sexta-feira, 27 de julho de 2018

quinta-feira, 26 de julho de 2018

AUTONOMIA





AUTONOMIA
  
- Sim! Estou bem! Não se preocupe! Acredito fielmente que você também esteja. Eu sinto muito pelos momentos de devaneios e desatinos, peço perdão para você e para a vida... mas antes de tudo me perdoo. Sei que errei, ou melhor, “que me vinguei”... existe uma ordem natural que se estabeleceu, não me compreendas mal, não fiquei tranquila com o desfecho dos nossos conflitos. Foi importante para mim, inconscientemente, tomei uma atitude que me fortaleceu, que me fez ver o quanto sou bela, forte e me despertou para virtudes que estavam adormecidas em mim...

Egoisticamente falando, estou falando sobre mim...

Nem sei mais se tenho alguma para coisa para dizer, escrever ou pensar, porque acredito que já escrevi tudo e sobre tudo que estava ao me alcance. Na verdade vomitei em textos, versos, prosas e poesias todos os sentimentos vivenciados. Essa foi a minha catarse. A minha busca pelo autoconhecimento, para a iluminação, mas, principalmente para a paz. Hoje sinto que silenciei...

Lutei muito por não me encaixar em padrões, por querer uma vida transparente, simples e digna. Só eu sei o que vivi e o quanto lutei para chegar  aqui. Hoje, vivencio a minha plenitude. Uma plenitude de serenidade, tranquilidade e muita paz.

Dizem que Deus escreve certo por linhas tortas... e foi isso que vivemos: uma linha torta. Um amor, um tesão e/ou uma aventura, classifique como quiser, uma vez que me entreguei e aprendi tudo que eu precisava aprender. Reverencio, sou grata e te amo como um filho de Deus que você é. Vou te amar para sempre porque você sempre está em minhas orações.

Nossos encontros eram mágicos e sempre me lembro de você como uma magia. Solto um suspiro e mesmo distante, sinto a sua presença... e me contento com isso, pois somos energia e tivemos a oportunidade de realizar um salto quântico, uma vez que em alguns momentos fomos um único ser interligado.

Sou puro instinto e coração, mas precisava encontrar o equilíbrio. Hoje me sinto plena. Todas as madrugadas acordo com um sorriso, faço o meu café, cuido do meu gato, dou a minha volta de bike e contemplo o mar. Agradeço a Deus por todas as oportunidades que eu tenho e isso me faz muito bem. Aprendi que posso apenas SER. Ser centelha divina e ser um solo sagrado. Vivo a minha solitude em paz. Esse foi o meu despertar...  

Sinto muito, eu te amo, sou grata, me perdoe eu te reverencio...

Sei que às vezes te perturbo, nas por favor me ignore. Não se preocupe. Estou bem... é que às vezes perco a consciência, e isso, leva os meus pensamentos a cometer alguns deslizes, apesar da plenitude, eu sou humana.

Por: Lucileyma Carazza

“Eu sou eu, você é você. Eu faço as minhas coisas e você faz as suas coisas. Eu sou eu, você é você. Não estou neste mundo para viver de acordo com as suas expectativas. E nem você o está para viver de acordo com as minhas. Eu sou eu, você é você. Se por acaso nos encontrarmos, é lindo. Se não, não há o que fazer.”
Fritz Perls, 1969

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Bom será!



Meu estimado amigo! Descanse em paz! Você também me ensinou muito! Um grande poeta, amigo e um exímio  amante... amante da vida, da natureza, dos bons drinks, das boas gargalhadas, da rebeldia... você não gostava de dormir, achava que era perda de tempo e amava mentes brilhantes... agradeço a oportunidade de ter convivido com você, só te dou um puxão de orelha: você me enganou direitinho, pois me afirmou categoricamente que estava tudo bem...

Esse foi o nosso último contato... sua voz no poema Solidão: https://youtu.be/h5mlBc8CzQY

Bom será

Meu irmão Lysias tinha uma cachoeira. Um sítio verdejante e uma água que cai da maior altura, espalhando uma beleza diáfana em meio ao paredão de pedras. Depois, forma um remanso breve antes de seguir seu destino. O lugar chama Bom Será. Sábado passado, ele reuniu as últimas forças, andou pelo seu refúgio e depois olhou longamente as águas que caíam. Era uma despedida.

