quinta-feira, 16 de maio de 2013

RELAÇÕES



RELAÇÕES

Escolhas e responsabilidades
Assumir e desistir
Liberdade e libertinagens
Trabalho físico e intelectual
Amor e sexo
Material e espiritual
Coragem e medo
Aprovação e livramento
Sorrisos e lágrimas
Luto e histeria
Insegurança e FÉ!
Balada “open bar” e sossego do mar
Separação e união
Fertilidade e esterilidade
“Fake” e personalidade
Promiscuidade e santidade
Ansiedade e melancolia
Desejo e desinteresse
Chocolate e pimenta
Frustrações e realizações
Pessoas e animais
Insanidade e saúde
Abra os braços, o coração,
Respire e entregue-se...
Zona de conforto não mais!
Nem precipícios...
Apenas deixe fluir...
Equilíbrio: instinto, intelecto e emoção.
A reforma íntima ocorre!
O PADRÃO VIBRATÓRIO,
A LEI DA AFINIDADE,
O UNIVERSO,
E A ESPIRITUALIDADE
PROVIDENCIARÁ O DEMAIS...

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

 

OS TIPOS DE HOMEM



OS TIPOS DE HOMEM

Na verdade não existem
Apenas 2 tipos de homens
Um “bonzinho” e outro “malzinho”
O Ciclope e o Wolverine
O bem e o mal está no humano
E estes são mutantes...
De fato existem 9 tipos:

O tipo 1:
O politicamente correto,
Faz de tudo para ser perfeito.
Os que podam as mulheres...
Eles são de fato uma Catedral Gótica para a família,
E a Zona Boemia quando ninguém mais está olhando.

O tipo 2:
O que implora amor,
Faz de tudo para agradar.
Os que manipulam as mulheres...
Frequentam conventos,
Mas, perdem-se no “Moulin Rouge”.

O tipo 3:
O mais legal e sociável,
Faz de tudo para ser admirado.
Os que tratam as mulheres como trabalho...
São as Igrejas Evangélicas,
Não frequentam zonas, não gostam de sexo.

O tipo 4:
É exigente e detalhista,
Não confia em ninguém.
Tratam as mulheres com romantismo...
Vivem na caridade
E na zona boemia.

O tipo 5
É observador e individualista,
Não gosta da sociedade.
Tratam as mulheres com distância...
Vivem em bibliotecas,
Até frequentam zonas, mas, morrem virgens.

O tipo 6
O cauteloso e realista,
Inseguro e vigilante.
Tratam as mulheres com agressividade...
Um Mosteiro Budista,
Por medo do chifre,  não frequentam zonas boemias.

O tipo 7
É o bem-humorado e otimista,
Sedutor e guloso.
Tratam todas as mulheres como divas...
Eles vivem na igreja e na zona,
Só não pegam a mãe, a irmã e a filha.

O tipo 8
O dominador e desafiador,
É insensível e não perdoa.
Tratam as mulheres com respeito...
São o Supremo Tribunal Federal,
Fazem um social na zona, só para mostrar que é macho.

O tipo 9
É o agradável e bonzinho,
Apático e caloroso.
Aceitam tudo das mulheres...
Eles são Taonistas,
Têm preguiça de ir às zonas.

Que fique claro:
Tudo depende da sujeira dos olhos,
Das  ilusões, máscaras, desequilíbrios,
Escolhas, interesses, princípios e desejos...

