terça-feira, 12 de maio de 2015

ONDE ESTÃO AS MOEDAS?


ONDE ESTÃO AS MOEDAS?
AS CHAVES DO VINCULO ENTRE PAIS E FILHOS

"Numa noite qualquer, uma pessoa, da qual não sabemos se é um homem ou uma mulher, teve um sonho, um sonho com os pais.

Neste sonho seus pais apareciam e lhe davam algumas moedas, não sabemos quantas eram, se uma dúzia ou uma centena, nem de que metal eram feitas, se eram de ouro, de prata, de cobre, de ferro ou mesmo de argila.

O sonhador as recebia de bom grado porque eram as moedas que seus pais lhe davam, eram as exatas que necessitava e merecia, para levar sua vida. Satisfeito agradeceu aos pais pelas moedas recebidas tomando-as por inteiro.

E o sonhador (a) termina a noite de sono tranqüilo (a), descansado e pleno. Ao amanhecer, desperta bem disposto e resoluto em ir à casa dos pais para comentar o sonho e agradecer as moedas recebidas.

Indo até os pais, comenta o sonho e agradece as moedas recebidas, em profunda gratidão. Seus pais, vendo a atitude do filho (a), sentem-se grandes, ainda maiores e mais bondosos do que haviam sido e orgulhosos do filho (a).

Dizem-lhe então:

- Estas moedas são para você, use-as como quiser e não precisa devolvê-las, são nossa herança para você.

E este filho (a) segue seu caminho satisfeito e pleno, capaz de enfrentar e vencer qualquer desafio, com a certeza de haver recebido as exatas moedas que necessitava e merecia de seus pais, suficientes para empreender sua caminhada. De tempos em tempos volta-se para trás, em direção à casa dos pais, e sente-se revigorado e pleno para seguir e realizar sua vida.

Acontece, que em outra noite qualquer, um outro sonhador (a) tem um sonho parecido, que costuma acontecer com qualquer um de nós, mais cedo ou mais tarde, de ter um sonho com os pais. Neste sonho, o sonhador (a) recebe dos seus pais algumas moedas, que não sabemos se uma dúzia, uma centena ou apenas umas tantas, nem de que metal eram feitas, se de ouro, de prata, de cobre, de ferro ou mesmo de argila.

Mas este sonhador não aceita as moedas dos pais.

- Estas não são as moedas que necessito, preciso e mereço, por isto não as tomo e deixo-as com vocês. Se eu as tomasse minha vida se tornaria pesada e, portanto, fiquem com elas.

E este sonhador (a) segue pela noite intranqüilo, com o sono entrecortado e desperta muito cedo, cansado e ansioso por ir até a casa dos pais, contar-lhes a respeito do sonho.

Lá chegando, diz aos pais sobre o sonho e que aquelas moedas não lhe interessam, que aquilo que eles tinham para ele não eram as moedas que ele (a) necessita e merece, deixando-as portanto com eles.

Os pais ouvindo isto, tornam-se ainda menores, humilhados, como costuma acontecer quando um filho (a) não toma seus pais, seus ensinamentos e sua herança, tal como foi; e retiram-se para seu quarto.

E este (a) sonhador (a), tomado de uma estranha força, sente-se fortalecido e vingado, havendo acertado as contas com seus pais, e sai para a vida decidido a encontrar suas moedas, as que justo necessita e merece. Com alguém elas devem estar.

E tomado por esta força, estranhamente falsa, vai pela vida em busca de parceira (o), procurando pelas moedas que necessita e crê poderem estar com ela (ele). As vezes tem a sorte de encontrar alguém e mais sorte ainda desta relação durar algum tempo.

Quando isto ocorre, com o passar do tempo o sonhador (a) percebe que sua (seu) parceira (o) não tem as moedas que necessita e merece, e o relacionamento perde todo seu encanto, ficando para trás. E o sonhador (a) segue em busca de outra pessoa que talvez, desta vez, tenha as suas moedas.

