sexta-feira, 14 de março de 2014

RECALQUE


RECALQUE

Se é uma desistência, ou aceitação!?
Ando cansada, com preguiça
E resolvi largar para lá.
Na exaustão concluo que:
Vivemos o que precisamos viver,
Erramos inúmeras vezes,
E voltamos sempre aos mesmos ciclos viciosos;
Que com o tempo, vão se dissipando
E causando menos impacto em nossas vidas!
Por outro lado, acertamos muito,
Colhemos o plantio
E vivenciamos diversos ciclos virtuosos...
O “ego” é um algoz por excelência!
A aceitação e o respeito ao fluxo da vida
É a libertação e a felicidade por benevolência.
Silencie e vivencie as vozes do coração,
Se perdoe e recomece todos os ciclos,
Acolha os viciosos e reverencie os virtuosos.
Agarre-se na Fé e na Esperança
Com a certeza de que: TUDO PASSA!


Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

Mulheres que correm com os lobos


Bom dia Homens e Mulheres que correm com os lobos!

Tenho uma amiga, escritora, que vive em pânico com a autoria de seus textos, que vez e outra, são publicados sem a indicação da autora. Certa vez, ela encontrou um texto meu publicado em um perfil sem a minha autoria e pegou as minhas dores.

- Disse ela: “Imagina! Ter que discutir na justiça a autoria de um texto que eu escrevi?”

Tive uma crise de riso, tendo em vista que: ainda não me considero uma escritora, apenas vomito os meus sentimentos. Se alguém se identificou ao ponto de postar sem a minha menção é porque realmente estou no meu caminho.

Se jogarem o meu nome ou o texto no google, encontrarão o meu blog e a autora real. Sei de todos os detalhes que me levaram a escrever qualquer palavrinha em todas as linhas que já escrevi. Sei até dos erros de português, dos quais faço questão em não corrigir. Tenho defesa para isto, não preciso lamentar e nem me indispor. Na boa, me sinto lisonjeada.

E o motivo desta prosa? É que tenho uma página no face com o título: MULHERES QUE CORREM COM LOBOS, embasado no livro da autora Clarissa Pinkola Estés. Abrimos uma sessão para os leitores com o objetivo de ser publicado textos e sugestões de AUTORES/LEITORES que curtem a página. E com esta abertura, ocorreu uma confusão diante da autoria de um dos  textos. Peço encarecidamente desculpas ao transtorno e seremos mais cautelosas para com as publicações, não é o nosso objetivo lesionar, e sim, levar um pouco de emoção e alegria para o coração das pessoas.

No mais repito: morro de rir, porque GENTE FELIZ NÃO INCOMODA NINGUÉM!

Namastê!


Lucileyma Rocha Louzada Carazza

SOBRE O AMOR

SOBRE O AMOR

- Tia Lu!
-Oi!
- Há quanto tempo você é amiga da minha mãe?
- Vixe! Tia Lu perdeu as contas.
- Tia Lu, quando eu crescer quero ter um amigo igual a você! Da próxima vez, me leva no fundão do mar, para a gente nadar e perder outro anel seu?
Olhei aquele olhar e transbordei: o amor está em todos os locais, basta nos permitir, vivenciar, aceitar e entregar ao FLUXO DA VIDA.


Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

MULHER


MULHER

Sobre amores e ilusões,
Sufocamentos e entregas,
Liberdades e buscas,
Conquistas e derrotas,
Julgamentos e penitências...
O anseio de voar, correr e brincar...
Uma sede irresistível de vida!
A escolha em ser livre de coração,
Otimista de intelecto
E visceral no instinto...
Não sou uma mulher de poucas emoções...
Sou intensa, fértil e Deliciosa!
Assumo o livre arbítrio,
Libertando as amarrações cruéis das quais me submeti.
Estou no melhor estágio de vida!
É que amo as minhas imperfeições...
Transformo e reverencio as aprovações.
Às vezes perco o juízo e enlouqueço,
Perdoo, deixo de julgar e liberto.
Ainda sonho com o porto seguro a beira do mar,
Onde vou enamorar todas as marés,
Todos os ciclos da Lua
E viver a natureza selvagem aflorada.
Rogo em conviver sempre com a Generosidade:
Da vida e da natureza exuberante!
Me permitirei viver a “menosesperança”
Elevada à décima potência,
Com gratidão a todos os ciclos vivenciados...


Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

sábado, 8 de março de 2014

HO'OPONOPONO


HO'OPONOPONO

O maior remédio da alma é o silencio
E até hoje não silenciei...
Erro e me perco na minha ignorância,
Às vezes ofendo sem ter a intenção...
A parte feia, negra e má por instantes se afloram,
A raiva cega e branca ainda existe em mim...
Sinto vergonha perante a minha idiotice,
Perante a minha falta de sabedoria...
Vergonha por conhecer os conceitos (intelecto),
Me perder nas vísceras (instinto),
Passando direto pelo coração sem sentir(amor)...
É... me prostro na lição:
Do que vejo, imagino e sinto...
Este ciclo vicioso ainda me domina
E a consciência é a minha maior algoz.
Falando e pensando sobre liberdade
Deparei diante da minha insignificância...
Olhei para a minha imperfeição, crueldade e fraqueza,
Senti náuseas por tudo aquilo que não desejo ser.
É que a imagem da exclusão é muito forte,
E ainda preciso mudar muita coisa EM MIM!
Assumo as minhas falhas
Na crença que o defeito é único,
Exclusivo, enraizado e meu...
Me responsabilizo pelas minhas falhas...
Neste caminho rogo por transformações,
Sem ter a intenção de ofender ou acusar.
Mas, contudo, ainda acuso
Porque esta sempre fora a minha defesa...
Agora não mais...
Porque escolho e acredito que a ofensa foi minha.
Sinto dificuldades em me perdoar,
Em pedir desculpas e recomeçar...
Esta sou eu, um ser perdido em “bipolaridades”
Que reconhece suas fraquezas e tenta modificar-se...
Sinto e peço perdão a todos que ofendi
Pois, não era esta a minha intenção...
A culpa é deste coração machucado
Que se perde em julgamentos
Que não confia e que não sabe amar.
Diante deste flagelo medito:
“Sinto muito
Por favor, me perdoe
Eu te amo
Muito obrigada, sou grata,
Eu te amo”.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

ESCOLHAS

ESCOLHAS
 
Vivências
Experiências
Aglomerações
Isolamentos
Julgamentos
Percepções
Pirraças
Imaturidades
Indigestões
Sofrimentos
Agonias
Arrependimentos
Ressentimentos
Compaixão
Mágoa
Perdão
Liberdades
Liberdade
Libertinagens
Livramentos!
 
Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

sexta-feira, 7 de março de 2014

A MULHER É A ESSÊNCIA DO UNIVERSO



A MULHER É A ESSÊNCIA DO UNIVERSO

A mulher é a criadora do universo,
o universo tem Sua forma;
A mulher é a fundação do mundo,
Ela é a verdadeira forma de seu corpo.
Independentemente da forma que Ela toma,
a forma de um homem ou uma mulher,
Ela é a forma superior.

A mulher é a forma de todas as coisas,
de tudo o que vive e se move no mundo.
Não há joia mais rara do que a mulher,
nem condição superior ao de uma mulher.

Não há, nem houve, nem haverá
qualquer destino igual ao de uma mulher;
não há reino, nenhuma riqueza,
para ser comparado com uma mulher;
não há, nem houve, nem haverá
qualquer lugar santo semelhante a uma mulher.

Não há oração igual a uma mulher.
Não há, nem houve, nem haverá
qualquer Yoga comparável com uma mulher,
nenhuma fórmula mística nem ascetismo
para corresponder a uma mulher.

Não há, nem houve, nem haverá
quaisquer riquezas mais valiosas do que a mulher.

- Shaktisangama Tantra

HO'OPONOPONO:



HO'OPONOPONO:

Essas são as palavras mágicas para vencer os desafios da vida. E sabemos que a vida é feita de muitos desafios que abrem os caminhos para nosso amadurecimento. Quando nos tornamos mais conscientes, sentimos a genuína alegria Divina pela realização desse processo construtivo, damos então um salto rumo à consciência da Unicidade.
A pratica dessa técnica do Ho'oponopono, visa esta conscientização. Somos luz curativa, única, perfeita, infinita e bela, e acabamos nos identificando com os discursos da mente, que nos mostra sempre a divisão, o lado negativo, problemático, fracionado da vida, e com isso vamos nos afastando da nossa unicidade original. Ho'oponopono é uma meditação profunda, em que tomamos consciência da nossa real natureza absoluta, original, plena, onde tudo e todos estão incluídos, onde todas as diferenças são aceitas, amadas, em nós, em nosso próprio coração, em nosso próprio Ser.
A técnica do Ho'oponopono (ho-o-pono-pono-) é uma antiga prática havaiana de reconciliação e de perdão. Essa prática de perdão sempre foi realizada Havaí e nas ilhas do Pacífico Sul, incluindo Samoa, Tahiti e Nova Zelândia. Tradicionalmente Ho'oponopono é praticado por sacerdotes ou mestre de cura kahuna lapaau ("Kahuna" em Havaiano significa "guardião do segredo") entre os membros da família de uma pessoa que está fisicamente doente. As versões modernas são realizadas dentro da família por um ancião da família, ou pelo indivíduo sozinho.
Aparentemente processo Ho'oponopono é muito simples. Trata-se de um processo de limpeza da mente, a técnica do Ho'oponopono real consiste de repetições das frases a seguir enunciadas:

* Sinto muito
* Por favor
* Me perdoe
* Obrigada
* Sou grata
* Eu te amo

Vamos para a definição dessa palavra tão diferente que é ho'oponopono. Bem, ela é definida no dicionário havaiano, como "limpeza mental": Na prática essa técnica é muito bem aplicada em encontros familiares, onde reúnem-se todas as pessoas da família, e todos os relacionamentos estabelecidos, para gerar a harmonia através da oração, discussão, confissão, arrependimento e perdão mútuo, restituindo o 'status quo ante'. Somente assim, a família pode realizar a limpeza mental de todas as questões mal-resolvidas, como mágoas, ressentimentos, rancores, ódios, gerando harmonia e a saúde tão desejada.
Em Havaiano, Ho'o significa “causa”, e ponopono quer dizer“perfeição”, portanto Ho’oponopono significa “corrigir um erro” ou “tornar certo”. Outros significados são: "bondade, retidão, moralidade, qualidades morais, o procedimento correto ou adequado, a excelência, bem-estar, prosperidade, bem-estar, o benefício condição, verdadeiro ou natureza, dever, moral, cabendo, adequado, justo, correto, reto, justo, virtuoso, justo, benéfico, bem sucedida, em perfeita ordem, precisa, correta, aliviou, dever...".



A PAZ



“A paz que você procura está no silêncio que você não faz”
A paz que trago hoje é diferente da paz que eu sonhei um dia…
Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer repousar, ficar em silêncio.
E jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.
Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece.
A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé…
Ter paz é ter a consciência tranquila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou…
Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.
Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que constroem.
Ter paz é ter um coração que ama…
Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências…
Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.
Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas águas se espreguiçam…
Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando não que se quer dizer…
Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade…
É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer…
A paz que hoje trago em meu peito é a tranquilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.
É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos…
É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.
É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.
É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não discutir por ela.
A paz que hoje trago em meu peito é a confiança naquele que criou e governa o mundo…
A certeza da vida futura e a convicção de que receberei, das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido.
Às vezes, para manter a paz dentro de nós, é preciso usar um poderoso aliado chamado silêncio.
Lembra-te de usar o silêncio quando ouvir palavras infelizes.
Quando alguém está irritado.
Quando a maledicência te procura.
Quando a ofensa te golpeia.
Quando alguém se encoleriza.
Quando a crítica te fere.
Quando escutas uma calúnia.
Quando a ignorância te acusa.
Quando o orgulho te humilha.
Quando a vaidade te provoca.
O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo, por isso é uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz…

Fonte: Sakura Centro Terapias

http://omundodegaya.wordpress.com/

RAIO E TROVÃO



RAIO E TROVÃO


Corre em minhas veias,tempestades
Viajo em nuvens de fogo
Por estradas,campos e cidades,
Sou relâmpago nos olhos do povo
Ó luz da lua e das estrelas,faísca no casco dos cavalos
Nosso caminhão iluminado
É constelação ,cometa ,dragão dourado
É só porque ,rodeio e canção
Festa de caravana é luz e calor
Estrela cadente riscando o céu
Não deixa morrer esse sonho de amor
Diz quem resiste a uma paixão
Constante ,eterna como a luz do sol
Cruzando espadas, homem, mulher
O branco e o negro,o raio e o trovão!

Minha estrada é a cauda de um cometa
Nas noites de lua sou lobo
Tenho amigos em todos planetas
Mas no mundo dos homens sou louco
A chama do amor cegou meus olhos
Só vejo teu rosto em cada esquina
Tua ausência é como a fome
Seguir tua luz, teu rumo,é minha sina,
Noites perdidas vagando ao luar
Sonhos guardados no fundo do peito
Por quantas vidas irei te buscar?
Estrela do tempo me ensina a esperar
Diz quem resiste a essa paixão
Quente ,indomável,força da vida
Cruzam o espaço,planetas e sois
Vontade e destino, dos deuses e nós! 

quinta-feira, 6 de março de 2014

ATÉ AONDE?


ATÉ AONDE?