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

ERA UMA VEZ UMA COISA QUE FICAVA NUMA GAVETA BEM ARRUMADINHA


 
Era uma vez uma coisa que ficava numa gaveta bem arrumadinha.
Ela sabia que o nome dela era “coisa” porque quando alguém não sabe o nome de alguma coisa, chama aquela coisa de coisa. E foi assim que ela havia sido chamada por alguém. Seu nome era coisa porque ela servia para nomear alguma coisa cujo nome havia sido esquecido.
O único valor que aquela coisa sabia ter era este: Sabia que ela servia para alguma coisa, mesmo porque, se ela estava lá naquela gaveta toda arrumadinha, não era coisa de se jogar fora.
Um dia alguém procurou alguma coisa bem específica naquela gaveta e bagunçou tudo ali sem achar nada. Foi aí que coisa que servia para alguma coisa se deu conta que ela não era uma coisa bem específica. Mas, por outro lado, sabendo-se inespecífica, viu-se com muitas mais possibilidades. Foi então que se encontrou diante de uma outra coisinha bem pequena, que não servia mais para nada. Aquela coisinha era tão insignificante, que ninguém achou sequer importante, jogá-la fora.
Talvez, porque a coisa estava sentindo-se insegura por ter perdido seu lugar dentro de uma ordem bem conhecida, mas também, sentindo-se bem mais livre por saber-se inespecífica, ela olhou para aquela coisinha insignificante e lhe disse: “Coisinha, quero ser sua amiga”.
A tal coisinha não iria permitir que aquela coisa, que ainda servia para alguma coisa, valesse mais do que ela mesma e, aproveitando a oportunidade de sentir-se um pouquinho mais importante, respondeu, olhando a coisa de cima para baixo: “Para mim você é uma coisa que não vale nada.”
No mesmo instante, a coisa que sentia que servia para alguma coisa sentiu-se ainda mais confusa e perdeu o único valor que pensava ter, ao acreditar que ela era uma coisa que não valia nada. E ficou lá, uma coisa entre coisas, a mais perdida dentro daquela recém bagunçada gaveta.
Até que um dia alguém abriu a gaveta e a luz do sol, de repente, entrou nela. E a coisa que não valia nada escutou alguém dizendo: “Achei! Nada acontece por acaso!”
A coisa então disse para si mesma. Estou aqui com esta infeliz sensação de não valer “nada” e acontece um outro “nada” por um feliz acaso!
Ela achou aquela coincidência tão significativa que começou a questionar aquele evento no qual se sentiu incluída pelo tal do acaso. Aí então, também aconteceu por acaso uma daquelas coisas inexplicáveis, que só acontecem quando um “nada” profundamente sentido dentro de si mesmo se encontra com outro “nada” percebido lá fora de si mesmo: A coisa, do nada, se fez uma pergunta totalmente inesperada, até para ela mesma: “Quem sou eu afinal?”
No momento em que ela conjugou o verbo ser seguido de uma interrogação, a coisa-em-si-mesma transcendeu o seu sentido de valor próprio, que agora, já não fazia mais nenhum sentido! Valer ou não valer alguma coisa, não era sequer uma questão digna de ser jamais cogitada. Agora, ao perguntar-se pela primeira vez “quem” ela era, verificou que questionava, inclusive, o que eram todas as coisas, pois elas já não eram mais significativamente diferentes umas das outras! Dentro ou fora de todas as gavetas, independente do fato delas estarem arrumadas ou bagunçadas, o significado de todas as coisas era, surpreendentemente, o mesmo. Ela podia ainda não saber que coisa ela era, mas, pelo menos, havia se deparado com um “quem” dentro dela mesma. Agora ela já não se sentia tão perdida em sua confusão íntima. Por outro lado, ela estava tremendamente perplexa!
Ela pensou: ser uma coisa entre coisas, com maior ou menor valor já não importa, pois é o “quem” que atribui maior ou menor valor a uma coisa ou a outra. Mesmo não sabendo “quem” eu sou, verifico que sou “quem” atribui valor à coisa que eu mesma sou. Agora também posso inferir que eu e todas as coisas somos “nada”, porque este “nada” aconteceu e continua a acontecer por acaso e, por este mesmo acaso, eu sou “quem” estou filosofando desde este caos perdido aqui e agora no espaço-temporal. Agora, tanto faz se a gaveta está bagunçada ou arrumadinha e que lugar, ordenado ou caótico, eu ocupo dentro dela. Tanto faz se a coisinha quer ou não quer ser minha amiga. Tanto faz se eu sirvo ou não sirvo para nomear alguma coisa cujo verdadeiro significado permanece esquecido. Tanto faz que, ao final, o nome, a função e o significado esquecidos da coisa que eu sou me sejam revelados.
O que importa é “quem” acontece por acaso!
Então, porque uma coisa sempre leva a outra coisa - e logo antes que a escuridão a engolisse no instante que a gaveta viesse a ser fechada - ela, assim do nada, se deparou com outra grande pergunta:
“Quem está acima de todas as coisas e as faz acontecer assim, a partir do nada?”
Moral de história:
Não existe “nada”
Que não sirva para alguma “coisa”
Dentro da nossa gaveta,
Aberta ou fechada,
Arrumadinha ou bagunçada.
Sergio Condé

olhos cor de mostarda



olhos cor de mostarda

à porta um sobressalto
por aquele homem eu não esperava
ao fitar-lhe os olhos percebi
vai querer ser dono
da minha alma

em legítima defesa eu lhe disse
a mulher que em mim procuras
... não existe

nunca mais o vi
mas para assegurar-me comprei cruz
balas de prata cabeças d'alho
estacas

*líria porto

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Se não tivesse amor, nada seria



 

