Capsicum frutescens in anus autrem kisucus est!!!!! Meu diário, meus pensamentos... meu amigo!!!
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
LUCIDEZ
LUCIDEZ
Não
esta em suas mãos
A
minha felicidade...
Não
está em suas mãos
O
meu padrão de liberdade
Não
está em suas mãos
As
expectativas que sonhei
Não
está em suas mãos
Os
caminhos que percorrerei
Somos
almas afins e loucas,
Sobreviventes
que comungam a solidão.
Em
minhas mãos
Está
o recomeço de tudo aquilo que não vivi
Em
minhas mãos
Está
o sonho de emanar luz
Em
minhas mãos
Está
o desejo de apenas ser...
Em
minhas mãos
Está
a determinação de transgredir em amor!
Sou
Solo Sagrado
Sou
terreno vazio pronto para ser fertilizado.
Por: Lucileyma
Carazza
Eu
não queria que tivesse sido assim. Eu não queria. Sei lá. Que agonia
desgraçada. Por um detalhe, por um mísero detalhe quebramos o elo. Por um
singelo desencontro de corações. Por um momento achei que estava louco. Perdido
de tudo. Aff. Eu queria é ficar mudo, mas não dá, porra. Não dá pra não pensar.
Não gritar. Sim, meu grito é isso aqui. É essa palavra. Essa também. Não sou do
tipo zen. Nunca fui. Devo ser parente do Cazuza. Exagero, sim. Venero, sim.
Corro e me perco, sim. Te perco. Não. Não acredito que te perdi. Aliás,
não vou comprar essa culpa, não. Você que me perdeu. Não acredito que mais uma
vez me vi nessa posição. O mundão tá cheio dessa gente que não perde nada. Que
é só marketing, vitória e piada. Aqui não funciona assim. Minha vida não é bala
de cetim. É bala que fere, que rasga, que mata. É, eu realmente não sei o que
fazer quando nos imagino intensos pelos cantos. Não entendo de sós, só de
tantos. Olha, nem era pra eu escrever isso. Não era pra eu contar pra ninguém.
Mas contei pra um amigo. Ele sabe muito de mim e com alguém eu precisava
dividir o que senti. Ah, que maravilha o que vivi no meio daquelas gargalhadas.
Minha alma não estava preparada pra sua chegada; o que dirá pra sua partida.
Algum idiota me falou que é assim. Assim que é a vida.
**
[fábio chap]
terça-feira, 8 de setembro de 2015
POESIAS
POESIAS
Escrevo
poesias
Que
concretizam o tempo
Profetizam
a vida
Que
curam a alma
Que
transgridem em afetuosidade
E
amorosidade
Escrevo
poesias
Para
que a vida se torne mais leve
Para
esvaziar os pensamentos
Para
levar um pouco de conforto
Aos
corações flagelados
Escrevo
poesias
Para
preencher lacunas
Para
suportar as prisões
Para
dizer o que sinto
Para
digerir as emoções
Escrevo
poesias
Porque
é aqui que eu amo
Me
entrego
Me
sinto viva
E
completamente livre...
Por: Lucileyma
Carazza
O QUE É MISTICISMO?
Misticismo
é a experiencia de que a vida não é lógica, de que a vida é poesia; de que a
vida não é silogismo, de que a vida é uma canção. Misticismo é a declaração de
que a vida nunca pode realmente ser conhecida; ela é essencialmente misteriosa.
A
ciência divide a existência em duas categorias: o conhecido e o desconhecido. O
conhecido foi um dia desconhecido; ele se tornou conhecido. O desconhecido é
desconhecido hoje; amanhã ou depois de amanhã ele também vai se tornar
conhecido. A ciência acredita que mais cedo ou mais tarde vai-se chegar a um
ponto de entendimento em que haverá apenas uma categoria: o conhecido, tudo
terá se tornado conhecido. O desconhecido está sendo lentamente reduzido ao
conhecido.