Somos dominados pelo ego
E vivemos em sua função?
Devemos opinar
E mostrarmos quem somos?
Fazemos pirraças na exigência
De que o mundo acate o nosso egocentrismo?
Optamos em silenciar e desdenhamos,
Na crença de que está tudo bem assim?
Sem respostas me isolo
E vivencio a minha “matrix”!
Sem distinguir o certo do errado,
O verdadeiro do falso...
Isolo, silencio e sinto muita solidão...
Mais tranquila, sinto vergonha
Perante os meus defeitos,
Minhas fraquezas
E principalmente: pela minha ignorância.
Ainda caio nos mesmos erros
E julgo o que necessito libertar...
Me perdoo e rogo mudanças,
Peço desculpas e recomeço,
Faço as pazes com o ego
E para com o mundo...
Sem ressentimentos sigo o meu caminho
Na busca constante da minha evolução!
A vida é uma via de mão dupla,
O certo e o errado só existe em nossas mentes,
Cada ser humano defende suas necessidades
E suas ilusões de certezas.
Sei que o bem e o mal estão em mim,
Por algumas horas o lado negro predomina,
Corto suas raízes e volto para LUZ.
A predominância do livre arbítrio existe em mim
E escolho viver em liberdade de espírito!


Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

LIBERDADE


LIBERDADE

A liberdade consiste no fato de não acusarmos, em não guardar ressentimentos, em não apegarmos aos julgamentos (nossos e alheios), em não acumular tristezas, em não nos agarramos em conceitos e pré-conceitos. A liberdade consiste na aceitação acima de tudo, no respeito próprio e alheio. Com a gratidão reverencio a liberdade real.


Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

CHAPÉU COCO


CHAPÉU COCO

Uma mulher pulsante
Com um coração vibrante
Em contato constate
Com a natureza exuberante.
Às vezes a melancolia assola
A solidão sobrecarrega...
Por dias me torno cinzenta
E ressurjo em cores vibrantes!
É que o silêncio é viciante,
Em contato com ele me encontro,
Me acolho e reverencio a vida!
Chagas são aprendizados
E a vida simplifica quando
Optamos pela felicidade!
Com um olhar profundo
Sinto a grandiosidade divina
E comungo a perfeição do Universo!
Colhendo novos frutos e oportunidades...


Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

DESERTO FÉRTIL


DESERTO FÉRTIL

Universos paralelos
Ilusões revestidas de realidade
Julgamentos e cobranças
Desejos e rompimentos
Conceitos reversos.

Interesses e necessidades
Frustrações que degolam
Liberdade revestida de libertinagem...
Sexo casual e prisioneiro
Fracassos em construção.

Romper com o passado
Acolher os ressentimentos e perdoar
Assumir as mazelas humanas
Responsabilizar pelas cicatrizes
Renascer...

Reverenciar a magnitude do Universo
Olhar para o “eu” chorar e aceitar
Sentir-se minúscula silenciar e escutar...
Risadas escandalosas que escondem,
Nada é real e a futilidade prevalece.

Talvez esteja mais incrédula que nunca
Sem muitos sonhos
Com desejos de contatos imediatos!
Necessidade de autoafirmação
Nesta intelectualidade irritante...

Esvaziar a mente
Alcançar a liberdade real
Transformar o deserto infértil
Semear o renegado
E colher o inesperado...


Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Paul Ferrini


Paul Ferrini
O verdadeiro preço da liberdade, não é o sofrimento, mas a responsabilidade. Em lugar de tentar fazer outrem responsável por seus erros, você os reconhece e aprende com eles. Você muda a sua maneira de pensar e agir. Começa a pôr ordem na desordem que fez.
Este planeta é um laboratório de aprendizagem que o habilita a aprender a criar as condições que sejam as melhores para o bem comum. Neste momento, seu jardim planetário está tomado por ervas daninhas, por não haver sido cuidado de forma terna ou responsável.
Mas isso pode mudar. Você pode aprender a assumir responsabilidade. Você pode plantar novas flores e árvores, regar o solo e arrancar as ervas daninhas. Ao zelar cuidadosamente por suas criações, elas começam a vicejar.
O que você ceifa na época da colheita depende do que você semeia a cada dia. Portanto, considere cuidadosamente o que você pensa, sente e faz.
Não avance cegamente, levado por sua incerteza, sua raiva e seu medo. Você já não pode mais criar desde esse lugar.
Quando volta ao jardim, você é diferente do que era ao deixá-lo. Você partiu disposto a expressar sua criatividade a qualquer custo. Você volta humilde e sensível às necessidades de todos.
Retorna não apenas na condição de criatura, mas também como criador, não apenas como filho do homem, mas também como filho de Deus.
 
Colocado de modo simples: Ser ou não ser o sujeito da própria vida? Eis a questão.
Se eu não sou o sujeito da minha vida é porque deixo outro escolher por mim e então, eu posso presumir ( no auto engano) que o outro deva ser o responsável pela minha vida.

Aquele que assume responsabilidade pela vida de um outro adulto torna-se codependente em uma relação disfuncional.

