terça-feira, 2 de junho de 2015

CLAUDIO NARANJO: “A EDUCAÇÃO ATUAL PRODUZ ZUMBIS”



O psiquiatra chileno diz que investir numa didática afetiva é a saída para estimular o autoconhecimento dos alunos e formar seres autônomos e saudáveis

A DIDÁTICA DO AFETO

O psiquiatra Claudio Naranjo. A educação é a única forma de mudar o mundo (Foto: Divulgação)
O psiquiatra chileno Claudio Naranjo tem um currículo invejável. Formou-se em medicina na Universidade do Chile, especializou-se em psiquiatria em Harvard e virou pesquisador e professor da Universidade de Berkeley, ambas nos EUA. Desenvolveu teorias importantes sobre tipos de personalidade e comportamentos sociais. Trabalhou ao lado de renomados pesquisadores, como os americanos David McClelland e Frank Barron. Publicou 19 títulos. Sua trajetória pode ser classificada como irrepreensível pelo mais ortodoxo dos avaliadores. Ele é, inclusive, um dos indicados ao Nobel da Paz deste ano. É comum, no entanto, que Naranjo seja chamado, em tom pejorativo, de esotérico e bicho grilo. Há mais de três décadas, ele e a fundação que leva seu nome pregam que os educadores devem ser mais amorosos, afetivos e acolhedores. Ele defende que essa é a forma mais eficaz de ajudar todos os alunos – não só os melhores – a efetivamente aprender “e assim mudar o mundo”, como ele diz. Claudio Naranjo esteve no Brasil para participar do evento sobre educação básica Encontro de Educadores.

ÉPOCA – O senhor é psiquiatra e desenvolveu teorias importantes em estudos de personalidade. Hoje trabalha exclusivamente com educação. Por que resolveu se dedicar a esse tema?
Claudio Naranjo – Meu interesse se voltou para a educação porque me interesso pelo estado do mundo. Se queremos mudar o mundo, temos de investir em educação. Não mudaremos a economia, porque ela representa o poder que quer manter tudo como está. Não mudaremos o mundo militar. Também não mudaremos o mundo por meio da diplomacia, como querem as Nações Unidas – sem êxito. Para ter um mundo melhor, temos de mudar a consciência humana. Por isso me interesso pela educação. É mais fácil mudar a consciência dos mais jovens.

ÉPOCA – Quais os problemas do modelo educacional atual na opinião do senhor?
Naranjo – Temos um sistema que instrui e usa de forma fraudulenta a palavra educação para designar o que é apenas a transmissão de informações. É um programa que rouba a infância e a juventude das pessoas, ocupando-as com um conteúdo pesado, transmitido de maneira catedrática e inadequada. O aluno passa horas ouvindo, inerte, como funciona o intestino de um animal, como é a flora num local distante e os nomes dos afluentes de um grande rio. É uma aberração ocupar todo o tempo da criança com informações tão distantes dela, enquanto há tanto conteúdo dentro dela que pode ser usado para que ela se desenvolva. Como esse monte de informações pode ser mais importante que o autoconhecimento de cada um? O nome educação é usado para designar algo que se aproxima de uma lavagem cerebral. É um sistema que quer um rebanho para robotizar. A criança é preparada, por anos, para funcionar num sistema alienante, e não para desenvolver suas potencialidades intelectuais, amorosas, naturais e espontâneas.

ÉPOCA – Como é  possível mudar esse modelo?
Naranjo – Podemos conceber uma educação para a consciência, para o desenvolvimento da mente. Na fundação, criamos um método para a formação de educadores baseado em mais de 40 anos de pesquisas. O objetivo é preparar os professores para que eles se aproximem dos alunos de forma mais afetiva e amorosa, para que sejam capazes de conduzir as crianças ao desenvolvimento do autoconhecimento, respeitando suas características pessoais. Comprovamos por meio de pesquisas que esse é o caminho para formar pessoas mais benévolas, solidárias e compassivas. Hoje a educação é despótica e repressiva. É como se educar fosse dizer faça isso e faça aquilo. O treinamento que criamos está entre os programas reconhecidos pelo Fórum Mundial da Educação, do qual faço parte. Já estive com ministros da Educação de dezenas de países para divulgar a importância dessa abordagem.