E de relacionamento em relacionamento, segue em busca de suas moedas e desencantos, porque nenhum deles tem as moedas que necessita e merece.

Outras vezes, o sonhador (a) tem um filho (a) e, ao engravidar, cria a forte expectativa de que este filho (a) terá as moedas que necessita e merece, e o (a) aguarda ansioso (a) e cheio (a) de esperanças. Mas a vida é como é; os filhos crescem e seguem seus próprios caminhos, e tampouco eles tem as moedas que o pai ou a mãe procuram.

E nesta busca incessante, o tempo vai passando até que o desespero toma conta: onde estarão minhas moedas, justo as que necessito e mereço para levar minha vida.

Então, algumas vezes, vão em busca de um terapeuta, na certeza de que eles sim saberão das moedas.

Mas há dois tipos de terapeutas: um que acredita que tem as moedas que seu cliente procura; e outro que sabe que não as tem, mas está disposto a ajuda-lo a procura-las.

Quando tem a sorte ou a sabedoria de encontrar este segundo tipo de terapeuta, dá-se início a um processo de auto-consciência e aprendizado, onde o sonhador (a) vai percebendo aspectos antes ignorados, apropriando-se de sua própria vida, pouco a pouco.

Até que num belo dia o terapeuta se dá conta de que o sonhador (a) já está pronto para saber onde estão suas moedas. E neste mesmo dia, não apenas por coincidência, o sonhador (a) vem para a terapia e diz:

- Eu já sei onde estão as moedas. Ainda estão com os meus pais.

E resoluto (a), empreende o retorno à casa dos pais, em busca das justas moedas que necessita e merece.

Chegando à casa dos pais, arrependido (a) e amadurecido (a), toma-os por inteiro, tal como foi, aceitando feliz e de bom grado as moedas que eles tem para si, exatamente as que precisa, necessita e merece para levar sua vida em plenitude.


E seus pais, reconhecidos e aceitos inteiramente pelo filho (a), tornam-se ainda maiores, mais dignos e responsáveis, podendo ser ainda mais generosos.E assim, o sonhador (a) encontra seus caminhos, com a fortaleza da herança dos pais: agradecendo a vida recebida; dizendo sim a tudo, tal como foi, libertando-se de todas as mágoas, deixando as responsabilidades com quem de direito; e tomando sua própria vida em suas mãos, com a benção de seus pais, para que, agora possa buscar sua felicidade."

O ÚLTIMO ATO



O ÚLTIMO ATO

Apenas me responsabilizo
Pelo que sinto...
Foram momentos ímpares
Guardados no meu âmago
E exclusivamente meu!

Sentimentos únicos
Que me levam à loucura
De viver agarrada ao passado
Apega a um momento equidistante
Comparando o presente angustiante

Um passado que nunca me pertencera
Em um mundo
Fora da minha realidade
Do qual, não tenho estrutura para suportar
Pois, possuem movimentos fora da minha condição...

Rogo por insanidade
Ser diagnosticada por um “CID F” qualquer
Para viver com liberdade
Em Universos Paralelos
Locais de moradias constantes em minha mente.

É de fato uma loucura!
Viver apegada a um momento
Sonhar com um amor nunca correspondido
Cutucar o que me causa dor
Me comparar com o tudo aquilo que não possuo.

Um masoquismo torpe
Que me exausta e me leva à beira do abismo...
Concluo: meu ego gosta mesmo de me FODER!
Mas isto, pode ser transformado
Porque possuo o dom de recomeçar...

Me perdoo,
Me apego com tranquilidade
A tudo aquilo que ainda posso construir
De coração aberto e com toda LUZ existente em mim,
Pois, o AMOR de fato vive em mim...


Por: Lucileyma Carazza

terça-feira, 5 de maio de 2015

QUERO TESÃO



QUERO TESÃO

Quero ver tudo pegar fogo.
Ser pega de jeito,
Perder o ar,
Ver o suor pingando
E não querer parar.

Não quero saber de dor nas pernas,
Indisposição ou enxaqueca.
Não quero mais um sexo "meia-boca".

Se for pra fazer, faz bem feito
Ou então deixa
Que eu mesma faço!

Por Dany WR


*Imagem de Apollonia Saintclair

quarta-feira, 22 de abril de 2015

LÚCIA DE MINAS


LÚCIA DE MINAS

Casa de jardim amor de mãe
Trono e como de amor.
Ventre de paz que mais e mais
Ao que é bem viver
Seu amor és perfeita harmonia
Minha mãe minha eterna e bela flor.
Entre as flores mais belas
Seu nome estais.
Sobre os encantos do mundo
Seu nome é um mistério a vogar.
És das Marias de Minas
Uma simples mãe de singelo amar
És a Lúcia dos filhos uma mãe exemplar
Ante mãe e esposa sempre a cuidar.
É mulher de Lajinha das Minas a cantar.


Sérgio Dias

quarta-feira, 15 de abril de 2015

REBELDIA

REBELDIA

Ando vazia
Sem assunto
Inspiração e poesia

Uma certa inquietação
Me consome
Constantemente

É que ser vazia
É uma novidade
E não sei se está tudo bem

Ando sacudindo poeiras
Caçando confusões
Para preencher

Talvez esteja viciada
Na bipolaridade inconstante
Que sempre me acompanhara

Convivências escravizam
Porque nos fazem olhar
Para nossas sombras

E ando cansada
Ou acostumada
A parar de olhar e a procurar

É que este vazio
É uma nova zona de conforto
Irritante

Talvez esteja adquirindo forças
Para novas transgressões
Ou apenas disposta a vivenciar

As imperfeições
Os demônios
Existentes no meu ser

Assumo as fraquezas
A falta de padrão e coerência
Existente em minha centelha divina

Virtudes são máscaras
Incorporadas por fracos
Indispostos a amar

Sinto que apenas sou


Por: Lucileyma Carazza

MAR CEGO



MAR CEGO

Sempre olho para ondas
Onde tudo se renova
Na finitude do mar

“Românticos são loucos”
Principalmente os viciados
Nesta “vibe” de vai e vem

De 4 para 4
Paris nunca fora minha onda
Se bem, que no sul da França

Sobre aquelas pedras
Do vai e vem
Me acabaria

Na cegueira
De um Universo Paralelo
Da sensualidade lúdica

Tudo seria possível
Em um respirar
Em outro suspirar

Somos opostos
De mundos equidistantes
Da terra do nunca...

Vivendo de rock
Clássicos
Subjugados no progressivo

Simplesmente amamos
Uma fagulha
Um instante

Uma fração
Uma simplicidade
Um suspiro


Por: Lucileyma Carazza

terça-feira, 7 de abril de 2015

MERO ADEREÇO


MERO ADEREÇO

Até onde estamos envoltos
Disfarçados em virtudes
Vivenciando aparências?

Não sei mais ao certo
Até onde sou pura máscara
Vivendo para sobreviver ou agradar...

Ando vazia de pensamentos,
Talvez até de sentimentos
Tudo está a transgredir.

Vejo os meus defeitos,
Sinto o meu egoísmo
E vivo o meu vazio existencial.

Oscilo entre a luz e as trevas
Carrego o meu “Karma”
E liberto o meu “Dharma”.

O ego é o meu algoz,
Pois, minha máscara
Ainda é gigantesca.

Não tenho medo,
Muito menos vergonha e culpa,
Ainda sinto muita raiva...

Sinto o vazio
Como um buraco
Sem fundo...

Estive acelerada,
Lotada de sentimentos, pensamentos,
Padrões, regras e lixo...

Custei esvaziar
E vivencio o silencio em sua plenitude
Como um vício existencial

Talvez uma nova máscara,
Um novo caminho
Um estado de espírito inconstante...

Não quero contestar,
Ter razão e fundamentar
Vou apenas vivenciar e me entregar...

Tenho este vazio a preencher
Com tudo novo
Em constantes ciclos...

Virtuosos e viciosos
Em estágio permanente
De evolução.

Pois tenho esta essência
Defeituosa e acessa
Que grita por lapidação.

Olho para a minha máscara,
Sinto compaixão
E clamo por sabedoria e muita paciência.


Por: Lucileyma Carazza

terça-feira, 31 de março de 2015

MINHAS ÚLTIMAS PALAVRAS



MINHAS ÚLTIMAS PALAVRAS

Acho que se descobrisse que hoje seria o último dia da minha vida deixaria em testamento todos os sentimentos bons que tenho por você, mas como sei que pode não ser os guardo comigo para que você não se perca em devaneios e venha a me desprezar. Na morte sei que valorizará assim como na perda me buscará.
Por: Cláudia

segunda-feira, 30 de março de 2015

83 CONSELHOS DE GURDJIEFF A SUA FILHA

83 CONSELHOS DE GURDJIEFF A SUA FILHA
  
Os 83 mandamentos ou conselhos, são encontrados na obra deAlejandro Jodorowsky, intitulado “O Mestre e os magos” no Capítulo 9 (O trabalho sobre a essência). É um romance em que o autor supostamente encontra a filha de Gurdjieff e a entrega os 83 conselhos. Os conselhos contem parte do legado que Gurdjieff nos apresentou na visão de Jodorowsky.

George Ivanovich Gurdjieff  foi um místico e mestre espiritual armênio. Ensinou a filosofia do autoconhecimento profundo, através da lembrança de si, transmitindo a seus alunos, primeiro em São Petersburgo, depois em Paris, o que aprendera em suas viagens pela Rússia, Afeganistão e outros países. Seu trabalho é bem descrito em uma serie de três livros, os quais aconselho a leitura chamado “Sobre tudo e todas as coisas” em inglês ” All and Everything”. Caso queira saber mais sobre Gurdjieff acesse esse LINK que contem trechos de livros e seleções de ensinamentos preciosos. Ou neste LINK que contem apresentação da obra completa de Gurdjieff e como adquirir o material para estudo.

1. Fixa tua atenção em ti mesma, sê consciente em cada instante do que pensas, sentes, desejas e fazes.
2. Termina sempre o que começaste.
3. Faz o que estiveres fazendo o melhor possível.
4. Não te prendas a nada que com o tempo venha a te destruir.
5. Desenvolve tua generosidade sem testemunhas.6. Trata cada pessoa como um parente próximo.
7. Arruma o que desarrumaste.
8. Aprende a receber, agradece cada dom.
9. Para de te autodefinir.10. Não mintas, nem roubes, pois estarás mentindo e roubando a ti mesmo.
11. Ajuda teu próximo sem torná-lo dependente.
12. Não desejes que te imitem.
13. Faz planos de trabalho e cumpre-os.
14. Não ocupes demasiado espaço.
15. Não faças ruídos nem gestos desnecessários.
16. Se não tens fé, finge tê-la.
17. Não te deixes impressionar por personalidades fortes.
18. Não te apropries de nada nem de ninguém.
19. Reparte equitativamente.
20. Não seduzas.
21. Come e dorme o estritamente necessário.
22. Não fales de teus problemas pessoais.
23. Não emitas juízos nem críticas quando desconheceres a maior parte dos fatos.
24. Não estabeleças amizades inúteis.
25. Não sigas modas.
26. Não te vendas.
27. Respeita os contratos que firmaste.
28. Sê pontual.
29. Não invejes os bens ou sucesso do próximo.
30. Fala só o necessário.
31. Não penses nos benefícios que advirão da tua obra.
32. Nunca faças ameaças.
33. Realiza tuas promessas.
34. Coloca-te no lugar do outro em uma discussão.
35. Admite que alguém te supere.
36. Não elimines, mas transforma.
37. Vence teus medos, cada um deles é um desejo camuflado.
38. Ajuda o outro a se ajudar a si mesmo.
39. Vence tuas antipatias e te acerca de quem queres rejeitar.
40. Não reajas ao que digam de bom ou de mau sobre ti.
41. Transforma teu orgulho em dignidade.
42. Transforma tua cólera em criatividade.
43. Transforma tua avareza em respeito pela beleza.
44. Transforma tua inveja em admiração pelos valores alheios.
45. Transforma teu ódio em caridade.
46. Não te vanglories nem te insultes.
47. Trata o que não te pertence como se te pertencesse.
48. Não te queixes.
49. Desenvolve tua imaginação.
50. Não dês ordens só pelo prazer de ser obedecido.
51. Paga pelos serviços que te prestam.
52. Não faças propaganda de tuas obras ou ideias.
53. Não trates de despertar, nos outros em relação a ti, emoções como piedade, admiração, simpatia e cumplicidade.
54. Não chames atenção por tua aparência.
55. Nunca contradigas, cala-te.
56. Não contraias dívidas, compra e paga em seguida.
57. Se ofenderes alguém, pede desculpas.
58. Se ofendeste publicamente, desculpa-te igualmente em público.
59. Se te dás conta de que te equivocaste, não insistas por orgulho no erro e desiste imediatamente de teus propósitos.
60. Não defendas tuas antigas ideias só porque tu as enunciaste.
61. Não conserves objetos inúteis.
62. Não te enfeites com as ideias alheias.
63. Não tires fotos com personagens famosos.
64. Não prestes contas a ninguém, sê teu próprio juiz.
65. Nunca te definas pelo que possuis.
66. Nunca fales de ti sem te conceder a possibilidade de mudança.
67. Aceita que nada é teu.
68. Quando pedirem a tua opinião sobre alguém, fala somente de suas qualidades.
69. Quando adoeceres, em vez de odiar esse mal, considera-o teu mestre.
70. Não olhes com dissimulação, olha fixamente.
71. Não te esqueças de teus mortos, mas limita-os em um espaço que não lhes permita invadir toda a tua vida.
72. Em tua moradia, reserva sempre um lugar ao sagrado.
73. Quando realizares um serviço, não ressaltes teus esforços.
74. Se decidires trabalhar para alguém, trata de fazê-lo com prazer.
75. Se estás em dúvida entre fazer ou não fazer algo, arrisca-te e faz.
76. Não queiras ser tudo para teu cônjuge; admite que busque em outras pessoas o que não lhe podes dar.
77. Quando alguém tenha seu público, não tentes contradizê-lo e roubar-lhe a audiência.
78. Vive dos teus próprios ganhos.
79. Não te vanglories de aventuras amorosas.
80. Não exaltes as tuas debilidades.
81. Não visites alguém só para preencheres o teu tempo.
82. Obtém para repartir.
83. Se estás meditando e um diabo se aproxima, bota-o a meditar também…



terça-feira, 24 de março de 2015

Considerações a respeito de uma das “Leis do Amor” na Constelação Familiar: 3ª Lei: Hierarquia


Considerações a respeito de uma das “Leis do Amor”
na Constelação Familiar:
3ª Lei: Hierarquia

"• Os pais vêm primeiro e os filhos vêm depois. Na prática quer dizer que os pais são grandes e os filhos são pequenos, independente da idade que tenham e mesmo quando pais e filhos são adultos. A relação dos pais é a prioridade numa família e os filhos vêm depois para completar o sentido da união do casal. Como os maiores na hierarquia, os pais dão aos filhos e os filhos recebem.

• Quando os filhos se sentem maiores, mais importantes e mais capazes que os pais e se portam como se os pais fossem menores, incapazes ou dependentes, isso fere esse princípio causando problemas relacionais em todo sistema familiar. Muitas vezes são os pais que obrigam os filhos a serem maiores na hierarquia, pedindo para serem cuidados como se fossem filhos. Independente de serem os filhos ou os pais (ou ambos) que desrespeitam esta hierarquia, a alma dos filhos sente um desconforto que se manifesta em forma de sofrimentos auto impostos, ou seja, auto sacrifício feito em nome de uma culpa indevida ou num sentido arrogante de superioridade.

• Filhos que se arrogam o direito de mandar na vida dos pais ou de exigir tudo desses por longos anos da vida numa dependência interminável, acabam se impondo (inconscientemente) uma vida turbulenta e cheia de dor. O mesmo ocorre quando os pais exigem ou manipulam seus filhos para que estes cuidarem deles. Mas quando há o reconhecimento de que os pais devem a dar e os filhos receber e que os filhos são os menores na hierarquia familiar, a ordem se restabelece no sistema familiar e o amor pode voltar a fluir livremente. Isso significa o fim da culpa indevida pela restauração da hierarquia, a terceira lei do amor, que rege os sistemas familiares funcionais.

• O sofrimento da família disfuncional só existe em função da ignorância desta lei. O desconhecimento desta lei implica que a culpa pode ser utilizada como argumento para manipulação entre todos os membros entre si. Neste caso a culpa rege os relacionamentos e o amor fica destituído.

• Os únicos que podem escolher se sacrificarem pelos filhos ainda pequenos são os pais e os filhos não devem ficar culpados por isso, pois se recebem o que foi dado a eles sem culpa, podem agradecer pelo o que os pais puderam dar, através de sacrifícios, a eles, sendo isto um exemplo que pode orientar os filhos quando estes se tornarem pais. Porém, se os filhos já são adultos, o sacrifício dos pais em função dos filhos mantêm esses filhos dependentes e isso chama-se codependência, um sacrifício disfuncional, muitas vezes motivado pela culpa ou por uma busca de valor próprio em detrimento do filho ou por um vazio existencial que prolonga a função parental além do prazo devido.

• Quando a hierarquia é respeitada, os pais podem e devem dar também, os limites necessários aos filhos e os filhos mais facilmente respeitam esses limites e os integram como um sentido lei interna, ética e moral. Quando um filho é adulto o pai pode se recusar a manter sua dependência indevida para assim possibilitar o crescimento do filho.

• Já os filhos, não podem colocar limites aos pais, nem opinar ou tomar partido em relação aos conflitos no relacionamento dos pais, mas podem escolher serem melhores que os pais e assim seguir seus caminhos e construírem suas vidas de acordo como o que for melhor para eles, caso consigam estar em condições de se tornarem independentes de seus pais. O que os pais escolhem viver entre eles não é responsabilidade dos filhos e, essa escolha, por mais absurda que possa parecer aos filhos, deve ser respeitada.

• O único dever que os filhos têm é dar a seus pais a satisfação de verem que as suas vidas - recebidas dos pais, avós, etc. - deu certo. E isso é tudo que pais funcionas esperam de seus filhos. Fazer a própria vida dar certo é a responsabilidade prioritária para um filho, quando este conquista a funcionalidade.

Não há funcionalidade no desrespeito à hierarquia.

• Dar uma vida boa a si mesmo é uma prova de gratidão aos pais. Neste sentido, ser infeliz pode ser prova de ingratidão aos pais pela vida recebida, Mesmo se apenas a vida foi tudo que os pais puderam dar a um filho, ainda assim um filho pode escolher ser grato, pois a vida é preciosa. Mas esse valor irá a depender do que se pode escolher fazer com a própria vida: Ou ela será a prova da gratidão ou da ingratidão de um filho."

Sergio Condé