Se não tivesse amor, nada seria

E eu que achava que só estava buscando o meu filhinho na escola.
- Mãe, tenho uma coisa terrível pra te contar…
- O quê?
- Ah, primeiro… Olha aqui meu boletim!
Fiquei apavorada, ele estava tentando me amansar com o boletim. O que teria feito de tão errado?
- É que eu fiz uma coisa chata. Eu fui fazer seu cartãozinho de dia das mães na escola e ficou muito feio, vou ter que refazer…
- Mas o que você fez?
- Eu fui tentar fazer fogos de artifício e acabou ficando tudo rabiscado.
- Ah, filho! Está tudo bem, não tem problema. – as gentes que somos mães adoramos cartõezinhos de qualquer maneira…
Ficamos calados um tempo e ele soltou:
- É que com isso eu acabei percebendo que amo muito poucas coisas na vida.
- Ãh? Como assim? Por quê? – me assustei – Você fez isso de propósito? A professora brigou com você? – quase entrando em modo leoa.
- Não… Eu só percebi que amo poucas coisas na vida…
SÓ? COMO ASSIM? Era o que queria berrar, mas dei espaço pra ele falar.
- E senti um vazio… Isso me deixa muito triste…
E quase arrebenta o meu coração.
- Eu sei. É triste mesmo…
O ar se calou por um tempinho…
- Filho, você é muito especial. Todo mundo é especial na verdade, e o seu jeito de ser especial é isso de você perceber o que está no seu coração.
- É, eu sou igual a você…
Me enchi.
- Todo mundo sente esse vazio, mas fica tentando encher ele com coisas. Tem gente que compra roupa, tem gente que trabalha muito pra não sentir ele, tem gente que tenta ser mais importante que os outros… Só pra não sentir esse vazio… – disse.
- É. Entendi. Mas acho que nada disso adianta…
- Verdade… Mas o que você acha que adianta? O que você acha que enche esse vazio?
- Ah… Acho que o amor enche o vazio…
- Hum… – de orgulho – E como é que você pode conseguir amor?
Ele pensou um pouco. Olhou e respondeu sem obviedade alguma:
- Amando?
Transbordei. Belisquei sua bochecha:
- Filho, você é muito especial. É um presente lindo!
Que eu agradeço a Deus por ter me confiado.
E então o anjo que havia passado por ali, por alguns minutos, voltou a ser criança.
- Meu irmão vai morrer de inveja do meu boletim, né mãe? Eu só tirei notão! – com a voz mais sapeca.
É, esse é o meu menino de 9 anos… Dizendo coisas que eu percebi semana passada e que muita gente ainda não viu… Não adianta buscar tantas coisas, não é o carro zero que faz falta, não é o sucesso profissional que vai te deixar alegre, saber mais coisas não te faz realmente feliz, a segurança também não vai trazer paz, por mais que organize a vida, surpresas vão ocorrer, não é o corpo perfeito no verão que enche o coração… Ainda que falássemos as línguas dos homens e dos anjos, se não tivermos amor, nós nada somos…
 

ego



Líria Porto:

ego

eu de mim não me queria
minhas grandes inconstâncias
minhas tantas insolências
meu saltitar cansativo
e de mim quase abortei
então de mim fui ficando
... fui gostando dessa mim
acomodando-me as beiras
e se eiras eu não tinha
agora tenho
eu de mim já muito quero
pus-me à frente em minha fila
mas porém sem holofote
dessa luz eu não preciso
tenho eu clarão de mim
*

Líria Porto:

apresentação

constrange-me falar de mim
avaliar-me não vale
outros é que o farão
autoanálise é um perigo
somos sempre complacentes
vemo-nos tão diferentes
do que nos vê um amigo
ele sim já nos conhece
e às vezes haja prece
pela nossa salvação
não sou boa não sou má
insegura muitas vezes
um ser pra lá de mutante
porém leal sei que sou
por um amigo eu vou
ao inferno e aos abismos
mesmo que ao fim de tudo
diga a ele um palavrão
porque amigo
é amigo
sou delicada ou não sou
sou debochada ou não sou
sou complicada ou não sou
sou pra frente e sou careta
às vezes brava outras não
há quem me goste não goste
mas se não julgo ninguém
ninguém será meu juiz
e aos beijos que me dão
mandarei besos - sempre
para o público uma senhora
aos íntimos não predetermino
mas também vai depender
de quem estiver comigo
:
achas-me doida gosto disso
sou doida muito assumida
sou doidinha pela vida
 

dom juan



dom juan

amar esse homem
é aceitar ser um pingo
num dia de chuva
...
o mar quando entorna
desenha n’areia
as franjas da espuma

*líria porto

A ENERGIA DOS FELINOS




A ENERGIA DOS FELINOS
Os gatos possuem uma conexão com o mundo mágico, invisível. Assim como os cães são nossos guardiões no mundo físico, os gatos são nossos protetores no mundo energético. Durante o tempo em que passa acordado, o gato va...i “limpando” a sua casa das energias intrusas. Enquanto dorme, ele filtra e transmuta esta energia. O gato pode, muitas vezes, ficar em lugares com baixa circulação de energia ou Chi vital para poder ativar esta área.
Quem já não presenciou seu gato olhando para o nada, totalmente imerso... Ele certamente vê coisas que não vemos, desde insetinhos microscópicos até seres de outras dimensões. Muitas vezes seu gato vai para um lugar isolado da casa e começa a miar... Não é só atenção que ele quer: é uma espécie de alerta que ele está dando: a qualidade da energia daquele espaço precisa ser melhorada. Nossos problemas, nosso stress diário é absorvido pelo gato. Quando a barra pesa demais e o espaço está muito carregado, não raro o gato adoece.

Claro que o gato não é o único responsável pelo o equilíbrio energético do seu lar, mas ele se esforça bastante. Quando mais harmônico for seu ambiente, menos energia negativa ele precisará filtrar e conseqüentemente será mais feliz e saudável.

Quando dormimos, nossos corpos astrais separam-se do corpo físico e vão para a quinta dimensão, a dimensão sem tempo e espaço: a dimensão em que estamos durante nossos sonhos. Por falta de treinamento e preparo, na grande maioria das vezes não enxergamos essa dimensão tal como ela é, em vez disso a “mascaramos” e codificamos com nosso conteúdo psíquico e inconsciente. Os gatos muitas vezes nos acompanham nessas viagens astrais ou protegem nosso corpo astral, além de guardar o nosso quarto de espíritos indesejados enquanto dormimos. Essas são as razões pelas quais eles gostam de dormir conosco na cama.

