sábado, 29 de agosto de 2015

E O QUE PENSAR?


E O QUE PENSAR?

Quando vivenciamos o óbvio
Em insights catárticos
Que nos abre a consciência

Quando descobrimos
E concluímos que:
Precisamos apenas sentir

Não estou dizendo do sentir do ego
Estou a dizer sobre o sentir da alma
Num estágio onde apenas os loucos sobrevivem

A digestão emocional
É um processo árduo
Mas libertador

E dói! Como dói!
É que o sentir nos leva à aceitação
De que nem tudo vai ser da maneira que ansiamos

E aí, percebemos que o tempo passou
Que caímos nos mesmos problemas
Nas mesmas carências e dificuldades

Passamos pela mesma lição
Ficamos de recuperação, reforço
E até mesmo nos reprovamos

Cavamos uma cova rasa
Esperando misericórdia humana
Para que alguém venha nos salvar (amar)

Sobreviveremos aos ciclos viciosos
Recomeçaremos em benevolência
Pois somos centelhas divinas

Todos possuímos um vento no coração
Um vazio que nunca será suprido
Pois estamos em uma prisão

E o que nos resta
É recomeçar e entregar
O que nos resta é: SINTO MUITO!

O amor vive em mim
Carrego esta dadiva em mim
Eu sinto muito!


Por: Lucileyma Carazza

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

DESEJO



DESEJO

Transcendo com melodias
E aglutinações de pensamentos
Que me aprisionam em princípios
Que me levam à contenção de sentimentos

Me entrego aos instintos
Carnais e pecaminosos
Que por minutos me conduzem
Ao ápice de uma entrega

Perco o juízo
Vivencio a dança de corpos
Que se entrelaçam como animais no cio
Liberando oxitocina e adrenalina

Com o coração suspiro aliviada
Estou apta a colher as dadivas da vida
Estou liberta da melancolia
Do medo de colher escolhas maus sucedidas

Sou senhora do meu destino
Translucida e enamorada
Dos fenômenos naturais e espontâneos
A Lua me fortalece e o Mar me pacifica...

Escolho viver
Livre de amarrações e conceitos,
Pois, posso me acolher e recomeçar sempre
O arbítrio de uma vida

Posso vivenciar o presente
Sem amarrações futuras ou do passado
Com a energia vital do meu dom supremo:
De simplesmente AMAR.


Por: Lucileyma Carazza

terça-feira, 25 de agosto de 2015

CONFIAR



CONFIAR

Na Fé que nos guia,
Nos conduz,
Transborda nossos corações...
Que alivia dores e sofrimentos,
Traz esperança e harmonia.
Provoca libertações,
Curas e desapegos
Um conforto às chagas.
Entrego-me à luz que guia
Que me protege e me cura.
Não existe ritual
Para um coração que confia
Que acredita, que entrega
E se curva diante das dádivas
Da plenitude em estar viva
Neste local, com este aprendizado
Vivenciando com amorosidade
O que for preciso
Para transcender em compaixão
Indo de encontro ao melhor
Estágio da alma:
Que é o da plenitude em ser grato.

Por: Lucileyma Carazza

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

ATRASADA



ATRASADA

Me mutilo em sentimentos
Nesta angustia que insisti em ficar
A glote fecha e fica rarefeita
E lágrimas fogem de mim,
O corpo prostra como carne dada aos vermes
Não é por falta de amor,
Ou talvez, seja pela falta de amor próprio.
O desejo de lutar e conquistar
A vontade de desistir e libertar
Existe o cansaço...
Quem sabe se me exaurir em dor
Me liberto deste sentimento...
Dessa dor que insiste em assombrar!
É apenas a frustração de querer ser acolhida,
De ter um colo para colocar a cabeça,
De poder fazer-se de coitada,
De surtar sem julgamentos ou culpa
De poder ser frágil e sensível
E de dar boas gargalhadas sobre toda a situação.
É apenas esta vontade louca
De querer amar e ser amada.
Um fantasma de um ego
Que luta para manter-se sóbrio e digno.
Estou falando dessa dor infantil que insisto em me causar...
Vire e mexe caio neste buraco
Que nunca será suprido
Por ser a dor de uma alma milenar
O karma de várias vidas...
Curvo diante da minha insignificância
Acolho esse sentimento infantil
Dessa pirraça torpe que me leva para longe de mim...
Olho para a mulher que me tornei
São tantas cicatrizes
Vivo o luto de uma guerra
Que a mim pertence
Na esperança de renascer mais forte,
Mais louca, mais leve e muito mais livre!
Com a inspiração de viver amorosidades
Em um lugar onde prevaleça
A minha essência doce e selvagem
Em que posso transcender em gratidão.


Por: Lucileyma Carazza

ORAÇÃO


ORAÇÃO

Que toda doçura apodere-se do meu ser!
Que toda falta de amor existente em mim
Queime com a brasa!
Que eu morra e renasça
Liberta de todas as enfermidades da alma!
Que a paz prevaleça em mim!
Aos meus ancestrais eu reverencio
E rogo por energia!
Sou solo sagrado!