O
misticismo é a declaração de que a vida consiste em três categorias: uma, o
conhecido; outra, o conhecido; e a terceira, e a mais importante, é o
incognoscível – que não foi conhecido e que nunca será conhecido. E esse é o
centro essencial de tudo.
Esse
incognoscível pode ser experienciado, mas não conhecido. Não pode ser reduzido
ao conhecimento, embora seu coração possa cantar sua canção. Você pode
dançá-lo, pode vivê-lo, pode estar repleto e inundado dele – pode estar
possuído por ele – mas não poderá conhecê-lo.
E
agora há a possibilidade de a ciência e a religião poderem se unir, porque os
maiores cientistas também perceberam isso, de uma maneira muito indireta. Por
exemplo, Eddington, Einstein e outros chegaram a uma percepção de que quanto
mais conhecimento eles têm sobre a existência, mais confusos se sentem, porque
quanto mais eles sabem, mais há a saber. Quanto mais eles sabem, mais o seu
conhecimento parece ser superficial. Einstein morreu quase um místico; aquele
velho orgulho de que “chegará o dia em que conheceremos tudo” desapareceu. Ele
morreu de um modo quase meditativo; não morreu como uma cientista, mas mais
como um poeta.
Eddington
escreveu que “Primeiro costumávamos acreditar que o pensamento é apenas um
subproduto” – assim como Karl Marx diz que a consciência é apenas um subproduto
de situações sociais – “um subproduto, um epifenômeno da matéria, uma sombra da
matéria. Matéria é substância; consciência é apenas uma sombra, muito
insubstancial.”
Eddington
diz: “Eu também estava perfeitamente convencido” – porque esse era o clima
daquela época. Durante três séculos, no Ocidente, a ciência foi aumentando o
clima. Eddington cresceu nesse clima, mas finalmente, no final de tudo, em seus
últimos dias, ele disse: “Agora as coisas mudaram. Quanto mais eu me aprofundei
nas investigações, mais me convenci de que o mundo não consiste em coisas, mas
consiste em pensamentos – e a existência se parece menos com matéria e mais com
consciência.”
Esta
é uma boa notícia; a ciência está se aproximando de um grande entendimento.
Esse entendimento está surgindo do seu fracasso em desmistificar a existência.
Mas
eu não vejo um entendimento similar surgindo nas chamadas pessoas religiosas.
Elas estão ficando bem para trás; estão todas falando à moda antiga e estúpida.
Ainda estão obcecadas com os Vedas, o Alcorão e a Bíblia. Não que os Vedas
estejam errados ou que o Alcorão ou a Bíblia estejam errados – eles estão
perfeitamente certos –, mas estão expressados de uma maneira muito antiga,
muito primitiva. Não são capazes de se adequar à ciência moderna. Precisamos de
místicos contemporâneos do mesmo calibre de Albert Einstein, Eddington e
Planck. Esse é o meu esforço aqui: criar místicos contemporâneos, não eruditos
que falem como papagaios sobre os Upanishads e os Vedas. Não, eruditos não
servem.
(Osho, em
"Conhecimento, Inocência e Encantamento")
PONTO
PONTO
Existe
um momento
Em
que devemos silenciar
Acolher
nossos sentimentos
Colocar
um ponto final
E
virar as páginas...
Existe
um momento
Em
que já falamos tudo
Vivenciamos
o necessário
E
não adianta mais lutar
Pois,
não há mais nada a se fazer.
Existe
um momento
Em
que vivenciamos o que tem para hoje
Sem
planejar, ou controlar
Entregues
à deriva da vida
Dos
acontecimentos e de novas experiências
Existe
um momento
Em
que amamos em silencio
Esperamos
com fé o tempo passar
E
nos entregamos à “menoesperança”
Sendo
grato e afetuoso
Existe
um momento
Em
que devemos abandonar
A
monotemática de sempre
Reconectar
a nossa tríade
E
recomeçar em amorosidade
Existe
um momento
Em
que não queremos mais ter razão
Brigar
por qualquer motivo
Ter
alicerces superficiais
E
lutar pelo amor inalcançável
Existe
um momento
Que
preterimos a simplicidade da vida
A
leveza da alma
A
paz de espírito
Regados
de solitude e benevolência.
Existe
um momento
Em
que precisamos voltar
À
nossa zona de conforto
Para
reconectar,
Perdoar
e seguir adiante...
Sempre
existirá um momento;
Mas,
que fique bem claro:
Não
somos apenas um momento...
Somos
frações
Em
infinitos momentos...
Por: Lucileyma
Carazza
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
MEU JARDIM
VANDER LEE
Tô
relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô
revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo
minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô
regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô
limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô
soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô
bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo
minhas cartas, meu começo, meu caminho
Estou
podando meu jardim
Estou
cuidando bem de mim
domingo, 6 de setembro de 2015
A ESCOLHA É SUA
Você
se transforma no que for que sinta. A responsabilidade é sua.
Se
você está se sentindo miserável, é obra sua.
Este
é o significado quando dizemos na India: "É o seu próprio carma."
'Carma'
significa sua própria ação. É o que você faz para si mesmo.
E
uma vez que você compreende que é você quem o faz, você pode abandoná-lo.
Depende
de você. Ninguém o está forçando a sentir-se desse modo.
A
escolha é sua. Você é que escolheu assim.
Talvez
inconscientemente, talvez por razões sutis, que na hora, lhe pareceram boas,
mas que depois se revelaram amargas; de qualquer modo foi você quem escolheu.
É
duro quando é dito que foi você quem escolheu sua miséria, porque o consolo de
que é outra pessoa quem a está criando lhe é tirado; nem mesmo isto lhe é
permitido.
Mas
se você compreender, isso será uma grande liberdade. Então, dependerá de você.
Se você quiser conservar sua miséria, a conservará. Se quiser abandoná-la, não
será forçado a conservá-la nem por um único momento.
(Osho)
Respondendo a alguém:
Dizer sim para a dor, para a tristeza, não
significa ser masoquista ou tornar-se infeliz, mas exatamente o contrário.
Significa abrir espaço para uma nova compreensão, sair da escuridão.
Fugir da dor, da tristeza, negá-las, reprimi-las,
faz com que elas criem raízes ocultas dentro de nós.
Dizer sim para elas, absolutamente não
significa se vitimizar; pelo contrário, significa abrir espaço para compreender
o que está acontecendo dentro de nós, perceber como
criamos isso que acontece e porque o criamos. O nosso estado de tristeza, de
dor, de desânimo está nos mostrando alguma coisa. Dizer sim para ele significa
dizer: "Está bem. Você está aí, não vou lutar contra você. Quero
(verdadeiramente) aprender o que você tem a me dizer, ver o que precisa ser
visto, compreender o que precisa ser compreendido."
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
EU SOU UM TIPO 4
EU SOU UM TIPO 4
Todas
as manhãs
Reforço
este pensamento
Na
esperança que tudo transgrida
Um
romântico
Invejoso
eneatipo
Sexual
É
somos suicidas!
Amamos
intensamente
Temos
a sensibilidade à flor da pele
Escutamos
o que ninguém escuta
Enxergamos
o que ninguém vê
Pressentimos
o que ninguém mais sente
Somos
melancólicos
E
a tristeza insiste em ficar
Amamos
o impossível
Vivemos
a busca insistente
Vivenciamos
amores shakespearianos
Somos
eternos monotemáticos
Um
apego à tristeza
O
desapego das virtudes
E
um buraco no peito nunca suprido
A
sinceridade é uma cova rasa
A
falta de traquejo social
Uma
fuga ao supérfluo
O
estilo próprio
De
se sentir especial...
Ilusões
do ego.
É
que somos movidos por amor
Amor
ágape e incondicional
Renascemos
na equanimidade
E
quando vivenciamos a alegria
Ela
se torna a nossa companheira
INSEPARAVEL!
Por: Lucileyma
Carazza
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
terça-feira, 1 de setembro de 2015
MEIO
MEIO
Não
sou de viver meias verdades, amores pela metade, relacionamentos pelo meio, ou
viver o famoso meio boca.
