossa esperteza mundana, nossa ambição, tudo isso quer persuadir-nos a não levar a sério o amor. Mas o amor só nos recompensará se o levarmos a sério. Considero um desacerto falarmos nos dias de hoje da problemática sexual sem vinculá-la ao amor. As duas questões nunca deveriam ser separadas, pois se existe algo como problemática sexual esta só pode ser resolvida pelo amor. Qualquer outra solução seria um substituto prejudicial. A sexualidade simplesmente experimentada como sexualidade é animalesca. Mas como expressão do amor é santificada. Por isso não perguntamos o que alguém faz, mas como o faz. Se o faz por amor e no espírito do amor, então serve a um Deus; e o que quer que faça não cabe a nós julgá-lo pois está enobrecido.”
~ Carl Gustav Jung (1875-1961), em “Civilização em Transição”

 “O amor custa caro. exige muito das pessoas. exige mudanças a cada momento. ele não é algo que vem de graça e nos toca. para manter esse sentimento todos os dias tem que ser um artista da vida... Nos gostamos de amar. e sem esse amor perdemos o contato até com a vida.” Por: Kesller Campos


- 41 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - PASSADO

PASSADO

Nada me impede
De viver e relembrar
Um sagrado amor.

De vivenciar vidas passadas,
Afinidades ocultas
E desejos irrenunciáveis.

É inexistente a questão
Do certo ou errado...
É apenas o momento.

De vivermos entregues
Relembrando quem somos
Livres das máscaras e das brumas

Desta história secular
Não quero fugir
Estou entregue ao tempo

Me liberto do presente
Das amarras da sociedade
E apenas vivo.

Uma energia primitiva
Talvez Xamã
Me conduz...

A liberdade da alma
Da natureza primitiva
Das notas emanadas pelo oculto...

Dançamos ao luar
Sobre o tapete de estrelas
E nos amamos...

Ludicamente falando
A natureza é a nossa orquestra
E o nosso corpo entrelaçado a dança.

É a consagração
Do Masculino Sagrado com o Feminino
Acasalando o amor sublime e único

O mais real e imaginário
Inatingível, supremo
E vivenciados por poucos...

O Supra-sumo
De todo o Universo Paralelo existente
Degustado por corações puros

Por almas elevadas,
Simples e livres
Que estão dispostas a viver

E de principalmente:
A AMAR!

Por: Lucileyma Carazza


- 41 dias dos 100diasdeGRATIDÃO


Olha só pra você ver
Leia antes pra depois falar
O que tenho pra escrever
Muito cuidado ao comentar

Se estiver lendo com atenção
Logo não vai reparar
Então se liga meu irmão
No que eu vou te falar

É pouco mais é real
O que tenho a escrever
Pode ate não ser legal
Mas tenho que esclarecer

Veja só este serviço
Olhe bem pra você ver
Que escrevi tudo isso
Somente pra te prender
Ôôôôôô falta do que fazer


Gostosura


(FA)

Ô LUGAR


Ô LUGAR

Ôôôôôôô lugar Bom pra descansar
E os amigos encontrar
Pra noite inteira papear

Lugar bom pra apreciar
E com Deus se encontrar
Pra com Ele conversar
E o mal renunciar

Onde vamos acampar
Toma golo e farrear
E de tão bom q é o lugar
Da vontade de ficar

Tem gente q vem pra cá
Sem tempo certo pra ficar
E como o lendário Escobar
Acaba mesmo por morar
Ôôôôôôô lugar


Gostosura

(FA)

sábado, 2 de agosto de 2014

- 40 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - GOSTOSURA



GOSTOSURA

A sensibilidade
Muitas vezes me aprisiona
Outras vezes me liberta
Tantas outras me condiciona
E sempre me conduz.
Se é um dom ou uma cruz
Vivencio esta dualidade
Me virando do avesso,
Descobrindo, transformando
E principalmente: Libertando.
Sou centelha divina
Disposta a amar!

Por: Lucileyma Carazza

- 40 dias dos 100diasdeGRATIDÃO

MADRUGADA

És tu muito malvada
Na solidão uma praga
O que há no peito esmaga
E toda doçura tu salga
Quero que sono me traga
Mas o que traz é só mágoa
E quando a luz se apaga
Nem tu CRETINA me afaga


Por: Gostosura


(FA)

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Okinawa



OKINAWA

Já deu a hora
Não me conformo
O mar não é de calma
A calma é um naufrágio
E é tudo um desencontro


Fiquei de fora
Do seu retorno
O que é que a gente salva
Se é tudo assim tão frágil
Vazio, sem contorno



Faz chuva, esconde o horizonte
A cada vez que você não vem
Não vale se amar tão de longe
É de perto que a gente se faz um bem