Por: Lucileyma Carazza

sábado, 22 de agosto de 2015




EM MANUTENÇÃO



EM MANUTENÇÃO

É! Eu sou uma romântica!
E como diz o Wander Lee:
Românticos “são loucos desvairados”
E também sou jovem por fora e antiga por dentro
Sinto falta do afeto despretensioso
Das ralações recíprocas e honestas
Sinto falta de pessoas reais
Que vivem intensamente
Que se entregam e agregam
Sinto falta de tudo que não tenho
Sinto falta de sorrisos marotos
Da leveza de estar junto sem máscaras
Talvez seja o peso da meia idade
Mais o que eu mais sinto falta mesmo
É de tudo aquilo que ainda não vivi!


Por: Lucileyma Carazza

SOLIDÃO



SOLIDÃO

A mente está acelerada
Perambulando por um oceano
Como um navio fantasma...

A resposta é fácil e obvia
E a atitude um exercício a se realizar
Me amar, me acolher e me preservar para expandir
A sensibilidade sempre fora à prisão
E a melancolia a companheira ingrata
Provocada por escolhas maus sucedidas...

Em processo de digestão
Estou a lutar e a progredir
A construção é árdua e longa
Rogo por mudanças de um padrão vicioso enraizado

Onde existe o desejo inevitável
De transformar e construir
Preencher tudo aquilo que ainda me falta
Uma vontade inenarrável em apenas ser

O coração aperta com o soprar do vento sul
É hora de aterrar e ser a mulher adulta que me tornei
Não sou jardim...
Sou uma floresta densa e nativa
Acolho todas as minhas frações

Estou inteira e apta
Perdoando o passado
E sustentando quem eu sou...


Por: Lucileyma Carazza

Primeiro dia



Primeiro dia

Fico triste
Mas não deprimo.
A escolha fora dos padrões...
Feri princípios estabelecidos
E suspiro aliviada,
Com uma frase na mente:
Sinto muito!

Vivencio o inadequado
Me jogo de coração aberto
Vivencio a aventura que não me pertence.
Lembro que não sou jardim...
Sou floresta selvagem
Onde não se poda.
Existe muita energia envolvida...

Na verdade
A tristeza e a felicidade
Me acompanham
Acolho ambas
Mas no fundo estou aliviada
Porque venci mais um ciclo vicioso
Tornando-o virtuoso


Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O ENEAMONSTRO



O ENEAMONSTRO

Ali onde o ego pinta um monstro,
ele tanto oculta quanto evita uma experiência transformadora
que nos levaria para mais perto do verdadeiro Ser 
e para mais longe das desilusões do ego.

Os nove monstros e o que eles ocultam:

1 - o monstro da Imperfeição oculta a liberdade do gozo espontâneo.
2 - o monstro da humilhação oculta o pedido de amor que reconhece e satisfaz a própria necessidade de ser amado.
3 - o monstro do nada fazer e, portanto nada valer, oculta a experiência da espontaneidade autêntica que não está nem aí para o que os outros pensam.
4- o monstro do abandono ( tanto provocado quanto temido) oculta o amor a si mesmo e o auto apoio quando acessada a dor verdadeira no lugar da falsa dor.
5- o monstro da invasão do território oculta a alegria do anfitrião generoso.
6- o monstro do descontrole oculta a necessária força da fé para saltar confiante no desconhecido.
7- o monstro da dor oculta a entrega ao amor que a cura.
8- o monstro da vulnerabilidade oculta a abertura do coração para o dar e o receber.
9- o monstro do confronto hostil oculta a necessidade da auto afirmação e o encontro da auto motivação.

Crianças, o Bicho Papão não existe!


Por: Sérgio Condé

Reticências ou exclamação...

Ser reticente deixa algo em aberto, uma possibilidade, é quase uma saudade ou um desejo não expresso pontuado ali, escancarado.

Exclamar grita, espirra, espanta, espalha! Não chegue perto, não atrapalhe, já estou feliz o suficiente aqui. Por favor, não mexa no que está bom e perfeito. 

Exclamando eu ponho um ponto final, e feliz!, em qualquer possibilidade.

Ainda bem que hoje existem as carinhas felizes! Que nos libertam dessas escolhas mortais...


Por: Paula Jácome

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

VAZIO


VAZIO

A maré acompanha
Vento sul avassalador
Que urge, grita, esperneia e berra
O Sol surge abrindo o horizonte
Conforta em sua benevolência

Enfrento tormentas
Provocadas pelo meu ser
A tristeza aproxima
A alegria insiste em fixar e ficar
Não abre espaço

Como maré seca
Está tudo aparentemente calmo
A meditação chega trazendo alívio.
Ocorre o obvio,
Transbordo em gratidão.

Não há controle
Tudo está bem
Vivenciamos guerras internas
Que nos aproxima ou
Nos levam para longe de nós mesmos...

Talvez seja apenas esta prisão
Que insiste em julgar
E a seguir princípios estabelecidos
Ou a minha rebeldia
Que insiste em prevalecer

No fundo é apenas este vazio
Este vazio fértil
Suplicando ser arado
Suspiro aliviada
Parto para o cultivo

Estou pronta
Inteira e aberta
Enamorada por esta calmaria aparente


Por: Lucileyma Carazza

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Sagrado Feminino



Escrever é uma forma de curar a alma!
É uma forma de gritar em silêncio
De chorar em seco
De esfregar a alma com sabão.
Não posso dizer sobre pintar
Porque mal sei casinha desenhar
Cantar muito menos, 
sou desafinada ao extremo
Mas aprecio uma bela canção.
Sinto que toda forma de arte
É um grito, um choro no escuro
Ou mesmo uma gargalhada
Daquelas escancaradas
A única certeza que tenho
É que, ao escrevermos
Cantarmos, tocarmos
Dançarmos, pois o corpo também
pede passagem ao movimento
Fluir das águas internas
E a arte de ser vento
E ser água está na dança
Na alma que deixa de ser tormento
E passa a ser bonança!
Arte é grito do que foi contido
Guardado na alma
Minha alma se desenha em letras
Se desfaz dos sons
E no silêncio escreve
A cura da alma em seus vários tons!
Minha alma se desfaz
Em poeira encantada que reluz
Se transforma e voa como brisa
E brilha, pois vira Luz!

Rose Kareemi Ponce

imagem: "Sundrenched" • Oil on panel • 2014 in collaboration with Cirque du Soleil


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

“Todo mundo faz opções pouco inteligentes em termos de palavras e atos, quando ainda não têm melhores conhecimentos e antes de perceber quais serão as conseqüências. Não há nada neste planeta, ou neste universo, que esteja fora dos limites do perdão. Nada. "Ah, não!" você dirá. "Isso que eu fiz não tem perdão." E eu digo que não há nada que um ser humano possa ter feito, esteja fazendo ou possa vir a fazer que esteja fora dos limites do perdão. Nada mesmo”.

Mulheres que correm com os lobos – Clarisse Pinkola Estés
“Marcas de combate”

domingo, 9 de agosto de 2015

MADRUGADA



MADRUGADA

Lembro!
Sinto um frio na barriga...
A respiração fica ofegante,
Existe o desejo:
Quero mais.
O cérebro me ordena a ir embora.
O coração está em dúvida.
O instinto me manda atacar...
Estão todos desarmonizados.
Decido:
Enquanto existir a dúvida,
Vivenciarei toda experiência.


Por: Lucileyma Carazza

sexta-feira, 7 de agosto de 2015


O Movimento do Universo é de contração e expansão. Observem. Como o coração. A vida se abre e fecha. A primeira vez que abrimos um caminho novo é mais custoso e pode se fechar mais rápido. Depois vai abrindo mais e mais. Até que soltamos o nó e a dificuldade passa a fazer parte. O importante não é as coisas darem certo. Mas estar bem na própria pelo. Gostar do conjunto de quem se é hoje. Aí, podemos honrar TODAS AS dores e desafios que passamos. E, com o tempo, quando aprendemos a ter fé, podemos honrar e amar também as dores e dificuldades que estamos vivendo agora. Pois sabemos que vai passar e que aquilo, às vezes aquele, que a vida trouxe, nos deixa mais perto de nós. Nos faz crescer.


Autor: Desconhecido

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

OXITOCINA


OXITOCINA

Homens são racionais
Vivenciam caixas vazias no cérebro.
Mulheres são emocionais
Vivenciam caixas férteis no útero.
Às vezes nos entregamos
Ao inapropriado ao não convencional
Degustando o proibido
Entregues a único momento.
Saímos do eixo
Nos viramos do avesso
Entregamo-nos aos instintos
Ferindo nossa centelha divina.
É que essa variante,
Entre cérebro, coração e instinto
Caminhando separados
Levam-nos a precipícios
De descargas emocionais involuntárias.
Neste instante, percebemos e sentimos,
Que esta trindade,
Caminhando de mãos juntas nos fortalece...
Em separado nos afasta de nós mesmos
Porque existe o “Santo” ego
Que insiste em desarmonizar.
E como nos ferimos desnecessariamente!
Involuntariamente nos colocamos como coitados...
Mergulho em minha energia vital,
Encontro o equilíbrio
E me apego ao aprendizado diário:
Crescemos quando nos relacionamos
Erramos e acertamos por e pelo amor.
Respiro e suspiro aliviada...
Está tudo bem!
Para dificultar o raciocínio da proza concluo:
O masculino e o feminino moram em mim
Sou inteira e faço parte deste Universo
Onde todos SOMOS UM
Viciados nesta adrenalina denominada: AMOR.


Por: Lucileyma Carazza

ESCORPIÕES


ESCORPIÕES

Tarde calorosa de inverno
Céu azul e relva vibrante
Correnteza doce e fértil

Seres vibrantes entregues
Fugindo dos padrões
São sensuais, sexuais e curiosos

Frações de segundos
Que nos revela
A busca de tudo aquilo que nos falta

Uma pegada levada
Onde os poros se abrem
A respiração ofegante prevalece

Não existe padrões e regras
Existe apenas a liberação farta
De um desejo viciante.


Por: Lucileyma Carazza