segunda-feira, 1 de julho de 2019


"Você não é obrigado a nada. Você não precisa casar, nem ter filhos, se nunca desejou. Nem fazer compras em Miami. Não precisa ter aquela bolsa marrom, não precisa ter carro, nem amar bicicletas, não precisa meditar.
Só precisa ter cachorro se quiser. Entender de vinho: não precisa. Barco, casa no campo, Rolex, ereção toda vez, cozinha gourmet, perfil no Instagram... Não precisa. Você não é obrigado a gostar de carnaval, nem de samba, nem de forró, nem de jazz.
Você não é obrigado a ser extrovertido. Não precisa gostar de praia. Nem de sexo você é obrigado a gostar. Balada, barzinho, cinema. Missa no domingo. Reunião de família. Não, você não é um ET se não estiver afim.
Acordar cedo, fazer exercício, conhecer os clássicos, assistir os filmes do Oscar, a banda de garagem que ninguém conhece. Você também não precisa conhecer. Paris, Nova York, Londres...
Gosta muito de viajar? Não? Então não vá! Tá sem namorado? Alguém vai dizer que você não é feliz por isso. E é mentira. Seu cabelo não precisa ser alisado. Nem você vai ser muito mais feliz se for magro ou magra. Também não precisa gostar de comer.
Peça curinga no guarda roupa, perfume francês, dentadura perfeita, curriculum vitae, escapulário. Sucesso. Não, você não precisa dele. Se for para ser obrigado, nem feliz você precisa ser." 

domingo, 2 de junho de 2019

SOBRE




SOBRE

O que você é?
Uma fração ou apenas esse momento?
Você é o que você tem,
Ou é apenas um SER?
Qual é a sua dor,
Em qual máscara você se esconde?
Somos algozes de nossas vidas
Pacificadores de nossas mentes.
Somos frações,
Seres em dores
Domados pelo ego.
Esquecemos que somos apenas...
Um sopro divino,
Em uma fração de segundo.
A máscara é apenas uma defesa
De seres aterrorizados pelo que ACHAM que são.
E eu?
Uma observadora neurótica do cotidiano,
Carregando a minha dor,
Sobrevivendo diante daquilo que sou.
Perdoando o passado,
Aterrando o presente
E recomeçando, reconectando.
- Apenas SOU!
Pratico o mantra de São Francisco e Confúcio:
“Há algo errado em mim”.
Eu sou eu, você é você,
Está tudo bem,
No fundo somos apenas UM (equidistantes)...

