terça-feira, 28 de outubro de 2025

COLAPSO

 


COLAPSO

 

Existe um medo ou um desespero,

Tenho consciência que este medo é um desejo fortíssimo!

Talvez seja inalcançável...

Faço pirraça, perco o controle emocional,

Me sinto péssima por deixar a inconsciência me dominar assim,

Talvez tenha prejudicado o outro, ou, até o afastado.

Acredito que devo deixar ir e tirar o foco,

Voltar para a rotina e para a minha amada solitude.

Limpar os pensamentos destrutivos, carnais e me perdoar...

Me senti analisada, julgada pronta para ser qualificada.

Parece que para nos permitirmos a sermos enamorados

Preciso preencher requisitos primordiais, ou “sine qua non”.

Talvez ganhe a medalha, mas se me conheço bem,

Se alcançar o pódio, vou rejeitar, pois sou disruptiva demais.

O chilique talvez seja o pânico, ou, a tosse seca da alma me espreitando.  

Saí da minha zona de conforto e não estava almejando...

Sinto, respiro, suspiro, aceito, perdoo, liberto e sigo em retidão.

Não somos um único momento, errar é plausível!

Posso ter parecido uma criança, o instinto me dominou...

Me entreguei de corpo, alma e coração,

Na velocidade da luz, me violei, por não digerir emoções.

Foi tudo tão intuitivo e maravilhoso!

O mundo não é solo fértil para uma mulher, a vida, sim.

Me envergonho, peço perdão e me acolho (novamente).

Me acolho quantas vezes forem necessárias.

Persistir no erro, na recusa do crescimento é estupidez.

Quando estamos fora da ressonância, não há nada a ser feito.

Precisamos recuperar o equilíbrio da Tríade Sagrada (Pai, Filho e Espírito santo)

Realizar o corte energético.

Estivemos entrelaçados por algum motivo...

A energia instintiva foi muito grande,

Assim como a afinidade em autoconhecimento,

Mas... são mundos distantes...

Cada qual com suas dores imensuráveis,

Experiências, vivências e crenças...

Presos em escolhas como urubu em uma térmica,

Numa zona de conforto extremamente confortável...

Ansiosos nos frutos futuros

Deixando de viver o presente em amorosidade.

Talvez tenhamos esquecido as Leis que regem o Universo:

Onde semelhante atrai semelhante...

Acredito que o consciente e o inconsciente ainda não estão acomodados

Não se conhecem o suficiente para respeitar um ao outro.

 

“o homem só se torna um ser integrado, tranquilo, fértil e feliz quando (e só então) o seu processo de individuação está realizado, quando consciente e inconsciente aprendem a conviver em paz e completando-se um ao outro”.  Carl G. Jung

 

Por: Lucileyma Carazza

 



quinta-feira, 23 de outubro de 2025

PRESENTE

 



PRESENTE

 

O resgate de valores é plausível e visível, talvez sejam inapropriados, ultrapassados, ou fora de moda. Autocuidado, compaixão, perdão, amor, muito amor, não sei de onde sai tanto amor, ando transbordando amor ou fedendo à amor... ando em retidão com os meus princípios com esperança...

Uma tranquilidade que nunca fora minha, visitada pela ansiedade que insiste em perturbar, penso que estou louca, mas talvez, a alma não tenha aceito ainda esse novo padrão vibratório, o padrão de não ser reativa. O padrão de apenas ser em amorosidade.

Existe, pela primeira vez, o anseio genuíno pela outra metade. Não sei se já fui contemplada, se desperdicei, ou se serei contemplada... Acredito que tenha fugido insistentemente à entrega, fazendo pirraça e esbravejado, sendo forte o suficiente para vivenciar exclusivamente a solitude, mas ando a ansiar... suspiro em amorosidade e liberto um sorriso.

Sempre estive a procura, um vazio no peito, uma fuga insistente e resistente em não receber amor, me afastei dos que mais amei por não saber amar, com isso, vivi um deserto fértil em transformação lenta, sempre a observar, em aprendizado constante...