Sou
dos estremos e sou como kamikaze. Entro de cabeça assumindo os ricos, e lógico,
vou viver intensamente e amar como uma louca...
Não
estou a dizer que não tenho medo... medo de ficar triste, ou medo de ser feliz
nos extremos das escolhas...
Talvez
escolher caminhar pelo meio seria o mais apropriado, mas tenho minhas dúvidas
se não estaria alimentando apenas a minha zona de conforto.
Os
ciclos viciosos existem em mim, os quais necessitam ser revertidos em ciclos
virtuosos...
Esta
é a grande dádiva da vida, viver no presente o que tem para hoje, sendo grato,
sentindo compaixão e em equanimidade.
E
confesso: dói! Mais é muito mais gostoso por ser libertador!
Por: Lucileyma
Carazza
“O
verdadeiro amor só é possível quando nos libertamos do passado. E nos
libertamos do passado somente quando nos harmonizamos com ele. Não é fugindo ou
fingindo que ele não existe - é olhando de frente e permitindo-se compreender
porque as coisas aconteceram como aconteceram. E uma forma de fazer isso é
observando e estudando as repetições negativas e fazendo a relação de causa e
efeito, ou seja, relacionando o passado com o presente.” Sri Prem Baba
GUIAS REAIS E GURUS
O
verdadeiro guia / guru não tem mais verdade do que você tem.
Mas,
provavelmente tem menos opinião,
menos
preconceito, menos estreiteza, menos necessidade de discutir, conceitualizar,
julgar ou condenar.
Tendo
dissolvido as barreiras para a verdade para si,
pode
ajudá-lo a reconhecer as suas próprias barreiras.
Ele
não pode levá-lo para a verdade, mas pode mostrar-lhe
como
você se impede de perceber a verdade.
De Sabedoria Diário por
Paul Ferrini
É PRECISO IR EMBORA.
Ir
embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim,
que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam,
separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É
chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo. Nem sua
mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua empregada, nem ninguém. Parece
besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do
próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível
ou imprescindível. Lide com isso.
É
preciso ir embora.
Ir
embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja
por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais
porque você foi embora – apenas sente por mais tempo! O sentimento não muda.
Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversario, você estando aqui ou na
Austrália. Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é
politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe,
pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo que vai
terminar a frase “Que saudade de você…” com “por isso tô te mandando esse
áudio”; ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem”
ou ainda “desce agora que tô passando aí”.
Então
vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você
sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém.
Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos,
por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo.
Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de
cima do avião.
As
desculpas e pré-ocupações sempre vão existir. Basta você decidir encarar as
mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas.
Por:
Fabrício Carpinejar via Engenheiro Andarilho.
...
...
Ah!
Coração de carne-moída...
Que
vive como tormenta
Que
ama a ilusão de ter encontrado...
Um
pescador astuto e sagaz
Te
espero como seu porto seguro
Para
sentir suas mãos deslizar pela cintura
Me
puxar pelos cabelos
Me
fazer mulher
Ah
pescador!
Volte
para a minha calmaria
Por: Lucileyma
Carazza
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
ANESTESIADA
ANESTESIADA
Sempre
envolta
Em
pensamentos
Movimentos
e amorosidades
Havia
uma zona de conforto
Almejada
e alcançada
E
a insegurança de estar vivendo um “fake”
É
que a tal da felicidade
É
viciante
E
me apaguei a ela (com unhas de onça)
Surge
o desconforto
Que
aperta o peito
E
me faz desejar e sonhar
Me
comparo e me perco
Me
mutilo em lágrimas
E
a dor reina na alma
Abusada
a “persona non grata”
Chega
achando-se a tal
E
por horas me flagelo
Só
por hoje
Só
por esta noite
Só
neste momento
Porque
nasci para ser livre
Amar
incondicionalmente
E
para ser feliz acima de tudo
Nada
que me mantenha na infelicidade
Pode
ser encarada como uma normalidade
Olho
para a dor, reconecto, me acolho e recomeço.
