terça-feira, 2 de dezembro de 2025

EXPERIMENTOS

 


EXPERIMENTOS

 Somos fantasia em construção de um eu

Somos mascarados, temos egos inflados e julgamos.

Fazemos escolhas nos termos da nossa conveniência

E talvez crenças...

Vibramos para o Universo na convicção de alcançar o ansiado.

Em frequências, danças, risadas, convivências, brincadeiras,

Estudos, culturas, religiões, dogmas e tradições.

Existem também os pactos;

Acordos personalíssimos provenientes da sociedade atual...

Tolo é aquele que ainda não crê que:

O Universo nos proporciona aquilo que somos.

Não precisamos correr para alcançar o almejado num esforço descomunal.

O que é nosso cai no nosso colo sendo material, emocional e espiritual.

Chega através de uma linha invisível onde semelhante atrai semelhante.

Às vezes, nos perdemos no meio do caminho pela vida caótica que temos,

Que aos meus olhos é extremamente medíocre e pobre de espírito.

Como quis ser uma eremita, mas “dizem que mulher é sexo frágil”...

Nesse emaranhado de fios invisíveis nos encontramos

A pretensão era de uma noite e nada mais...

A princípio me senti muito mal, pois, estava ébria por demais

Me entreguei fora daquilo que desejei e tanto evitava.

Após muita culpa e meditação o inexplicável aconteceu,

Culpa, culpa, culpa... é apenas uma palavra, não é uma emoção ou sentimento.

A posteriori, sem teor etílico algum, me entreguei sóbria.

Não sabia o que era essa entrega de cara limpa... desnuda...

E senti a paz de um corpo a pulsar em todos os sentidos.

Foi aguçado, me senti radiante por estar enamorada e viva!

Foi a sensação ímpar de uma mulher que não se curva e não se entrega...

E nestes nós invisíveis me perdi, me encontrei, me entreguei e sonhei...

Sonhei com o gosto do gozo, com o cheiro do corpo, com o tato da pele...

Lembro do sorriso contido e de algo que poderia ser leve e incrível.

Sonhei, sonhei, sonhei e busquei muito e com muito medo,

Mas o medo é apenas o disfarce do desejo.

Confiante nas Leis Universais e nas linhas invisíveis me arrisquei,

Eis, que o meu querido Universo fechou todas as portas.

Logo as portas que imaginei serem extraordinariamente lindas e minhas...

Me senti pequena, não preterida, exposta e frágil!

Me acolhi e escolhi a felicidade em amorosidade.

Impossível sustentar um amor sem reciprocidade,

Traio a minha essência, ou, a fantasia do meu eu...

Abdico das tentativas, te guardo no peito com um suspiro saudoso

Reverencio o aprendizado, abdiquei do vício do álcool, e talvez,

Este fora o objetivo do nosso encontro de linhas.

Escolho a dor honesta e confortável de viver o desejo improvável.

Voa passarinho, quem nasceu para voar detesta gaiolas,

Nenhum ser vivo nasceu para ficar preso...

Voa passarinho... sem mim...

Quem sabe um dia as linhas do Universo nos proporcione novas fantasias.

 

Por: Lucileyma Carazza