terça-feira, 15 de setembro de 2015

INAPROPRIADO



Qual seria o benefício?
De manter esta tristeza,
De alimentar esta dor?

Qual seria o benefício?
De alguns momentos de prazer
De caricias e chamegos?

Seria o apego ao sofrimento
Que rasga com uma faca
Adentrando no peito...

Seria esta carência,
Ou, o ego que imagina amor
Aonde não nunca existiu respeito?

Fato é que as pessoas
Simplesmente não se importam;
E caio na miséria do meu ser te libertando!

Assumo a minha fragilidade
A minha carência
Suplicando por amor

Assumo ser nada
Vazia e desesperada
Louca e sombria

Assumo a chatice
De ser a poetisa solitária
Melancólica, improdutiva e decadente

Assumo todo o negativismo
Toda a insignificância
Toda rejeição

Assumo a burrice
De amar sem me proteger,
De viver e sonhar com o simples

Assumo esta falta de confiança
Esta insegurança
E esta infantilidade

Fato é que tudo que assumimos
Honestamente em nosso ser
Sai das trevas em direção à luz

E é disso que necessito:
Não morrer por Amor
Transformar dor em paz.


Por: Lucileyma Carazza

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

ENEAGRAMA E O ORGASMO



ENEAGRAMA E O ORGASMO

TIPO 1
O orgasmo foi ok, mas eu posso fazer melhor. Vou me esforçar mais da próxima vez.

TIPO 2
Vamos criar uma conexão profunda e íntima, então poderemos ter um belo orgasmo juntos.

TIPO 3
Eu vou te dar o melhor orgasmo da sua vida. Você vai ficar tão impressionado comigo baby.

TIPO 4
O orgasmo é uma alegria breve e fugaz no meio de um oceano de dor neste mundo feio e danado.

TIPO 5
Sim, foi bom com você, mas, por favor, sem expectativas sobre um relacionamento.

TIPO 6
Você fingiu aquele orgasmo, não fingiu? Vamos, admita!

TIPO7
Uau! Foi ótimo! Vamos fazer de novo... Com alguém diferente!!

TIPO8
Maior, mais forte, mais profundo, mais longo, mais alto... MAIS!

TIPO 9

Ah... sim, grata, eu estou bem. Como foi para você?

PESCARIA

PESCARIA

Entre chegadas e partidas
Pegadas e “cruzadas”
Encruzilhadas e libertações

Um pé na ansiedade
Outro na melancolia
Opostos que se atraem

A estação está mudando
Somos corpos ardentes
Num ritual sagrado nesta manhã fria

Aproxima à primavera
E o meu corpo incendeia
Mesmo que seja apenas nesta manhã

Entregue a um momento
Estou em chamas
A energia flui em meus poros

Com a respiração ofegante
Não existe medo e nada a se perder
Estou no presente...

A liberdade reina em mim
A felicidade depende de mim
E neste jogo do amor decido...

Não sou adepta do apego
Corro com os lobos
Uivo para a lua

Nado com as tartarugas
Comungo acordes líricos e mágicos
Não sou domesticável

A rotina a mim não pertence
Sou inquieta de coração
Rogo por sabedoria e distribuo amorosidades

Brava como uma onça
Não quero os padrões desta sociedade
Por isto, sou torta e louca...

Talvez seja a minha burrice,
Ou o danado do ego
Me enterrando na solidão...

Ouço vozes que me acolhem
A Fé reina em mim
E tudo ficará bem

Não há mais nada a ser feito,
Ou dito...
A primavera se aproxima!

Sede de vida paira em mim
Nada mais me importa
Quero leveza na alma

Eu decido
Porque
Simplesmente amo!


