ENTREGUE
Existem pessoas puras
Ou entregues às oportunidades,
Muitas vezes às de sobrevivência,
Num mundo caótico
Onde o TER sobrepõe ao SER.
Máscaras compostas em originalidade
Disfarces de almas perturbardas
Que insistem em se machucar.
Um masoquismo torpe e sem sentido
Onde o “ego” e vontades são
ressaltadas.
“Se felizes são os puros de
coração”...
Como distinguir estes seres
iluminados
Sem julgamentos e medos?
Preciso esvaziar a mente,
Bem como todos os sentimentos
E lutar pela minha sobrevivência.
Estou cansada de nadar contra a
maré
E para sobreviver preciso me
entregar à corrente
Para não me afogar no cansaço.
O silêncio me proporciona visões
E amores incondicionais,
Me proporciona o amor ao próximo.
Minha língua agora cura
Não fere mais humanos zumbis...
Porém, existe uma dor constante
No coração e na alma...
É que amo demais e amar dói...
Sustentar a minha máscara
De sobriedade, serenidade e
sensatez
Tem me causado dores e cansaços.
Já me entreguei à loucura
E de nada adiantou...
Agora estou entregue a este
sentimento
Puro de coração e de alma.
Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza