terça-feira, 3 de outubro de 2017

OUTUBRO QUE TÃO ROSA



OUTUBRO QUE TÃO ROSA

E nessa situação covarde
Que não se importa por olhar.
Em fazer o que precisa,
E pela coragem, sonhando conquistar.
Ofertando ao outro o seu valor.
E sem medo, lutando dia a dia
No entanto sempre mais.
E nesse outubro que tão rosa.
A tanto olhares vozear.
Queremos a paz de poder viver.
Para ter saúde e poder lutar.
E quando a coragem dita o ser.
Olhem com carinho cada olhar
Sabem da escolha que o voto fez
Tenha o caráter de ser sempre mais.
E nesse outubro que tão rosa.
Vamos todos juntos numa fé
Juntos na certeza de sonhar o bem.

Sérgio Dias 03/10/2017 

terça-feira, 26 de setembro de 2017

MILAGRE



MILAGRE

Como alcançar a tal da equanimidade?
Como desvincular dos ciclos viciosos?
Como evitar antigos jargões?
Como apresentar o novo?
Como deixar de julgar?
Como viver sem medo?
Como escrever no vazio?

Desapontei meus pais
Não sinto orgulho da mulher que me tornei.
Talvez não tenha força suficiente
Para atender uma expectativa alheia
São tantos julgamentos e opiniões...
É equinócio de primavera
Sinto a vida germinar apesar de estar apegada à morte.

Estive inerte em uma pessoa nova
Num exilo criado em água salgada
Acreditei que estava bem
Entorpeci a alma com drogas afins
Tive medo da dor, medo de sentir,
Medo de me expressar e tive medo de mim
Precisava de uma máscara nova, aliás: várias.

Vivenciei tantas crenças
Realizei estudos e simpatias
Implorei a espiritualidade
Abandonei a reforma íntima e moral
Palavras opostas à conduta
Vive posturas inadequadas
Acreditando que estava tudo certo...

No fundo o bem e o mal estão em mim
A mudança está em mim
São as escolhas que preteri...
No detox da vida senti
Estou aqui nesse momento
Nesse lugar
Lutando por amor

Sou centelha divina
Com brilho nos olhos e algo especial
Um ser intelectual
Com um coração generoso
Se descobrindo e se reinventando
Simplesmente renascendo em amorosidade.
Nesta metamorfose que busca equanimidade...

Por: Lucileyma Carazza


Eu gosto de pessoas carentes. Que deixam transparecer de algum jeito que precisam. Elas são mais abertas. Pessoas muito bem resolvidas, não sei bem como lidar. Acabam me deixando carente, insegura. 

Você pergunta, ela responde o que perguntou, por exemplo. Você não percebe nenhuma conversa puxada, nenhum medo de não estar aprovada, nenhuma vontade de ficar mais um pouquinho, nenhum querer ser convidado pro café. Elas não têm medo de serem excluídas, não sentem ciúme e não se preocupam quando são deixadas de lado. Seguem a própria vida. Não se chateiam ou se magoam, não se limitam, não se importam quando você se vai. Vivem o que precisam viver com você e, simplesmente , seguem o próprio caminho. Não mandam nem uma mensagenzinha no dia seguinte... Ou esperam uma sua... 

Pra mim, é difícil de lidar... 

Talvez seja inveja... Vontade de ser assim também, de não precisar de nada ou de ninguém. Imagina o alívio... Respiro só de pensar. 

Ou, talvez, medo. De ser pega ainda faltando tanto. Precisando tanto. Querendo tanto. Desejando tanto. 

Ou, vergonha, de ser tão boba e infantil diante do olhar que não precisa... Dele detectar qualquer falta na minha simpatia. 

Mais certo que seja mesmo a minha própria carência... Falo em nome delas agora, as pessoas bem resolvidas que lerem esse pedaço. 

Não se enganem, eu admiro, muito, mas, a conclusão é que me afasto... 

Pessoas carentes são mais confortáveis. 

Fritz Perls que me perdoe... 


Por: Paula Jácome

SIMPLESMENTE


SIMPLESMENTE

Posso te amar assim, só assim, sem concordar com você. Posso só estar ali, ao seu lado, no calor lânguido. Sem precisar provar nada ou querer tanto. Sem condenar seus julgamentos, sem distorcer cada sentimento, sem precisar do seu amor de volta. Só adorando cada segundo do momento. Posso te amar assim, simplesmente.

Posso não te pedir nada, e ainda rir dos seus pensamentos tresloucados, das suas preferências inconfessas, de seus ex e futuros amores dispersos. Posso ouvir aquilo tudo que sussurra pra dizer, pra esconder até de si. Posso guardar, dividir com você.

Posso não querer nada de você. Não esperar nem que se cuide, nem que se cale, que não beba, que se morda, que me fale, que queira a vida, que procure saídas. Que pague as contas, que se esforce, que melhore, que corra, que busque, que emagreça, que não adoeça. Posso não querer nada de melhor pra você e te deixar aí, seguindo o seu caminho que por tantas vezes cruza o meu. Posso só curtir as interseções em que estamos juntos.

Posso tão somente ficar com você. Assim, sem exigências ergométricas, sem desejos ecumênicos, sem, ao menos, aprovar suas escolhas. Sem consentir com a sua tagarelice doida, sem me preocupar com os preços que teremos que pagar, sem qualquer pesar, sem expressar alguma experiência. Sem ensinar nada. Até porque, como poderia? Como poderia querer julgar suas atitudes se não vivi cada uma de suas dores? Se não passei por todos os mesmos minutos que você? Como posso daqui, de mim, realmente compreender o que se sente daí, de você?

Mas eu posso simplesmente estar ali, como se não houvesse nada melhor a fazer do que jogar fofocas no ventilador de domingo. Como se não houvesse sabor melhor que o das gargalhadas deitadas na cama – o som de gargalhadas deitadas é uma das coisas mais intimas que já senti. Posso ser eu aqui e permitir que você seja você, daí.

Porque não há mesmo nada melhor a fazer quando o que eu só quero é ficar ao seu lado e, naquele momentinho, naquele pedacinho de tempo, te dar o melhor de mim. . . Inundar o tempo inteiro, em um quadrado de amor infinito.

Mas é que por muitas vezes eu confundi doar com exigir, abraçar com proteger, escutar segredos com sermonear, estar ao lado com fazer algo. Por muito tempo ainda eu pensei que te amar era te mostrar os passos que precisava dar, afinal, quantas bobagens já fez? O quanto do que você mesmo quis já faz parte da sua história? Pensava no absurdo que isso significa e me prontificava a impedir.

Achei mesmo que precisava exigir que pisasse onde eu já pisei, onde eu piso, pois assim, seria mais fácil. Seria mais seguro te dar o meu amor. Mas descobri que não, que não é. Que assim eu não dou ou tenho amor, só tenho segurança; obviamente. E a segurança não me preenche o peito, não gargalha na cama, não aceita velhos cafés, não para pra sentir, não se entrega ao vínculo que se forma. Ela analisa e exigeu repetir o que já é conhecido, sem experimentar, sem considerar quem é você. E assim, sem te perceber não posso me relacionar. E fico só.

Mas agora, eu posso fazer diferente, posso fazer o que verdadeiramente quero. E quero te dar o meu amor inteiro, por qualquer pedaço de momento em que nos encontrarmos. E assim, eu posso seguir com o meu coração cheio, plena.


Por: Paula Jácome

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

UMA CARTA...


UMA CARTA...

Estranho começar assim, mas, do fundo do meu coração e com toda a benevolência que existe no seu ser, espero que compreenda esse sentimento muitas vezes mal compreendido, e outras, julgados levianamente...
Nas últimas horas venho pensando em uma citação de Confúcio, no qual ele cita: “há algo errado, há algo errado em mim e aqui eu posso mudar”... e é sobre isso que eu pretendo me expressar.
- Gosto de você! Gosto muito de você; para ser bem franca eu te amo! Sabe... o amor é indescritível, poetas tentam descrever em vão, tendo em vista que o amor não se descreve, se sente! Gosto de pensar no melhor ensinamento: ama-te o próximo a como a si mesmo... assim eu amo todo mundo, é mais fácil viver assim...
Esta é uma carta que descreve o que eu vejo e egoisticamente falando como eu me sinto. Talvez seja um tiro pela culatra, mas é assim que aprendi a me defender e a me expressar para não morrer de angústia. Aqui aprendi a ser amada. Um lugar aonde consigo ser eu mesma, um lugar aonde eu posso manifestar sem medo o que sinto e penso. Esse é o caminho que encontrei para curar a chagas da minha alma... Lanço tudo o que sinto em palavras escritas e as entrego ao Universo para que tudo se transforme... essa é a minha fé, minha catarse, minha autoajuda, meu amor próprio.
- Falar sobre você? É fácil! Existe uma dualidade, uma dificuldade de entrega, um racionalismo exagerado, uma frieza disfarçada, muita discrição, muita segurança, honestidade, dedicação, amorosidade, educação e muita distância...
- Falar sobre mim? Difícil! Talvez eu seja apenas a louca barraqueira que defende tartarugas na praia... ou apenas a louca... no fundo imagino o que pensas dessa minha  chatice toda...
- Falar sobre nós? Se é que existiu isso um dia... desculpas estou incrédula e ferida demais porque amar dói! Dói muito amar! Só para exemplificar: Jesus morreu por amor!
Sobre tudo que aconteceu entre nós, da minha parte eu te garanto, tínhamos tudo para viver uma grande história e sinto muito não estarmos prontos emocionalmente para continuar essa jornada.
Mais uma vez estou triste pelo motivo de sempre: pela sua falta, melhor dizer, pela falta que eu sinto, pelas palavras não ditas, pelo sentimento não expresso, pela expectativa frustrada... Vou dizer mais uma vez: Não quero ser sua esposa, mas também não quero ser sua amante vivendo longe das pessoas que nos cercam, vivendo dualidades, inseguranças, vivendo palavras que não condizem com as atitudes, vivendo vidas separadas estando juntos; afinal de contas, somos livres e disponíveis para viver uma relação que nos agregue valor.
Ontem não tive vontade de te ver, pela primeira vez não quis te ver... e acredito que seja recíproco... não quis ver o seu sorriso chegando, não quis receber o seu abraço, não quis dormir de conchinha, não quis fazer aquele sexo gostoso, não quis fingir que não me importo, não quis brigar... mas gostaria que soubesse que sinto a sua falta; gostaria que soubesse que ainda me importo muito... ainda não sei se quero te ver... porque não quero discutir relação, te cobrar, acusar, continuar ou romper. Não quero tocar em feridas... não quero lembrar das mentiras, das justificativas e das promessas de mudanças... Ser fiel e ter a consciência tranquila é importante, mas não é tudo.
Sinto muito, na minha cabeça bipolar, poderíamos viver uma relação de reciprocidade, companheirismo, de amizade e de amor... mas, isso, não está sendo possível porque tenho ficado triste por não me sentir querida, por não me sentir inserida... é o tal do amor... e isso não se pede, ou cobra... o amor precisa ser livre e é isso que estou fazendo... te deixando livre...
Não quero joguinhos, troco com a mesma moeda, não quero máscaras do ego, não quer ser sua inimiga, não quero mentiras, não quero mais me sentir assim: menosprezada...
Vou me dar amor e me fazer feliz! E é só isso que eu quero... não precisamos um do outro para nos causar dor e ressentimento... “Há algo errado” e essa insatisfação só cabe a mim transformar. Eu sinto muito! Não quero um julgamento pejorativo, mas para mim está sendo difícil, muito difícil, me esforço com um sorriso no rosto, me distraio com o que eu tenho, mas o meu coração está partido e eu preciso cuidar dele.
Só sei que preciso cuidar de mim... com ou sem você!
A dor é só minha!

Por: Lucileyma Carazza

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

HOJE



HOJE

Somos frações de segundos
Somos centelha divina
Somos um momento
Somos um pensamento
Somos um julgamento

Somos...
Advindos do ser.
EU optei em ser
Sem temer
Entregue

Fora dos padrões
Entrelaçada em loucuras,
Para não dizer neuroses,
TPM’s ou menopausas,
Talvez crise de meia idade.

Por favor
Me conquiste
Me transporte para Universos...
PARALELOS, divinos
De preferencia os reais...

Sei lá...
Deve ser o álcool
O ócio
Ou qualquer coisa...
Estou aqui e agora

Pronta e inteira
Para amar e ser amada...


Por: Lucileyma Carazza

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

QUERO VOCÊ AQUI




QUERO VOCÊ AQUI

Há razões para evitarmos a monotemática,
Ciclos viciosos são jargões antiquados;
Mas como evitar a vivencia do amor?...
Se somos movidos por essa graça.

Minha vassoura é motorizada
Em uma estrada longínqua,
Em correntezas barrentas e límpidas
Que desaguam em um lugar incomum...

