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De todos preceitos e conceitos,
Sabemos que somos equidistantes.
Razão e emoção que não se comunicam...
Com limites impostos por alguma necessidade do ego ou da vida.
O mundo tem tanto a nos ensinar e a nos oferecer que não perdemos
tempo, vivemos intensamente.
Cada nascer do sol um espetáculo, um sopro divino e um aprendizado...
Cada lugar ligado a natureza um solo sagrado.
A vida nos guia em amorosidade e em reverência.
Vivemos livres o suficiente para marcarmos corações distantes.
Um suspiro, uma carícia no peito, uma rosa, um pé de tomate, um
descanso...
Em algum momento a paz reinou,
O silêncio se fez presente e a energia transmutou.
Acredito que descansamos por segundos...
Cada qual recebeu e aprendeu o que precisava.
Num mundo em frangalhos, histerias,
No salve-se no que puder, ou, em quem puder ...
Voamos como besouros, estes, sem aerodinâmica ainda voam...
A tosse seca da alma clama em poesia desconecta...
Nada nos une em centenas de milhas de distância...
Num passado em que nos conhecemos...
Num presente em que nos sabotamos.
Não nos permitimos a evolução do sublime...
Não despimos a alma com a entrega real...
Acertamos e erramos, pois nada é por acaso.
Não importa se foi um segundo, um olhar, uma noite...
O importante é que marcamos nossos corações para que mesmos ausentes
estejamos sempre presentes.
Mesmo que não faça sentindo algum por não existir sintonia e
reciprocidade.
O mundo nos trouxe momentos ímpares, íntimos e sublimes.
Por: Lucileyma Carazza