Os gatos também monitoram nossa evolução. Durante sua convivência conosco, eles transmitem informações a dimensões superiores, servindo como radares e transmissores. Além disso, como transmutadores de energia, eles auxiliam na cura, desempenhando um papel semelhante ao dos cristais.

Os gatinhos são professores, eles ensinam a amar. Um amor livre, não submisso, respeitador do arbítrio alheio e das diferenças. Por isso tantas pessoas têm dificuldade de conviver com gatos e os acham “interesseiros”. Primeiro, você tem que conquistar a confiança de um gato. Depois, você tem que aprender a respeitá-lo. Ele vai demonstrar afeto quando realmente estiver disposto, não a hora que você mandar. Gatos emanam amor. Do ponto de vista energético, pessoas que têm alergia a gatos são pessoas que têm dificuldade de deixar o amor entrar em suas vidas.

De acordo com Caroline Connor, se há muitas pessoas na família e um único gato, ele pode ficar sobrecarregado absorvendo a negatividade de todos. É bom ter mais de um gato para dividir a carga entre eles, ainda mais nesses casos.

Se você não tem um gato, e um gatinho de rua aparece em sua vida, é porque você precisa de um gato em uma época particular. O gatinho está se propondo a ajudar você. Se você não pode acolher o gatinho, é importante que você encontre um lar para ele. O gatinho chegou até você por alguma razão que você pode não compreender a nível físico, mas você pode descobrir através dos sonhos se assim desejar. Muitas vezes o gatinho aparece, cumpre sua função e se vai.

Fique atento à forma como os gatos reagem a visitas na sua casa. Muitas vezes eles estão tentando protegê-lo de um campo áurico negativo ou pesado.

O Nove na quinta posição significa:



poesia no I CHING:

O Nove na quinta posição significa:
Homens ligados por um sentido de comunidade primeiro choram e se lamentam, mas depois riem. Após grandes lutas conseguem encontrar-se.

Duas pessoas estão exteriormente separadas, porém unidas em seus corações. Suas posições na vida as mantêm separadas. Erguem-se, entre elas, muitos obstáculos e impedimentos, causando-lhes tristezas. Mas e...las não permitem que nada as separe e permanecem fiéis uma à outra. E ainda que a superação desses obstáculos exija grandes lutas, elas vencerão, e ao se reencontrarem suas tristezas se transformarão em alegria.

Confúcio comenta a respeito desta linha:

"A vida conduz o homem responsável por caminhos tortuosos e mutáveis. Muitas vezes o curso é bloqueado, em outras segue desimpedido.
Ora pensamentos sublimes vertem-se livremente em palavras,
ora o pesado fardo da sabedoria deve fechar-se no silêncio.
Mas quando duas pessoas estão unidas no íntimo de seus corações
podem romper até mesmo a resistência do ferro e do bronze.
E quando duas pessoas se compreendem plenamente no íntimo de seus corações suas palavras tornam-se doces e fortes como a fragrância das orquídeas".


Sérgio Condé

INTUIÇÃO




INTUIÇÃO:
A palavra intuição vem do latim “intuire”, que significa "ver por dentro". No entanto, o conceito de intuição varia um pouco conforme a linha de pensamento.

Para Jung, a intuição é uma capacidade interior de perceber possibilid...ades, enquanto que o filósofo Emerson a considera uma sabedoria interior que se expressa por si própria.

Kant vê a intuição como o conhecimento que se relaciona imediatamente com os objetos, ou seja, que mostra realidades singulares e que não depende da abstração, ou seja, é aquilo que se sabe, sem precisar deduzir para concluir.

Kaplan diz que a intuição é, provavelmente, uma condensação de uma ou mais linhas de pensamento racional num único momento no qual a mente reúne rapidamente uma gama de conhecimentos e passa para a conclusão, que é a parte do processo que ele recorda.

Muitas vezes, a intuição condensa anos de experiência e de aprendizado num clarão instantâneo.

Quem quiser ler mais: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/esoterismo-intuicao/index.php
Ver mais

Por que as escolhas despertam tanta ansiedade?



Por que as escolhas despertam tanta ansiedade? Normalmente, porque queremos "acertar", ou porque temos medo de "errar". Mas o que é "acertar" e o que é "errar"? Tudo o que escolhemos é na tentativa de acertar, e nunca escolhemos algo que não poderíamos abarcar. Nós escolhemos sempre com base em uma ideia VIÁVEL de se concretizar. Ninguém erra pensando em errar - se fosse assim, seria um acerto! A ...ideia de "certo" é uma roubada, se for entendida como "ausência de desconforto". O certo também pode nos causar incômodo, e isso não quer dizer que a escolha está errada. Errado é não optar (o que não deixa de ser uma escolha - não escolhendo nada, escolho ficar exatamente onde estou). Qualquer outra opção será acertada, sempre, porque em última análise reflete um processo interno - e processos internos nunca são certos ou errados, são o que são. Na pior das hipóteses, aprendemos com as escolhas desconfortáveis que fazemos. Nada nunca é em vão, se aprendermos a lição (olha, rimou!)!

Nana Ferreira

 

Tribalistas




Tribalistas

Tríade, trinômio, trindade, trímero, triângulo, trio
Trinca, três, terno, triplo, tríplice, tripé, tribo

Os tribalistas já não querem ter razão
Não querem ter certeza
Não querem ter juízo nem religião

Os tribalistas já não entram em questão
Não entram em doutrina, em fofoca ou discussão
Chegou o tribalismo no pilar da construção

Pé em Deus e Fé na Taba
Pé em Deus e Fé na Taba

Um dia já foi chimpanzé
Agora eu ando só com o pé
Dois homens e uma mulher
Arnaldo, Carlinhos e Zé

Os tribalistas saudosistas do futuro
Abusam do colírio e dos óculos escuros
São turistas assim como você e seu vizinho
Dentro da placenta do planeta azulzinho

Pé em Deus e Fé na Taba
Pé em Deus e Fé na Taba
Um dia já foi chimpanzé
Agora eu ando só com o pé
Dois homens e uma mulher
Arnaldo, Carlinhos e Zé
Dois homens e uma mulher
Arnaldo, Carlinhos e Zé
Um dia já foi chimpanzé
Agora eu ando só com o pé

Pé em Deus e Fé na Taba
Pé em Deus e Fé na Taba

O tribalismo é um anti-movimento
Que vai se desintegrar no próximo momento
O tribalismo pode ser e deve ser o que você quiser
Não tem que fazer nada basta ser o que se é
Chegou o tribalismo, mão no teto e chão no pé

terça-feira, 14 de maio de 2013

E ASSIM...




E ASSIM...

A raiva branca me cega
Surge a ONÇA
Quero correr entre pastos
Atacar o que me machuca
Aniquilar com o que me causa dor...
Respiro, transpiro e fecho os olhos.
A emoção é violenta!
As lágrimas fogem de mim...
Ligo o som,
Solos de guitarra, piano e de VIOLINO,
Alta velocidade...
Recuo para o meu porto seguro
Tomo um banho gelado
Assumo a responsabilidade
Te liberto e não te acuso...
Na verdade não tenho vontade de falar
Quero recuar e não é uma fuga
É apenas o instinto de sobrevivência
Sigo em frente,
Com as cicatrizes de sempre...
Olho para o presente
Desta vez, não vou apenas dar as costas...
Sigo em frente com a minha ONÇA
Sabemos caminhar sozinhas
Defendendo a prole e a vida
Estamos entregues a MENOSESPERANÇA
Indomáveis e livres
Sabemos, sentimos e acreditamos:
Na força do Universo!
Em vez de atacar,
Coloco um sorriso no rosto
Passo um batom vermelho sangue
Não há lugar para o ressentimento
Tenho sede de VIDA!
E assim você me perde

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

segunda-feira, 13 de maio de 2013

MAIS UMA VEZ: AMOR




MAIS UMA VEZ: AMOR

Me sinto tão louca...
É novo, instigante, intrigante e sedutor.
De fato nunca vivenciado
Talvez, seja carência ou fuga...
Não queria ver e agora vejo!
Meu coração aceita
O cérebro rejeita
É MUITO mais forte
Jamais me atiraria ao desconhecido,
Não desta maneira.
Pode ser uma aventura,
Um segredo, tão meu e tão seu...
MAIS é muito MAIS que isso.
Viajo no tempo...
No cheiro, na pele, no sorriso,
Na “Cara Porca”...
Na leveza de um encontro,
Nas mensagens calorosas...
Nas gargalhadas,
Nas marcas do corpo,
Na doçura, na FÉ, na luta e na ESPERANÇA.
Respiro, suspiro e ganha um sorriso!
Vivo esta GOSTOSURA!
Não tive medo de ser quem eu sou,
E amo isto: SER TÃO EU...
- Um conto de fadas?
Romântico, ingênuo e infantil.
Não! Não somos ingênuos.
Românticos sim...
Tal como a canção do Vander Lee: “ROMÂNTICOS”
Se bem, que o Zeca com aquela “DISRITIMIA”
Vivemos um romance “Shakespeareano”,
São os meus favoritos!
São quentes, ardentes, livres e verdadeiros;
Sem posse, sem juízo e sem destino,
Intensos e ÚNICOS!!
Cheio de “cafunés” e malícias...
Faria tudo novamente
Sinto-me viva,
Estive morta por muito tempo
Quero acreditar em tudo...
Em tudo que me diz e me faz sentir...
E quero viver
Com ou sem você
Porque é uma DELÍCIA!
Tudo o que já vivemos...
Fecho os olhos,
Sinto a energia fluir
E isso me faz tão bem...

