terça-feira, 3 de abril de 2012

O Escorpião

Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando de novo. O mestre tentou tirá-lo novamente e novamente o animal o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:
— Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas às vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
O mestre respondeu:
— A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.
Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.

Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, não é problema nosso... é problema deles.

Fonte: Mistérios de Deus

Síndrome da Inveja



Uma das causas mais influentes de nossa infelicidade é a inveja. Falar de inveja é falar de comparação. Quando uma pessoa se compara a outra e se sente inferior, em algum aspecto está com inveja.
Eu não estou dizendo que toda vez que você se compara a alguém está com inveja, estou dizendo que nunca poderá haver o sentimento de inveja se não houver a comparação.

A inveja é a vivência de um sentimento interior sob a forma de frustração, de tristeza, de mal-estar, por nos sentirmos menos do que outros, por não sermos o que os outros são. É o desequilibro íntimo oriundo de um sentimento de inferioridade, fruto da comparação que se faz em relação à outra pessoa em algum aspecto específico.

Quando impedimos que alguém se desenvolva estamos tentando esconder todas as nossas frustrações pessoais e, principalmente, o prestar contas com nosso próprio potencial não efetuado. Aferir nosso potencial perante outrem sempre será doloroso e quanto maior for o sentimento de estarmos aquém de alguma expectativa ou de determinada pessoa, maior será a possibilidade de se deflagrar um sentimento de inveja.

Em algumas ocasiões perdemos o controle, então, surge a vingança. Infelizmente isto se dissemina muito mais rapidamente no mundo corporativo e quanto maior for o complexo de inferioridade de uma pessoa mais combustível é liberado para aumentar a chama da inveja, naturalmente, para àquelas pessoas que são fracas.

O efeito colateral disso, é que a cada dia fica mais difícil criar um clima psicológico saudável, e acabamos sendo vítimas da sabotagem social e pessoal. A verdade é que muitas pessoas não estão preparadas para administrar suas próprias frustrações e ficam absortas pela fúria quando as coisas não saem como planejaram.

O motivo é que estas pessoas não possuem nenhum treino para a contrariedade ou crítica, seja construtiva ou não, é muito difícil para elas admitir o sucesso de uma outra pessoa e o sentimento resultante é a inveja.

O invejoso não inveja o que é de uma outra pessoa, mas o que esta pessoa é.

As pessoas sempre procuram se identificar com o vencedor e muitas sofrem de um terrível medo de a cada dia estar mais distante desse ideal internalizado. Na verdade, a compaixão não é tanto pelo fracasso de não conseguir os mesmos resultados de uma pessoa de sucesso, mas, principalmente, autopiedade por toda a sua insegurança.

A inveja é um dos sentimentos mais difíceis de ser aceito pelo ser humano, embora em nossos tempos e nos meios corporativos talvez seja o mais vivenciado, quando deveria ser o contrário onde a amizade, o companheirismo, a ajuda mútua deveriam caminhar paralelamente.

Se desde cedo o ser humano não aprender que existirá sempre um muro para o desenvolvimento pleno, com certeza cedo ou tarde as coisas se complicarão. No fundo, no fundo, em cada sentimento de inveja existe o sentimento de admiração.

O invejoso quando vê alguém que deveria admirar, tende a diminuir esta pessoa. Por isso é preciso perdoar. Perdoar sempre é e será um ato que implica o extremo peso do passado, mas, a pessoa tem que estar ciente e consciente de que haverá sempre uma energia extra e por respeito ao seu íntimo deve prosseguir, e afinal, eu não dizendo que devemos esquecer, pois, perdoar não é esquecer. É viver em paz.

Fonte: Simão Horácio - https://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100001149356556

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Espelhos!



Às vezes pode ser apenas o meu ego. Posso estar dando voltas para não enxergar e negando a ajuda de um atalho. Às vezes pode ser apenas um espelho. Às vezes pode ser eu com a minha maldade e/ou com a minha bondade.

Uma dúvida constante bate na minha cabeça insistentemente: como saber se o que falo, sinto e faço , está certo ou errado? Como saber se é o meu ego ou se é verdadeiramente o meu ser?

Uma coisa é fato: existe uma mágoa imensa no meu peito, uma sensação de ser descartável, uma impotência, um vazio. Por mais que eu tenha fé e vejo as bênçãos que me são proporcionadas, ainda sinto este vazio.

Alguma coisa ainda precisa ser resolvida, mais o quê?

Existem ambientes que transito com uma leveza e me sinto tão confortável, e outros, que me levam a um desconforto insuportável. Seria fácil se optasse apenas pelo conforto. Mas não! Opto sempre pelo mais difícil.

Talvez seja teimosa e opto por aquilo que nunca vou ter, ou talvez seja forte por estar lutando por um ideal; talvez seja uma pirraça que não consigo expressar.
Uma pirraça, uma intolerância, uma falta de amor e uma falta de compaixão? Esta sou eu?

