“Dizem
que tudo que buscamos, também nos busca
e, se ficamos quietos, o que buscamos nos encontrará. É algo que leva
muito tempo esperando por nós. Enquanto não chega, nada faças.Descansa. Já tu
verás o que acontece enquanto isso acontece.” Clarice Pinkola Estés – Mulheres que correm com os lobos.
Capsicum frutescens in anus autrem kisucus est!!!!! Meu diário, meus pensamentos... meu amigo!!!
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
O MEU SAGRADO
O MEU SAGRADO
Quando
decidi que a protagonista da minha história seria eu,
Eu
decidi por mim
Por
meus sonhos
Por
meus princípios
Pela
minha paz
Selei
minha sorte
Domei
meu destino
Segui
ao infinito de tudo que sou
Algumas
vezes Segura,
N'outras
no escuro,
Mas
plena, Inteira,
Sem
medo e certa
Do que
sou, do que tenho e
do que
quero
Sabedoria?
Creio
que sim
Me
sinto colecionadora
De
sentimentos
De
ideias
De
desejos
De
sensações
De
aprendizado
Isso é
o meu Sagrado.
(Juliana C. Wolf)
terça-feira, 3 de outubro de 2017
OUTUBRO QUE TÃO ROSA
OUTUBRO
QUE TÃO ROSA
E nessa situação covarde
Que não se importa por olhar.
Em fazer o que precisa,
E pela coragem, sonhando conquistar.
Ofertando ao outro o seu valor.
E sem medo, lutando dia a dia
No entanto sempre mais.
E nesse outubro que tão rosa.
A tanto olhares vozear.
Queremos a paz de poder viver.
Para ter saúde e poder lutar.
E quando a coragem dita o ser.
Olhem com carinho cada olhar
Sabem da escolha que o voto fez
Tenha o caráter de ser sempre mais.
E nesse outubro que tão rosa.
Vamos todos juntos numa fé
Juntos na certeza de sonhar o bem.
Que não se importa por olhar.
Em fazer o que precisa,
E pela coragem, sonhando conquistar.
Ofertando ao outro o seu valor.
E sem medo, lutando dia a dia
No entanto sempre mais.
E nesse outubro que tão rosa.
A tanto olhares vozear.
Queremos a paz de poder viver.
Para ter saúde e poder lutar.
E quando a coragem dita o ser.
Olhem com carinho cada olhar
Sabem da escolha que o voto fez
Tenha o caráter de ser sempre mais.
E nesse outubro que tão rosa.
Vamos todos juntos numa fé
Juntos na certeza de sonhar o bem.
Sérgio
Dias 03/10/2017
terça-feira, 26 de setembro de 2017
MILAGRE
MILAGRE
Como
alcançar a tal da equanimidade?
Como
desvincular dos ciclos viciosos?
Como
evitar antigos jargões?
Como
apresentar o novo?
Como
deixar de julgar?
Como
viver sem medo?
Como
escrever no vazio?
Desapontei
meus pais
Não
sinto orgulho da mulher que me tornei.
Talvez
não tenha força suficiente
Para
atender uma expectativa alheia
São
tantos julgamentos e opiniões...
É
equinócio de primavera
Sinto
a vida germinar apesar de estar apegada à morte.
Estive
inerte em uma pessoa nova
Num
exilo criado em água salgada
Acreditei
que estava bem
Entorpeci
a alma com drogas afins
Tive
medo da dor, medo de sentir,
Medo
de me expressar e tive medo de mim
Precisava
de uma máscara nova, aliás: várias.
Vivenciei
tantas crenças
Realizei
estudos e simpatias
Implorei
a espiritualidade
Abandonei
a reforma íntima e moral
Palavras
opostas à conduta
Vive
posturas inadequadas
Acreditando
que estava tudo certo...
No
fundo o bem e o mal estão em mim
A
mudança está em mim
São
as escolhas que preteri...
No
detox da vida senti
Estou
aqui nesse momento
Nesse
lugar
Lutando
por amor
Sou
centelha divina
Com
brilho nos olhos e algo especial
Um
ser intelectual
Com
um coração generoso
Se
descobrindo e se reinventando
Simplesmente
renascendo em amorosidade.
Nesta
metamorfose que busca equanimidade...
Eu gosto de pessoas carentes. Que deixam
transparecer de algum jeito que precisam. Elas são mais abertas. Pessoas muito
bem resolvidas, não sei bem como lidar. Acabam me deixando carente,
insegura.
Você pergunta, ela responde o que perguntou,
por exemplo. Você não percebe nenhuma conversa puxada, nenhum medo de não estar
aprovada, nenhuma vontade de ficar mais um pouquinho, nenhum querer ser
convidado pro café. Elas não têm medo de serem excluídas, não sentem ciúme e
não se preocupam quando são deixadas de lado. Seguem a própria vida. Não
se chateiam ou se magoam, não se limitam, não se importam quando você se vai.
Vivem o que precisam viver com você e, simplesmente , seguem o próprio caminho.
Não mandam nem uma mensagenzinha no dia seguinte... Ou esperam uma sua...
Pra mim, é difícil de lidar...
Talvez seja inveja... Vontade de ser assim
também, de não precisar de nada ou de ninguém. Imagina o alívio... Respiro só
de pensar.
Ou, talvez, medo. De ser pega ainda faltando
tanto. Precisando tanto. Querendo tanto. Desejando tanto.
Ou, vergonha, de ser tão boba e infantil
diante do olhar que não precisa... Dele detectar qualquer falta na minha
simpatia.
Mais certo que seja mesmo a minha própria
carência... Falo em nome delas agora, as pessoas bem resolvidas que lerem esse
pedaço.
Não se enganem, eu admiro, muito, mas, a
conclusão é que me afasto...
Pessoas carentes são mais
confortáveis.
Fritz Perls que me perdoe...
Por:
Paula Jácome
SIMPLESMENTE
SIMPLESMENTE
Posso te amar assim, só assim, sem concordar
com você. Posso só estar ali, ao seu lado, no calor lânguido. Sem precisar
provar nada ou querer tanto. Sem condenar seus julgamentos, sem distorcer cada
sentimento, sem precisar do seu amor de volta. Só adorando cada segundo do
momento. Posso te amar assim, simplesmente.
Posso não te pedir nada, e ainda rir dos
seus pensamentos tresloucados, das suas preferências inconfessas, de seus ex e
futuros amores dispersos. Posso ouvir aquilo tudo que sussurra pra dizer, pra
esconder até de si. Posso guardar, dividir com você.
Posso não querer nada de você. Não esperar
nem que se cuide, nem que se cale, que não beba, que se morda, que me fale, que
queira a vida, que procure saídas. Que pague as contas, que se esforce, que melhore,
que corra, que busque, que emagreça, que não adoeça. Posso não querer nada de
melhor pra você e te deixar aí, seguindo o seu caminho que por tantas vezes
cruza o meu. Posso só curtir as interseções em que estamos juntos.
Posso tão somente ficar com você. Assim, sem
exigências ergométricas, sem desejos ecumênicos, sem, ao menos, aprovar suas
escolhas. Sem consentir com a sua tagarelice doida, sem me preocupar com os
preços que teremos que pagar, sem qualquer pesar, sem expressar alguma
experiência. Sem ensinar nada. Até porque, como poderia? Como poderia querer
julgar suas atitudes se não vivi cada uma de suas dores? Se não passei por
todos os mesmos minutos que você? Como posso daqui, de mim, realmente
compreender o que se sente daí, de você?
Mas eu posso simplesmente estar ali, como se
não houvesse nada melhor a fazer do que jogar fofocas no ventilador de domingo.
Como se não houvesse sabor melhor que o das gargalhadas deitadas na cama – o
som de gargalhadas deitadas é uma das coisas mais intimas que já senti. Posso
ser eu aqui e permitir que você seja você, daí.
Porque não há mesmo nada melhor a fazer
quando o que eu só quero é ficar ao seu lado e, naquele momentinho, naquele
pedacinho de tempo, te dar o melhor de mim. . . Inundar o tempo inteiro, em um
quadrado de amor infinito.
Mas é que por muitas vezes eu confundi doar
com exigir, abraçar com proteger, escutar segredos com sermonear, estar ao lado
com fazer algo. Por muito tempo ainda eu pensei que te amar era te mostrar os
passos que precisava dar, afinal, quantas bobagens já fez? O quanto do que você
mesmo quis já faz parte da sua história? Pensava no absurdo que isso significa
e me prontificava a impedir.
Achei mesmo que precisava exigir que pisasse
onde eu já pisei, onde eu piso, pois assim, seria mais fácil. Seria mais seguro
te dar o meu amor. Mas descobri que não, que não é. Que assim eu não dou ou
tenho amor, só tenho segurança; obviamente. E a segurança não me preenche o
peito, não gargalha na cama, não aceita velhos cafés, não para pra sentir, não
se entrega ao vínculo que se forma. Ela analisa e exigeu repetir o que já é
conhecido, sem experimentar, sem considerar quem é você. E assim, sem te
perceber não posso me relacionar. E fico só.
Mas agora, eu posso fazer diferente, posso
fazer o que verdadeiramente quero. E quero te dar o meu amor inteiro, por
qualquer pedaço de momento em que nos encontrarmos. E assim, eu posso seguir
com o meu coração cheio, plena.
Por:
Paula Jácome
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
UMA CARTA...
UMA
CARTA...
Estranho começar assim, mas, do fundo do meu
coração e com toda a benevolência que existe no seu ser, espero que compreenda
esse sentimento muitas vezes mal compreendido, e outras, julgados levianamente...
Nas últimas horas venho pensando em uma citação
de Confúcio, no qual ele cita: “há algo errado, há algo errado em mim e aqui eu
posso mudar”... e é sobre isso que eu pretendo me expressar.
- Gosto de você! Gosto muito de você; para
ser bem franca eu te amo! Sabe... o amor é indescritível, poetas tentam
descrever em vão, tendo em vista que o amor não se descreve, se sente! Gosto de pensar no melhor
ensinamento: ama-te o próximo a como a si mesmo... assim eu amo todo mundo, é
mais fácil viver assim...
Esta é uma carta que descreve o que eu vejo
e egoisticamente falando como eu me sinto. Talvez seja um tiro pela culatra,
mas é assim que aprendi a me defender e a me expressar para não morrer de
angústia. Aqui aprendi a ser amada. Um lugar aonde consigo ser eu mesma, um
lugar aonde eu posso manifestar sem medo o que sinto e penso. Esse é o caminho
que encontrei para curar a chagas da minha alma... Lanço tudo o que sinto em
palavras escritas e as entrego ao Universo para que tudo se transforme... essa
é a minha fé, minha catarse, minha autoajuda, meu amor próprio.
- Falar sobre você? É fácil! Existe uma
dualidade, uma dificuldade de entrega, um racionalismo exagerado, uma frieza
disfarçada, muita discrição, muita segurança, honestidade, dedicação,
amorosidade, educação e muita distância...
- Falar sobre mim? Difícil! Talvez eu seja
apenas a louca barraqueira que defende tartarugas na praia... ou apenas a
louca... no fundo imagino o que pensas dessa minha chatice toda...
- Falar sobre nós? Se é que existiu isso um
dia... desculpas estou incrédula e ferida demais porque amar dói! Dói muito
amar! Só para exemplificar: Jesus morreu por amor!
Sobre tudo que aconteceu entre nós, da minha
parte eu te garanto, tínhamos tudo para viver uma grande história e sinto muito
não estarmos prontos emocionalmente para continuar essa jornada.
Mais uma vez estou triste pelo motivo de
sempre: pela sua falta, melhor dizer, pela falta que eu sinto, pelas palavras
não ditas, pelo sentimento não expresso, pela expectativa frustrada... Vou
dizer mais uma vez: Não quero ser sua esposa, mas também não quero ser sua
amante vivendo longe das pessoas que nos cercam, vivendo dualidades,
inseguranças, vivendo palavras que não condizem com as atitudes, vivendo vidas
separadas estando juntos; afinal de contas, somos livres e disponíveis para
viver uma relação que nos agregue valor.
Ontem não tive vontade de te ver, pela
primeira vez não quis te ver... e acredito que seja recíproco... não quis ver o
seu sorriso chegando, não quis receber o seu abraço, não quis dormir de conchinha,
não quis fazer aquele sexo gostoso, não quis fingir que não me importo, não
quis brigar... mas gostaria que soubesse que sinto a sua falta; gostaria que
soubesse que ainda me importo muito... ainda não sei se quero te ver... porque
não quero discutir relação, te cobrar, acusar, continuar ou romper. Não quero
tocar em feridas... não quero lembrar das mentiras, das justificativas e das
promessas de mudanças... Ser fiel e ter a consciência tranquila é importante,
mas não é tudo.
Sinto muito, na minha cabeça bipolar,
poderíamos viver uma relação de reciprocidade, companheirismo, de amizade e de
amor... mas, isso, não está sendo possível porque tenho ficado triste por não
me sentir querida, por não me sentir inserida... é o tal do amor... e isso não
se pede, ou cobra... o amor precisa ser livre e é isso que estou fazendo... te
deixando livre...
Não quero joguinhos, troco com a mesma
moeda, não quero máscaras do ego, não quer ser sua inimiga, não quero mentiras,
não quero mais me sentir assim: menosprezada...
Vou me dar amor e me fazer feliz! E é só
isso que eu quero... não precisamos um do outro para nos causar dor e ressentimento...
“Há algo errado” e essa insatisfação só cabe a mim transformar. Eu sinto muito!
Não quero um julgamento pejorativo, mas para mim está sendo difícil, muito
difícil, me esforço com um sorriso no rosto, me distraio com o que eu tenho,
mas o meu coração está partido e eu preciso cuidar dele.
Só sei que preciso cuidar de mim... com ou
sem você!
A dor é só minha!
A dor é só minha!
Por:
Lucileyma Carazza
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
HOJE
HOJE
Somos
frações de segundos
Somos
centelha divina
Somos
um momento
Somos
um pensamento
Somos
um julgamento
Somos...
Advindos
do ser.
EU optei
em ser
Sem
temer
Entregue
Fora
dos padrões
Entrelaçada
em loucuras,
Para
não dizer neuroses,
TPM’s
ou menopausas,
Talvez
crise de meia idade.
Por favor
Me
conquiste
Me
transporte para Universos...
PARALELOS,
divinos
De
preferencia os reais...
Sei
lá...
Deve
ser o álcool
O ócio
Ou
qualquer coisa...
Estou
aqui e agora
Pronta
e inteira
Para
amar e ser amada...
Por: Lucileyma Carazza
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
QUERO VOCÊ AQUI
QUERO VOCÊ AQUI
Há
razões para evitarmos a monotemática,
Ciclos
viciosos são jargões antiquados;
Mas
como evitar a vivencia do amor?...
Se
somos movidos por essa graça.
Minha
vassoura é motorizada
Em uma
estrada longínqua,
Em correntezas
barrentas e límpidas
Que
desaguam em um lugar incomum...
Nesse
paraíso me estabeleci
Nessa
terra sagrada e amada
Nessa
paisagem lúdica
Que
ilumina a alma de poucos
Existe
a inundação do medo
Em enchentes
misteriosas e intercaladas...
Mas não
se preocupe,
Sou
como água em suas mãos!
Tornei-me
salobra nesse emaranhado
Esse
amor é como lâmpada
Em
cima da minha cama...
Por
favor me ilumine, não me deixe seguir...
Senti
como se pudéssemos jogar fora
A
mentira dos nossos passados.
Fui
atraída pela sua graça
Dentro
de uma tempestade.
Por: Lucileyma Carazza
Talvez
precisamos apenas seguir os nossos corações, mas que culpa tenha eu, se o meu
transformou-se: “Quando a poesia bate a porta da imaginação e transpassa o coração,
confesso que sou emoção, sou um emaranhado de saudade, sou homem, simples e
saudoso. – Sérgio Dias”
quinta-feira, 29 de junho de 2017
LEXAPRO
LEXAPRO
Essa
posologia que me leva para longe,
Envolta
em sentimentos que não reconheço mais...
Talvez
seja a falta de vivências,
Ou,
apenas experiências;
Certamente
é o torpor da alma!
Perambulo
no amago de um dualismo,
Que
talvez seja impudico...
Estamos
competindo por um amor
Que jamais
receberemos,
Pois,
dançamos ao redor de mentiras que contamos...
Conceitos
e princípios se degeneram
Estamos
em universos paralelos
Vivendo
amorosidades desonestas...
Não
existe histeria ou depressão
Estamos
no meio, sem emoção, mas excitados!
Vivo
em um holograma com você,
Estamos
chapados no paraíso,
Onde
nada é errado por não ser verdade,
Estamos
em prova, conhecemos a estrada,
Mas não
encontramos o caminho para sair daqui.
Por: Lucileyma Carazza
terça-feira, 13 de junho de 2017
SOBRE A IDADE...
SOBRE A IDADE
Sou bem resolvida
São 41 anos bem vividos
Tenho dificuldade em aceitar,
Uma vez que, envelhecer é degenerativo,
Mas, contudo, portanto e porém...
São 41 primaveras bem vividas
Na minha proporção, condição e projeção.
Cher tem 71 e é uma Diva
Tina Turner tem 77 e é um espetáculo
Madonna 58 e detona,
Tenho a aparência de meia idade
Com mentalidade atual
Uma alma milenar (antiga mesmo).
Não sigo padrões,
Muito menos conceitos e modismos...
A vida me leva
E aceito.
A idade chega para todos
Por: Lucileyma Carazza
Tenho dificuldade em aceitar,
Uma vez que, envelhecer é degenerativo,
Mas, contudo, portanto e porém...
São 41 primaveras bem vividas
Na minha proporção, condição e projeção.
Cher tem 71 e é uma Diva
Tina Turner tem 77 e é um espetáculo
Madonna 58 e detona,
Tenho a aparência de meia idade
Com mentalidade atual
Uma alma milenar (antiga mesmo).
Não sigo padrões,
Muito menos conceitos e modismos...
A vida me leva
E aceito.
A idade chega para todos
Por: Lucileyma Carazza
sexta-feira, 19 de maio de 2017
DA CULPA
DA
CULPA
-
Estou desejando o que não devia. Querendo o que não tinha que querer.
-
Como?
-
Eu quero algo que não atende as expectativas. Dos amigos, dos familiares, do
mundo... As auto-espectativas gigantes que juntei todos esses anos em que
passei tentando agradar todas as pessoas a minha volta.
-
Mas, por quê?
-
Pra ser amada... Abri mão de mim pra pertencer... Mesmo sem querer. Medo... Por
medo de ficar só.
-
Sério?
-
É. E, ao querer o que não devia, me culpo. E, antes que os outros me julguem,
me puno.
-
E, como faz isso?
-
Desta vez, ficando triste. Ja engordei, me sabotei profissionalmente, me
deprimi, desisti de coisas que amava... Desta vez, não me permitindo a alegria.
-
Então, você, por querer algo que não está de acordo com o que o mundo espera de
você, se pune, se entristece, se culpa. Antes que seja julgada...
-Sim.
-
E o que sente disso tudo?
-
Na verdade, raiva. De mim, pois não me sustento, não me posiciono. Das pessoas,
que me julgam pra me limitar. Mas não assumo isso também, nem pra mim, ou
estaria, mais uma vez sendo o que não era pra ser...
-
Triste isso...
-
Sim...
(Paula Jácome - se
gosta, compartilhe com autoria)
quinta-feira, 11 de maio de 2017
UM CASO DE AMOR
UM CASO DE AMOR
Existe
a monotemática
Onde
tudo já foi dito e vivido
Existe
o julgamento subliminar
De
simplesmente nada a fazer
Uma estrela
cadente caiu em coração
Num
festival intergalático
Guiada
pela Lua insana incandescente
Inspirando
uma vida simples
Casei
com a autoestima
Em uma
cerimônia lúdica
Transcendi
a minha essência
Vivencio
experiências entregue aos contos
Essa
benevolência tem um rebolado
Nessa
solitude carrego sabedoria
De
amar e ser amada
Um
tanto quanto fora dos padrões
Não se
enganem...
Aqui “jas”
uma mulher feita
Livre
e conhecedora de si
Selvagem
e entregue...
Por: Lucileyma Carazza
quarta-feira, 26 de abril de 2017
AMOROSIDADE
AMOROSIDADE
Deixamos
de sonhar
Quando
fechamos a inconsciência
Para
fugir da realidade
Meus
sonhos são coloridos
Para
que a alma viaje e aprenda,
Sem
eles não suporto a realidade
Vivo
em uma “Terra Amada”
Emanada
de luz
Envolta
de flores coloridas e perfumes
Lágrimas
fogem de mim
Nesse
momento exponho
A
leveza e a sensibilidade da aura
Palavras
são jogadas ao vento
Atitudes
no levam para perto de nós
Incertezas
são para serem vividas...
Matrimônios
sagrados
São
para serem vividos em retidão
No
entrelaço de almas afins da “Trindade”
Com ou
sem você
Eu
posso viver
E eu
espero... sem você
Toda
onda que quebra na costa
Diz
para a próxima que haverá mais uma
Todo Pescador
sabe que o mar
É um
amigo e um inimigo
Se
cada um ir pelo seu caminho
Será
que ficaremos indefesos na maré?
Ou fincaremos
raízes eternas
O amor
não é uma “coisa” fácil
É a
única bagagem que você pode trazer
É tudo
que você não pode deixar para trás
Por: Lucileyma Carazza
quarta-feira, 29 de março de 2017
Chamei
minha sombra pra dançar
Chamei
minha sombra para dar as mãos
Ela
quis comandar os passos do bailado
Ela quis dançar solta pelo chão
Ela quis dançar solta pelo chão
Pedi
para ela se acalmar e juntas
rodopiar
as saias sob o sol amarelado
de
olhos fechados e cabelos soltos
Chamei
minha sombra pra dançar
Ela
quis comandar os passos do bailado
Eu
queria a luz do meu ser encantado
Ela
queria o escuro da alma escondida
Eu a
liberdade do Ser, ela o peso do ego
Eu a
correnteza das águas, ela a prisão da bola de ferro
Eu as
asas das borboletas, ela o casulo
Eu o
olhar das grandes águias, ela a escuridão das cavernas
Chamei
minha alma pra dançar
E aos
poucos bailando inconsciente
A
consciência despertando, segui dançando
E ao
som do tambor do meu coração
Me
elevei e levei a sombra pra dançar
Cheguei
ao Sol...da minha alma.
Rose
Kareemi Ponce
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