Por: Lucileyma Carazza
ela
é
de tropeços
recomeços
e
um olhar
forte
pra frente

desses que
dão
uma
coisa boa
na alma
da
gente

**


[fábio chap]

domingo, 13 de setembro de 2015

SOBRE A CULPA


A culpa é parte da mente egocêntrica; ela não é espiritual. As religiões a exploram, mas ela nada tem a ver com espiritualidade. A culpa simplesmente lhe diz que você poderia ter feito diferente.

Trata-se de um sentimento do ego, como se você não fosse impotente, como se tudo estivesse em suas mãos.

Nada está em suas mãos. Você próprio não está em suas mãos. As coisas estão acontecendo, nada está sendo feito. Uma vez entendido isso, a culpa desaparece. (...)

A culpa lhe dá uma noção errada de que você é poderoso, de que você é capaz de fazer tudo. A culpa é a sombra do ego: você não podia mudar a situação e está se sentindo culpado a respeito. Se você a investigar profundamente, perceberá que você era incapaz, e toda a experiência o ajudará a se tornar menos egocêntrico.

Se você ficar observando o formato que as coisas tomam, as formas que surgem e os acontecimentos que se desenrolam, aos poucos abandonará o seu ego. O amor acontece – a separação também. Nada podemos fazer a esse respeito. Isso é o que chamo de uma atitude espiritual: quando você entende que nada pode ser feito, quando entende que você é apenas uma minúscula parte de uma tremenda vastidão.


- Osho -

sábado, 12 de setembro de 2015


Que a estrada se abra à sua frente,
Que o vento sopre levemente às suas costas ,
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caia de mansinho em seus campos.
E , até que nos encontremos novamente,
Que DEUS lhe guarde na palma de suas mãos


Obs.: Um amigo me enviou – autor desconhecido!

POSTURA

POSTURA

A inspiração que acompanha
A sensibilidade intensa que maltrata
E pensamentos que atormentam

Com acordes clássicos
Me conforto em um abraço
E elevo o padrão vibratório da alma

Arquétipos me foram úteis
Mas não me sustentam mais
O ego começa a se aquietar

Ele ainda pirraça
Esperneia
Tripudia

Suspiro e acolho
O desconforto provocado no corpo
Esta tudo bem cuidarei de nós...

Existe muito amor em mim
Não precisamos nos maltratar mais
Podemos seguir adiante

Meios tortos
Mas inteiros
Para vivenciarmos quem somos.


Por: Lucileyma Carazza

AS 4 FASES DA VIDA JUNG



SOBRE OS ARQUÉTIPOS, O PSICÓLOGO SUÍÇO CARL GUSTAV JUNG DIZ EM SEU LIVRO O HOMEM E SEUS SÍMBOLOS: 

O arquétipo é uma tendência para formar tais representações de um motivo de representações que podem variar muito em detalhes, sem perder um padrão básico ... Eles são de fato uma tendência instintiva (...) É essencial para insistir que eles não são meros conceitos filosóficos. Eles são peças da própria vida imagens, que estão integralmente ligados ao indivíduo através da ponte das emoções. portanto, herdou representações, mas as chances de representações herdadas não tratada. Nem são herança individual, mas, em essência, em geral, como você pode ver pelos arquétipos ser um fenômeno universal.

O animus é o arquétipo através do qual nós nos comunicamos com o inconsciente coletivo. Ele também é supostamente o "responsável" para a nossa vida amorosa.

De acordo com Jung são quatro etapas essenciais no desenvolvimento do animus: Hércules, Apolo, Hermes e Sacerdote.

1. HERCULES OU O ATLETA
Nesta fase estamos principalmente preocupados com nossa aparência, a forma como o nosso corpo parece. Durante esta fase, que poderia ficar horas observando e admirando nosso reflexo no espelho. Nesta fase, o nosso corpo e aparência são a coisa mais importante para nós, nada mais.