ÉPOCA – E qual foi a recepção? 
Naranjo – A palavra amor não tem muita aceitação no mundo da educação. Na poesia, talvez. Na religião, talvez. Mas não na educação. O tema inteligência emocional é um pouco mais disseminado. É usado para que os jovens tomem consciência de suas emoções. É bom que exista para começar, mas não tem um impacto transformador. A inteligência emocional é aceita porque tem o nome inteligência no meio. Tudo o que é intelectual interessa. Não se dá importância ao emocional. Esse aspecto é tratado com preconceito. É um absurdo, porque, quando implementamos  uma didática afetuosa, o aluno aprende mais facilmente qualquer conteúdo. Os ministros da Educação me recebem muito bem. Eles concordam com meu ponto de vista, mas na prática não fazem nada. Pode ser que isso ocorra por causa da própria inércia do sistema. O ministro é como um visitante que passa pelos ministérios e consegue apenas resolver o que é urgente. Ele mesmo não estabelece prioridades. Estou mais esperançoso com o novo ministro da Educação de vocês (Renato Janine Ribeiro). Ele me convidou para jantar, para falarmos sobre minhas ideias. É a primeira vez que a iniciativa parte do lado do governo. Ele é um filósofo, pode fazer alguma diferença.
"Quando há amor na forma de ensinar, o aluno aprende mais facilmente qualquer conteúdo"

ÉPOCA – Para quem decidiu ser professor, não seria natural sentir amor, compaixão e vontade de cuidar do aluno?
Naranjo – Uma vez dei uma aula a um grupo de estudantes de pedagogia na Universidade de Brasília. Fiquei muito decepcionado com a falta de interesse. Vendo minha expressão, o coordenador me disse: “Compreenda que eles não escolheram ser educadores. Alguns prefeririam ser motorista de táxi, mas decidiram educar porque ganham um pouco mais e têm um pouco mais de segurança. Estão aqui porque não tiveram condições de se preparar para ser advogados ou engenheiros ou outra profissão que almejassem”. Isso acontece muito em locais em que a educação não é realmente valorizada. Quem chega à escola de educação são os que têm menos talento e menos competência. Não se pode esperar que tenham a vocação pedagógica, de transmitir valores, cuidar e acolher.

ÉPOCA – O senhor diz que o sistema de educação atual desperdiça talentos, rotulando-os com transtornos e distúrbios. Pode explicar melhor esse ponto?
Naranjo – Humberto Maturana, cientista chileno, me contou que a membrana celular não deixa entrar aquilo que ela não precisa. A célula tem um modelo em seus genes e sabe o que necessita para construir-se. Um eletrólito que não lhe servirá não será absorvido. Podemos usar essa metáfora para a educação. As perturbações da educação são uma resposta sã a uma educação insana. As crianças são tachadas como doentes com distúrbios de atenção e de aprendizado, mas em muitos casos trata-se de uma negação sã da mente da criança de não querer aprender o irrelevante. Nossos estudantes não querem que lhe metam coisas na cabeça. O papel do educador é levá-lo a descobrir, refletir, debater e constatar. Para isso, é essencial estimular o autoconhecimento, respeitando as características de cada um. Tudo é mais efetivo quando a criança entende o que faz mais sentido para ela.

ÉPOCA – Por que a educação caminhou para esse modelo?
Naranjo – Isso surgiu no começo da era industrial, como parte da necessidade de formar uma força de trabalho obediente. Foi uma traição ao ideal do pai do capitalismo, Adam Smith, que escreveu A riqueza das nações. Ele era professor de filosofia moral e se interessava muito pelo ser humano. Previu que o sistema criaria uma classe de pessoas dedicadas todos os dias a fazer só um movimento de trabalho, a classe de trabalhadores. Previu que essa repetição produziria a deterioração de suas mentes e advertiu que seria vital dar a eles uma educação que lhes permitisse se desenvolver, como uma forma de evitar a maquinização completa dessas pessoas. Sua mensagem foi ignorada. Desde então, a educação funciona como um grande sistema de seleção empresarial. É usada para que o estudante passe em exames, consiga boas notas, títulos e bons empregos. É uma distorção do papel essencial que a educação deveria ter.