A natureza sempre fora o porto seguro solitário. O transformar das estações e dos dias a parceria itinerante. O sentir o cheiro do tempo mudando, olhar para o céu por horas sem um motivo aparente, sentir a chuva chegando, saber que a temperatura vai cair simplesmente em ver a cor laranja do céu... observar o mar e conhecer as suas nuances, perceber a alteração da estação ao ver os ninhos dos pássaros, a mudança das cores nas plantas e sentir os animais mais ávidos ou hibernos, a Lua a amante intuitiva, o vento aquele que descabela, o Sol, o abraço de um amor fraterno. O alvorecer é pura exuberância, é o despertar, é a luz que irradia e aquece. A magia é o fechar os olhos e presenciar a aurora boreal sem nunca ter ido até ela... sinto falta das cigarras e dos vaga-lumes...mas hoje recebi a visita de quatro borboletas azuis gigantescas, presença marcante de São Francisco de Assis.

Vivo entro dois mundos, o dos vivos e o dos mortos, e às vezes me confundo sem saber ao certo qual das presenças são reais...

Há uma mudança interna no amago da alma, muito profunda e sinto que o tempo parece gritar: viva, sinta-o esvaindo!

Respeito a liberdade, reverencio a mulher que me tornei e agradeço aos meus antepassados. Apesar de tudo, estou maravilhosamente bem, cicatrizes são as únicas marcas que melhoram com o tempo.

Estou no fim de uma jornada onde o único interesse é o de transbordar em amor.  Talvez seja a última chance de viver em amor, ou um amor.

Sei, que do alto daquela colina, supliquei, não sei se alcancei a graça ainda, mas sinto o coração aberto e entregue. Voltei a suspirar, a ter brilho nos olhos e aposentei as máscaras do meu ego. As vezes sinto uma convulsão emocional por ser intensa demais. Me descontrolo. Respiro... Me acolho, aceito e ouço a voz de sempre: vai dar tudo certo.

Sinto medo, mas como dizem os estudiosos da mente humana: “o medo pode ser associado a um sinal de desejo”.

Viva o presente, aceite, apenas aceite e ame!

Por: Lucileyma Carazza

 

 


sexta-feira, 17 de outubro de 2025

AMOR FATI

 


“AMOR FATI”

 

Autocuidado genuíno, amor próprio, liberdade, conhecimento, sabedoria, benevolência, plenitude, retidão, paciência, solitude, sensibilidade além do controle, autoconsciência, generosidade, disruptiva, transgressora, transcendente, carinhosa, prestativa, ser a prioridade, sou raridade e um solo sagrado, bem estar, equilíbrio emocional ativo é o meu único objetivo, tenho uma vida autônoma e invisto em mim egoisticamente falando...

Voltei com o “cabelinho” verde, uma vez que, uma aluna me disse que uma mulher que pinta o cabelo de verde não merece respeito... senti compaixão por mim, por elas(es)... não vim nesse mundo para agradar, vim para evoluir... e para vocês desejo flores e o despertar em sabedoria.

São tantos adjetivos que recebo. Já me acostumei a ficar calada para evitar fadiga. Tem tanta beleza no mundo para eu degustar, que, me preocupar com pessoas que se incomodam comigo por eu estar fora dos padrões é o menor dos meus problemas. Sofro! Mas supero! Ser uma mulher de 50 anos, livre, sem filhos, que gargalha muito, que faz o que quer da vida, que pinta o cabelo de verde, que possui muita amizade masculina, que é bonita, inteligente e que é muito gostosa! Sim! Sou deliciosa! Incomoda muita gente!

E neste desgosto aprendi sobre “amor fati” que é uma expressão latina que significa "amor ao destino" e descreve a atitude de aceitar e até amar tudo o que acontece na vida, incluindo sofrimento, perda e o inevitável.

Resolvi praticar a partir deste momento, o “Amor fati”. Amo o destino, amo a vida como ela é, e, declaro meu amor incondicional pela vida!  Não quero nada diferente, seja para traz, ou seja para frente, seja para toda eternidade, apenas amo! Abraço ativamente a minha história com amor genuíno! Isso me fez quem eu sou. Eu não mudaria nada, pois isso, me trouxe até aqui. Quero a queda do ressentimento! Quero a minha aceitação! A minha confiança! Tornei-me a minha melhor amiga e fã. Valido a mim mesma. Fortaleço meus circuitos mentais de segurança. Aceito a realidade e paro de nadar contra a correnteza fortíssima e deixo de estar exausta. Fico com a dor quando ela existir que é natural e faz parte da vida e sem o sentimento de vitimização. Quero a libertação de todo sofrimento desnecessário. Tenho uma história linda e imperfeita, e de, atratividade! Abdico a minha guerra interna! Assumo as minhas partes e quero paz! Cresci e me tornei mais sábia, assumindo completamente o meu passado! Amei!! Amo!! Não sinto vergonha! Liberto-me das minhas ameaças internas! Autoconsciência me representa! Estou num vínculo amoroso profundo comigo mesma! Quero calma! Quero tornar-me a força da natureza com atratividade duradoura, presente e MAIS AUTÊNTICA! Abraço a minha realidade com amor! Eu sou real, completa e inteira! O importante é a direção, pois, transformo os obstáculos em oportunidade de crescimento! Chega de impulso! Não quero ser reativa!

Não mendigo amor! Eu irradio amor! Sou real e inteira!

Foco no que está no meu controle, liberto o que está fora. Aceito a impermanência em gratidão! Pratico uma comunicação consciente. Vivo de acordo com meus valores com coragem! Liberto a necessidade de aprovação externa e prático “amor fati”.

E “se tudo der errado é só voltar para o início”, ou, inflama que sara!

 

Por: Lucileyma Carazza


terça-feira, 14 de outubro de 2025

FRAGMENTOS

 



FRAGMENTOS

 

Por vezes a vida nos prega peças

Quando achamos que está tudo sobre controle

Numa zona de conforto como um mar de almirante.

Eis que o inesperado nos desperta, atiça e nos traz um brilho novo.

Não estava vivendo como zumbi ou morta

Vivenciava o tempo como uma espectadora ávida da vida

Na simplicidade de apenas ser

Sem objetivo de conquistas ou provas.

Apenas degustando os espetáculos da natureza e da humanidade.

Vivendo um dia de cada vez, como coadjuvante desperta no presente

Andando como uma lebre sem destino aparente

Uma leveza livre onde o que mais me preenchia era sorrir,

Sendo benevolente e simplesmente amando.

Havia me comprometido em ser feliz em minha solitude.

Fechei algumas portas e me julguei protegida...

Eis que surge um calabouço de emoções,

Talvez seja apenas uma projeção,

Um sonho, uma doçura, uma centelha ou a esperança.

Pode ser carência ou o tal do “ego emocional”;

Que inferno inventaram agora...

No passado, quando percebi que era apenas um ego

Morri, derreti, ralei no umbral, reinventei e renasci.

Agora afirmam que um ego ralado ainda pode estar me dominando...

A paciência não é uma dádiva que me acompanha

De fato eu sou eu e você é você, mas no fundo somos todos um...

A certeza da loucura nos leva a ver o mundo com outros olhos...

Tem tanta beleza e a gente perde tanto tempo...

Falácias não convencem e o material não me interessa

A essência nos leva para o fundo da alma, mas pra quê?

O mundo é raso e a maioria das pessoas nem sentem...

Meu casamento com o mar me leva a profundezas

Dais quais não quero mais fazer parte, seria o presságio de um divórcio?

Vivo num limbo onde não me encaixo em lugar algum

Não possuo raiz por não saber relacionar.

Me guardei e me reservei tanto e não sei porquê?

Atropelo emoções, abro mão, vou embora em silêncio.

Guardo tudo para mim e viro neblina...

Ninguém nunca percebe, pois todos acham que sou a louca feliz!

De repente me encontro assim...

Sem vontade de respirar ou seguir

A beleza no mundo ainda existe

A impaciência persiste num calor insuportável...

Paro de respirar, não quero pensar, não quero sentir.

O tempo precisa passar rápido

Não sei me relacionar

Muito menos amar.

E está tudo bem, apesar de doer muito.

Me acolho e recomeço.

Ainda tenho tempo para aprender e mudar,

E acima de tudo: AMAR!

Se a reciprocidade não ocorre como almejamos

O Universo nos proporciona outros calabouços de emoções recíprocas.

 

Por: Lucileyma Carazza

Revisado por: Pedro Lucas Defante Nolasso – meu aluno preferido!  

Dedico este texto ao ilustre  Urso.