- 39 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - CICLOS


CICLOS

Inexplicável sensação
De fenômenos que conduzem
Sentimentos que brotam
Que são explorados
Pela inconsciência
Que incrivelmente se torna consciente.
Palavras que expressam
E vida que flui.
A felicidade é uma escolha,
Assim como: amar...
Basta apenas abrir o coração,
Sentir e viver.
A dualidade me aponta
Para uma profunda permanência
De que tudo está em constante transformação.
Caminho entre o inverno e o verão
Entre a tristeza e a alegria
Caminho sem me perder,
Sem apego e entregue a fluência
Exercendo o livro arbítrio.
A alma que conduz
Sem o julgamento do bom e do ruim
Do bonito e do feio.
Polos e opostos existem
A dualidade nos pertence...
Ela existe como as geleiras e o deserto,
Como a Lua e o Sol,
Como a noite e o dia
E está tudo bem assim.
A dualidade existe e estou entregue!
Existe o momento de virar lagoa,
O de virar cachoeira,
O momento de ser um riacho tranquilo
E o de ser uma enchente frenética...
Existe até mesmo o momento
De se entregar ao mar...
Assim é a vida e o coração humano!

Por: Lucileyma Carazza


- 39 dias dos 100diasdeGRATIDÃO

- 39 dias dos 100diasdeGRATIDÃO


quinta-feira, 31 de julho de 2014

- 38 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - CARINHO

CARINHO

Ao despertar com um Bom dia singelo
Ao trocar palavras que estimulam
Que elevam os pensamentos.
Existe muito amor nesta Gostosura...
Talvez a circunstâncias nos distancie
A máscara do ego nos afaste
E a diferença nos separe...
Talvez seja apenas uma ilusão
De um coração romântico e terno,
Mas é tão bom sentir este carinho.
Momentos sublimes regados pela simplicidade
Que preenche os nossos corações
De conforto e amor.
A Fé em novos projetos e conquistas
A Esperança de um Mundo a conquistar...
Nestes momentos sinto que nada importa,
Não preciso ser a mais bela, inteligente e a mais gostosa...
Não preciso me destacar em nada!
Quero apenas sentir quem eu sou
Viver com o coração livre
Entregue a estes momentos cativantes
Em constante estágio de gratidão
Na busca incessante de Paz de Espírito
Plena em amorosidade.

Por: Lucileyma Carazza

- 38 dias dos 100diasdeGRATIDÃO


“Quando você desenvolve a virtude da confiança a ponto de se entregar para o fluxo da vida, você se torna uma flauta de bambu oco, através da qual Deus toca sua melodia.” Prem Baba

quarta-feira, 30 de julho de 2014

- 37 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - NÃO IMPORTO MAIS



NÃO ME IMPORTO MAIS

Incrível! Não importo mais!
Esta tranquilidade assustadora me eleva
Não sei se estou em paz,
Ou, se larguei para lá.
Só sei... que não me importo mais.
Os problemas são sempre os mesmos,
Mas, contudo, porém;
Decidi colocar um sorriso no rosto,
Cuidar das plantas,
Limpar o aquário,
Ronronar com os gatos
Tirar a poeira da vida...
Trocar a energia para reconectar...
É isso!
Simplesmente não me importo mais.
Agradeço a tranquilidade que me acompanha
E a pacificação dos pensamentos.


Por: Lucileyma Carazza

- 37 dias dos 100diasdeGRATIDÃO

terça-feira, 29 de julho de 2014

- 36 dias dos 100diasdeGRATIDÃO – HOJE



HOJE

Melancolicamente falando
Lembrei-me de uma época onde as coisas fluíam,
Sem esforço...
O improvável, o impossível sempre acontecia,
Ou se revelavam.
Lembrei-me do quanto estive livre,
O quanto era feliz
Por estar envolta de conquistas.
Senti o quanto a alma era leve,
O quanto à vida fluía...
Era uma época em que havia o medo,
Mas ele não dominava;
Existia travações momentâneas emocionais
Superadas sempre com um sorriso,
Ou, escandalosas gargalhadas.
Hoje sinto o quanto estive, e ainda, estou bloqueada.
Vejo o quanto me prejudiquei
E a quantidade de tempo que perdi.
Mas, contudo, acredito no recomeço
E começo a sentir esta tal equanimidade.
Repetições negativas ainda acontecem
Mas, o ciclo flui com um pouco mais de agilidade.
Há muito a se resgatar e a se restaurar...
O tempo não foi perdido,
Ele apenas estava congelado
Permitindo que eu crescesse no meu tempo.

Por: Lucileyma Carazza

Agradeço a esperança que brota no meu coração.
Agradeço aos espelhos e projeções que me proporcionam crescimento emocional.
Agradeço o descongelamento emocional de tudo que me trava nesta vida.
Agradeço o aprendizado diário, do qual tenho privilégio de vivenciar.