Saio
do desconforto
De
querer algum benefício com a tristeza...
É
hora de parar de sofrer e de perder tempo
É
hora de dançar um “pas-de-deux”
Vestir
o meu melhor vestido,
Passar um perfume e o meu velho batom vermelho
Enfrentar
a vida com um sorriso
Gritante
na face (mesmo que forçado)
Porque
ela merece ser reverenciada
Toda
dor me leva a um aprendizado
Que
me faz ver e rever padrões enraizados
Mazelas
de um ego que sempre me “fode”
Estou
cansada e exausta
Sinto
muito
Quero
reverter o padrão
Voltar
para a luz
Vivenciar
minhas loucuras
E
viver amorosidades
Sendo
grata
Vivendo
com compaixão
Em
equanimidade
Por: Lucileyma
Carazza
domingo, 30 de agosto de 2015
FERIDAS MATERNAS
PAUL FERRINI
Aqueles
que têm feridas maternas têm dificuldade em aceitar a si e aos outros. Eles não
se sentem merecedores de amor. Não sabem como nutrir a si mesmos ou às outras
pessoas. Para atuar na vida, frequentemente constroem uma parede em torno de
seus corações e não deixam alguém entrar facilmente. Eles têm dúvidas e medos
como qualquer outro, mas rapidamente os escondem. Têm medo de sentir qualquer
coisa. Não se dão bem com intimidades.
Há
dois tipos de ferida materna. Uma vem da mãe ausente ou de cuidados maternos
insuficientes. A outra vem de uma mãe dominadora ou de uma exagerada
maternidade.
Pessoas
que receberam insuficientes cuidados maternos não se sentem emocionalmente
protegidas. Elas têm fome de amor e de aceitação e frequentemente envolvem-se
em relacionamentos codependentes com mães substitutas, na tentativa de
experimentarem a maternidade que não experienciaram durante o crescimento. São
carentes e frequentemente esperam demasiadamente dos seus relacionamentos. Como
resultado, seus relacionamentos frequentemente terminam em decepções e fazem
ressurgir antigos sentimentos de abandono. Porém, mesmo as decepções amorosas
não as livram da procura desesperada de aprovação e de apoio dos outros. Isto
ocorre porque elas têm medo de ficar sozinhas. Experienciam intensa solidão e
não sabem como encontrar a força interior para afirmar a si mesmas, bem como às
próprias experiências.
Pessoas
com este tipo de ferida materna necessitam aprender a dar a si mesmas a
nutrição que foram incapazes de encontrar em suas mães ou em mães substitutas.
Elas necessitam aprender a interiorizar e a abrir um espaço para si mesmas.
Precisam cultivar o amor e a aceitação por si mesmas, a cada momento.
Por
outro lado, pessoas que receberam demasiados cuidados maternos, frequentemente
se sentem sufocadas ou controladas pelo amor da mãe. A mãe frequentemente as
via como uma extensão delas mesmas e não disponibilizava limites saudáveis para
a criança. A criança cresceu sentindo-se inapropriadamente responsável pela
felicidade da mãe. Este é um fardo pesado para carregar.
As
pessoas que apresentam esta versão da ferida materna têm dificuldades de cortar
o cordão umbilical. Mesmo como adultos, são profundamente influenciadas ou
emocionalmente controladas por suas mães. Elas necessitam cortar o cordão
umbilical psíquico com suas mães e aprender a estabelecer limites saudáveis.
Se
não cortarem esse cordão psíquico, não formarão sua individualidade. Não aprenderão
a ser independentes e autosustentáveis. Não estarão aptas para receber a
energia do Pai.
Há
ainda outro padrão de comportamento que é típico de alguém com uma ferida
materna. Este comportamento pode originar-se tanto de uma excessiva, quanto de
uma escassa maternidade. Neste padrão há um corte forçado e prematuro do
cordão, na vida da criança. Isto pode acontecer porque a mãe morre ou porque
ela é abusiva, e a criança é forçada a dela se desconectar. Em qualquer dos
casos, a criança descarta internamente todos os seus sentimentos. Ela se solta
da sua mãe e torna-se independente bem cedo na vida.
Usando
uma couraça sobre seu coração, acredita que não necessita de ninguém. A criança
torna-se determinada a viver sem amor ou intimidade.
Ainda
em outra versão desta mesma ferida, a criança parte para a guerra com a mãe
opressora, lutando por sua vida emocional, expulsando a mãe para longe. No
entanto, dela não se desconecta totalmente. Assim, a guerra continua ao longo
da idade adulta.
Frequentemente,
a pessoa com uma significativa ferida materna não tem filhos. Todavia, se os
tem, pode afastar seus filhos para longe de si e forçá-los a se tornarem
independentes prematuramente. Ela não será capaz de negociar a dependência dos
filhos em relação a ela. Possivelmente, contratará uma mãe de leite ou deixará
a criança com outros que possam desempenhar a maternidade. Ou, talvez, irá
abandonar suas crianças, assim como ela mesma foi abandonada, quando criança.
A
criança, uma vez adulta, não pode evitar transmitir alguma versão da sua ferida
materna para seus filhos. Ele ou ela podem tornar-se como a própria mãe, ou
podem ir para o outro extremo, numa tentativa de se protegerem da sua mãe.
Todavia, se ele ou ela não trabalhar sua própria cura emocional, esta tentativa
inevitavelmente falhará.
Gostemos
disso ou não, sem fazer o nosso trabalho, passaremos adiante a nossa ferida. A
menos que nos comprometamos a curar nossa ferida materna, projetaremos nossas
dores sobre os outros. Se não recebemos ou não nos damos uma saudável
maternidade, é improvável sejamos boas mães. Não saberemos simplesmente como
fazer isso.
Muitas
mães feridas abusam de seus filhos, rejeitam-nos ou mesmo os abandonam. As
oportunidades existem, mas estas mães não estão conscientes de suas feridas. O
comportamento da mãe é reativo e inconsciente. Elas não vêem ou sentem a dor
que causam a seus filhos, porque elas nunca se permitiram sentir a própria dor.
Elas
se sentem culpadas acerca de como trataram seus filhos, mas elas não podem
acessar essa culpa. Ela está profundamente enterrada.
Trazer
à tona tudo isto, a partir da superfície, pode ser uma proposta amedrontadora.
O coração ferido preferiria não se abrir a tal situação. Não desejamos encarar
nossa culpa, porque ela é apenas a ponta do iceberg. Uma vez que começamos a
admitir nossa culpa e a sentir a dor que causamos aos outros, começamos a ver a
raiz de todas as dores. Começamos a sentir o medo, o abandono, a crítica, até
mesmo o abuso que experienciamos nas mãos de nossas próprias mães.
Se
ainda não temos a coragem de assumir a jornada curadora através da nossa culpa
e da nossa dor, continuaremos sentados no pequeno barril de dinamite emocional.
Mais cedo ou mais tarde, alguém com o tipo certo de ferida materna penetrará em
nossas vidas e riscará o fósforo. Gostemos disso ou não, as nossas feridas mais
profundas estão fadadas a ter seus gatilhos acionados. Todos nos curamos, cedo
ou tarde.
Podemos
nos poupar de muito tempo e sofrimento se tivermos a coragem de falar sobre a
nossa dor e de compartilhá-la com os outros. Isto não é fácil para a pessoa que
reprimiu o seu trauma e enterrou a sua dor. Ela se magoa, mas guarda muito bem
o seu segredo. Ela caminha através da vida com uma máscara de ferro que diz:
“Estou ótima. Deixe-me só. Eu nada necessito de você”.
É
claro que isto não é verdade. Ela necessita e muito, mas não deseja admitir
suas carências. Nada procura exteriormente, nem permite que outros se
intrometam. Ela se afastará de forma defensiva e terá dificuldades em relação
aos outros. Rejeitará aberturas para amizade ou afeto, rejeitando amor e
intimidade.
Desse
modo, os outros aprendem a dar-lhe um amplo espaço. Assim, ela é abandonada
novamente. No entanto, esta é uma dor pequena e familiar. E ela prefere afastar
os companheiros potenciais, a abrir o coração a outro ser humano, com risco de
pagar o preço temido. Em algum nível, ela sabe que já pagou este preço e não
poderia se predispor a fazê-lo novamente.
Tal
tipo de pessoa está dando voltas em torno de um enorme buraco negro psíquico na
sua barriga, porque é ali onde o cordão umbilical foi cortado. É onde a ferida
se encontra e permanecerá até que ela tenha a coragem de encará-la, tenha a
coragem de pedir pelo amor e aceitação de que ela necessita tão
desesperadamente.
Naturalmente,
para a pessoa conseguir o que ela necessita, a máscara precisa cair. Ela deve
se permitir ser vulnerável e carente. Ela deve abrir o coração e permitir que
outros entrem.
Ambos,
homens e mulheres podem ter esta versão de ferida materna, ou outras. Todos
eles sofrem a incapacidade de receber amor.
Naturalmente,
se não podemos receber amor, também não poderemos dá-lo. Se há uma ferida
materna, há também a possibilidade de se encontrar uma ferida paterna.
Frequentemente, quando o nosso relacionamento com a mãe é difícil, fazemos uma
supercompensação e abraçamos a energia do pai com um zelo extraordinário. Ou
então, nos tornamos como as nossas mães e atraímos um companheiro como o nosso
pai, que é fraco, distante ou emocionalmente indisponível.
Muito
pouco de um dos pais frequentemente significa bastante do outro. Em qualquer
caso, perdemos o equilíbrio requerido pelo nosso psiquismo.
Todas
as pessoas com a ferida materna devem entender seus padrões e trabalhar para
curá-los. A menos que o nosso relacionamento com o princípio feminino seja
curado, nossos relacionamentos com as nossas mães, irmãs ou padrões femininos
não podem ser saudáveis. Além do mais, nós não estaremos prontos para o
relacionamento correto com a nossa Fonte. Não nos sentiremos conectados com a
essência do nosso Ser, porque é isso que a Divina Mãe é.
Todos
nós, com feridas maternas, necessitamos aprender a deixar o amor entrar.
Precisamos aprender como receber o amor incondicional e a aceitação da Mãe
Divina. Precisamos aprender a dar o amor da Mãe a nós mesmos.
Paul Ferrini
SER
AUTÊNTICO E AUTO AUTORIZADO EM NOSSAS RELAÇÕES COM OS OUTROS
Relações maduras permitem a
cada pessoa ser quem é. Isso não significa que haja nenhum momento de tensão,
transgressão ou confusão sobre os limites de cada um. Todas as relações
experimentam estes momentos. Mas, em geral, as pessoas em relações saudáveis,
apreciam um ao outro como eles são, sem precisar fixarem ou mudarem um ao
outro. Isso significa que eles são livres para se serem quem são e não têm que
usar uma máscara ou adotar um papel incômodo para permanecerem na relação.
A pergunta "eu posso ser eu mesmo com você?" deve ser perguntada a respeito de toda relações que nós temos. Os amantes, os sócios, os amigos íntimos, deveriam estar perguntando isto um ao outro. As crianças deveriam estar perguntando isto aos pais delas.
Se a resposta para esta pergunta for "Não", nós precisamos saber por que. É porque a outra pessoa não nos permite sermos autênticos ou é porque nós não confiamos em nós mesmos suficientemente para nos revelar completamente? Ou será uma combinação da nossa falta de confiança, por um lado e a falta de aceitação por parte deles, pelo outro?
Geralmente, o grau em que nós confiamos em nós mesmos, em que falamos e agimos autenticamente, determinará o grau em que nós atraímos as pessoas que nos aceitam como nós somos. Quanto mais comprometidos com nós mesmos somos, mais tendemos a atrair outros que gostam de nós e nos respeitam como nos somos.
Paul Ferrini
(Traduzido do livro “ The
Power of Love”)
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