domingo, 14 de fevereiro de 2016

MEDITABUNDA


MEDITABUNDA

Há um certo desconforto
Embora a paz reine nos pensamentos
Lua crescente que fortalece
Vento sul que assovia
Maré cheia que remexe

No fundo a paz reina no coração
Estando completamente fora dos padrões...
De todas as falésias advindas
A luz inacreditavelmente transborda,
De mansinho ela chega sem alarde.

Entre suspiros vivencio a vida
Contemplo a sensibilidade aguda...
Finalmente estou entregue ao presente
Sem amarras e conceitos a serem seguidos
Estou anos luz e reverencio em compaixão

Conhecimentos são revestidos de sabedoria
Livre de julgamentos onde há a prevalência do SER
E na balada dos grandes poetas me entrego
Nos ensinamentos dos grandes mestres me acabo
E a cura surge e fortalece.

De todos os aprendizados fica a marca registrada:
O de carregar um pouco da dor do próximo,
Amar sem esperar nada em troca,
Viver com um sorriso estampado na face...
Cicatrizes ficam melhor com o tempo.


Por: Lucileyma Carazza

Não se limite.
Não se subtraia.
Não esmoreça.
Liberte-se.
Enfrente.
Levante-se!
Não se enquadre se achar que não caberá.
Não use apenas a sedução como arma de conquista.
Você é muito mais que um corpo.
Desperte. Pra dentro de você mesma!
Se ame.
Dance.
Não deixe que te transformem em objeto.
Objetive-se!
Fale.
Grite!
E se preciso for,
Se cale.
Há de existir aquele alguém que te reconhecerá.
Que te endeusará.
Há de haver um leitor de palavras e alma.
Existe por aí alguém que saberá te tocar por dentro.
Não se apresse!
A vida é tempo!


Juliana C. Wolf (J.)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

MULHER MALUCA


MULHER MALUCA

A mente acelera ao tentar descrever
Esse amor que corrói a alma...
Talvez seja a ideia fixa
Desta pessoa que vivera na “Terra do Nunca”.

Talvez seja apenas a imagem
De algo que sempre carreguei na inconsciência
O encontro de um escorpião pescador...
No fundo acredito que é apenas o ego dando uma rasteira.

Rogo por simplicidade da vida
Por uma xícara de chá
Um mergulho no mar
E um forte abraço ao alvorecer...

Rogo por você ao meu lado
Não com a carapuça de “bom moço”
Mas com a sua essência forte de escorpião
Que desbrava marés em sua plenitude e simplicidade.

Deslumbres catárticos e insights quânticos
Nos aproximam de quem realmente somos...
E ao vivenciar as peripécias dessa mulher maluca
Um sorriso surge na face, seguido de um forte suspiro...

Adeus “Terra do Nunca”,
Carrego apenas as lembranças
Perdoo a “imaginação” inalcançável
Recomeço em uma nova terra menos lúdica

Um ciclo que se fecha
E uma Maluca que reage
Entregue a tudo aquilo que o Universo
Ainda lhe proporcionará.

Dançando o ventre
Reverenciando a Lua
Correndo com os lobos
Livre!

Por: Lucileyma Carazza


Cada ciclo aberto rouba um pouco de energia vital. Nos liga com a vitimização e a culpa. Ir fechando um por um, nos liberta para seguir em direção ao nosso sol”. Por: Paula Jácome

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

QUARESMA


QUARESMA

A insanidade e uma única voz:
Silencie, abdique e viva!
Com sabedoria, amorosidade e em paz...
Agradeça as dádivas de apenas SER.

Este tal de "carnis levale"
Que não seduz e faz o coração bater...
Forte nas batidas da compaixão
Que direciona à solitude e a reflexão

Lembro-me das pessoas que amo
Do silencio em mergulhar em águas cristalinas
Da adrenalina de voar e saltar
Do cavalgar e sentir o cheiro de mato.

Sinto falta de melodias instrumentais
De sorrisos românticos, ingênuos e infantis.
Na verdade sinto saudades de mim,
Das minhas esquisitices na busca de conhecimento.

Repentinamente me dei conta que o Mundo não me seduz
Que a Terra é a minha mãe
Guiada por todas as fases das Lua
Sou amarrada às “coisas” da VIDA

Não sou uma mulher de convenções,
Mas também não sou frívola e libertina...
Acredito impreterivelmente no amor
Curo as malesas do ego transgredindo

Ainda caio em armadilhas
Mas saio na velocidade da luz das lacunas que me submeti.
De joelhos, reverencio por não ser mais a mesma,
Pois a lapidação da vida é um milagre a se viver.

Sinto muito! Muito obrigada! Eu te amo!
Sinto muito! Muito obrigada! Te reverencio!
Esta é a chaga de uma vida
Sinto muito... esta é a única cicatriz que carrego


Por: Lucileyma Carazza

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

ESPIA


ESPIA

Nos perdemos de nós mesmos
Caminhamos pelos caminhos do ego
Pelas escolhas embasadas em falácias

Já tive raiva por ser hipersensível
Por escutar o que ninguém ouve
Enxergar o que ninguém vê

Já tive desprezo pela poesia
Desespero por não receber amor
Vergonha por atitudes e escolhas

Tive garra para assumir quem eu sou
Orgulho por ser como as águas que me banham
Compaixão para curvar diante da minha insignificância

Acredito que a insanidade é uma dadiva incompreendida
Por aqueles que insistem em manter-se fundeados
Que não se arriscam em águas tempestivas

Talvez esteja ancorada ao tempo
E seja incompreendida por ser quem eu sou
Saboreando aventuras e vivenciando a solitude

Talvez seja apenas mais um clamor
A dor da alma que ama por demais
Que almeja paz sem torna-se um nó...

Aos lúcidos que vivem ancorados em uma maré seca
O meu sinto muito
Tenho sede vida e liberdade de alma

A minha felicidade vai de encontro ao:
Eu te amo!
Por isso quero que você seja feliz!

Por: Lucileyma Carazza

Espia: cabo destinado a amarrar um barco ao cais (atracar).
Fundeados: ancorado
Chão ao povo.
Quando floriu na lavoura a flor.
Quanta historia como a água do rio passou.
Floresceu o amanhã sob o olhar de um povo.
E a esperança como criança alegre,
De quantas historias nasceu nesse solo.
E no costume do povo
É o café, sem dúvida um doce gozo.

Que aglomera e ajuntas,
Que faz sobreviver as lendas e os contos;
E como dizia em Minas um avô;
“Dessas montanhas mineiras,
Dessa terra, essa esfera inteira, há de se lembrar.
Desse grão de pequena beleza”.

Café bom é forte, é amargo... Esse sim traz prosa,
Esse sim, é da mistura da poeira ao suor do labor.
Eita sô, costume de roça; Meu fruto de chão ao povo.


Por: Sergio Dias

A MORTE



A MORTE

E o encontro de quem somos de verdade
Por trás de:
Medos
Alegrias
Prazeres
Amores e paixões

Muitos são passageiros
Outros só estão de passagem
Regastes
Nós somos passageiros
Nessa viagem
Não de férias
E sim a trabalho

Um labirindo sem fim
Nos encontrar dentro de nós mesmos.

Solidão
Conforto
Desprezo
Mistérios... vazios...
Viver.

Viver intensamente
Sonhar um mundo simples
Vida
Que
Segue
Vida
Que
Vai

Num barquinho sobre a marola
Rema, rema e rema...
Com dois remos o sentido será
Para onde você quiser
Mais se tiver apenas um remo
Do lugar não saíra

Há necessidade de ter os dois remos,
O Conhecimento
E a prática.


Por: Ronnam Henrique
QUANDO A DOR SE TRANSFORMA EM POEMA
– POR RUBEM ALVES

Um deus fraco pode chorar comigo. E por isso nos amamos…

Hoje, sexta-feira, 20 de setembro de 1996, minha vontade é não escrever. Escrevo como sonâmbulo, na esperança, talvez, de que as palavras consigam diminuir a minha dor. Mas eu não quero que a dor diminua. Não quero ser consolado. Não quero ficar alegre de novo. Quando a dor diminui é porque o esquecimento já fez o seu trabalho. Mas eu não quero esquecer. O amor não suporta o esquecimento.

Vazia das palavras que a dor roubou, a alma se volta para os poetas. Não, na verdade não é bem assim. A alma não se volta para nada. Ela está abraçada com a sua dor. São os poetas que vêm em nosso auxílio, mesmo sem serem chamados. Pois essa é a vocação da poesia: pôr palavras nos lugares onde a dor é demais. Não para que ela termine, mas para que ela se transforme em coisa eterna: uma estrela no firmamento, brilhando sem cessar na noite escura. É isso que o amor deseja: eternizar a dor, transformando-a em coisa bela. Quando isso acontece, a dor se transforma em poema, objeto de comunhão, sacramento.

A dor é tanta que a procura das palavras – brinquedo puro quando se está alegre – se transforma num peso enorme, bola de ferro que se arrasta, pedra que se rola até o alto da montanha, sabendo ser inútil o esforço, pois ela rolará de novo morro abaixo. Sinto uma preguiça enorme, um desânimo sonolento de escrever. Arrasto-me. Obrigo-me a me arrastar. Empurro as palavras como quem empurra blocos de granito. Gostaria mesmo é de ficar quieto, não dizer nada, não escrever nada.

Será que algum jornal aceitaria publicar uma crônica que fosse uma página em branco, silêncio puro? Escrevo para me calar, para produzir silêncio. Como numa catedral gótica: as paredes, as colunas e os vitrais servem só para criar um espaço vazio onde se pode orar. Álvaro de Campos entende que a poesia é isso, uma construção em palavras em cujas gretas se ouve uma outra voz, uma melodia que faz chorar.

Sei que minhas palavras são inúteis. A morte faz com que tudo seja inútil. Olho em volta as coisa que amo, os objetos que me davam alegria, o jardim, a fonte, os CDs, os quadros, o vinho (ah, o riso dele era uma cachoeira, quando abria uma garrafa de vinho!): está tudo cinzento, sem brilho, sem cor, sem gosto. Não abro o vinho: sei que ele virou vinagre. Rego as plantas por obrigação. O dever me empurra: elas precisam de mim. Agrado o meu cachorro por obrigação também. Ele não é culpado.

Atendo o telefone e sou delicado com as pessoas que falam comigo: elas ainda não receberam a notícia nem receberão. Tentei dar a notícia a algumas pessoas. Disse-lhes que fazia seis horas que chorava sem parar. Elas riram. Não por maldade, mas por achar que eu estava brincando.

Meu melhor amigo morreu. Portanto, todas as palavras são inúteis. Sobre a cachoeira do seu riso está escrito “nunca mais”. Nenhuma delas será capaz de encher o vazio. Recordo as palavras da Cecília – palavras que, acredito, foram escritas muito depois da dor, depois que a dor já se havia transformado em beleza:

(…) Mas tudo é inútil, porque os teus ouvidos estão como conchas vazias, e a tua narina imóvel não recebe mais notícia do mundo que circula no vento. (…) Mas tudo é inútil, porque estás encostada à terra fresca, e os teus olhos não buscam mais lugares nessa paisagem luminosa, e as tuas mãos não se arredondam já para a colheita nem para a carícia.

Meu melhor amigo. Amigo é uma pessoa que, só de lembrar-se de você, dá uma risada de felicidade. Assim são os amigos – não há os mais nem os menos amigos. Ou é ou não é. Todos são iguais. Mas sei que meus outros amigos entenderão, quando digo que o Elias Abrahão era o meu melhor amigo. Se a gente tem dez filhos e um morre, aquele era o que a gente mais amava. Se um pastor tem cem ovelhas e uma se perde, aquela era a de que ele mais gostava. O Elias morreu. Ele era o meu melhor amigo. Meu corpo e minha alma, hoje, são um vaso cheio com a dor do seu vazio.

O poeta W.H. Auden já disse, exato, o que estou sentindo.
Que parem os relógios, cale o telefone,
jogue-se ao cão um osso e que não ladre mais,
que emudeça o piano e o tambor sancione
a  vinda do caixão e seu cortejo atrás.
Que os aviões, gemendo acima em alvoroço,
escrevam contra o céu o anúncio: ele morreu.
Que as pombas guardem luto – um lenço no pescoço –
e os guardas usem finas luvas cor de breu.

Era meu norte, sul, meu leste, oeste, enquanto viveu;
meus dias úteis, meu fim de semana,
meu meio-dia, meia-noite, fala e canto,
quem julgue o amor eterno, como eu fiz, se engana.
É hora de apagar as estrelas – são molestas,
guardar a lua, desmontar o sol brilhante,
de despejar o mar, jogar fora as florestas,
pois nada mais há de certo doravante.

Em momentos assim tenho dó imenso das pessoas que têm um deus forte. Pois – coitadas – estão perdidas diante da morte.

Ter um deus forte é saber que, se tivesse querido, ele teria evitado a morte. Se não evitou é porque não quis. Ora, se foi ele quem matou, ele não pode estar sofrendo. Está é feliz, por ter feito o que queria. Assim, ele é culpado da minha dor. Eu e ele estamos muito distantes, infinitamente distantes. Como poderia amá-lo – um deus assim tão cruel? Mas, se ele é um deus fraco, isso quer dizer que não foi ele quem ordenou – ele não pôde evitar. Um deus fraco pode chorar comigo. Ele até se desculpa: “não foi possível evitá-lo. Eu bem que tentei. Veja só estas feridas no meu corpo: elas provam que me esforcei…”. Ele chora comigo. E por isso nos amamos.

Tenho no meu quintal uma árvore, sândalo, de perfume delicioso. Foi o Elias quem me deu a mudinha, vinda do Líbano. Cuidarei dela com redobrado carinho. De vez em quando vou regá-la com vinho. Não me surpreenderei se ela ficar bêbada e começar a dar risadas. Saberei que o Elias está por perto.

“Amigo é uma pessoa que, só de lembrar-se de você, dá uma risada de felicidade”. Doracino Naves


Fonte: As melhores Crônicas de Rubem Alves, 5ª reimpressão, Comacchia Livraria e Editora Ltda., São Paulo, páginas 39/41.

domingo, 31 de janeiro de 2016

ALMAS PRESAS: O SEXO NUNCA É APENAS SEXO.

ALMAS PRESAS: O SEXO NUNCA É APENAS SEXO.

Muitas vezes nos perguntamos por que estamos tão emocionalmente instáveis, ligados ou conectados a alguém?

Quando você tem relações sexuais com alguém, você está a compartilhar uma conexão emocional e espiritual, que forma um vínculo muito forte e às vezes inabalável.

Quando você tem relações sexuais com alguém, você fica ligado espiritualmente nas relações ou conexões que ele fez no passado.

E como o ciclo é contínuo, como uma teia de conexões, lentamente se constrói e, em seguida, você está ocupado demais para baixo e preso emocionalmente. E surge a pergunta: Por que nos nossos relacionamentos há muita frieza e lutamos muito para continuar firme na relação; porquê que os casamentos não duram o quanto deveriam e porquê há muita infidelidade? É porque, nós temos toda essa bagagem e laços com pessoas que estiveram íntimas conosco e nós não cortamos os laços!

Seja cuidadoso com quem você se conecta!

De quantas almas de mulheres ou homens estás ligado(a), ou tens memórias dentro de ti, quantos já passaram por você deixando cada um a sua marca, o seu lixo?

Será que te sentes bem andar na rua e contares na rua com quantos homens ou mulheres já te deitastes, ou já viram a tua nudez, ou tiveram intimidade com você? Será que isso é honroso pra você? Te faz te sentires mais homem ou mais mulher? Queres mesmo viver com essas memórias para o resto da tua vida?

Saiba que consequência é o resultado de todas as coisas que fazemos ou deixamos de fazer, e ninguém se livra dela.

Queres ter boas recordações e orgulho do teu passado? Então faça bem o teu presente, para que o teu futuro não seja de más recordações e dessabores, para que não seja uma memória vergonhosa e triste.

"Tenha respeito próprio. Não deixe as tuas paixões governarem os teus princípios. Seja uma pessoa de princípios e não de muitas paixões".

Sexo fora do casamento não é coisa de brincadeira, para além das possíveis doenças físicas que se podem adquirir, tem também as doenças psicológicas(vício sexual, insaciabilidade emocional, instabilidade emocional, feridas emocionais, traumas emocionais ...) e as espirituais.

É difícil livrar-se das doenças emocionais, morais e espiritual. Laços na alma são mais poderosos do que imaginamos. Saiba que a pessoa certa pra você que te ama, cuidará de você e te amará e nunca te atacará.

Cuida-te!!! Existem coisas que não são uma questão de necessidade, mais sim de caráter, valores e princípios.

Saiba que a maldição é contínua. A Bíblia diz: Deus visita a maldição dos pais aos filhos até a quarta geração. Cometer erro agora, é comprometer até a nossa quarta geração.

O sexo não é desporto, não é diversão, não é passa-tempo.

O sexo é um laço espiritual, por causa da conexão feita durante o ato de intimidade. Ela une corpo, alma, e espírito.

Leia I Corintios-6:16; 2 Timóteo - 2:22
Procure uma igreja que pregue a palavra da verdade e livra-te da opressão, infelicidade.

JESUS VEIO PARA LIBERTAR OS CATIVOS (morais, emocionais e espirituais)

O lar é um projeto de Deus. Lares saudáveis, famílias saudáveis, sociedades saudáveis.


By: Gervásio Chivela

sábado, 30 de janeiro de 2016

Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louca, contraditória, linda, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Tenho uma TPM que não me deixa. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. E eu sinto para escrever. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar até borrar a maquiagem. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome.(Meu coração é minha razão. Insensata lógica que inventei para mim.)


Fernanda Mello

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A GERAÇÃO DE MULHERES INAMORÁVEIS!



A GERAÇÃO DE MULHERES INAMORÁVEIS!

Uma vez, em um bar, ela me disse: “Neste mundo existe pessoas inamoraveis, e eu sou uma delas”…

Aquilo me intrigou durante toda a noite, uma palavra fora do dicionário que ela usava para se descrever, e por que? A observei enquanto ela, tímida, finalizava mais um copo de cerveja. Eu estava com ela havia quatro horas, quatro horas onde conversamos sobre filosofia, arte, astrologia, cinema e viagens… Quando ela se dirigia ao garçom o bar inteiro parava para vê-la… Tinha seu carro, sua casa e era do tipo que não dependia de ninguém, então por que pensar assim? Teria ela se fechado?

Ela fez uma cara de entediada e me chamou para caminhar enquanto fumava um cigarro, até a saída sorriu e comprimento todo mundo com aquele jeito sapeca de menina do mundo…

Aquilo tudo era muito pequeno e raso para ela, conclui.

Na rua todos passavam apressados, ela se divertia com os animais abandonados, abaixou e entregou sua garrafa de água pró morador da rua, explicou o endereço de uma balada em alemão para um estrangeiro perdido que agradeceu com um sorriso, comprou chicletes de uma criança e na minha cabeça só ecoava: inamorável.Foram horas observando aquela garota, até não me aguentar e voltar no assunto… Eu queria entender melhor, eu queria uma definição como num dicionário. Então ela pegou minha mão e me puxou para um bar onde tocava uma banda de rock, ficou em silêncio por longos 30 minutos observando tudo até que disse:

– Olhe ao seu redor, estamos já a um tempo aqui. Durante esse tempo por nós passou uma garota chorando por que seu namorado terminou com ela ontem e hoje já está com outra, pois acredita que pessoas são substituíveis… naquela mesa tem 10 pessoas e elas não conversam entre si pois estão nos seus smartphones, talvez aquela garota de vermelho seja a mulher da vida do cara de azul, mas ele nunca saberá pois é orgulhoso demais para tentar. Veja o rapaz de pólo no bar, é o terceiro copo de martini que ele toma olhando pra loira tentando chamar a atenção do vocalista que fingirá que ela não existe por causa da ruiva e da morena que ele pega em dias alternados, e ele não pode ficar mal perante as outras.

Olhe ao seu redor, não fazemos parte disso, não somos rasos, realmente não fazemos parte disso, entramos sem celular na mão, esperando encontrar pessoas legais, com papos legais, com relações reais e voltamos para casa sozinhos, somos invisíveis num mundo de status onde as pessoas não vão te querer por que você mora longe, ou por que não gostam da sua cor de cabelo ou por que você não curte os beatles, acontece tudo tão rápido que as pessoas estão com preguiça de fazer o mínimo de esforço para conhecer realmente alguém e tudo é medido em likes. Eu passo por essa legião como um fantasma pois eles estão ocupados demais para ver quem está redor enquanto procuram alguém no tinder. E eu me importo? Não mais. Sou inamoravel por que não me importo com nada disso.. Nenhum desse status, não, e importo em quanto tempo levo para conquistar a pessoa, se ela realmente vale a pena, não me importo se terei que atravessar a cidade para vê-la quando tiver saudades e não me importo se ela me presentear com um ingresso pra ir ver o show dos beatles por que é importante para ela mesmo eu detestando a banda. Por que eu sou assim, e se antes era o que procurávamos em alguém, hoje em dia somos considerados inamoraveis por manter o coração e a mente aberta.”

Naquele momento eu a entendi, e me apaixonei pelo mundo dela.

Texto escrito por Akasha Lincourt!


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

VIDA




VIDA

Uma faísca de luz momentânea
Enraizada a um corpo frágil
Com uma alma que almeja evolução

Um milagre sutil
Desperdiçados por tantos
Vivenciados por muitos

Um sopro Divino
Uma oportunidade de expiações
Seguidas de libertação

A dor e a tristeza
São elementos que merecem ser reconhecidos
Precisamos inflamar, para degustarmos a cura.

Para que o sorriso renasça doce e farto
É necessário um coração livre,
Uma mente silenciosa e plena...

Reverenciar o mundo
Aceitar, recomeçar
Irradiar amor e luz

Somos seres livres
Se nos entregarmos de fato
À simplicidade da vida

Encontraremos a nossa paz
Se apegarmos aos nossos dons
E desapegarmos de tudo aquilo que não nos pertence.

Sinto muito
Sou grata


Por: Lucileyma Carazza

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

PÉRFIDO



PÉRFIDO

Obrigo-me a meditar
Recolho-me a minha insignificância
Quero transgredir
Sinto falta da minha zona de conforto

É que estar na zona é bastante confortável
Deparo com o brilhantismo de uma citação
Que provoca a catarse real
O insight quântico desejado

Sou livre por ter a coragem de SER
Sou centelha divina em evolução
Que ama que é humana e sobrenatural
Sou o arbítrio de uma vida em expiação

A vida alheia não perturba
Muito menos as projeções e as comparações.
A tortura vem do meu julgamento
Que me flagela a alma

Egoisticamente falando: SOU MINHA!
Quanto às escolhas más sucedias...
Irradio luz, perdão e recomeço,
Pois, SOMOS TODOS UM.

Por: Lucileyma Carazza


“Talvez, liberdade não seja fazer tudo o que eu quero, mas ser tudo que sou e ser capaz de frustrar comigo de tempos em tempos”.  Brilhantismo: Paula Jácome (minha amiga mentora).