- 36 dias dos 100diasdeGRATIDÃO


"O que vai realmente determinar se você não está usando uma distorção da serenidade, são exatamente os relacionamentos. Se você pode manter essa paz, o seu coração aberto quando você está se relacionando com o outro, então com certeza você está no caminho. Do contrário, muito provavelmente você está se enganando, porque existe uma diferença muito sutil entre o estado de serenidade e o retraimento. O retraimento é uma distorção da serenidade. O retraimento é um estado de amortecimento que muitas vezes também promove estados elevados de consciência. Promove até experiências místicas e dá a sensação que você está bem elevado espiritualmente.
...

Se tem repressão isso vai se manifestar em suas relações; vai se manifestar na sua sexualidade. Não tem como fugir desse instrumento de aferição. E se por acaso ao utilizar esse instrumento de aferição e você localizar questões reprimidas, terá que lidar com a angústia que existe e que está anestesiada. Porque veja bem a diferença sutil entre a serenidade e o retraimento: serenidade é realmente um estado de contentamento com a vida. A mente está equânime. A vida está fluindo. No retraimento tem repetições negativas acontecendo, só que você não quer admitir, você está anestesiado e nem consegue perceber que tem um ‘não’ dentro de você. Você está suspenso, não entra em contato com a dificuldade; não é capaz de sentir a angústia de ver a vida bloqueada. Você vai ter que primeiro ter a disposição de sentir esta angústia de ver a vida travada e não saber como destravar. E aí então, poder destravar e poder chegar no estado da autêntica serenidade, que é sinônimo de sim. A vida flui." Prem Baba

segunda-feira, 28 de julho de 2014

- 35 dias dos 100diasdeGRATIDÃO – ENGANO


ENGANO

É melhor achar que há algo de errado comigo, porque, se começar a pirar e acreditar que há algo de errado com a Terra e com os Seres Humanos, não saio do lugar. Fico aqui, eternamente paralisada em meio aos meus defeitos. Defeitos, dos quais, não quero assumir e prefiro inevitavelmente a pirraçar e a acusar.
Projeções e espelhos nos mostram “quem” somos, assim como, tudo aquilo que nos incomoda.
O tempo e a idade me mostra que sou o meu pior inimigo.
Uma hora dessas chego lá, pois, o meu desejo é libertar de tudo aquilo que me causa dor e me prejudica.
Primeiro eu transformo, para depois transformar o mundo.
Estou no meu caminho acolhendo as minhas imperfeições e projeções.

Namastê.

Por: Lucileyma Carazza

- 35 dias dos 100diasdeGRATIDÃO


“Antes de querer salvar a humanidade salve a si mesmo, para que sua luz brilhe o suficiente, para que você se pacifique, para que todo o resto seja apenas consequência.”  Flavio Siqueira

- 34 dias dos 100diasdeGRATIDÃO – SOLIDÃO


SOLIDÃO

É o mal do século
Aprofundada pela ilusão cibernética
Do mundo virtual.
A solidão sempre atormentou a humanidade,
Mas, antigamente ela nos proporcionava momentos ímpares,
Voltados para encontros familiares
Num mundo de amigos reais...
Onde todos olhavam nos olhos
E as conversas eram suaves
Com sorrisos sinceros e largos...
A solidão atual, muitas vezes,
Faz com que percamos nossa identidade
Pelo incomodo de não suportarmos
Caminhar sozinhos.
Pelo incomodo de não suportarmos
Olhar para as nossas loucuras,
Para os nossos demônios.
A solidão é este mundo atual
Onde estão todos conectados
E ao mesmo tempo desconectados.
Porque não há espaço para a realidade
E vivem todos em nuvens virtuais
Em um Universo Paralelo
Que como tudo na vida
Carrega o seu lado bom e o seu lado terrível.

Por: Lucileyma Carazza


- 34 dias dos 100diasdeGRATIDÃO

- 33 dias dos 100diasdeGRATIDÃO – VARINHA MÁGICA


VARINHA MÁGICA

Pensamentos me sugam
Muitas vezes me destroem
Recaídas góticas
Pelo vale das almas.
A fragilidade atormenta
E a agressividade é a punição
A raiva branca, ainda me prejudica
A falsidade me tortura
E o julgamento agoniza.
Olho para esta “Feiura”
E sinto vergonha!
Acho tudo feio, descabido e desproporcional.
No conto de fadas da vida
Usaria a varinha mágica
Para concertar e conectar
Tudo que me afasta
E que me prejudica
Reverencio a dádiva das projeções
Que me viram do avesso
E que tanto me transforma.

Por: Lucileyma Carazza

“Foi desfazer da coleção de Bruxa, tomou bomba play-boy”. Carlos Gleiber


- 33 dias dos 100diasdeGRATIDÃO 

- 32 dias dos 100diasdeGRATIDÃO - SEM SABER


SEM SABER

Não sei ao certo
Como descrever meus sentimentos
Pela primeira vez, há tempos,
Me sinto sóbria.
É estranho porque não sei se é bom,
Ou, se é ruim...
Talvez seja uma lacuna momentânea
Talvez tenha superado a ilusão.
Só sei que deixei de julgar
E passei a aceitar.
Este sentimento me virou do avesso
Sacudiu o ventre
Me transformou.
Fui ao céu e ao inferno
Por diversas vezes...
Tratei as “tsunamis” emocionais
Com muito amor e respeito.
Tenho orgulho por ter me respeitado ao máximo
Por alguns momentos perdi o controle
Mas foi tudo dentro da normalidade...
Neste instante mergulho
Em uma tranquilidade
Absurdamente assustadora...
Não é a que tal Paz de Espírito
Nos mete medo...
É que acostumamos tanto com os problemas
Com o barulho que nos acompanha
Com os negativismos dos pensamentos
Que quando encontramos
Esta tranquilidade estranhamos...

Por: Lucileyma Carazza


- 32 dias dos 100diasdeGRATIDÃO –

quinta-feira, 24 de julho de 2014

HOMEOPATIA EMOCIONAL

HOMEOPATIA EMOCIONAL
Posted on 24/07/2014 by Paula Jácome

Negamos nossos sentimentos… O dia inteiro. Entendemos, não sei por que exatamente em algum momento da história, que existem sentimentos negativos e positivos. Como se classificássemos as cores em boas e más:” – Olha, escolhe o azul pra pintar a sua casa, pois o vermelho é uma cor muito malvada… “ Vermelho é só vermelho, azul é só azul! Alegria, tristeza, raiva, amor, são só sentimentos. Não estão aí para temê-los, ou esconde-los, ou nos envergonharmos deles, mas para nos indicar algo. Sentimentos são como a música que o coração toca para sinalizar o caminho que precisamos seguir, que queremos seguir. Pra sinalizar quem nós somos.
E, pior, agimos como se fosse realmente possível escolher como nos sentimos. Acordamos tristes e passamos o dia a jogar confete nas pessoas à nossa volta. Guardamos a tristeza em uma caixinha preta bem no fundo do nosso coração e seguimos fingindo que nada está acontecendo. Até o dia em que essa caixinha enche, estoura, e, aí, não conseguimos mais controlar nada… Então não me admira a quantidade de gente deprimida… A quantidade de crimes, a ira das pessoas.
Ninguém fala o que precisa ou como se sente e fica fingindo o tempo todo que está tudo bem. Eu me pergunto, para que? Pra mostrar que sou a pessoa mais fantástica do mundo e pra todo mundo gostar de mim, eu me desrespeito o tempo todo? Eu não acolho como me sinto? Eu passo a vida expressando algo que não sou? Ou não estou? Pois os sentimentos são temporários. E, cada um tem a sua função.  Eles indicam o que gosto, o que não gosto, se estou me sentindo invadido, ou querendo mais.
A raiva, por exemplo, serve para nos proteger. Pra colocar limites, pra expressar um descontentamento. Se usamos a raiva com atenção, e, proporcionalmente ao fato que está acontecendo, temos uma grande aliada da felicidade. Pois ninguém é feliz sendo invadido e abusado e se sentindo desvalorizado o tempo todo.
Já a tristeza, pra mim, tem uma função de honrar o que é importante pra nós. De nos mostrar onde está a nossa dor, do que precisamos abrir mão, nos ensina a dar valor ao essencial, muitas vezes depois que já perdemos…
E, quando não assumimos nossos sentimentos, não aprendemos a lidar com eles. Se guardamos toda raiva que sentimos, como vamos saber a medida quando nos irritarmos? Será que usaremos na medida certa? Creio que não. Creio que qualquer fagulha explodirá o barril inteiro.
Penso que reprimir como nos sentimos não nos ajuda a sermos pessoas melhores, vejo isso como uma ilusão da geração auto-ajuda. Acho que o que realmente nos ajuda é assumir quem somos e nos respeitar, assumir como estamos agora e deixar passar. Ser verdadeiro nem que seja só conosco mesmo. Acredito que doses homeopáticas de sentimentos, demonstrados de acordo com cada momento da vida, podem nos deixar, e ao nosso redor, melhor, mais inteiros, com auto-estima verdadeira, pois, de onde vejo, quando nos mostramos, estamos nos valorizando.

Claro que se persistirem os sentimentos que causam desconforto, um médico deverá ser consultado.