Conviver com aquilo que você não consegue perdoar, sentar-se a mesa do lado do seu inimigo (aquele que literalmente te traiu) e perceber que você precisa ter compaixão até por aquela barata nojenta; pedir que uma foto seja rasgada por não suportar enxergar aquilo que você não quer ver (e não ser atendida); ver todas as pessoas felizes em sua volta (menos você) e ainda querer que elas comunguem da sua dor; Deixar as pessoas livres e ver que a vida continua sem você e que para elas, tudo bem. O cabelo cair, a coluna doer, prostrar em cima de uma cama e saber que é só você que sai de cima dela, porque foi você que se colocou ali. Apanhar de paulada nas costas do mundo espiritual por ignorar aquilo que lhe foi dado? Parecer invisível, por não estar de corpo físico presente e sentir-se completamente abandonada. Estas são as curas? Tenho que passar por estas dores? A culpa é minha? Preciso sentir dor para aprender?

Sim, esta é a cura, tive que passar por estas dores. Não consegui aprender com o amor, então, aprendi com a dor. Um tirano que não sabe perdoar, que não tem uma gota de compaixão, um traidor que não se enxerga e um grupo. Uma ilusão de respeito. Foi assim que comecei uma guerra. Dois espelhos e um grupo. Um espelho tocando na ferida, o outro, fugindo da feriada e um grupo que não sabe mais o que fazer.

Um grupo extremamente forte e ao mesmo tempo tão frágil. Esta sou eu? Forte e frágil?

Uma pessoa extremamente boa e ao mesmo tempo tirana. Esta sou eu? Boa e tirana?

Uma pessoa que trai e não tem noção alguma daquilo que fez? Esta sou eu? Traidora e sem percepção?

Uma pessoa extremamente falsa e ao mesmo tempo supérflua? Esta sou eu? Falsa e supérflua?

Uma pessoa extremamente inteligente e que busca o conhecimento o tempo todo? Esta sou eu? Inteligente e burra?

Uma pessoa com muita compaixão e ao mesmo tempo sem um pingo de compaixão? Esta sou eu? Amor e ódio?

Uma pessoa com muitos princípios e ao mesmo tempo sem princípio algum? Esta sou eu? Ética e sem princípio?

Uma pessoa competente e ao mesmo tempo insegura? Esta sou eu? Competente e incompetente?

Uma pessoa que escuta e vê o que ninguém mais vê e que não consegue entender o que todos veem? Esta sou eu? Médium e ignorante?

Um suicida e ao mesmo tempo incompetente por estar viva? Esta sou eu? Morte e vida?

Uma pessoa que não confia e que quer ser confiável? Esta sou eu? Insegura e não confiável?

Uma pessoa que não escuta e que ao mesmo tempo não fala? Esta sou eu? Surda e muda?

Uma pessoa que aponta e que não consegue enxergar o óbvio? Esta sou eu? Verdade e mentira?

Preciso me polir todos os dias, antes nem sabia quem eu era.

Percebi um ciclo constante de maldade. Uma maldade de saber que estar fazendo mal para alguém e mesmo assim o faz. Fico irrita quando as pessoas me magoam e não percebem. Fico irrita, me esbravejo e depois me arrependo. Eu não tinha consciência deste ciclo e as pessoas não sabem quem eu sou, elas sabem o que eu sou.

Melhor é sarar aquilo que te magoou e esquecer aquilo que não esta ao seu alcance, o outro não tem consciência, o outro nem sabe, porém você sabe. Quando fui tirana me senti infinitamente pior, porém quando aprendi a controlar a raiva me senti muito melhor.

Precisei aprender com a dor a minha maldade, porém, existem qualidades em mim que aprendi com muito amor. Vou apegar-me às qualidades e ao aprendizado, o tempo cura o restante.

Aqui aprendi quem eu sou através dos meus espelhos. E o mais legal? É que eu nunca gostei de espelhos.

Por: Lucileyma Rocha Louzada Carazza

A verdade é para poucos



A verdade é pouco democrática, via de regra, é coisa de especialistas e pouco acessível a grande maioria. Na maior parte das vezes, quando exposta ao grande público, não a entendem, ou pensam que é falsa ou mentirosa, pois mais que apontar a grandiosidade das coisas, revela a simplicidade de tudo. Retira a mágica e a fantasia, e coloca a realidade nua e crua, mais sanguinolenta que espiritual, mais prosaica do que fantástica, mais corpórea do que transcendente, mais rotineira que revolucionária. Ora, a verdade está no melhor argumento que convence, não a todos, pois que isso seria impossível, mas aqueles poucos que importam e determinam o andar dos acontecimentos; é construída no debate constante do seu estatuto, que está sempre em risco devido a novas descobertas ou invenções. E, no entanto, aqueles que ousam mostrar novas verdades são sempre considerados pervertidos, pois o novo parecerá sempre degenerado para velhos hábitos mentais, que não querem largar suas crenças, eis porque só os corajosos conseguiram enunciá-las do decorrer da história. Já a mentira e a falsidade são bem mais abrangentes, convincentes e até mesmo aceitáveis, na medida em que quase todos nascem e crescem dentro das verdades antigas, muitas falsas e ignorando as mudanças que ocorreram e estão ocorrendo. E ainda que se possa superar as ideias falsas conhecendo-se as verdadeiras, já as mentiras são inevitáveis e parecem fazer parte do cotidiano, visto que a honestidade é quase sempre insuportável, mais para aquele que ouve do que para aquele que enuncia, e como não se quer ouvir, também não se fala. O grande dilema da verdade é que, quando ela se torna popular, é quando se acende o alerta de que ela deve ser falsa, pois a aceitação de uma maioria não dá mais certeza à verdade, e quando todos começam a discuti-la, abre-se a brecha que novas ideias surjam, num primeiro momento inaceitáveis, para logo depois se tornarem algo óbvio. Foi sempre assim, alguns poucos enunciam uma nova verdade para só muito depois serem debatidas e mais tempo depois aceitas. Eis porque a verdade muitas vezes é solitária, quando não é enquadrada como imoral, anormal e perversora. De minha parte, quando muito me contento com as minhas poucas verdades, enquanto aprecio o digladiar de todos pela sua posse, pelo que, quando preciso for (ou assim acharem), mentirão para que dela não se afastem, pois em nome da verdade inúmeras mentiras e falsidades foram cometidas pela estúpida humanidade.

Fonte: OASS - https://www.facebook.com/?ref=tn_tnmn#!/photo.php?fbid=259997837426235&set=p.259997837426235&type=1&theater

segunda-feira, 2 de abril de 2012

AJUDAR OS OUTROS



Quando você está sentindo o desconforto de ver outras pessoas em uma situação de falta e decide ajudá-las a partir de seu desconforto, nenhum valor duradouro ocorre, por duas razões importantes: primeiro, você não está alinhado com a Energia de sua Fonte, então você não tem nenhum valor real a dar; e, segundo, sua atenção à necessidade delas apenas amplifica a necessidade delas.

É claro, ajudar os outros é uma coisa maravilhosa, mas você precisa fazer isso a partir de sua posição de força e alinhamento, o que significa que você tem que estar em alinhamento com o sucesso delas quando você oferece assistência e não em alinhamento com o problema delas.

Quando a sua consciência sobre a situação delas lhe deixa desconfortável e você oferece ajuda para fazer com que elas se sintam melhor e para que você se sinta melhor, você não está no Vórtice e não está sendo de ajuda.

Quando você sente uma avidez inspirada para oferecer algo porque você quer participar da felicidade delas, do processo de sucesso, sua atenção ao sucesso delas se harmoniza com o ponto de vista de sua Fonte; e os recursos infinitos do Universo estão à sua disposição. E isso, sim, é o que ajuda.

Abraham

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Fonte: Shyam Sundar

Cativar



Uma palavra tão linda já
Quase esquecida me faz recordar
Contendo sete letrinhas e
Todas juntinhas se ler cativar
Cativar é amar
É também carregar
Um pouquinho da dor
Que alguém tem que levar
Cativou disse alguém
Laços fortes criou
Responsável tu és
Pelo que cativou
Num deserto tão só
Entre homens de bem
Vou tentar cativar
Viver perto de alguém

Autor: desconhecido, baseado no livro: O Pequeno Príncipe

Se eu quiser falar com Deus



Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nois
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus...

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassouTenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração...

E se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Eu tenho que subir aos céus
Sem cordas prá segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar!

Se eu quiser falar com Deus!

Gilberto Gil

RENOVAÇÃO



Não adianta chorar, nem ficar desanimado, desesperado ou preocupado, ao peso dos sofrimentos
e amarguras.

Nada se conquista na vida sem fé, sem esperança, sem tranquilidade íntima e sem entusiasmo.

Quem vive entusiasmado e contente com a vida, não alimenta dúvidas e tristeza na mente.

Quem vive confiando em si mesmo e em Nosso Senhor Jesus, é cheio de alegria e a tudo contagia
de otimismo.

O entusiasmo e a perseverança naquilo que desejamos são as chaves que abrem todas as portas.

Lembre-se de que é proprietário de energias positivas que devem ser canalizadas para o bom ânimo,
para a paz e o bem-estar íntimo.

Lembre-se disso: “Para os dias maus, ânimo firme e oração”.

Fonte: Ágape - Padre Marcelo Rossi

Tribalhistas



Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: 'eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também'. No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração ´tribalista´ se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.

A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.

Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.

Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter ´alguém para amar´.. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento...

Arnaldo Jabor

sexta-feira, 30 de março de 2012

Máscaras



Será que nosso comportamento é sempre o mesmo diante das pessoas que convivem conosco no lar e com aquelas que convivemos vez que outra?

Os fatos nos demonstram que assim não é.

Mas a quem enganamos, então?

Aos familiares ou aos outros?

Ou será que enganamos a nós mesmos?

A maioria de nós tem um comportamento diferente diante de pessoas diferentes. É o chamado Departamento de Marketing.

Assim, considerando que o inter-relacionamento pessoal é uma arte de dissimular sentimentos, afivelamos a máscara correspondente a cada momento e variamos conforme as circunstâncias, ocasiões e pessoas com as quais nos comunicamos.

Se queremos parecer bem para a pessoa com quem nos relacionamos, usamos a nossa aparência agradável.

Vendemos uma imagem nem sempre verdadeira. Dissimulamos sentimentos e simulamos um comportamento de acordo com a imagem que queremos passar.

Dessa forma, estamos prejudicando a nós mesmos, gerando conflitos íntimos, fazendo esforços para parecer quem na realidade não somos.

Se quisermos descobrir quem somos de fato, basta que nos observemos no trato com os familiares. Em casa é que normalmente somos verdadeiros.

É comum ouvirmos elogios a pessoas que convivem conosco, por parte de amigos, que só as encontram de vez em quando.

Nós, por nossa vez, costumamos pensar: Quem não conhece, que compre!

Essa pessoa, querendo parecer bem, afivela a máscara da afabilidade, da doçura e vende uma imagem falsa.

Homens gentis, patrões educados, costumam ser pais déspotas, irados ou mudos junto aos familiares.

Mulheres caridosas, exemplos de polidez, não raras vezes se mostram mães indiferentes, esposas nervosas, sem consciência de que quem realmente tem o direito ao afeto são os próximos mais próximos, que se encontram sob o mesmo teto.

Jovens sorridentes, que se desdobram em gentilezas com os amigos, tornam-se verdadeiras feras, portas adentro do lar, no convívio com pais e irmãos.

A quem pensamos enganar?

Será que a vida é um eterno baile de máscaras?

E quando a nossa consciência nos cobrar fidelidade entre o pensar e o agir?

Um dia teremos que nos despojar de todas as máscaras e nos mostrar tal qual somos, sem dissimulações.

Por esse motivo, vale a pena começar sem demora a luta por sermos verdadeiros, fazendo com que cada vez que coloquemos a máscara da bondade, ela possa deixar em nós marcas de bondade.

Quando usarmos a máscara da gentileza, nos deixemos influenciar por ela. Quando a da fidelidade, deixemo-nos impregnar, até que, quando menos esperarmos já estaremos sendo verdadeiros, mudando a nossa paisagem íntima de forma definitiva.

* * *

Estamos sempre sendo observados por uma nuvem de testemunhas.

Essas testemunhas são os Espíritos sem o corpo físico.

Eles nos observam e notam nosso comportamento onde quer que estejamos.

Ao retornarmos à pátria verdadeira, que é o mundo dos Espíritos, não poderemos mais esconder nossos pensamentos como fazemos na Terra.

Fonte: http://marcoaureliorocha5.blogspot.com.br/2012/03/mascaras.html#!/2012/03/mascaras.html

OS QUATRO GIGANTES DA ALMA



Dizem que há na alma dos seres humanos quatro gigantes que acompanham sua evolução. Três destes colocam obstáculos, e apenas um abre as portas e ilumina o caminho.

Os três gigantes criadores de problemas chamam-se: MEDO, IRA, DEVER .

MEDO é um gigante enraizado profundamente, que se alimenta da necessidade de preservar a vida ante o perigo, mas, quando se alia com a imaginação e cria neuroses são capazes de paralisar completamente a vida de uma pessoa. (saiba dominar)

IRA é um gigante destrutivo, que se alimenta da reação normal de uma pessoa ante o MEDO, mas por ser normalmente abafado e recalcado acaba criando o ódio, que é uma raiva em conserva, podendo consumir uma pessoa por dentro até matá-la. (saiba canalizar)

DEVER é um gigante que entulha o caminho das pessoas com muitas obrigações, podendo esmagá-los com uma avalanche de "TEM QUE", produzindo tédio e imobilidade, ou indo diametralmente para o fazer externo somente à outrem. (saiba ponderar)

Quem pode abrir todas as portas é o gigante "AMOR", mas raramente alguém o utiliza, porque amor não é algo que acontece do dia para a noite, mas uma dimensão que resulta do esforço para abrir o coração e entregar ao mundo o que haja de melhor na alma de quem assim se atreva a viver. (saiba se elevar)

Desejo que a cada amanhecer você tenha sempre o atrevimento não apenas de viver mais um dia, e sim de viver feliz o seu dia, fazendo dele um dia cheio de dignidade, como somente as pessoas especiais sabem fazer... . (saiba discernir)

Fonte: https://www.facebook.com/espacocrystal

Paciência



Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados… Muita gente iria gastar boa parte do salário
nessa mercadoria tão rara hoje em dia.

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para
sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça".

Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.

Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar?

Qual é a finalidade de sua vida?

Está correndo tanto para quê? Por quem?

Seu coração vai agüentar?

Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?

A empresa que você trabalha vai acabar?

As pessoas que você ama vão parar?

Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire... Acalme-se...

O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor
do sol, com ou sem a sua paciência...

Fonte: Ágape - Padre Marcelo Rossi

quinta-feira, 29 de março de 2012

Como ficar infeliz pra sempre…

Uma vida infeliz, triste e solitária é muito difícil de ser conseguida. É um longo caminho a se percorrer até lá. Mas há que se ter persistência se quiser alcançar todos os “benefícios” que o egocentrismo pode proporcionar a uma pessoa – atenção, desculpas para fugir às reponsabilidades, piedade, mimos, etc. – esteja preparado para se esforçar ao máximo, todos os dias, a cada momento. Este á um guia parcial que encontrei em um livro e pode servir de base para você começar, mas é preciso que se empenhe e pratique sem parar se quiser ser realmente miserável:

1 – Culpe os outros por TUDO. Nunca admita que é responsável pela própria vida.

2 – Procure odiar, antipatizar-se e ficar ressentido com outras pessoas e situações. Não tente procurar soluções amigáveis e adultas para as dificuldades apresentadas. Imponha sua vontade sempre, se for necessário, tenha um ataque de fúria.

3 – Pratique o EGOÍSMO, não, melhor e mais certeiro, pratique o egocentrismo. Negue tudo o que é, tudo o que tem ao mundo. Guarde tudo pra você, invente uma desculpa pra não ser o que é. Eu tenho certeza que consegue uma, tipo medo, ou eu só posso me manifestar quando tenho certeza, ou só me relaciono com aqueles que me provam, por A mais B, que são dignos de mim primeiro – mas a verdade é que ninguém nunca será digno de você.

4 – Mencione constantemente os problemas do mundo e afirme que o mundo e as pessoas não valem nada. Já os seus problemas, esses valem muito, CLARO, afinal, o mundo não chegaria aos seus pés em termos de importância.

5 – Nunca ajude ninguém. Você sempre pode usar a desculpa: “Essa pessoa não me ajudaria se eu precisasse”… Nunca peça ajuda também, você é muito melhor que qualquer um que existe na face da terra e não precisa de nada, nem de ninguém para alcançar a completa infelicidade.

6 – Diga a você mesmo que é bom demais para este mundo – logo acabará acreditando nisso.

7 – Repita com freqüencia: Se todos fossem como eu, o mundo seria uma beleza. Se todos fizessem tudo o que EU acho certo, o mundo seria perfeito!

8 – Não respeite ninguém, odeie as autoridades – convença-se de que estão sempre querendo o pior. Menospreze a TODOS, sem exceção.

9 – Compadeça-se bastante de si mesmo. Aumente o volume da autocomiseração ao máximo! Aja como um mártir. Repita para você mesmo e em voz alta para os outros, sempre que puder: “Oh, mundo cruel… Como sofro. Por que isso tinha que acontecer comigo?.”

10 – Mantenha sempre uma expressão de desânimo em qualquer circunstâncias. Não sorria nunca. Afinal, você está sofrendo e nada, nunca será suficiente pra você. Você é muito especial pra receber o pouquinho que o mundo tem pra te dar. Não agradeça, pragueje!

Use o medo como desculpa pra não ser quem você é. Justifique cada atitude que tomar, tente convencer as pessoas de que você está sempre, sempre certo. Faça muita pirraça, muita mesmo, pra conseguir tudo o que quer do jeitinho que quer, não aceite que nada saia um milímetro do planejado. Nunca perceba as necessidades das outras pessoas à sua volta, você é o único que tem razão no mundo, só as suas necessidades valem a pena de ser avaliadas, tudo o que você faz e pensa é o correto e deve ser seguido pelos seus súditos. E, cada vez que sua vontade não for atendida, afaste-se das pessoas para puní-las, fale mal delas, aponte os seus defeitos, tenha ódio! Grite e esperneie, tenha ataques de raiva, você tem todo direito de desrespeitar as pessoas.

Não doe o melhor de você ao mundo, guarde o que sabe, o que tem, o amor que, por algum acaso, brotar no seu peito seco, como a planta do deserto. Mate-o. Viva sozinho e infeliz e continue reclamando de tudo. Você merece!

Ou você pode escolher parar com o comportamento destrutivo em relação a si mesmo e ao outro, e se aproximar das pessoas com carinho, amar, se responsabilizar pela própria vida e ser feliz!

(Nos itens numerados de 1 a 10, usei como referência o livro “As Leis da Doença Mental e Emocional” – publicado em Julho de 1989, que compila as ”Transcrições do JOURNAL OF MENTAL HEALTH” )

Fonte: http://chaentreamigas.com.br/ Por Paula Jácome

quinta-feira, 22 de março de 2012

Bondade




"A bondade é uma linguagem que o surdo consegue ouvir e o cego consegue ler”

"A bondade em palavras cria confiança; a bondade em pensamento cria profundidade; a bondade em dádiva
cria amor."

"A bondade é um rico manancial, que brota lágrimas ao toque da menor comoção."

"A bondade consiste em estimar e amar os outros para além do que eles merecem."

"A bondade é o único investimento que nunca vai à falência."

"A fragrância sempre permanece na mão de quem oferece flores"

"A bondade converte mais pecadores do que o zelo, a eloqüência, e conhecimento."

"A bondade constante pode realizar muito.

Assim como o sol derrete o gelo, a bondade faz com que o desentendimento, a desconfiança e a hostilidade
evaporem."

Por isso, quem leu e escutou o nosso Ágape, quem está lendo e escutando o nosso Ágape e logo,
logo o Agapinho será transformado.


Forte Ágape!!!


Padre Marcelo Rossi

quarta-feira, 21 de março de 2012

A HUMILDADE



A HUMILDADE É A ACEITAÇÃO PURA E SIMPLES DA VERDADE, SEJA ELA A NOSSO FAVOR
OU CONTRA NÓS.

A humildade acalma a ira, acolhe o aflito e conquista o coração.

O humilde propõe idéias, o orgulhoso as impõe.

O humilde apresenta planos, o orgulhoso exige que sejam aceitos.

Só o amor impregnado de humildade ( Ágape ) é capaz de viver em paz e em harmonia com os outros,
apesar de entrechoques entre idéias e de diversidade de caracteres.

A humildade abre todas as portas para um bom relacionamento, enquanto que o orgulho impede todas
as possibilidades para o diálogo.

O humilde é sempre acolhedor, receptivo a aberto para apreciar as idéias dos outros, mas o orgulhoso
julga-se sempre senhor da verdade.

Temos muito que aprender uns com os outros.

“Ninguém é tão sábio que nada mais tenha a aprender e tão ignorante que nada possa ensinar”

Isso nós aprendemos no Ágape!!!

Padre Marcelo Rossi

terça-feira, 20 de março de 2012

Julgar



Um médico entrou num hospital apressado, depois de ter sido chamado para uma cirurgia urgente. Ele respondeu à chamada imediatamente, e mal chegou trocou-se e foi direto para o bloco operatório. Pelo caminho encontrou o pai do rapaz que ia ser operado a andar para trás e para a frente à espera do médico. Quando o viu, o pai gritou:

-”Porque demorou este tempo todo a vir? Não sabe que a vida do meu filho está em perigo? Você não tem o mínimo de sentimento e de responsabilidade?”

O médico sorriu e respondeu serenamente:

-”Peço-lhe desculpa, não estava no hospital e vim mal recebi a chamada… Agora, gostaria que você se acalmasse para que eu também possa fazer o meu trabalho.”

-”Acalmar-me?!?! E se o seu filho estivesse dentro do bloco operatório, você também ficaria calmo? E se o seu filho morresse o que faria?”, disse o pai visivelmente agitado.

-”Ficar nesse estado alterado e de nervos não vai ajudar nada, nem a si, nem a mim e muito menos ao seu filho. Prometo-lhe que farei o melhor que sei e consigo dentro das minhas capacidades”, disse o médico

-”Falar assim é fácil, quando não nos diz respeito.”, murmurou o pai entre dentes.

Passadas algumas horas, a cirurgia terminou e o médico saiu sorridente de encontro ao pai.

-”A cirurgia foi um sucesso. Conseguimos salvar o seu filho! Se tiver alguma questão pergunte à enfermeira.”

Sem esperar pela resposta, o clínico prosseguiu caminho visivelmente apressado. O pai irritado dirigiu-se à enfermeira e desabafou:

-”O médico é mesmo arrogante… Será que lhe custava muito ficar aqui mais uns minutos para eu lhe questionar em relação ao estado geral do meu filho?”

A enfermeira, um pouco abalada e quase a chorar respondeu-lhe:

-”O filho do doutor morreu ontem num acidente rodoviário. Ele estava no funeral quando o chamámos para a cirurgia do seu filho. Agora que a cirurgia terminou e o seu filho foi salvo, o doutor voltou para o funeral a correr para prestar a última homenagem ao filho dele.”

Fonte: Mensageiros da Luz

Cólera




O rapaz fora despedido e ficou muito magoado com o seu chefe. Pegou um papel e grafou sua ira com palavras agressivas e o enviou ao seu ex-gerente.

Quando esse leu o bilhete, assimilou o seu conteúdo venenoso e ficou muito irritado. Chegando em casa para almoçar, com aquela carga pestilenta, xingou a esposa porque seus sapatos não estavam bem lustros. Transferiu o veneno para a esposa, que sentiu necessidade de agredir alguém.

E a vez foi da auxiliar doméstica. A patroa descarregou toda sua ira na pobre moça, porque não havia deixado os sapatos do patrão com o brilho desejado.

A serviçal, no entanto, não tinha ninguém para descarregar sua raiva. Saiu esbravejando e viu logo à sua frente um velho cão que tirava um cochilo tranquilamente deitado no chão. Não teve dúvidas. Extravasou toda sua ira em um pontapé no pobre bicho.

O cão saiu em disparada e mordeu a primeira pessoa que encontrou no caminho. Era a vizinha.

Essa, com a mordida recebeu a carga que havia sido emitida pelo funcionário despedido. Tomada de dor e muito irada, acabou por agredir o rapaz que a atendeu na farmácia.

Esse, por sua vez, ao adentrar o lar, furioso, começou a esbravejar contra a mãezinha que o aguardava para o jantar.

Que vida miserável! A senhora é culpada por eu ter que trabalhar feito um condenado naquela farmácia. Não aguento mais tantos problemas!

A mãezinha, calmamente, o envolveu num abraço afetuoso e falou suavemente: É verdade, filho, você tem razão.

E passando a mão nos seus cabelos com carinho, amortizou a ira e fez com que se dissipasse ali, aquele veneno letal que já havia prejudicado a tantos.

A força do amor! Não há arma mais capaz do que o amor!

Ninguém resiste à força do amor. Se uma pessoa chega furiosa, agredindo-nos com palavras e lhe respondemos com calma, ela fica como que imobilizada e sem ação.

É como jogar água sobre o fogo. Enquanto o revide, a ira, são como o elemento inflamável jogado na fogueira.

Ghandi foi um exemplo vivo da força do amor. Enquanto os ingleses portavam armas pesadas, aparentemente invencíveis, ele, com a força do amor, logrou libertar seu povo do jugo da Inglaterra.

Se temos usado a tática do revide, tentemos agora a tática do amor. Basta que respondamos ao mal com o bem, à violência com a não violência, ao ódio com a paciência.

O ensino do Mestre de Nazaré é sábio quando recomenda que se alguém nos bater na face direita lhe apresentemos a outra. Pois bem, quando se nos apresente a ira, a revolta, mostremos a outra face, a face da paciência, da concórdia, da tolerância.

Agindo assim, com certeza, não seremos propagadores da revolta, da ira, da cólera, e de tantos outros males que poderiam ser aplacados com apenas algumas gotas de tolerância.

* * *

Quando ficamos irados, os batimentos cardíacos aceleram-se e o sangue flui para as mãos, tornando mais fácil pegar uma arma ou golpear o inimigo.

Por isso, é que, às vezes, temos notícias de pessoas que agridem o semelhante por motivos irrelevantes. É que foram dominadas pela cólera.

Assim, é importante que treinemos diariamente para vencermos a ira a qualquer custo, para o nosso próprio bem.

Fonte: http://marcoaureliorocha5.blogspot.com.br/2012/03/colera.html#!/2012/03/colera.html

Elogia ao jardineiro




O jardineiro é a melhor metáfora para designar a excelência do educador e do terapeuta. O bom jardineiro prepara um solo fértil, com os nutrientes necessários - nem de mais, nem de menos -, extermina as pragas e poda, com o discernimento que cada planta requer, observando as estações e centrado na singularidade do organismo vegetal. Sobretudo, o bom jardineiro é o amante da planta.

Jamais será tão tolo a ponto de querer doutriná-la com suas teorias e ideais, aceitando e admirando a beleza da biodiversidade. O bom jardineiro sabe que a planta só necessita de um solo fecundo, crescendo por si mesma, já que é dotada de um tropismo para ser o que é, buscando o que necessita no solo e direcionando-se para a luz do sol. O que seria de um jasmim se forçado a ser como uma rosa?

Aqui, tocamos o coração da tragédia de um modelo educacional distorcido e esclerosado, a serviço da normose que, infelizmente, é ainda dominante: a criança é forçada a ser o que não é, por meio do fórceps de um currículo estreito e rígido e do instrumento torturante da comparação. Comparar uma criança com outra ainda será considerado um crime, num futuro breve e mais saudável. Essa é a gênese da perversão e da corrupção.

Para conseguir aprovação, o estudante é obrigado a jogar sua diferença e sua originalidade na lata do lixo, vendendo-se por notas. Mais tarde, poderá se vender por outras notas... É desolador ter que reconhecer que, na horta de um horticultor qualquer, um pé de alface é muito mais bem tratado do que nossas crianças estão sendo, nesse simulacro de escola. O que pensaríamos de um horticultor que exigisse, de todas as suas diversas hortaliças, o mesmo desempenho, o mesmo resultado?

Cada aprendiz necessita ser respeitado na sua alteridade e no seu estilo próprio de aprender a aprender. Numa escola saudável, o educador centra-se no aprendiz - e não num programa rígido, massificador e castrador do brilho e da originalidade que emanam de cada pessoa. "Utopia!", esbravejarão alguns. Permito-me lembrar-lhes, então, que utopia não é o irrealizável; é tão-somente o ainda não realizado, aquilo para o qual ainda não existe espaço.

É tempo de educar educadores. É tempo de ousar resgatar o espaço sagrado onde o aprendiz possa orientar seu coração para aprender, sobretudo, a ser plenamente o que ele é. É tempo de conspirar por uma educação não-normótica, centrada na totalidade. É tempo de reconstruir o templo da inteireza. Concluo com uma fala antiga que aponta para a essência do que é educar: "Aos quinze anos orientei o meu coração para aprender. Aos trinta, plantei meus pés firmemente no chão. Aos quarenta, não mais sofria de perplexidade. Aos cinqüenta, sabia quais eram os preceitos do céu. Aos sessenta, eu os ouvia com ouvido dócil. Aos setenta, eu podia seguir as indicações do meu próprio coração, pois o que eu desejava não mais excedia as fronteiras da Justiça".

Roberto Crema
http://marcoaureliorocha5.blogspot.com.br/2010/11/elogio-ao-jardineiro.html#!/2010/11/elogio-ao-jardineiro.html

Código de honra das Mulheres Celtas



“Ama teu homem e segue-o, mas somente se ambos representarem um para o outro o que a Deusa Mãe ensinou: amor, companheirismo e amizade.
Jamais permitas que algum homem te escravize. Tu nasceste livre para amar, e não para ser escrava.
Jamais permitas que o teu coração sofra em nome do amor. Amar é um ato de felicidade, porquê sofrer?
Jamais permitas que teus olhos derramem lágrimas por alguém que nunca te fará sorrir.
Jamais permitas que o uso do teu próprio corpo seja cerceado. O corpo é a morada do espírito, porquê mantê-lo aprisionado?
Jamais permitas que o teu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome tu nem sequer sabes.
Jamais permitas que o teu tempo seja desperdiçado com alguém que nunca terá tempo para ti.
Jamais permitas ouvir gritos em teus ouvidos. O Amor é o único que pode falar mais alto.
Jamais permitas que paixões desenfreadas te transportem de um mundo real para outro que nunca existiu.
Jamais permitas que outros sonhos se misturem com os teus, fazendo-os virar um grande pesadelo.
Jamais acredites que alguém possa voltar quando nunca esteve presente.
Jamais permitas que teu útero gere um filho que nunca terá um pai.
Jamais permitas viver na dependência de um homem como se tu tivesses nascido inválida.
Jamais te ponhas linda e maravilhosa a fim de esperar por um homem que não tem olhos para te admirar.
Jamais permitas que teus pés caminhem em direção a um homem que só vive fugindo de ti.
Jamais permitas que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar o brilho dos teus olhos te dominem, fazendo arrefecer a força que existe em ti.
E, sobretudo, jamais permitas que tu mesma percas a dignidade de ser mulher.”

Livro: Mulheres que correm com lobos; Autora: CLARISSA PINKOLA ESTES

Mulheres que correm com os lobos




“Assim, para promover nosso relacionamento de intimidade com a natureza instintiva, seria de grande ajuda se compreendêssemos as histórias como se estivéssemos dentro delas, em vez de as encararmos como se elas fossem alheias a nós. Penetramos numa história pela porta da escuta interior. A história falada toca no nervo auditivo, que atravessa a base do crânio até chegar ao bulbo do cérebro logo abaixo da ponte de Varólio. Ali, os impulsos auditivos são transmitidos para cima para o consciente ou, segundo dizem, para a alma... dependendo da atitude de quem ouve.
Antigos anatomistas falavam de o nervo auditivo dividir-se em três ou mais caminhos nas profundezas do cérebro. Eles concluíram que o ouvido devia, portanto, funcionar em três níveis diferentes. Um deles seria o das conversas rotineiras da vida. Um segundo seria dedicado à aprendizagem e à arte. E o terceiro existiria para que a própria alma pudesse ouvir orientações e adquirir conhecimentos enquanto estivesse aqui na terra.”

Livro: Mulheres que correm com lobos; Autora: CLARISSA PINKOLA ESTES; Capítulo 1 - O uivo: A ressurreição da Mulher Selvagem