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

sábado, 11 de maio de 2013

FUGA


FUGA

Quando fujo de mim,
Saio em busca daquilo que falta.
Não quero assumir os sentimentos.
Saio sem rumo,
“Besourando” por aí...
Não quero olhar
Sei que é uma pirraça!
Se não olho, não sinto e não sofro;
Com isto, não me responsabilizo.
O sentimento de fuga
Cresce e me devora!
É como droga, vicia...
Nada preenche o vazio.
O sentimento e a dor
Precisam ser acolhidos,
Exclusivamente por mim.
Não quero um colapso
Nem uma overdose.
Então olho...
Vivo a dor,
Vivo o luto,
Vivo as maravilhas.
Se opto erroneamente ou não,
Sinto as consequências
Assumo a responsabilidade
Não transfiro a dor...
Não gosto do que vejo!
Talvez, seja o momento de ir...
- Outra fuga?
- Uma libertação ou uma aprovação?
Não sei ao certo.
O  momento é o de assumir.
Sei que não quero ver,
Encontro-me em um processo:
O de digestão emocional.
Vejo a dor,
Me responsabilizo e acolho.
Agora posso andar devagar
Dentro do meu tempo...
E assumo: AINDA NÃO QUERO AMAR...

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Tentativas frustradas de DEFINIÇÃO DO "NADA"





Tentativas frustradas de DEFINIÇÃO DO "NADA"

O NADA É A POTENCIALIDADE PLENA

Mas nada é o que é agora, pois o que é agora é aluma coisa e não nada.

Quando se usa essa palavra numa frase um paradoxo se faz inevitável.

Por exemplo: Nada é maior do que tudo.

1 - Por comparação, o nada é maior e o tudo é menor que o nada, já que tudo é contido no nada.
2 - Nenhuma coisa é maior do que tudo.

Por outro lado, nada se pode pensar sobre o nada sem tornar o nada em alguma outra coisa. Sempre que o nada é pensado, alguma coisa vem e toma o lugar dele, lugar este que nem poderia existir. Tenta não pensar em nada ou tenta pensar nele, tanto faz! Você vai ver que só consegue pensar em alguma coisa. Do nada só se pode dizer o que ele não é. Ele não é alguma coisa... ou é o oposto de alguma coisa.

Mesmo a palavra "nenhum" serve para definir o nada, pois nem-um significa a falta de um e nada significa a falta de tudo. O problema é que todas as palavra apontam para as coisas que servem para representar, mas a palavra nada não tem nada para onde apontar e a pessoa perde de vista o significado daquilo que não pode ser visto e cujo significado pode significar qualquer coisa que seja nenhuma coisa, e isso não significa nada. Portanto, daí se pode concluir, que nada significa nada menos do que nada e isso não é uma definição, mas uma tautologia sem sentido.

Você já deve estar pensando para que serviria esta minha reflexão. A minha resposta é bem clara: Para nada! Tem a mesma serventia que a ansiedade, pois a ansiedade não serve para nada, pois só no presente podemos nos ocupar daquilo que supostamente estaria no futuro e o que está lá é nada.

Ah, acho que descobri uma definição de "nada":

Nada é o futuro que não existe agora. Então, pra que se preocupar?

Sergio Condé

RESPIRAR




RESPIRAR

Não sabia respirar.
Aprendi há bem pouco tempo.
É incrível, o nosso corpo,
Conversa conosco o tempo todo.
E quando algo está errado,
Ele nos avisa.
E não damos muita atenção a este poder.
Sinto que as mulheres da minha geração,
Não respiram muito bem.
Elas não são muito graciosas.
Muitas se demonstram insensíveis,
Para demonstrarem o quanto são fortes;
Porque senão, ninguém acreditará nelas.
Perdem a graça de apreciarem o mundo
E deixam de lutar por um outro mundo.
Quando prendemos a respiração
Paramos de pensar e sentir.
- Respirem!
Não sejam insensíveis!
Não se escondam!
É um insulto para a natureza!
Pessoas medíocres abaixam com as ‘sombras’,
Nascemos para sermos GRANDIOSAS!
E hoje, se paro de respirar por algum segundo,
Me pergunto: por quê não quero sentir?
E a resposta vem como luz.
Volto a respirar,
E opto em mudar.
Mudar a escolha que não me fez bem.
ME RESPONSABILIZO.
Olho, respiro, sinto e decido.
E decido ser FELIZ! Acima de tudo.
Não quero dores no corpo.
Parar de respirar é querer que o mundo mude.
É muito fácil colocar a culpa no mundo.
QUERO VER VOCÊ SE TRANSFORMAR
POR VOCÊ MESMA!
E ASSUMIR QUEM VOCÊ É.
Respirar significa conhecer nossas emoções.
Estou no caminho
E aqui, viro uma imensa página.
Seguindo livre de julgamentos
E daqueles que não estão
No mesmo padrão vibratório.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

quinta-feira, 9 de maio de 2013

OSHO


 


As pessoas são duras. A vida as prepara para serem duras, porque as prepara para lutar. Lentamente, lentamente, elas perdem toda a delicadeza interior, tornam-se duras como rochas - e uma pessoa dura como rocha é uma pessoa morta. Ela só vive da boca para fora, não vive verdadeiramente.

A verdadeira vida consiste em delicadeza, vulnerabilidade, abertura. Não tenha medo da existência: ela cuida de você, ama você. Não é necessário lutar contra ela.