Eu ainda tento entender que força da natureza era o meu irmão Lysias, o nono dos doze filhos dos meus pais. Muita gente se lembrou durante o velório, na segunda, do dia em que, aos oito anos, ele não quis pentear o cabelo. Todo mundo pode querer em determinado momento ficar despenteado, mas ninguém terá a força da rebeldia com a qual ele se jogou contra essa ordem, como se fosse a batalha final. Minha irmã avisou que eu vigiasse o Lysias. Ele só poderia sair do castigo se penteasse o cabelo.

– Não vou pentear o cabelo! — gritou ele do seu castigo.

Fiquei sozinha com ele, enquanto as mais velhas foram para a universidade. Era num apartamento em Belo Horizonte, onde elas moravam para estudar, e tínhamos ido nós dois passar as férias. Ele repetiu por horas aquela mesma frase. Tentei demovê-lo, acalmá-lo, convencê-lo, distraí-lo. Nada. A frase foi repetida por horas. Ele comeu repetindo a mesma afirmação, entre garfadas. E ao fim da tarde, já afônico, insistia que não pentearia o cabelo. Entendemos então que a vontade do Lysias era inamovível. Seus cabelos dormiram lindamente desalinhados e, no dia seguinte, ninguém mais se atreveu a dar ordens naquele penteado.

Ele fez assim com o câncer agressivo que atacou seu corpo há dez meses, quando não havia ainda completado 56 anos. Lysias se tratou, fez tudo o que os médicos mandaram, mas jamais cedeu. Foi, ao longo da doença, animando os que o amam, fazendo piadas, espalhando e acolhendo afetos. Pedia que fossem visitá-lo e, quando tinha forças, recebia a visita no fogão, preparando alguma iguaria. Quando a dor era grande demais, ele se deitava. A qualquer sinal de melhora, ele levantava e tocava a vida, como se houvesse muito tempo restante.

– Ele não se verga — disse meu irmão Cláudio, em espanto.

Era como se fosse ainda o menino convicto da sua razão e soberania capilar, dizendo: “não vou me entregar ao câncer”. Foi tão imensa a sua força que nos enganou. Achávamos que ele permaneceria assim, superando as dores, comemorando as pequenas melhoras de cada dia, teimando com a doença. Quando ele ficou inconsciente no domingo, nós entendemos que ele dormia. Era apenas um breve descanso do indomável guerreiro. Na segunda, a notícia se espalhou como uma devastadora verdade por toda a família. Lysias não há mais. E agora?

Os dias seguintes foram de entender a dimensão do meu irmão. Um ponto de união entre pessoas que a vida dispersou, um centro de distribuição de amores e carinhos, piadas e poesias. Os dias foram de olhar o enorme vazio que se abriu. Nós ainda não achamos a outra margem.

Lysias viveu intensamente. Pai antes dos 20, avô aos 36, se dedicou a cada papel com a determinação de um combatente. Tão curta a vida vivida até os 56, tão cheia de acontecimentos.

Bom será se cada um que recebeu tanto amor entender pelo menos algumas das suas lições. Eu consegui apenas um entendimento imperfeito. Achei que ele estava, com toda aquela bravura, bom humor e afeto, nos ensinando a fazer a derradeira caminhada. Só dias depois é que compreendi que a teimosia em ficar em pé e inteiro era para nos ensinar  a viver.  Era aviso de que a vida vale a pena até o último instante. Que enquanto houver vida ela é plena. Que não devemos pentear os cabelos se não quisermos, nem desistir da vontade. E é preciso reunir as forças, mesmo que últimas, e olhar para as águas que descem com força até o remanso. E então se despedir como quem dorme.

Bom seria entender tudo o que o Lysias nos ensinou. Bom seria provar todos os sabores da vida, em volta de um fogão de lenha, numa panela feita de roda de arado que ele mandou fazer. Bom seria beber mais um copo do vinho com o qual brindamos quando ele preparou para mim a torta capixaba, que aprendeu a fazer porque é meu prato favorito. Bom seria olhar com o irmão, em silêncio, a queda das águas. Bom seria. Bom será. Bom seria. Bom será. Para sempre será bom ter tido um irmão assim.

Publicada no blog do Matheus Leitão: https://g1.globo.com/politica/blog/matheus-leitao/post/2018/07/21/bom-sera.ghtml

terça-feira, 5 de junho de 2018

segunda-feira, 4 de junho de 2018


PROPÓSITOS




PROPÓSITOS

Em diversos momentos
Estive longe...
Da essência do meu ser
Fui como água corrente
Que tempo levou.
Das adversidades
Um propósito:
O regaste da mulher que eu sou.
Sinto muito amor
Mas o meu amor por mim é maior
Minha vingança
É apenas o reflexo da sua alma.
Sinto muito
A cicatriz está exposta
Mas a cura é imediata
Não sou terreno baldio
Sou solo sagrado

Por: Lucileyma Carazza

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Hunger


SEDE



SEDE

Talvez o ato não seja apropriado...
Muitas das vezes o que enxergamos,
Não é o que pensamos
E sim, o que sentimos.

Somos nossas escolhas e padrões
Não adianta ficar no cérebro
Pois, os nossos corações
Nos entregam...

Podemos ser uma fração
De sexo casual ou amor fraternal...
Podemos amar vários
E permanecer fiel...

Somos espelhos e projeções
Enraizados em máscaras do ego;
Que nos levam para longe de nós
Nos tornando zumbis de nós mesmos

Talvez seja a minha veia poética
Aprisionada em falácias
Justificando o injustificável,
Ou apenas a minha falta de assunto.

Prisioneiros de nossas escolhas
Tendo que sustentar o que não somos
Por não suportar quem somos
Nesse emaranhado de livres arbítrios.

Não sou quem você sonha
Nem você o ideal de um amor
Perdidos em uma madrugada qualquer
Entrelaçados e bêbados.

Não vou me abater
Escolhemos o racional
Vivenciamos o instinto
Mas precisamos acionar o emocional

Nessa tríade fica a lembrança
O perdão dos pecados
Não seremos algozes de nos mesmos...
Seremos o recomeço.

O resgate de quem somos
O perdão do que fomos
Nos libertando da culpa
Reconectando o sagrado.

Por: Lucileyma Carazza

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Admiração não é amor, respeito não é amor, sucesso não traz amor. Ser desejado é muito diferente de ser amado. Ter coisas, não é ter amor. Ter pessoas, muito menos. Ganhar, não traz amor, se esforçar também não, ser melhor também não. Dominar alguém não te faz seguro de que vai ser amado, se vitimizar , se submeter muito menos.
Fazer tudo pros outros não te dá uma conta corrente ou poupança de amor garantido. Ser correto, não te faz mais amado, nem melhor. Fingir que não se importa, que não precisa de amor, não engana ninguém. Bom, pelo menos a mim não...
Se prevenir, não te impede de sofrer uma decepção. Nunca se tem garantia no amor. O que se tem, é fragilidade. Fragilidade-coragem. Ser a mais bonita não te faz amada. O sexo, por melhor que seja, ou a falta dele, não te traz amor. Não mesmo.
Aparecer, ser visto, ser elogiado, nem mesmo viralizado te garante ser amado. Mesmo que por muitos, mesmo que grande, o amor parece estar nos pequenos pedaços.
Saber tudo, não impede você de sofrer de amor. Não saber e confiar é o território do amor.
Como consigo amor? Não consigo. Desisto...
Por: Paula Jácome

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

...

...

Somos centelha divina
Solos sagrados
Um suspiro, uma lágrima
Um sorriso, uma gargalhada.
Velhos jargões e conceitos...
Somos polos opostos
Que se atraem,
Mas não se comunicam.
Somos a vitrine da sociedade
Em um comercial de “margarida”
Enclausurados em nossa languidez,
Aprisionados em nossa intimidade.
Somos o Santo Grau
Envoltos em mistérios
Em mentes perturbadas,
Saciados em volúpia.
Em desdobramentos
Vivenciamos experiências
Das quais faço questão de ignorar.
Não vivo em retidão
O pecado persiste...
Os laços se estreitam
No presente ávido!
Como bom marujo siga,
As linhas do seu coração,
Uma vez que:
Somos responsáveis por nossas escolhas...
Somos livres... libertinos...
Não estamos sujeitos
Pelo menos em alma!


Por: Lucileyma Carazza

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

DEVANEIO



DEVANEIO

Um estágio imaginário
Onde o ser é apenas sussurro
Uma memória, um ato
Pressuposto da loucura.

Uma falta de assunto
Um coração partido
Amizades inconstantes
Amantes confidentes

Um padrão oposto
Ao de uma sociedade hipócrita
Voltada para o egocentrismo
Onde todos são PHD`s em trivialidades

Uma crise de nervo
Outra psicótica,
Ou apenas um sentimento real
Em dizer: EU TE AMO

Não sabemos conviver com sentimentos...
Viver sem nos conectarmos
Demonstrar fraquezas... jamais
Porque somos como muralhas

Com a obrigação de ser feliz
Ao colocar nossas máscaras do ego
Para demonstrar SER
O que não somos de fato

Uma postura de não nos colocarmos
Nunca no lugar do outro...
Compaixão é apenas uma fraqueza
E a gratidão uma política de boa vizinhança

Talvez seja apenas a solidão rondando
A mágoa crescendo como um câncer
Ou apenas lágrimas fugindo de mim
Por amar demais!

Fato é que somos
Uma centelha divina
Em uma fração de segundo
Vivenciando dualidades

Por: Lucileyma Carazza

quarta-feira, 22 de novembro de 2017


As mulheres
são feitas de música!
dos sons de estrelas
das águas da cachoeira
das ondas do mar.

As mulheres
são embaladas de dança
de bater o pé
de mãos unidas
em canto sagrado

As mulheres 
são feitas de sonho
dos sonhos de Deus
do sonho do amor
do filho que ainda não veio
dos sonhos de sonhar

As mulheres 
são perfumadas de flor
das flores do campo
do jardim de casa
da rosa, do cravo
do jamim
da cerejeira.

As mulheres 
são pintadas de arco íris
com cores de mar
do céu infinito
com nuances de mata
pinceladas com fogo

As mulheres
são belas
são feras
são doces
mas não se enganem

As mulheres
são rubro sangue
e sabem-se armadas
ferozes
felinas.....

As mulheres
são água que flui
são fogo que queima
terra que sustenta
e o ar dos teus sonhos!!!



A vida da gente é um emaranhado de fios que se cruzam. Alguns são nós que precisamos desatar e outros, laços que nos apresentam os presentes que surgem no caminho.

Quando a consciência é clara, sabemos que todos, laços e nós, são presentes, pois nos ensina a crescer!

Há fios que se desmancham pois já chegou a hora do desapego e fios que começam a ser tecidos, qual seda.

A vida da gente é história. Podendo ser uma linda história de amor e paz ou uma história de terror e medo, a escolha é absolutamente nossa!

Somos nós que tecemos o tear dessa nossa existência.

Cabe a nós escolhermos a cor dos fios que nos unem a outros seres.

Cabe a nós escolhermos o que queremos semear em nosso jardim e no jardim de nossos companheiros de viagem.

Cabe a nós escolhermos se queremos caminhar olhando nos olhos de nossos irmãos e sendo espelho claro e límpido, assim como também ser um bom reflexo no espelho do outro, ou se seremos sombras refletidas, espalhando tristeza e dor.

O tempo passa rápido demais e somos como sopros e a qualquer momento nos desmanchamos no ar, feito dente de leão!

Precisamos aprender a amar incondicionalmente a todos, não levarmos em nossa mochila nada que nos separe daqueles que são ou foram importantes em algum momento. Respeitando que cada ser tem seu tempo de compreensão, seu tempo de caminhar, seu tempo de despertar.

E o que é o despertar, senão o amar?

O que é o despertar senão, sair do julgamento e deixar as pedras da mochila pelo caminho?

O que é o despertar senão, ser luz?

A vida é brisa ou vendaval.

A vida é nascente e poente.

A vida passa e nós....passarinho!
Somos Muito Breves!
Que possamos ser Cada Vez Mais Leves!



domingo, 12 de novembro de 2017

QUANTO A NÓS...




QUANTO A NÓS...

Você quebrou meu coração
Mas tenho duvidas.
Não sei se é amor ou vaidade,
Talvez seja apenas o ego insistente
Que gosta de sofrer...
Ou talvez nunca tenha existido: NÓS!
Não estávamos preparados,
Ou não sei...
Talvez eu não estava...
Fui honesta por demais
São dois corações distintos
Com experiências impares
E mistérios indescritíveis
Com dores e angustias inexplicáveis
Somos centelha divina
Vivenciando experiências.
Talvez precisamos ser
Apenas um momento
Para marca um lugar
Para que mesmo ausente
Estejamos sempre presente!
Ou talvez não,
Foi tudo casual.
Não aprendemos nada
Não significamos nada
Não somos nada...
Somos apenas um grão de areia
Nas migalhas do oceano.
Eu sou!
Aqui e agora...

Por: Lucileyma Carazza

segunda-feira, 6 de novembro de 2017


“Dizem que tudo que buscamos, também nos busca  e, se ficamos quietos, o que buscamos nos encontrará. É algo que leva muito tempo esperando por nós. Enquanto não chega, nada faças.Descansa. Já tu verás o que acontece enquanto isso acontece.” Clarice Pinkola Estés – Mulheres que correm com os lobos.

O MEU SAGRADO



O MEU SAGRADO

Quando decidi que a protagonista da minha história seria eu,
Eu decidi por mim
Por meus sonhos
Por meus princípios
Pela minha paz
Selei minha sorte
Domei meu destino
Segui ao infinito de tudo que sou
Algumas vezes Segura, 
N'outras no escuro,
Mas plena, Inteira, 
Sem medo e certa
Do que sou, do que tenho e 
do que quero
Sabedoria?
Creio que sim
Me sinto colecionadora 
De sentimentos
De ideias
De desejos
De sensações 
De aprendizado
Isso é o meu Sagrado.

(Juliana C. Wolf)


terça-feira, 3 de outubro de 2017

OUTUBRO QUE TÃO ROSA



OUTUBRO QUE TÃO ROSA

E nessa situação covarde
Que não se importa por olhar.
Em fazer o que precisa,
E pela coragem, sonhando conquistar.
Ofertando ao outro o seu valor.
E sem medo, lutando dia a dia
No entanto sempre mais.
E nesse outubro que tão rosa.
A tanto olhares vozear.
Queremos a paz de poder viver.
Para ter saúde e poder lutar.
E quando a coragem dita o ser.
Olhem com carinho cada olhar
Sabem da escolha que o voto fez
Tenha o caráter de ser sempre mais.
E nesse outubro que tão rosa.
Vamos todos juntos numa fé
Juntos na certeza de sonhar o bem.

Sérgio Dias 03/10/2017 

terça-feira, 26 de setembro de 2017

MILAGRE



MILAGRE

Como alcançar a tal da equanimidade?
Como desvincular dos ciclos viciosos?
Como evitar antigos jargões?
Como apresentar o novo?
Como deixar de julgar?
Como viver sem medo?
Como escrever no vazio?

Desapontei meus pais
Não sinto orgulho da mulher que me tornei.
Talvez não tenha força suficiente
Para atender uma expectativa alheia
São tantos julgamentos e opiniões...
É equinócio de primavera
Sinto a vida germinar apesar de estar apegada à morte.

Estive inerte em uma pessoa nova
Num exilo criado em água salgada
Acreditei que estava bem
Entorpeci a alma com drogas afins
Tive medo da dor, medo de sentir,
Medo de me expressar e tive medo de mim
Precisava de uma máscara nova, aliás: várias.

Vivenciei tantas crenças
Realizei estudos e simpatias
Implorei a espiritualidade
Abandonei a reforma íntima e moral
Palavras opostas à conduta
Vive posturas inadequadas
Acreditando que estava tudo certo...

No fundo o bem e o mal estão em mim
A mudança está em mim
São as escolhas que preteri...
No detox da vida senti
Estou aqui nesse momento
Nesse lugar
Lutando por amor

Sou centelha divina
Com brilho nos olhos e algo especial
Um ser intelectual
Com um coração generoso
Se descobrindo e se reinventando
Simplesmente renascendo em amorosidade.
Nesta metamorfose que busca equanimidade...

Por: Lucileyma Carazza