2. APOLLO OU GUERRERO
Durante esta fase, a nossa principal preocupação é ir para fora e conquistar o mundo, fazer o seu melhor, seja o melhor e obter o melhor, para fazer o que eles agem como guerreiros e guerreiros agir. Esta é uma fase em que estamos continuamente maneiras de obter sobre todos os outros, um passo de comparação, para derrotar aqueles que nos cercam para se sentir melhor, porque temos conseguido mais, porque somos guerreiros, corajosos.

3. SACERDOTE OU A DECLARAÇÃO
Nesta fase você percebe que o que foi feito até agora não é suficiente para você se sentir realizado e feliz, agora que você está procurando maneiras de fazer uma diferença no mundo, maneiras de servir aqueles que o rodeiam. Nesta fase você está preocupado sobre como começar a dar. Dinheiro, poder, posses, etc., será ainda aparecem em sua vida, mas já não vai dar-lhes o mesmo valor que antes, você não estão ligados a essas coisas porque você encontrar uma outra fase da sua vida, onde você sabe que há mais vida do que o material. Você vai estar à procura de maneiras de parar de pensar só em si mesmo, formas de receber e começar a se concentrar em viver uma vida de serviço. Tudo o que você quer fazer nesta fase é dar. Você sabe que dar é receber e é hora de parar de ser egoísta, egocêntrica e egoísta e pensar em maneiras de ajudar aqueles em necessidade, para fazer isso melhor do que era quando você começou mundo.

4. HERMES OU A FASE DO ESPÍRITO
De acordo com Jung, esta é a última etapa do animus, um estágio em que nos damos conta de que nenhum desses estágios são realmente quem ou o que somos. Nós percebemos que somos mais que nossos corpos, somos mais do que nossas posses, mas os nossos amigos, nosso país e assim por diante. Concluímos que somos seres divinos, seres espirituais tendo uma experiência humana, e não seres humanos tendo uma experiência espiritual. Agora somos capazes de nos observar de uma perspectiva diferente. Estamos agora em condições de sair de nossas próprias mentes, fora do nosso próprio corpo e entender o que eles realmente são, para ver as coisas como elas são. Nós nos tornamos o observador de nossas vidas.

http://m.pijamasurf.com/2015/09/las-4-etapas-de-la-vida-segun-jung/

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

RECOLHER-ME



RECOLHER-ME

Nós dois sabemos
Que não é elegante nos amarmos...
Mas o que fazer?
Com esse sentimento que reina em mim...

Com essa vontade louca
De te fazer à leitura e a releitura
Como um bom livro
Da minha cabeceira

Queria compartilhar meu mundo
Te mostrar minha estrada
Ser a sua inspiração
E o real motivo dos seus desejos...

O que fazer com este anseio,
Com esse sonho torpe que me flagela,
Degenera e destrói;
Me levando a precipícios emocionais...

Estou cansada
Desse deserto infértil
De estar à deriva
Como um navio fantasma

Cansada de ser levada com o tempo
De não possuir um porto
Para a minha cabeça deleitar
E os pés aterrar

Cansada de ser esta poetisa
Melancólica e monotemática
Que se expandi em reflexões sem nexos
E textos incoerentes...

Tudo culpa desse danado de coração
Que insisti amar o impossível
Que não tem fundo
E que só sabe amar...

É o momento de me retirar
Ficar reclusa e não me expor
Pois existe uma sensibilidade surreal
Quase impossível de suportar

Não há mais nada a ser dito
Muito menos o que se fazer
Qualquer ato a partir de agora
Seria a mais pura falta de amor

Falta de amor...
Excesso de amor!
Por amar demais
O que não é correspondido.


Por: Lucileyma Carazza

DEVIDOS A VOCÊS


Sou o que sou, devido a vocês.
Sou artista, poeta e menino.
Aquilo que sou...
Com milhões de detalhes,
São reflexos de bons traços.
Somente seus.
Muito me alegra recordar
Saber que meu berço fez historia
A preencher com palavras
A página branca que quero contar.
De Minas nascer e entoar
Da pequena Lajinha
A minha avó Júlia.
Com seu jeito de ser fez falar.
E das terras vermelhas de Barão
A minha avó Maria.
Com seus crochês e sistemática sempre a cuidar.
A você minha irmã Andréa
Desde criança e sempre presente
Mesmo nas brigas,
Soube de longe e na despedida.
lágrimas e uma eterna amizade inaugurar.
De Fabri minha tia
Minha mãe segunda linha
Sempre lembro os dias felizes,
Que sempre tão juntos,
Fim de ano sempre a celebrar.
A você flor a brilhar meu jardim
A minha mãe bela Lúcia
Que desde ao ventre de maneira simples
Chega a reinventar o amor.
Minas mãe minha rosa flor.
É devido a vocês Mulheres e rainha de minha vida
Tão singelas marias
Hoje me alegro em celebrar
O que sou e devido a vocês vou.


Por: Sérgio Dias
A crise é da alma; que não se acalma nem num dia bom.
A crise é do peito; que não sabe direito onde pousar.
A crise é da mente; que mente pra gente dizendo ‘tá tudo bem’.
A crise é de quem ama e não consegue dizer 'quero ir além da cama'.
A crise é de quem transa e trava pra dizer ‘era só isso mesmo, tchau’.
A crise é moral; tamo cagando pro bem estar próximo.
A crise é religiosa; Jesus foi foda, mas, nossa, o fã clube tá fodendo tudo.
A crise é no foco; estamos sem mira. Primeiro a gente atira, depois pergunta.
A crise é absurda e tem tão pouco a ver com dinheiro.
A crise é o corpo inteiro querendo utopia: cabeça tronco e membros precisando de novos tempos

(...)

pra sonhar

**

[fábio chap]


REAL HOMEM DEUS


Quanto ao tempo
E logo no prazo satisfazer.
Pimenta no olhos do outro,
Sem duvida a todos é refresco.
E ao ar livre a videira esbanja segredos
E o mel que se colhe
Traz o sal que adoça a certeza.
Que os sabores da terra,
É vida que como um eu,
E o vento que sopra.
São suaves cuidados,
De um Belo que olha e saúda.
De uma amante certeza
Deu um real homem Deus.


Por: Sérgio Dias
Vinhos e palavras
Olhos de almas parente
Sentimento de amigos mais.
Calma, paciência de amor e paz.

Numa noite encontrar seu olhar
Pela estrada amizade a começar
Bem depois, quantas prosas zelar.

Descobri...
O vento que celebra sua paz.
Cada instantes que com vinhos.
Seus sigilos de prazeres se desfaz.
E o amor que sobrevive és tão mais.

Descobri...
Que em torno de uma mesa.
Se a vinho e palavras,
Nossa sempre amizade.
Logo, logo é poesia com café
Somos amigos das Minas Gerais.

Por: Sérgio Dias


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

RECONHECER



RECONHECER

É agonizante conviver
Com esta dualidade constante
E rogar pelo equilíbrio da tríade.

É aterrorizante aceitar
A fragilidade irritante
E esta sensibilidade angustiante

“Dizem” que é coragem
Assumir a loucura
E parir para vida

É um “foda-se” para quem não entende
E que nunca vai sentir,
Por viver em fuga de si próprio.

Olho para o Mundo
Com muita Compaixão...
Não sou do Mundo, eu sinto muito!

Sou da Vida!
Sou pelo amor e por amor,
Não sei ser de outra maneira...

Talvez seja por isso
Que tanto rumino
Que vivo em processo de digestão

Aceito com humildade
Reconheço o amor,
Desisto de lutar e me entrego

Só sei sentir...
É na dor
Que me torno um SER melhor!

Porque sinto gratidão
Transbordo em compaixão
E suspiro por amor.


Por: Lucileyma Carazza

A SEPARAÇÃO E A EXPIAÇÃO


“aviso esse texto do Um Curso em Milagres comentado por mim é bem grande. só pra quem se interessa em Um Curso em Milagres”.
No UCEM podemos ler (abaixo) estes dois parágrafos no Segundo Capítulo: A SEPARAÇÃO E A EXPIAÇÃO - no item VI: Medo e conflito:

5. O medo é sempre um sinal de tensão, surgindo todas às vezes em que o que queres conflita com o que fazes. Essa situação surge de duas maneiras: primeiro, podes escolher fazer coisas conflitantes, seja simultaneamente ou sucessivamente. Isso produz um comportamento conflitante que te é intolerável, porque à parte da mente que quer fazer uma outra coisa é ultrajada. Segundo, podes comportar-te como pensas que deverias, mas sem quereres inteiramente fazê-lo. Isso produz um comportamento consistente, mas acarreta grande tensão. Nos dois casos, a mente e o comportamento estão em desacordo, resultando em uma situação na qual tu estás fazendo o que não queres totalmente fazer. Isso faz surgir um senso de coerção que usualmente produz fúria e a projeção está propensa a vir em seguida. Sempre que há medo, é porque ainda não escolheste em tua mente. Portanto, a tua mente está dividida e o teu comportamento inevitavelmente vem a ser errático. A correção ao nível do comportamento pode deslocar o erro do primeiro para o segundo tipo, mas não obliterará o medo.

6. É possível alcançar um estado no qual trazes a tua mente para a minha orientação sem esforço consciente, mas isso implica em uma disponibilidade que ainda não desenvolveste. O Espírito Santo não pode pedir mais do que aquilo que estás disposto a fazer. A força para fazer vem da tua decisão não dividida. Não há tensão em fazer a Vontade de Deus tão logo reconheças que ela é também a tua. A lição aqui é bastante simples, mas particularmente propensa a não ser vista. Portanto, vou repeti-la, urgindo para que a ouças. Apenas a tua mente pode produzir medo. Ela faz isso sempre que está conflitada em relação ao que quer e produz tensão inevitável, porque o querer e o fazer estão em discordância. Isso pode ser corrigido só através da aceitação de uma meta unificada.
............................
O medo ocorre quando aquilo que você quer conflita com o que você faz. Há dois tipos de conflito. Ambos os tipos, entretanto, tornam-se somente compreensíveis quando você reconhece uma coisa crucial: Em ambos os tipos, a mente é dividida entre o que nós podemos chamar nosso lado "melhor, idealista, baseado em perfeccionismo exigências etc." e o nosso lado "inferior, medroso, carente, dependente, que não deveria ser do jeito que é... etc.". 

Estão aqui descritos os dois tipos de conflitos: 

1. Você quer coisas opostas - você quer o mais nobre e melhor e você também quer o que é inferior - e isto resulta num comportamento conflitante. Você então faz coisas contraditórias sucessivamente ou simultaneamente. Sempre que uma parte de você faz uma coisa, a outra parte de sua mente que quer fazer outra coisa é ultrajada, porque ela não está conseguindo fazer o que quer. 

2. Você comporta-se consistentemente: você expressa somente o lado melhor de sua mente. Mas sua mente está dividida ainda; o lado inferior ainda está lá, querendo atuar um outro tipo de comportamento. Este lado consequentemente é frustrado constantemente. O resultado não é diferente do primeiro caso. Uma parte de sua mente que não está sendo expressada é ultrajada. Não está fazendo o que quer. 

Quando você está experimentando o primeiro tipo de conflito, parece que seu erro está no nível comportamental: Você está fazendo coisas ruins ao lado das coisas boas que faz. 

Então você tenta corrigir nesse nível. Você faz seu comportamento consistente; refletindo só o lado melhor de você, e deixa o lado inferior sem expressão. Tudo o isto, entretanto, apenas movimenta o problema do primeiro tipo ao segundo tipo. Mas nós ainda temos uma pergunta sem solução:

Se, como diz o texto: "O medo é sempre um sinal de tensão, surgindo todas às vezes em que o que queres conflita com o que fazes. “ 

Por que esta discórdia entre o querer e o fazer causam o medo?