A existência está disposta a lhe dar mais do que você pode pedir ou sequer imaginar. Mas a existência só poderá lhe dar se você for suave, delicado, vulnerável. Se você for poroso, ela entrará por todos os lados.

Seja poroso, seja aberto para a existência, sem medo. Não é preciso ter medo. Essa é a nossa existência - nós pertencemos a ela, ela pertence a nós.

- Osho -

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A RESPIRAÇÃO E O AMOR


 

A RESPIRAÇÃO E O AMOR

O fisiologista britânico Joseph Barcroft, que dedicou sua vida e privilegiada inteligência a entender os mistérios da respiração e da vida intra-uterina, tornou-se célebre por emprestar o próprio corpo a ousados e instigantes experimentos médicos – que visavam entender os mecanismos do sistema respiratório – sentenciou na maturidade:

“A noção de vida liga-se tão intimamente à de respiração que o próprio termo expiração passou a significar extinção da vida e o termo inspiração, a elevação da vida a níveis sobre-humanos.”

É verdade, o sentimento popular de que respirar é viver é quase onipresente. E essa equação tem desdobramentos: respirar bem é viver bem; respirar mais ou menos é viver mais ou menos, respirar mal é viver mal, quando a respiração nos falta, sentimos a vida nos escapando, quando a respiração é fluente e fácil, torna-se tão fácil sentirmo-nos vivos que, facilmente, nos esquecemos de que estamos vivos.

É verdade, mas faltou assinalar que, além de significar vida, a respiração também é sinônimo de consciência e inteligência. Vinte por cento do ar que respiramos é consumido pelo cérebro, detentor de menos de dois por cento de nossa massa corporal. Nossa capacidade de discernir, entender e administrar a vida é alimentada e mantida pela respiração e, dessa maneira, respirar com amplidão significa alimentar a inteireza de nossas capacidades mentais.

E, quanto à inteligência, a frase de Brarcroft deixa passar um lapso de sua reconhecida lucidez e espírito crítico, um descuido comum entre pessoas notadamente inteligentes: desde pequenos nos foi passada a associação entre inspiração e criatividade, mas, inspiração é o momento em que o ar entra em nós, em que pegamos algo de fora; a criatividade devia estar muito mais ligada à expiração, o momento em que algo sai de nós para os outros, para o mundo. Fomos treinados a nos inspirarmos em Van Gogh para pintar um quadro, ou em Nietzsche para dizer algo, ou em Tom Jobim para compor uma música, sempre algo que vem de fora. A criatividade deveria mesmo ser associada à idéia de expiração.

Mas, esse é um passo a ser dado. A alguma hora. Que pode ser agora. Por termos sido ensinados a seguir modelos que nos são introduzidos de fora para dentro, ignoramos que podemos ser indivíduos, ignoramos que já o somos, mas que nosso indivíduo está adormecido, congelado dentro de nós, esperando o dia em que será acordado, reabilitado. Quando entendermos os mecanismos da respiração, descobriremos que temos a chave para esse “acordar”, o calor da fricção de seu vento é capaz de descongelar, de maneira não traumática, o gelo que se acumulou em camadas milenares em torno de nossa individualidade esquecida.

Qualquer um de nós – incluindo você e eu – é capaz de expressar sua personalidade e maneira única – e por isso bela – de ser, com a mesma verdade e grandeza com que um Van Gogh, um Nietzsche ou um Tom Jobim o fizeram. E a respiração pode ser o ovo de Colombo, o meio simples e óbvio para que realizemos isso.

Respiração é alimento, que pode nutrir o gelo que nos envolve ou aquilo que foi envolvido por esse gelo: nossa inteligência. Se estamos inconscientes da respiração, ela alimenta nossa inconsciência, reforça em nós tudo o que nos inclina à inconsciência. Quando melhoramos nossa percepção da respiração, alimentamos nossa consciência, tornamos tão vital a consciência que vinha sufocada, soterrada, que ela não se contém mais sob as camadas sedimentares de ignorância e descaso que a cercam; ela começa por abrir frestas e dar sinais de criatividade, até por fim, irrompê-las e mostrar sua face. Simples assim. Como ovo de Colombo. À frente de nosso nariz e ao alcance de nossas mãos, o tempo todo, quando quer que decidamos usá-la.

Respiração é alimento, e, desde bebês, desde os seios de nossa querida mãe, associamos, muito diretamente, alimento a amor. Dessa maneira, liberdade para aceitar a respiração é também liberdade para aceitar o amor, plenitude de respiração é potencialmente plenitude amorosa, respirar mais é amar mais e respirar menos é amar menos. Respiração não é apenas sinônimo de consciência, mas também de amor. E, mais uma vez, uma chave fundamental pode estar guardada na expiração, e não na inspiração, a chave do amor pode estar em dar, em lugar de receber.

