Eu estava pensando na vida e minha cachorra
começou a latir. Fiquei irritada, mas antes de gritar com ela e mandá-la parar,
percebi que a irritação estava em mim, não no latido.
Somos vazios. Nascemos vazios. Quando bebês,
não temos programação nenhuma. Nossos pais, depois o mundo ao redor, nos enchem
de crenças, as que receberam dos que vieram antes deles. Sentimos a forma como
agem. Percebemos os valores que são importantes pra eles e começamos a reagir a
essas crenças e ideias e sentimentos que estão a nossa volta. E, à partir
disso, dessas crenças e ideias, começamos a perceber o mundo. Através das
nossas referencias.
E somos prisioneiros disso. Ficamos presos
só à isso. A essa forma de ver as coisas. Entendemos que é assim que as coisas
funcionam. E criamos a realidade a partir dos nossos condicionamentos.
É difícil sair disso. É difícil olhar pra
realidade sem imaginar nada. Pois foi assim que aprendemos a nos defender e
reagir quando crianças. E, é ISSO que acreditamos que somos.
Pensamos que somos o que cremos. Que somos a
nossa história. E essa é a nossa maior prisão. É isso que nos toma a liberdade.
Estamos o tempo todo comparando o que vemos com o que imaginamos, estamos o
tempo todo concordando, discordando de alguma coisa. Entendendo que algo é bom
ou ruim, bonito ou feio, certo ou errado e deixamos de ser em função disso. De
apreciar o que acontece, de sentir.
É que antes de fazer contato real com quem
ou o que está à nossa volta, julgamos. Definimos. E nos perdemos da existência
em si, que é vazia. E fértil.
Não escolhemos. Reagimos à tudo e à todos de
acordo com o que nos encheram, sem nem experienciar, sem sentir do que se
trata. E nos tornamos reféns disso. Mas será que realmente somos? Será que
realmente não podemos escolher com o que preencher a nossa vida?
Eu acho que somos livres. E podemos a cada
instante escolher preencher a nossa existência com o que realmente queremos.
Esvaziar e escolher. Trazer e deixar ir. Inspirar
e expirar. Respirar.
RES – PIRA.
SER PIRA.
Ser, fazer diferente, “pirar”!
Como dizem por aí nas redes sociais,
“A loucura cura”. Sair do quadrado que criamos, pensar um pouco diferente
do que acreditamos, pode fazer a diferença. Pode trazer a alegria! Pode trazer
o amor…
Preparar o jovem para o mercado de trabalho
e para ocupações alternativas geradoras de renda são os principais objetivos do
Projovem Trabalhador. Podem participar do Programa os jovens desempregados com
idades entre 18 e 29 anos, e que sejam membros de famílias com renda per capta
de até um salário mínimo.
O Projovem Trabalhador unificou as ações:
Consórcio Social da Juventude, Empreendedorismo Juvenil, Juventude Cidadã e
Escola de Fábrica. Os participantes receberão bolsa auxílio no valor de R$
100,00, e em até seis parcelas, mediante comprovação de 75% de frequência ás
aulas. Os cursos de qualificação serão de 350 horas/aula, sendo 100 horas/aula
de qualificação social e 250 horas/aula de qualificação profissional.
O Programa será desenvolvido em parceria com
Municípios e Governos de Estados, no caso do Projovem Trabalhador – Juventude
Cidadã, e Sociedade Civil e Iniciativa Privada, no caso dos Consórcios Sociais
da Juventude. O objetivo da ação de qualificação é estimular e fomentar a
geração de oportunidades de trabalho, negócios, inserção social, bem como
promover a visão empreendedora, com posterior inserção no mercado de trabalho
de 30% dos jovens qualificados.
Atualmente está vigente somente a ação
Juventude Cidadã que visa à parceria com Prefeituras Municipais (acima de 20
mil habitantes), Governos Estaduais e Distrito Federal.
O serviço objetiva promover
o protagonismo dos jovens com o desenvolvimento de suas aptidões, promovendo
sua autonomia por meio de atividades em grupo com orientação social sobre
participação cidadã, convivência social e o mundo do trabalho.
“Ética
é a reflexão sobre os comportamentos, está presente nos casos mais simples da
vida, como: em jogar papel de bala na rua, ou guardar o papel na bolsa até
chegar em casa para jogar no lixo; levantar-se da cadeira preferencial no
ônibus, ou ignorar o idoso, a gestante ou o deficiente físico.
