sexta-feira, 9 de agosto de 2013

LACUNAS




LACUNAS

Me prostro encurralada
Entre as lacunas da vida.
Posso dizer que são aprovações
Posso acusar as traições
Posso degolar com a raiva
Posso ficar absurdamente triste
Posso me defender
Posso tudo e muito mais...
E escolho: apenas aceitar
Seguir adiante e viver
Ainda ressentida, porém aliviada.
Entre algozes e vitimas
Entre mentiras e verdades
Até onde submeteremos
Aos caprichos do “ego”?
Das ilusões e desilusões
Até onde estamos certos
Ou perdidamente errados?
Entre as frações do meu ser
E entre as frações de outros seres...
Vivenciamos de fato a nossa verdade
É o tal do salve-se quem puder...
Entre acusações e defesas
Entre integridade e honra
Fato é que em uma guerra
Não existem vencidos.
De todas as partes existem derrotados,
Vergonhas, mentiras e máscaras.
Uns ao final adquirirão sabedoria
Aprenderam com a dor de viver a realidade.
Outros oportunistas querendo ter razão
Aprenderam justificativas...
E tantos outros de nada aprenderam...
No abismo olho para Jesus
Que com toda bondade amou a humanidade
E morreu na cruz
Naquele instante há 2013 anos atrás
Quem estaria com a verdade?
Com a cabeça erguida
Sigo adiante um tanto constrangida
Com este sentimento de traição
Em carne viva, mas serena...
Porque na minha fração de verdade
Não fui vítima e nem algoz...
Fui um ser humano vivendo
Com o coração na busca constante...
Foi mais um aprendizado
E a certeza gritante
De tudo o que não quero ser.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

PAUL FERRINI



PAUL FERRINI
O PODER DA ESCOLHA
UMA PRÁTICA ESPIRITUAL
 
Aqueles que se fazem de vítimas estão pouco dispostos assumir responsabilidade pelo que estão criando em suas vidas. Eles criam uma bagunça, pensando que não são responsáveis por isto, e esperam que outros resolvam a coisas para eles.

Uma vítima se sente impotente. Claro que ela não é realmente impotente. Ela poderia decidir, a qualquer hora, assumir a responsabilidade se investindo de sua própria autoridade. Mas ela finge que não pode fazer isso. E, freqüentemente, as pessoas acreditam nela. Elas acreditam na sua história e no seu choro. E depois de algum tempo, ela esquece que está fazendo o papel de vítima e começa a acreditar que realmente não tem qualquer escolha sobre a sua vida.

Este não seria um problema se outros o deixassem livre para ocupar-se de seus pensamentos ilusórios. Mas geralmente, ela atrai aliados - outras vítimas que reforçam juntas as mesmas ilusões - assim como atrai também seus “salvadores” - aqueles que precisam salvá-los do seu drama, alguém que tome decisões por ele, ou então que assuma uma falsa e imprópria responsabilidade pela vida deles.

Não apenas a promessa do salvador é sedutora para a vítima, mas também seu salvador se entrega como uma pessoa para ser o culpado, caso as coisas não funcionarem. Se o salvador não resolver o drama da vítima, isso agora se tornará a culpa do salvador. Nem é necessário dizer, isto de culpar os outros só fortifica a posição da vítima no papel dela.

Esta é a história geradora de abusos que está presente em todas as relações de co-dependência. Uma vítima atrai inevitavelmente um algoz/vitimizador ou um salvador/cuidador. Aquele que se recusa aceitar suas responsabilidades atrai outro, que não perde por esperar para assumir estas mesmas responsabilidades.

O problema é que os salvadores e os algozes têm uma atração compulsiva para controlar a vida dos outros. Qualquer responsabilidade que eles assumem implica em vínculos que aprisionam.

Vítima e algozes abrem mão do próprio poder. Às vezes é duro ver como o algoz faz isso. Mas a compulsão para cuidar ou para controlar outro ser humano nasce de uma insegurança profunda, de uma inabilidade para assumir a responsabilidade apropriada por si mesmo.

É por isso que as vítimas e seus algozes ou as vítimas e seus salvadores se atraem. Ambos estão se recusando a assumir a responsabilidade por si mesmos. Ambos são incapazes de fazer escolhas por si mesmos. Eles são co-dependentes. Cada um precisa do outro para decidir e cada um invariavelmente culpará o outro quando os problemas acontecerem, se multiplicando de forma intolerável.

Para se tornarem autênticos, cada um têm que retomar o próprio poder e voltar a decidir apenas por si mesmo.

Uma vontade livre é idêntica a uma habilidade para escolher. Ninguém pode ser autêntico se der o seu poder de escolha para outros, assim como também não podemos ser nós mesmos caso queiramos nos apossar do poder de escolha que é do outro. Cada pessoa tem que decidir ou escolher por si própria. Esta é uma verdade que desembaraça os nós da nossa encarnação. Qualquer tentativa para interferir com a escolha do outro é uma transgressão.

Pessoas que têm uma tendência para serem vítimas ou algozes ou cuidadores/salvadores, têm que aprender a apoiar em si mesmos e a fazerem as próprias escolhas. Para fazer isso, eles têm que se desembaraçar das relações de co-dependência onde são ignorados os limites dos territórios individuais e onde o poder e a responsabilidade é inapropriadamente entregue ou tomado de outros.