Por: Lucileyma Carazza





quarta-feira, 15 de maio de 2019

IDIOCRACIA





IDIOCRACIA

Telhados de vidros,
Dedos apontados
Salve-se quem puder.
Sociedade medíocre, cega,
Com seres pensantes irracionais,
Onde o bom senso e a educação
Só servem para a Rainha Elizabete.
Viver entre máscaras
No “mimimi” da vida
O torna o iluminado da vez,
O “Nego Ney” da atualidade.
Um salve! Vários Salves!!!!!!!!!!!
Salve as princesas da Disney solteiras,
Tratadas como lésbicas;
Nós Bruxas fomos queimadas vivas...
Salve ao tal do “Pânico”,
Criticando “O Mecanismo”
Eles são humoristas? Babacas?
Ou apenas o meu reflexo?
Salve ao “Filho” que declarou:
“Ministério Público faz investigação ilegal”...
Se fosse a Bruxa, diria: - Por favor, fiquem à vontade.
Um salve ao “Vampiro” e ao “Coronel”!
“Vampiro” que não fede, não cheira, mais suga!
Preso ou solto... vampiriza...
E o tal do “Coronel”?
Uai... militar rouba?
Salve ao “Molusco”,
Até o Bono acreditou em você.
Cumpra pena. Até os 130 anos,
Prove que o diminuído “Togado” está errado...
- O “Togado”?  Sério? - Ele apenas assinou...
Um salve a “Lavo Jato”, ato jurídico perfeito.
Um salve a ditadura ela “nunca existiu”...
Existiu comunista queimado no forno,
lutando por direito trabalhista.
Hum... esqueceram de me queimar...
Sou  “Idiota útil e imbecil” graças ao “Mito”,
Com seus óculos e arma na mão,
Com 33 anos prestados ao Executivo...
- Já não devia ter aposentado com 6 anos de exercício?
Já aposentou! Mas não largou o osso,
Sanguessuga da previdência...
Fica igual  “Matusalém”, ou os  “Mãos branca” da “Araponga”.
Mudando de assunto:
O “Molusco” analfabeto com seu primeiro diploma,
De Presidente da República Federativa do Brasil.
O “Mito” ? Com o mesmo diploma,
Declara-se: analfabeto funcional em rede social.
- E eu? A Bruxa!?
Me deixa voar, preciso dos meus livros,
Quero aprender para vivenciar sabedoria!
A mudança se faz necessária
Nas entranhas da minha alma.
Sou adepta de liberdades;
LIBERDADES COM S MESMO,
Se tiver dúvidas leia: José Alfonso da Silva,
Ou Rui Barbosa, porque o tal Alexandre de Morais não explica.
Aliás, não leia nada!
O “Mito” acredita que política não é para estudantes...
Depois dessa, Confúcio vai até reencarnar no Brasil.
Na atual conjuntura, não existe lado.
A Bruxa aconselha tristemente:
Varem tudo e recomecem.
Ou...
Dão um tiro no “cu” e suicidem...
Mas não pode falar “cu” porque a princesa bloqueia.

Por: Lucileyma Carazza


# idocracia: idiota com democracia.



sexta-feira, 3 de maio de 2019

Chaga




CHAGA

O que era cura
Tornou-se árduo...
Expressões, palavras, pensamentos,
Vivências expostas
Entregues ao Universo.

Talvez seja a ilusão
De nunca ser amada,
Uma chaga da alma
Que chega com
Com o seu choro seco.

Ou apenas a “coitadice”
Que clama por amor
Que; quer porque quer
Ser amada e aceita,
A sua maneira e no seu tempo.

Fato é que não existe raiz,
Um lar, um afago, uma entrega...
São vínculos superficiais
Que não solidificam tornando-se desprezíveis,
Até mesmo descartáveis...

As vezes penso que é uma maldição
O apego a solidão,
Outras vezes acredito que a culpa é do ego
Que me torna uma incompetente afetiva
Que não sabe viver vínculos integrais...

Ah! Pode ser a falta de entrega,
Em seus pensamentos destrutíveis
Que me reduz a um ser invisível
Tornando-me cada vez mais insignificante.

Há algo errado em mim,
Que me leva a beira da loucura.
Onde algo me puxa para as trevas
E o cansaço me empurra para luz,
Um lugar onde vozes sussurram: transcenda.

Estou naquele momento de sempre:
O de respirar, suspirar e recomeçar.
Acolho a minha frustração,
Perdoando quem eu sou
Na libertação de apenas SER...

Por: Lucileyma Carazza

ORAÇÃO GESTALT




ORAÇÃO GESTALT

“Eu sou eu, você é você. Eu faço as minhas coisas e você faz as suas coisas. Eu sou eu, você é você. Não estou neste mundo para viver de acordo com as suas expectativas. E nem você o está para viver de acordo com as minhas. Eu sou eu, você é você. Se por acaso nos encontrarmos, é lindo. Se não, não há o que fazer.”
Fritz Perls, 1969

SOBRE A ORAÇÃO GESTALT
Por: Alina Purvinis (CRP: 06/1828-1)

A assim chamada “Oração da Gestalt”, um pequeno poema escrito por Frederick Perls, e considerada uma síntese da sua visão sobre as relações interpessoais, tem sido, na minha opinião, muitas vezes mal interpretada. 
Tenho ouvido críticas a ela, afirmando que Fritz prega um individualismo exacerbado, enfatizando o “eu” e o “tu”, e deixando de dar importância ao “nós”, a interdependência que existe entre todos os seres humanos. 

EU NÃO ENTENDO A ORAÇÃO DESTA MANEIRA.

Ao contrário, considero que a posição afirmada por Perls é a de um respeito total pela individualidade, pela aceitação das diferenças individuais e pelo reconhecimento e aceitação plenos dos limites inerentes a qualquer relacionamento.
Explicitando melhor cada parte da oração:

“Eu sou eu”: o primeiro pré-requisito para qualquer relacionamento maduro e saudável é que eu saiba quem sou, que eu reconheça e aceite todas as partes que compõem minha individualidade (tanto minhas qualidades e recursos, quanto meus defeitos e limitações), e que eu assuma totalmente a responsabilidade por tudo que sinto, penso e faço.

“Você é você”: o segundo pré-requisito (que depende do primeiro) é ser capaz de ver o outro, reconhecer o outro como outro, diferente de mim. Temos a tendência de projetar nossos sentimentos, expectativas, conflitos, significados, na outra pessoa, principalmente quando não temos uma consciência clara desses aspectos. Interpretamos muitos comportamentos das outras pessoas como algo dirigido a nós, quando, na maior parte das vezes, esses comportamentos têm a ver com o referencial delas, não tem nada a ver conosco. 

“Eu faço minhas coisas, você faz as suas”: costumo comparar as duas pessoas envolvidas num relacionamento com dois círculos. Se eles estão completamente separados, não existe relação. Se eles estão superpostos, isso configura uma confluência (fusão, simbiose), em que a individualidade dos dois está anulada. Se eles têm um espaço de intersecção, existe uma interdependência – cada um tem o seu espaço individual, em que desenvolve seus próprios interesses e preferências, e existe o espaço comum aos dois, em que fazem coisas juntos e compartilham experiências.

“Não estou neste mundo para viver de acordo com suas expectativas, e você não está neste mundo para viver de acordo com as minhas”: quando iniciamos um relacionamento, podemos ficar extremamente preocupados em relação ao que o outro espera de nós; algumas pessoas (especialmente as mulheres) parecem ter desenvolvido “antenas” para captar as necessidades do outro e tentam satisfazê-las, na expectativa de assim obter seu afeto e aprovação. No entanto, agir dessa maneira é uma armadilha, por várias razões: em primeiro lugar, aquela pessoa única e interessante que despertou atração simplesmente desaparece, transforma-se num “zero á esquerda”, extremamente desinteressante; em segundo lugar, a pessoa que se anula e dá demais cria expectativas de receber muito também e se frustra – temos uma ideia errônea de que seremos tratados da mesma maneira como tratamos o outro, e na verdade somos tratados pelo outro da mesma maneira que nós nos tratamos; em terceiro lugar, a pessoa nunca vai se sentir realmente amada ou valorizada, pois não está sendo ela mesma no relacionamento, está mostrando uma falsa imagem; e, finalmente, ninguém consegue sufocar suas verdadeiras necessidades e sentimentos para sempre, então esse relacionamento é uma “ bomba relógio”, aquilo que a pessoa faz para manter a harmonia, para evitar brigas, é exatamente o que vai levar á ruptura.

“E se por acaso nos encontramos, é lindo. Se não, nada há a fazer”: este final, que ás vezes é considerado pessimista, simplesmente afirma uma verdade. Ninguém pode se obrigar a querer aquilo que não quer, a ser aquilo que não é, a passar por cima dos seus limites, a ceder onde não dá para ceder. E, por mais que duas pessoas tenham afinidades e gostem uma da outra, elas jamais conseguirão ter as mesmas necessidades, na mesma hora, com a mesma intensidade...O que podemos fazer é expressar diretamente para a outra pessoa o que pensamos, sentimos e desejamos, e permitir que o outro também se expresse livremente. Colocando assim as cartas sobre a mesa, podemos então tentar chegar a um consenso, a um acordo, cada um cedendo um pouco, sem se anular. Às vezes, isso é possível; às vezes, o melhor consenso a que conseguimos chegar é “Concordamos que discordamos...”
Se houver um afeto genuíno e um verdadeiro respeito e aceitação pela individualidade do outro, poderemos continuar nos relacionando. Se, no entanto, constatarmos que o abismo entre as minhas expectativas e as do outro é muito grande, talvez seja melhor reconhecer isso, nos despedirmos com gratidão e cada um trilhar o seu caminho, com outros companheiros de viagem.


sábado, 30 de março de 2019




É falta de maturidade
Onde o coração grita
O cérebro diz: vai passar,
O instinto esperneia.
É apenas uma tempestade de inverno...
Nem sabia que existia...
O passado e as cicatrizes
São os nossos algozes.



Por: Lucileyma Carazza

FUSO




FUSO

Talvez seja apenas
A cabeça de uma bipolar
Ou o teor etílico elevado,
Beber antes das 8 é para os fracos...
Talvez seja influência do Montley Cure
Ou apenas a falta de intensidade.
Coisas de pessoas viciadas em adrenalina,
Fora dos padrões
Que tentaram se encaixar e fracassaram.
Pessoas que vivenciaram os extremos,
Com seus corações partidos,
Que tentaram remendar...
Por amar demais sempre se boicotam...
Param de respirar para não sentir,
Assistem de longe por ser mais confortável,
Para não dizer covardes ou medíocres.
É apenas mais uma frustração
Que nos leva para longe de nós mesmos,
Procurando preencher uma lacuna
Que nunca será preenchida...
O rock atual é tão politicamente correto
Que sinto falta do Ozzy cheirando formigas...
Um vácuo que nunca será preenchido
Por amar demais ou de menos...
Está tudo aqui
No amago da minha alma
Que rasteja e suplica:
A verdade de apenas sentir...

Por: Lucileyma Carazza

quarta-feira, 6 de março de 2019

MEDO




MEDO

Dúvidas, anseios, luto e cicatrizes.
Cheguei num ponto que preciso esvaziar
Mentes aceleradas causam desequilíbrios,
Geradas por escolhas descabidas
De um ego que me leva para longe de mim.
Talvez seja a carência gritando
E a solidão suplicando...
São tantos conceitos estabelecidos
Que deixei de sentir e fluir.
Perdi a autenticidade e a coragem
Se a sabedoria é agir e o medo um desejo
Fico a pensar, mas deveria sentir...
Já fui boa em captar energias
Em me entregar sem pensar no amanhã.
Fato é que tenho um coração partido
Estou cansada de jogos de sedução
De relacionamentos doentios.
Perdoe-me em despejar o meu fardo
Sinto falta da ingenuidade e da inspiração
Estou presa nesta zona de conforto
Da qual não sei se quero sair.
Minha alma é antiga e tradicional
Por vezes sinto que invertemos nossos papeis
E não desejo isso para nós.
Talvez eu não seja a pessoa ideal
Para fazer a leitura da sua alma
Ou para carregar a sua dor
Por vezes não tenho maturidade de suportar a minha...
Gosto de você sem te conhecer
E isso me assusta...

Por: Lucileyma Carazza

sábado, 2 de março de 2019

MORTE



MORTE

Traga-me de volta a vida
Mas como ansiar
Se não acredito
Em meias palavras...
Frivolidades particularmente me irritam
Pode até ser um exagero
Mas a todos os meus “ex” amores
Para não dizer amantes...
Emito luz
Estou perdoando tudo
Vivam melhores com seus novos amores
Construam um alicerce.
Pois sabem que detesto alicerces,
Portos seguros então...
Por incrível, estou em paz, mas vazia,
Não sei como viver assim.
A “menosesperança”
Sempre me proporcionou prazeres...
Talvez seja a mais frívola de todas,
Por não me apegar.
Talvez seja apenas como a “Lana”
Ou não...
De toda a minha vida
Sinto falta apenas dela:
Da maldita inspiração!
Que me conduziu,
Que me inspirou,
Que me libertou e me matou...
Ser livre tem um preço,
Onde poucos sobrevivem...
Num mundo de preceitos...
E chatices...
Não vou suplicar luz
Muito menos um novo amor...
Sou melhor nas trevas,
Arredia e esclusa
Porque aqui posso apenas SER...

Por: Lucileyma Carazza

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Flores, ou FODA-SE!?





FLORES, OU FODA-SE?!

Não sigo padrões
Não sou um jardim
Não se preocupe
Egoisticamente falando FODA-SE!

Aprendi a caminhar pelos meios,
Sem ser falsa!
O bem e o mal estão no humano
Simples assim...

O antigo me fascina,
O novo me alucina!
Não sigo a direita,
Muito menos a esquerda...

Não sou a garota certa,
Para você e para ninguém...
Não sou para casar
Nunca serei o seu alicerce...

Como diz a frase célebre, de autor desconhecido:
“As garotas boas vão para o céu,
Mas as más... vão aonde querem”
Criança... eu sei voar...

Sou discípula de Gurdijieff, Jung e Naranjo
Uma onça esquisita,
Enamorada com a vida,
Plena em gratidão.

Quanto às flores?!
No sentido figurado mesmo...
FODA-SE! Não me venha com “mimimi”,
Você não convence!

Sobre sua vidinha politicamente correta, 
Quanta angustia...
Viva os seus padrões,
Esqueça que eu existo!

Estou fora do julgamento,
Completamente louca...
Não se apaixone, pois...
Já sou apaixonada, por mim!

Diversão é a minha arte,
Paz de espírito a religião e
Liberdade o amor incondicional!
Tríade consagrada!

Não se preocupe
Semearei flores...
E um FODA-SE para você!
Egoisticamente falando...

Por: Lucileyma Carazza




sábado, 29 de dezembro de 2018

O ÚLTIMO CORDEL DO ANO




O ÚLTIMO CORDEL DO ANO

Que esse ano e na vida... você possa recomeçar...
Acreditar é ter fé naquilo que ninguém prova... É dispensar a certeza que geralmente comprova, pois, a dúvida é uma dívida e a conta só se renova. Acredite inclusive no que lhe faz mal também, já que para se proteger é preciso conhecer o que vai se enfrentar. Que você nunca se esqueça, não importa o que aconteça não deixe de acreditar.

Que esse ano e na vida... você possa aprender...
Aprender com cada dor, com cada decepção, com cada vez que alguém lhe partiu o coração. O futuro é obscuro e às vezes é no escuro que se enxerga a direção. Aprenda quando chorar e quando sentir saudade. Aprenda até quando alguém lhe faltar com a verdade. Aprender é uma grande dom. Aprenda que até o bom vai aprender com a maldade.

Que esse ano e na vida... você possa caminhar...
O meu ou o seu caminho não é muito diferente. Tem espinho, pedra e buraco para modo de atrasar a gente. Não desanime por nada, pois, até uma topada empurra você para frente.

Que esse ano e na vida... você possa mudar...
Há mudança até na dor, basta a gente observar. Deixar a casa dos pais mesmo querendo ficar. Ver amigos indo embora. Sentir a dor de quem chora. Sofrer também é mudar. Perder aquele emprego, não ter grana para gastar. Estudar para passar num concurso e mesmo assim não passar... ser largado, ser traído, se sentir meio perdido. Sofrer também é mudar. O vento que às vezes leva é o mesmo vento que traz, transforma agito em sossego, desconforto em aconchego e faz a guerra virar paz.

Que esse ano e na vida... vocês possam amar...
E o ideal é amar inclusive o diferente. Afinal, que graça tem amar uma cópia da gente. O amor é a própria cura, remédio para qualquer mal e qualquer cura para o amado e para quem ama. O diferente, o igual talvez seja essa é pela anormalidade que todo amor é normal.

Que esse ano e na vida... você possa perdoar...
Perdoar talvez seja o recomeço. Não entenda isso como esquecimento, siga em frente que Deus faz o julgamento e cada um paga a conta no seu preço e a justiça nunca erra o endereço, mesmo cega só enxerga o que é verdade. Perdoar não o faz mais cego ou mais fraco, ou covarde, o faz forte, o faz livre e tolerante. Que a vingança só dure um instante e o perdão dure uma eternidade que você possa ter também coragem. Toda coragem precisa de um medo para existir uma estranha dependência complicada de sentir. Que a coragem de levantar vem do medo de cair. Use sempre a coragem para se fortalecer. Quando o medo surgir não precisa se esconder. Faça com que o seu próprio medo tenha medo de você.

Enfim, que você possa na vida recomeçar...
É preciso de um final para recomeçar. Como é preciso cair para poder se levantar, nem sempre engatar ré significa voltar...
Remarque aquele encontro.
Reconquiste um amor.
Reúna quem lhe quer bem.
Reconforte um sofredor.
Reanime quem está triste.
Aprenda na dor.
Recomece se refaça.
Relembre o que foi bom.
Reconstrua cada sonho.
Redescobre um dom.
Reaprenda quando errar.
Rebole quando dançar.
E se algum dia, lá na frente, a vida der uma ré... recupere sua fé e recomece novamente.

Bráulio Bessa
Poesia com rapadura
Programa: Fátima Bernardes – 28/12/2018


Este texto, dedico, ao Wanderson Follador. Muito obrigada pela experiência vivenciada! Te reverencio! (Lucileyma)


sexta-feira, 28 de dezembro de 2018




Zuiudinho! Zuiudinho!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

SOBRE CENTELHA DIVINA E SOLO SAGRADO




SOBRE CENTELHA DIVINA E SOLO SAGRADO

Há tempos abdiquei de alguns hábitos. Precisava desconstruir para me reerguer. Não sabia distinguir o que era ego ou um traço da minha personalidade, ressalto que nesse momento quase enlouqueci. Foi quando aprendi que o ego me leva para longe de mim.

Não sabia quem eu era e para aonde estava indo. Apenas sentia uma dor descomunal no peito, um vazio e um assopro. Julgava-me um ser superespecial, um tanto quanto excêntrica, sem raiz, que não sabia reverenciar a família, ou muito menos ser grata pela vida e as oportunidades. Eu era, ou sou (ainda), apenas um coração espedaçado em meio à multidão, vivendo como um zumbi e lutando em um padrão da sociedade o qual não me encaixo.

Contudo, uma frase não me sai da memória: “há algo errado em mim”, pensamento Confucionista, o qual li em algum livro e nunca mais esqueci. Confesso que os pensamentos estão meio desgovernados e acelerados e sei muito bem que este descontrole não me leva a lugar algum...

Confúcio é uma fonte de inspiração e projeção; e fico a pensar: qual seria o resgate dessa essência em um filósofo tão antigo? - A resposta é obvia: Confúcio foi um político mal sucedido e o professor mais respeitado da China. Quando ele decidiu mudar de profissão, mal sabia, que seus alunos, se tornariam 90% da base política de toda a China. Seus ensinamentos foram praticados com maestria proporcionando uma revolução social, cultural e espiritual em toda China. Nesse contexto, volto à frase: “há algo errado em mim”, primeiro eu me transformo e tudo se transformar ao meu redor.
                      
E nessa reconstrução, nessa busca pelo autoconhecimento olho para mim. Acolho todas as minhas frações. Reverencio a mulher que me tornei, me perdoo, reconecto e recomeço. Sou centelha divina designada a amar. Simples assim.

Não estou falando desse amor pregado na atualidade, mas naquele amor que nascemos com ele. Aquele amor de apenas ser. O amor do qual acessamos o cérebro, o instinto e o coração, a tríade sagrada do: Pai, Filho e Espírito Santo.

Quanto ao solo sagrado... esse, venho regando, acredito que seja o momento de recomeçar uma antiga crença pessoal: a reforma íntima e moral. É hora de me entregar verdadeiros dons e outro ensinamento me vem à memória:

“Lao­tsé e Chuang­tsé falavam sobre o Tao como se esse não tivesse qualquer relação com o ser humano e com as coisas, considerando­o além e a parte do Céu, da Terra, das formas  e dos  instrumentos, o que quer dizer que antes de existirem  Céu, Terra e as dez mil coisas  só havia um Princípio Vazio, como nos  diz o  ensinamento: “O Tao é anterior ao Taiji”. [...] No Budismo, o Tao tem um sentido  semelhante. Entretanto, quando os  seguidores  de Lao­tsé consideram a não­ existência o ancestral das dez mil coisas, ou os seguidores de Buda, que igualmente consideram o vazio o ancestral das dez mil coisas, apresentam a minha natureza verdadeira como algo anterior a tudo e, portanto, tudo o que vem depois não passa de fantasmagorias, de ilusões. As  ações  humanas  se tornam pegadas  grosseiras, devendo ser todas extirpadas para se retornar ao vazio original. Isso seria atingir o  Tao. Não compreender o Tao seria um princípio da existência e da ação humanas. (in Zhang L. org 1996, p. 190)”

Nesse recomeço traço uma meta de 100 dias de meditação e estabeleço o meu primeiro passo: SILENCIAR - o retorno ao vazio original.

Por: Lucileyma Carazza

sábado, 1 de dezembro de 2018

COMO UMA LESMA




COMO UMA LESMA

Um apetite “sine qua non”
Querido mil desculpas...
Palavras jogo no mar
Para que boiem com tartarugas...
Leio a sua alma
Degusto o seu corpo...
Minha prisão é uma zona de conforto
Vivenciando a solitude.
Adormeci o instinto e esqueci
Daquilo que nos leva a saltos quânticos
Que nos provocam catarses.
Estava tal como o “Billly”:
“Les yeux sans visage”
Se bem estou mais para “Nightwish”
“Love while the night still hides the withering”
Somos aquilo que negamos
Romancistas são péssimos
Mas nos tiram o folego...
Do aplicativo para a cama
Em uma velocidade luz
Não escrevo putarias
Prefiro o que me transcende
Como a uma lesma...

Por: Lucileyma Carazza


terça-feira, 27 de novembro de 2018

LIBERTINA



LIBERTINA

Talvez não esteja no juízo perfeito
Mas, contudo, porém e portanto...
Meu pai me disse ainda criança:
Seja livre e não dependa de ninguém.
Cresci assim...
Um misto de liberdade, libertinagem,
Ou liberdades mesmo (aquelas do Direito)...

Talvez o juízo não seja perfeito
Me perdi num emaranhado
De conceitos patriarcais
De pessoas exóticas...
Não sei bem quem sou
Quando olho para o outro
Não existe projeção,
Porque sei bem quem eu não sou.

Vivo plena em solitude
Não me ajusto em modinhas da sociedade,
Em crises de meia idade
Vivo um dia de cada vez.
Faço o que me dá vontade
Dentro das minhas possibilidades.
Não sou a mulher certa
Mas sou a melhor na sua cama.

Você nunca vai entender
Meus pensamentos são como um manicômio
A liberdade está em mim
Sou solo sagrado consagrado
Sem delimitações.
Minha droga é a ocitocina,
Germino felicidade,
Fecundo inspiração
Numa gargalhada frouxa.

Por: Lucileyma Carazza