Nós já vimos, o que o causa o ultraje de uma das partes é porque a parte do querer não expressada não consegue o que quer. Eu posso somente concluir que o medo é produzido em uma forma muito similar ao ultraje. A parte de sua mente que não está sendo expressada torna-se receosa de que nunca irá conseguir o que quer.

O comentário sobre a projeção ("Isso faz surgir um senso de coerção que usualmente produz fúria e a projeção está propensa a vir em seguida.”) parece importante. Você fica com raiva pelos resultados de seu próprio conflito interno, mas então você projeta a responsabilidade pela sua condição lá fora, no mundo exterior (em pessoas, em eventos, em situações, em como foi seu passado e as suas conseqüências atuais). Agora você pensa que o seu problema é uma falha do mundo e que o fato de você não estar conseguindo o que você quer vem, virá ou veio de fora. O mundo o está privando, ficando no meio do seu caminho, não sendo justo. Isto conduz ao medo do mundo, medo de que o mundo continuará a impedir você de ter o que você quer.

Para ver este processo basta olhar para nossas próprias vidas. É porque nós nos prestamos em fazer coisas opostas, expressando ambas as partes de nossa mente, que nos afligimos. Caso tentarmos fazer nosso comportamento mais consistente, expressando somente nossas melhores intenções, a parte inferior de nossa mente torna-se quase vulcânica em sua impotência e frustração.

Quem aguenta permanecer assim por muito tempo, ficando neste ping-pong, para a frente e para trás, entre os dois tipos de conflito, sem encontrar solução?

Assim, visto corretamente, estes dois parágrafos descrevem um dilema humano universal. 

O problema não se encontra em tentar encontrar a correção no nível do comportamento. Não há nenhuma maneira resolver conflitos nesse nível.

Enquanto a mente estiver dividida, o problema permanece. É óbvio, então, onde é que a correção deve ser encontrada. Na cura da divisão em nossas mentes!

Enquanto os objetivos continuam a ser divididos entre a parte de você que é "nobre" e a que é "inferior", você estará no primeiro ou no segundo tipo do conflito, e provavelmente, sujeito a saltar para frente e para trás entre eles. A solução, portanto só pode ser unificar o seu objetivo. Saber que aquilo que você quer realmente não pode ser dividido entre dois campos irreconciliáveis. Você então escolhe que Deus e a Sua orientação ou que a orientação do Ser Verdadeiro dentro de você é a única coisa que você quer realmente. A Vontade de Deus e os teus desejos verdadeiros são, na verdade, exatamente os mesmos. Quando o querer se unifica assim, você descobre que isto é verdade. Então sua mente pode se colocar sob a orientação de Deus ( que é o mesmo que teu Ser Verdadeiro) sem esforço consciente. Só então não haverá nenhuma tensão em fazer a vontade de Deus, porque você terá a convicção que a vontade de Deus é também a tua própria.

Um conflito nunca se soluciona no nível em que ele foi colocado, mas ele pode ser facilmente resolvido num nível superior ao que foi colocado. Mas para subir o nível de compreensão é necessário a humildade e a humildade começa com reconhecimento de que nós não sabemos como resolver nossos conflitos. Nossos conflitos são inventados pelo nosso ego e ele não quer que sejam resolvidos. A irresolução é sua meta já ele nos quer impotentes, pois não nos ama. A humildade nos faz desistir de resolver por conta própria, nos faz implorar por uma resposta superior, por uma resposta de nível superior de consciência onde nos pode ser dada uma maravilhosa mente não dividida.

A humildade não acredita na arrogância que o ego quer nos vender em querer resolver o impossível. Mas a humildade acredita que a resposta virá quando ela for pedida com humildade.

Sergio Condé