Nesse paraíso me estabeleci
Nessa terra sagrada e amada
Nessa paisagem lúdica
Que ilumina a alma de poucos

Existe a inundação do medo
Em enchentes misteriosas e intercaladas...
Mas não se preocupe,
Sou como água em suas mãos!

Tornei-me salobra nesse emaranhado
Esse amor é como lâmpada
Em cima da minha cama...
Por favor me ilumine, não me deixe seguir...

Senti como se pudéssemos jogar fora
A mentira dos nossos passados.
Fui atraída pela sua graça
Dentro de uma tempestade.

Por: Lucileyma Carazza


Talvez precisamos apenas seguir os nossos corações, mas que culpa tenha eu, se o meu transformou-se:  “Quando a poesia bate a porta da imaginação e transpassa o coração, confesso que sou emoção, sou um emaranhado de saudade, sou homem, simples e saudoso. – Sérgio Dias”

quinta-feira, 29 de junho de 2017

LEXAPRO



LEXAPRO

Essa posologia que me leva para longe,
Envolta em sentimentos que não reconheço mais...
Talvez seja a falta de vivências,
Ou, apenas experiências;
Certamente é o torpor da alma!

Perambulo no amago de um dualismo,
Que talvez seja impudico...
Estamos competindo por um amor
Que jamais receberemos,
Pois, dançamos ao redor de mentiras que contamos...

Conceitos e princípios se degeneram
Estamos em universos paralelos
Vivendo amorosidades desonestas...
Não existe histeria ou depressão
Estamos no meio, sem emoção, mas excitados!

Vivo em um holograma com você,
Estamos chapados no paraíso,
Onde nada é errado por não ser verdade,
Estamos em prova, conhecemos a estrada,
Mas não encontramos o caminho para sair daqui.


Por: Lucileyma Carazza

terça-feira, 13 de junho de 2017

SOBRE A IDADE...


SOBRE A IDADE

Sou bem resolvida
São 41 anos bem vividos
Tenho dificuldade em aceitar,
Uma vez que, envelhecer é degenerativo,
Mas, contudo, portanto e porém...
São 41 primaveras bem vividas
Na minha proporção, condição e projeção.
Cher tem 71 e é uma Diva
Tina Turner tem 77 e é um espetáculo
Madonna 58 e detona,
Tenho a aparência de meia idade
Com mentalidade atual
Uma alma milenar (antiga mesmo).
Não sigo padrões,
Muito menos conceitos e modismos...
A vida me leva
E aceito.
A idade chega para todos


Por: Lucileyma Carazza

sexta-feira, 19 de maio de 2017

DA CULPA



DA CULPA

- Estou desejando o que não devia. Querendo o que não tinha que querer.
 - Como? 
- Eu quero algo que não atende as expectativas. Dos amigos, dos familiares, do mundo... As auto-espectativas gigantes que juntei todos esses anos em que passei tentando agradar todas as pessoas a minha volta. 
- Mas, por quê? 
- Pra ser amada... Abri mão de mim pra pertencer... Mesmo sem querer. Medo... Por medo de ficar só. 
- Sério? 
- É. E, ao querer o que não devia, me culpo. E, antes que os outros me julguem, me puno. 
- E, como faz isso? 
- Desta vez, ficando triste. Ja engordei, me sabotei profissionalmente, me deprimi, desisti de coisas que amava... Desta vez, não me permitindo a alegria. 
- Então, você, por querer algo que não está de acordo com o que o mundo espera de você, se pune, se entristece, se culpa. Antes que seja julgada... 
-Sim. 
- E o que sente disso tudo? 
- Na verdade, raiva. De mim, pois não me sustento, não me posiciono. Das pessoas, que me julgam pra me limitar. Mas não assumo isso também, nem pra mim, ou estaria, mais uma vez sendo o que não era pra ser... 
- Triste isso... 
- Sim... 

(Paula Jácome - se gosta, compartilhe com autoria)


quinta-feira, 11 de maio de 2017

UM CASO DE AMOR



UM CASO DE AMOR

Existe a monotemática
Onde tudo já foi dito e vivido
Existe o julgamento subliminar
De simplesmente nada a fazer

Uma estrela cadente caiu em coração
Num festival intergalático
Guiada pela Lua insana incandescente
Inspirando uma vida simples

Casei com a autoestima
Em uma cerimônia lúdica
Transcendi a minha essência
Vivencio experiências entregue aos contos

Essa benevolência tem um rebolado
Nessa solitude carrego sabedoria
De amar e ser amada
Um tanto quanto fora dos padrões

Não se enganem...
Aqui “jas” uma mulher feita
Livre e conhecedora de si
Selvagem e entregue...


Por: Lucileyma Carazza

quarta-feira, 26 de abril de 2017

AMOROSIDADE



AMOROSIDADE

Deixamos de sonhar
Quando fechamos a inconsciência
Para fugir da realidade

Meus sonhos são coloridos
Para que a alma viaje e aprenda,
Sem eles não suporto a realidade

Vivo em uma “Terra Amada”
Emanada de luz
Envolta de flores coloridas e perfumes

Lágrimas fogem de mim
Nesse momento exponho
A leveza e a sensibilidade da aura

Palavras são jogadas ao vento
Atitudes no levam para perto de nós
Incertezas são para serem vividas...

Matrimônios sagrados
São para serem vividos em retidão
No entrelaço de almas afins da “Trindade”

Com ou sem você
Eu posso viver
E eu espero... sem você

Toda onda que quebra na costa
Diz para a próxima que haverá mais uma
Todo Pescador sabe que o mar
É um amigo e um inimigo

Se cada um ir pelo seu caminho
Será que ficaremos indefesos na maré?
Ou fincaremos raízes eternas

O amor não é uma “coisa” fácil
É a única bagagem que você pode trazer
É tudo que você não pode deixar para trás


Por: Lucileyma Carazza

quarta-feira, 29 de março de 2017

Chamei minha sombra pra dançar
Chamei minha sombra para dar as mãos
Ela quis comandar os passos do bailado
Ela quis dançar solta pelo chão

Pedi para ela se acalmar e juntas
rodopiar as saias sob o sol amarelado
de olhos fechados e cabelos soltos
Chamei minha sombra pra dançar

Ela quis comandar os passos do bailado
Eu queria a luz do meu ser encantado
Ela queria o escuro da alma escondida

Eu a liberdade do Ser, ela o peso do ego
Eu a correnteza das águas, ela a prisão da bola de ferro
Eu as asas das borboletas, ela o casulo
Eu o olhar das grandes águias, ela a escuridão das cavernas

Chamei minha alma pra dançar
E aos poucos bailando inconsciente
A consciência despertando, segui dançando
E ao som do tambor do meu coração
Me elevei e levei a sombra pra dançar

Cheguei ao Sol...da minha alma.

Rose Kareemi Ponce


quarta-feira, 22 de março de 2017

FEITIÇO


FEITIÇO

De par em par.
Quando o três que ímpar,
Talvez um dia for par.
E os caprichos dos momentos
Equações de palavras Em variáveis se fazendo somar.
E quando seu olhar, Abarrotado de saudade não cessar.
E seus pensamentos constantes,
Feito sonho de criança te levando voar.
E seus pensamentos constantes,
Em meio a sua alma livre, sempre desejar.
Em dia de impar e par,
Quando o desejo escapar do pensar.
Onde seria o melhor lugar?
Quando a saudade de mim escapar.
Seu feitiço fez-me logo apaixonar.


Por: Sérgio Dias

MAIS QUE UM SENTIMENTO



MAIS QUE UM SENTIMENTO

Olhei para fora
No alvorecer do outono
O sol ainda não estava lá
Céu vermelho místico

Ligo o som na nossa canção
Ravel em sua perfeição nos conecta
Vivaldi zomba de nós
Nas Quatro Estações

Não quero que o mundo me veja
Acredito que não entenderiam
A ilusão persiste em não relacionar
Contudo, há algo errado e novo.

Muitas pessoas tem ido e vindo
Suas faces desaparecem como o horizonte
Mas eu vou continuar como sempre fui
Mais clara que o sol de verão

Amantes não sabem o que é culpa
Viramos para um lugar um secreto
Degustando a luxúria
Tirando nossos fôlegos

A morte nos assola
O luto nos rodeia...
Renascimento nos pertence
Em um lugar desconhecido

Vivemos o presente
Com a esperança no coração
O futuro será nosso arbítrio
O meu está em construção

Com lágrimas na face
Vejo o seu futuro consolidado
Contudo quero que saiba quem eu sou
Sou mais que um sentimento...

Por: Lucieyma Carazza