O QUE SIGNIFICA O AUTO-APÔIO?

O auto-apôio significa que a pessoa valoriza quem ela é e busca viver em harmonia com suas crenças centrais. Ela sabe como nutrir a si mesma, como estabelecer metas em sua vida e como orientar-se e mover-se em direção a elas. Ele encontra um trabalho apropriado, apóia a si mesmo financeiramente, cultiva suas amizades, constrói seus sistemas de apoio e aprende a viver de uma maneira prática no planeta Terra.

O auto-apôio significa que a pessoa não é mais dependente de seus pais ou de outra figura de autoridade para seu apoio. Ela não é mais controlada fisicamente por outros, nem financeiramente, nem emocionalmente, nem intelectualmente ou espiritualmente. Ela decide onde viver e como viver, decide em que acreditar, com quem quer estar e assim sucessivamente. Ela toma decisões por si mesma e assume a responsabilidade pelo que ela pensa, sente, diz e faz.

Tudo isso faz parte do processo de crescimento para tornar-se uma pessoa adulta. Um verdadeiro adulto não é dependente de outros nem é, inapropriadamente, influenciados por eles. Ele é independente e auto direcionado.

Claro que, ninguém cresce inteiramente antes de haver estado envolvido com outros intimamente. Muitos se casam e até mesmo tem filhos antes de saberem quem são. Quanto menos que eles sabem sobre eles mesmos, mais alta é a probabilidade deles traírem a si mesmos e os outros, com quem se relacionam.

Tomar o tempo necessário para saber quem você é tem seu valor. Assim é mais fácil viver em sua própria pele e ser honesto sobre quem você é na relação com os outros. Esta honestidade e clareza machuca menos os outros e a chance de abortar suas relações diminui.

Esta prática espiritual relaciona-se com o aprendizado em autorizar-se para sermos quem nós realmente somos. Diz respeito a dar-se a permissão para ser a pessoa única, autêntica que nós somos. Diz respeito a conectar com o nosso eu central, (core self) descobrindo e valorizando nossos talentos e ir fazendo aquelas escolhas que nos ajudarão a aprender e a crescer até a nossa plenitude como seres humanos.

 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

DE 4 PARA 4: MUDANÇA DE PADRÃO


DE 4 PARA 4: MUDANÇA DE PADRÃO

Como é difícil para um tipo 4
Aceitar que é comum e igualar-se a todos
Sair da sofisticação e conviver com a simplicidade
Sair em grupo e perder a mania de andar sozinho
Parar de buscar o que falta e aceitar o que o mundo proporciona
Deixar de se sentir insignificante e parar de se comparar
Aceitar que é invejoso e parar de valorizar o outro
Vivenciar a criança excluída na infância e
Perdoar a falta de culpa dos pais.
Acolher com amor o que não recebeu e
Parar de buscar incansavelmente o amor incondicional
Ser fútil, feliz e manter o otimismo
Parar de pensar em suicídios (voluntários e involuntários)
Abandonar os pensamentos obsessivos
Caminhar entre os meios sem ser falso
E deletar o padrão 8 ou 80
Vivenciar a intensidade com alegria e não vestir o “avatar kamikaze”
Assumir o lado negro da tirania e da tortura
Deixar de ser masoquista
Não esperar nada do próximo e simplesmente amar por amar
Deixar o Universo fluir livremente sem pensamentos degenerativos
E lembrar sempre que a nossa maior virtude é a: EQUANIMIDADE
E assim transformamos...
 
Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

CÉREBRO



CÉREBRO

Se são apenas pensamentos
Que me fizeram imaginar
Tamanhas Gostosuras e façanhas...
Escute a voz da sabedoria
De um coração repleto de cicatrizes
Pela primeira vez te suplico:
Estimado cérebro pare de pensar!
Esvazie e abra espaço para o novo entrar
Já ouvi os seus conselhos tantas vezes.
Me escute agora por favor
Ambos já conhecemos o tal do ego
Não nos deixaremos mais nos dominar por ele
Somos adultos e com os olhos limpos
Podemos seguir adiante
E viver de fato o que nunca nos permitimos
Vamos nessa porque o mundo é gigantesco
E lá fora vivenciaremos novas oportunidades
Estamos vazios e nada nos prende
Vamos renascer e colher os frutos semeados
Não se preocupe
Tudo vai dar certo
Sou eu!
O seu CORAÇÃO te acolhendo.
Vamos caminhar juntos
Porque somos os únicos capazes
De acolher a nossa dor e superar
O aprendizado da vida!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

LIVRE ARBÍTRIO



LIVRE ARBÍTRIO

Atitudes e falta de...
Para o mundo:
“Me digas com quem tu andas
Que te direi quem tu és”
Julgamentos e valores...
Atitudes e loucuras...
Como saber ao certo?
Se estamos em uma aprovação,
Uma aceitação
Ou um livramento?
Agir com o coração
Amar ao próximo como a si mesmo
Na atualidade o que vale é a lei do TER
As máscaras estão carregadas com o invasor EGO!
E como sou SER
Vivo capotando em armadilhas!
Olho para elas com a minha raiva de ONÇA
Sinto compaixão pelo infeliz que me causa DOR
Afinal, viver com o peso da mentira
É um fardo do qual não carrego
A lei do retorno é fatal
É premunição não é uma praga...
Existem diferenças entre ser boa e boazinha
A boa não vive de coitadices e revanches
A boa simplesmente aceita o destino
Com o coração sangrando e um sorriso na face...
Afinal, o que vivemos foi tão nosso
Único, puro, verdadeiro e sem cobranças...
Romântico, ingênuo e infantil...
Caí em suas palavras de fel
Fui seduzida pelo seu amor Eros
Me entreguei ao que tinha para hoje
Assumo a responsabilidade
Sou leviana em se tratando de amor
Não vivo sem espontaneidade
Meus dias são repletos de ADRENALINA
Porque acredito nas pessoas
E principalmente: ACREDITO NO AMOR!
Agora quanto à boazinha,
Esta que você imaginou...
Ficou apenas na sua imaginação
De quem vive na “Terra do Nunca”.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

A ÚLTIMA HORA



A ÚLTIMA HORA

Hoje às 14:00hs, do dia 05/08/13, se tornou um momento inesquecível em minha vida e na vida de alguns dos meus irmãos...como poderia dizer momentos alegres em que se viveu...para isso é preciso recordar e recordar quer dizer amar e guardar em sua memória todos os momentos felizes ou alegres , mas que de alguma forma tocaram ao coração...lembro muito bem das noites de lamparina, ...do fogão a lenha, do banho à cavalo, ou depois com a ducha do lado de fora....kkkk como era fria a água, mas era bom ver todo mundo reclamando, lembram de todos nós Maria Madalena Paula Louzada, Mariana Louzada Satler Sales, Maria Astrogilda Louzada Viveiros, Maria Margarete Louzada Satler Margarete, Lucileyma Rocha Louzada CarazzaNeymar Louzada Viveiros, Cristhiane Viveiros, Joviano, Rafael Louzada Satler,Mirilandes Conceição, João Batista Soares Do Carmo, deitados todos em colchões pela sala, como ríamos muito antes de dormir, dos doces que a mãe fazia nos tachos com raspa de limão, das brincadeiras de adivinhar as músicas, do Vaneil tentando matar o porco..kkkk...snif...da Lulu quando foi andar na égua e a mesma tentou pular a porteira com ela, ou quando a Loló caiu do galho da goiabeira...ah não podemos esquecer da fossa que ficava atrás da casinha velha, que por falar na casinha , não podemos esquecer né Fábio, da lagartixa que caiu dentro da queimadinha...kkk... gente, gente, como deixar de falar dos animais, poxa a égua Garota, a predileta do pai, a Beleza, uma égua invejada, a Boneca, que doce ela era e como aprumava, a mula Estrela, mansa de dar dó, a mula Cigana brava, coiceira, e o coquinho, baixinho, tordilho, mas quando era selado, marchava deixando qualquer garanhão pra trás...lembram dos gansos, dos marrecos, do peru apaixonado e choco pela morte da perua, do pato que ria quando ia matar alguma galinha d'angola, do início da lagoa, pequena, pouquinha água e hoje está forte e bonita...do Sol se pondo fazendo a pastagem parecer ouro...quanta visão bonita, das corridas pelo pasto atrás do cavalo negão...oh raiva...das garupas das quais o pai nos levava quando ia subir o morro, ou consertar alguma cerca...hum! Já ia me esquecendo da vaca Maravilha que era feia coitada! Da Fartura imponente, bonita e boa de leite, da Braúna, brava, chifruda e da cara branca...vocês se lembram dos caminhões de bichos e coisas que levávamos para construir a casa que o Helder mora...ai tristeza me deixe, faça com que os momentos felizes fiquem em minha memória e coração, o material se vai e o ouro das lembranças ficam...lembram dos churrascos e das festas em família, quanto nós dançávamos, cantávamos, bebíamos e éramos felizes, não podemos esquecer que nesta história tem o Helder que cuidou com a sua força da melhor maneira que pode do terreno e do Vadinho que dormiu de forma desumana para poder construir seu lar, enfrentando barreiras, dificuldades, mas vencendo ao final, só quero dizer que nosso pai deve estar muito orgulhoso lá no céu, por termos tomado esta decisão, mas o bonito de tudo e o melhor presente para a nossa mãe seria que todos os filhos pensassem que a vida dá uma safra só, é como uma plantação em que se planta, cuida e colhe e se não for semeado de novo, nunca mais existirá vida...assim somos nós meus irmãos, chega, é hora do basta, jogue o rancor, as implicâncias para longe de forma que nunca mais voltem...se todo ser humano vivesse com o coração cheio de amor ele jamais pensaria mal do outro, e no fim o que nos resta é virar pó, e se tornar nada e somente adubar a terra, é hora de pensar, agradecemos ao Paulo Carrazza pela grande ajuda no início de tudo, o Júlio pelas palhaçadas, ...cada irmão tem um "Q" em especial ...caramba me lembrei aqui das caminhadas até a mata como era bom sentir aquele cheirinho único e das bananas que roubávamos do terreno vizinho kkk, e quando a Cristhiane caiu no rio, que aflição, se não fosse o mergulhador profissional Vaneil, ela teria afogado e teríamos perdido uma pessoa especial...ah e quantos de nós já corremos de vaca brava de bezerro novo...ou as superstições do Helder que dizia que toda vez que mãe ia na roça um bezerro novo nascia...carga boa, positiva...terra fértil em que se planta dá..noooosssssaaaa e o barro branco, brinquei demais...e a sobrinhada que o quanto pode: Paula Carolina Rocha, Marcone Augusto, Filipe Rocha, Caetano, Victor, Neymar, os mais novos ainda poderão aproveitar de um pedaço bom e vivenciar o que nós vivenciamos...saudades pai, desculpe-nos qualquer coisa e que Maria te ilumine no céu junto a seu filho Jesus...saudades sempre existiram, se lembrarem de alguma coisa comente abaixo...ah lembrei o Betho descobriu como nascia a beterraba...kkk...saudades eternas.
 
Por: Henrique Louzada

sábado, 3 de agosto de 2013

A BRUXA EXISTENTE






A BRUXA EXISTENTE

Caminho pelas trevas
Sinto a energia parada
Escuto as críticas
A ferida esta em carne viva
Vejo os olhares condenadores...
E mergulho em apneia!
Fecho os olhos, respiro e suspiro
Pressinto o óbvio:
Sou uma mulher Celta!
Não nos submetemos a convenções
Não nos submetemos a homem algum
Somos criadas para sermos donas
Das veias das nossas vidas
Dominamos os 4 elementos
Nos entregamos sem apego
A coitadice não nos pertence...
Assim como, as cobranças e satisfações.
Com isto, transcendo e caminho pela luz
Que é o meu lugar
Com o padrão vibratório restabelecido
Sinto a energia circular
O negativismo existente perde a força
E volto ser a curandeira
A amante da vida
A dançarina do ventre
A onça brava
Praticando o Direito como alicerce de vida
Com a sabedoria existente
Encontro paz para caminhar
Entrego-me de braços abertos à natureza
As estações do ano e as fases da Lua
Com o inconsciente aberto
Vejo o equilíbrio dos pontos vitais
Vivencio o vazio...
Aceito, perdoo e deixo passar
Em silêncio escuto as vozes de sempre
Capto o aprendizado de toda Sacerdotisa Celta:
Não mudamos os destinos
Nos entregamos a ele com força vital
Não lutamos contra a natureza...
Distinguimos os livramentos das aprovações
Reverenciamos a Deus e ao Universo
Somos livres para sermos nós mesmas...
 
Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

O VAZIO





O VAZIO

Renascer e transcender
Ver o mundo girando
Não fugir das emoções
Limpar a sujeira dos olhos
Não possuir nada de concreto
Ser livre para ser quem você quiser
Atirar-se em precipícios “kamikases”
Uma necessidade constante de estar em silêncio
O apego ao inexistente
As ilusões prejudiciais
Obsessões sem fim
Sem manual de instruções
Sinto raiva do que sou
Sinto falta do que não realizei
A perfeição sufoca
E a falta também...
A espontaneidade sempre presente
Deixa de existir
A agonia maltrata o meu coração
O ressentimento é uma burrice existente
O cérebro esta dotado de pensamentos degenerativos
Sinto vontade de saltar de paraquedas
Mas isto duraria apenas 25 minutos
De adrenalina no meu corpo
E posteriormente retornaria a este estado
Esta intensidade profunda que maltrata
Sei que só depende de mim
Agosto é  o mês que renasci
Há alguns anos atrás
Com isto surge o desejo
De parar com as implicâncias
É o desejo de ser verdadeiramente FELIZ

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

quarta-feira, 31 de julho de 2013

MEMÓRIAS



MEMÓRIAS
Me pego a pensar
Em silêncio constante
Ao ataque do choro seco da alma
Vejo as máscaras e desdenho
Vejo por trás das máscaras e sinto compaixão
Não tenho vontade de brigar,
Contestar e explicar.
Não tenho vontade sequer de conversar
Tenho vontade apenas de ficar aqui
E deixar fluir como o fluxo das águas
Talvez esteja na minha zona de conforto
Nem sei mais o que é isto,
Só sei que é novo, e se:
“Ficar na zona de conforto é muito confortável”
Sinto que vivencio o silêncio.
Com isto, até hoje não sei se ela me concertou,
Ou se, me estragou...
Tudo é possível neste caminho
O impossível é apenas uma palavra
Agora o POSSÍVEL é a força
É o que prevalece para o UNIVERSO!
Do perfeccionismo me afastei
A raiva transformo em poesias
Do padrão ISO:9001 me esqueci
A melancolia é apenas saudades
A ansiedade é um passo pequeno no futuro
Porque a moda é estar no presente
Os quilos a mais foram embora
Das crises de choros não lembro
Até o sono ficou reduzido
Larguei as pessoas que me faziam mal
Me afastei das brigas de família
As críticas ficam com quem fez
Das loucuras fiquei apenas com as radicais
E quando entro em desequilibro
E começo a transpirar...
Paro, fecho os olhos,
Respiro, suspiro e medito:
GENTE FELIZ NÃO INCOMODA NINGUÉM!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

segunda-feira, 29 de julho de 2013

RESSENTIMENTO




RESSENTIMENTO

Sinto a energia parada
Em silêncio constante
Tenho vontade de parar de respirar
O coração tolo aperta
A razão pacifica
O equilíbrio uma aprovação
Não é tristeza só quero parar de sentir
É inútil... Um “fritar” da alma
Tento todos os segundos
Abrir mão deste sentimento
Desta adrenalina que nunca foi...
Desta raiva branca que me cega os olhos
Estive de castigo por muito tempo
Renego a mim mesma
Mudar o padrão é um desejo
Abdico a intensidade
Da burrice da intelectualidade
Abro mão da sensibilidade.
Sinto atração por aquilo que nunca fui...
Ou se fui, estou com saudades...
Talvez, seja por isto, que amo tanto o mar...
Neste lugar sou eu mesma
Leve, livre, sem cobranças e negações.
Na verdade estou com saudades de mim
Já estive sozinha por muito tempo
Não quero me punir mais
Nada mais tira a minha felicidade
O meu silêncio é apenas o meu conforto
Uma espécie de oração
O meu porto seguro
Detesto ser comparada a uma “santa”
Estou cansada do título de “boazinha”
Cansei de sorrisos Mona Liza
Cansei de ser chata!
Não quero água benta
Quero banhar nas águas da Dona Beija

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

sábado, 27 de julho de 2013

AMIGOS







AMIGOS

De fato a felicidade é:
“Uma xícara de chá e respirar”
É encontrar-se perdida
Sem um caminho certeiro
Sem uma raiz fixa
Uma hora aqui e outra acolá
É viver como uma cigana...
Às vezes, sozinha.
Às vezes, com desconhecidos.
Às vezes, com parceiros.
Às vezes, com a família.
E outras vezes, com os amigos.
Amigos que sempre se encontram
Como num toque de mágica
Parece que se resgatam sempre
Não importa o tempo...
A “Matrix” por si só toma a providência
Na maioria das vezes
Nem sabemos o que está acontecendo
E não precisamos proferir uma palavra
Conversamos com olhares
Compartilhamos gratidão
Conhecemos os pensamentos
As necessidades, os segredos, as dificuldades e glórias!!
Somos precisos...
Mais ainda, somos afins
Por sermos íntegros...
E palavras são apenas palavras
E neste momento percebemos
Que ser um amigo é MUITO importante
E que ter um amigo é uma DÁDIVA!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

INSTINTOS







Instintos

Tê-la como minha fêmea favorita
é o que manda meus instinto de macho
a razão acha esta idéia esquisita
mas o que importa é o que eu acho...

acasalar contigo no verão e na primavera
me aquecer contigo no frio inverno
meu desejo por ti espera
amar-te até no inferno

possuir-te por trás ou pela frente
em pé na parede ou deitados na cama
que loucuras passam em minha mente
quando penso em acender sua chama...


Ronilson Rocha
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A FUNÇÃO DO SEU HUMANO






A FUNÇÃO DO SER HUMANO

Por Susana Stroke
(Dezembro 2009)


O mais comum é nascer, viver e morrer. Entre o primeiro e o último existem variantes, desde viver a vida na total ignorância e ausência de questionamentos, até uma busca constante de compreensão profunda da função de cada ser humano neste planeta.

De tudo o que já foi transmitido desde as épocas primitivas, quando o planeta era apenas habitado, até os dias de hoje, vários mistérios foram sendo desvendados, uns comprovados cientificamente e outros aceitos (por alguns) como explicações provenientes de experiências, revelações, visões.

Até a atualidade não se chegou a um denominador comum que satisfaça a todos, e provavelmente não se chegará nunca. Talvez a manutenção de determinados assuntos, como vivências que o ser humano não tem capacidade para alcançar, seja justamente o que permite a constante evolução do espírito.

Eu não sou uma pessoa erudita, nem mesmo uma pesquisadora, ou alguém que sente uma necessidade premente em desvendar mistérios ou desvelar segredos.
Na verdade a frase tão conhecida na tradição Sufi - “o segredo se protege a si mesmo” - sempre me pareceu uma tese inquestionável, e que somente se comprova quando não há mais necessidade para comprová-la.
Ou seja, no momento em que o segredo se desvela, é certamente porque a pessoa já estava preparada para recebê-lo e mantê-lo como parte de sua experiência de vida.
Portanto, sou uma pessoa comum e corrente, pertenço à maioria que habita o planeta transitoriamente, sem nenhuma pretensão de saber mais do que seja a minha quota de capacidade.

Justamente por pertencer à grande massa desconhecida, quero apenas abrir este tema tão amplo de uma forma simples, criando elos de comunicação na busca comum, nas interrogações que temos, nas experiências vividas e nos anseios que nos podem unir.
Temos somente duas certezas na vida: que caminhamos inexoravelmente para a morte e que não sabemos quando - nem como - a encontraremos.
A partir do nascimento a contagem regressiva começa.
Suponho que justamente por essa certeza de não saber, pelo fato de ter que conviver com essa certeza angustiante, a maioria decide enterrá-la, mantendo-a o mais distante possível da consciência.

Convivo constantemente com outro ensinamento Sufi: “estar no mundo, sem ser do mundo”. Essas poucas palavras englobam tudo. Saber estar completamente presente e entregue e, ao mesmo tempo, pronto para partir sem levar nada consigo.
Desde muito cedo criamos vínculos afetivos. Em algumas situações eles começam a se tornar apegos que produzem carência em vez de abundância. Essas carências muitas vezes buscam compensações materiais como, por exemplo, imaginar que ter coisas vai preencher vazios afetivos e existenciais. O resultado acaba sendo substituir o “ser” pelo “ter”.
Qualquer tipo de substituto do “ser” é um saco sem fundo que produz alguns momentos de satisfação, mas que muito rapidamente nos leva a continuar tentando preencher o vazio em lugares equivocados (com coisas, pessoas, ilusões, fantasias).
Uma vez vi um pôster que me tocou muito e o tenho na minha casa em um lugar constantemente visível. Diz assim: “Algum dia, inevitavelmente, você vai se encontrar contigo mesmo. Somente de ti depende que seja a mais amarga de tuas horas, ou o teu momento melhor”.
Dei mil voltas por essa frase ao longo dos anos e cheguei à conclusão de que a vida é um palco onde cada ser humano é o protagonista da obra que se desenvolve, desde o nascimento até a morte. Fazer desse espetáculo uma realização é poder chegar a viver cada cena aproveitando da melhor forma os encontros com outros protagonistas de outras obras, atravessando a ignorância, a mediocridade, a prepotência, errando, caindo, aprendendo com os erros, se levantando uma e outra vez.
Sendo capaz de olhar no espelho que sempre está diante de si - seja refletindo o próprio rosto ou os encontros e desencontros - e, finalmente, com muita perseverança, obter a dádiva de encontrar-se com a própria alma.

Dizia Gurdjieff - um grande mestre espiritual do século passado - “NÃO NASCEMOS COM ALMA, TEMOS QUE CONQUISTÁ-LA”.
Os encontros entre as pessoas são sempre oportunidades para avançar, ou também situações nas quais regredimos, ou ainda permanecemos estagnados.
Os encontros se dão quando a possibilidade de expressão, seja qual seja, ocorre. Expressão esta que leva consigo a intenção de mostrar o que cada um sente, pensa e quer (ou não quer), alinhada com a ação correspondente.
Isso significa tão somente retirar máscaras que comumente estão presentes como defesas. É certo que o encontro acontece quando a disponibilidade é mútua. No entanto, também é certo que o investimento individual não só é válido, como permite aprendizados por meio da aceitação de que determinadas situações não podem ser mudadas a partir do querer individual.
Portanto, retornando ao tema central - a função do ser humano. De forma bastante sintética, podemos dizer que o mais central seja poder ser verdadeiro consigo mesmo e, na medida do possível, com os demais, pois - como todos sabemos desde Sócrates - “a verdade vos libertará”.
“Na medida do possível” significa saber escolher (ou ser escolhido por) pessoas com as quais se quer manter relações íntimas saudáveis e cultivadas ao longo do tempo.
Nessas relações podem ocorrer, e frequentemente ocorrem, encontros verdadeiros que comprovam a presença inegável de “algo mais” que, por sua vez, permite ao ser humano reconhecer seu aspecto divino, confirmando uma das mensagens na Bíblia: “quando duas ou mais pessoas se encontram EM MEU NOME, EU estarei entre elas”.
É também possível este mesmo reconhecimento desse “algo mais” em outras circunstâncias, tais como resultados de profunda introspecção que desemboca em revelação. No entanto, a comprovação de que a experiência solitária está integrada e em ascensão ocorre quando a pessoa vivencia relações interpessoais que colocam a prova as experiências reveladoras.

FINALIZANDO ESTAS REFLEXÕES, POSSO DIZER QUE A FUNÇÃO DO SER HUMANO É REALIZADA A PARTIR DA CONSCIÊNCIA ADQUIRIDA E DESENVOLVIDA DE QUE ELE NÃO É UMA MÁQUINA QUE REPETE ININTERRUPTAMENTE AS INSTRUÇÕES QUE LHE FORAM IMPOSTAS E IMPREGNADAS PELAS REFERÊNCIAS E INFLUÊNCIAS DE SEU ENTORNO.
NOVAMENTE CITANDO GURDJIEFF: “UMA MÁQUINA QUE SABE QUE É MÁQUINA JÁ NÃO É MAIS UMA MÁQUINA”.

 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

PERDI AS CONTAS




PERDI AS CONTAS

Das burradas que cometi
Das vezes que apaixonei
Do quanto me constrangi
Das vezes que precisei de uma camisa de força...
De outras que chorei...
De todas as vezes que disse: nunca mais!
De tudo que deixei de fazer
Do tempo perdido
Do quanto fui racional
De todo negativismo que já me abateu
Mais ainda, perdi as contas...
UM MILHÃO DE VEZES, perdi as contas:
Das vezes que renasci,
Da proteção que possuo,
Da gratidão que sinto,
Do quanto sou emocional...
Do esforço para transformar...
Das luzes que vejo,
Dos sonhos reais e imaginários (risos)...
Dos amores que não foram “Eros”;
Prefiro dizer: Shakespearianos...
De todas as gargalhadas que dei
De todas as loucuras que cometi (e cometo)...
A dualidade existe em mim,
Este é apenas um exercício de reforço
Para lembrar que:
Nem todos os dias são de sol,
Ou que, que nem todos os dias são de chuva...
Fato é que vivo intensamente
CADA FRAÇÃO DO MEU SER
Como se não houvesse amanhã
E se algum dia, alguém perguntar:
Como ela morreu?
- Responda:
Melhor te dizer, como ela viveu...

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

Desembolar

Desembolar

Seu gosto ainda está na minha boca, embolando o meu coração. Seu cheiro ainda está no meu ar, entupindo minha fluidez. Seu olhar é o meu sorriso. Lembro do calor da sua mão tocando e acariciando a minha, sem querer, sem pensar, por instinto, por ser muito natural. Sinto o pensamento se perdendo, querendo se perder mais. Não me lembro mais da voz, não me lembro mais da voz, mas como eu gostaria de te ligar. Como eu queria parar de viver o agora pra estar aí, onde nem sei que está.
Vontade de estar ao seu lado. Desejo de rir junto, deitado. O peito dilacerado pelo que não vou viver. E eu nem queria mesmo te conhecer. E o destino se riu de mim, que achava que sabia – mas saber não é sentir. E o não sentir que agora me estrangula… Agora, fod-eu, que eu já me perdi. Que eu nem sei quem sou, nem percebo onde estou, que eu sou capaz de deixar de mim, por você.
Eu sou mesmo, capaz de deixar de ser por você, eu sei. Mas eu não vou. Porque eu preciso de mim, até pra estar com você. Pra estarmos juntos, ou não, eu preciso estar aqui, e você, aí. Eu preciso estar no meu lugar, pra estar com você no seu lugar, pra estar com qualquer alguém.
Às vezes é preciso abrir mão do amor pra ser feliz… E quando me ouço pensando isso, me assusto comigo. Como assim? Abrir mão do amor? Como posso ser feliz sem amor? Sem amar? Mas às vezes é preciso abrir mão do amor, pra SE amar mais.
É que ninguém deveria por de lado a própria felicidade por amor a ninguém. Ninguém precisa deixar a própria vida por ninguém. Nós não vivemos de amor, minha tataravó já dizia. Ninguém é realmente impotente diante de ninguém. E se nos colocamos assim, pois somos nós que nos colocamos assim, depois mandamos a conta. Cobramos o preço do que deixamos de nós, do outro, que muitas vezes nem pediu, que nem queria tanto. A sensação de impotência gera raiva.
É claro que podemos fazer alguma coisa. Se não tem nada nem ninguém nos amarrando, podemos sair, seguir nosso caminho. Se não tem ninguém nos amordaçando, podemos falar o que pensamos sim. Podemos e precisamos dizer o que queremos, fazer contato com quem somos. Só podemos realmente amar alguém, quando estamos conosco, primeiro. Só somos capazes de dar amor, quando não nos prejudicamos.
Ceder às manipulações e aos jogos de “amor”- se você não se comportar dessa maneira, não vou gostar de você, por exemplo -, mesmo que implícitos, são escolhas nossas. E cada escolha tem um preço. Digo e repito e digo e repito. E até não escolher tem seu preço.
Eu sou uma romântica incurável que vem aprendendo a olhar pra realidade. Pois o conto de fadas, infelizmente, pesarosamente, é uma ilusão. O que nos machuca, o que nos faz perder a dignidade, não pode realmente nos fazer feliz pra sempre. Pra realmente amar, é preciso se querer primeiro. Cuidar de si primeiro. Amar a si mesmo, e, só então, ao outro, ao próximo.
Às vezes preciso abrir mão do amor pra ser feliz, pra me amar mais.

ORAÇÃO DE UM VIRA-LATA - SERGIO VAZ



ORAÇÃO DE UM VIRA-LATA - SERGIO VAZ

A Música “Wake everybody” (acordem pessoal) com John Legend e Roots é tão linda que ainda me faz acreditar no ser humano demasiadamente humano, me faz sonhar com um mundo mais justo e melhor, ainda que pareça impossível. Há dias que a ouço como um mantra antes de sair para as batalhas justas e injustas da ruas sem coração. Antes de enfrentar os leões que nos es...preitam nas vielas das dificuldades e incertezas do cotidiano. Nos becos sujos da mediocridade nossa de cada dia.
Esta canção tem sido a minha bíblia, meu alcorão e meu torá. Apesar de grande pecador que sou. Sou?
Isso é claro, sem desrespeitar a religião de ninguém.
Há muito não me sintonizo com algo tão sagrado e honesto. Algo que se pareça com aquilo que acredito: paz.
Não sei se perdi o juízo, ou se já tive algum dia. Ter juízo pode ser a prova de que já estamos no final.
Falando em religião queria aproveitar para dizer que sigo um Deus chamado “Amor” e é só pra ele que me ajoelho, ou rezo. E ainda que digam que ele não existe, posso vê-lo refletido nos olhos e sorrisos das pessoas que amam incondicionalmente o próximo.
Este deus que habita meu coração só me ilumina quando amo outras pessoas, quando acredito no que faço. E ele só se manifesta quando as mentiras que conto pra mim, não afeta o coração de outras pessoas.
E nas minhas orações sempre peço para que o Deus que mora em mim nunca deixe que seja escravizado, por nada, por ninguém. Nem que eu escravize. Porque a palavra liberdade está contida a fogo em todos os versículos do meu dia. Para recitá-la, não em montanhas intransponíveis de sacrifícios, mas no riso fácil que aquece a poesia de um povo humilde que tem fé no amanhã.
O Deus todo poderoso chamado AMOR faz com que o sal de minhas lágrimas transforme-se em calos nas mãos, para que eu nunca esqueça que nada cai do céu, além da chuva que umedece e transborda, e que minhas derrotas e vitórias nascem dessa batalha que é viver, ainda que a vida pareça fútil e milagrosa.
E que a minha devoção a este deus não me faça esquecer que o medo de lutar é um inferno de mil areias movediças em que o covarde se atola, e que nenhum anjo estende a mão a quem não se ajuda..
O Deus AMOR em que credito o meu futuro é surdo às vaidades, e se finge que acreditas nele, engana-te a ti mesmo. Uma vida sem amor é o único dos pecados.
O AMOR que está em mim, em você, não sabe o que faz, por isso muitas vezes é crucificado, por isso não dever ser medido. Quem ama erra. Quem erra tem que amar de novo. É assim que se sente esse Deus. Amando.
Quem segue o amor sabe que o milagre não está na vida, mas na coragem de viver.
O Amor ao próximo é a única religião em que se deveria aceitar fanáticos.
E quem acredita no amor renasce todos os dias no paraíso.
Amém.

MAGIA NEGRA



MAGIA NEGRA

Magia negra era o Pelé jogando, Cartola compondo, Milton cantando. Magia negra é o poema de Castro Alves, o samba de Jovelina…
Magia negra é Djavan, Emicida, Racionais Mc´s, Thalma de Freitas, Simonal. Magia negra é Drogba, Fela kuti.
Magia negra é dona Edith recitando no Sarau da Cooperifa. Carolina de Jesus é pura magia negra. Garrincha tinhas duas pernas mágicas e negras.
James B...rown. Milton Santos é pura magia.
Não posso ouvir a palavra magia negra que me transformo num dragão.
Michael Jackson e Jordan é magia negra. Cafu, Milton Gonçalves, Dona Ivone Lara, Jeferson De, Robinho, Daiane dos Santos é magia negra.
Fabiana Cozza, Machado de Assis, James Baldwin, Alice Walker, Nelson Mandela, Tupac, isso é o que chamo de magia negra.
Magia negra é Malcon X, Martin Luther King, Mussum, Zumbi, João Antônio, Candeia e Paulinho da Viola. Usain Bolt, Elza Soares, Sarah Vaughan, Billy Holliday e Nina Simone é magia mais do que negra.
Eu faço magia negra quando danço Fundo de Quintal e Bob Marley.
Cruz e Souza Zózimo, Spike Lee, tudo é magia negra neles. Umoja, Espírito de Zumbi, Afro Koteban…
É mestre Bimba, é Vai-Vai, é Mangueira todas as escolas transformando quartas-feiras de cinza em alegria de primeira.
Magia negra é Sabotage, MV Bill, Anderson Silva.
Ondjaki, Ana Paula Tavares, João Mello… Magia negra.
Magia negra são os brancos que são solidários na luta contra o racismo.
Magia negra é o RAP, O Samba, o Blues, o Rock, Hip Hop de Africabambaataa.
Magia negra é magia que não acaba mais.
É isso e mais um monte de coisa que é magia negra.

O resto é feitiço racista.

sergio vaz

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Água Contida




Água Contida
 
Eu, chorando
Com essa cara toda amassada
Com esse olho em carne viva, retalhada
E esse nariz que não pára de escorrer
Eu, chorando
Tão previsível quanto areia no deserto
Mais patético sem ninguém por perto
Tão imenso que não dá mais pra conter
Então sai, deixa correr
Toda a água contida
Então sai, deixa correr
Toda mágoa velada é água parada
E uma hora transborda
Eu, chorando
Com essa cara toda amassada
Com esse olho em carne viva, retalhada
E esse nariz que não pára de escorrer
Eu, chorando
Tão previsível quanto areia no deserto
Mais patético sem ninguém por perto
Tão imenso que não dá mais pra conter
Então sai, deixa correr
Toda a água contida
Então sai, deixa correr
Toda mágoa velada é água parada
E uma hora transborda

Você pode não entender se às vezes fico pelos cantos
Um tanto quieta, recolhida, mergulhada no meu pranto
É que ele me liberta na hora
No momento em que eu boto pra fora
O que já não me serve vai embora
E assim, eu fico leve

Sai, deixa correr
Toda a água contida
Então sai, deixa correr
Toda mágoa velada é água parada
E uma hora transborda
 

terça-feira, 23 de julho de 2013

AMAR É


AMAR É

Deixar livre
Quando o coração esperneia!
Escolher os princípios
E a essência humana
Diante de um mundo distorcido,
Caótico e de zumbis!
É ficar em silêncio
Observar à distância
Ver o crescimento
Ficar perdido...
É dizer e vivenciar o sentimento,
Respeitosamente para não machucar...
Sonhar e suspirar
Desejar e entregar
Sentir admiração
Querer estar junto
Realizar loucuras
É sentir muita sede e calor...
É dormir de conchinha
É encontrar em sonhos...
E como nos encontramos (risos)!!!!
É sentir a respiração
Sentir-se uma idiota
Rir das burradas
Fazer um cafuné
Ser sempre um amigo!!!!!!
Tomar banho juntos
É sentir compaixão na raiva
É perdoar
É sentir medo
É sentir uma dor quente no peito
É cortar a respiração para não sentir...
Ter dor de barriga
Ter vergonha de mencionar
A paixão inesperada...
É sentar na beira dor mar
Tomar um porre e não chorar
Contemplar a Lua que nos acompanha...
É mergulhar a noite sem a sua companhia
Na maré seca e realizar uma prece:
Para que as portas se abrem...
É avistar as luzes em um mirante...
E saber que está acabando...
É viver o inesperado
Aceitar as circunstâncias
De mundos opostos
É deixar fluir como a água
É esquecer a tristeza
Assumir a responsabilidade
E renascer...
De alguma maneira renascer...

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza