segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Estudo Dirigido de Direito Constitucional - Capítulo 1 - Constitucionalismo, Constituições e classificações


CAPÍTULO 1
CONSTITUCIONALISMO, CONSTITUIÇÕES E CLASSIFICAÇÕES:

CONSTITUIÇÃO:

O Direito Constitucional constitui-se como Direito Público Fundamental, que tem por escopo o estudo do conjunto de normas que fixam a organização e o funcionamento do Estado e a estrutura mínima de todos os demais ramos do direito.
É a idéia de que algo foi constituído, formado, elaborado, estabelecido.
José Afonso da Silva: “consiste num sistema de normas jurídicas, escritas ou costumeiras, que regulam a forma do Estado, a forma de seu governo, o modo de aquisição e exercício do poder, o estabelecimento de seus órgãos e os limites de sua atuação.”

ELEMENTOS DA CF:

1)    Elementos orgânicos: regulam a estrutura do Estado e do Poder.
2)    Elementos limitativos: direitos e garantias fundamentais.
3)    Elementos sócio-ideológicos: representam o compromisso da constituição entre o Estado individualista e o Estado Social.
4)    Elemento de estabilização constitucional: assegura a supremacia da constituição.
5)    Elementos formais de aplicabilidade: estabelecem as regras de aplicação das normas constitucionais; as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.

A CF é considerada a Lei Fundamental de um Estado e deve trazer em si os elementos integrantes do Estado ou elementos constitutivos do Estado: poder, povo, território e finalidade.

PODEMOS CLASSIFICAR AS CONSTITUIÇÕES:

1) Quanto à origem:
a)   Outorgadas/impostas: impostas por um ditador.
b)   Democráticas/promulgadas: origem popular, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte composto de representantes do povo, eleitos para o fim de sua elaboração.

2) Quanto à forma:
a)    Escritas/ instrumentais: regras consolidadas em um único documento solene e formal.
b)    Não escritas/costumeiras/consuetudinárias: regras esparsas, somadas aos costumes e jurisprudência.

3) Quanto à forma de sua elaboração:
a)    Dogmáticas: produtos de um texto completo e organizado, a partir de princípios e idéias fundamentais da teoria política e social do momento. São sempre escritas.
b)     Históricas: Frutos de lenta e contínua evolução da história, das tradições e costumes de um determinado povo. São sempre não escritas.

4) Quanto à ideologia:
a)   Ortodoxas: formadas apenas por uma única ideologia política.
b)   Ecléticas: adotam diversas ideologias.

5) Quanto à estabilidade, ou mutabilidade ou alteralidade:
a)   Rígidas: são aquelas constituições que exigem, para a sua alteração, um processo legislativo mais árduo, mais solene, mais dificultoso do que o processo de alteração das normas constitucionais. A CF/1998 é rígida e só pode ser modificada através de Emenda Constitucional, neste processo de mudança exige-se a aprovação da maioria qualificada de 3/5, em dois turnos, nas duas casas do Congresso Nacional (4 votações). As emendas são propostas nos termos do Art. 60, § 2° e Art. 5°, § 3° (Tratado Internacional podem ser elevados à EC).
b)   Semi-rígidas ou semi-flexíveis: são aquelas constituições que exigem para a modificação de determinados dispositivos um processo especial e mais difícil do que o comum e, em outros, um procedimento legislativo comum.
c)   Flexíveis: são aquelas constituições que possuem um processo legislativo de alteração comum, ou seja, nelas uma simples lei ordinária pode facilmente alterar uma norma constitucional.
d)   Imutáveis: são aquelas constituições inalteráveis em virtude de terem sido criadas para reger de forma perpétua a vida de uma sociedade, constituindo-se em verdadeiras relíquias históricas. Este tipo de constituição não aceita mudança; pouco improvável na atualidade porque a constituição de um estado não é absoluta uma vez que, o direito evolui. Não depara com emenda constitucional.

6) Quanto ao conteúdo:
a)    Formal: Consiste em um documento único, formal e solene instituído pelo Poder Constituinte. Poderão conter, em seu corpo, normas que não são materialmente constitucionais.
b)    Material: Conjuntos de regras materialmente constitucionais, quais sejam: forma e estrutura do Estado, o sistema de governo, a divisão e o funcionamento dos poderes, o modelo econômico e os direitos e deveres e garantias fundamentais.

7) Quanto à eficácia e efetividade: normativas, nominais e semânticas.

8) Quanto à extensão:
a)    Sintéticas/Breves/Sucintas/Concisas: contempla apenas princípios, norma de regência de um estado e direitos e garantias fundamentais.
b)    Analíticas/Prolixas/Largas/Extensas: Contemplam todas as matérias relevantes à formação e funcionamento do Estado, descendo às minúcias e estabelecendo regras que deveriam ser regulamentadas pelo legislador infraconstitucional.

OBSERVAÇÕES:

Ø  Alexandre Moraes ressalta que: “a nossa constituição é super-rígida quanto à mutabilidade, pois além de exigir um procedimento mais rigoroso para sua alteração, possui partes imutáveis pelo poder constituinte derivado, que são as chamadas cláusulas pétreas ou núcleo constitucional intangível”.
Ø  Constitucionalismo: movimento jurídico e político para a elaboração de uma Constituição.
Ø  Neo-constitucionalismo: é uma etapa que surgiu depois do constitucionalismo; começou-se a falar após a 2ª Guerra Mundial. É a busca e a eficácia dos princípios constitucionais. Ampliação da Jurisdição Constitucional.

1.1 - CONSTITUIÇÕES DO BRASIL:

Momento Histórico:
Ø  Independência do Brasil em 1922.
Ø  Constitucionalismo: movimento (mundial) jurídico político em que os países buscaram condições jurídicas constitucionais:
a)    Constituição Norte-Americana;
b)    Constituição Francesa.

CONSTITUIÇÃO DE 1824:
Primeira Constituição Brasileira outorgada, imposta por D. Pedro I, não democrática, foi a única constituição do mundo que adotou a teoria do poder moderador de Benjamin Constant. Havia quatro poderes: executivo, o legislativo, o judiciário e o imperador. Forma de governo: monarquia perpétua e hereditária. O Brasil era um Estado Unitário, o oposto de uma Federação. Possuía religião oficial católica, foi a única constituição a adotar religião. O voto era censitário, o que quer dizer que: só vota quem tem dinheiro.

Momento Histórico:
Ø  Proclamação da República em 15/11/1829.

CONSTITUIÇÃO DE 1891:
Constituição de Ruy Barbosa inspirada na Constituição Norte Americana, o Brasil adotou o nome de Estados Unidos do Brasil, promulgada, cria-se a Federação como forma de Estado com legislativo próprio com parcela, ou seja, a união de vários estados com parcela de autonomia. Criação da República como Forma de Governo, com um governante escolhido pelo povo para um mandato determinado. O Brasil passou a ser um estado laico. Surgimento controle de constitucionalidade pelo controle difuso (qualquer juiz podia declarar uma lei inconstitucional). Adoção do poder moderador de Montesquieu com a divisão de três poderes: o executivo, o legislativo e o judiciário. Surgimento do “habeas corpus”.

CONSTITUIÇÃO DE 1934:
Constituição promulgada, passagem de um Estado Liberal para o Estado Social. Manteve a estrutura principal da CF anterior. Principais Mudanças: aumento dos poderes da União, diminuição dos poderes dos Estados. Surgimento do voto feminino. Foi à primeira constituição brasileira a trazer dispositivo sobre mandado de segurança. Surgiu a garantia de um dia de folga (repouso semanal remunerado) ao trabalhador.

Momento Histórico:
Ø  Surgem os Direitos Fundamentais de 2ª geração: Os direitos sociais.
Ø  Chega ao poder Getúlio Vargas.

CONSTITUIÇÃO DE 1937:
Constituição outorgada e redigida por Francisco Campos, imposto por Getúlio Vargas. Ficou conhecida coma a Constituição “Apoloca”. Constituição ditatorial, centralização do poder no Chefe do Executivo da União. Diminuição dos Direitos Fundamentais (direito de greve, mandado de segurança, ação popular). Diminuição do controle de constitucionalidade. O trabalhador passou a ter além do repouso semanal remunerado, os feriados civis e religiosos.

CONSTITUIÇÃO DE 1946:
Constituição promulgada, para alguns autores é a constituição mais democrática, Constitucionalismo Municipalista econômico social, existência de três poderes: executivo, legislativo e o judiciário, redemocratização do Estado e as características marcantes da Constituição 1934. Previsão de que a Capital Brasileira iria para o Planalto Central. Surgimento da ADI – Ação Direta de Inconstitucionalidade.

Momento Histórico:
Ø  Golpe Militar 1964.

CONSTITUIÇÃO DE 1967:
Inauguração de um novo hiato autoritário e ditatorial. Aumento dos poderes da União e diminuição dos Direitos Fundamentais; Ampliação da Justiça Militar. Emenda Constitucional: AI-1 depõe o presidente e inaugura a era militar; AI-2 bipartidarismo; AI-3 estabelece eleições indiretas; AI-4 convocação assembléia constituinte; AI-5. Fecha-se o congresso nacional, caça dos mandados e direitos políticos, estado de sítio permanente, suspendem os direitos civis, toque de recolher, suspende o “habeas corpus”, amplia a censura, proibição de manifestações. Características: promulgada, constituição atípica por força dos militares, concentração/centralização do poder no chefe do executivo da união, controle constitucional difuso e concentrado, censura do executivo e aos meios de comunicação.

Momento Histórico:
Ø  Acabou a ditadura militar, através do movimento: “diretas já”.
Ø  Emenda Constitucional n° 01 de 1969.

EMENDA CONSTITUCIONAL N.° 01 - CONSTITUIÇÃO DE 1969:
Constituição outorgada pelos ministros militares, preâmbulo mais exposição de motivos longos, centralização do poder executivo, censura, organizar os atos inconstitucional, estado de sítio, presidente com poderes de fechar o congresso nacional, proibições de manifestações, inicia-se a luta armada. AI-14 instituição de pena de morte no Brasil, militares criam grupos aos movimentos de guerrilha.

1.2 - CONSTITUIÇÃO DE 1988:

Constituição Cidadã, previu vários direitos e garantias fundamentais, prestigiou os Municípios como ente legislativo (autonomia). Democrática ou promulgada, rígida (solene, complexo e dificultoso), escrita, formal, dogmática, reduzida e eclética.
Estado: República Federativa do Brasil
País: Brasil
Nação: conjunto de pessoas ligadas pela mesma origem, história, crença e língua.
Pátria: não é um conceito jurídico, e sim, terra que amamos.
Forma de governo: República.
Federação: Estados.
Estado democrático de direito: divisão orgânica dos poderes, oferecerem aos cidadãos Direitos Fundamentais. Lei é sinônimo de direito, valores: liberdades, democracia, igualdade e dignidade da pessoa humana.
Soberania: poder político supremo e independente. Na ordem interna não existe poder maior do que a soberania, porque os estados membros são autônomos e independentes. Não devemos obediência a nenhum outro Estado na esfera internacional.
Cidadania: exercício de direitos e obrigações.
Dignidade da pessoa humana: conjunto de valores civilizatórios incorporados ao patrimônio da humanidade.
Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa: o indivíduo tem monopólio sobre os bens ou meios de produção.

CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES - RESUMO:


Quanto à origem:
Ø   Outorgadas: impostas por um ditador.
Ø   Democráticas: origem popular, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte.
Quanto à forma:
Ø   Escritas e não-escritas.
Quanto à forma de sua elaboração
Ø   Dogmáticas e históricas.
Quanto à ideologia
Ø   Ortodoxas: formadas apenas por uma única ideologia política.
Ø   Ecléticas: adotam diversas ideologias.
Quanto à estabilidade ou mutabilidade
Ø   Rígidas: são aquelas constituições que exigem, para a sua alteração, um processo legislativo mais árduo, mais solene, mais dificultoso do que o processo de alteração das normas constitucionais.
Ø   Semi-rígidas: são aquelas constituições que exigem para a modificação de determinados dispositivos um processo especial e mais difícil do que o comum e, em outros, um procedimento legislativo comum.
Ø   Flexíveis: são aquelas constituições que possuem um processo legislativo de alteração comum, ou seja, nelas uma simples lei ordinária pode facilmente alterar uma norma constitucional.
Ø   Imutáveis: são aquelas constituições inalteráveis em virtude de terem sido criadas para reger de forma perpétua a vida de uma sociedade, constituindo-se em verdadeiras relíquias históricas.
Quanto ao conteúdo
Formal e material.
Quanto à eficácia e efetividade
Normativas, nominais e semânticas.


FONTE:
  • BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Conteúdo jurídico do princípio da igualdade. 3. Ed. São Paulo: Malheiros, 1999.
  • MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. 9. Ed. São Paulo: Atlas, 2001.
  • SILVA, José Afonso da. Comentário contextual à Constituição. 2. Ed. São Paulo: Malheiros, 2006 - Curso de Direito Constitucional positivo. 10. Ed. São Paulo: Malheiros, 1994.
  • OLIVEIRA, Adriano Barreira Koeningkam de. Como se preparar para o exame de ordem 1 fase. 6 ED. São Paulo: Malheiros, 2008.
  • CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.
Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza – Dezembro de 2012

ESTUDO DIRIGIDO DE DIREITO CONSTITUCIONAL - ÍNDICE


RESUMO DIREITO CONSTITUCIONAL
ÍNDICE

1 - CONSTITUCIONALISMO, CONSTITUIÇÃO E CLASSIFICAÇÕES
 
1.1 – Constituições do Brasil
 
1.2 – Constituição da República Federativa do Brasil - 1988
 
2 - PODER CONSTITUINTE
 
3 - EFICÁCIA E APLICABILIDADE DAS NORMAS CONTITUCIONAIS E INTERPRETAÇÃO CONSTICUIONAL
 
4 – PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
 
5 – DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
 
5.1 – Das Gerações dos Direitos Fundamentais
 
5.2 – Remédios Constitucionais
 
5.3 – Direitos Sociais
 
5.4 – Nacionalidade
 
5.5 – Direitos Políticos
 
6 – CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
 
7 – ORGANIZAÇÃO DO ESTADO
 
8 – ORGANIZAÇÃO DOS PODERES
 
8.1 – Da Administração Pública
 
8.2 – Do Poder Legislativo
 
8.3 – Do Poder Executivo
 
8.4 – Do Poder Judiciário
 
9 – FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA
 
10 – ESTADO DE DEFESA E ESTADO DE SÍTIO
 
11 – DA ORDEM ECONÔMICA E FINANCEIRA
 
12 – DA ORDEM SOCIAL
 
 
FONTE:

  • BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Conteúdo jurídico do princípio da igualdade. 3. Ed. São Paulo: Malheiros, 1999.
  • MORAES, Alexandre. Direito Constitucional. 9. Ed. São Paulo: Atlas, 2001.
  • SILVA, José Afonso da. Comentário contextual à Constituição. 2. Ed. São Paulo: Malheiros, 2006  - Curso de Direito Constitucional positivo. 10. Ed. São Paulo: Malheiros, 1994.
  • OLIVEIRA, Adriano Barreira Koeningkam de. Como se preparar para o exame de ordem 1 fase. 6 ED. São Paulo: Malheiros, 2008.
  • CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.
Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza – Dezembro de 2012

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

CATIVAR



“Uma palavra tão simples e já quase esquecida”...
Como diz aquela bela canção,
Inspirada no livro,
Aquele livro: O Pequeno Príncipe.
O livro das misses.
Talvez seja o livro das misses por elas expressarem
A beleza surreal e carnal da perfeição.
A beleza exterior.
E talvez, elas não saibam cativar.
Não sabemos como elas são de fato.
Voltando à canção...
E por que as pessoas esquecem?
Por que elas esquecem que o que mais importa no mundo é: CATIVAR
CATIVAR é AMAR
Amor carnal, platônico e sem cobranças...
Isso não existe.
O que existe é o amor CATIVAR.
Aquele que se “carrega um pouquinho da dor”.
Este poema está tal qual a mim.
Triste e perdida.
Perdida num sentimento e na vida.
Perdida por não ter constituído uma família...
Perdida por não ter uma profissão definida...
Assim, meio louca e meio e sã.
Uma pessoa comum.
Com desejos simples...
Querendo uma vida simples.
Querendo não cobrar e aprendendo a cativar.
Podendo até ser a última, porém,
Com uma carência angustiante no peito...
De não saber como lidar...
De não ter muita sabedoria...
De não saber lhe dar com este tal AMOR.
Saber a verdade é difícil
E vamos assim digerindo nossas amarguras e nossos fracassos.
Na esperança de um amanhã melhor.
Tentando, ainda, assumir toda a responsabilidade.
Com o coração sangrando...
Com a imensa vontade de gritar: TE AMO.
Ainda não sei apenas cativar.
Um dia aprendo,
Se vai ser com você ou sem você...
Isso eu já não sei.
Só sei que quero aprender e vivenciar
Este amor CATIVAR!!

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazzza


O Oceano se apaixonou pelo Céu


Armário da cozinha da bruxa...


O armário de cozinha guarda uma quantidade surpreendente de ingredientes mágicos, muito temperos e ervas aromáticas que usamos para cozinhar tem associações mágicas. Aqui você encontra alguns temperos e ervas mais comuns e suas associações mágicas:
• Alecrim: Cura, amor.
• Alho: Proteção, purificação.
• Canela: Prosperidade, felicidade no ambiente doméstico.
• Casca de Limão: Diminui a negatividade, cura.
• Cebolinha: Proteção, absorção de más vibrações.
• Cravo-da-Índia: Proteção, para acabar com as fofocas.
• Endro: Segurança.
• Hortelã: Calmante, harmonizador e ajuda a dissolver a raiva.
• Louro: Fortuna, fartura e sorte.
• Manjericão: Dinheiro, sorte.
• Orégano: Traz a beleza e aumenta o poder de sedução.
• Pimenta-malagueta: Poder, sucesso.
• Salsinha: Purificação, proteção.
• Sálvia: Sabedoria.
• Tomilho: Melhora a saúde e aumenta a coragem.

Abençoe sua cozinha!



Acenda uma vela e um incenso, medite um pouco sobre sua cozinha e os sentimentos que ali você encontra. Com apenas coisas boas no pensamento, recite:

"Abençoada seja esta cozinha
Pelo Fogo, pela Terra, pelo Ar e pela Á
gua.
Que seja a manifestação da Luz Sagrada.
Que tudo que aqui seja criado traga nutrição, saúde e paz.
Que a alegria esteja em cada bocado.
Que a cura esteja em cada caldo.
Que o frescor benevolente da Natureza esteja presente em cada ingrediente.
Que cada movimento seja mágico
Sal da vida...Tempero do bem estar...
Agora e Sempre!"
Pronto! Sua cozinha está muito mais mágica e abençoada!

O básico da cozinha da bruxa....


- Cozinha em ordem – Bagunça e sujeira não deixam as energias circularem.
- Colher de pau – As colheres comuns não emanam energia.
- Facas específicas para: corte de ervas, carne e outros ingredientes das
preparações
- Panelas de cobre, barro ou ferro
- Caldeirão de ferro
- Potes e tigelas – de preferência feitos com materiais naturais ou vidro
- Ervas – frescas ou secas
- Velas
- Vidros reciclados
- Use (sempre que possível) água mineral em suas receitas
- Pode-se colocar amuletos na cozinha, tais como:
Espelho atrás do fogão (tradição oriental) garante fartura
Alho pendurado (proteção)
entre outros.
(Trecho da apostila "Cozinha da bruxa" - autoria Patrícia Fox)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

BESOURO


Assim fui chamada recentemente.
Na hora não gostei.
Porque os besouros andam em estercos.
Vivem na merda...
Depois ouvi a explicação:
O besouro voa sem ter a mínima condição de voar.
A aerodinâmica não lhe dá a mínima condição de voo,
E mesmo assim, ele voa.
E assim é você.
Voando como um besouro.
Na hora dei boas gargalhadas...
Com o tempo senti angustia...
Tão pouco tempo e já percebeu o segredo.
O segredo de não ter condições de voo.
Assim me entrego.
Paro de fingir,
Que não preciso de nada.
E assim te espero.
Sonhando...
Com um pouco de esperança,
Antes inexistente em mim.
Por favor volte.
Volte  e me proporcione um momento de voo.
Com condições favoráveis.
Estou cansada e preciso descansar ...

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

O FIM DA ESTAÇÃO



Gratidão pelo amor que nasceu em mim.
Gratidão por ter dado o primeiro passo, ao seu lado,
Para a cura da raiva existente em mim.
Estes aprendizados vão ficar.
Percebo que estamos em uma encruzilhada.
Já me coloquei, no seu lugar, um milhão de vezes.
Consigo perceber a dificuldade,
O medo de se apegar.
O pavor de perder a liberdade.
E egoisticamente falando, chego a pensar:
A liberdade foi uma conquista árdua? Ou, apenas mais um esparadrapo na alma?
Tipo assim: estou livre e feliz!
E vejo uma dor.
A dor de por várias vezes ter deixado de ser,
Por sentir-se constantemente preso a um presente não idealizado.
Vivenciando o que tem para hoje,
Sempre com indigestão.
Esta foi uma constante em sua vida.
Com isto, o passado ficou cheio de “se”.
E um presente, que não se liberta deste ciclo-vicioso,
Para tornar-se virtuoso,
Surge com as desculpas e as justificativas:
“Tem pouco tempo que nos conhecemos.
A falta de tempo,
Preciso trabalhar,
Tenho muita coisa para fazer e;
Vai se acostumando,
A minha vida é uma correria assim...”
Ressalto que amor é suspiro.
Sem justificativas...
E suspiro!
No íntimo, sei que o que ele mais quer é  preservar a família desconstituída.
Provar para família sanguínea e para toda a sociedade,
Que não é mais aquele moleque libertino de cabelos longos encaracolados.
E com isto, 24 horas é pouco.
Pouco para sentar, respirar e curtir tudo aquilo que o universo lhe proporciona hoje.
E aceitar?
Sim, aceitar definitivamente o que tem para hoje.
E sentir que aquele moleque libertino é o “mais legal de todos”.
Com isto, olho para mim.
Não sei se é o meu ego querendo me afastar de ti.
Porque o meu ego é assim,
Faz-me correr das pessoas que amo.
Ou se é o  meu egoísmo,
Ou apenas, uma compaixão por mim mesma.
Só sei que existe uma ansiedade em mim.
Causada pelo tempo e pela falta de tempo,
E por todas as justificativas.
Tentei dizer sem julgar e apontar.
Aquele apontar com o dedinho,
E solto um sorriso,
Porque me lembro de ti!
Ainda não consigo não julgar e não apontar,
Porque ainda estou aprendendo a conversar.
A falar principalmente de mim.
Que é o único ser, do qual posso falar.
Com uma certeza no peito: abro mão.
Abro mão de mim e de você.
E de toda a doçura existente em nós.
Não quero um buraco negro no peito.
Não quero ficar mais triste e nem muito menos fazer cobranças.
Não do seu lado.
Não sei ser light não sendo.
Sou intensa mesmo!
Também não quero ser vista como uma coitada chorona.
Muito menos nos colocar em situações constrangedoras.
E definitivamente! Não quero mais me sentir excluída da vida deste homem.
Deste homem de ombros largos e com mãos reveladoras.
Que conscientemente precisa andar só,
E, inconscientemente, precisa do porto seguro e da paz encontrada.
Sinto uma dualidade,
Que me causa ansiedade.
E aquele romance de uma estação só?
Talvez tenha sido o mais intenso da minha vida.
E agora? Quero e preciso descansar.
Porque um coração ansioso trabalha demais.
Vamos aquietar as nossas vidas.
Por isto, hoje e sempre, abro mão de você.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

Monstros de Gelatina

E os filhos crescem e chegam em casa mostrando que a tarefa deles é a produção de um texto, e ainda dizem que só a gente pode ajudá-los a fazer isso. Mas aí, na hora que você vai ajudar, ele já fez tudo sozinho… E só me restou ficar orgulhosa…
“Foi uma vez que existia um reino lindo com muitos habitantes! O Rei era corajoso e muito forte. A Rainha era inteligente e boa. A princesa, meiga e gentil.
Um dia, ela caminhava na floresta e achou um monstro de três metros de altura. Correu e, aí, no castelo, estava tudo em gosma. E ela viu que o monstro já tinha passado lá, e ficou com sua família. E o monstro estava lá quando ela chegou, lutando com o príncipe. E ele ficou dentro do monstro, todo de gelatina.
Aí, lá em cima, um guarda, dos poucos que sobreviveram, tomou a gosma e ele adorou! E, ao rei, falou:
- Rei, o monstro é comestível.
- Então avise ao príncipe, ingênuo!
Chegando lá, ele disse:
- Dá pra parar de lutar um minuto?
E o príncipe e o monstro pararam. E o guarda cochichou para o príncipe:
- O monstro é de comer.
E, sem perguntas, o príncipe comeu o monstro e se casou com a princesa.
E viveram felizes eternamente!”
E, apesar de genial, pelo menos pra mim, que sou a mãe, meu filhote sentiu medo de ler o texto na escolinha, em frente à todos os coleguinhas… Uma pena…
- Oh filho… Por que não leu o texto na sala?
- Fiquei com medo…
- Mas medo de quê?
- Das pessoas rirem de mim…
- Mas você nunca vai saber se elas vão rir de você, se não tentar ler. Esse medo é de uma coisa que ainda não aconteceu, que está só na sua cabeça. E ela está te atrapalhando, porque você fez essa linda história e não mostrou pra ninguém… Olha que triste… Seria legal você enfrentar o medo, como o príncipe, no seu texto, enfrentou o monstro…
Ficou olhando pra mim um tempo, parado, pensando:
- Ah, tá! Entendi. O medo é igual ao monstro. Ele, na verdade, não é um monstro, ele é de mentira, de gelatina.
Aí, EU parei e pensei, pensei e pensei:
- Isso, meu filho! Isso mesmo!
E fiquei mais uma vez orgulhosa, e, apesar de não ter sido exatamente o que eu disse… Não é que é isso mesmo?
Não é que os medos, as vergonhas, os ciúmes, as inseguranças as quais reagimos todos os dias, esses monstros horrorosos que nos paralisam, que nos impedem de ser quem somos, de dar o melhor que temos, de ser livres, de ser inteiros, de falar o que queremos… Não é que esses monstros, na maioria das vezes, são falsos? São coisas que inventamos, que não experimentamos, que nem tentamos, que estão ou no passado ou no futuro da gente?
Coisas que a gente imagina, só imagina, que podem acontecer, coisas que a gente não tem coragem de enfrentar, com medo e rirem da gente, de não concordarem com a gente, de a gente fazer papel ridículo, da gente não ser aprovado… Como se precisasse de certificado pra ser gente?
E, quando experimentamos, bum! Muitas das vezes descobrimos que o monstro é de gelatina, que não era tão horrível assim, e que a gente tá fugindo à toa, que a gente pode vencer ele. E, pode ser, pode ser… Que até gostemos do sabor!
Do sabor de provar a vida!
 
Por: Paula Jácome - http://chaentreamigas.com.br/?p=6180

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Senhor!

Fortalece-nos a fé para que a paciência esteja conosco.

Por Tua paciência, vivemos.

Por Tua paciência, caminhamos.

Auxilia-nos, por misericórdia, a aprender a ter tolerância, a fim de que estejamos
em Tua paz.

É por Tua paciência que a esperança nos ilumina e a compreensão se levanta
no íntimo da nossa alma.

Agradecemos todos os dons de que nos enriqueces a vida, mas Te rogamos nos
resguarde a paciência de uns para com os outros, para que estejamos Contigo,
tanto quanto estás conosco, hoje e sempre.

Assim seja !! Graças a Deus!!!