O codependente é aquele que vive a vida do seu dependente como se fosse a sua vida, como um menino que brinca de assumir o controle remoto de seu carrinho e se satisfaz em exercer o controle, sentindo-se então importante na sua função de poder sobre seu objeto.
Acontece que, para o dependente, o não fazer escolhas é na verdade uma escolha velada, ou seja, uma escolha não assumida que atribui ao outro, ao codependente, a responsabilidade pelos resultados da sua interferência de querer decidir por ele.

Aqui a responsabilidade atribuída ao codependente pelo dependente toma a forma de culpa, de culpa projetada no outro acompanhada de raiva, rancor, mágoa e ressentimentos.
Negar e projetar a própria culpa é uma forma do dependente não assumir responsabilidade pela sua passividade diante da própria vida.

Onde um codependente não delega a responsabilidade que deveria ser delegada ao dependente por sua própria vida, por achá-lo incapaz ou doente e o dependente, por sua vez, aceita isso, teremos uma relação disfuncional.
Então o dependente acaba por acreditar na ilusão de que é mesmo incapaz de assumir responsabilidade por sua própria vida e, fazendo-se vitima, usa seu estado deprimente para deixar o seu codependente culpado. Solução.

1) O codependente deixa de fazer escolhas pelo outro e passa viver sua própria vida, cortando assim o cordão umbilical. Reconhece que ser um salvador do outro é uma pretensão e que salvar significa na verdade o oposto, é infantilização do outro, mantê-lo na condição de objeto e não de sujeito.
2) O dependente assume a responsabilidade pela própria vida fazendo-se sujeito e responsabilizando-se por suas escolhas. Só assim, irá aprender com seus erros até um dia acertar.

 Isso implica para o dependente, sair da zona de conforto, significa enfrentar o próprio medo e testar na realidade a própria capacidade de enfrentar a vida sozinho e assumir o peso da liberdade que vem junto com a responsabilidade.
Quando o dependente se decide aventurar nessa direção funcional, ou então, o codependente passa a ser funcional e decide viver sua própria vida se desvinculando neuroticamente, o dependente está sujeito a recuar por medo de não dar conta, como um pássaro que se recusa a dar seu primeiro vôo e prefere regredir para o velho lugar da vitima, um lugar sofrido, porém seguro como um ninho, porque é um lugar que já lhe é conhecido.

Neste recuo do dependente para uma crise aguda, o codependente é forçado, ou melhor, é tentado a voltar ao seu lugar antigo onde será ele que terá que fazer alguma coisa e decidir algo que, como sempre, não irá funcionar.
Por isso é dado o nome de relação disfuncional à essa dupla de repetidores sofridos. Ao codependente é importante aceitar a crise regressiva do dependente com confiança e não fazer nada a não ser entregar seu controle remoto ao dependente para que ele mesmo assuma sua direção na vida.

Ao dependente é necessário reconhecer sua crise como um medo de voar e, reconhecendo isso, confiar em si mesmo. Apesar do seu passado atestar sua incompetência, ele deve aceitar o desafio do crescimento, pois se o ninho agora é tão opressivo a ponto de levar à insanidade, o vôo é libertador porque liberta da dor e conduz à aventura. Paz
Sérgio Condé

Rudolf Steiner



Forjando a armadura
Nego-me a me submeter ao medo
Que me tira a alegria de minha liberdade,
Que não me deixa arriscar nada
Que me torna pequeno e mesquinho
Que me amarra.
Que não me deixa ser direto e franco
Que me persegue,
que ocupa negativamente minha imaginação,
Que sempre pinta visões sombrias.
No entanto, não quero levantar barricadas por medo do medo
Eu quero viver, e não quero encerrar-me.
Não quero ser amigável por ter medo de ser sincero.
Quero pisar firme porque estou seguro e não para encobrir o meu medo...,
E quando me calo quero fazê-lo por amor
E não por temer as consequências das minhas palavras
Não quero acreditar em algo só pelo medo de não acreditar
Não quero filosofar por medo de que algo possa atingir-me de perto
Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.
Não quero impor algo aos outros pelo medo de que possam impor algo a mim,
Por medo de errar, não quero tornar-me inativo.
Não quero fugir de volta ao velho, ao inaceitável,
Por medo de não me sentir seguro de novo.
Não quero fazer-me de importante porque tenho medo de que, senão, poderia ser ignorado.
Por convicção e amor
Quero fazer o que faço
E deixar de fazer o que deixo de fazer.
Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor
E quero crer no reino que existe em mim.

Poema de Rudolf Steiner

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Quando o sofrimento bater à sua porta



“A fragilidade nos indica o cuidado, e não outra coisa. Acolha o cristal que há em você. Alegre-se por ser frágil. Quem sabe assim você se abra a bonitas experiências de cuidados.

(...)

Quando descobrimos nos olhos de Deus o amor e o acolhimento, reconhecemos naquele que nos olha o respeito por quem somos. Deus não nos sucumbe, não nos nega como humanos, nem nos quer anjos, mas, ao contrário. Ele nos promove. Ele não é capaz de desprezar-nos em nossa fraqueza. Ao reconhecer-nos amados por Ele, cresce dentro de nós, como resposta a este amor, o respeito por Ele.

(...)

Do limite pode nascer o amor. Diante da fraqueza que nos envolve, o amor nasce como solução. É o princípio da compaixão, que consiste em sentir junto. Corações empenhados em uma mesma causa. A dor que não é nossa nos atinge e nos envolve. Não somos indiferentes.

(...)

É justamente diante do sofrimento dos que amamos que descobrimos o amor como desdobramento da dor, e esta como desdobramento do amor. Quem quiser amar terá que saber que não há amor sem sofrimento. E nisso há uma sabedoria interessante. Ao experimentar o amor como sofrimento, não estamos estabelecendo o dolorismo do amor. Não se trata disso. O que queremos salientar é que o amor é uma força capaz de nos levar a sacrifícios concretos a ponto de tocarmos a nossa humanidade mais profunda.
 
(...)

Todos nós temos o direito de sofrer por quem amamos. Sofrer é o mesmo que pulgar; o mesmo que purificar. Sofrer é expulsar a indignação. As lágrimas possuem o dom de jogar para fora o acontecimento que intoxicou a nossa alma. Mas justamente com o choro é preciso que haja o movimento da superação.

(...)

Gosto da mística dos construtores de pontes. Eles estão sempre prontos para estabelecer instrumentos de ligamentos. Pontes são mecanismos que favorecem travessias. O que estão do outro lado poderão chegar ao ponto em que estamos e vice-versa.

Fábio de Melo
Quando o sofrimento bater à sua porta.

humano


humano

o coração 
não tem botão liga/desliga
nem é movido a pilha 
eletricidade

o corpo não é automático
não sou robot boneca 
fantoche
:
tenho alma cérebro sentimentos 
penso amo odeio sofro sonho 
choro rio acerto erro 
voo 

bom e ruim
sou de carne e osso

*líria porto

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Mágoa e defesa


Toni Packer- em seu Livro "O Milagre do Agora."

Mágoa e defesa

"Quando há magoa, é possível a energia acumular-se em consciência indivisa - muito, muito quieta, aberta, indefesa, vulnerável? É uma descoberta incrível quando essa consciência tem a oportunidade de operar livremente. Não é necessário defender-se! O que é magoado e defendido é a memória."

Um dos problemas recorrentes de todo ser humano é a mágoa, magoar-se, já ter sido magoado antes, o temor de ser de novo e todas as medidas defensivas que o cérebro e o organismo tomam para protegerem-se de mágoas presentes e futuras.
Nenhum retiro termina sem que questionemos, com paixão e a intensidade: o que fica magoado quando magoamos?
É possível examinarmos todo o processo de ficarmos magoados com um senso de grande premência, exatamente enquanto isso acontece, questionando o que está ocorrendo, permanecendo com ele, permitindo que se elucide revele completamente?
No momento em que somos magoados é possível observação e escuta instantânea?
Contudo, magoar-se continua grandemente inquestionado e, com isto, surgem a defesa e a proteção automáticas contra a mágoa. Existe medo de enfrentar tudo isso diretamente no momento em questão? Ou, às vezes, existe uma de consciência daquilo que está acontecendo? Talvez haja, mas será que é imediatamente seguida pelo pensar e sentir: "Eu não quero estar em contato com toda esta coisa dolorosa”? O temor de enfrentar a mágoa, de viver com magoa, de passar por ela, e o medo de magoar outra pessoa enquanto estivermos enredados em nossa própria mágoa mantém o corpo-mente preso na dor e na dormência, em conflito e numa busca incessante de fugas. Então, neste exato momento, é possível consagrarmos a quantidade de tempo e energia que são necessários para examinar a mágoa?
O cérebro pode dizer “não me sinto magoado neste instante, então, como posso examinar isso?”. Não obstante, normalmente a magoa encontra-se não muito abaixo da superfície. A memória pode evocá-la bem facilmente.
Ao investigá-la, nosso primeiro impulso normalmente encontrar uma explicação para a magoa e uma causa. O cérebro esta sempre buscando explicações para o que aconteceu e por que aconteceu. Já que esta parece ser sua maneira preferida de investigar, é possível deixar que vá em frente, sem maiores atenções para aquilo que esta acontecendo de um modo mais amplo e mais abrangente?
O cérebro não somente anseia por explicações e por encontrar causas, mas também por proteger e defender a imagem que ele construiu do “eu”. Ele protege e defende o “eu” encontrando erros em outra parte. É possível ver isto enquanto esta ocorrendo?
Procurando uma “causa” da mágoa, encontrando uma no passado recente ou remoto, e, então, explicando, justificando, defendendo, censurando, atacando ou retraindo-se numa couraça autoprotetora - tudo isso acontece em pensamento, na fantasia.
O cérebro é capaz de continuar a examinar fitas de vídeo e trilhas sonoras internas por horas, dias ou anos, repisando o que aconteceu, por que aconteceu, e o que poderia ou deveria ter acontecido em vez disso. Dessa maneira ele permanece enredado num circuito de sua dor, emoção, conflito e retração. Tudo isso faz parte da magoa. Estamos juntos nisso? E possível olhar para isso tudo, e não apenas ler a respeito rapidamente?
A consciência de todo o processo consegue abrir caminho através da confusão?
Vamos começar do inicio. Alguém me critica duramente, e isso me magoa imediatamente. Por quê?
Ser criticado evoca todo tipo de pensamentos e sensações sobre mim mesma na presença do outro - constrangimento, humilhação, rejeição, culpa, sentir-se inútil etc. A pessoa sente-se instantaneamente ameaçada, em perigo, e excluída da segurança, aprovação e amor. ( Existem muitos outros sentimentos como raiva e desejo de vingança, mas vamos manter tudo o mais simples possível.) Os pensamentos e as sensações que surgem podem variar de uma pessoa a outra, de um caso a outro, mas eles estão aí, afetando nosso estado total de ser.
Agora, é possível ir mais fundo?
Estamos em contato com magoas, tanto atuais quanto que são acionadas instantaneamente pela memória, não apenas a memória mental, mas também a memória do organismo? Sensações atuais de magoa automaticamente acessam lembranças dolorosas armazenadas no cérebro e em todo o organismo desde a primeira infância. O cérebro e o corpo humanos acumulam e armazenam essas indefinidamente, principalmente de modo inconsciente. Ao ativar lembranças antigas, o corpo sente-se exatamente tão atormentado, assustado e zangado quanto no momento em que esses incidentes aconteceram, anos atrás. A memória evoca tudo isso - é possível experimentar isso diretamente por si mesmo.
Todos nós, sem exceção, fomos magoados muitas vezes quando éramos crianças pequenas, e traços de lembranças dessas magoas e das circunstancias e razões que as acompanharam estão armazenados em todo o nosso organismo. Num momento ou outro, uma mãe ou um pai amorosos não estavam presentes quando eram necessários. Num momento ou outro, fomos mal-interpretados, admoestados, com raiva, advertidos com ameaças, punidos, constrangidos, ridicularizados ou humilhados. Tudo isso pode sequer ter acontecido diretamente conosco: a impressão podo ter advindo de sentir a violência cometida contra outros membros da família ou da comunidade.
Normalmente, nós, adultos, não estamos conscientes do que fazemos quando estamos com raiva, exasperados ou exaustos. Todos nós tivemos reações violentas programada em nosso ser desde tempos imemoriais. Perpetuamos automaticamente aquilo que aprendemos a imitar e que armazenamos na memória desde os tempos mais remotos: o tom e a qualidade da voz, os gestos corporais, a expressão dos olhos, o franzir das sobrancelhas e outras expressões faciais. Tudo isso foi condicionado - aprendido através da imitação de muitas fontes, muito tempo atrás, quando nos mesmos éramos ainda éramos crianças. E possível observar crianças mais velhas repreendendo crianças menores exatamente do mesmo modo como elas foram repreendidas.
Assim, ter sido magoado por uma voz alta e raivosa (que é um trauma para o organismo do bebê), ter sido criticado asperamente. forçado a fazer alguma coisa de um modo doloroso ou humilhante, não apenas por familiares, mas por pessoas poderosas, toda essa magoa está depositada na memória física. E não está meramente depositada, mas é operante.
Mágoas também são registradas como assuntos não resolvidos que constantemente tentam emergir de novo. A reação “Olho por olho, dente por dente” constitui um pro-grama profundamente arraigado em nosso repertório de reações automáticas. Assim, magoar-se e revidar a mágoa são sentimentos profundamente geminados. Eles andam juntos. Porém, o importante não é apenas compreender intelectualmente - dominar a idéia e explicá-la para outra pessoa -, porém observá-la diretamente conforme ela dentro da gente. Caso isso não aconteça, nada mudará fundamentalmente. Continuaremos a magoar e ficar magoados.
Estamos examinando a mágoa e percebemos que houve mágoa desde os primeiros dias de nossas vidas. Podemos não nos lembrar conscientemente dos incidentes específicos, mas o fato é que a intensidade da mágoa atual reverbera os registros de magoas passadas. E possível que isso a isso alcance a consciência?
Pode-se ficar espantado, em certas ocasiões, de ficar terrivelmente magoado com um incidente insignificante, mas a história inteira de mágoas passadas reverbera na mágoa atual. Manifesta-se agora mesmo em todas as sensações, pensamentos, emoções, medos, dores e tensões. E possível ver imediatamente, no momento em que está acontecendo? É possível perceber o impacto caótico que um incidente insignificante tem neste mesmo instante? Alguém me critica duramente, e eu acolho a critica como uma condenação final. Para uma criança indefesa, o contato com pessoa violenta e punidora significava algum tipo de condenação, e todas as reações de pânico e defesa que surgiam, eram instantaneamente registradas nas células e nos tecidos do corpo. Um incidente acontecendo agora e que se conecte com outro, ocorrido no passado, mobiliza instantaneamente todas essas conexões.
E possível haver consciência da totalidade desse processo quando se é atingido? Não fugir da magoa, pensar sobre ela, retrair-se do medo e da dor, mas permitir que a situação se revele, com todos os seus sintomas físicos, sensações, tensões e pressões, pelo que ela é? Não escapar dela, mas fazer uma pausa instantânea para sentir, ver e escutar?
Isso só é possível quando não houver fuga para o complexo sistema de defesa que se desenvolveu com o tempo para nos proteger, ou melhor, para proteger a ideia de si próprio. O organismo em si não esta ameaçado quando somos criticados severamente, não é? Então, o que é ameaçado? E possível questionar isso instantaneamente? Onde esta o perigo? O que protegemos? O problema é auto proteção? E possível que a energia da consciência derrube os muros da defesa?
Conseguimos chegar ao âmago daquilo que fica magoado quando ficamos magoados?
Defesa significa isolamento, a ausência de relacionamento. Não se pode estar bem-defendido e ao mesmo tempo estar sensível, estar em contato intimo e vulnerável com tudo. Isso está muito claro, não é? Isso se aplica tanto ao ser humano individual quanto a totalidade de uma nação.
Não sabemos, por toda a nossa experiência passada, que não há problema em estar indefeso e que podemos sobreviver a isso. Não sabemos isso. Tudo o que sempre fizemos, observamos e aprendemos da experiência foi defender-nos, não somente num nível físico, mas também psicológico. (Não estamos questionando a necessidade de proteção inteligente do organismo físico. Estamos questionando a necessidade de defesa psicológica.) Não sabemos existir sem essa defesa. Quando éramos bebês indefesas, fomos magoados psicologicamente, e começaram a desenvolver-se de forma automática. Atualmente, vivemos essa gravação como uma fita que passa de modo continuo - magoando sem fim ou ficando incessíveis para evitar a dor. Aparentemente, o cérebro não diferencia ou não pode diferenciar entre proteção inteligente do organismo e proteção das lembranças acumuladas de si mesmo. Ele mobiliza-se para proteger lembranças da mesma forma como o faz para proteger o corpo de danos físicos.
Então, o que é indefensabilidade?
Quando há magoa, é possível a energia acumular-se em indivisa - muito, muito quieta, aberta, indefesa, Vulnerável? É uma descoberta incrível, quando essa consciência tem a oportunidade de operar livremente. Não é necessário defender-se! O que é magoado e defendido é a memória! É possível ouvir criticas severas com completa atenção, ver e sentir o que fica magoado ou esta prestes a ficar magoado e não se defender.
É possível chegar a esse ponto além de qualquer explicação intelectual? Trata-se realmente de ser sem defesa. Trata-se de morrer para a urgência profundamente arraigada de salvar o “eu”, deixando de lado, sem esforço ou propósito, a defesa que preme para vir à tona por puro hábito. A defensiva não precisa continuar - este é o milagre!
Pode passar a sensação de vulnerabilidade. Nunca aconteceu antes, porque a defesa é tão habitual, tão confiável, embora seja tão isoladora e dolorosa em suas conseqüências. Contudo, nada de novo pode acontecer enquanto estivermos enredados em defesa e proteção.
Então, examinando-a, pensando sobre ela, é possível haver, no momento da magoa, a centelha de atenção que desconecta e mantém em suspenso nosso passado automático? Arriscar-se em não saber como vai acabar, mas não se defender. Não desenvolver uma nova técnica - não estamos falando sobre uma técnica. Técnica é a defesa. Em vez isso, trata-se apenas de ser vulnerável sem saber o resultado.
Não há nada para defender. Quando isso se torna tão claro quanto um céu sem nuvem, a vida surge sem a dureza e o atrito das couraças. Somos seres vivos, quentes, amorosos, capazes de ouvir uns aos outros livremente e tocarmos um aos outros profundamente. Estar em contato completo uns com os outros significa a ausência de toda divisão entre “eu” e “você”. É a ausência da mágoa e da defesa. E liberdade.