ÉPOCA – Há algo que os pais possam fazer?
Naranjo – Muitos pais só querem que seus filhos sigam bem na escola e ganhem dinheiro. Acho que os pais podem começar a refletir sobre o fato de que a educação não pode se ocupar só do intelecto, mas deve formar pessoas mais solidárias, sensíveis ao outro, com o lado materno da natureza menos eclipsado pelo aspecto paterno violento e exigente. A Unesco define educar como ensinar a criança a ser. As Constituições dos países, em geral, asseguram a liberdade de expressão aos adultos, mas não falam das crianças. São elas que mais necessitam dessa liberdade para se desenvolver como pessoas sãs, capazes de saber o que sentem e de se expressar. Se os pais se derem conta disso, teremos uma grande ajuda. Eles têm muito poder de mudança. 


segunda-feira, 1 de junho de 2015

PERPETUAMENTE VIVER E SER TUDO



PERPETUAMENTE VIVER E SER TUDO

Quantas de inúmeras dores.
Cada dia que sobreveio o mês.
A arte de uma imensa conquista,
Na soma de valores notórios.

Sou a favor de um evangelho
Que perpassa o mistério do calvário.
E sobrevive de amor,
Que alcança a beleza da cruz
Que toca diariamente o céu
Mas sempre com os pés ao chão.

Controvérsias e lágrimas,
Esforços de tamanha doação.
Diferenças que longe do igual
 Hoje chega de mansinho e soma.

Valores de pontos diferentes.
Amor que soergue de carinhos,
De lugares e gestos prediletos.
Presente dos céus a germinar
Nossas historias a firmar-se
Em cada dia viver e sempre e perpetuamente ser tudo
Um eterno enlace de amor.


Por: Sergio Dias

quinta-feira, 28 de maio de 2015

A TODAS AS MULHERES


A TODAS AS MULHERES

Recentemente aprendi com um grande mestre que todo ser vivo é composto por uma energia feminina (Yin) e uma energia masculina (Yang). E que estas energias devem estar em equilíbrio. Entretanto o que se observa é uma dificuldade dos homens de se conectarem com sua energia feminina. Gerando assim uma série de conflitos em alguns relacionamentos.

Por este motivo, venho por esta mensagem lhe pedir PERDÃO!!!!

Perdão em nome de todos homens que em algum momento desrespeitaram você;
Perdão em nome de homens que possam ter lhe feito chorar;
Perdão pelos homens que lhe trataram de forma agressiva;
Perdão pelas cantadas indecentes que possam ter lhe ofendido;
Perdão por momentos de insensibilidade;
Perdão por homens que não souberam ouvir quando você mais precisava;
Perdão pelos homens que possam ter abusado física e emocionalmente de você;
Perdão por homens que não estão presentes no momento presente;
Perdão por homens que esquecem que toda mulher é uma Deusa, e deve ser honrada e respeitada como tal.

PERDÃO

Que no seu caminho surjam homens que possam honrar e respeitar você.
Que sua vida tenha sempre muita alegria e muito amor
E que você possa transmitir isso para todos que estão a sua volta
Obrigado por existir

Por: GFO, amigo honrado dessa página 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Sérgio Condé

No meio do teu caminho havia uma Paixão.
Nunca te esquecerás desta pedra que há de virar pó.
No meio do teu caminho não, mas num fim de um desvio... 
Na falta de um caminho, havia um ídolo de pedra...

A tua paixão para e ora ao teu ídolo
e entrega-se a ele agora em sacrifício 
para que ele a cure da dor em teu passado.
E é de repente que vê este ídolo cair 
em cima do si pesando corações em pedra
levando-a para lá onde tudo começou:

Ó anseio insaciável ao seio inexaurível
que enfim sempre se afasta 
fincando nas bordas da ternura
uma faca afiada retirada às pressas.
E fica lá a sempre falta, caçadora canibal.

Marcas primordiais
de uma memória indelével
que tatua em tua alma vazia sonhos
à imagem de uma curvilínea dor
feita à semelhança do teu primeiro ídolo.

Todo ídolo é desejo de elevação
mas é feito de queda por definição.

E tão envergonhada tua alma se fez desnuda 
alimentada pela iludida esperança...
Ah, a sempre esperança de recomeçar
um novo happy end no antigo drama
que insiste em se fazer reprise,
filme triste a se reatuar...

Este ídolo que amas tem duas caras,
mascaras teatrais: 
sorriso melancólico e choro cômico.
Peito bom, peito mau, doce, amargo
oferta de asas ao sabor das estrelas, 
oásis de miragem, deserto sem norte.
Mas que face é a tua, verdadeiramente tua?
Não saberás vê-la jamais?

E para quem é a paixão?

Para ti que ora deitas num colo em fusão
e és toda entrega ao sono da morte feliz ?

Para ti que ora levantas o muro do castelo
e és escudo e espada, um corte infeliz ?

Ora queres matar este travesti do amor eleito,
ora queres tua própria morte, como fuga dele
mas deixando um rastro de vinganças,
e delegando tua herança de culpas
ao ídolo que se fez vão aos teus anseios.

De ambiguidade é feito o teu círculo 
um jogo de fogo escorpiônico
que te move e te remove do teu Ser.

No centro da tua indecisão,
uma profunda espiral, 
redemoinho das águas te trazem 
para o fundo da tua loucura,
na porta da prisão escura 
que te ata ao passado.

Mas ali também reflexos há,
e brisas de uma inesperada passagem, 
vê-se ali a luz para além da dor.

De lá, onde tudo começou
o longe aqui se fez presente
latejando perto, doendo sempre. 
Mas a um só passo do teu Ser desperto,
e este sim, tão real e tão mais aqui tão perto!

É só pedires ao Sol, 
à sempre Aurora Intemporal,
que te traga à tona e de volta ao leme.
Desperta enfim ó sonâmbulo da paixão
deste sonho mau em que débil tremes!

É só pedires para não seres só,
é só acreditares que tudo é sonho,
é só aceitares o Verdadeiro Amor
de Quem teu sonho é fuga,
medo pavor da plenitude
e da luz do Sol que todos somos.


Sergio Condé 

terça-feira, 12 de maio de 2015

ONDE ESTÃO AS MOEDAS?


ONDE ESTÃO AS MOEDAS?
AS CHAVES DO VINCULO ENTRE PAIS E FILHOS

"Numa noite qualquer, uma pessoa, da qual não sabemos se é um homem ou uma mulher, teve um sonho, um sonho com os pais.

Neste sonho seus pais apareciam e lhe davam algumas moedas, não sabemos quantas eram, se uma dúzia ou uma centena, nem de que metal eram feitas, se eram de ouro, de prata, de cobre, de ferro ou mesmo de argila.

O sonhador as recebia de bom grado porque eram as moedas que seus pais lhe davam, eram as exatas que necessitava e merecia, para levar sua vida. Satisfeito agradeceu aos pais pelas moedas recebidas tomando-as por inteiro.

E o sonhador (a) termina a noite de sono tranqüilo (a), descansado e pleno. Ao amanhecer, desperta bem disposto e resoluto em ir à casa dos pais para comentar o sonho e agradecer as moedas recebidas.

Indo até os pais, comenta o sonho e agradece as moedas recebidas, em profunda gratidão. Seus pais, vendo a atitude do filho (a), sentem-se grandes, ainda maiores e mais bondosos do que haviam sido e orgulhosos do filho (a).

Dizem-lhe então:

- Estas moedas são para você, use-as como quiser e não precisa devolvê-las, são nossa herança para você.

E este filho (a) segue seu caminho satisfeito e pleno, capaz de enfrentar e vencer qualquer desafio, com a certeza de haver recebido as exatas moedas que necessitava e merecia de seus pais, suficientes para empreender sua caminhada. De tempos em tempos volta-se para trás, em direção à casa dos pais, e sente-se revigorado e pleno para seguir e realizar sua vida.

Acontece, que em outra noite qualquer, um outro sonhador (a) tem um sonho parecido, que costuma acontecer com qualquer um de nós, mais cedo ou mais tarde, de ter um sonho com os pais. Neste sonho, o sonhador (a) recebe dos seus pais algumas moedas, que não sabemos se uma dúzia, uma centena ou apenas umas tantas, nem de que metal eram feitas, se de ouro, de prata, de cobre, de ferro ou mesmo de argila.

Mas este sonhador não aceita as moedas dos pais.

- Estas não são as moedas que necessito, preciso e mereço, por isto não as tomo e deixo-as com vocês. Se eu as tomasse minha vida se tornaria pesada e, portanto, fiquem com elas.

E este sonhador (a) segue pela noite intranqüilo, com o sono entrecortado e desperta muito cedo, cansado e ansioso por ir até a casa dos pais, contar-lhes a respeito do sonho.

Lá chegando, diz aos pais sobre o sonho e que aquelas moedas não lhe interessam, que aquilo que eles tinham para ele não eram as moedas que ele (a) necessita e merece, deixando-as portanto com eles.

Os pais ouvindo isto, tornam-se ainda menores, humilhados, como costuma acontecer quando um filho (a) não toma seus pais, seus ensinamentos e sua herança, tal como foi; e retiram-se para seu quarto.

E este (a) sonhador (a), tomado de uma estranha força, sente-se fortalecido e vingado, havendo acertado as contas com seus pais, e sai para a vida decidido a encontrar suas moedas, as que justo necessita e merece. Com alguém elas devem estar.

E tomado por esta força, estranhamente falsa, vai pela vida em busca de parceira (o), procurando pelas moedas que necessita e crê poderem estar com ela (ele). As vezes tem a sorte de encontrar alguém e mais sorte ainda desta relação durar algum tempo.

Quando isto ocorre, com o passar do tempo o sonhador (a) percebe que sua (seu) parceira (o) não tem as moedas que necessita e merece, e o relacionamento perde todo seu encanto, ficando para trás. E o sonhador (a) segue em busca de outra pessoa que talvez, desta vez, tenha as suas moedas.

E de relacionamento em relacionamento, segue em busca de suas moedas e desencantos, porque nenhum deles tem as moedas que necessita e merece.

Outras vezes, o sonhador (a) tem um filho (a) e, ao engravidar, cria a forte expectativa de que este filho (a) terá as moedas que necessita e merece, e o (a) aguarda ansioso (a) e cheio (a) de esperanças. Mas a vida é como é; os filhos crescem e seguem seus próprios caminhos, e tampouco eles tem as moedas que o pai ou a mãe procuram.

E nesta busca incessante, o tempo vai passando até que o desespero toma conta: onde estarão minhas moedas, justo as que necessito e mereço para levar minha vida.

Então, algumas vezes, vão em busca de um terapeuta, na certeza de que eles sim saberão das moedas.

Mas há dois tipos de terapeutas: um que acredita que tem as moedas que seu cliente procura; e outro que sabe que não as tem, mas está disposto a ajuda-lo a procura-las.

Quando tem a sorte ou a sabedoria de encontrar este segundo tipo de terapeuta, dá-se início a um processo de auto-consciência e aprendizado, onde o sonhador (a) vai percebendo aspectos antes ignorados, apropriando-se de sua própria vida, pouco a pouco.

Até que num belo dia o terapeuta se dá conta de que o sonhador (a) já está pronto para saber onde estão suas moedas. E neste mesmo dia, não apenas por coincidência, o sonhador (a) vem para a terapia e diz:

- Eu já sei onde estão as moedas. Ainda estão com os meus pais.

E resoluto (a), empreende o retorno à casa dos pais, em busca das justas moedas que necessita e merece.

Chegando à casa dos pais, arrependido (a) e amadurecido (a), toma-os por inteiro, tal como foi, aceitando feliz e de bom grado as moedas que eles tem para si, exatamente as que precisa, necessita e merece para levar sua vida em plenitude.


E seus pais, reconhecidos e aceitos inteiramente pelo filho (a), tornam-se ainda maiores, mais dignos e responsáveis, podendo ser ainda mais generosos.E assim, o sonhador (a) encontra seus caminhos, com a fortaleza da herança dos pais: agradecendo a vida recebida; dizendo sim a tudo, tal como foi, libertando-se de todas as mágoas, deixando as responsabilidades com quem de direito; e tomando sua própria vida em suas mãos, com a benção de seus pais, para que, agora possa buscar sua felicidade."

O ÚLTIMO ATO



O ÚLTIMO ATO

Apenas me responsabilizo
Pelo que sinto...
Foram momentos ímpares
Guardados no meu âmago
E exclusivamente meu!

Sentimentos únicos
Que me levam à loucura
De viver agarrada ao passado
Apega a um momento equidistante
Comparando o presente angustiante

Um passado que nunca me pertencera
Em um mundo
Fora da minha realidade
Do qual, não tenho estrutura para suportar
Pois, possuem movimentos fora da minha condição...

Rogo por insanidade
Ser diagnosticada por um “CID F” qualquer
Para viver com liberdade
Em Universos Paralelos
Locais de moradias constantes em minha mente.

É de fato uma loucura!
Viver apegada a um momento
Sonhar com um amor nunca correspondido
Cutucar o que me causa dor
Me comparar com o tudo aquilo que não possuo.

Um masoquismo torpe
Que me exausta e me leva à beira do abismo...
Concluo: meu ego gosta mesmo de me FODER!
Mas isto, pode ser transformado
Porque possuo o dom de recomeçar...

Me perdoo,
Me apego com tranquilidade
A tudo aquilo que ainda posso construir
De coração aberto e com toda LUZ existente em mim,
Pois, o AMOR de fato vive em mim...


Por: Lucileyma Carazza

terça-feira, 5 de maio de 2015

QUERO TESÃO



QUERO TESÃO

Quero ver tudo pegar fogo.
Ser pega de jeito,
Perder o ar,
Ver o suor pingando
E não querer parar.

Não quero saber de dor nas pernas,
Indisposição ou enxaqueca.
Não quero mais um sexo "meia-boca".

Se for pra fazer, faz bem feito
Ou então deixa
Que eu mesma faço!

Por Dany WR


*Imagem de Apollonia Saintclair

quarta-feira, 22 de abril de 2015

LÚCIA DE MINAS


LÚCIA DE MINAS

Casa de jardim amor de mãe
Trono e como de amor.
Ventre de paz que mais e mais
Ao que é bem viver
Seu amor és perfeita harmonia
Minha mãe minha eterna e bela flor.
Entre as flores mais belas
Seu nome estais.
Sobre os encantos do mundo
Seu nome é um mistério a vogar.
És das Marias de Minas
Uma simples mãe de singelo amar
És a Lúcia dos filhos uma mãe exemplar
Ante mãe e esposa sempre a cuidar.
É mulher de Lajinha das Minas a cantar.


Sérgio Dias

quarta-feira, 15 de abril de 2015

REBELDIA

REBELDIA

Ando vazia
Sem assunto
Inspiração e poesia

Uma certa inquietação
Me consome
Constantemente

É que ser vazia
É uma novidade
E não sei se está tudo bem

Ando sacudindo poeiras
Caçando confusões
Para preencher

Talvez esteja viciada
Na bipolaridade inconstante
Que sempre me acompanhara

Convivências escravizam
Porque nos fazem olhar
Para nossas sombras

E ando cansada
Ou acostumada
A parar de olhar e a procurar

É que este vazio
É uma nova zona de conforto
Irritante

Talvez esteja adquirindo forças
Para novas transgressões
Ou apenas disposta a vivenciar

As imperfeições
Os demônios
Existentes no meu ser

Assumo as fraquezas
A falta de padrão e coerência
Existente em minha centelha divina

Virtudes são máscaras
Incorporadas por fracos
Indispostos a amar

Sinto que apenas sou


Por: Lucileyma Carazza