São
reflexões e atitudes relacionadas com o certo ou o errado. Não estamos
praticando a ética quando furamos filas, subornamos ou quando tiramos proveito
próprio de determinadas situações.
A
cidadania também é um direito e um dever nosso. Direito de repassar nossas
ideias. É nosso dever como cidadão cumprir normas e princípios para o bem maior
da sociedade”.
Mayara
Teixeira
Projovem
– Guarapari/CAIC
“Para
mim, ética e cidadania nada mais é do que o respeito ao outro. Respeito dos
espaços, dos direitos e também dos deveres.
Ética
e cidadania também é saber se colocar no seu lugar na sociedade, não
ultrapassando os limites que lhe convém.
Não
se iluda! Aquele papel de bala, ponta de cigarro e outros resíduos que você
acha que é pequeno e não vai fazer diferença, faz sim, e muita. Devemos fazer a
nossa parte, aderindo atos sustentáveis para melhorar o meio ambiente. Atitude
que depende apenas de nós”.
Bianca
de Oliveira Conceição
Projovem
– Guarapari/CAIC
“Em
todas as sociedades existem normas, prescrições e valores que regulamentam o
comportamento dos indivíduos. Esses podem variar de sociedade para sociedade e
de uma época para outra.
É
uma reflexão sobre os comportamentos. A ética nos diz o que deve ou não ser
feito em cada caso concreto.
Assim,
ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteia a conduta humana
na sociedade, possibilitando que ninguém seja prejudicado. Esta relacionada com
o sentimento de justiça social, sob o ponto de vista de bem e do mal”.
Jean
Henrique Ribeiro Ferreira
Projovem
– Guarapari/CAIC
“A
ética é o caso da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Em todas as
sociedades existem normas, prescrições e valores que regulamentam o
comportamento dos indivíduos. Normalmente quando estamos na indecisão entre o
fazer ou não fazer algo, estamos diante de um conflito de consciência, é nesta
hora que entra os princípios da ética”.
Jane
Kele Lyra Lessa
Projovem
– Guarapari/CAIC
“Ética
é ter respeito e saber lidar com opiniões diversas na sociedade em que vivemos.
Cada um tem uma opinião própria sobre um tipo de assunto em questão. Ética é
saber respeitar sem prejudicar o próximo”.
Gleicy
Kelly Borges Raposo
Projovem
– Guarapari/CAIC
ALUNOS
E AUTORES DOS TEXTOS APRESENTADOS:
MEIO
AMBIENTE:
“O que
é meio ambiente?
Quando
falamos de “meio ambiente”, temos a impressão de que este termo esteja
relacionado à floresta, aos rios e entre outros, acabamos por fim, descobrindo,
que meio ambiente é mais complexo do que se imagina.
Podemos
descrever o meio ambiente como referência nas escolas, hospitais, praças, ou
seja, um ambiente com condições qualificadas para receber as pessoas que os
frequentam”.
Mayara
Teixeira
Projovem
– Guarapari/CAIC
“Meio
ambiente é qualquer meio de convívio social ou ambiental. Onde se compartilham
o mesmo espaço, seja ao ar livre, no trabalho, na rua ou em qualquer outro
lugar outros indivíduos ou seres”.
Bianca
de Oliveira Conceição
Projovem
- Guarapari/CAIC
“Temos
que ter mais educação com o ambiente em que vivemos e passamos. Temos que
cuidar e preservar tudo o que temos, pois, as coisas aos poucos se acabam e vão
se desgastando, a consciência do ser humano está se perdendo, enquanto que o
consumismo só está crescendo. Precisamos pensar mais em nossas atitudes para
cuidar daquilo que temos e amamos que é a nossa TERRA”.
Jean
Henrique Ribeiro Ferreira
Projovem
– Guarapari/CAIC
“Meio
ambiente é todo lugar que possui vida, mas não somente vida animal, porque
quando tocamos nesse assunto logo o relacionamos somente com a natureza, os
animais e as florestas. O meio ambiente é o lugar que vivo, onde moro, onde
trabalho e onde estudo devidamente equilibrado”.
Gleicy
Kelly Borges Raposo
Projovem
– Guarapari/CAIC
“As
preocupações com os problemas ambientais e sua vinculação com a saúde humana
foram ampliadas no Brasil, inclusive, a partir da década de 1970. Durante essa
década, foi criada a SEMA (Secretaria Especial de Meio Ambiente) e, a exemplo
dos EUA, foram estabelecidos os padrões de qualidade de ar e das águas.
No
âmbito da ecologia social, o conceito de desigualdade ambiental vem sendo
inserido na fundamentação dos estudos e pesquisas”.
Jane
Kele Lyra Lessa
Projovem
– Guarapari/CAIC
EDUCAÇÃO
AMBIENTAL, HIGIENE PESSOAL E PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA:
“Hoje
em dia é muito comum nas escolas falarem sobre educação ambiental, através de
vídeos educativos e palestras, o que é muito bom por sinal, afinal, nunca é
demais aprendermos como devemos cuidar do nosso meio ambiente.
E
como posso fazer a minha parte? Separar o lixo adequadamente (garrafas pet,
vidros, metais, pilhas e baterias) e dispersa-los nos coletores adequados, e
ainda, economizar água. São esses pequenos gestos que fazem toda a diferença”.
Gleicy
Kelly Borges Raposo
Projovem
– Guarapari/CAIC
“A
qualidade de vida está relacionada às condições do meio ambiente e higiene
pessoas, como escolas limpas e capacitadas para receber os alunos, ruas limpas,
hospitais preparados para atendimento amplo, moradia digna e entre outros.
A
educação ambiental é muito importante para tornar a qualidade de vida boa para
toda a sociedade. Cidadão e governo trabalhando juntos para proporcionar uma
expectativa de qualidade de vida crescente”.
Mayara
Teixeira
Projovem
– Guarapari/CAIC
HIGIENE
PESSOAL:
“Higiene
pessoal nada mais é que cuidar de nós mesmos. Cuidar da nossa aparência, tomar
banho, pentear os cabelos, cortar as unhas, escovar os dentes. São estes
cuidados que devemos ter com nos mesmos, com a nossa aparência. Devemos cuidar
da nossa saúde. Tendo esses cuidados pessoais nos possibilita uma boa aparência
para competirmos no mercado de trabalho. Uma boa aparência nos proporciona um
bem estar com nos mesmos”.
A paz é a mais elevada das virtudes. É o
anseio secreto de todos os seres. Ela é uma profunda aceitação daquilo que é. É
não se opor a nada ou ninguém. A paz brota da entrega: você entrega todos os
seus problemas à Deus e deixa que o fluxo da vida a leve. Entregar significa
não pensar mais a respeito. Você relaxa e sente autoconfiança. Para isso, é
preciso abrir mão do controle. A paz, portanto, nasce de um profundo confiar.
Olhando para trás, revendo a minha história
pessoal, vejo que a minha busca pela paz começou quando ainda era muito jovem.
Antes mesmo da adolescência, entrei numa escola de conhecimentos espirituais.
Certa vez, um professor disse: “As pessoas se autodenominam humanas, mas na
verdade, são humanóides - criaturas com cérebro grande e duas pernas que se
passam por seres humanos. Na condição atual as pessoas são incapazes de
perceber o que realmente precisam. Acreditam que serão felizes se obtiverem
este ou aquele objeto ou título, mas toda essa ganância somente mostra que são
ainda muito imaturos para entenderem que a verdadeira felicidade somente nasce
da paz no coração e na mente.” Quando eu ouvi isso, pensei: “Será que ele está
se referindo a mim?”
Até aquele ponto, tudo indicava que a paz
poderia ser atingida somente através do domínio sobre a matéria. E, de repente,
ouvir essa devastadora crítica sobre a humanidade, e perceber nas profundezas
do meu coração que isso era verdade, foi como um nocaute. Mas, esse ensinamento
abriu as portas da verdade para mim.
Eu pude perceber que a vida frequentemente
se resumia em uma eterna tentativa de forçar o outro a nos amar, e que podemos
desperdiçar uma vida inteira nessa busca inútil. Uma vez que, no mais profundo,
você sabe que amor forçado não é amor, facilmente você encontra razões para
lamentar que não é amado. Com isso, você se distrai e se desvia ainda mais do
objetivo de atingir a paz interior.
Eu compreendi que a paz duradoura somente
pode ser alcançada quando você se liberta da necessidade de receber amor
exclusivo, pois esta é a fonte de todo o sofrimento. Eu diria que essa é a
principal doença da humanidade. Daí nasce o pensar compulsivo e todos os outros
desdobramentos. O sofrimento é o principal enigma da humanidade. Este é o
principal desafio: como superar o sofrimento? Como superar a dor em todas as
suas manifestações? Em outras palavras, como alcançar a paz?
Através da minha experiência, no trilhar do
Caminho do Coração, eu descobri algumas chaves que abrem as portas para o
despertar da paz interior, as quais eu compartilho com você agora.
PRIMEIRA
CHAVE: SILÊNCIO.
O silêncio é uma forma de bater na porta do
salão da verdade. Ele é a base que te prepara para qualquer prática; é o
alicerce do edifício da consciência. Tudo que é belo e verdadeiro nasce do
silêncio.
Um instante de silencio é suficiente para
exorcizar todos os demônios, porque os demônios são os pensamentos. Se existe
um pensamento compulsivo constantemente assombrando a sua mente, é porque você
deu muita atenção a ele, ou seja, você o alimentou acreditando nele. Mas, ao
aquietar a mente, todos os fantasmas desaparecem. Não importa quão antiga seja
a escuridão, uma pequena fresta de luz dissipa toda escuridão porque ela é
somente a ausência de luz. O silêncio invoca a luz. Quando a mente se acalma,
tudo se acalma.
O preço para a realização espiritual é a solidão.
Em algum momento você vai ter que encarar a si próprio. Por isso é fundamental
aprender a ficar sozinho e em silêncio. Você também pode chamar esta prática de
meditação. Mas, eu não quero que você se perca no labirinto das idéias e
conceitos, na ginástica do intelecto. Permita-se apenas ficar retirado e em
silêncio, observando a grama crescer. Abandone toda a pressa e todo o desejo de
chegar a algum lugar. Feche os olhos e focalize no ponto entre as sobrancelhas.
Brinque de cultivar o silêncio.
SEGUNDA
CHAVE: VERDADE.
Falar a verdade não quer dizer que você vai
sair por aí dizendo aos outros tudo o que pensa ser verdade, desconsiderando o
fato do outro não estar pronto para ouvi-la, o que pode gerar mais conflito,
mais guerra. Seguir a verdade significa ouvir o chamado do seu coração.
Se ainda há desconforto e sofrimento na sua
vida, significa que ainda há uma camada de mentira te envolvendo. Seja corajoso
para encarar suas mentiras. Sem coragem você não será capaz de encarar a
verdade. Procure identificar quando você ainda não pode ser honesto com você
mesmo e com a vida; quando você tem que usar uma máscara e não pode ser
autêntico e espontâneo; quando você tem que fingir que é diferente do que é. Dê
uma olhada nas diversas áreas da sua vida. Você terá algum trabalho, mas é um
bom trabalho. Lembre-se que “a verdade vos libertará”.
TERCEIRA
CHAVE: AÇÃO CORRETA.
Isso não tem nada a ver com moralismo. A
ação correta, ou ação consciente, não se baseia no que está fora, ou seja, não
depende da aprovação do mundo externo. Não é seguir um manual com regras sobre
o que está certo ou errado. É uma ação determinada pela intuição, que é a voz
do silêncio. É ter coragem de ser você mesmo, autêntico e espontâneo. Agir
conscientemente significa colocar o amor em movimento, ou seja, trilhar o
Caminho do Coração.
QUARTA
CHAVE: NÃO VIOLÊNCIA.
A não violência é a ação sem ego. É a
atitude não contaminada pela vingança e pelo ódio. É não dar passagem para a
maldade que provoca sofrimento no outro, não importa em qual nível.
A não violência ou ahimsa, como é
conhecida na tradição do hinduísmo, não é cruzar os braços e ficar esperando
que as coisas aconteçam. Ela, muitas vezes, envolve ação, atitude. Mas, é uma
ação que nasce do coração - é espontânea e sempre vem com sabedoria e
compaixão. Não é o ódio ou o medo se manifestando.
Eu mesmo já questionei o poder de ahimsa.
Parece que só deu certo com Gandhi, na Índia. Mas, não é verdade. Ahimsa é
o remédio que esse planeta precisa. A compaixão é o remédio e ahimsa é
compaixão.
QUINTA
CHAVE: AMOR CONSCIENTE
Eu uso esta palavra ‘consciente’, porque a
palavra amor foi degenerada. Nós demos a ela tantos outros significados que não
têm nada a ver com a sua essência. Para o senso comum, o amor está ligado ao
egoísmo, a uma satisfação pessoal. Ele é confundido com a paixão, com o sexo e
até mesmo com o ódio. Isso acontece de uma forma inconsciente: a entidade
acredita estar amando porque não tem consciência do que é amor.
Não é possível definir o amor com palavras,
mas eu posso dizer que amar inclui um desejo sincero de que o outro seja feliz.
Inclui ver o potencial adormecido no outro e dar força para ele acordar. É
querer ver o outro feliz sem querer absolutamente nada em troca. Em última
instância, amar conscientemente significa amar desinteressadamente.
Mas, para que possa utilizar essa chave se
faz necessário que você reconheça o seu desamor. Procure identificar em quais
situações e com quem você ainda não pode ser amoroso. Aonde e com quem o seu
amor não flui livremente? Em que situações o seu coração se fecha? Aí há uma
pista para você. Vá atrás dessa pista e você descobrirá muito sobre si mesmo.
Essa é uma forma de trazer paz para esse mundo: aprendendo a ser amigo do seu
irmão; amigo do seu vizinho. Aprender a não julgar os erros do outro. Antes de
levantar o seu dedo para acusar o outro, olhe para si mesmo, e pergunte: “Será
que eu não tenho um defeito igual, ou outros até piores?” “Será que o meu
vizinho não tem nada de bom para eu focar a minha atenção?” Comece a focar no
bom que o outro tem. Essa é sua grande missão.
SEXTA
CHAVE: PRESENÇA.
Estar presente significa estar total na
ação. É lembrar-se de si mesmo a cada instante. Quando você pode experienciar a
presença, a sua energia cresce e você percebe o amor passando por você. Se
puder sustentar esse estado de alerta, você terá a percepção de que tudo é
sagrado, e a partir dessa percepção, poderá expandir sua energia
conscientemente na direção do outro.
Eu sugiro uma prática bem simples para o seu
dia a dia. Habitue-se a perguntar: Onde estou? O que estou fazendo? Permita-se
parar, apenas por alguns segundos, absolutamente tudo o que você está fazendo.
No meio da ação, pare e pergunte-se: Quem está fazendo? Assim você interrompe a
imaginação e volta para o seu corpo, para a presença, para a totalidade na
ação. Esse é o caminho.
A presença é a chave mestra. Mas, porque não
vamos diretamente para ela? Porque nem todos estão prontos para usufruir dela.
Poucos estão maduros para abandonar o pensar compulsivo, já que isso lhes dá um
senso de identidade. Então, em muitos casos, é necessário um trabalho de
purificação (2), que é este trabalho de transformação do “eu inferior”, para
que você esteja pronto para ancorar a presença. Para isso, o corpo é o portal.
Sinta-se ocupando o corpo. Sinta seu campo de energia e mova-se a partir dessa
percepção.
(2) Veja o glossário de termos psico
espirituais para compreender o significado da palavra purificação utilizada por
Sri Prem Baba.
SÉTIMA
CHAVE: SERVIÇO DESINTERESSADO.
Servir desinteressadamente significa colocar
seus dons e talentos a serviço do amor. É quando você pode se doar
verdadeiramente ao outro, sem máscaras, sem necessidade de agradar ou fazer o
que é certo com a intenção de ser recompensado. O único objetivo é ver o outro
bilhar. Você se torna o amor que se move em direção à construção.
Acordar pela manhã, consciente de que está
acordando para servir, ilumina a alegria de viver. Naturalmente, a consciência
do serviço aumenta a conexão com o divino, porque, por mais que cada um tenha
seus talentos e dons individuais, ou seja, uma forma particular na qual o amor
se expressa através de você - é o próprio amor que está se expressando. No
serviço, você se torna um canal do amor. Por isso, eu digo que o serviço é uma forma
de manter a chama da conexão acesa. O amor e a felicidade passam por você para
chegar ao outro, não importa o que você esteja fazendo, se está cuidando do
jardim, construindo uma casa, cozinhando, cuidando de uma empresa ou de uma
pessoa.
OITAVA
CHAVE: LEMBRANÇA CONSTANTE DE DEUS.
Lembre-se de que Deus está em tudo: dentro,
acima, abaixo, dos lados - em todos os lugares. Ele é a vida única que age em
todos os corpos e é o seu Eu Real. Essa percepção de que tudo é Um e de que a
energia espiritual se manifesta em todas as formas de vida, promove um profundo
contentamento. Não há palavras para descrever essa experiência, ela só pode ser
vivida. A sua vida se transforma numa prece, numa oferenda a Deus. Pode passar
um tsunami, mas você não se esquece de Deus. Pouco a pouco, a sua fé se torna
constante e inabalável, até que possa sustentar a eterna conexão com Deus.
A
partir dessa conexão, você olha para o outro e enxerga além das aparências,
porque você vê somente Deus e assim pode reverenciá-lo. Este é um sincero namaste: a
divindade que está em mim saúda a divindade que está em ti.
Se verdadeiramente utilizar essas oito
chaves na sua vida, inevitavelmente você irá experienciar a paz. Essa é a minha
experiência.
Durante a fase do desenvolvimento da consciência
que eu chamo de “ABC da Espiritualidade” ou purificação do “eu inferior”,
muitas vezes, descobrimos verdades pouco agradáveis sobre nós mesmos. Durante
esse processo, enfrentamos obstáculos que precisam ser removidos. Aos poucos,
nós aprendemos a identificá-los e removê-los e, ao removermos aquilo que não
nos serve mais, podemos nos tornar canais do amor divino, para que ele flua
livremente através de nós.
“O mantra PRABHU AP JAGO PARAMATMA JAGO MERE SARVE JAGO SARVATRA JAGO, por si só, produz um efeito no corpo, na mente e no espírito. Mas, se o praticante está consciente do significado das palavras e canta com consciência, esse cântico se transforma numa oração - uma oração de Deus para Deus. O significado desse mantra é: “Deus desperte, Deus desperte em mim, Deus desperte em todos os lugares”. Mas, podemos compreender esse significado de outras maneiras - sabemos que Deus é amor, então nós estamos dizendo: “que o amor desperte; que o amor desperte em todos os lugares”, ou ainda “abra o meu coração e, estando o meu coração aberto, eu peço que abra o coração do meu irmão.” Sri Prem Baba
No fundo é apenas um coração retalhado que
se perde
Em desejos mundanos,
Que acredita que o bom da vida
É virar os olhinhos...
- Torpe ilusão...
É hora de me amar
Assim do jeito que sou...
Aqui, no meu coração
Existe amabilidade e esperança.
Desejo o oposto de paixões descabidas
E o oposto dos contos de fadas...
Desejo ser como um riacho tranquilo
Com uma vida branda
Onde existe muito amor no coração...
Desejo ser feliz por mim mesma
Em novas histórias e descobertas...
Por: Lucileyma Carazza
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
“Sabemos que todas
as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são
chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8.28).
Outra tradução
possível é: Sabemos que aos que amam a Deus todas as coisas os ajudam para o
bem. Grande e eficiente maneira de lidar com a insatisfação humana é procurar
viver de acordo com a proposta desse versículo que não é outra senão entregar
tudo ao Senhor e esperar somente em Deus. Outro ponto de vista interessante é a
crença de que não existe acaso na vida do crente fiel, e todas as suas
experiências de vida contribuem para o seu bem, independente se são agradáveis
ou não. Se você acha que determinada circunstância não está cooperando para o
seu bem, então acredito que é preciso rever a sua devoção e entrega, e também
ajustar a visão e propósito conforme os de Deus. Não se baseie no seu próprio
entendimento, mas reconheça ao Senhor em todos os seus caminhos, que Ele
endireitará as suas veredas, e te fará prosperá.
Foi
uma aventura que se iniciou no dia de São João
Com
vários propósitos e metas.
Dos
objetivos, muitos, ainda em evolução,
Outros,
em fase de concretização.
É
uma oportunidade que me dei de presente
Regada
de bênçãos e livramentos.
Existe
um novo olhar
Para
os problemas de sempre.
Perdoei
o passado
Vivo
o presente.
E
o futuro? Está no futuro.
Brindo
esta vitória com saquê
Reverencio
Santo Antônio
Agradeço
a jornada e todo o aprendizado.
Dos
100 dias de gratidão.
Por:
Lucileyma Carazza
- 100 dias dos
100diasdeGRATIDÃO
"Por entre as flores,
uma garrafa de saquê bebo sozinho, ninguém a me acompanhar". Assim começam
os versos do poeta japonês Rihaku, que dizia beber uma garrafa de saquê e
escrever mil poemas.
Segundo a tradição japonesa,
bebe-se saquê para eliminar as preocupações e prolongar a vida, o que, por si
só, já faz valer uma dose a mais.
O arroz dá origem a esta
bebida, que de tão valorizada é oferecida aos deuses xintoístas, além de ser
servida em ocasiões especiais como festas de casamento e outras cerimônias. Mas
o saquê também está presente na mesa, no cotidiano japonês, como uma bebida
popular.”
Dia 01 de outubro
comemora-se o "Dia Mundial do Saquê"