O bebê recebe alimento e amor da mãe, os dois se tornam dois lados de uma mesma moeda e, nesse momento, o amor está ligado à inspiração, ao receber. E, talvez daí, desses anos de dependência tenha ficado congelada a noção de que amor é receber – e o da criança realmente o é. O amor adulto é de uma qualidade diferente, está mais presente no exercício da expiração. No dar, que a mãe experimenta ao amamentar. E se ela não o fizer, seus seios irão doer. Da mesma maneira, se não dermos o amor que brota espontâneo, como o leite das glândulas mamárias, sentiremos congestão interna e dor. E, para não senti-la, cultivaremos a inconsciência, pela diminuição – ou quase supressão – da respiração.

No início da vida somos como sementes de abacate que precisam de chuva para se desenvolver, quando adultos deveríamos nos tornar frondosos abacateiros, que dão seus frutos para alimentar inúmeras outras vidas. Esse é o ciclo da vida; esse é o ciclo da inspiração e expiração.

Se no início da vida, o objeto de amor e nutrição é o mesmo, a mãe, essa pode se comportar de diversas maneiras. O alimento e o calor vêm dali, daquele par de seios, mas essa mãe pode amar ou não a o filho, pode amá-lo mais ou menos. Isso tornará esses seios mais ou menos quentes, mais ou menos sensíveis, mais ou menos vibrantes, e tornará nossa noção de amor como sendo abundante ou rarefeito. Se a mãe ama o filho, amamentar se torna uma experiência de êxtase para ela, seus seios permanecem sensíveis e a criança se identifica com essa sensibilidade, ela percebe que a mãe está gostando, não está simplesmente alimentando-a de leite. Mas se a mãe está apenas cumprindo uma necessidade, se ela está com pressa de sair dali, pensando em outros interesses, a criança sente essa frieza e se sente não desejada. Ambos os casos interferem na respiração da criança, na instituição de seu padrão respiratório inicial, mas interferem principalmente na maneira de inspirar da criança. Sua expiração permanece, de alguma maneira, mais defendida de interferências, como uma chave para que, posteriormente, a criança possa mudar esses padrões iniciais.

A expiração está para a sensibilidade como a inspiração está para a atividade. Quando a criança tem sua sensibilidade ferida pela insensibilidade dos adultos que a cercam, ela instintivamente se defende colocando sua atenção na expiração – por vezes tornando-a bem mais lenta que a inspiração – e ela cria um “cofre” onde a protege, para todo o sempre. Mas, muitas vezes, perde a chave, ou se esquece do segredo na vida adulta. A chave porém, está sempre ali, à frente de seu nariz, na consciência da expiração.

O amor infantil era focado na inspiração e (sobre)vivia em estado de total dependência; o adulto, por ser muito mais focado na expiração, tem sempre a possibilidade de existir em plenitude, em situações propícias ou adversas. Ser mestre da própria lucidez e amorosidade, começa por se viver consciente da própria expiração.
 
Fonte: http://pedrotornaghi.com.br/blogger/?page_id=1497

 

9 ANOS



9 ANOS

Sinto falta da mansidão
Da braveza... daquela:
Em que arrancastes a orelha da mula no dente.
Tudo bem, eu sei,
Foi apenas uma violenta emoção!
Sinto saudades e gratidão!
MUITA GRATIDÃO!!!
Sinto a sua presença
Acolhedora e pacificadora
Sinto falta da sua ternura
Uma parte minha é tão sua...
Graças a você sou assim!
Com você aprendi a sentar num cruzeiro
Observei, senti e aprendi a sua FÉ.
A mais linda de todas!
Não precisava de paredes e convenções
Aprendi sobre divisas e grotas
Com você caminhei pelo arrozal
Caminhei em  noites escuras
Contemplado a lua, as estrelas e todo o barulho.
Barulho silvestre...
Com você aprendi sobre barro branco
Atolei na lama e me diverti!
Com você aprendi sobre meio-ambiente
Ecologicamente equilibrado,
Em uma época em que ninguém se importava.
Com você aprendi a conversar com os bichos
Perdi o medo de cobras...
Ainda tenho pânico de aranha!
Principalmente das caranguejeiras.
Eu sei,  a culpa não foi dela,
Mas, continuo com medo!
Com você aprendi a fazer simpatias
A não sacrificar um animal doente,
E sim, cuidar e tratar.
Com você aprendi buscar um animal no pasto,
Aprendi: arrear, selar e a cavalgar.
Lembro do tombo em 2001,
Fiquei 3 dias sem andar...
Você chegou mancando, sorrindo e me gozou:
- Beleza! Você não aprendeu a montar até hoje?
Caímos em gargalhadas!!!
Você me chamava assim: BELEZA.
Era o nome da sua égua preferida,
A mais brava e a mais bunduda.
Com você aprendi sobre RESPEITO.
Aprendi que existe ASSOMBRAÇÃO (risos),
E não tive mais medo...
Em você confiava integralmente.
Quando estava disposta a provocar,
Vestia uma roupa de “piriguete”
E ia lá, pedir a sua opinião...
Era um sorriso e a afirmativa:
VOCÊ ESTÁ UMA BELEZA!
Conversávamos através dos olhos
Sei o que é amor de fato!
GRAÇAS A VOCÊ!
Agradeço e reverencio a sua GRANDIOSIDADE;
E a oportunidade de ter feito parte da sua vida!
Estou com saudades!
MUITAS SAUDADES!!!!!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza