Capsicum frutescens in anus autrem kisucus est!!!!! Meu diário, meus pensamentos... meu amigo!!!
terça-feira, 15 de setembro de 2015
INFANTIL
INFANTIL
Enquanto
adultos
Temos
atitudes infantis
Enquanto
crianças
Temos
atitudes adultas
O
ego reage na infância
Quando
não sabemos nos proteger
Ele
nos protege, ele é útil!
O
ego reage na fase adulta
Quando
sabemos nos proteger
Ele
nos “fode”!
Qualquer
situação
Que
me leve ao desconforto
Me
faz entrar em contato com esta dor infantil
Um
ciclo vicioso
Sem
fim e propósito
Do
qual não sabemos como lidar
A
maioria das pessoas
Não
estão aptas
A
sentir e a compreender esta “matrix”
Ficar
aqui esperneando
Não
muda o entendimento alheio
E
a impotência faz parte do humano
Dar
a volta por cima
Recomeçar
aceitando o óbvio:
Nem
tudo vai ser a maneira que ansiamos.
Por: Lucileyma
Carazza
INAPROPRIADO
Qual
seria o benefício?
De
manter esta tristeza,
De
alimentar esta dor?
Qual
seria o benefício?
De
alguns momentos de prazer
De
caricias e chamegos?
Seria
o apego ao sofrimento
Que
rasga com uma faca
Adentrando
no peito...
Seria
esta carência,
Ou,
o ego que imagina amor
Aonde
não nunca existiu respeito?
Fato
é que as pessoas
Simplesmente
não se importam;
E
caio na miséria do meu ser te libertando!
Assumo
a minha fragilidade
A
minha carência
Suplicando
por amor
Assumo
ser nada
Vazia
e desesperada
Louca
e sombria
Assumo
a chatice
De ser a poetisa solitária
Melancólica,
improdutiva e decadente
Assumo
todo o negativismo
Toda
a insignificância
Toda
rejeição
Assumo
a burrice
De
amar sem me proteger,
De
viver e sonhar com o simples
Assumo
esta falta de confiança
Esta
insegurança
E
esta infantilidade
Fato é que tudo
que assumimos
Honestamente
em nosso ser
Sai
das trevas em direção à luz
E
é disso que necessito:
Não morrer por Amor
Transformar dor em paz.
Por: Lucileyma
Carazza
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
ENEAGRAMA E O ORGASMO
ENEAGRAMA E O ORGASMO
TIPO 1
O
orgasmo foi ok, mas eu posso fazer melhor. Vou me esforçar mais da próxima vez.
TIPO 2
Vamos
criar uma conexão profunda e íntima, então poderemos ter um belo orgasmo
juntos.
TIPO 3
Eu
vou te dar o melhor orgasmo da sua vida. Você vai ficar tão impressionado
comigo baby.
TIPO 4
O
orgasmo é uma alegria breve e fugaz no meio de um oceano de dor neste mundo
feio e danado.
TIPO 5
Sim,
foi bom com você, mas, por favor, sem expectativas sobre um relacionamento.
TIPO 6
Você
fingiu aquele orgasmo, não fingiu? Vamos, admita!
TIPO7
Uau!
Foi ótimo! Vamos fazer de novo... Com alguém diferente!!
TIPO8
Maior,
mais forte, mais profundo, mais longo, mais alto... MAIS!
TIPO 9
Ah...
sim, grata, eu estou bem. Como foi para você?
PESCARIA
PESCARIA
Entre
chegadas e partidas
Pegadas
e “cruzadas”
Encruzilhadas
e libertações
Um
pé na ansiedade
Outro
na melancolia
Opostos
que se atraem
A
estação está mudando
Somos
corpos ardentes
Num
ritual sagrado nesta manhã fria
Aproxima
à primavera
E
o meu corpo incendeia
Mesmo
que seja apenas nesta manhã
Entregue
a um momento
Estou
em chamas
A
energia flui em meus poros
Com
a respiração ofegante
Não
existe medo e nada a se perder
Estou
no presente...
A
liberdade reina em mim
A
felicidade depende de mim
E
neste jogo do amor decido...
Não
sou adepta do apego
Corro
com os lobos
Uivo
para a lua
Nado
com as tartarugas
Comungo
acordes líricos e mágicos
Não
sou domesticável
A
rotina a mim não pertence
Sou
inquieta de coração
Rogo
por sabedoria e distribuo amorosidades
Brava
como uma onça
Não
quero os padrões desta sociedade
Por
isto, sou torta e louca...
Talvez
seja a minha burrice,
Ou
o danado do ego
Me
enterrando na solidão...
Ouço
vozes que me acolhem
A
Fé reina em mim
E
tudo ficará bem
Não
há mais nada a ser feito,
Ou
dito...
A
primavera se aproxima!
Sede
de vida paira em mim
Nada
mais me importa
Quero
leveza na alma
Eu
decido
Porque
Simplesmente
amo!
Por: Lucileyma
Carazza
domingo, 13 de setembro de 2015
SOBRE A CULPA
A
culpa é parte da mente egocêntrica; ela não é espiritual. As religiões a
exploram, mas ela nada tem a ver com espiritualidade. A culpa simplesmente lhe
diz que você poderia ter feito diferente.
Trata-se
de um sentimento do ego, como se você não fosse impotente, como se tudo
estivesse em suas mãos.
Nada
está em suas mãos. Você próprio não está em suas mãos. As coisas estão
acontecendo, nada está sendo feito. Uma vez entendido isso, a culpa desaparece.
(...)
A
culpa lhe dá uma noção errada de que você é poderoso, de que você é capaz de
fazer tudo. A culpa é a sombra do ego: você não podia mudar a situação e está
se sentindo culpado a respeito. Se você a investigar profundamente, perceberá
que você era incapaz, e toda a experiência o ajudará a se tornar menos
egocêntrico.
Se
você ficar observando o formato que as coisas tomam, as formas que surgem e os
acontecimentos que se desenrolam, aos poucos abandonará o seu ego. O amor
acontece – a separação também. Nada podemos fazer a esse respeito. Isso é o que
chamo de uma atitude espiritual: quando você entende que nada pode ser feito,
quando entende que você é apenas uma minúscula parte de uma tremenda vastidão.
- Osho -
sábado, 12 de setembro de 2015
POSTURA
POSTURA
A
inspiração que acompanha
A
sensibilidade intensa que maltrata
E
pensamentos que atormentam
Com
acordes clássicos
Me
conforto em um abraço
E
elevo o padrão vibratório da alma
Arquétipos
me foram úteis
Mas
não me sustentam mais
O
ego começa a se aquietar
Ele
ainda pirraça
Esperneia
Tripudia
Suspiro
e acolho
O
desconforto provocado no corpo
Esta
tudo bem cuidarei de nós...
Existe
muito amor em mim
Não
precisamos nos maltratar mais
Podemos
seguir adiante
Meios
tortos
Mas
inteiros
Para
vivenciarmos quem somos.
Por: Lucileyma
Carazza
AS 4 FASES DA VIDA JUNG
SOBRE OS ARQUÉTIPOS,
O PSICÓLOGO SUÍÇO CARL GUSTAV JUNG DIZ EM SEU LIVRO O HOMEM E SEUS
SÍMBOLOS:
O
arquétipo é uma tendência para formar tais representações de um motivo de
representações que podem variar muito em detalhes, sem perder um padrão básico
... Eles são de fato uma tendência instintiva (...) É essencial para insistir
que eles não são meros conceitos filosóficos. Eles são peças da própria
vida imagens, que estão integralmente ligados ao indivíduo através da ponte das
emoções. portanto, herdou representações, mas as chances de representações
herdadas não tratada. Nem são herança individual, mas, em essência, em
geral, como você pode ver pelos arquétipos ser um fenômeno universal.
O animus é
o arquétipo através do qual nós nos comunicamos com o inconsciente coletivo. Ele
também é supostamente o "responsável" para a nossa vida amorosa.
De
acordo com Jung são quatro etapas essenciais no desenvolvimento do animus:
Hércules, Apolo, Hermes e Sacerdote.
1. HERCULES OU O
ATLETA
Nesta
fase estamos principalmente preocupados com nossa aparência, a forma como o
nosso corpo parece. Durante esta fase, que poderia ficar horas observando
e admirando nosso reflexo no espelho. Nesta fase, o nosso corpo e
aparência são a coisa mais importante para nós, nada mais.
2. APOLLO OU
GUERRERO
Durante
esta fase, a nossa principal preocupação é ir para fora e conquistar o mundo,
fazer o seu melhor, seja o melhor e obter o melhor, para fazer o que eles agem
como guerreiros e guerreiros agir. Esta é uma fase em que estamos
continuamente maneiras de obter sobre todos os outros, um passo de comparação,
para derrotar aqueles que nos cercam para se sentir melhor, porque temos
conseguido mais, porque somos guerreiros, corajosos.
3. SACERDOTE OU A
DECLARAÇÃO
Nesta
fase você percebe que o que foi feito até agora não é suficiente para você se
sentir realizado e feliz, agora que você está procurando maneiras de fazer uma
diferença no mundo, maneiras de servir aqueles que o rodeiam. Nesta fase
você está preocupado sobre como começar a dar. Dinheiro, poder, posses,
etc., será ainda aparecem em sua vida, mas já não vai dar-lhes o mesmo valor
que antes, você não estão ligados a essas coisas porque você encontrar uma
outra fase da sua vida, onde você sabe que há mais vida do que o material. Você
vai estar à procura de maneiras de parar de pensar só em si mesmo, formas de
receber e começar a se concentrar em viver uma vida de serviço. Tudo o que
você quer fazer nesta fase é dar. Você sabe que dar é receber e é hora de
parar de ser egoísta, egocêntrica e egoísta e pensar em maneiras de ajudar
aqueles em necessidade, para fazer isso melhor do que era quando você começou
mundo.
4. HERMES OU A FASE
DO ESPÍRITO
De
acordo com Jung, esta é a última etapa do animus, um estágio em que nos
damos conta de que nenhum desses estágios são realmente quem ou o que somos. Nós
percebemos que somos mais que nossos corpos, somos mais do que nossas posses,
mas os nossos amigos, nosso país e assim por diante. Concluímos que somos
seres divinos, seres espirituais tendo uma experiência humana, e não seres
humanos tendo uma experiência espiritual. Agora somos capazes de nos
observar de uma perspectiva diferente. Estamos agora em condições de sair
de nossas próprias mentes, fora do nosso próprio corpo e entender o que eles
realmente são, para ver as coisas como elas são. Nós nos tornamos o
observador de nossas vidas.
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
RECOLHER-ME
RECOLHER-ME
Nós
dois sabemos
Que
não é elegante nos amarmos...
Mas
o que fazer?
Com
esse sentimento que reina em mim...
Com
essa vontade louca
De
te fazer à leitura e a releitura
Como
um bom livro
Da
minha cabeceira
Queria
compartilhar meu mundo
Te
mostrar minha estrada
Ser
a sua inspiração
E
o real motivo dos seus desejos...
O
que fazer com este anseio,
Com
esse sonho torpe que me flagela,
Degenera
e destrói;
Me
levando a precipícios emocionais...
Estou
cansada
Desse
deserto infértil
De
estar à deriva
Como
um navio fantasma
Cansada
de ser levada com o tempo
De
não possuir um porto
Para
a minha cabeça deleitar
E
os pés aterrar
Cansada
de ser esta poetisa
Melancólica
e monotemática
Que
se expandi em reflexões sem nexos
E
textos incoerentes...
Tudo
culpa desse danado de coração
Que
insisti amar o impossível
Que
não tem fundo
E
que só sabe amar...
É
o momento de me retirar
Ficar
reclusa e não me expor
Pois
existe uma sensibilidade surreal
Quase
impossível de suportar
Não
há mais nada a ser dito
Muito
menos o que se fazer
Qualquer
ato a partir de agora
Seria
a mais pura falta de amor
Falta
de amor...
Excesso
de amor!
Por
amar demais
O
que não é correspondido.
Por: Lucileyma
Carazza
DEVIDOS A VOCÊS
Sou o
que sou, devido a vocês.
Sou
artista, poeta e menino.
Aquilo
que sou...
Com
milhões de detalhes,
São
reflexos de bons traços.
Somente
seus.
Muito
me alegra recordar
Saber
que meu berço fez historia
A
preencher com palavras
A
página branca que quero contar.
De
Minas nascer e entoar
Da
pequena Lajinha
A
minha avó Júlia.
Com
seu jeito de ser fez falar.
E das
terras vermelhas de Barão
A
minha avó Maria.
Com
seus crochês e sistemática sempre a cuidar.
A você
minha irmã Andréa
Desde
criança e sempre presente
Mesmo
nas brigas,
Soube
de longe e na despedida.
lágrimas
e uma eterna amizade inaugurar.
De
Fabri minha tia
Minha
mãe segunda linha
Sempre
lembro os dias felizes,
Que
sempre tão juntos,
Fim de
ano sempre a celebrar.
A você
flor a brilhar meu jardim
A
minha mãe bela Lúcia
Que
desde ao ventre de maneira simples
Chega
a reinventar o amor.
Minas
mãe minha rosa flor.
É
devido a vocês Mulheres e rainha de minha vida
Tão
singelas marias
Hoje
me alegro em celebrar
O que
sou e devido a vocês vou.
Por:
Sérgio Dias
A
crise é da alma; que não se acalma nem num dia bom.
A
crise é do peito; que não sabe direito onde pousar.
A crise
é da mente; que mente pra gente dizendo ‘tá tudo bem’.
A
crise é de quem ama e não consegue dizer 'quero ir além da cama'.
A
crise é de quem transa e trava pra dizer ‘era só isso mesmo, tchau’.
A
crise é moral; tamo cagando pro bem estar próximo.
A crise
é religiosa; Jesus foi foda, mas, nossa, o fã clube tá fodendo tudo.
A
crise é no foco; estamos sem mira. Primeiro a gente atira, depois pergunta.
A
crise é absurda e tem tão pouco a ver com dinheiro.
A
crise é o corpo inteiro querendo utopia: cabeça tronco e membros precisando de
novos tempos
(...)
pra
sonhar
**
[fábio
chap]
REAL HOMEM DEUS
Quanto
ao tempo
E logo
no prazo satisfazer.
Pimenta
no olhos do outro,
Sem
duvida a todos é refresco.
E ao
ar livre a videira esbanja segredos
E o
mel que se colhe
Traz o
sal que adoça a certeza.
Que os
sabores da terra,
É vida
que como um eu,
E o
vento que sopra.
São
suaves cuidados,
De um
Belo que olha e saúda.
De uma
amante certeza
Deu um
real homem Deus.
Por:
Sérgio Dias
Vinhos
e palavras
Olhos
de almas parente
Sentimento
de amigos mais.
Calma,
paciência de amor e paz.
Numa
noite encontrar seu olhar
Pela
estrada amizade a começar
Bem
depois, quantas prosas zelar.
Descobri...
O
vento que celebra sua paz.
Cada
instantes que com vinhos.
Seus
sigilos de prazeres se desfaz.
E o
amor que sobrevive és tão mais.
Descobri...
Que em
torno de uma mesa.
Se a
vinho e palavras,
Nossa
sempre amizade.
Logo,
logo é poesia com café
Somos
amigos das Minas Gerais.
Por:
Sérgio Dias
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
RECONHECER
RECONHECER
É
agonizante conviver
Com
esta dualidade constante
E
rogar pelo equilíbrio da tríade.
É
aterrorizante aceitar
A
fragilidade irritante
E
esta sensibilidade angustiante
“Dizem”
que é coragem
Assumir
a loucura
E
parir para vida
É
um “foda-se” para quem não entende
E
que nunca vai sentir,
Por
viver em fuga de si próprio.
Olho
para o Mundo
Com
muita Compaixão...
Não
sou do Mundo, eu sinto muito!
Sou
da Vida!
Sou
pelo amor e por amor,
Não
sei ser de outra maneira...
Talvez
seja por isso
Que
tanto rumino
Que
vivo em processo de digestão
Aceito
com humildade
Reconheço
o amor,
Desisto
de lutar e me entrego
Só
sei sentir...
É
na dor
Que
me torno um SER melhor!
Porque
sinto gratidão
Transbordo
em compaixão
E
suspiro por amor.
Por: Lucileyma
Carazza
A SEPARAÇÃO E A EXPIAÇÃO
“aviso esse texto do
Um Curso em Milagres comentado por mim é bem grande. só pra quem se interessa
em Um Curso em Milagres”.
No UCEM podemos ler
(abaixo) estes dois parágrafos no Segundo Capítulo: A SEPARAÇÃO E A EXPIAÇÃO -
no item VI: Medo e conflito:
5.
O medo é sempre um sinal de tensão,
surgindo todas às vezes em que o que queres conflita com o que fazes. Essa
situação surge de duas maneiras: primeiro,
podes escolher fazer coisas conflitantes, seja simultaneamente ou
sucessivamente. Isso produz um comportamento conflitante que te é intolerável,
porque à parte da mente que quer fazer uma outra coisa é ultrajada. Segundo, podes comportar-te como pensas
que deverias, mas sem quereres inteiramente fazê-lo. Isso produz um
comportamento consistente, mas acarreta grande tensão. Nos dois casos, a mente
e o comportamento estão em desacordo, resultando em uma situação na qual tu
estás fazendo o que não queres totalmente fazer. Isso faz surgir um senso de
coerção que usualmente produz fúria e a projeção está propensa a vir em
seguida. Sempre que há medo, é porque ainda não escolheste em tua mente.
Portanto, a tua mente está dividida e o teu comportamento inevitavelmente vem a
ser errático. A correção ao nível do comportamento pode deslocar o erro do
primeiro para o segundo tipo, mas não obliterará o medo.
6.
É possível alcançar um estado no qual trazes a tua mente para a minha
orientação sem esforço consciente, mas isso implica em uma disponibilidade que
ainda não desenvolveste. O Espírito Santo não pode pedir mais do que aquilo que
estás disposto a fazer. A força para
fazer vem da tua decisão não dividida. Não há tensão em fazer a Vontade de Deus
tão logo reconheças que ela é também a tua. A lição aqui é bastante
simples, mas particularmente propensa a não ser vista. Portanto, vou repeti-la,
urgindo para que a ouças. Apenas a tua
mente pode produzir medo. Ela faz isso sempre que está conflitada em relação ao
que quer e produz tensão inevitável, porque o querer e o fazer estão em
discordância. Isso pode ser corrigido só através da aceitação de uma meta
unificada.
............................
O
medo ocorre quando aquilo que você quer conflita com o que você faz. Há dois
tipos de conflito. Ambos os tipos,
entretanto, tornam-se somente compreensíveis quando você reconhece uma coisa
crucial: Em ambos os tipos, a mente é dividida entre o que nós podemos chamar
nosso lado "melhor, idealista, baseado em perfeccionismo exigências
etc." e o nosso lado "inferior, medroso, carente, dependente, que não
deveria ser do jeito que é... etc.".
Estão
aqui descritos os dois tipos de conflitos:
1.
Você quer coisas opostas - você quer o mais nobre e melhor e você também quer o
que é inferior - e isto resulta num comportamento conflitante. Você então faz
coisas contraditórias sucessivamente ou simultaneamente. Sempre que uma parte
de você faz uma coisa, a outra parte de sua mente que quer fazer outra coisa é
ultrajada, porque ela não está conseguindo fazer o que quer.
2.
Você comporta-se consistentemente: você expressa somente o lado melhor de sua
mente. Mas sua mente está dividida ainda; o lado inferior ainda está lá,
querendo atuar um outro tipo de comportamento. Este lado consequentemente é
frustrado constantemente. O resultado não é diferente do primeiro caso. Uma
parte de sua mente que não está sendo expressada é ultrajada. Não está fazendo
o que quer.
Quando
você está experimentando o primeiro tipo de conflito, parece que seu erro está
no nível comportamental: Você está fazendo coisas ruins ao lado das coisas boas
que faz.
Então
você tenta corrigir nesse nível. Você faz seu comportamento consistente;
refletindo só o lado melhor de você, e deixa o lado inferior sem expressão.
Tudo o isto, entretanto, apenas movimenta o problema do primeiro tipo ao
segundo tipo. Mas nós ainda temos uma pergunta sem solução:
Se,
como diz o texto: "O medo é sempre um sinal de tensão, surgindo todas às
vezes em que o que queres conflita com o que fazes. “
Por
que esta discórdia entre o querer e o fazer causam o medo?
Nós
já vimos, o que o causa o ultraje de uma das partes é porque a parte do querer
não expressada não consegue o que quer. Eu posso somente concluir que o medo é
produzido em uma forma muito similar ao ultraje. A parte de sua mente que não
está sendo expressada torna-se receosa de que nunca irá conseguir o que quer.
O
comentário sobre a projeção ("Isso faz surgir um senso de coerção que
usualmente produz fúria e a projeção está propensa a vir em seguida.”) parece
importante. Você fica com raiva pelos resultados de seu próprio conflito
interno, mas então você projeta a responsabilidade pela sua condição lá fora,
no mundo exterior (em pessoas, em eventos, em situações, em como foi seu
passado e as suas conseqüências atuais). Agora você pensa que o seu problema é
uma falha do mundo e que o fato de você não estar conseguindo o que você quer
vem, virá ou veio de fora. O mundo o está privando, ficando no meio do seu
caminho, não sendo justo. Isto conduz ao medo do mundo, medo de que o mundo
continuará a impedir você de ter o que você quer.
Para
ver este processo basta olhar para nossas próprias vidas. É porque nós nos prestamos em fazer coisas opostas, expressando ambas
as partes de nossa mente, que nos afligimos. Caso tentarmos fazer nosso comportamento mais consistente, expressando
somente nossas melhores intenções, a parte inferior de nossa mente torna-se
quase vulcânica em sua impotência e frustração.
Quem
aguenta permanecer assim por muito tempo, ficando neste ping-pong, para a
frente e para trás, entre os dois tipos de conflito, sem encontrar solução?
Assim,
visto corretamente, estes dois parágrafos descrevem um dilema humano universal.
O
problema não se encontra em tentar encontrar a correção no nível do
comportamento. Não há nenhuma maneira resolver conflitos nesse nível.
Enquanto a mente
estiver dividida, o problema permanece. É óbvio, então, onde é que a correção
deve ser encontrada. Na cura da divisão em nossas mentes!
Enquanto
os objetivos continuam a ser divididos entre a parte de você que é
"nobre" e a que é "inferior", você estará no primeiro ou no
segundo tipo do conflito, e provavelmente, sujeito a saltar para frente e para
trás entre eles. A solução, portanto só pode ser unificar o seu objetivo. Saber
que aquilo que você quer realmente não pode ser dividido entre dois campos
irreconciliáveis. Você então escolhe que
Deus e a Sua orientação ou que a orientação do Ser Verdadeiro dentro de você é
a única coisa que você quer realmente. A Vontade de Deus e os teus desejos
verdadeiros são, na verdade, exatamente os mesmos. Quando o querer se unifica assim, você descobre que isto é verdade.
Então sua mente pode se colocar sob a
orientação de Deus ( que é o mesmo que teu Ser Verdadeiro) sem esforço
consciente. Só então não haverá nenhuma tensão em fazer a vontade de Deus,
porque você terá a convicção que a vontade de Deus é também a tua própria.
Um
conflito nunca se soluciona no nível em que ele foi colocado, mas ele pode ser
facilmente resolvido num nível superior ao que foi colocado. Mas para subir o
nível de compreensão é necessário a humildade e a humildade começa com
reconhecimento de que nós não sabemos como resolver nossos conflitos. Nossos
conflitos são inventados pelo nosso ego e ele não quer que sejam resolvidos. A
irresolução é sua meta já ele nos quer impotentes, pois não nos ama. A
humildade nos faz desistir de resolver por conta própria, nos faz implorar por
uma resposta superior, por uma resposta de nível superior de consciência onde
nos pode ser dada uma maravilhosa mente não dividida.
A humildade não
acredita na arrogância que o ego quer nos vender em querer resolver o
impossível. Mas a humildade acredita que a resposta virá quando ela for pedida
com humildade.
Sergio Condé
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