domingo, 1 de fevereiro de 2015

SEXTO SENTIDO

SEXTO SENTIDO

Há momentos e situações em que não existe nada...
Não há nada a se fazer, ou dizer...
Um vazio profundo me avassala por frações de segundos;
Não existe raiva e ressentimento.
Existe apenas um sentimento: “eu sinto muito”.
É apenas o acelerar do coração,
Uma tremura descontrola,
Uma boca seca,
Um descontrole emocional,
De um coração emanando amor
E um pensamento: mais uma vez!
A mesma situação e uma nova ferida.
Diante da minha força e do meu silêncio,
Sinto que há algo diferente em mim...
Sinto compaixão por quem me causa dor,
Mas, sinto muito mais compaixão por mim...
Porque conheço o meu valor real,
Ainda acredito no amor
E sinto que toda dor existente
Ocorre simplesmente pela falta de amor...
Talvez seja falta de amor próprio,
Ou talvez, seja uma molequice de crise de meia idade...
Só sei que jamais derramarei veneno,
Nem palavras ofensivas ao vento...
Penso: doeu tanto que não consigo conversar...
Aí, escuto uma voz:
“Esta tudo bem,
Existe apenas uma cicatriz curada e reestabelecida,
Está livre de todo um passado rançoso,
E, apesar da dor, o que ocorreu de fato foi:
À conscientização de que tudo está certo em você.
Que existe muito amor e tudo terminará bem...
Se entregue para a vida e ame sempre,
Foi mais um aprendizado,
E talvez, um livramento.
Entregue a sua generosidade para o Universo,
A colheita ainda estar por vir”.


Por: Lucileyma Carazza

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

IGUALDADE E SOLITUDE


IGUALDADE E SOLITUDE

Poucas pessoas ficam a sós com a própria experiência. A maioria tem medo disso. A ironia é que as pessoas que estão sozinhas não se sentem sozinhas. E aquelas que não estão, sentem-se solitárias.

Os solitários buscam companhia, no entanto, a companhia não é possível, pois eles não descobriram ainda quem são.

O eu é um território inculto. Deixe-o inexplorado e cidades serão construídas ali.

Explore-o corajosamente e a intimidade passa a ser possível.

A verdadeira igualdade requer individuação. Até que você conheça os contornos do seu próprio coração, não conseguirá conhecer os do outro. Se deixar a sua casa antes do tempo, você buscará um lar em vão. Você encontrará uma mãe em vez de uma esposa, um pai em vez de um marido.

Quando encontra a sua casa, você a leva com você para onde for. Primeiro encontre a sua casa e depois procure uma companhia.

Descubra quem você é, não com base na definição de outra pessoa, mas de acordo com a sua própria. Reflita sobre essa definição antes de aceitá-la. Esteja presente de corpo e alma. Explore as dunas que se avolumam na beira do mar. Sinta o sal no rosto e caminhe na praia quando a maré baixar. Veja todas as formas de vida, todas as possibilidades, o jogo do pensamento e da emoção, quando a mar volta a subir. Conheça a si mesmo.

Não se perca neste mundo antes de saber quem você é, do contrário, suas chances de despertar diminuirão muito. O mundo só ficará feliz se der a você um papel e uma responsabilidade. As outras pessoas só ficarão felizes se lhe atribuírem um papel no drama delas.

Vamos admitir, alguns papéis são sedutores. Eles prometem tanto! E difícil dizer não.

“Cuide de mim, eu só tenho você” ou então: “Deixe para trás esse território deserto e solitário e venha viver comigo. Vou ama-o e cuidar de você.”

São essas as palavras que as crianças sem lar anseiam por ouvir. A vida passa a ter rumo. O pai que faltava se materializa. Tudo vai ficar bem. Será?

É bem difícil! E desse modo que o eu é traído, isto sim! E assim que o terreno inculto é pavimentado, perde sua cobertura verdejante e vê seu céu ser invadido. Chame isso de domesticação, de tecnologia, de progresso. É qualquer coisa menos isso.

A pessoa sem lar é sempre cruel e desumana ao construir seu lar. Ela nunca tem compaixão pelo seu ambiente nem leva em conta o bem-estar das outras pessoas. Ela simplesmente extravasa a sua raiva e a sua dor.

Tente viver com alguém antes de aprender a viver consigo mesmo e você terá apenas um arremedo de relacionamento. Ele não dará certo.

Primeiro, encontre um lar dentro do seu coração.

Só aquele que conhece e aceita a si mesmo pode viver com outra pessoa em pé de igualdade. Do contrário, a pessoa dará o seu poder para a outra.

O fato de um relacionamento não dar certo nunca é culpa de ninguém. Todo relacionamento acaba por um único motivo: infidelidade com relação a si mesmo.

Se você não confiava em si mesmo ao entrar num relacionamento, como é possível que confie agora, que vive com outra pessoa? Veja, ela não tem culpa. Vocês dois simplesmente concordaram que a tarefa de respeitar a si mesmos estava muito difícil, solitária. Vocês optaram por dormir juntos. Logo vocês descobriram que dormir juntos não é nada do que vocês esperavam que fosse. Vocês acordaram e se perguntaram, “Por que eu troquei uma ilusão por outra. A ilusão original era solitária, mas também era mais simples”.

Você simplesmente mudou de direção, fez uma manobra de atraso.

Saiu do sono solitário e passou a dormir ao lado de outra pessoa. Mas o desafio verdadeiro para você não era dormir, mas acordar. A menos que você assuma o compromisso de acordar, tudo o que os outros podem lhe oferecer são desvios, excursões infrutíferas, corridas sem sair do lugar. O tempo vai passando e nada muda. A dor não diminui. A velha insatisfação permanece.

Com o tempo, você percebe que tem de olhar para essa insatisfação. Ela parece estar relacionada com as circunstâncias da sua vida, mas teima em não desaparecer mesmo quando essas circunstâncias mudam.

Os lençóis foram trocados, mas a cama ainda está bamba. O problema não é aparente. Não é superficial. Ele está nos próprios alicerces. E ali que ele tem de ser tratado. São os alicerces que precisam ser escorados.

A sua insatisfação diz uma coisa e nada mais: “Você não está se respeitando”. Se estivesse, haveria energia e compromisso em atingir uma meta em sua vida. Você não estaria entediado. Não estaria se sentindo solitário. Não estaria ansioso para trocar o seu sonho pelo de outra pessoa.

Você, meu irmão ou irmã, foi quem optou pelo desvio. Não culpe a pessoa que caminha ao seu lado. Não é culpa dela. E também não é culpa sua.

Foi simplesmente a sua escolha. Não se condene por isso. Faca uma escolha diferente. Escolha respeitar a si mesmo, viver de corpo inteiro.

Faca a corajosa escolha de viver sozinho. Ficar sozinho significa ficar totalmente consigo mesmo. Significa “Se bastar”. Significa que todos os aspectos do eu aprenderam a agir com coerência e a dançar em conjunto ao redor do centro.

Quando estiver residindo por completo na sua vida, você se sentirá atraído pela companhia de outras pessoas que estão fazendo o mesmo. Você não terá mais que desistir da sua própria vida para viver a de outra pessoa. Ambos podem viver a própria vida e sentir como é ficar junto. Esse é o inicio de uma dança diferente. Mas trata-se de uma dança que só pode começar se a pessoa for coerente e dançar de acordo com a sua própria verdade.

Paul Ferrini no livro: O Silêncio do Coração e As 12 Etapas do Perdão – Por Sérgio Condé


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Novo


NOVO

Da irmandade das Sacerdotisas
Da influência Xamã
Da proteção dos Anjos de Luz
Dos corações Franciscanos
Na busca pelo autoconhecimento
Da bruxaria à libertação
Um grupo em constante transformação
Da exposição das dores
E da cura dos amores inflamados
A verdade predomina
E compaixão prevalece
Do Eneagrama,
Da Constelação familiar
Do Budismo, Hinduísmo, Taonismo,
Confucionismo e do Cristianismo
Uma mistura de conhecimentos
Voltados para cura e pela CURA da alma.
Aqui tudo se renova
Tudo é energia, a mais pura celestial
O respeito predomina
E a energia segue o fluxo constante
Tudo está bem
Porque quando paramos de controlar
E aceitamos o aprendizado da Vida
Vivenciamos o mais puro amor
Reverenciando todos os ciclos da vida
Comungados com sabedoria e generosidade!
Com a certeza de que nada fora por acaso
Porque SOMOS TODOS UM!
Emanando amor e felicidade!

Por: Lucileyma Carazza



"A gente aprende em Gestalt, e na vida, que é muito importante encerrar os ciclos para que a energia se renove. E, apesar de difícil, é preciso enfrentar essa etapa, do término."

Por: Paula Jácome 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

FADIGAS


FADIGAS

Há momentos e situações
Que não há nada a se fazer...
Entretanto, escolho!
Silencio para desacelerar os pensamentos
Para não derramar veneno...
É que o ego me boicota,
Contudo, sabiamente,
Não atendo aos seus caprichos.
Porque ele quer, porque quer me sabotar...
Sei que ele já fora o meu defensor,
Hoje, não mais...
Existe um desapego emocional
Provocado pelas circunstâncias da vida,
Com isto, transbordo em Gratidão...
Sempre tive por mim que liberdade
Estava proporcionalmente ligada à minha solitude,
Mais começo a reverter este padrão vicioso...
Começo a preencher a vida
Com a benevolência que a gratidão me proporciona.
Concluo que o silencio é a liberdade real...
Posso silenciar e caminhar pela mata,
Posso silenciar e mergulhar na mare seca,
Posso silenciar ao deparar com um gavião na janela do quarto,
Posso silenciar ao observar um siri desengonçado,
Posso silenciar em um momento inoportuno de puro desconforto.
Silencio, viro às costas carinhosamente e me liberto.
Tenho Esperança que tudo encontrará o seu destino,
Inclusive as minhas inconstâncias emocionais...
Acredito que a liberdade consiste na nossa atitude perante a vida.
Diante de todas as situações vivenciadas...
Esboço um sorriso emanado de amor
E suspiro aliviada!


Por: Lucileyma Carazza

sábado, 10 de janeiro de 2015

OK


OK

Que a inspiração sempre faça parte da minha vida
Que eu transcenda em AMOR sempre!
Que o passado não me atrapalhe
Que o medo não me paralise
Que a aceitação me transforme
Que o perdão me liberte.
Abro as portas da vida e do coração
Para que o novo entre
Preenchendo lacunas
Construindo sonhos
Renovados em Esperança.
Luto pela vida
E pela simplicidade.
Meu espírito é livre
E vivencia Paz e harmonia
Com o sorriso farto e sincero.
Que eu saiba lidar que com os obstáculos
Com sabedoria.
Que eu simplesmente ame!
Enfim, encontrei meu pouso,
Serena no balanço do Mar
                                   

Por: Lucileyma Carazza

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A Lu e o Mar


A Lu e o Mar
Conexão transcendental
Nem serena nem profana
Paixão sem igual
Ela precisa dele
Se amparar no seu balanço
E ele é o tal
Que a envolve em seu remanso
E transforma seu astral
Essa menina mulher
Que bruxa na dor
E guerreira no amor
Só queria ser querida
E amada pela vida
Mas não se rendia aos caretas
Um dia esgotada
Deu as costas para as tretas
Deu uma de aluada
Pos as malas na estrada
E enfim encontrou seu pouso
Serenizou-se no mar
Por: Juh Ct

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

PARALELOS


PARALELOS

Olho para a felicidade
Ela me incomoda
Sinto inveja                     

Olho para a felicidade
Reflito sobre a minha infelicidade
Paro de me comparar e aceito

Olho para a felicidade
Escolho viver e me libertar
Porque somos todos um.

Olho para a felicidade
Aceito que nada posso fazer
Que nada tem controle
Que as regras não me pertencem...

Olho para a felicidade
Me distraio com a vida
Com toda a benevolência proporcionada

Olho para a felicidade
Paro de me boicotar
Porque mereço e aceito ser feliz

Olho para a felicidade
E acima de tudo escolho:
Ser feliz por mim mesma.

Olho para a felicidade
Vivencio o óbvio:
Gente feliz não incomoda ninguém.

Olho para a felicidade
E me  liberto!


Por: Lucileyma Carazza

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

DISTANCIAMENTO


DISTANCIAMENTO

É o teor etílico, de uma poeta decadente
No primeiro dia de um novo ciclo.
Um momento que talvez seja o último
Vivido intensamente a todo instante!
É o obvio!
Tudo é apenas uma fração de segundos...
Um grão de areia da praia,
O respirar da tartaruga,
O “jetear” das marés altas,
Um perdido em um farol qualquer,
O mergulhar em corais longínquos,
Desvendar ilhas nativas,
Surpreender-se com os peixes psicodélicos,
Estar em alto-mar,
E ao mesmo tempo, contemplar as montanhas,
Ser acariciada pela Lua
E reverenciar à perfeição Divina desta Terra,
Reconhecendo toda a minha insignificância.
É o olhar da coruja
O alimentar do Espírito Santo
Do choro do gato
Do amor singular
Deste horizonte azul petróleo
Momentos inesquecíveis,
Em que vivenciei a plenitude em seus braços.
É a loucura advinda da realidade
Um fraco pela simplicidade da vida
Comungado por Universos Paralelos
Desconhecidos por poucos
Reverenciados por aqueles que simplesmente amam!


Por: Lucileyma Carazza

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014



Sobre desilusões: Eu te amo! Então, enviarei amor e luz todas as vezes que me lembrar de você! E depois te esqueço! Porque nada dura para sempre! Esvazie a mente e deixe o novo entrar! Aloha Namastê Revolution! (lu)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

ERAM OS POETAS ASTRONAUTAS?
É certo que não sou daqui
não sou disso nem daquilo
nem desse planeta.
Não falo essa língua
que vagueia por aí
cortando garganta
dos seres dessa galáxia.
Sem nada pra dizer
deixo um rastro de estrelas
para quem quiser me entender.
Viajante do tempo
estou no passado, presente e futuro
sem sair do lugar.
Marciano de junho
Guardo meu sol
na sombra da noite.
Não me levem aos seus Deuses
que minha vida breve
tem sede do infinito.
De onde venho
as palavras tem tem raízes no coração
e asas no espaço sideral.
Escrevia enquanto Via Láctea
e no céu da minha boca
um Poema habita o sistema solar.
Anos-luz de mim mesmo
estacionei meu ônibus especial
nesse buraco negro chamado terra.
Sou Astronauta da rua
passando um pano
na poeira cósmica desse universo.

SERGIO VAZ


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

POR HORA




POR HORA

Em seus braços
Me senti viva
Vivenciei que amar é possível

Em seus braços
Fui a todos os extremos da alma
Amei sem esperar nada em troca.

Em seus braços
Aprendi a lutar e caminhar sozinha,
Silenciei as minhas vozes

Em seus braços
Saí da minha zona de conforto
Ralei o meu ego

Em seus braços
Caminhei por regiões umbralinas
E comunguei compaixão.

Em seus braços
Parei de fazer planos
Pois, o controle é apenas uma prisão

Em seus braços
A vida fluiu,
Às vezes com leveza e outras com muito peso.

Em seus braços
Vivi momentos sublimes
Me conheci e vivi o mais puro amor.

Em seus braços
Não precisava de nada para ser feliz
A não ser o abraço e o cafuné.

Em seus braços
Vivi a perfeição e a plenitude
Aprendi a honrar e a reverenciar.

Em seus braços
Por amar demais,
Me coloco no lugar do outro.

Fora dos seus braços
Amo tudo que a vida
E o universo me proporciona.

Fora dos seus braços
Cicatrizo o luto
E deixo de julgar... apenas aceito.

Talvez seja um coração partido falando
Mas prefiro acreditar que seja o desabafo
De um coração generoso...
Que simplesmente ama!


Por: Lucileyma Carazza

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014



“Tudo aquilo de que me lamento ou queixo, quero excluir. Tudo aquilo a que aponto um dedo acusador, quero excluir. A toda a pessoa que desperte a minha dor, estou a exclui-la. Cada situação em que me sinta culpado, estou a exclui-la. E desta forma vou ficando cada vez mais empobrecido.

O caminho inverso seria: a tudo de que me queixo, fito e digo: sim, assim aconteceu e integro-o em mim, com todo o desafio que para mim isso representa. E afirmo: irei fazer algo com o que me aconteceu. Seja o que for que me tenha acontecido, tomo-o como a uma fonte de força.

É surpreendente o efeito que se pode observar neste âmbito. Quando integro aquilo que antes tinha rejeitado, ou quando integro aquilo que é doloroso para mim, ou que produz sentimentos de culpa, ou o que quer que me leve a sentir que estou a ser tratado de forma injusta, o que quer que seja… quando tento incorporar tudo isso, nem tudo cabe em mim. Algo fica do lado de fora. Ao consentir plenamente, somente a força é internalizada. Tudo o resto fica de fora sem me contaminar. Ao invés, desinfecta, purifica-me. A escória fica de fora, as brasas penetram no coração.”



terça-feira, 2 de dezembro de 2014

PREENCHER



PREENCHER

Um vazio a se preencher
Incertezas e descrenças,
Da ingenuidade à maldade
Da sinceridade romântica
À mentira deslavada...
Um julgamento entristecido
Tenho por mim que o amor
Precisa ser como uma Tsunami
E como estes amores Kamicazes
Nos causa constrangimentos desnecessários...
Ou necessários para o nosso crescimento...
Mas ando cansada
E todo cansaço nos proporciona mudanças...
Inconscientes ou não...
O amor que desprezei
Me lembrava à calmaria
E isto me entediava.
Na atualidade rogo por amor reais
Pacificadores e encantadores
Pela simplicidade
Um amor que não destrua
Nem tem a obrigação de construir...
Quero o amor sem extremos
O equilíbrio dos poros
Ele não precisa de nada
É a hora de apenas sentir...
É hora de ser o amor em sua plenitude
Assim: calminho, calminho...
Com uma energia vibrante,
Contagiante e livre!
Assim preencho todas as minhas frações
Com todo amor que sinto.


Por: Lucileyma Carazza